Filme “Ou Tudo ou Nada” vai virar série com elenco original
A popular comédia britânica “Ou Tudo ou Nada” (The Full Monty) vai virar uma série de streaming com participação do elenco original, liderado por Robert Carlyle. A produção começou nesta segunda (28/3) nas regiões de Sheffield e Manchester, na Inglaterra. Vinte e cinco anos depois da exibição original de 1997, a série vai reencontrar os desempregados de Sheffield, que se despiram para ganhar um pouco de dinheiro extra num show de striptease. A trama deve acomodar os veteranos ao lado de uma nova geração, vítima do impacto econômico do coronavírus. A série é uma criação do roteirista Simon Beaufoy, que foi indicado ao Oscar pelo filme original, e também contará com participação do produtor do filme, Uberto Pasolini. Ainda sem previsão de estreia, “The Full Monty” (título original) será exibida pela Star+ no Brasil e no restante da América Latina. Nos demais países, a atração irá ao ar pela Disney+, exceto nos EUA, onde fará parte da programação da Hulu. Veja o trailer abaixo para lembrar o filme original.
“Magnatas do Crime” vai virar série da Netflix
A Netflix está prestes a fechar acordo para produzir uma série baseada no filme “Magnatas do Crime” (2019), de Guy Ritchie. O projeto começou a ganhar forma há dois anos e tem o próprio Richie à frente das negociações. O cineasta britânico co-escreveu o episódio piloto e planeja dirigir os dois capítulos iniciais, além de servir como produtor ao lado de executivos da Miramax TV e da Moonage Pictures (formada há quatro anos por produtores de “Peaky Blinders”). Com a aprovação do negócio, a adaptação marcará o terceiro filme de Guy Ritchie a virar série. “Lock, Stock…”, inspirada em “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” (1998), foi ao ar no ano 2000 no Channel 4 britânico, e “Snatch”, inspirada em “Snatch: Porcos e Diamantes” (2000), durou duas temporadas, de 2017 a 2018, na plataforma de streaming Crackle. A adaptação virou prioridade da Miramax, que sob a nova chefia de Marc Helwig tem buscado capitalizar seu extenso catálogo cinematográfico em licenciamento de séries. Neste sentido, a produção de “The Gentlemen” (título original) vai se juntar à anunciada adaptação de “Mutação” (Mimic, 1997), terror do estúdio que se transformará numa série produzida e dirigida por Paul WS Anderson (“Resident Evil”). Elogiado pela crítica internacional (73% de aprovação no Rotten Tomatoes), “Magnatas do Crime” marcou a volta do diretor do blockbuster “Aladdin” (2019) às tramas de gângsteres do começo de sua carreira. A trama gira em torno da sucessão de um chefão americano do crime, interpretado no cinema por Matthew McConaughey (“Interestelar”), que construiu um império de drogas no Reino Unido. Quando rumores começam a circular sobre sua aposentadoria, todos os outros criminosos de Londres criam seus próprios esquemas para tomar o lugar dele. O elenco do filme ainda incluiu Charlie Hunnam (Rei Arthur: A Lenda da Espada”), Henry Golding (“Podres de Ricos”), Michelle Dockery (“Downton Abbey”), Jeremy Strong (“Succession”), Eddie Marsan (“Ray Donovan”), Colin Farrell (“Dumbo”) e Hugh Grant (“Florence: Quem é Essa Mulher?”). Veja abaixo o trailer legendado de “Magnatas do Crime”.
