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    Carla Diaz volta a viver Suzane von Richthofen em trailer de novo filme

    27 de setembro de 2023 /

    A Prime Video divulgou o trailer de “A Menina Que Matou os Pais – A Confissão”, novo filme em que Carla Diaz vive a assassina Suzane von Richthofen. O terceiro filme é resultado do sucesso de “A Menina Que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais”, e vai atender pedidos do público que queriam mais detalhes da investigação, já que os longas originais se basearam em depoimentos do julgamento dos culpados, de 2006. A nova produção acompanha Suzane, Daniel e Cristian Cravinhos nos dias após o crime e enfatiza a investigação que terminou com suas prisões. Escritos por Ilana Casoy e Raphael Montes (de “Bom Dia, Verônica”), os filmes anteriores trouxeram o ponto de vista de um dos condenados. Agora, o público conhecerá o ponto de vista da polícia, por meio da investigação chefiada pela delegada interpretada por Bárbara Colen (“Bacurau”). A direção está novamente a cargo de Maurício Eça e o elenco volta a trazer Carla Diaz como Suzane von Richtofen e Leonardo Bittencourt como Daniel Cravinhos, que planejaram a morte dos pais de Suzane em 2002, com a ajuda do irmão do rapaz, Cristian (Allan Souza Lima). Sobre o novo longa-metragem, o diretor disse: “‘Confissão’ é um filme direto e cru, um thriller psicológico que você já sabe como acaba, mas não imagina como tudo aconteceu. Se passa durante oito dias muito intensos, onde as verdades de cada personagem vão vindo à tona”. A estreia vai acontecer em 27 de outubro no streaming da Amazon.

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    As 10 melhores estreias de streaming da semana

