Tudo por Ela: Adaptação de mangá lésbico ganha trailer legendado
A Netflix divulgou dois pôsteres e o trailer legendado de “Tudo por Ela” (Ride or Die), novo filme do premiado cineasta japonês Ryuichi Hiroki, conhecido por obras provocantes como “Vibrator” (2003) e “Kabukicho: O Hotel do Amor” (2014). A prévia mostra como uma mulher (Honami Satô, de “Daughter of Lupin”) convence sua amante apaixonada (Kiko Mizuhara, de “Ataque dos Titãs”) a matar seu marido para que as duas possam viver juntas. Mas, em meio à fuga, a jovem transformada em assassina recebe o pedido para matar outra pessoa em nome do relacionamento. A trama é baseada no mangá “Gunjō”, criado por Ching Nakamura, que mistura romance lésbico e suspense criminal. A estreia está marcada para 15 de abril.
Filmes online: Novo anime do diretor de Seu Nome e drama de Zendaya no Top 10 da semana
Sem estreias nos cinemas, as plataformas digitais concentraram um número elevado de lançamentos neste fim de semana. Em outros tempos, muitos desses filmes começariam suas trajetórias em tela grande, talvez por isso sejam cada vez maiores as telas das TVs vendidas durante a pandemia. Embora o título mais badalado da lista seja “Malcolm & Marie”, o drama intimista se destaca mais por comprovar as capacidades dramática e empresarial de Zendaya, em seu primeiro papel adulto e seu primeiro filme como produtora. Durante a paralisação das gravações de “Euphoria”, a atriz ligou para o criador da série, Sam Levinson, perguntando se não teria algo fácil e rápido para filmar durante a quarentena, aproveitando que estavam todos parados. Em seis dias, Levinson escreveu uma discussão de relação, filmou Zendaya e John David Washington (“Tenet”) em preto e branco durante duas semanas e vendeu o projeto para a Netflix por US$ 30 milhões. Zendaya ganhou elogios da crítica e um cheque milionário. Apesar do investimento da Netflix, o grande filme da semana é uma animação disponibilizada em VOD (locação digital): “O Tempo com Você” (Weathering with You). Tão boa que o Japão resolveu selecioná-la como representante do país na busca por uma vaga no Oscar passado. Assim como “Seu Nome”, obra-prima anterior de Makoto Shinkai, o novo longa lida com romance sobrenatural, ao acompanhar a relação entre um garoto e uma garota que parece poder manipular o clima. O tema das mudanças climáticas, numa metáfora da situação do mundo atual, ajudou a obra a conquistar o público adulto, arrecadando mais de US$ 100 milhões nas bilheterias japonesas. A lista ainda inclui o último bom filme de Mel Gibson, lançado antes da fase trash atual, um thriller de guerra explosivo, duas ficções científicas diferentes (de países com pouca tradição no gênero) e, claro, “A Febre”. Longa de estreia da jovem cineasta Maya Da-Rin, “A Febre” rendeu a Regis Myrupu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Locarno, na Suiça, além de dezenas de troféus em vários festivais, como Biarritz (França), IndieLisboa (Portugal), Lima (Peru), Chicago (EUA), Punta del Este (Uruguai), Pingyao (China), Rio e Brasília. Com a produção adquirida pela Netflix, a história de Justino (Myrupu) será agora conhecida em todo o mundo. O protagonista é um indígena do povo Desana que trabalha como vigia em um porto de cargas e vive na periferia de Manaus. Muito branco para sua tribo, muito índio para os brancos, o viúvo só tem a companhia da