Anna Karen (1936–2022)
A atriz inglesa Anna Karen, estrela da série clássica “On the Bus” e da longeva novela “EastEnders”, morreu na noite de terça (22/2) aos 85 anos, num incêndio de sua casa em Londres, na Inglaterra. Três caminhões do corpo de bombeiros foram acionados, com cerca de 20 homens, para conter o incêndio, mas a atriz não resistiu aos ferimentos. As causas do incêndio ainda estão sendo investigadas pelas autoridades britânicas, mas os estudos preliminares sugerem que a tragédia não foi um ato criminoso. Os vizinhos relataram à imprensa britânica que acionaram os bombeiros após perceberem uma grande quantidade de fumaça na porta da casa da atriz. “Eu a conhecia de ‘EastEnders’, era como ter uma celebridade morando na rua, ela era uma velhinha adorável e sempre falava com todos”, declarou um morador. Shane Collins, agente da atriz, emitiu um comunicado lamentando a morte da artista após ter vencido um problema no quadril que a afastou da televisão. “É uma notícia muito triste. Anna era uma grande senhora e uma pessoa muito legal. Ela era uma cliente fantástica para cuidar. Eu não posso expressar o quanto eu gostava dela. Ela passou por um momento difícil depois que quebrou o quadril alguns anos atrás, mas voltou a trabalhar novamente e apareceu em ‘EastEnders'”, disse. Anna Karen nasceu na África do Sul e começou a atuar aos 15 anos. Em seus primeiros longas, trabalhou com Judi Dench em “He Who Rides a Tiger” (1965), Terence Stamp em “A Lágrima Secreta” (1967) e Christopher Plummer em “As Virgens Impacientes” (1969). Em 1969, entrou no elenco do fenômeno televisivo “On the Bus”. A série sobre os funcionários de uma companhia de ônibus durou sete temporadas, até 1973, e ainda rendeu três filmes com todos os atores da atração. O papel de Karen, Olive Rudge, era irmã do protagonista Stan (Reg Varney) e esposa do machista Arthur (Michael Robbins). Caracterizada com óculos de lentes grossas, ela se livra do destino de ser dona de casa mal-amada no final da série, ao se divorciar e arranjar emprego como motorista da empresa de ônibus, fazendo sua própria revolução feminista. A atriz também integrou a popular franquia britânica de comédias “carry on”, estrelando “Fuzarca no Camping” (1969) e a sequência, “Carry on Loving” (1970), antes de iniciar sua passagem por uma sucessão de séries. Seu último longa relevante foi “Delicada Atração” (1996), que foi premiado na Mostra de São Paulo. No mesmo ano, Karen apareceu pela primeira vez na novela “EastEnders”, trabalho que se estendeu, de forma intermitente, até 2017, quando se despediu das telas.
Sally Ann Howes (1930–2021)
A atriz e cantora britânica Sally Ann Howes, que estrelou o musical “O Calhambeque Mágico” (1968), morreu no domingo passado (19/12) aos 91 anos, “pacificamente enquanto dormia”, segundo informou seu sobrinho no Twitter. Howes nasceu em Londres numa família de atores, e começou sua carreira aos 13 anos com o papel principal no filme “Thursday’s Child” (1943). Sua juventude foi repleta de sucessos do cinema britânico, mas não se prendeu às comédias infantis. Com 15 anos encarou o terror da célebre antologia “Na Solidão da Noite” (1945). Ela também integrou o elenco da versão de “Anna Karenina” estrelada por Vivan Leigh em 1948, antes de viver a Cinderella de um telefilme de 1950. Após se consagrar no cinema, Howes virou estrela do West End e da Broadway, chegando a concorrer ao prêmio Tony de Melhor Atriz em Musical pela montagem de “Brigadoon”, em 1963. Três anos depois, ela estrelou a versão televisiva da peça. O melhor da experiência com música e dança, porém, foi o convite para estrelar seu filme mais conhecido, “O Calhambeque Mágico”, contracenando com Dick Van Dyke. Algumas músicas daquele filme são lembradas até hoje. O sucesso de “O Calhambeque Mágico”, entretanto, não foi explorado em novos filmes. Ela só fez mais um longa na carreira: o terror “O Navio Assassino” em 1980. E abandonou as telas de vez em 1992 com a minissérie “Segredos”. Sempre convidada a participar de programas televisivas e até a se apresentar em eventos oficiais da Casa Branca, Howes passou a se dedicar cada vez mais aos musicais de teatro, excursionando com montagens de “O Rei e Eu” e “A Noviça Rebelde”, antes de lançar seu primeiro show solo, “From This Moment On”, em 1990. Longe das telas, ela continuou excursionando com montagens teatrais até recentemente. Relembre abaixo uma cena de “O Calhambeque Mágico” com uma das canções mais famosas de sua trilha sonora.
