Clássico sci-fi Vampiros de Almas vai ganhar seu quarto remake
Contrariando quem diz que três já é demais, a Warner Bros. pretende realizar o quarto remake de “Vampiros de Almas” (Invasion of the Body Snatchers), clássico terror sci-fi de Don Siegel, que eletrizou o mundo pela primeira vez em 1956. Desde o lançamento do original, a trama, baseada no livro de 1954 de Jack Finney, foi refilmada como “Invasores de Corpos” (de Philip Kaufman, 1978), “Os Invasores de Corpos – A Invasão Continua” (de Abel Ferrara, 1993) e “Invasores” (de Oliver Hirschbiegel, 2007). Para quem não viu nenhum dos quatro filmes já lançados, a história gira em torno de moradores de uma cidadezinha que começam a se portar de modo estranho, sem demonstrar emoções, causando a suspeita de que estariam sendo substituídos por réplicas de outro mundo. As cópias nasciam em vagens alienígenas de tamanho gigante, que após controlarem a primeira cidade começavam a ser enviadas pra outros lugares dos Estados Unidos numa invasão em grande escala. O original foi apontado como metáfora para a caça às bruxas promovida pelo senador Joseph McCarthy, que via comunistas em toda a parte e estimulava denúncias de infiltrados em Hollywood nos anos 1950. O primeiro remake também rendeu comparações históricas, desta vez com a lavagem cerebral das seitas religiosas, chegando às telas logo após o suicídio coletivo da Guiana. A nova versão está sendo escrita pelo roteirista David Leslie Johnson (“Invocação do Mal 2”) e terá produção de John Davis (da franquia “Predador”). Não há previsão para a estreia do quinto “Invasion of the Body Snatchers”.
Quem realmente dirigiu Poltergeist? Integrante do filme diz que foi Steven Spielberg
Uma velha teoria da conspiração dos cinéfilos teria sido confirmada, após anos de contestação. Os rumores de que “Poltergeist: O Fenômeno” teve o diretor Tobe Hooper substituído por Steven Spielberg, produtor e roteirista do clássico de terror de 1982, foram confirmados por um integrante da equipe técnica do filme. John Leonetti, diretor de “Annabelle” (2014), que trabalhou como primeiro assistente de câmera em “Poltergeist”, resolveu contar “a verdade” em entrevista ao podcast Shock Waves. “Foi um filme muito intenso, muito divertido e muito técnico para se trabalhar. Tinha muita coisa acontecendo. E, francamente… Steven Spielberg dirigiu aquele filme. Não há dúvidas”, garantiu Leonetti. “No entanto, eu adoro Tobe Hooper. Eu amo aquele homem demais”. “Hooper era muito simpático e estava apenas feliz por participar daquilo. Criativamente, ele também fez diferença”, continuou o cineasta. “Steven desenvolveu o filme, e era ele quem deveria dirigir, mas havia a possibilidade de o sindicato reclamar. Então, ele foi ‘o produtor’, mas, na realidade, Steven dirigiu o filme sem usar seu nome, e Tobe estava tranquilo quanto a isso”. “Não foi nada contra Tobe. De vez em quando, Steven realmente saía do set e deixava Tobe fazer algumas coisas. Mas, na realidade, Steven foi o diretor”, concluiu. Ou seja, Leonetti confirmou aquilo que os fãs sempre alegaram: que “Poltergeist” tem visual de filme de Spielberg e pouco a ver com a filmografia de Tobe Hooper, que antes tinha feito um terror sangrento – e igualmente clássico – , “O Massacre da Serra Elétrica” (1974). Vale observar, porém, que Hooper enveredou pela sci-fi logo depois de “Poltergeist”, fazendo o também cultuado “Força Sinistra” (1985) e o “spilberguiano” “Invasores de Marte” (1986).