filha Vanessa, que está de partida para estudar Medicina em Brasília. Com a expectativa de ficar sozinho, ele é tomado por uma febre forte e passa a acreditar que uma criatura misteriosa segue seus passos, em meio ao seu cotidiano urbano, o que lhe impulsiona a reencontrar suas raízes. Uma obra para ver, refletir e discutir. Confira abaixo a relação completa e os trailers dos 10 melhores filmes (entre quase três dezenas) disponibilizados em streaming nesta semana. O Tempo com Você | Japão | 2019 (Apple TV, Google Play, YouTube Filmes) Nova Ordem Espacial | Coreia do Sul | 2021 (Netflix) Inteligência Artificial – Ascensão das Máquinas | Sérvia | 2018 (Apple TV, NOW) Justiça Brutal | EUA | 2018 (Apple TV, Amazon, Google Play, YouTube Filmes) Posto de Combate | EUA | 2019 (Apple TV, Google Play, NOW, SKY Play, YouTube Filmes) A Sombra de Stalin | EUA | 2018 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Malcolm & Marie | EUA | 2021 (Netflix) Todos os Meus Amigos Estão Mortos | Polônia | 2020 (Netflix) Inocência | Coreia do Sul | 2021 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) A Febre | Brasil | 2019 (Netflix)
Versão live-action do anime Seu Nome terá diretor vencedor de Sundance
A Paramount contratou o cineasta indie Lee Isaac Chung para desenvolver a versão live-action e americana do anime blockbuster “Seu Nome” (Your Name). Lançado em 2016, o longa animado original é uma das maiores bilheterias da história do cinema japonês, faturando US$ 303 milhões apenas no mercado doméstico. A trama acompanha a história de Mitsuha, uma jovem cansada de viver em um vilarejo rural japonês, e Taki, um adolescente em Tóquio. Um dia, sem maiores avisos, os dois acabam acordando aleatoriamente no corpo um do outro. A partir desse fenômeno, Taki e Mitsuha passam a se alternar por horas no corpo alheio, deixando notas em seus celulares das experiências, enquanto vivem as vidas um do outro. Mas quando Taki tenta encontrar Mitsuha, a viagem à cidadezinha da garota revela uma reviravolta ainda mais fantástica, à medida que os dois descobrem viver em épocas diferentes e sob a sombra de uma tragédia que aconteceu há algum tempo. Com quatro longas de ficção, além de curtas e documentários no currículo, Lee Isaac Chung é um cineasta reconhecido internacionalmente. Nascido em Denver e criado numa fazenda de Arkhansas, numa família de imigrantes coreanos, ele coleciona prêmios e elogios da crítica desde seu primeiro longa em 2007, “Munyurangabo”. Mais recentemente, ele foi o grande vencedor do Festival de Sundance deste ano com “Minari”, considerado duplamente o Melhor Filme da competição – tanto na premiação oficial do júri quanto no voto do público. Chung, porém, não foi a primeira opção dos produtores, que em fevereiro do ano passado anunciaram Marc Webb, de “O Espetacular Homem-Aranha” (2012), à frente do projeto. Na época, o filme seria escrito por Eric Heisserer (“Bird Box”) e transportaria a história para os Estados Unidos, acompanhando uma adolescente indígena que mora em uma área rural e um jovem de Chicago, que descobrem que estão magicamente trocando de corpos. Com a mudança de direção, a história será refeita. Apenas os produtores permanecem os mesmos, com destaque para J.J. Abrams (diretor de “Star Wars: A Ascensão Skywalker”), envolvido via sua empresa Bad Robot, e Genki Kawamura, responsável pela animação original.