Jack Hedley (1930–2021)
O ator inglês Jack Hedley, que estrelou a série “Colditz” e o filme “007 – Somente para Seus Olhos”, morreu em 11 de dezembro aos 92 anos. Sua morte foi confirmada por um obituário do jornal The Times de Londres nesta quinta (22/12), que mencionou uma “doença enfrentada corajosamente”. Com uma carreira de cinco décadas, ele apareceu em quase uma centena de filmes e séries, além de inúmeras peças de teatro. Nascido em Londres como Jack Hawkins, ele mudou seu sobrenome no início da carreira para evitar confusão com um famoso ator britânico de mesmo nome. Sua estreia no cinema aconteceu em 1958 como um passageiro do Titanic, no filme “Somente Deus por Testemunha”. Ele também figurou nos clássicos “Lawrence da Arábia” e “O Mais Longo dos Dias” (ambos de 1962), mas sua carreira só foi decolar um ano depois. Hedley começou a se destacar com o papel-título de “O Cavaleiro Audaz”, uma aventura de capa e espada de 1963, que também trazia Oliver Reed em seu elenco, estabelecendo-se como herói de produções B. Entre os muitos títulos de sucesso que estrelou nos anos seguintes incluem-se o cultuado terror “Pacto com o Diabo” (1964), o drama “Servidão Humana” (1964), o filme de guerra “O Segredo da Ilha de Sangue” (1965) e a comédia “Como Eu Ganhei a Guerra” (1967), em que contracenou com John Lennon. Ele também integrou o elenco da comédia de suspense “O Aniversário” (1968), encabeçado pela veterana Bette Davis, e o musical de sucesso “Adeus, Mr. Chips” (1969), estrelado por Peter O’Toole e a cantora Petula Clark, antes de passar a priorizar a TV. Embora alternasse trabalhos no cinema com aparições em séries britânicas famosas, como “O Santo” e “UFO”, Hedley só começou a integrar elencos fixos a partir da década de 1970, estrelando a série dramática “Kate” (1970-1971) e principalmente “Colditz” (1972-1974), sobre prisioneiros de guerra, em que interpretou um dos oficiais britânicos mais graduados da prisão nazista da trama, durante as duas temporadas da produção. Outro destaque foi o papel principal na minissérie “Who Pays the Ferryman?”, em 1977. A volta ao cinema só se deu em 1981, com “007 – Somente para Seus Olhos”, no qual interpretou o pai de Carole Bouquet, Sir Timothy Havelock, que é assassinado enquanto tenta localizar um navio naufragado para o Serviço Secreto Britânico. Depois disso, fez apenas mais três filmes, incluindo “O Estripador de Nova York” (1982), do mestre do terror italiano Lucio Fulci. Seu último trabalho foi a minissérie bíblica “Paulo de Tarso”, lançada em 2000.
Will Poulter vira bandido romântico em trailer de musical
O filme independente britânico “The Score” ganhou pôster e seu primeiro trailer, que revela uma curiosa mistura de gêneros. A trama acompanha dois criminosos num café de beira de estrada, aguardando o momento para realizar um assalto, ao mesmo tempo em que um deles desenvolve um enredo romântico paralelo com a garçonete. O detalhe é que tudo acontece em clima de musical, com os atores cantando parte da história. O elenco é liderado por Will Poulter (“Maze Runner”), Naomi Ackie (“As Panteras”) e Johnny Flynn (o David Bowie de “Stardust”), que também assina as músicas originais. Já o roteiro e a direção são de Malachi Smyth (“Nocturne”) Ainda não há previsão de estreia.
Belfast: Vencedor do Festival de Toronto ganha trailer nostálgico e tenso
A Focus Features divulgou mais um pôster e o segundo trailer de “Belfast”, novo filme do diretor Kenneth Branagh (“Assassinato no Expresso do Oriente”), que venceu o Festival de Toronto ao recriar o período de tumultos políticos da Irlanda do Norte pelo olhar de um menino de uma família da classe trabalhadora. Predominantemente em preto e branco, a prévia alterna momentos de nostalgia alegre com cenas de tensão, evocando os sonhos, as músicas e até as séries de TV dos anos 1960, mas também os perigos da era dos “troubles”, quando enfrentamentos entre nacionalistas que queriam a independência do país e as autoridades leais ao Reino Unido levaram a uma escalada de violência, com terrorismo de um lado e arbitrariedades do outro. O elenco da produção destaca Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”), Caitriona Balfe (“Outlander”), Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”), Ciaran Hinds (“Game of Thrones”) e o menino Jude Hill, em sua estreia no cinema, como a família principal. Vencedor de mais três prêmios internacionais, “Belfast” tem lançamento previsto para 12 de novembro nos EUA e apenas três meses depois, em fevereiro de 2022 no Brasil.
