Playlist: 10 clipes novos de rock sombrio
O playlist de clipes indies desta semana revisita o revival gótico e pós-punk atual com novas bandas e velhos conhecidos. A programação começa e termina com dois casais, a dupla franco-polonesa The Blind Suns e o par turco Ductape (foto do post). Mas além das canções sombrias de amor e morte da juventude, a seleção exuma dois covers entoados por roqueiros veteranos. Mark Lanegan, que liderava a banda grunge Screaming Trees nos anos 1990, se junta a Wesley Eisold, o Cold Cave, para cantar uma das músicas mais icônicas do Joy Division, enquanto os pioneiros do rock industrial Ministry retornam das trevas tocando Stooges. Para entrar no clima, os vídeos foram alinhados de forma a sugerir uma discotecagem contínua. É só dar play abaixo e deixar tocar. The Blind Suns | França | Actors | Canadá | Cold Cave + Mark Lanegan | EUA | Ministry | EUA | 1000 Robota | Alemanha | Låska | Rússia | Traitrs | Canadá | Thymian | Suíça | Agent Side Grinder | Suécia | Ductape | Turquia
The Rock vira rapper em clipe de Tech N9ne
Dwayne “The Rock” Johnson gravou seu primeiro rap. O ator e ex-astro de luta livre flexionou seus músculos vocais como convidado de Tech N9ne numa nova gravação intitulada “Face Off”, que ganhou clipe nesta sexta (8/10). A faixa é uma ode ao enfrentamento e conta ainda com participação de Joey Cool e King Iso, que trocam desafios e exalam testosterona na tela, evocando um clima de combate. Para dificultar bastante a participação do neorapper com nome de Rock, todos gravaram rimas aceleradíssimas, atropelando palavras ao estilo veloz e furioso de Eminem em “Godzilla” (2020). Iniciante, The Rock não tem como alcançar a velocidade dos rappers. Mas vence com, digamos, carisma maciço sua estreia na arena musical. Johnson revelou que a iniciativa de virar rapper foi um convite de Tech N9ne. “Quando Tech me chamou pelo Instagram, eu já soube que daria certo. Temos o mesmo tipo de ética de trabalho, a mesma mensagem que queremos passar”, contou à revista Variety. Ela será visto a seguir no que sabe fazer melhor: brigando num filme, a comédia de ação “Alerta Vermelho”, que chega em 12 de novembro na Netflix.
Netflix faz clipe de sua programação com artistas brasileiros
A Netflix divulgou um clipe com participação de vários artistas da música brasileira em cenários de séries conhecidas de seu catálogo. Intitulada “Tudum Remix”, a música tem como base o som da vinheta que virou marca registrada da plataforma, ouvido na abertura e no encerramento de suas atrações. Estrelado pelo dançarino e tiktoker Martin Klayver, o clipe tem participações de Duda Beat, Péricles, Mari Fernandez, BK’ e Olodum evocando cenas de “Bridgerton”, “Sex Education” e “Stranger Things”, entre outras. Além disso, a batida conta com a criatividade de MC Fioti. Tudum também é o nome de um evento promovido pela Netflix para divulgar as novidades de sua programação. A terceira edição aconteceu em setembro passado.
Diane Keaton é mãe de Justin Bieber no novo clipe do cantor
O cantor Justin Bieber lançou o clipe de “Ghost”, música sobre luto, no qual contracena com a veterana atriz Diane Keaton (da trilogia “O Poderoso Chefão”). Keaton interpreta a mãe de Bieber em cenas de viuvez, que incluem o funeral do marido. Na historinha do vídeo, ela conta com a força do rapaz para superar a perda e seguir adiante. Quatro vezes indicada ao Oscar, Keaton deu show de humildade ao descrever a experiência do clipe como “uma honra”, em postagem em seu Instagram. Por curiosidade, ela confessou seu crush pelo cantor durante uma participação no programa “The Ellen Show” em 2015, minutos antes de conhecê-lo pessoalmente. Os dois ficaram amigos e ela dispensou figurinista para usar roupas de seu próprio armário na produção musical. A direção é de Colin Tilley, parceiro do artista desde o clipe de “U Smile”, de 2010. “Ghost” é uma das três novidades de Justin Bieber nesta sexta (8/10). As demais são o documentário “Our World”, disponibilizado na Amazon Prime Video, e um relançamento de seu último álbum, “Justice”, com faixas inéditas.