Sei Ashina (1983–2020)
A atriz japonesa Sei Ashina, que ficou conhecida do público ocidental por seu papel no drama de época “Paixão Proibida” (2007), foi encontrada morta em seu apartamento em Tóquio nesta terça (15/9), aos 36 anos. A polícia teria concluído que a causa da morte foi suicídio. A morte de Sei Ashina aconteceu um dia após o falecimento da atriz sul-coreana Oh In Hye, em Incheon. Ela também foi encontrada morta em sua casa, após se suicidar com a mesma idade, 36 anos. O nome verdadeiro de Sei Ashina era Igarashi Aya. Nascida em 1983 na província de Fukushima, ela veio para Tóquio ainda adolescente e logo encontrou trabalho como modelo. A estréia como atriz aconteceu em 2002 no drama televisivo “The Tail of Happiness” (Shiawase no Shippo). Em seguida, estrelou a série “Stand Up!!” e começou a ganhar fama local ao aparecer em “Kamen raidâ Hibiki”, parte da franquia conhecida no Brasil como “Kamen Rider”. Interpretando a personagem Hime, ela participou de episódios de TV e de um longa-metragem da saga, em 2005. A projeção internacional veio no ano seguinte, ao superar quase 800 candidatas para ser escalada como a protagonista de “Paixão Proibida” (Silk), de François Girard, uma co-produção japonesa, canadense e italiana. O drama contava a história de um mercador ocidental (Michael Pitt) que se apaixonava pela concubina (Sei) de um barão japonês, ao fazer negócios no país durante o século 19. Apesar do longa ter sido destruído pela crítica e fracassado nas bilheterias, o papel a ajudou a acumular créditos na TV e no cinema japonês, alterando-se em várias produções sem interrupção desde meados da década passada, com destaque para a adaptação do mangá “Perfect World” (2018) e sua inclusão no elenco de “Aibô”, série de detetives extremamente popular no Japão que vai para sua 19ª temporada em outubro. Ela também trabalhou como dubladora, dando voz japonesa a várias personagens de séries americanas, como a heroína manipuladora Emily Thorne na série “Revenge”. Assim como na Coreia do Sul, a morte da atriz acontece em meio a uma onda de suicídios envolvendo celebridades japonesas, incluindo o ator Haruma Miura em julho e a estrela de reality show Hana Kimura em maio. Nenhum bilhete foi encontrado no apartamento de Sei Ashina e nenhum motivo foi apresentado para seu suicídio. Seu corpo foi descoberto por seu irmão depois que ela parou de responder a mensagens e telefonemas em 13 de setembro.
Diretora de A Despedida pode fazer remake de Pais e Filhos, de Hirokazu Kore-eda
A Variety publicou que a diretora Lulu Wang, consagrada com “A Despedida”, vai filmar um adaptação de “Pais e Filhos”, longa japonês de Hirokazu Kore-eda que venceu o Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2013. Mas após a publicação, Wang foi ao Twitter demonstrar frustração pelo vazamento da informação. “É irritante, porque acontece fora de contexto e sem qualquer perspectiva relevante”, ela desabafou, avisando que quem quiser saber o que ela pretende filmar tem apenas que ligar pra ela. Ela ainda acrescentou que não acredita em remakes. Os direitos do remake estavam com Steven Spielberg, que premiou “Pais e Filhos” quando foi presidente do júri de Cannes, mas o projeto nunca avançou além da fase de autorização da refilmagem. Segundo a Variety, a produção não teria relação com Spielberg e estaria sendo tocada pela Focus Features, com o roteiro assinado pela dramaturga Sarah Ruhl (do vindouro “The