Tim Burton aparece na primeira foto de bastidores do filme de Dumbo
A Disney divulgou, durante a D23, a primeira foto dos bastidores de “Dumbo” (veja acima). A imagem traz o diretor Tom Burton num vagão de Casey Jr., o trem da trama, e visa demonstrar que a produção já começou a ser filmada. Para quem não lembra, o trem era um do personagens que se destacavam na animação de 1941, graças à personalidade própria e até uma canção. Na história, ele carregava os animais do circo de uma cidade para a outra. Além de “Dumbo”, ele apareceu nos desenhos “O Dragão Dengoso” (1941) e “A Nova Onda do Kronk” (2005), entre outras produções. O clássico contava a história de um bebê elefante que nasceu com orelhas enormes e por isso era motivo de deboche entre os demais animais de um circo. Mas estas mesmas orelhas acabam lhe permitindo voar. E com a ajuda de Timotéo, um simpático ratinho, ele acaba se tornando a maior atração do circo. A nova versão tem roteiro de Ehren Kruger (“Transformers: A Era da Extinção”), que incluiu personagens humanos na trama, ausentes na animação original. O elenco inclui Michael Keaton (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Colin Farrell (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”), Eva Green (“O Lar das Crianças Peculiares”) e Danny DeVito (série “It’s Always Sunny in Philadelphia”). A data de lançamento do novo “Dumbo” foi marcada para março de 2019
Emily Blunt vive Mary Poppins em nova foto e pôster animado da continuação do musical clássico
A Disney divulgou, durante a D23, uma nova foto (veja acima) e um pôster animado (abaixo) da volta de Mary Poppins ao cinema. As imagens registram Emily Blunt (“A Garota no Trem”) na pele da babá mágica, que foi vivido por Julie Andrews no clássico musical de 1964. “O Retorno de Mary Poppins” acontece em Londres, durante os anos 1930, e encontra Michael (Ben Whishaw) e Jane Banks (Emily Mortimer), as crianças de quem Mary foi babá há muitos anos, já adultos. Michael mora com seus três filhos e sua governanta (Julie Walters) e, depois de uma tragédia pessoal, vê a mágica Mary Poppins retornar para ajudar novamente sua família. Só que, dessa vez, ela vem acompanhada de um amigo muito especial, Jack (Lin-Manuel Miranda), responsável por acender as luzes da cidade. Juntos, eles ajudam os Banks a recuperarem a alegria que tinham antes. A trama terá ainda Meryl Streep no papel de Topsy, a excêntrica prima de Mary Poppins, além de Colin Firth e até Dick Van Dyke, intérprete do simpático limpador de chaminés Bert no filme de 1964, numa aparição especial. Com direção de Rob Marshall (“Caminhos da Floresta”), o longa chegará aos cinemas norte-americanos no Natal de 2018, mas apenas após o Ano Novo de 2019 no Brasil. Emily Blunt is Mary Poppins in the upcoming sequel, #MaryPoppinsReturns. The brand new film opens in theatres December 2018. #D23Expo pic.twitter.com/egxozrpRbr — Walt Disney Studios (@DisneyStudios) July 15, 2017
Diretor de Esquadrão Suicida abandona remake de Scarface
O diretor de “Esquadrão Suicida” (2016), David Ayer, não vai mais comandar o novo remake de “Scarface”. Segundo a revista Variety, o estúdio Universal pretendia apressar o começo das filmagens, o que causou conflito com a agenda do cineasta. Ayer está atualmente trabalhando na pós-produção da sci-fi “Bright”, primeiro filme com orçamento de blockbuster da Netflix, estrelado por Will Smith, e está contratado pela Warner para filmar “Sereias de Gotham”, spin-off de “Esquadrão Suicida” centrado na personagem Arlequina. Ele foi o segundo diretor a abandonar o projeto do novo “Scarface”. Ayer tinha assumido o lugar do diretor Antoine Fuqua (“Sete Homens e um Destino”), que também abandonou o filme por conflito de agenda – no caso, com as filmagens da sequência de “O Protetor” (2014). Com a saída de Ayer, o estúdio está à procura de um novo diretor que possa filmar a produção até o fim do ano. O ator mexicano Diego Luna (“Rogue One — Uma História Star Wars”) continua com o papel principal, como o novo Tony Montana. Inspirada na ascensão de Al Capone, a história de “Scarface” já rendeu dois filmes cultuados: o original de 1931, dirigido por Howard Hawks e, segundo a lenda, aprovado pelo próprio Capone, e o remake de 1982, uma versão latina do gângster levada à extremos pelo diretor Brian De Palma. O enredo de ambas as versões centra-se num imigrante, que procura ascender na sociedade por meio do submundo do crime. No primeiro filme, o personagem principal era um italiano (interpretado por Paul Muni), enquanto na versão dos anos 1980 era um cubano (Al Pacino). Ambos buscavam concretizar seu “sonho americano” através da violência. Nesse contexto, a escalação de Luna, um ator mexicano, deve ter repercussão direta na trama, ao ecoar a política de Donald Trump em relação às fronteiras dos Estados Unidos. A produção está a cargo de Martin Bregman, responsável pela versão lançada nos anos 1980. Vale lembrar que os planos do remake têm uma década, desde que a Universal contratou o próprio David Ayer para escrever o primeiro roteiro. Desde então, a história foi revisada por Paul Attanasio (“Donnie Brasco”), reescrita por Jonathan Herman (“Straight Outta Compton: A História do NWA”), novamente revisada por Terence Winter (criador da série “Boardwalk Empire”) e, há apenas seis meses, mais uma vez reescrita pelos irmãos Coen (de “Fargo” e “Onde os Fracos não Tem Vez”).
