Cleo Pires aparece nua em todas as cenas de seu novo clipe musical
A atriz Cleo Pires continua investindo em sua carreira musical. E encontrou uma forma bastante efetiva de ampliar o público de suas músicas. Em seu novo clipe, “Trapped”, ela aparece completamente nua em todas as cenas – revelando, inclusive, uma tatuagem de dragão na região do cóccix. As imagens consistem basicamente de um banho de sangue. Na maior parte do tempo, Cleo aparece numa banheira, preenchida por água e líquido vermelho. Mas ela também se levanta e passeia pela casa, deixando pegadas sangrentas. O visual investe na estética gótica, tendência que já tinha sido vislumbrada em “Jungle Kid”. Ela própria dirigiu o clipe, em parceria com Ricardo Guidara, da Alcateia Filmes.
Rouge “volta” em clipe visto por mais de 1,3 milhão, que no fundo é um comercial de aplicativo
O grupo feminino Rouge voltou, como diz a letra de “Dona da Minha Vida”. E o público notou. O clipe da música foi visto mais de 1,3 milhão de vezes em dois dias. O vídeo começa no “teto de São Paulo”, num heliporto acima dos prédios (“voltei, desta vez eu vou por cima…”), onde o quinteto executa sua coreografia de Destiny’s Child e solta um corinho vocal de “hino de Copa do Mundo”. E termina no asfalto, numa marcha empoderada pelas ruas. O terceiro vídeo lançado desde o retorno do grupo em 2017, após “Bailando” e “Confia em Mim”, é um clipe com historinha. E não chega nem a ser subliminar. Está na cara. Em close. A marcha “leva” a um comercial de aplicativo de táxi. Sintoma dos tempos, “Dona da Minha Vida” é mais um comercial de produto que não tem nada a ver com a música. A tendência do product placement deixou de ser sutil para se tornar invasiva. E mesmo assim não há nada que alerte se tratar de inserção paga. Isto coloca em cheque a autenticidade de cada manifestação. Veja-se, por exemplo, que o Rouge foi comemorar o sucesso do clipe nas redes sociais dizendo estar “levando uma mensagem de paz, esperança, amor, respeito e liberdade!”. Poderia ser só um clichê. Mas, nesse mundo patrocinado, quem duvida que não seja outra publicidade – de um certo instituto de auto-ajuda, que tem o mesmíssimo slogan?
VMA 2018: Camila Cabello é a grande vencedora da premiação de clipes da MTV
Evento mais badalado da MTV, o Video Music Awards, que premia os melhores clipes do ano, aconteceu na noite de segunda-feira (20/8) na tradicional casa de espetáculos nova-iorquina Radio City Music Hall. Entre muitos shows e participações de artistas famosos, a edição 2018 do troféu Astronauta de Prata deixou claro que o pop atual pertence às mulheres, ao consagrar a cantora Camila Cabello – ao mesmo tempo em que ignorou as contribuições dos principais artistas masculinos do ano. A jovem cubana venceu os dois principais troféus da noite, como Artista do Ano e Melhor Clipe do ano, por “Havana”. O último foi entregue simplesmente por Madonna, que a ex-Fifth Harmony fez questão de reverenciar de joelhos. A vitória de “Havana” (reveja o clipe aqui) também foi a segunda consecutiva do diretor Dave Meyers, que tinha conquistado o VMA do ano passado com o clipe de “Humble”, de Kendrick Lamar. A artista mais premiada, por sua vez, foi rapper Cardi B. Líder em indicações, concorria a dez prêmios e levou três, incluindo Revelação do Ano. Mas, na categoria de hip-hop, perdeu para sua concorrente Nicki Minaj. Incrível é que o espetacular clipe de “This Is America”, do rapper Childish Gambino (mas pode chamar de Donald Glover), nem tenha concorrido nesta categoria, ainda que tenha sido lembrado como “Clipe com Mensagem”. O fenômeno Drake? A MTV até sabe quem é, mas não reconheceu em nenhuma categoria sequer. Entre os poucos homens premiados, o DJ Avicii levou um troféu