Glorias”). Vale observar que o IMDb lista Ruhl como roteirista num projeto sem título de Lulu Wang. O filme anterior de Wang foi um dos grandes destaques da temporada de prêmios de 2020. Entre outros, “A Despedida” venceu o troféu de Melhor Filme Indie do ano no Film Independent Spirit Awards, além de ter rendido um Globo de Ouro para sua estrela, Awkwafina. Wang também deve escrever, dirigir e produzir a série “The Expatriates” com Nicole Kidman na Amazon. P.S. I don’t believe in “remakes”. I’ll leave it at that for now. — Lulu Wang (@thumbelulu) August 12, 2020
Fundação Clóvis Salgado disponibiliza clássicos do cinema japonês de graça no YouTube
A cinquentenária Fundação Clóvis Salgado, responsável pelo Palácio das Artes de Minas Gerais, disponibilizou gratuitamente diversos clássicos do cinema japonês no YouTube. A mostra Clássicos do Cinema Japonês, que poderá ser vista na página da fundação até o dia 9 de julho, tem preciosidades de grande mestres, como Yasujiro Ozu (1903-1963), Kenji Mizoguchi (1898-1956), Mikio Naruse (1905-1969), e Kinuyo Tanaka (1909-1977). As obras se concentram no período entre 1949 e 1953 e estão todas legendadas em português. São três títulos de cada diretor, menos Tanaka, atriz de sucesso que se tornou uma das primeiras diretoras japonesas. Ela comparece com apenas um filme, sua estreia na direção: “Cartas de Amor” (1953). Ozu responde pelas preciosidades “Pai e Filha” (1949), “O Sabor do Chá Verde sobre o Arroz” (1952) e o célebre “Era uma Vez em Tóquio” (1953), considerado o 3º Melhor Filme de Todos os Tempos na eleição mais recente do BFI (British Film Institute). “Pai e Filha”, por sinal, é o 15º da mesma lista. De Naruse, a seleção traz “Batalha de Rosas” (1950), “Relâmpago” (1952) e “Irmão, Irmã” (1953), do meio de sua carreira. Por fim, os filmes de Mizoguchi são “Senhorita Oyu” (1951), “A Música de Gion” (1953) e o premiadíssimo “Contos da Lua Vaga” (1953), que venceu o Leão de Prata num ano em que o Festival de Veneza não entregou o Leão de Ouro, considerando impossível definir qual era o melhor filme entre a obra de Mizoguchi, “Moulin Rouge”, de John Houston, “Os Boas Vidas”, de Federico Fellini e “Teresa Raquin”, de Marcel Carné. Os filmes podem ser vistos na playlist abaixo. Ou na página do Palácio das Artes (neste link).
Aya and the Witch: Primeira animação digital do Studio Ghibli ganha fotos
O Studio Ghibli divulgou imagens de “Aya and the Witch”, sua primeira animação criada por computação gráfica. O filme de Goro Miyazaki, filho do fundador do estúdio, Hayao Miyazaki (“A Viagem de Chihiro”), baseia-se no livro infantil de Diana Wyne Jones (a mesma autora de “O Castelo Animado”) e sua animação é inteiramente digital – como as produções da Pixar, por exemplo. A trama acompanha Aya, uma jovem que cresceu órfã sem saber que é filha de uma bruxa, mas acaba sendo adotada por outra bruxa, indo morar numa casa cheia de magia e coisas assustadoras. As imagens também revelam que ela é roqueira. Goro dirigiu antes os longas “Contos de Terramar” (2006) e “Da Colina Kokuriko” (2011), mas foi com a série “Ronja, the Robber’s Daughter”, da Polygon Pictures, que começou a experimentar com computação gráfica. Os registros do novo trabalho demonstram que ele conseguiu encontrar um estilo capaz de aproximar a tecnologia da tradição visual do Studio Ghibli. O longa teria première no Festival de Cannes deste ano e ainda não tem previsão de lançamento.