Michael Keaton confirma que viverá vilão na versão live action de Dumbo
O ator Michael Keaton confirmou que viverá um novo vilão no cinema, após “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”. Em entrevista no programa “God Morning America”, ele revelou que fechou contrato para participar de “Dumbo”, que voltará a reuni-lo com seu diretor nos filmes de Batman, Tim Burton. “Sim, vou me reunir de novo com Tim Burton. Quer dizer, ele é o tipo de cara que você sempre quer por perto. Ele é criativo, original, único, um verdadeiro artista”, disse o ator na entrevista. Keaton viverá o empresário que compra o circo para explorar Dumbo e sua mãe. O resto do elenco ainda não foi confirmado, mas as negociações em andamento incluem Colin Farrell (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”), Eva Green (“O Lar das Crianças Peculiares”) e Danny DeVito (série “It’s Always Sunny in Philadelphia”). O clássico contava a história de um bebê elefante que nasceu com orelhas enormes e por isso é motivo de deboche entre os demais animais de um circo. Mas estas mesmas orelhas acabam lhe permitindo voar. E com a ajuda de Timotéo, um simpático ratinho, ele acaba se tornando a maior atração do circo. A nova versão tem roteiro de Ehren Kruger (“Transformers: A Era da Extinção”), que incluiu personagens humanos na trama, ausentes na animação de 1941. A data de lançamento do novo “Dumbo” ainda não foi definida.
Atriz do novo Homem-Aranha entra no remake de Fahrenheit 451
A atriz Laura Harrier, intérprete de Liz Allan em “Homem-Aranha: De Volta para Casa”, entrou no elenco do remake de “Fahrenheit 451” em desenvolvimento na HBO. Ela terá o principal papel feminino da produção, contracenando com Michael B. Jordan (“Creed” e “Pantera Negra”). A escalação completa a reviravolta racial das filmagens. No clássico dirigido por François Truffaut em 1966, os personagens eram todos brancos europeus. A influente trama distópica de Bradbury, originalmente publicada em 1953, passa-se num futuro totalitário, em que as pessoas sofrem lavagem cerebral de programas de televisão idiotizantes e são proibidas de ler. Nesta sociedade, o trabalho do corpo de bombeiros é um dos mais importantes, responsável por incendiar bibliotecas e qualquer resquício de cultura antiquada. O nome da obra se refere à temperatura (451 em graus fahrenheit) da queima dos livros. A história gira em torno de um dos bombeiros, Montag, que será vivido por Jordan, a partir do momento em que ele passa a questionar a motivação dos subversivos para esconder livros. Harrier viverá Millie, a mulher de Montag, cuja imersão nas mídias sociais e consumismo resultam num casamento distante. O elenco também destaca Sofia Boutella (“A Múmia”) como Clarisse, uma apaixonada por literatura que desperta em Montag dúvidas sobre o seu próprio trabalho, e Michael Shannon (“O Homem de Aço”) como o chefe dos bombeiros. A nova versão terá roteiro e direção de Ramin Bahrani (“A Qualquer Preço” e “99 Casas”), e Michael B. Jordan também participa do telefilme como produtor. Ainda não há previsão para a estreia.