Tears for Fears volta com novo clipe e cabelos brancos
A dupla Tears for Fears está de volta. Roland Orzabal e Curt Smith lançaram nesta quinta (7/10) o clipe de “The Tipping Point”, faixa-título de seu primeiro álbum de gravações inéditas desde 2004. O vídeo apresenta a imagem de um jarro com rosas, que durante um minuto inteiro aparece estático na tela, no melhor estilo natureza morta, enquanto luzes refletidas nas pétalas sugerem a passagem do tempo. Após o jarro cair e quebrar, a cena corta para a dupla de artistas, que realmente viu o tempo passar, apresentando cabelos grisalhos e rostos enrugados, bem diferentes dos tempos em que estampavam pôsteres em quartos de adolescentes. Até hoje lembrados por hits como “Shout” e “Everybody Wants to Rule the World”, Roland Orzabal e Curt Smith não gravam um álbum bem-sucedido desde “The Seeds of Love”, de 1989. Depois disso, eles romperam relações, se separaram e só voltaram a cantar juntos no disco anterior, “Everybody Loves a Happy Ending”, lançado em 2004. O álbum “The Tipping Point” só vai chegar nas plataformas digitais em 25 de fevereiro, criando um hiato de 18 anos entre os lançamentos.
Emily Ratajkowski acusa Robin Thicke de assédio na gravação do clipe de “Blurred Lines”
A modelo e atriz Emily Ratajkowski (“Privacidade Violada”), que participou do clipe da música “Blurred Lines”, maior sucesso de Robin Thicke, acusou o cantor de assédio sexual durante as gravações em sua biografia “My Body”, que teve alguns trechos adiantados pela revista americana Rolling Stone. No texto, Emily explicou que aceitou aparecer pelada no clipe, pois confiava na diretora do projeto, Diana Martel. Entretanto, o cantor chegou bêbado no set. “De repente, do nada, eu senti a pele gelada das mãos de alguém envolvendo meus seios nus. Eu instintivamente me afastei, olhei para trás, e vi que era Robin Thicke. Ele deu um sorriso debochado e alguns passos para trás, os olhos escondidos pelos óculos escuros. Minha cabeça se virou para o outro lado quando ouvi a voz de Diane gritando: ‘Você está bem?'”, descreve o texto. Ela acrescentou que evita pensar naquele momento, por isso demorou tanto para acusar o artista, e também queria proteger a reputação da diretora, que sempre tentou manter um lugar seguro para as modelos. A diretora confirmou o relato de Ratajkowski em entrevista recente ao jornal britânico The Sunday Times. “Eu me lembro do momento em que ele fez isso, pegou um seio dela em cada mão. Eu gritei com o meu sotaque do Brooklyn: ‘Que merd* você está fazendo? Acabou por hoje, chega!’. Robin se desculpou depois”, Martel revelou. Um dos maiores sucessos de 2013, “Blurred Lines” impulsionou a carreira do cantor. O clipe atingiu mais de 760 milhões de visualizações no YouTube. Mas a música se tornou amaldiçoada para o futuro de Thicke. Meses depois do lançamento, ele fez um dueto com Miley Cyrus no Video Music Awards (VMA) que deu muito o que falar. A performance de Miley, que espontaneamente decidiu simular sexo ao vivo com o cantor durante a apresentação de “Blurred Lines”, teria sido responsável pelo fim de seu casamento de nove anos. Após a apresentação, o cantor e a esposa, a atriz Paula Patton, entraram em uma discussão acalorada e, para piorar a situação, fotos flagraram Thicke apalpando uma moça durante uma das festas pós-VMA. Em seguida, Patton entrou com pedido de divórcio. Passados mais cinco anos, Thicke e o produtor-compositor Pharrell Williams foram condenados por plágio na gravação de “Blurred Lines” e precisaram indenizar em quase US$ 5 milhões a família de Marvin Gaye por copiarem no hit a música “Got to Give it Up”, lançada por Gaye em 1977. Veja abaixo o clipe original da canção, na versão liberada para menores.
Karol Conká celebra fim da rejeição no clipe de “Subida”
Karol Conká já superou o “BBB 21”. No clipe de sua nova música, “Subida”, ela dança e canta a superação da rejeição recorde que sofreu no reality show. “Vem ver como eu tô bem aceita que, tô bem/Que eu vou lá, tô pronta pra decolar/Tô na subida/E ainda vou subir mais”, celebra o refrão da música, que ainda menciona os likes e os deslikes das redes sociais. De fato, Karol Conká deixou de ser a vilã mais odiada dos reality shows brasileiros, abrindo vaga para Nego do Borel, expulso da atual edição de “A Fazenda” e sujeito a investigação criminal por estupro de vulnerável. “Subida” foi feita para a trilha sonora do jogo “Fifa 2022”, mostrando que não é só a autoestima de Karol Conká que está em ascensão, mas também os bons contratos comerciais.