Harvey Weinstein quis mutilar Princesa Mononoke em briga que terminou com espada samurai
Antes de ser conhecido como um predador sexual condenado, o produtor Harvey Weinstein tinha outra fama negativa na indústria cinematográfica. Ele ganhou o apelido de “Harvey Mãos de Tesoura” por mutilar filmes estrangeiros para diminuir suas durações em lançamentos nos Estados Unidos. Essa mania rendeu uma briga famosa, bastante noticiada em 2013, contra o premiado diretor Bong Joon-ho (“Parasita”), que resultou no adiamento de um ano na estreia do filme “Expresso do Amanhã” nos EUA. Tentando impedir cortes, o cineasta viu seu filme ter distribuição protelada e ainda receber lançamento limitado, apesar de ser uma superprodução. Agora, Steve Alpert, ex-chefe da divisão internacional do Studio Ghibli, revelou que Weintein também ameaçou processar a produtora japonesa por causa da duração do clássico animado “Princesa Mononoke” (1997), do mestre Hayao Miyazaki. A informação veio à tona na biografia do executivo, “Sharing a House with the Never-Ending Man: 15 Years at Studio Ghibli”. Na época, Harvey Weinstein era o chefão da Miramax, produtora que negociou os direitos de distribuição do filme nos EUA. Mesmo após a desastrosa experiência com a primeira versão americana – e reeditada – de “Nausicaä do Vale do Vento”, Weinstein exigiu que “Princesa Mononoke” tivesse sua duração original de 135 minutos reduzida para 90. Após a recusa de Hayao Miyazaki, o produtor americano teria entrado em estado de cólera. “Se você não cortar a p**** do filme você nunca vai trabalhar nessa p**** de indústria de novo! Você tá me entendendo, c******? Nunca”. Mas Miyazaki manteve sua posição e se recusou a editar o filme, que chegou aos cinemas em sua duração completa. O confronto deu origem à lenda de que a resposta de Miyazaki ao chilique de Weinstein teria sido o envio de uma espada samurai com um bilhete escrito “sem cortes” grudado na lâmina. Miyazaki, por sinal, não só continuou trabalhando “nessa p**** de indústria” como seu filme seguinte foi distribuído diretamente pela Disney. E mais: “Viagem de Chihiro” (2001) simplesmente venceu o Oscar de Melhor Animação. Já Weinstein foi condenado a 23 anos de prisão por estupro e crimes sexuais em março passado, num primeiro de muitos julgamentos sobre os abusos sexuais em série que ele cometeu contra atrizes iniciantes. O homem que se achava todo-poderoso e que recebeu mais agradecimentos que Deus nos discursos do Oscar está atualmente sob custódia na prisão Wende Correctional Facility em Erie County, no estado de Nova York.
Ataque dos Titãs: Desespero marca o trailer da última temporada da série animada
A rede japonesa NHK divulgou o pôster e o trailer da 4ª e última temporada do cultuado anime “Ataque dos Titãs” (Attack on Titan). A prévia, em tom desesperado, pode ser conferida abaixo, em japonês sem legendas. Fenômeno de vendas no Japão, o mangá de Hajime Isayama já teve mais de 76 milhões de exemplares comercializados desde seu lançamento em 2009, e começou a ser adaptado como série animada em 2013, com direção de Tetsurō Araki (da série anime “Death Note”). A trama se passa num futuro pós-apocalíptico, que mostra a humanidade enclausurado em territórios cercados por imensos muros. As construções servem para proteger as pessoas dos Titãs, criaturas imensas e perigosas, que surgiram para literalmente consumir a humanidade – comer mesmo. Decidido a enfrentar os gigantes, o protagonista Eren Yeager, sua irmã adotiva Mikasa Ackerman e seu amigo de infância Armin Arlert se unem para vingar a morte de entes queridos e tentar reconquistar a Terra. A franquia já ganhou versão “live action” nos cinemas japoneses, lançada em duas partes em 2015, e está na mira dos grandes estúdios de Hollywood. A Warner adquiriu os direitos da adaptação e há dois anos definiu o diretor Andy Muschietti (“It: A Coisa”) à frente do projeto. Mas, desde então, ele foi remanejado pelo próprio estúdio para a produção de “The Flash”. Anteriormente feita pela Wit Studio, divisão da IG Animation, a série vai se encerrar com produção do Studio MAPPA, sob a direção de Jun Shishido (“A Princesa e o Piloto”) e Yūichirō Hayash (“Dorohedoro”), mas os últimos episódios ainda não têm previsão de estreia. A série é disponibilizada no Brasil pela plataforma Crunchyroll com o título em inglês “Attack on Titan”.