póstumo de Melhor Clipe de Música Eletrônica por “Lonely Together”, pareceria com Rita Ora, e o rapper Post Malone, conquistou o Astronauta de Prata de Música do Ano, por “Rockstar”, mas chamou mais atenção ao se apresentar com a banda Aerosmith… tocando guitarra! Faz sentido, já que Imagine Dragons é o que passa por rock na MTV hoje em dia. Ariana Grande, que venceu a disputa de Melhor Clipe Pop com “No Tears Left To Cry”, foi responsável pela performance mais impactante da noite, ao fazer uma recriação da Santa Ceia, em versão feminina, durante a apresentação da música “God Is A Woman”. Madonna também representou um ponto bastante comentado da premiação com uma homenagem a Aretha Franklin, que morreu no último dia 16 aos 76 anos. Em um longo discurso, a rainha do pop destacou como a rainha do soul foi indiretamente responsável pelo começo de sua carreira. Em vez de destacar a importância de Aretha, falou de si mesma, lembrou de sua própria trajetória e usurpou a homenagem. As redes sociais bufaram de raiva. Faltou R-E-S-P-E-C-T. Ao menos, a garota material evitou cantar um cover da mulher natural, o que seria um sacrilégio completo. A festa ainda teve show de Shawn Mendes, que abriu a cerimônia – e introduziu a homenageada da noite, Jennifer Lopez – , fazendo chover literalmente no palco, durante sua performance de “In My Blood”. Veja abaixo a lista dos principais vencedores do VMA 2018. Artista do Ano: Camila Cabello Clipe do Ano: “Havana”, de Camila Cabello Música do Ano: “Rockstar”, de Post Malone & 21 Savage Melhor Clipe Pop – “No Tears Left To Cry”, de Ariana Grande Melhor Clipe de Hip-Hop: “Chun-Li”, de Nicki Minaj Melhor Clipe Latino: “Mi Gente”, de J Balvin & Willy William Melhor Clipe Eletrônico: “Lonely Together” , de Avicii & Rita Ora Melhor Clipe de Rock: “Whatever It Takes”, de Imagine Dragons Melhor Clipe do Verão: “I Like it”, de Cardi B Melhor Clipe com Mensagem: “This Is America”, de Childish Gambino Revelação do Ano: Cardi B Artista Emergente do Ano: Hayley Kiyoko Melhor Colaboração: Jennifer Lopez, DJ Khaled & Cardi B – “Diñero” Melhor Direção: Hiro Murai – “This Is America”, de Childish Gambino Melhor Direção de Fotografia: Benoit Debie – “Apeshit”, de The Carters Melhor Direção de Arte: Jan Houlevigue – “Apeshit”, de The Carters Melhores Efeitos Visuais: Loris Paillier – “All The Stars”, de Kendrick Lamar & SZA Melhor Coreografia: Sherrie Silver – “This Is America”, de Childish Gambino Melhor Edição: Taylor Ward – “Lemon”, de N.E.R.D & Rihanna Michael Jackson Video Vanguard (Prêmio pela carreira): Jennifer Lopez
Pabllo Vittar canta, bate, chuta e rebola para vender bebida energética em seu novo clipe
Pabllo Vittar divulgou um novo clipe/comercial de bebida energética. Passado num “museu” como um famoso e recente vídeo de Jay Z e Beyoncé, traz Pabllo em clima de “Missão Impossível”, descendo por uma corda para… beber TNT! O “product placement” é mais descarado que “merchan” de novela. A música dançante se chama “Problema Seu” e foi toda registrada naquele falsete que os detratores amam odiar – e que, verdade seja dita, dá uma saudade imensa de Ney Matogrosso. Além da cenografia de museu e latinha com logotipo voltado para a câmera, a produção do comercial/clipe também caprichou no figurino, repleto de fantasias e perucas coloridas, que, combinadas à coreografia de lutas e efeitos visuais, evocam um clima meio “Bad Blood”, de Taylor Swift. Derivativo, mas lindamente executado e dirigido por João Monteiro e Fernando Moraes, que se identificam como Os Primos e assinam seu clipe mais elaborado desde que iniciaram a parceria com Pabllo em “K.O.”, no começo de 2017. “Problema Seu” é o primeiro single do novo álbum “PV2”, ainda sem previsão de lançamento.