    22 de setembro de 2023 /

    A seleção abaixo reúne seis séries e quatro filmes que se destacaram entre as estreias de streaming desta semana. A temporada final de “Sex Education” na Netflix e a surpreendente sci-fi “Ninguém Vai Te Salvar” na Star+ são os principais títulos da programação, que ainda tem série derivada da franquia “John Wick”, animação baseada em curta premiado no Oscar e a volta de “American Horror Story”. Confira abaixo as dicas para assistir em casa.   SEX EDUCATION 4 | NETFLIX   Muita coisa aconteceu desde que Otis (Asa Butterfield), então um adolescente virgem, percebeu que todos os anos embaraçosos em que viveu com sua mãe, uma terapeuta sexual, podiam ajudá-lo a se tornar popular e ainda ganhar dinheiro em sua escola do interior do Reino Unido. Coagido por Maeve (Emma Mackey), a bad girl do colégio, e apoiado por seu melhor amigo e gay assumido Eric (Ncuti Gatwa), ele virou uma lenda por sua consultoria sexual para adolescentes inexperientes. Mas a liberalidade sexual dos estudantes logo se provou demais para os professores puritanos, e a diferença de sensibilidades culminou num escândalo comunitário no final da temporada passada. Agora, depois da façanha de fecharem seu próprio colégio, os alunos da escola Moordale começam a 4ª e última temporada se surpreendendo com a faculdade. A faculdade de Cavendish é um choque cultural para todos os alunos que pensavam que eram progressistas. A nova escola está em outro nível. Há aula de ioga diária no jardim comunitário, uma forte vibe de sustentabilidade e um grupo de crianças que são populares por serem… gentis. Viv (Chinenye Ezeudu) está totalmente chocada com a abordagem não competitiva liderada por estudantes da escola, enquanto Jackson (Kedar Williams-Stirling) ainda está lutando para superar Cal (Dua Saleh). Aimee (Aimee Lou Wood) tenta algo novo fazendo um curso de arte avançado e Adam (Connor Swindells) discute se a educação regular é para ele. Para completar, a Dra. Milburn (Gillian Anderson) enfrenta uma nova rotina com o nascimento de seu novo filho, e Otis e Maeve tentam um relacionamento à distância, após ela seguir para uma universidade americana. Enfim, tudo parece diferente, exceto a jaqueta de Otis, que é a mesma desde o começo da série. Mas apenas parece. A verdade é que, ao longo de suas quatro temporadas, “Sex Education” nunca mudou: segue espirituosa, calorosa, inclusiva, generosa em espírito e simpática até nas fraquezas e falhas de seus personagens, mantendo o mesmo equilíbrio de alegria e melancolia que a transformou em uma das melhores séries sobre amadurecimento.   NINGUÉM VAI TE SALVAR | STAR+   O thriller de invasão alienígena traz Kaitlyn Dever (“Last Man Standing”) como uma jovem talentosa e criativa que se vê alienada de sua comunidade e acaba enfrentando sozinha visitantes extraterrestres em uma noite perturbadora. Na trama, ela encontra conforto em sua casa de infância até ser surpreendida por ruídos estranhos e intrusos decididamente não humanos. Perseguida dentro de casa e nas ruas, ela tenta fugir dos seres extraterrestres que ameaçam o futuro da humanidade, mas também a forçam a encarar seu passado. Pode parecer que a trama é conhecida, evocativa de “Sinais” (2002) e “Um Lugar Silencioso” (2018), por exemplo, só que não é. As reviravoltas levam o suspense de uma invasão em casa no campo para direções inesperadas. Direção e roteiro são de Brian Duffield, que chamou atenção com os roteiros de “A Babá” (2017) e “Amor e Monstros” (2020), e a direção de “Espontânea” (2020). Trata-se de mais um acerto do cineasta, que parece ter tendência para criar filmes cult.   AMERICAN HORROR STORY: DELICATE | STAR+   A Star+ disponibilizou de surpresa nesta sexta-feira (20/9) o primeiro episódio da 12ª temporada da série antológica de Ryan Murphy, sem nenhum aviso ou menção. Baseada no romance “Delicate Condition” de Danielle Valentine, a trama gira em torno de uma atriz, interpretada por Emma Roberts, dividida entre a carreira e o desejo de se tornar mãe. Porém, o seu sonho se torna um pesadelo quando a gravidez coincide com visões e paranoia, sendo convencida de que uma força sinistra está atuando ao seu redor. Descrita como uma “atualização feminista de ‘O Bebê de Rosemary'”, a história aborda temas de gravidez, maternidade, autonomia corporal das mulheres e o conceito do controle masculino sobre os corpos femininos. Além de Emma Roberts (“Amor com Data Marcada”), que retorna à franquia após um hiato de quatro anos, o elenco destaca Kim Kardashian (“Oito Mulheres e um Segredo”) e Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”), ambas novatas na série, e também inclui Zachary Quinto (“Star Trek”), Michaela Jaé Rodriguez (“Pose”), Matt Czuchry (“O Residente”), Annabelle Dexter-Jones (“Succession”), Odessa A’zion (“Aquele que Habita em Mim”) e Debra Monk (“A Idade Dourada”).   O CONTINENTAL: DO MUNDO DE JOHN WICK | AMAZON PRIME VIDEO   a minissérie baseada nos filmes de “John Wick” é um prólogo passado nos anos 1970 com muita ação, tiros, kung fu, soul music e black power, evocando os filmes da época. A atração de três capítulos narra a origem do hotel que serve de ponto de encontro e refúgio para os personagens da franquia, acompanhando a chegada do jovem Winston Scott (visto na trilogia cinematográfica com interpretação de Ian McShane) ao famoso Continental. A versão jovem de Winston é vivida por Colin Woodell (“The Flight Attendant”), que, para ajudar o irmão em dificuldades, irá confrontar ninguém menos que Mel Gibson (“Pai em Dose Dupla 2”), intérprete de um personagem chamado Cormac, um chefão do submundo e atual gerente do hotel. Os dois vão disputar o controle do local, com Winston reunindo uma gangue diversificada para tomar de assalto a fortaleza do rival. Os demais atores da produção incluem Katie McGrath (“Supergirl”), Ayomide Adegun (“Jogos Vorazes – A Cantiga dos Pássaros e das Serpente”), Peter Greene (“Luta Pela Liberdade”), Hubert Point-Du Jour (“The Good Lord Bird”), Jessica Allain (“A Lavanderia”), Mishel Prada (“Vida”), Nhung Kate (“The Housemaid”) e Ben Robson (“Animal Kingdom”), entre outros. “O Continental” tem roteiro de Greg Coolidge (“Policial em Apuros”) e Kirk Ward (“Wayne”), que compartilham a produção com o roteirista e o diretor dos filmes de “John Wick”, Derek Kolstad e Chad Stahelski. Já a direção dos episódios está a cargo do cineasta Albert Hughes (“O Livro de Eli”).   SONG OF THE BANDITS | NETFLIX   O faroeste com espadas sul-coreano se passa nos anos 1920, período em que o Japão começou a colonizar Joseon (Coreia) após assumir o controle do país, e acompanha diversos personagens que, por diversos motivos, se encontram na nação sem lei de Gando. Assassinos, ladrões, migrantes e o Exército da Independência enfrentam confrontos intensos com as forças japonesas, até virarem um grupo de sobreviventes astutos. Os “foras da lei”, dotados de habilidades que adquiriram nas sombras da criminalidade, tomam uma decisão audaciosa: eles se unem para lutar contra o domínio estrangeiro e proteger aqueles que amam, independentemente das consequências, tornando-se heróis improváveis da resistência. Com muitas cenas de ação, violência e uma visão emocional, a série explora a resiliência do povo coreano durante um dos períodos mais sombrios de sua história. O roteiro é de Han Jung-hoon (“My Fellow Citizens”) e o elenco destaca Kim Nam-gil (“Memórias de um Assassino”), a cantora Seohyun (do grupo Girls’ Generation), Yoo Jae-myung (“Stranger”), Andrew Lee (“Em Busca de Vingança”), Min Kim (“Black Knight”), Kim Seol-jin (“Vincenzo”) e outros.   CASSANDRO | AMAZON PRIME VIDEO   Baseado em fatos reais, o filme traz o astro mexicano Gael Garcia Bernal (“Tempo”) como o lutador mexicano Saúl Armendáriz, o primeiro homem assumidamente gay a se tornar campeão de Lucha Libre. Armendáriz se tornou um ícone da comunidade LGBTQIAPN+ latina ao romper com padrões machistas e heteronormativos do esporte durante as décadas de 1980 e 1990, ao se impor nos ringues como Cassandro, um lutador exótico que desafiou preconceitos. O filme teve première mundial durante o Festival de Sundance, no começo do ano. Na ocasião, arrancou elogios rasgados da crítica, que lhe renderam 97% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas os comentários positivos acabaram ofuscados por uma cena de beijo entre Bernal e o cantor porto-riquenho Bad Bunny (“Trem-Bala”), que viralizou ao ser gravada durante a projeção. O elenco coadjuvante ainda inclui Roberta Colindrez (“Uma Equipe Muito Especial”) e Raúl Castillo (“Army of the Dead”). Já a direção é de Roger Ross Williams, que venceu um Oscar pelo curta documental “Music By Prudence” (2010).   PEQUENOS ESPIÕES: APOCALIPSE | NETFLIX   O reboot da franquia do cineasta Robert Rodriguez repete a premissa do filme original. Desta vez, Gina Rodriguez (“Jane, a Virgem”) e Zachary Levi (“Shazam!”) vivem espiões transformados em reféns, necessitados de resgatados pelos filhos pequenos, que até então nem desconfiavam do trabalho dos pais. Como novidade, o filme inclui uma ameaça de videogame, que precisa ser enfrentada num ambiente de jogo virtual. Roteiro, direção e produção estão novamente a cargo de Rodriguez, que lançou o filme original em 2001, seguido por “Pequenos Espiões 2: A Ilha dos Sonhos Perdidos” no ano seguinte e “Pequenos Espiões 3: Game Over” em 2003. Ele ainda retomou a saga com “Pequenos Espiões 4” em 2011, mostrando as crianças originais já crescidas. Desta vez, porém, a trama é um reboot completo, que abandona o elenco original formado por Antonio Banderas e Carla Gugino como os pais, além de Alexa PenaVega e Daryl Sabara como as crianças. Os quatro atores apareceram ao longo de toda a franquia até então. O novo elenco traz Connor Esterson (“Chad”) e Everly Carganilla (“Depois da Festa”) como os jovens agentes e ainda conta com D.J. Cotrona (“Shazam!”), Billy Magnussen (“A Noite do Jogo”) e Fabiola Andújar (“Walker”) no elenco. Embora as piadas sejam voltadas para o público infantil, o filme tem uma mensagem para adultos, sobre a importância de aceitar o entretenimento favorito das crianças (no caso, videogames) na dinâmica da vida familiar.   PERDIDA | DISNEY+   Depois de passar pelo cinema, a adaptação do livro de Carina Rissi agora se junta a outras fábulas encantadas nas plataformas da Disney. A produção é um fantasia romântica com viagem no tempo ao estilo de “Outlander”, que mostra Giovanna Grigio (“Rebelde”) indo parar no começo do século 19, onde se apaixona por um cavalheiro da época. Na trama, Sofia (Giovanna Grigio) é uma jovem moderna apaixonada por obras antigas, como os clássicos de Jane Austen. Ao tentar convencer uma editora a investir no nicho, ela acaba se frustrando com o pedido negado. Mas logo em seguida é transportada para um mundo semelhante ao dos livros que tanto gosta, ambientados no século 19. Completamente perdida, Sofia conta com a ajuda do galante Ian Clarke (Bruno Montaleone, de “Verdades Secretas”) para resolver o mistério por trás de sua chegada naquele lugar. Produzido pela Filmland Internacional em parceria com a Star Original Productions, o longa marcou a estreia na direção de Katherine Chediak Putnam e Dean Law (do curta “Inferno”). O roteiro é de Karol Bueno (“TupiniQueens”) e Luiza Shelling Tubaldini (“A Princesa da Yakuza”), e o elenco ainda conta com Nathália Falcão (“Desalma”), Bia Arantes (“Órfãos da Terra”), Sérgio Malheiros (“Um Natal Cheio de Graça”), Hélio de la Peña (“Conversa Piada”) e Luciana Paes (“Galeria Futuro”).   COMPRO LIKES | STAR+   A nova série nacional de comédia gira em torno do universo dos influenciadores e a obsessão por seguidores e likes nas redes sociais. Criada por André Moraes (“Não Se Aceitam Devoluções”) e André Brandt (“Domingão com Huck”), acompanha a luta de Wagner Sampayo (Fábio Lago, de “Cidade Invisível”), um ator fracassado que deseja alcançar o estrelato, mas paga as contas trabalhando como vendedor de papel e animando asilos e festinhas infantis. Rejeitado em todos os testes de elenco, ele cria um plano para ficar famoso e recorre ao excêntrico guru Johnny Silva (Lúcio Mauro Filho, de “A Grande Família”) para aprender como virar celebridade digital. A partir do conselho do professor e com ajuda daa amiga Sarah (Ana Carolina Machado, de “Não Se Aceitam Devoluções”), ele cria uma vida baseada em mentiras nas redes sociais, invade um conhecido reality show, inventa um romance com uma...