Hayao Miyazaki abandona aposentadoria para fazer animação à mão, um minuto por mês
Apesar de ter anunciado sua aposentadoria em 2013, Hayao Miyazaki, o cineasta japonês responsável por clássicos da animação como “Princesa Mononoke” e “A Viagem de Chihiro” (vencedor do Oscar em 2003), está trabalhando há três anos num novo filme. O projeto veio à tona em 2017. Mesmo assim, não deve ficar pronto tão cedo. Toshio Suzuki, produtor do Studio Ghibli, revelou para a revista americana Entertainment Weekly que Miyazaki está trabalhando em um longa animado totalmente feito à mão, de longo processo de produção. “Quando fizemos ‘Meu Amigo Totoro’ [em 1988], tínhamos só oito animadores trabalhando nele, e demoramos oito meses para completar o filme todo. Agora, temos 60 pessoas, e só conseguimos fazer um minuto por mês”, contou ainda. “Isso significa que fazemos 12 minutos por ano. Já estamos nessa produção há três anos, então temos 36 minutos completos. Esperamos finalizar o filme todo nos próximos três anos”, disse. Um dos motivos para a demora é que, “além de fazer tudo à mão, Miyazaki decidiu que quer desenhar mais frames, para a animação parecer mais fluida”, explicou o produtor da obra. O título do novo filme do cineasta de 79 anos é “Kimi-tachi wa Dou Ikiru ka?” (Como Você Vive?). Suzuki acrescentou que o longa trará um retorno de Miyazaki a histórias “grandes e fantasiosas”, como as de seus filmes mais famosos. Em suas últimas obras, como “Ponyo” (2008) e “Vidas ao Vento” (2013), o cineasta havia escolhido um tom mais intimistas. “Quando ele disse que queria sair da aposentadoria, nós pensamos: ‘O que ele pode fazer que não fez ainda? O que falta para ele alcançar na carreira?'”, contou. “Uma das respostas foi dar mais dinheiro e mais tempo para ele fazer o filme da forma como quisesse, sem restrições de orçamento ou prazo de entrega”, explicou. O último longa concluído por Miyazaki foi “Vidas ao Vento”, em 2013.
Nova série anime de Ghost in the Shell ganha trailer legendado
A Netflix Asia divulgou o trailer legendado da série animada “Ghost in the Shell: SAC_2045”, que traz novas aventuras de Motoko Kusanagi em bela computação gráfica. O anime foi anunciado há três anos e é uma coprodução dos estúdios Production IG e Sola Digital Arts, com direção de uma dupla de peso: Shinji Aramaki (“Appleseed”) e Kenji Kamiyama (“Ghost in the Shell: Stand Alone Complex”). Os dois também dirigiram o anime do “Ultraman” na Netflix, que estreou no ano passado. A união dos diretores de “Appleseed” e “Stand Alone Complex” num novo “Ghost in the Shell” é especialmente apropriada por considerar que o criador do mangá original, Masamune Shirow, também criou “Appleseed”. “Ghost in the Shell” surgiu em quadrinhos em 1989 e explodiu na cultura pop seis anos depois, ao originar o cultuado anime homônimo de 1995, dirigido por Mamoru Oshii. Comparado ao impacto de “Akira” (1988), o longa animado apresentou a obra de Shirow para o mundo ocidental e influenciou todas as produções focadas em sci-fi cyberpunk que vieram depois – inclusive a trilogia “Matrix”. A história acompanhava a major Mokoto Kusanagi, comandante ciborgue de uma unidade de combate ao terrorismo cibernético (Seção 9), que lutava contra uma conspiração de hackers, cujo objetivo era levar anarquia às ruas de uma megacidade japonesa no ano de 2029. O sucesso de filme de 1995 deu origem a uma franquia animada, composta por mais três longas, quatro OVAs (filmes lançados diretamente em vídeo) e duas séries de televisão. O que acabou chamando atenção de Hollywood e inspirou o lançamento da adaptação live-action dirigida por Rupert Sanders, que foi criticada por escalar uma atriz branca, Scarlett Johansson, no papel de Kusanagi. Agora, a franquia volta às suas origens japonesas. A última animação da franquia tinha sido “Ghost in the Shell: The New Movie”, de 2015, que concluía a trama da série “Ghost in the Shell: Arise”. A estreia está marcada para 23 de abril em streaming.