Roger Michell (1956–2021)
O diretor Roger Michell, que fez o popular blockbuster romântico “Um Lugar Chamado Notting Hill”, morreu na quarta-feira (22/9) aos 65 anos. Ao anunciar o falecimento, a família do cineasta não revelou a causa nem o local do falecimento. Nascido na África do Sul, Michell teve uma carreira teatral de sucesso no Reino Unido, com passagens pelo Royal Court Theatre, pela Royal Shakespeare Company, onde foi diretor residente, e pelo National Theatre, entre outros palcos tradicionais do teatro britânico. Ele fez a transição para as telas no começo dos anos 1990, dirigindo a minissérie “Downtown Lagos” (1992) para a BBC e consagrando-se no ano seguinte com a enormemente aclamada “The Buddha of Suburbia” (1993), adaptação do romance homônimo de Hanif Kureishi estrelada pelo então jovem Naveem Andrews (“Lost”). Michell também dirigiu o clipe da música-tema da atração, composta por ninguém menos que David Bowie. Em seguida, assinou seu primeiro longa televisivo, “Persuasion”, adaptação do romance homônimo de Jane Austen, que venceu o BAFTA, troféu da Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas, como Melhor Telefilme de 1995. A repercussão positiva dos trabalhos na TV o levou ao cinema. A estreia aconteceu em 1997 com “My Night with Reg”, drama centrado numa noite de reminiscências de um grupo de homossexuais ingleses depois que um de seus amigos morre de AIDS. Ele ainda fez outro drama, “Lutando Pela Paz” (1998), sobre a tensa situação política na Irlanda do Norte, antes de filmar a obra que mudou o rumo de sua carreira. Escrita pelo mestre das comédias românticas britânicas Richard Curtis, “Um Lugar Chamado Notting Hill” (1999) trazia Julia Roberts como uma estrela de Hollywood que se apaixonava, contra todas as possibilidades, por um livreiro inglês acanhado, interpretado por Hugh Grant. Cheia de personagens pitorescos, cenários londrinos e situações divertidas, a produção virou um fenômeno, estourou bilheterias em todo o mundo e levou Hollywood a assediar o diretor com vários projetos. Michell tentou mostrar versatilidade ao optar por estrear no cinema americano com o suspense “Fora de Controle” (2002), estrelado por Ben Affleck e Samuel L. Jackson. Mas o filme fracassou nas bilheterias. Frustrado, o diretor decidiu retomar a parceria com Hanif Kureishi, filmando dois roteiros do escritor de “The Buddha of Suburbia”: o drama “Recomeçar” (2003), com Daniel Craig, e a comédia “Venus” (2006), que rendeu ao astro Peter O’Toole sua indicação final ao Oscar de Melhor Ator. Ele chegou a ensaiar uma especialização em comédias, fazendo três em sequência: “Uma Manhã Gloriosa” (2010) com Rachel McAdams, “Um Final de Semana em Hyde Park” (2012) com Bill Murray e “Um Fim de Semana em Paris” (2013) com Lindsay Duncan e Jim Broadbent. Mas interrompeu a tendência com a minissérie “The Lost Honour of Christopher Jefferies”, que lhe rendeu um novo BAFTA em 2014, e preferiu variar os estilos de seus últimos longas. Seus trabalhos finais foram a adaptação gótica de “Minha Prima Raquel” (2017), baseada no romance de mistério de Daphne Du Maurier, em que Rachel Weisz viveu uma Viúva Negra fatal, o melodrama “A Despedida”, com Susan Sarandon no papel de uma mãe com doença terminal, e “The Duke” (2020), comédia com Jim Broadbent e Helen Mirren sobre um roubo de arte histórico.