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  • Filme

    Filme de Claudinho e Buchecha e “Mercenários 4” chegam aos cinemas

    21 de setembro de 2023 /

    Os principais lançamentos de cinema desta quinta (21/9) se dividem entre ação truculenta de filmes B americanos e projetos musicais brasileiros. Os principais destaques são “Nosso Sonho”, cinebiografia de Claudinho e Buchecha, e o documentário “Elis e Tom, Só Tinha que Ser com Você”, sobre um dos maiores discos da MPB dos anos 1970. Já as opções de pancadaria são “Os Mercenários 4”, filme mais fraco e quase um spin-off da franquia, e o polêmico “O Som do Silêncio”, sobre um herói da extrema direita dos EUA levando justiça à bela na América do Sul, antes de ser acusado de abuso sexual por sete mulheres. Confira todas as estreias da semana.   NOSSO SONHO   O filme biográfico narra a história de Claudinho e Buchecha, interpretados pelos atores Lucas Penteado (“BBB 21”) e Juan Paiva (“Um Lugar ao Sol”). A produção conta como uma amizade de infância se tornou icônica, apresentando os desafios pessoais de Claudinho (Penteado) e Buchecha (Paiva), dos bastidores da fama às dificuldades enfrentadas rumo ao sucesso, antes do final trágico da dupla, com a morte de Claudinho num acidente de trânsito em 2001. A história é contada sob visão de Buchecha, que insistiu para que Claudinho aceitasse formar uma dupla. O destino dos artistas começa a ser traçado quando sua primeira música toca numa rádio local e eles assinam contrato nos anos 1990. A história dirigida por Eduardo Albergaria (“Happy Hour”) ainda é marcada por hits que marcaram época, como “Só Love”, “Coisa de Cinema” e a homônima “Nosso Sonho”, que embalam a trama. O elenco também conta com Tatiana Tiburcio (“Terra e Paixão”), Nando Cunha (“Os Suburbanos”), Clara Moneke (“Vai na Fé”), Antônio Pitanga (“Amor Perfeito”) e Isabela Garcia (“Anos Dourados”) entre outros. Há algumas imprecisões anacrônicas na reconstituição dos anos 1990 e simplificações narrativas, mas “Bohemian Rhapsody” cometeu os mesmos pecados. “Nosso Sonho” ainda compartilha os mesmos acertos do filme sobre Freddie Mercury, ao enfatizar a emoção de seus personagens, que de forma catártica também emociona o público.   OS MERCENÁRIOS 4   A sequência da franquia “Mercenários” chega quase 10 anos depois da última produção e vem mais violenta e sangrenta que as anteriores, o que lhe rendeu uma classificação R-Rated (para maiores) nos EUA. Desta vez, é Jason Statham (“Velozes e Furiosos 10”) quem tem mais destaque que os colegas famosos, com Sylvester Stallone (“Rambo: Até o Fim”) em claro papel de coadjuvante. Criador da franquia, ele aparece como responsável por reunir a equipe para mais uma aventura explosiva, juntando personagens veteranos e novos rostos, como se lançasse um spin-off. Quem também retorna são Dolph Lundgren (“Creed 2”) e Randy Couture (“Roubo Entre Ladrões”), que se juntam a novos mercenários interpretados pelo rapper 50 Cent (“Rota de Fuga 3”), Megan Fox (“Meia-Noite no Switchgrass”) e Tony Jaa (“Monster Hunter”). O elenco ainda conta com Andy Garcia (“O Pai da Noiva”), Iko Uwais (“22 Milhas”), Jacob Scipio (“Bad Boys 3”) e Levy Tran (“MacGyver”). Na trama, a equipe enfrenta uma ameaça que pode desencadear uma possível 3ª Guerra Mundial: terroristas que tomaram posse de mísseis nucleares. A direção é de Scott Waugh (“Need For Speed”), que troca a camaradagem bem-humorada dos personagens dos primeiros filmes por uma seriedade de thriller de ação feito para o mercado de vídeo dos anos 1990.   SOM DA LIBERDADE   O thriller sobre tráfico de crianças na América do Sul se tornou um fenômeno de bilheteria nos Estados Unidos, arrecadando mais de US$ 180 milhões. Dirigido pelo mexicano Alejandro Monteverde, é protagonizado por Jim Caviezel (o Jesus de Mel Gibson), que interpreta Tim Ballard, um ativista anti-tráfico real e devoto mórmon. A trama é vagamente baseada nas experiências de Ballard na América do Sul, embora o próprio ativista tenha admitido que a produção toma liberdades com a verdade. Mesmo sendo lançado sem o apoio de grandes estúdios, o longa conseguiu grande sucesso, em parte devido ao seu alinhamento com visões de mundo propagadas por teorias da conspiração como QAnon – o principal delírio da extrema direita dos EUA. A trama se concentra na busca implacável de Ballard para reunir uma família separada pelo tráfico de pessoas. Inicialmente, ele resgata um menino chamado Miguel na fronteira entre os EUA e o México e, posteriormente, descobre que a irmã de Miguel ainda está desaparecida. Isso o leva a Cartagena, onde ele planeja uma operação ousada para resgatar a menina. O filme inclui uma cena de epílogo com imagens em preto e branco da operação real de Ballard, embora essa cena seja seguida por uma controversa cena de créditos intermediários que tem sido criticada por seu caráter manipulativo. Como cinema propriamente dito, “Som da Liberdade” não passa de um thriller convencional, cheio de clichês de americanos sobre a América do Sul, mas sua abordagem sensacionalista extrapola as telas para ressoar questões de guerra cultural. Não por acaso, a produção recebeu apoio substancial de grupos religiosos e de direita, incluindo uma exibição organizada por Donald Trump, aumentando ainda mais sua conexão com extremistas.   IL BOEMO   A indicação da República Tcheca ao Oscar 2023 para disputar a categoria de Melhor Filme Internacional é uma cinebiografia do compositor tcheco Josef Mysliveček, apelidado de “Il Boemo”. Escrito e dirigido por Petr Vaclav, o longa é majoritariamente falado em italiano. A trama inicialmente apresenta Mysliveček em seus últimos momentos de vida, sofrendo de sífilis, para depois retroceder e explorar sua ascensão como compositor celebrado na Itália do século 18. O ator e músico tcheco Vojtěch Dyk oferece uma performance marcante como o protagonista, cujo talento é explorado em diversas cenas musicais. O filme não apenas aborda a trajetória profissional de Mysliveček, mas também sua vida pessoal, incluindo seus relacionamentos amorosos com mulheres influentes e abastadas da época. Além disso, a obra faz um contraponto interessante ao apresentar personagens femininas fortes que oferecem oportunidades ao jovem compositor. A narrativa também inclui um encontro memorável com Wolfgang Amadeus Mozart, que expressa sua admiração pelo compositor tcheco antes de elaborar uma de suas composições de forma espetacular. A atenção ao detalhe musical é refletida na trilha sonora, que conta com a participação de solistas renomados, como a soprano Simona Šaturová, que dubla a personagem Cristina Gabrieli, interpretada por Barbara Ronchi. “Il Boemo” se destaca por sua fidelidade histórica e riqueza de detalhes, tanto visuais quanto musicais. Embora o filme tenha momentos que abordam questões feministas contemporâneas e outros que mergulham em um território mais cômico, ele mantém um tom geral mais sóbrio e comprometido com a precisão histórica. A obra foi bem recebida em sua première no Festival de San Sebastian e é uma forte candidata na corrida pelo Oscar, atraindo principalmente um público amante da música clássica.   REFLEXÃO   O drama ucraniano explora o impacto da violência casual na vida cotidiana. Ambientado no contexto da guerra na região de Donbas em 2014, a trama segue Serhiy, um cirurgião que se encontra em uma missão na linha de frente quando é capturado e forçado a inspecionar cadáveres para sinais de vida, antes de ser confrontado com dilemas morais e éticos relacionados à guerra e à violência. A narrativa se desenrola principalmente em planos fixos longos, capturando momentos de tortura e interrogatório de Serhiy, bem como sua subsequente adaptação à vida civil. O filme é notável por sua abordagem estilística e é uma espécie de continuação de “Atlantis” (2019), o premiado filme anterior do diretor Valentyn Vasyanovych. Concebido tanto como um grito de protesto pela Ucrânia quanto uma declaração contida de que ainda existe esperança frente à invasão russa, atingiu 95% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes.   OS PELUDOS – GUARDIÕES DO LAR   A animação russa segue as aventuras de Christine, de 13 anos, que faz amizade com o jovem brincalhão Finnick – um dos seres peludos e geralmente invisíveis que habitam todas as casas. Pode ser novidade para muita gente, mas segundo o filme essas criaturas estão em toda parte, convivendo de forma invisível com os humanos. Só que Finnick faz de tudo para que nenhuma família se estabeleça da sua, para ficar confortável sozinho. Entretanto, quando a família de Christine se muda, suas táticas parecem não surgir efeito. Entretanto, Finnick não é a única “assombração” da cidade, e quando eventos estranhos começam a acontecer, a dupla percebe que precisa se unir como detetives para resolver os misteriosos acontecimentos. Aviso: a animação computadorizada do filme é bem inferior às produções hollywoodianas.   A REVOLTA DOS MALÊS   O filme dirigido por Belisário Franca (“O Presidente Improvável”) e Jeferson De (“Doutor Gama”) já foi disponibilizado como minissérie na Sesc TV. A produção aborda a revolta histórica de escravos muçulmanos na Bahia em 1835 e foca na personagem Guilhermina, interpretada por Shirley Cruz, uma escrava que busca comprar sua liberdade e a de sua filha Teresa (Jamilly Mariano). Quando seu senhor, o fazendeiro Souza Velho (Roberto Pirillo) nega a alforria, Guilhermina se envolve com Licutan (André Ramiro), um líder religioso que tem papel fundamental na Revolta dos Malês. A abordagem minimalista é praticamente teatral, sem grandes cenários ou mesmo cenas externas, concentrando-se no elenco para contar a história, mas se destaca por sua capacidade de equilibrar entretenimento e didatismo, iluminando um episódio histórico importante enquanto mantém sua relevância no contexto atual.   ELIS & TOM, SÓ TINHA DE SER COM VOCÊ   O documentário narra a gravação histórica do disco da parceria entre a cantora Elis Regina com o compositor Antônio Carlos Jobim, “Elis & Tom”, em 1974. Dirigido por Roberto de Oliveira (empresário de Elis na época) e Jom Tob Azulay, traz à tona várias imagens inéditas dos ensaios, conversas e atmosfera dos bastidores da gravação do álbum. O material, guardado por anos, ressurge para contar os segredos do disco, que resultou em canções inesquecíveis, mas também muito drama de bastidores, como o fato de os dois artistas não se gostarem, impasses que quase fizeram Elis abandonar o projeto e o momento em que perceberam que tinham criado uma obra-prima com “Águas de Março” e começaram a se entusiasmar pelas gravações.   CARLOS – THE SANTANA JOURNEY GLOBAL PREMIERE   Entrevistas com o cantor e guitarrista Carlos Santana e sua família, juntamente com imagens de arquivo nunca antes vistas – incluindo gravações de vídeos caseiros feitas pelo próprio Santana, filmagens de shows e momentos de bastidores.