Dave Grohl se multiplica para tocar sete instrumentos em clipe-documentário
Dave Grohl lançou um mini-documentário na página da banda Foo Fighters no YouTube. Gravado em preto e branco, “Play” traz depoimentos em homenagem à artistas que dedicam sua vida a um instrumento. Mas a maior parte do vídeo é dedicado a mostrar Grohl registrando a música-título em estúdio, na qual ele toca todos os instrumentos. Ele se multiplica em cena, graças a efeitos de edição. São sete instrumentos e a música dura 23 minutos. Vale lembrar que ele gravou todos os instrumento no primeiro disco do Foo Fighters em 1994, quando ainda não existiam outros membros na banda. Quem for muito fã também pode optar por ver o artista tocando cada um dos instrumentos individualmente no site oficial do projeto – aqui. A faixa já está disponível nas plataformas digitais e será lançada em vinil em 23 de setembro.
Filha de Elvis Presley grava dueto póstumo com o cantor para disco de gospel
Um dueto póstumo inédito de Elvis Presley com sua filha ganhou um clipe, que mistura imagens do arquivo pessoal da família em Graceland com cenas do famoso especial televisivo de Elvis de 1968 e os registros da gravação de Lisa Marie Presley em estúdio nos dias de hoje, 50 anos depois. Intitulada “Where No One Stands Alone”, a música dá nome a um novo álbum do cantor, dedicado a gravações de estilo gospel, que foi lançado nesta sexta-feira (10/8). Além de participação vocal, Lisa também é creditada como uma das produtoras da bora. “Quando tinha 2 anos, Elvis Presley me disse: ‘Tudo o que eu conhecia era música gospel. Isso se tornou parte da minha vida. É tão natural quando dançar. Um meio de escapar dos meus problemas e meu jeito de me libertar’. Foi a música gospel que alimentou ferozmente sua paixão musical, embora sua síntese única entre o country, o popular e o R&B tenham feito dele um ídolo para milhões de pessoas ao redor do mundo. Familiares e amigos se recordam de ouvir com frequência Elvis cantando música gospel em casa e durante o aquecimento para seus shows”, recordou Lisa, no comunicado do projeto. A filha única de Elvis demorou a se decidir pela carreira de cantora, tendo lançado seu primeiro disco apenas em 2003, aos 35 anos de idade. Ela nasceu em 1968 e é mãe da atriz Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”).
Drake aproveita meme dançante em clipe oficial de In My Feelings
O rapper Drake divulgou novo clipe. Trata-se de “In My Feelings”, faixa que viralizou nas redes sociais, após se transformar num desafio coreográfico letal, chamado #InMyFeelingsChallenge. Nessa “brincadeira”, pessoas pulam de um carro em movimento para dançar na rua. Recentemente, um homem foi atropelado ao fazer o desafio e o Conselho Nacional de Segurança no Transporte norte-americano teve de soltar um comunicado pedindo para que parem de fazer isso. No clipe, Drake interage com o criador do desafio, o comediante Shiggy, após acordar de um sonho em que as pessoas dançavam sua música por toda a cidade de Nova Orleans. O vídeo tem ainda participação de Nicki Minaj, que canta na gravação, e ao final traz uma compilação de várias celebridades dançando o desafio, incluindo Will Smith, Dua Lipa, DJ Khaled, Steve Aoki, Ciara, o apresentador Ryan Seacrest, o elenco mirim de “Stranger Things” e os membros do reality “Queer Eye”, mas em cenas sem risco de vida – embora o DJ Steve Aoki se apresente sobre uma prancha de surfe. Além de aproveitar o meme, a produção também explora outro aspecto da música, que massificou o verso “Kiki, do you love me?”, ao abrir com uma cena típica de comédia romântica, em que a atriz Lala Anthony (da série “Power”) vive a personagem, e Phylicia Rashad (da série “Cosby Show”) sua mãe linha-dura. A direção é de outra atriz, Karena Evans (da série “Mary Kills People”), que volta a trabalhar com Drake após “God’s Plan” (o famoso clipe em que o rapper distribui dinheiro) e “Nice for What”. “In My Feelings” faz parte do disco “Scorpion”, primeiro álbum a atingir 1 bilhão de streams em uma semana, e que bateu o recorde dos Beatles ao colocar 7 faixas nas primeiras 10 posições do Hot 100, a parada de sucessos da revista Billboard. Não só isso: o rapper canadense teve absolutamente todas as 25 faixas do álbum (que é duplo) na Hot 100. Um fenômeno.