Pabllo Vittar vira cowgirl em novo clipe dançante
Pabllo Vittar lançou um novo clipe de sua fase breganejo, “Bang Bang”, em que aparece caracterizada como cowgirl para alvejar corações. A música besteirol interpola o tema do spaghetti western “Três Homens em Conflito” (1966), composto por Ennio Morricone, e encerra com um sample do tema de James Bond, de Monty Norman, para acompanhar uma letra divertida sobre um flerte de “olhar 43”. No contexto do clipe dirigido por Vinícius Cardoso, a canção também celebra a beleza e a sensualidade LGBTQIAP+, com direito a coreografia apenas de homens. “Bang Bang” faz parte do álbum “Batidão Tropical”, quarto álbum da carreira de Pabllo Vittar, que quebrou recordes do Spotify em seu lançamento.
Anthony “AJ” Johnson (1965-2021)
O comediante Anthony “AJ” Johnson, que viveu o hilário Ezal em “Sexta-Feira em Apuros” (1995), morreu no fim de semana aos 55 anos. O falecimento foi anunciado por sua representante LyNea Bell, que não deu nenhuma informação adicional sobre a causa da morte. Nascido em Compton, Califórnia, o comediante de stand-up chamou atenção pela primeira vez em 1990, quando conseguiu o papel de EZE na comédia clássica “Uma Festa de Arromba” (House Party). Ele voltou a aparecer no terceiro filme da franquia, lançado quatro anos depois. Johnson também apareceu em outro clássico, o thriller criminal “Perigo para a Sociedade” (Menace II Society, 1993), que lançou a carreira dos irmãos cineastas Albert e Allen Hughes, além de ter feito várias comédias, incluindo “Ricas e Gloriosas” (1997) com Halle Berry e “Irresistível Atração” (1998) com Jada Pinkett Smith. Mas ele é indiscutivelmente mais conhecido por sua performance como Ezal em “Sexta-Feira em Apuros”. Na comédia estrelada por Ice Cube e Chris Tucker em 1995, o personagem do ator estava geralmente roubando ou planejando ganhar dinheiro rápido, sempre com consequências engraçadas. “É triste acordar com a notícia da morte de AJ Johnson. Cara naturalmente engraçado que também era ‘straight outta Compton'”, escreveu Ice Cube em seu Twitter. O rapper e ator tinha planos de contar com Johnson numa continuação do filme original, “Last Friday”, atualmente em desenvolvimento, e lamentou não ter tido tempo “de trazer seu personagem Ezal de volta às telas”. Além de Ice Cube, Johnson era amigo dos outros rappers do NWA e chegou a participar de clipes históricos, como “Dre Day” (1993), de Dr. Dre. Ele até interpretou uma paródia do rapper Eazy-E, chamada “Sleazy E”, na faixa em que Dr. Dre atacava o ex-membro do NWA. E Eazy-E não só aprovou a imitação como trouxe Johnson de volta ao papel dele mesmo no clipe de “Real Muthaphukkin G’s” (1993), numa resposta a Dre. Ele deixa uma esposa e três filhos.
Playlist: 10 clipes de artistas novos do rock alternativo
A seleção indie da semana é focada na nova geração do rock alternativo, estendendo-se das baladas distorcidas às explosões de raiva microfonada. São cinco faixas em tom confessional e cinco gravações revoltadas, numa jornada musical que começa com a cantora americana Ella Williams, mais conhecida como Squirrel Flower, e o grupo irlandês NewDad (registrado na foto que ilustra o post). A maioria das músicas destaca vozes femininas, como as australianas Marie “Maz” DeVita (da banda Waax) e Alex Lahey. São roqueiras inspiradas pela explosão grunge dos anos 1990, com direito até a cover de Nirvana da cantora Maita, lançado pelo mítico selo Kill Rock Stars, base do movimento riot grrl original. Mas o final se dá em clima pós-punk inglês, com uma gravação do grupo The Violent Hearts, formado das cinzas da banda punk Sharks. Para entrar no clima, os vídeos foram alinhados de forma a sugerir uma discotecagem contínua. É só dar play abaixo e deixar tocar. Squirrel Flower | EUA | NewDad | Irlanda | Maita | EUA | Major Murphy | EUA | Asia Imbiss | Alemanha | Church Girls | EUA | Waax | Austrália | Alex Lahey | Austrália | Bully | EUA | The Violent Hearts | Inglaterra |
Caetano Veloso lança seu primeiro clipe em quase uma década