Nova série anime de Ghost in the Shell ganha trailer, novo pôster e previsão de estreia
A Netflix Asia divulgou um novo pôster e o primeiro trailer completo de “Ghost in the Shell: SAC_2045”, que traz novas aventuras de Motoko Kusanagi em bela computação gráfica. O anime foi anunciado há dois anos e é uma coprodução dos estúdios Production IG e Sola Digital Arts, com direção de uma dupla de peso: Shinji Aramaki (“Appleseed”) e Kenji Kamiyama (“Ghost in the Shell: Stand Alone Complex”). Os dois também dirigiram o anime do “Ultraman” na Netflix, que estreou em abril. A união dos diretores de “Appleseed” e “Stand Alone Complex” num novo “Ghost in the Shell” é especialmente apropriada por considerar que o criador do mangá original, Masamune Shirow, também criou “Appleseed”. “Ghost in the Shell” surgiu em quadrinhos em 1989 e explodiu na cultura pop seis anos depois, ao originar o cultuado anime homônimo de 1995, dirigido por Mamoru Oshii. Comparado ao impacto de “Akira” (1988), o longa animado apresentou a obra de Shirow para o mundo ocidental e influenciou todas as produções focadas em sci-fi cyberpunk que vieram depois – inclusive a trilogia “Matrix”. A história acompanhava a major Mokoto Kusanagi, comandante ciborgue de uma unidade de combate ao terrorismo cibernético (Seção 9), que lutava contra uma conspiração de hackers, cujo objetivo era levar anarquia às ruas de uma megacidade japonesa no ano de 2029. O sucesso de filme de 1995 deu origem a uma franquia animada, composta por mais três longas, quatro OVAs (filmes lançados diretamente em vídeo) e duas séries de televisão. O que acabou chamando atenção de Hollywood e inspirou o lançamento da adaptação live-action dirigida por Rupert Sanders, que foi criticada por escalar uma atriz branca, Scarlett Johansson, no papel de Kusanagi. Agora, a franquia volta às suas origens japonesas. A última animação da franquia tinha sido “Ghost in the Shell: The New Movie”, de 2015, que concluía a trama da série “Ghost in the Shell: Arise”. A prévia e o pôster também revelam que a série tem previsão de estreia para abril em streaming.
Novo filme animado do Pokémon ganha trailer da Netflix
A Netflix divulgou o trailer da mais recente filme animado de Pokémon. Intitulado, em inglês, “Pokémon: Mewtwo Strikes Back Evolution”, o filme mostra os personagens tradicionais da franquia num combate contra Mewtwo, em versão criada por computação gráfica. Além da volta do personagem clássico, o visual digital também chama bastante atenção, por ser bem diferente da série original. Para quem não lembra, Mewtwo foi o principal pokémon do primeiro “Pokémon – O Filme”, lançado em 1998. E agora, 22 anos depois, ele volta à ativa para enfrentar Pikachu, Ash e outros personagens conhecidos da franquia animada. O filme tem direção da dupla Kunihiko Yuyama (da série “Pokémon”) e Motonari Sakakibara (de “Final Fantasy”) e foi originalmente lançado nos cinemas japoneses em julho passado. Ainda sem título em português, “Pokémon: Mewtwo Strikes Back Evolution” vai estrear em streaming no dia 27 de fevereiro, data em que a Nintendo comemora o Dia do Pokémon.