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    Bella Campos vai protagonizar nova novela e estrear no cinema

    19 de setembro de 2023 /

    A atriz Bella Campos, que recentemente passou por um término conturbado com MC Cabelinho, foi confirmada como protagonista de uma das próximas novelas da TV Globo. A informação foi divulgada nesta terça-feira (19/9) pelo jornal Extra. Além disso, ela começou a filmar sua estreia no cinema.   Próxima novela Depois de estrear na Globo como a Muda de “Pantanal” e emendar o papel de Jenifer em “Vai na Fé”, Bella Campos retornará às telas na próxima novela das seis, que substituirá “Elas Por Elas” a partir de abril de 2024. Ainda sem título, a trama está sendo desenvolvida por Mário Teixeira, coautor de sucessos como “O Cravo e a Rosa” (2000), “Ciranda de Pedra” (2008) e “I Love Paraisópolis” (2015). A novela ganhou espaço na grade da emissora após o cancelamento de “O País de Alice”, de Lícia Manzo. A pré-produção está prevista para começar no fim deste ano, e as gravações devem iniciar em janeiro. E Bella foi a primeira intérprete escolhida para o projeto.   Ascensão na carreira Nos últimos dias, Bella surpreendeu seus seguidores ao exibir uma nova tatuagem em seu ombro, substituindo o nome de MC Cabelinho por uma borboleta colorida. A mudança acompanha o término do relacionamento, que foi cercado de especulações sobre traição. Entretanto, segundo a assessoria de imprensa da atriz, a tatuagem faz parte do visual de sua nova personagem no filme “Cinco Tipos de Medo”. As gravações do longa dirigido por Bruno Bini (“Loop”) começaram oficialmente em 11 de setembro, em Cuiabá, Mato Grosso. A produção marca a estreia da atriz e do rapper Xamã no cinema – ela interpreta uma enfermeira e ele um traficante.

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    Gretchen renova visual para filme e alfineta Jenny Miranda em “A Fazenda”

    19 de setembro de 2023 /

    A cantora Gretchen surpreendeu seus seguidores ao revelar um novo visual nas redes sociais. A artista de 64 anos adotou uma franja e voltou a exibir cabelos pretos, remetendo à sua aparência da década de 1980. O novo visual é parte da preparação para o filme “O Melhor Amigo”, que Gretchen começa a filmar na sexta-feira (22/9). “Aqui está o nosso cabelo pronto para o filme. Gretchen, anos 80, com franja Brigitte Bardot. A gente não usou nenhuma cápsula hoje. Estou simplesmente apaixonada por esse cabelo”, declarou Gretchen ao lado da hairstylist Karoline Siqueira. O segundo longa do diretor Allan Deberton – depois do sucesso do primeiro, o multipremiado “Pacarrete” (2019) – é baseado num curta homônimo de 2013. O protagonista é vivido por Vinicius Teixeira (“Rio Heroes”), um rapaz que viaja sozinho à praia de Canoa Quebrada, onde encontra um antigo amigo de faculdade, papel de Gabriel Fuentes (“Nos Tempos do Imperador”). Desse reencontro vem à tona antigos desejos e novas descobertas e, a partir desse momento, Lucas busca materializar uma intimidade que há muito desejava. A produção acontece na praia de Canoa Quebrada e em Fortaleza, no Ceará, e o elenco também conta com Leo Bahia, Claudia Ohana, Mateus Carrieri, Diego Montez, além dos cearenses Denis Lacerda, Souma, Muriel Cruz, Rodrigo Ferrera, Solange Teixeira, Adna Oliveira e Walmick de Holanda.   Indireta com endereço conhecido A mudança de visual ocorre em um momento em que Gretchen foi alvo de críticas por Jenny Miranda, sua “ex-filha”, na tela da Record na noite de segunda-feira (18/9). Jenny criticou Gretchen durante sua participação na pré-estreia de “A Fazenda 15”, afirmando que a cantora só foi sua mãe quando lhe era conveniente. Em resposta, sem citar nomes, Gretchen afirmou: “Na minha vida, eu me preocupo com coisas produtivas, com coisas boas, com coisas que têm futuro. Coisas que não têm futuro, não adianta mandar para mim, porque eu nem respondo. Então, entendedores entenderão”.

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    Terceiro filme sobre Suzane von Richthofen ganha novas fotos

    18 de setembro de 2023 /

    A Prime Video divulgou nesta segunda (18/9) diversas fotos do novo filme sobre a assassina Suzane von Richthofen, que será novamente vivida por Carla Diaz. As imagens mostram cenas do enterro dos pais de Suzane e do interrogatório policial. “A Menina Que Matou os Pais – A Confissão” acompanhará Suzane, Daniel e Cristian Cravinhos nos dias após o crime e a investigação que terminou comm suas prisão. O terceiro filme foi resultado do sucesso de “A Menina Que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais”, e vai atender pedidos do público que queriam mais detalhes da investigação, já que os longas originais se basearam em depoimentos do julgamento dos culpados, de 2006. Dirigidas por Maurício Eça, as duas produções lançadas pela Amazon Prime Video foram estreladas por Carla Diaz como Suzane von Richtofen e Leonardo Bittencourt como Daniel Cravinhos. Os filmes contam como o casal se envolveu e planejou a morte dos pais dela em 2002, com a ajuda do irmão do rapaz, Cristian (Allan Souza Lima). Escrito por Ilana Casoy e Raphael Montes (de “Bom Dia, Verônica”), cada um dos filmes trouxe o ponto de vista de um dos condenados. Agora, o público conhecerá o ponto de vista da polícia, por meio da investigação chefiada pela delegada interpretada por Bárbara Colen (“Bacurau”). Sobre o novo longa-metragem, o diretor Mauricio Eça disse: “‘Confissão’ é um filme direto e cru, um thriller psicológico que você já sabe como acaba, mas não imagina como tudo aconteceu. Se passa durante oito dias muito intensos onde as verdades de cada personagem vão vindo à tona”.