Atriz de A Múmia vai estrelar remake da sci-fi clássica Fahrenheit 451
A atriz argelina Sofia Boutella intérprete da personagem-título de “A Múmia” vai estrelar o remake da sci-fi clássica “Fahrenheit 451”. Ela terá o principal papel feminino da nova adaptação, juntando-se aos anteriormente confirmados Michael B. Jordan (“Creed”) e Michael Shannon (“O Homem de Aço”). Desenvolvida para o canal pago HBO, a nova versão tem direção de Ramin Bahrani, que trabalhou recentemente com Shannon no drama indie “99 Casas” (2014). A influente trama distópica do escritor Ray Bradbury, originalmente publicada em 1953, passa-se num futuro totalitário, em que as pessoas sofrem lavagem cerebral de programas de televisão idiotizantes e são proibidas de ler. Nesta sociedade, o trabalho do corpo de bombeiros é um dos mais importantes, responsável por incendiar bibliotecas e qualquer resquício de cultura antiquada. O nome da obra se refere à temperatura (451 em graus fahrenheit) da queima dos livros. A história gira em torno de um dos bombeiros, Montag, que será vivido agora por Jordan, a partir do momento em que ele passa a questionar a motivação dos subversivos para esconder livros. Shannon interpretará seu chefe e mentor. E Boutella viverá Clarisse, uma apaixonada por literatura que desperta em Montag dúvidas sobre o seu próprio trabalho. Além de estar em cartaz em “A Múmia”, Sofia Boutella será vista em breve em “Atômica”, ao lado de Charlize Theron. Atualmente, a atriz está filmando “Hotel Artemis” com Jodie Foster.
Julie Andrews recusou-se a aparecer no novo Mary Poppins
A continuação de “Mary Poppins” não trará de volta a estrela do filme original. Julie Andrews foi convidada, mas não topou aparecer numa participação especial, como Dick Van Dyke, seu parceiro no clássico de 1964. O diretor Rob Marshall revelou que conversou com Julie Andrews durante uma festa de Natal quando o projeto de “O Retorno de Mary Poppins” ainda engatinhava. A atriz o estimulou a fazer o filme, mas, quando perguntada se toparia uma aparição, a eterna Mary Poppins declinou ao dizer que pretendia deixar Emily Blunt brilhar no papel. “Este será o show da Emily e eu realmente quero isso. Ela é brilhante”, teria dito Julie Andrews, segundo Rob Marshall. Apesar de não aparecer no longa, a atriz deu total apoio à equipe do filme para seguir em frente com a continuação, que vai ser passa em Londres, durante os anos 1930, e encontrará Michael (Ben Whishaw) e Jane Banks (Emily Mortimer), as crianças de quem ela foi babá há muitos anos, já adultos. Michael mora com seus três filhos e sua governanta (Julie Walters) e, depois de uma tragédia pessoal, ele vê a mágica Mary Poppins retornar para ajudar sua família. Só que, dessa vez, ela vem acompanhada de um amigo muito especial, Jack (Lin-Manuel Miranda), responsável por acender as luzes da cidade. Juntos, eles ajudam a família a recuperar a alegria que tinham antes. A trama terá ainda Meryl Streep no papel de Topsy, a excêntrica prima de Mary Poppins, além de Colin Firth. “O Retorno de Mary Poppins” tem estreia marcada apenas para 25 de dezembro de 2018 nos Estados Unidos e 3 de janeiro de 2019 no Brasil. Enquanto isso, Julie Andrews pode ser vista na série infantil “Julie’s Greenroom”, que teve sua 1ª temporada disponibilizada na Netflix em março, e ouvida na animação “Meu Malvado Favorito 3”, na qual volta a dublar a mãe de Gru. O desenho estreia no dia 29 de junho no Brasil.