Larissa Manoela vira “patricinha de butina” em clipe de Zezé Di Camargo & Luciano
A dupla Zezé Di Camargo & Luciano lançou um novo clipe. A música se chama “Reggae in Roça” e fala numa patricinha de butina, personagem encarnado pela atriz-mirim Larissa Manoela (“Meus Quinze Anos”). Os versos incluem uma manjada cantada de boteco (“Menina será que cê caiu do céu/ Ou tô te confundindo com uma estrela”), mas se passa ao ar livre, em clima de festa junina, com direito a dança ao redor da fogueira. Literalmente do dia para a noite, Larissa troca as “roupas de grife” pelo jeans caipira, incentivada por Lorena Improta, uma ex-bailarina do “Domingão do Faustão”, que ajuda a transformar ao contrário a Cinderela numa Gata Borralheira para o baile da roça. O vídeo foi gravado no pesqueiro Pantanosso e no sítio Pindorama, em Mairinque, no interior de São Paulo, e tem direção do galã de novelas da Record Raphael Montagner (“Escrava Mãe”) e Tiago Hit.
Jennifer Lopez vai receber homenagem do VMA 2018, a premiação de clipes da MTV
A cantora e atriz Jennifer Lopez será a grande homenageada da próxima premiação de clipes da MTV, o VMA (Video Music Awards) 2018. Ela foi a escolhida para receber o troféu Michael Jackson Video Vanguard Award. Além de receber o prêmio, ela deve apresentar um medley com os seus maiores sucessos na cerimônia, marcada para 20 agosto. A participação marcará um retorno de Jennifer Lopez ao maior evento da MTV, após 17 anos. A última vez que ela apareceu no VMA foi em 2001. O Video Vanguard Award é concedido desde 1984, e foi rebatizado em homenagem a Michael Jackson a partir de 1991. P!nk, Rihanna, Kanye West, Beyoncé, Justin Timberlake e Britney Spears foram alguns dos artistas anteriormente agraciados com o troféu. Com uma carreira que abrange quase três décadas, iniciada como dançarina no palco do programa humorístico “In Living Colour” em 1991, Jennifer Lopez estourou na música, no cinema e na televisão, e atualmente se destaca também longe dos holofotes, como produtora de séries como “Shades of Blue”, “Os Fosters – Família Adotiva” e o spin-off desta, a vindoura “Good Trouble”, além do reality “World of Dance”. Entre um e outro hit, ela ainda apadrinhou alguns diretores que depois estouraram no cinema, como Francis Lawrence (das duas partes de “Jogos Vorazes: A Esperança”), e na TV, como Melina Matsoukas (da série “Insecure”), graças a clipes de sucesso. De fato, tantas atividades paralelas não impediram sua videografia de se tornar bastante extensa e influente, de “Baila”, em 1998, até “Dinero (song)” neste ano – títulos que, de certo modo, também ajuda a resumir sua carreira, dos passos de dança à fortuna conseguida com a consagração profissional.
Deborah Secco termina com o marido em clipe de música sertaneja
A dupla Simone e Simaria lançou o clipe da música “1 em Um Milhão” ao melhor estilo sertanejo: durante o “Fantástico”. Música para o povão que vê TV aberta. E para completar, o vídeo ainda inclui atores de novela para representar a “historinha” da canção. No clipe, Deborah Secco encena um romance com Hugo Moura, seu marido na vida real. Mas o final não é nada feliz. Os dois terminam o relacionamento. Que não seja mau agouro. A música fala sobre um rapaz que não tem coragem de terminar o relacionamento pessoalmente e o faz por telefone. O vídeo com direção de Mess Santos (o diretor favorito de Wesley Safadão) também marca o retorno de Simaria à dupla, após ser diagnosticada com tuberculose ganglionar. Ela teve alta e retomou a parceria, após Simone cantar sozinha por três meses. No Fantástico, claro, teve lágrimas. É “o show da vida”.