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    A Noite das Bruxas: Novo mistério de Agatha Christie é principal estreia de cinema

    13 de setembro de 2023 /

    O novo filme de mistério “A Noite das Bruxas” volta a trazer o detetive Hercule Poirot, vivido por Kenneth Brannagh, de volta aos cinemas. Com distribuição modesta em 600 salas, ele é lançamento mais amplo desta quinta (14/9) e terá a companhia da comédia brasileira “Tire 5 Cartas”, entre os principais lançamentos da semana, que também incluem o média metragem de Pedro Almodóver “Estranha Forma de Vida”, o relançamento comemorativo do cult sul-coreano “Old Boy”, o suspense intenso “Sem Ar”, a animação brasileira “A Ilha dos Ilus” e outros títulos. Confira detalhes e trailers abaixo.   A NOITE DAS BRUXAS   O terceiro filme recente de mistérios de Agatha Christie, dirigido e estrelado por Kenneth Brannagh como o detetive Hercule Poirot, adapta um dos últimos e menos conhecidos livros da escritora britânica, em contraste com as produções anteriores, “Assassinato no Expresso Oriente” (2017) e “Morte no Nilo” (2022), baseadas em obras populares. Isso permite ao roteirista Michael Green tomar muitas liberdades com a história, que encontra Poirot já aposentado em Veneza, onde é persuadido por sua amiga Ariadne Oliver (interpretada por Tina Fey, de “30 Rock”) a participar de uma sessão espírita. O objetivo é descobrir se a médium Joyce (Michelle Yeoh, vencedora do Oscar por “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”) é uma farsante. O evento ocorre no palazzo onde uma mulher chamada Alicia morreu sob circunstâncias misteriosas. Durante a sessão, um dos convidados morre, instigando Poirot a iniciar uma investigação para identificar o assassino entre os presentes. O filme conta com um elenco internacional, que inclui Kelly Reilly (“Yellowstone”) como Rowena Drake, Jamie Dornan e Jude Hill (ambos do premiado filme “Belfast” de Branagh), e se destaca por seu design de produção e atmosfera gótica. Diferentemente das outras obras, esta pende para o fantástico, incluindo elementos sobrenaturais, aproximando-se do terror, embora preserve a essência de um mistério de Poirot.   TIRE 5 CARTAS   O novo filme de Diego Freitas (“Depois do Universo”) é uma comédia de trambiqueiros com acenos sobrenaturais. A trama se concentra em Fátima, interpretada por Lilia Cabral (“Divã”), uma taróloga que engana seus clientes com a cumplicidade de seu marido Lindoval (Stepan Nercessian, de “Os Parças”), ex-cover de Sidney Magal. A reviravolta ocorre quando um anel valioso e roubado entra em cena. Fátima decide ficar com o anel e foge para São Luís do Maranhão, sua terra natal, desencadeando uma série de eventos. O filme se destaca por ser a maior produção cinematográfica inteiramente rodada em São Luís e não deixou de incluir talentos locais, como Áurea Maranhão e César Boaes. Além disso, o elenco conta com participações especiais dos cantores Alcione e Sidney Magal, e influenciadores digitais como Thaynara OG e Mathy Lemos.   ESTRANHA FORMA DE VIDA   O mini western queer de 31 minutos de Pedro Almodóvar se desenrola em torno dos personagens Jake e Silva, vividos por Ethan Hawke (“Cavaleiro da Lua”) e Pedro Pascal (“The Last of Us”). Ambos foram um casal secreto 25 anos atrás e agora têm ocupações conflitantes: Jake se tornou o xerife da cidade desértica de Bitter Creek, enquanto Silva reaparece em sua vida com objetivos inicialmente misteriosos. Silva busca reacender um antigo romance, mas Jake enfrenta um dilema moral ligado às suas responsabilidades como xerife. O filme examina temas de amor, responsabilidade e conflito interno. A produção abrange não apenas as tensões românticas, mas também dilemas éticos, já que ambos os personagens se encontram ligados a uma busca por um jovem fora da lei. Esta complexa teia de eventos leva a uma prova de lealdade entre Jake e Silva. A trama, mesmo que breve, apresenta um rico pano de fundo visual, com um design de produção patrocinado pela grife francesa Saint Laurent. A obra foi descrita por Almodóvar como sua resposta ao icônico filme “O Segredo de Brokeback Mountain”, e chama atenção por suas escolhas visuais audaciosas, humor e personagens multifacetados, que proporcionam uma nova abordagem ao gênero western, brincando com suas convenções enquanto as homenageia.   OLD BOY   O clássico de Park Chan-wook volta aos cinemas em comemoração aos 20 anos de seu lançamento. Divisor de águas, “Old Boy” chamou atenção mundial para o cinema sul-coreano ao vencer o Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes. E se hoje é aclamado, na época da estreia dividiu opiniões por sua violência e reviravolta chocante. A produção é um thriller psicológico que narra a história de Oh Daesu (Choi Min-sik). Após uma noite de bebedeira, Daesu desaparece e acaba confinado em uma sala por 15 anos, sem saber o motivo ou o responsável por seu cárcere. A televisão se torna seu único contato com o mundo externo, e durante esse período ele descobre que se tornou suspeito de assassinato. Mas a prisão é apenas o começo da história, que deslancha quando Daesu é libertado, também sem motivo aparente, e busca se vingar. Ele tenta desvendar a identidade de seu captor e entender as razões por trás de seu encarceramento privado. O filme é conhecido por sua estrutura cuidadosamente elaborada e pela intensidade emocional, que não se limita apenas à violência física, mas se estende às complexidades dos personagens e suas motivações. O enredo se desenrola de forma a questionar não apenas “quem” é o responsável pelo encarceramento de Daesu, mas também “por que” ele foi aprisionado, tornando-se um estudo aprofundado da condição humana. O roteiro também introduz outros personagens importantes, como uma chef de sushi interpretada por Gang Hye-jung, que se torna uma aliada significativa para Daesu – e que choca o público ao ter seu papel na trama desvendado. Ao longo dos anos, a obra-prima de Park Chan-wook tem sido estudada em detalhes, rendendo diversas críticas e análises. Os elementos de vingança e fatalidade presentes na história costumam ser comparados a peças de vingança de Shakespeare, enquanto a violência foi alinhada ao cinema de Quentin Tarantino. Mas o filme não se destaca só por sua narrativa, mas também por sua realização técnica, incluindo uma cena de luta em que Daesu usa um martelo num corredor que se tornou icônica. Embora violento, “Old Boy” é muito mais pesado em seus aspectos psicológicos, que o tornam uma sessão de cinema realmente desconfortável.   SEM AR   Na linha dos thrillers de sobrevivência com garotas no fundo do mar, o longa de Maximilian Erlenwein (“Stereo”) é mais “Além das Profundezas” (2020) que “Medo Profundo” (2017). A produção alemã é, na verdade, um remake do filme norueguês, que troca a gélida paisagem nórdica por uma praia ensolarada na ilha de Malta. A trama acompanha duas irmãs, May (Louisa Krause) e Drew (Sophie Lowe), em uma situação desesperadora, quando um mergulho totalmente equipado termina com May presa por uma rocha no fundo do mar. A narrativa ganha urgência com a contagem regressiva do suprimento limitado de oxigênio das irmãs. A relação já tensa entre as duas é extrapolada pela necessidade iminente de sobrevivência, especialmente quando Drew tem que tomar decisões cruciais para salvar May num local sem suprimento ou outros habitantes que possam ajudá-la. O filme se destaca principalmente pela sua fotografia subaquática e pelas atuações de Krause e Lowe, que conseguem transmitir a tensão e o desespero da situação de forma convincente. Enquanto May é apresentada como a mais experiente e calma, Drew se revela uma personagem igualmente competente e engenhosa em situações críticas. A narrativa evita clichês comuns em filmes de suspense e sobrevivência, optando por um desenvolvimento mais realista dos eventos.   A ÚLTIMA RAINHA   Ambientado na Argélia do século 16, o épico histórico explora a aliança frágil entre o Rei Salim Toumi (Tahar Zaoui) e o pirata Aruj (Dali Benssalah) para derrotar os ocupantes espanhóis. Quando o rei é assassinado, o reino entra em caos. A Rainha Zaphira, interpretada por Adila Bendimerad, que também co-escreveu, co-dirigiu e co-produziu o filme, emerge como uma figura de resistência. A obra é a estreia na direção de longas de Damien Ounouri e Bendimerad, e teve trajetória em festivais, incluindo Veneza, onde encontrou receptividade, especialmente entre o público da diáspora argelina. A trama mergulha na história de Zaphira, inicialmente uma mulher politicamente ingênua que se transforma após a morte do rei. O enredo engloba a tensão sexual e a possível traição envolvendo Aruj, destacando principalmente cenas eletrizantes de diálogo entre Benssalah e Bendimerad. O filme também foi notado pelo seu vestuário opulento e sequências de ação ambiciosas, embora tenha como pontos negativos o excesso de didatismo para apresentar o pano de fundo histórico para o público internacional.   A ILHA DOS ILUS   O primeiro longa animado de Goiás a estrear no cinema acompanha Pocó, que está pronto para nascer e viver sua vida de cachorro. Porém, é enviado para uma família errada, o que o obriga a voltar para a Ilha dos Ilús, local mítico onde todos os animais “vivem” antes de nascerem. Inconformado, Pocó quer conhecer sua verdadeira família, mesmo que, para isso, precise descobrir a todo custo uma passagem secreta, que somente Rinco, o lider do clã dos animais rejeitados, sabe encontrar. Sua melhor amiga Oli o ajuda nessa jornada, só que ela é uma espiã da Gakra, uma réptil maligna que pretende invadir a ilha e abalar todo o reino animal. Voltado para crianças de 5 a 12 anos, o filme de Paulo G C Miranda venceu a categoria de Melhor Longa de Animação no Festival Infantil de Moscou (Rússia).   PESSOAS HUMANAS   Este suspense B panamenho-brasileiro de 2018 acompanha James, um imigrante colombiano que integra uma organização criminosa nos Estados Unidos, mas precisa voltar à sua terra natal, Medelín, com um único objetivo: conseguir um fígado e contrabandeá-lo de volta para os Estados Unidos. Nessa viagem, ele encontra outros criminosos, incluindo um brasileiro chamado João, e revive memórias de seu próprio passado violento. O papel de João é vivido por um brasileiro de verdade, o ator Roberto Birindelli (de “Dom”), mas o protagonista colombiano é interpretado pelo venezuelano Luis Fernandez, mais conhecido por novelas locais.   AFTER: PARA SEMPRE   O casal Tessa (Josephine Langford) e Hardin (Hero Fiennes Tiffin) vai tentar nova reconciliação, após quatro vexames de bilheteria e crítica. Com menos cenas quentes, o quinto filme pelo menos justifica porque a franquia se chama “After”. Uma dica: Hardin escreve um livro. Mas a dura verdade é que o romance do casal demonstrou não ter futuro desde o primeiro filme. Com míseros 17% de aprovação no site Rotten Tomatoes, o “After” inicial refletiu sua origem como fanfic ao materializar todos os clichês do gênero, com uma protagonista romântica recatada que encontra um rebelde bonitão e “perde a cabeça”. Mas o clima quentinho de “Cinquenta Tons de Cinza” sem perversões e para adolescentes empolgou muitas meninas. Assim, veio a continuação, “After: Depois da Verdade”, considerada ainda pior com apenas 14% de aprovação. E com faturamento de apenas US$ 2 milhões nas bilheterias dos EUA em 2020 – antes da pandemia! Finalmente, “After – Depois do Desencontro” (2021) conseguiu realizar a façanha que todos esperavam: atingiu 0% com a crítica, mantendo a bilheteria pingada de US$ 2 milhões no mercado doméstico. O desempenho crítico não piorou com “After: Depois da Promessa”, porque 0% é o limite, mas a bilheteria caiu para US$ 1 milhão no ano passado. Que expectativa se pode ter agora em relação ao quinto título? A direção destes últimos é de Castille Landon, que tem planos de fazer pelo menos mais dois longas. Seríssimo.   MIRANTE   O mirante é a janela de um apartamento em Porto Alegre em que o diretor Rodrigo John registra as mudanças do Brasil durante o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Nas janelas no centro da cidade, o lado de fora e o de dentro se sobrepõem.