Halle Berry é absorvida pelo novo remake de A Bolha Assassina
O clássico sci-fi “A Bolha Assassina” vai ganhar uma terceira versão estrelada pela atriz Halle Berry (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”), segundo o site da produtora oficial, Swen Group. Em sua descrição, o projeto é apresentado como uma reimaginação e não um remake. E a sinopse realmente é diferente. Diz o texto da produtora: “Quando um grupo de mineiros descobre algo escondido debaixo da terra, eles involuntariamente desencadeiam uma criatura hedionda além da imaginação. Agora, os moradores da cidade devem enfrentá-la, antes que ela destrua tudo.” Para quem não lembra, a história clássica começava com a queda de um meteoro, que trazia em seu interior a bolha gelatinosa e gosmenta do título. Pequena de início, ela gruda no braço do primeiro curioso que a encontra, mas logo passa a absorver outras pessoas, crescendo a cada refeição, até se tornar do tamanho de um Godzilla. O projeto da nova versão é antigo. Para se ter noção, Rob Zombie (“Rejeitados pelo Diabo”) chegou a cogitar sua direção em 2009, antes do diretor Simon West (“Os Mercenários 2”) ser anunciado em 2015. West ainda estaria à frente da produção. A ideia é lançar o filme em 2018 para coincidir com os 60 anos do longa original, que chegou aos cinemas em 1958 com o jovem Steve McQueen (“Bullit”) no papel principal. A data também marca os 30 anos da estreia do primeiro remake, lançado em 1988 com roteiro de ninguém menos que Frank Darabont (criador de “The Walking Dead”). Se a tradição for mantida, pode-se aguardar uma quarta versão para 2048!
Lisa Spoonauer (1972 – 2017)
Morreu a atriz Lisa Spoonauer, que estrelou a cultuada comédia indie “O Balconista” (1994), filme de estreia do diretor Kevin Smith. Ela faleceu no domingo (21/5), aos 44 anos, em sua casa no estado americano do Mississippi, mas a causa da morte não foi divulgada. Kevin Smith lembrou em seu Instagram como conheceu Lisa, durante uma aula de atuação em que ela era “facilmente a voz mais natural e autêntica da sala”. “Não parecia que ela estava atuando”, ele escreveu. “Cativado, eu me aproximei de Lisa no estacionamento depois da aula e disse: ‘Isso vai soar assustador, mas você quer atuar em um filme?’ Sem medo, ela respondeu: ‘Não, se for pornô’. Eu expliquei o que era, entreguei o roteiro e ela me ligou dias depois: ‘Não é pornô, mas as pessoas falam como se fosse. É engraçado. Quero fazer’, disse ela”. O papel de Lisa foi o de Caitlin Bree, uma ex-namorada do protagonista Dante (Brian O’Halloran), que tem uma das cenas mais famosas do filme, na qual faz sexo com um cadáver no banheiro da loja de conveniência. Além de ser o primeiro filme de Kevin Smith, foi também um dos mais premiados da carreira do diretor, inclusive nos festivais de Sundance e Cannes. Depois de “O Balconista”, a personagem de Lisa Spoonauer ainda foi mencionada num diálogo de “Procura-se Amy” (1997), passado no mesmo universo de Nova Jersey, e seria a presidente dos Estados Unidos no filme de Superman que Smith escreveu, mas nunca foi filmado. Lisa Spoonauer ainda dublou Caitlin Bree num episódio da série animada “Clerks” (2000-2001), baseada em “O Balconista”, que durou apenas seis episódios. E só fez outro trabalho como atriz na carreira, na comédia indie “Bartender” (1997), de Gabe Torres. Na vida real, ela era namorada do ator Jeff Anderson, intérprete de Randall em “O Balconista”, que a pediu em noivado durante as filmagens, em pleno cenário da produção. O casamento dos dois durou somente um ano. E, após se casar pela segunda vez, ela se mudou com o marido para Jackson, no Mississippi, onde se tornou gerente de restaurante.