“Belfast”, novo filme de Kenneth Branagh, vence Festival de Toronto
“Belfast”, novo filme do diretor Kenneth Branagh (“Assassinato no Expresso do Oriente”), foi o grande vencedor do Festival de Toronto. A produção levou o People’s Choice Award durante o encerramento do evento na noite deste sábado (18/9). O principal prêmio de Toronto não tem júri e é resultado da votação do público do festival canadense. E o gosto desse público costuma bater com os eleitores do Oscar. No ano passado, por exemplo, “Nomadland” venceu Toronto e, meses depois, o Oscar de Melhor Filme. Além de “Belfast”, o People’s Choice Award destacou “Scarborough”, drama indie canadense dirigido por Shasha Nakhai e Rich Williamson, e “The Power of the Dog”, western da diretora Jane Campion produzido pela Netflix, em 2º e 3º lugares, respectivamente, além de “The Rescue”, dos diretores E. Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin, como melhor documentário, e “Titane”, da francesa Julia Ducournau, que venceu o Festival de Cannes, como melhor título da mostra Midnight Madness. “Estou emocionado, tocado e profundamente grato”, disse Branagh em comunicado sobre a conquista de “Belfast”. O drama do cineasta também conquistou a crítica internacional, arrancando elogios rasgados durante sua passagem pelo festival canadense e pelo Festival de Telluride, nos EUA. “Um dos melhores filmes do ano, sem dúvida”, definiu o veteraníssimo crítico Pete Hammond no site Deadline. Com suas principais cenas rodadas em preto e branco, o longa recria o período de tumultos políticos do final dos anos 1960 na Irlanda do Norte pelo olhar de um menino de uma família da classe trabalhadora. Considerado o filme mais pessoal de Branagh, que cresceu na região retratada, “Belfast” alterna momentos de nostalgia alegre com cenas de tensão, evocando os sonhos, a música, os filmes e as séries da época, mas também os perigos dos “troubles”, quando enfrentamentos entre nacionalistas católicos que queriam a independência do país, protestantes que defendiam o status quo e as autoridades leais ao Reino Unido levaram a uma escalada de violência, com terrorismo de um lado e arbitrariedades do outro. O elenco da produção destaca Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”), Caitriona Balfe (“Outlander”), Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”), Ciaran Hinds (“Game of Thrones”) e o menino Jude Hill, em sua estreia no cinema, como a família principal. O filme tem lançamento previsto para 16 de dezembro no Brasil. Veja abaixo o trailer americano da produção.
Belfast: Novo filme de Kenneth Branagh é considerado “um dos melhores do ano”
“Belfast”, novo filme do diretor Kenneth Branagh (“Assassinato no Expresso do Oriente”), teve sua première no Festival de Telluride neste fim de semana, e segundo as primeiras críticas publicadas nos EUA, posicionou-se para brigar pelo Oscar. O filme, que recria o período de tumultos políticos da Irlanda do Norte pelo olhar de um menino de uma família da classe trabalhadora, foi considerado “um dos melhores do ano, sem dúvida”, pelo veteraníssimo crítico Pete Hammond no site Deadline. Além de rasgar elogios para o diretor, que nasceu em Belfast na época retratada, ele chama a fotografia em preto e branco e a recriação cenográfica da época de “impressionantes”, e não esquece de elogiar a trilha sonora, com oito canções de Van Morrison, definindo o filme como “fantástico”. A crítica do também experiente Stephen Farber, na revista The Hollywood Reporter, apontou que se trata do “filme mais pessoal” de Branagh, que também assinou o roteiro, baseando-se em memórias de sua infância. E destacou que a emoção transmitida pela história “é marcante”. “Apesar de falhos, os personagens principais são tão bem definidos e lindamente interpretados que não podemos deixar de nos envolver em suas lutas diárias, bem como na decisão mais ampla que eles enfrentam sobre abandonar sua casa pela perspectiva incerta de novos horizontes”, apontou. Outro crítico respeitado, Peter Debruge, da revista Variety, comparou “Belfast” a “Roma”, do mexicano Alfonso Cuarón, que também era uma produção em preto e branco centrada nas memórias de seu diretor e igualmente girava em torno de uma família num período de conflitos civis – e que acabou conquistando três Oscars em 2019. Mas chama atenção para uma diferença importante entre os dois trabalhos. “Anos de palco ensinaram Branagh como comover e manipular uma audiência, e esses instintos tornam sua história muito mais acessível que a de Cuarón”. Predominantemente em preto e branco, “Belfast” alterna momentos de nostalgia alegre com cenas de tensão, evocando os sonhos, a música, os filmes e as séries da época, mas também os perigos dos “troubles”, quando enfrentamentos entre nacionalistas católicos que queriam a independência do país, protestantes que defendiam o status quo e as autoridades leais ao Reino Unido levaram a uma escalada de violência, com terrorismo de um lado e arbitrariedades do outro. O elenco da produção destaca Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”), Caitriona Balfe (“Outlander”), Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”), Ciaran Hinds (“Game of Thrones”) e o menino Jude Hill, em sua estreia no cinema, como a família principal. Após a première em Telluride, o filme será exibido na próxima semana no Festival de Toronto, no Canadá, e tem lançamento previsto para 16 de dezembro no Brasil. Veja abaixo o trailer americano da produção.