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    Trailer de “Tia Virgínia” traz performance premiada de Vera Holtz

    13 de setembro de 2023 /

    O Elo Studios divulgou o pôster e o trailer de “Tia Virgínia”, que rendeu a Vera Holtz (“A Lei do Amor”) o prêmio de Melhor Atriz no último Festival de Gramado. O filme de Fábio de Meira (“As Duas Irenes”) também recebeu os troféus de Melhor Roteiro, Direção de Arte, Desenho de Som e do Júri da Critica no evento gaúcho. Virgínia virou tia porque nunca se casou e nem teve filhos. Ela foi convencida pelas irmãs a deixar a vida que tinha para cuidar dos pais doentes, morando na casa deles. O filme se passa em um único dia após a morte do pai, na véspera de Natal, quando Virgínia recebe a visita das irmãs e entra em conflito pela disputa da propriedade do imóvel. Arlete Salles (“Segundo Sol”) e Louise Cardoso (“Além do Tempo”) interpretam as duas irmãs, e o elenco ainda inclui Antonio Pitanga (“Casa de Antiguidades”) e Vera Valdez (“La Abuela”). A estreia está marcada para 9 de novembro.

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    “Retratos Fantasmas” é o representante do Brasil no Oscar 2024

    12 de setembro de 2023 /

    Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais anunciou nesta terça-feira (12/9) que “Retratos Fantasmas”, documentário de Kleber Mendonça Filho, será o representante do Brasil na busca por uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional. O longa é o segundo documentário escolhido para representar o país na categoria. Em 2021, “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou”, de Bárbara Paz, foi o candidato oficial. A predileção por documentários começou após “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa, ser indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 2020. Entretanto, filmes do gênero nunca venceram o Oscar de Melhor Filme Internacional e o Brasil não tem um representante indicado na categoria desde “Central do Brasil” em 1999. Os outros finalistas da disputam eram “Estranho Caminho”, de Guto Parente, “Noites Alienígenas”, de Sergio de Carvalho, “Nosso Sonho — A História de Claudinho e Buchecha” (foto), de Eduardo Albergaria, “Pedágio”, de Carolina Markowicz, e “Urubus”, de Claudio Borrelli, selecionados a partir de uma lista de 28 obras inscritas. Trama e expectativas de “Retratos Fantasmas” “Retratos Fantasmas” tem o centro da cidade do Recife como personagem principal. Dividido em três capítulos, a obra explora as memórias do diretor de “Bacurau” e “Aquarius”, principalmente sua cinefilia. Mendonça Filho mistura vídeos caseiros antigos com suas próprias filmagens, e se aventura para explorar os cinemas de rua de sua infância, que alimentaram sua obsessão, mas que em sua maioria fecharam, vítimas da decadência urbana e da concorrência dos multiplexes suburbanos. Ele também explora o futuro alternativo dessas salas, visitando aquelas que foram transformadas em igrejas evangélicas, refletindo as tendências religiosas no Brasil moderno. Na disputa por destaque na temporada de prêmios do final do ano, o filme terá a ajuda da distribuidora Grasshopper, que promoverá seu lançamento nos Estados Unidos. “Retratos Fantasmas” fez sua estreia no Festival de Cannes e está em exibição no Festival de Toronto. Em cartaz nos cinemas brasileiros, o longa soma um dos maiores públicos para documentários no país, visto por aproximadamente 50 mil pessoas. Veja o trailer abaixo.

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    Pedágio: Filme brasileiro na seleção do Festival de Toronto ganha trailer internacional

    8 de setembro de 2023 /

    A Paris e a Biônica Filmes divulgaram o pôster e o trailer internacionais de “Pedágio”, dirigido por Carolina Markowicz, que foi selecionado para os festivais de Toronto, no Canadá, e San Sebastián, na Espanha. A seleção em Toronto marca a volta da diretora ao evento canadense. No ano passado, Carolina apresentou seu longa de estreia “Carvão” no mesmo festival. A prévia mostra a tensão entre os dois personagens centrais, mãe e filho vividos por Maeve Jinkings (“Os Outros”) e Kauan Alvarenga (que trabalhou no curta “O Órfão”, da diretora).   Trama controversa e atual Maeve Jinkings, que também estrelou “Carvão” e volta a trabalhar com a cineasta, tem o papel de Suellen, uma funcionária de pedágio nas cercanias de Cubatão, São Paulo, que certo dia percebe que pode usar seu trabalho para fazer uma renda extra. Mas tudo por uma causa nobre: conseguir pagar um caríssimo tratamento para o que considera ser um grande problema do seu filho, “seu jeito diferente”. Trata-se da infame cura gay, oferecida por um famoso pastor estrangeiro. O filme retrata a opressão e violência sofrida pela população LGBTQIA+ e apresenta o drama com humor ácido. A diretora e roteirista Carolina Markowicz comentou sobre a relevância do tema: “O fosso conservador que vivemos nos últimos tempos serviu para deixar bem à vontade cada indivíduo que se achasse no direito de proferir críticas e até agressões à população LGBTQIA+”. Rodado em Cubatão, o filme tem produção da Biônica Filmes, O Som e a Fúria e Globo Filmes, e seu elenco ainda inclui Thomás Aquino (também de “Os Outros”), Aline Marta Maia (“Carvão”) e Isac Graça (da série portuguesa “Três Mulheres”). O filme ainda não tem previsão de estreia comercial.