DJ Khaled volta a se juntar com Justin Bieber em clipe que faz comercial descarado de bebidas e roupas
O produtor DJ Khaled voltou a convocar o popstar Justin Bieber para uma nova parceira. Além dos dois, Quavo e Chance the Rapper também participam de “No Brainer”, revivendo o grupo responsável pelo maior sucesso da carreira de Khaled, “I’m The One”, lançado em 2017 – só faltou Lil Wayne. Mas em meio ao clima de ostentação, embalado numa trama meta com cenas de bastidores da gravação, o vídeo deixa a música de lado para se assumir um grande comercial de bebidas e roupas, em que as marcas são empurradas para o primeiro plano, em closes de doer os olhos. O descaramento é maior que em qualquer product placement dos filmes dos “Transformers” e até mesmo das novelas brasileiras. A direção do comercial é do próprio Khaled, como sugere a metavanglorização, em parceria com Colin Tilley, que fez clipes para Nicki Minaj (“Anaconda”), Fergie (“M.I.L.F.$”) e até para o próprio Bieber (“U Smile”). E, como sempre, traz DJ Khaled fazendo a contribuição mais importante para a gravação: dizer seu nome. A canção faz parte do disco “Father of Asahd”, que o produtor vai lançar em outubro. O título do álbum é outra referência a ele mesmo, já que o artista é o pai de Asahd Khaled, bebê que também faz uma breve aparição no vídeo, no colo do pai e de Justin Bieber. O dinheiro de tanto product placement vai ajudar a pagar o leitinho da criança. Khaled também lançou um comercial, desta vez assumido, em que discute com o menino os direitos autorais de sua participação no disco. Hilário, Asahd é na verdade dublado pelo comediante Kevin Hart (“Jumanji: Bem-Vindo à Selva”). O esquete é muito melhor que o clipe, ainda que tenha sido feito para vender produtos da Apple. Talvez a diferença de qualidade esteja diretamente relacionada aos produtos anunciados nos dois vídeos. Veja abaixo.
Drake inspira “beatlemania” em clipe gravado em Londres
Drake lançou o clipe de “Nonstop”, a faixa com o baixo mais insano do rap em muitos e muitos anos. Gravado em preto e branco durante a turnê inglesa de Drake, o vídeo abre com show ao vivo e inclui um passeio do rapper por Londres, no teto de um dos ônibus turísticos locais, provocando histeria e correria como na era da Beatlemania. O artista canadense vive mesmo o auge de sua carreira. Rapper mais bem-sucedido de 2018, seu recém-lançado álbum “Scorpion” quebrou o recorde de streamings do Spotify e virou platina no dia em que foi colocado à venda. Com o novo álbum, Drake superou realmente uma marca dos Beatles, ao acumular 7 faixas nas primeiras 10 posições do Hot 100 da Billboard, a principal parada de música dos Estados Unidos. O clipe em tom de documentário foi dirigido por Theo Skudra, fotógrafo que está registrando a atual turnê mundial de Drake. Ele já tinha dirigido o artista em “100”, clipe de 2015 do rapper The Game, que contava com participação do canadense. Sexto single de “Scorpion”, “Nonstop” ainda traz participações de Quavo e French Montana, e seu vídeo foi lançado com exclusividade na plataforma Apple Music.
Aretuza Lovi vira cigana em clipe superproduzido
Aretuza Lovi lançou o clipe de “Movimento”, canção gravada com participação da cantora Iza, com um visual cigano que lembra a novela “Explode Coração”, de 1995, entre tendas, varais e roupas típicas, com muita coreografia em cores vibrantes. A direção é de Felipe Sassi, que optou pelo ar livre e locação ensolarada de carnaval cigano. Tudo muito bonito, exótico e internacional. Uma fantasia superproduzida como os clipes qualquer-coisa do pop americano. Sem nenhuma relação com a realidade. Vale reparar que a música, apesar do título, é ainda mais alienada. Não faz alusão ao movimento LGBTQIA+, movimento dos sem-terra (tendo em vista o acampamento cenográfico) ou qualquer outro movimento social. O que Aretuza Lovi canta e decanta é o que se move da cintura para baixo. Este “Movimento” é apenas mais uma alusão à “Paradinha” e outros rebolados de funk. E assim como o clipe de sci-fi futurista de Ludmilla para “Jogo Sujo”, do mesmo diretor, o vídeo de “Movimento” não tem nada a ver com a letra da música. Mas seria realmente chato ver só gente rebolando nos clipes. Assim como é chato ouvir só isso nos funks. Disfarça-se com sci-fi e ciganos, mas o conteúdo é o mesmo, o mesmíssimo de 70 anos atrás, quando letras sobre a dança sensual negra originaram o termo rock’n’roll. Era escandaloso e culturalmente relevante na época. Mas faz tanto tempo que isso se banalizou que as crianças que imitavam as coreografias do É o Tchan hoje são adultas. O movimento precisa de mais letras que sacudam a humanidade da cintura para cima, alguma reflexão para o século 21 que não seja feita apenas com a bunda.