Belfast: Drama de Kenneth Branagh ganha trailer nostálgico e tenso
A Focus Features divulgou o pôster e o trailer de “Belfast”, novo filme do diretor Kenneth Branagh (“Assassinato no Expresso do Oriente”), que recria o período de tumultos políticos da Irlanda do Norte pelo olhar de um menino de uma família da classe trabalhadora. Predominantemente em preto e branco, a prévia alterna momentos de nostalgia alegre com cenas de tensão, evocando os sonhos, a música e até as séries de TV, mas também os perigos dos anos 1960, a era dos “troubles”, quando enfrentamentos entre nacionalistas que queriam a independência do país e as autoridades leais ao Reino Unido levaram a uma escalada de violência, com terrorismo de um lado e arbitrariedades do outro, culminando no massacre conhecido como “Bloody Sunday”. O elenco da produção destaca Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”), Caitriona Balfe (“Outlander”), Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”), Ciaran Hinds (“Game of Thrones”) e o menino Jude Hill, em sua estreia no cinema, como a família principal. Com première marcada para este mês nos festivais de Toronto, no Canadá, e Telluride, nos EUA, “Belfast” tem lançamento previsto em 16 de dezembro no Brasil.
Musical “Todos Estão Falando Sobre Jamie” ganha trailer legendado da Amazon
A Amazon divulgou o trailer legendado de “Todos Estão Falando Sobre Jamie” (Everybody’s Talking About Jamie), adaptação do musical de mesmo nome sobre um adolescente de Sheffield, na Inglaterra, que sonha em se tornar uma drag queen famosa. Para desespero do pai conservador e surpresa de seus colegas de classe, Jamie quer começar a seguir esse sonho no baile de formatura com um vestido maravilhoso. A mensagem é empoderadora. Apoiado pela mãe amorosa e alguns amigos incríveis, o jovem supera o preconceito, derrota os valentões e sai da escuridão para os holofotes, ao melhor estilo de “Billy Elliot”. Apesar de se basear no musical de Jenny Popplewell com músicas do roqueiro inglês Dan Gillespie Sells (da banda The Feeling) e letras do dramaturgo Tom MacRae, a história tem inspiração em pessoas reais, que chegam às telas interpretadas por Sharon Horgan (“Catastrophe”), Richard E. Grant (“Loki”), Ralph Ineson (“A Bruxa”), Sarah Lancashire (“Yesterday”) e o estreante Max Harwood como Jamie New. Produção da 20th Century Studios que seria lançada em janeiro deste ano nos cinemas, o filme vai chegar em streaming em 17 de setembro pelas mãos do diretor teatral e coreógrafo Jonathan Butterell, que assina seu primeiro longa-metragem.
James McAvoy e Sharon Horgan tentam sobreviver à quarentena em trailer de comédia
A Bleeker Street divulgou o pôster e o trailer de “Together”, comédia britânica sobre a crise de um casal durante o isolamento social da pandemia, estrelada por James McAvoy (“X-Men: Fênix Negra”) e Sharon Horgan (“Catastrophe”). A prévia mostra como a narrativa abusa do recurso teatral da quebra da quarta parede (isto é, declarações feitas diretamente para o público/câmera) em meio a discussões constantes, enquanto os protagonistas tentam encontrar uma maneira de não se matar durante a quarentena sob o olhar aterrorizado do filho pequeno. A produção marca a volta do diretor Stephen Daldry ao cinema, sete anos após seu último filme, “Trash: A Esperança Vem do Lixo” (2014). Desde então, ele trabalhou na série “The Crown”. Por sinal, Daldry divide a direção de “Together” com Justin Martin, que foi seu assistente na série da Netflix. A estreia está marcada para 27 de agosto nos EUA e não há previsão para o lançamento no Brasil.