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    “A Freira 2” e “Angela” são as principais estreias de cinema do feriadão

    7 de setembro de 2023 /

    Terror “A Freira 2” é a principal estreia do feriadão, que também vai receber o drama true crime brasileiro “Angela” e a animação “A fada do Dente”. Os demais lançamentos acontecem em circuito limitado. Confira abaixo os trailers e mais detalhes.   A FREIRA 2   O terror é uma continuação do sucesso de 2018, que se tornou o título de maior bilheteria da franquia “Invocação do Mal” com US$ 365,5 milhões arrecadados ao redor do mundo. A sequência volta a trazer Taissa Farmiga como a Irmã Irene, novamente enfrentando a freira demoníaca Valak (Bonnie Aarons). Ambientado em 1956, alguns anos após o primeiro longa, a história começa com o amigo de Irmã Irene, Maurice (Jonas Bloquet), sendo possuído por Valak. Após um terrível evento na escola francesa onde Maurice trabalha, Irene se envolve na investigação, ajudada por uma nova freira, interpretada pela atriz Storm Reid (“Euphoria”). A direção é de de Michael Chaves, que fez sua estreia com “A Maldição da Chorona” e comandou “Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio” (2021), a mais recente produção desse universo de terror. A produção continua a cargo de James Wan, diretor dos dois primeiros “Invocação do Mal”, e Peter Safran, atual responsável pelo DC Studios ao lado de James Gunn. O roteiro foi escrito por Akela Cooper (“Maligno”) e revisado por Ian Goldberg e Richard Naing (ambos de “Fear the Walking Dead”).   ANGELA   O filme de true crime mais esperado do ano traz Isis Valverde (“Simonal”) como Angela Diniz, socialite vítima de violência doméstica, que foi assassinada pelo próprio marido. O crime cometido por Raul “Doca” Street tornou-se um divisor de águas no movimento feminista e no Direito brasileiros. Durante o julgamento do assassino, que deu quatro tiros no rosto da companheira em dezembro de 1976, no auge de uma discussão na Praia dos Ossos, em Búzios, Rio de Janeiro, a defesa alegou “legítima defesa da honra” para tentar absolvê-lo do caso. Ele alegou ter matado “por amor”. O argumento gerou polêmica. Militantes feministas organizaram um movimento cujo slogan – “quem ama não mata” – tornou-se, anos mais tarde, o título de uma minissérie da Globo. Até o grande poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) se manifestou: “Aquela moça continua sendo assassinada todos os dias e de diferentes maneiras”, referindo-se à estratégia da defesa de culpabilizar Angela Diniz por seu próprio assassinato. A tese da “legítima defesa da honra” constava no Código Penal da época, mas mesmo assim Doca Street foi condenado a 15 anos de prisão. Na década seguinte, a nova Constituição, elaborada ao fim da ditadura, acabou com essa desculpa para o feminicídio, mas só agora, em agosto de 2023, o STF (Supremo Tribunal Federal) a tornou oficialmente inconstitucional. Com boa recriação dos anos 1970, o diretor Hugo Prata (“Elis”) mostra o machismo da época e a dificuldade de Leila Diniz para se desvencilhar do marido violento, com medo de ser “malvista” pela sociedade. O elenco ainda destaca Gabriel Braga Nunes (“Verdades Secretas”) no papel de Doca Street, além de Bianca Bin (“O Outro Lado do Paraíso”), Emílio Orciollo Netto (“O Mecanismo”), Chris Couto (“Não Foi Minha Culpa”), Gustavo Machado (“A Viagem de Pedro”) e Carolina Manica (“Vale dos Esquecidos”).   A FADA DO DENTE   A animação germano-luxemburguesa segue Violetta, uma fada atrevida, que entra clandestinamente no mundo humano. Por acaso, ela conhece uma menina de 12 anos, Maxie, que se sente perdida na cidade e que tem como maior desejo voltar para o campo. As dois fecham um acordo secreto, mas os planos não saem como planejado. A trama explora temas de pertencimento e identidade através das protagonistas, retratadas como desajustadas em seus respectivos mundos. O filme também introduz um vilão, Rick, que tem planos para demolir uma estufa urbana que contém uma árvore crucial para o retorno de Violetta ao seu mundo. A narrativa incorpora elementos contemporâneos ao imaginar o ofício das fadas dos dentes como uma operação de entrega semelhante a uma big-tech. Primeiro longa dirigido por Caroline Origer (da série “Polo”), a animação se destaca por seus elementos visuais, embora seja nítida a falta de complexidade temática em comparação com obras similares dos EUA.   NOSSO AMIGO EXTRAORDINÁRIO   A comédia de Marc Turtletaub (“O Quebra-Cabeça”) oferece a Ben Kingsley (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) um papel ímpar como Milton, um idoso cuja vida segue uma rotina monótona. Participando assiduamente das reuniões do conselho municipal e cuidando de seu jardim, Milton tem sua vida drasticamente alterada quando um disco voador cai em seu quintal. Inicialmente desacreditado pelos habitantes locais, ele resolve abrigar o visitante alienígena, interpretado por Jade Quon (“Raze: Lutar ou Correr”). Duas mulheres do círculo municipal, interpretadas por Harriet Sansom Harris (“Lobisomem na Noite”) e Jane Curtin (“As Donas do Pedaço”), acabam se envolvendo na trama ao perceber a chegada suspeita de agentes do governo na cidade. A narrativa se distingue de outros filmes do gênero alienígena por focar em personagens idosos que encontram afinidade com o status de “forasteiro” do extraterrestre. O filme explora temas como isolamento na terceira idade e a busca por autonomia, conferindo complexidade aos personagens sem recorrer a caricaturas. Ao longo da história, os protagonistas vivem momentos que vão de humor leve a introspecções sobre envelhecimento e amizade. Trata-se basicamente de “E.T. – O Extraterrestre” com um grupo demográfico muito diferente.   LOBO E CÃO   Ambientado na ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores, a primeira ficção da documentarista portuguesa Cláudia Varejão (“No Escuro do Cinema Descalço os Sapatos”) é um drama queer adolescente, estrelado por um elenco sem experiência anterior, e premiado na seção Jornada dos Autores do Festival de Veneza do ano passado. A trama segue Ana (Ana Cabral), uma jovem que busca romper com as restrições de gênero impostas pela sua comunidade tradicional e religiosa. Ana encontra amizade e apoio em Luis (Ruben Pimenta), seu amigo abertamente gay, e em Chloe (Cristiana Branquinho), uma amiga que vem do Canadá. O irmão mais velho de Ana envolve-se com atividades ilegais, trazendo outra camada de complexidade à história. Claudia Varejão, com experiência em documentários, utiliza uma abordagem que combina neorrealismo e experimentação, capturando a vida cotidiana dos personagens com uma câmera que se torna cada vez mais experimental à medida que o filme avança. O trabalho de Rui Xavier como diretor de fotografia também é notável, trazendo à tela a atmosfera e a paisagem do local. A obra foi bem-recebida por tratar de maneira positiva e esperançosa a comunidade LGBTQIA+ em um contexto de isolamento e conservadorismo religioso. Sem recorrer a dramatizações excessivas, foca em microagressões e breves explosões de discurso de ódio, equilibrando a narrativa com momentos que celebram a resiliência e a quebra de barreiras sociais.   NÍOBE   O thriller político de ação, escrito e dirigido por Fernando Mamari (“Delirius Insurgentes”), se passa num país fictício da América do Sul, onde se fala português com sotaque carioca, e aborda um dia crucial na vida dos poderosos locais, incluindo o presidente da república, interpretado por Kadu Moliterno (“Topíssima”), e um general de alto escalão, vivido por Roberto Pirillo (“Magnífica 70”). O ponto central da trama é um encontro promovido por um empresário influente, cujo objetivo é explorar território indígena para a extração de minerais. No decorrer da noite, um grupo de prostitutas de luxo, liderado por Rita (Bárbara França, ex-“Malhação”), começa a ter uma influência imprevista nos resultados das negociações. André Ramiro (“Ilha de Ferro”) também está no elenco, ao lado de Breno de Filippo (“Dom”) e atores menos conhecidos. A produção da Pajé Cultura combina ação, com muitos tiros e violência, e crítica à corrupção dos poderes constituídos, conforme, de forma inesperada, o destino de um país inteiro vai parar nas mãos de sete prostitutas que não têm medo de aproveitar a oportunidade. Apresentado no Ventana Sur, recebeu o Chemistry Award para serviços de pós-produção.   UM POUCO DE MIM, UM POUCO DE NÓS   O diretor André Bushatsky (“A História do Homem Henry Sobel”) revisita a Segunda Guerra Mundial pelos depoimentos de sobreviventes do Holocausto que conseguiram escapar do pesadelo nazista e reconstruíram suas vidas no Brasil. O documentário também procura esclarecer porque a História tem a mania de se repetir e o que se pode fazer para garantir que os mesmos erros não se repitam.   EU DEVERIA ESTAR FELIZ   O documentário de Clauda Priscilla, diretora do premiado “Bixa Travesty” (2018), aborda a depressão pós-parto a partir da realidade de quatro mulheres que passaram por isso.