Diretor de Esquadrão Suicida negocia filmar remake de Scarface
A Universal está negociando com o diretor David Ayer (“Esquadrão Suicida”) para assumir o novo remake de “Scarface”, apuraram os sites The Hollywood Reporter e Variety. A produção será a terceira versão da história da ascensão de um chefão do crime organizado, e conta com roteiro escrito por ninguém menos que os irmãos Coen (“Fargo”). O projeto já possui mais de uma década de desenvolvimento e, por muito tempo, contou com o cineasta Antoine Fuqua (“Sete Homens e um Destino”) à sua frente. Mas quando chegou a hora de iniciar a produção, houve conflito de agenda com “O Protetor 2”. Como o estúdio já marcou a data de estreia, a corrida é para definir logo um substituto e iniciar as filmagens. Ironicamente, Ayer foi o autor da primeira versão do roteiro do remake, que desde então foi revisado por Paul Attanasio (“Donnie Brasco”), reescrito por Jonathan Herman (“Straight Outta Compton: A História do NWA”) e refeito novamente por Terence Winter (“O Lobo de Wall Street”), antes parar nas mãos dos Coen. Inspirada na ascensão de Al Capone, a história de “Scarface” já rendeu dois filmes cultuados: o original de 1931, dirigido por Howard Hawks e, segundo a lenda, aprovado pelo próprio Capone, e o remake de 1982, uma versão latina do gângster levada à extremos pelo diretor Brian De Palma. O enredo de todas as versões centra-se num imigrante, que procura ascender na sociedade por meio do submundo do crime. No primeiro filme, o personagem principal era um italiano (interpretado por Paul Muni), enquanto na versão dos anos 1980 era um cubano (Al Pacino). Ambos buscavam concretizar seu “sonho americano” através da violência. A nova versão também trará um protagonista latino. O ator mexicano Diego Luna (“Rogue One: Uma História Star Wars”) terá o papel principal. A estreia está marcada para agosto de 2018.
Elenco de O Poderoso Chefão se reencontra nos 45 anos de lançamento do clássico
O Festival de Tribeca patrocinou uma rara reunião do elenco de “O Poderoso Chefão” em Nova York, celebrando os 45 anos de lançamento do filme, considerado um dos melhores de todos os tempos. Participaram do encontro Al Pacino, Robert Duvall, James Caan, Diane Keaton, Talia Shire, o diretor Francis Ford Coppola e Robert de Niro, que estrelou “O Poderoso Chefão II” e é diretor-fundador do festival. Organizado por de Niro, o evento relembrou histórias de bastidores da produção, num palco decorado como a famosa biblioteca de Don Corleone, com direito a uma foto do personagem vivido por Marlon Brando na parede. Além do encontro com os atores, também foram exibidas as partes I e II da trilogia. Os atores relembraram a difícil batalha para colocar o longa no cinema, já que Coppola era um diretor novato à época e suas escolhas enfrentavam resistência por parte da Paramount. A escalação de Brando, que morreu em 2004, foi a mais contestada. O ator vinha de vários fracassos, após uma carreira bem sucedida nas décadas de 1950 e 1960, e tinha a reputação de ser difícil. “Me disseram que ter Brando no filme o tornaria menos comercial que ter um total desconhecido”, disse Coppola. Brando criou a voz áspera, as bochechas macias e os cabelos oleosos para Don Corleone no teste de tela, mas não convenceu o estúdio. “Eles (o estúdio) odiavam Brando, achavam que ele murmurava, aumentando ainda mais seu ódio ao meu trabalho, que estaria muito escuro”, disse Coppola. Brando ganhou um Oscar pela performance. A Paramount também implicou com Al Pacino, que teve que fazer “inúmeras vezes” o teste para o papel de Michael, o filho universitário que assume os negócios da família Corleone. Os executivos do estúdio queriam Robert Redford ou Ryan O’Neal no papel. Mas Coppola persistiu, porque “toda vez que lia o roteiro, sempre via seu rosto de Pacino”. O próprio Pacino confessou que, originalmente, queria viver o personagem do filho cabeça quente, Sonny, que ficou com James Caan, e chegou a pensar que Coppola “estivesse realmente louco” por deseja-lo no papel de Michael. Pois o papel acabou consagrando-o com um dos grandes atores de sua geração. “O Poderoso Chefão” (1972) e “O Poderoso Chefão II” (1974) ganharam, ao todo, 9 Oscars e se tornaram clássicos absolutos do cinema americano.