Caetano Veloso lançou um novo clipe após quase uma década distante do formato, hiato tão longo que transformou sua página do YouTube numa coleção de trechos de shows e registros ao violão. Mas é como se o tempo não tivesse passado. O registro de “Anjos Tronchos” retoma a estética minimalista do último clipe produzido, “A Bossa Nova É Foda”, de 2013, voltando a trazer o cantor em poses acanhadas num estúdio escuro. O diretor é o mesmo, Fernando Young, também responsável pela fotografia, que explora reflexos. Em vez de ser abraçado sem parar, agora Caetano reflete-se infinitamente, num novo afago ao ego. Moderna e desconcertante, a música destaca a guitarra de Pedro Sá, outro parceiro da década passada de Caetano, que integrou a banda Cê. A melodia de rock sombrio (choque de pós-punk com música concreta) embala uma letra pós-moderna, focada na internet. Vão longe os tempos em que Caetano mandava notícias “via Intelsat” para “O Pasquim”. “Agora, a minha história é um denso algoritmo”, ele canta em “Anjos Tronchos”, poetizando desde a toxidade das redes (“Um post vil poderá matar”) até suas possibilidades artísticas (“Miss Eilish faz tudo o quarto com o irmão”). A letra parafraseia o “anjo torto” de Carlos Drummond de Andrade, que já tinha inspirado Chico Buarque a ir “Até o Fim”. Desta vez, o anjo de silício faz Caetano olhar para a internet e se ver refletido, fazendo descobertas para redescobrir a si mesmo, porque “há poemas como jamais/Ou como algum poeta sonhou/Nos tempos em que havia tempos atrás/E eu vou, por que não?/Eu vou, por que não? Eu vou”. Afinal, “Alegria, Alegria” também era um contraste ambulante, criada numa época de colagens poéticas, onde o sol em capas de revistas era mais mais relevante que as notícias censuradas da ditadura. “Anjos Tronchos” é um excelente cartão de visitas para o novo disco de Caetano, batizado de “Meu Coco”, que deve incluir composições do poeta da MPB nunca gravadas por ele próprio, como “Noite de Cristal” (lançada por Maria Bethânia, em 1988), além de faixas inéditas.
Ben Barnes vira cantor e lança clipe com participação de Evan Rachel Wood
O ator britânico Ben Barnes resolveu iniciar uma nova carreira como cantor, aos 40 anos de idade. Ele vai lançar seu primeiro disco, o EP “Songs for You”, em 15 de outubro. Mas os fãs do Príncipe Caspian de “As Crônicas de Nárnia” e do vilão das séries “Sombra e Ossos”, “Justiceiro” e “Westworld” podem conferir a primeira prévia no clipe da música “11:11”, que conta com a participação de sua ex-colega de “Westworld”, Evan Rachel Wood – que também tem projeto musical paralelo. Veja abaixo. “Fazer esse videoclipe de ’11:11′ foi uma das experiências criativas mais satisfatórias da minha vida”, afirmou Barnes, em entrevista concedida à revista People. “Ver minha ideia ganhar vida nos monitores, no dia da gravação, com Evan dançando, foi um momento de orgulho para mim. A última peça do primeiro anseio artístico que saiu inteiramente de mim”, completou. Até este lançamento, Barnes fazia música como hobby, publicando vários covers de baladas românticas em seu Instagram, sempre acompanhando a si mesmo ao piano e fazendo muitas caretas. “11:11” confirma sua predileção pelo gênero, com inclinação para o soul e solos de guitarra de blues roqueiro.
Clipe solo de Lisa, do BLACKPINK, quebra recorde do YouTube
A cantora Lisa, integrante do BLACKPINK, quebrou um recorde do YouTube com o lançamento de seu primeiro clipe solo. O vídeo de “Lalisa” foi visto 73,6 milhões de vezes na plataforma em suas primeiras 24 horas, tornando-se o clipe musical de artista solo mais reproduzido em seu primeiro dia na plataforma. O recorde anterior pertencia a Taylor Swift pelo clipe de “ME!”, de 2019, visto 65 milhões de vezes em suas primeiras 24 horas. Em “Lalisa”, a cantora tailandesa do grupo de K-Pop BLACKPINK, explora sua habilidade como rapper, além de sua experiência como modelo, ao desfilar com vários figurinos diferentes. Um dos visuais mais marcantes da produção de moda chama especialmente atenção por juntar capas de discos de rock – Iron Maiden, Led Zeppelin e Kiss – num conjuntinho de jaqueta e minissaia. A música também tem várias passagens diferentes, como se fosse concebida para um grupo vocal e não uma artista solo. A letra, porém, não deixa dúvidas de que é uma obra de Lisa, repetindo seu nome – ou “Lalisa” – mais vezes que é possível contar.