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    Seis filmes brasileiros avançam na seleção para vaga no Oscar 2024

    5 de setembro de 2023 /

    A comissão designada pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais para definir a indicação brasileira ao Oscar 2024 chegou a seis finalistas após sua primeira reunião, que analisou uma lista de 28 obras inscritas. Os filmes selecionados são “Estranho Caminho” de Guto Parente, “Noites Alienígenas” de Sergio de Carvalho, “Nosso Sonho — A História de Claudinho e Buchecha” de Eduardo Albergaria, “Pedágio” de Carolina Markowicz, “Retratos Fantasmas” de Kleber Mendonça Filho e “Urubus” de Claudio Borrelli.   Saiba mais sobre os filmes Entre os selecionados, “Retratos Fantasmas”, que já se encontra em cartaz, é o único documentário. A produção retrata a relação do diretor com cinemas de rua no Centro de Recife. Foi exibido no Festival de Cannes, fora de competição. Em polo oposto na lista está “Nosso Sonho”, em que Lucas Penteado e Juan Paiva assumem os papéis de Claudinho e Buchecha. A cinebiografia é um título de apelo mais popular, com estreia marcada para 21 de setembro. Os demais são obras premiadas, inclusive no exterior. “Estranho Caminho”, premiado no Festival de Tribeca, em Nova York, aborda a jornada de um cineasta retido na cidade natal devido à pandemia e forçado a reestabelecer relação com o pai distante. “Noites Alienígenas” alcançou notoriedade como vencedor do Festival de Gramado do ano passado e fez história como primeiro filme acreano a conseguir lançamento comercial. Por fim, “Pedágio” centra-se na trajetória de uma mãe que começa a cometer ilegalidades para financiar o controverso tratamento de “cura gay” para o filho. Ainda inédito, o longa será exibido no Festival de Toronto e também integra a mostra competitiva da Première Brasil do Festival do Rio.   Resultado A decisão final da seleção será divulgada na próxima terça-feira (12/9), em novo encontro da comissão composta por profissionais renomados da indústria cinematográfica brasileira. O escolhido ainda terá que disputar espaço entre os indicados internacionais de mais de 90 países para conseguir uma vaga entre os cinco finalistas da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA. O Brasil não emplaca um indicado na disputa de longa-metragem internacional há 24 anos, desde o excelente “Central do Brasil” em 1999, que também rendeu indicação a Fernanda Montenegro como Melhor Atriz.

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    Festival do Rio revela lista de filmes da Première Brasil

    4 de setembro de 2023 /

    O Festival do Rio, um dos eventos cinematográficos mais importantes do país, revelou nesta segunda-feira (4/9) a lista dos filmes nacionais selecionados para a Première Brasil. A tradicional mostra cinematográfica completa 25 anos em 2023. Ao todo, o evento selecionou 90 filmes divididos entre longas e curtas-metragens. A competição principal tem destaque para “Sem coração”, de Nara Normande e Tião, e “Pedágio”, de Carolina Markowicz, que contam com a participação da atriz Maeve Jinkings. Além destes, as obras biográficas de Gal Costa (“Meu Nome É Gal”) e de Sidney Magal (“Meu Sangue Ferve por Você”) farão suas estreias mundiais. A seleção inclui ainda obras de cineastas consagrados como João Jardim (“As Polacas”), André Novais Oliveira (“O Dia que te Conheci”), Lírio Ferreira (“Onoff”) e Lúcia Murat (“O Mensageiro”). O Festival do Rio acontece entre os dias 5 e 15 de outubro. Veja a lista.   Competição longas de ficção “Ana”, de Marcus Faustini “A batalha da rua Maria Antônia”, de Vera Egito “A festa de Léo”, de Luciana Bezerra e Gustavo Melo “As polacas”, de João Jardim “Até que a música pare”, de Cristiane Oliveira “Cinco da tarde”, de Eduardo Nunes “Estranho caminho”, de Guto Parente “Levante”, de Lillah Halla “O dia que te conheci”, de André Novais Oliveira “O mensageiro”, de Lúcia Murat “Onoff”, de Lírio Ferreira “Pedágio”, de Carolina Markowicz “Sem coração”, de Nara Normande e Tião   Competição longas documentários “Assexybilidade”, de Daniel Gonçalves “Black Rio! Black Power!”, de Emílio Domingos “Helô”, de Lula Buarque de Hollanda “Línguas da nossa língua”, de Estevão Ciavatta “O coro do Te-Ato”, de Stella Oswaldo Cruz Penido “Othelo, o Grande”, de Lucas H. Rossi dos Santos “Utopia tropical”, de João Amorim   Gala de Encerramento “O sequestro do voo 375”, de Marcus Baldini   Hors Concours “A flor do Buriti”, de João Salaviza e Renée Nader Messora “A paixão segundo G.H.”, de Luiz Fernando Carvalho “Leme do destino”, de Julio Bressane “Meu nome é Gal”, de Dandara Ferreira e Lô Politi “Meu sangue ferve por você”, de Paulo Machline “Mussum, o filmis”, de Sílvio Guindane “O diabo da rua no meio do redemunho”, de Bia Lessa   Competição curtas “A lama da mãe morta”, de Camilo Pellegrini “Bença”, de Mano Cappu “Cabana”, de Adriana de Faria “Cassandra”, de Paula Granato “Deixa”, de Mariana Jaspe “Diamantes de Acayaca”, de Francisco Nora Franco e Fernanda Roque “Engole o choro”, de Fábio Rodrigo “Mergulho”, de Marton Olympio e Anderson Jesus “Nina e o abismo”, de Alice Name-Bontempo “Onde a floresta acaba”, de Otavio Cury “Pássaro memória”, de Leonardo Martinelli “Pequenas insurreições”, de William de Oliveira “Quarto de hotel”, de Marcelo Ribas Grabowsky e Mauro Pinheiro Jr. “Thuë Pihi Kuuwi — Uma mulher pensando”, de Aida Harika Yanomami, Roseane Yariana Yanomami e Edmar Tokorino Yanomami “Tudo o que cresce e voa”, de Maria Fanchin “Vão das almas”, de Edileuza Penha e Santiago Dellape   Mostra Novos Rumos – Longas “Atmosfera”, de Paulo Caldas “Bizarros peixes das fossas abissais”, de Marão “Eu sou Maria”, de Clara Linhart “Iracemas”, de Tuca Siqueira “Nada será como antes”, de Ana Rieper “Saudade fez morada aqui dentro”, de Haroldo Borges “Termodielétrico”, de Ana Costa Ribeiro “Tudo que você podia ser”, de Ricardo Alves Jr   Mostra Novos Rumos – Curtas “A alma das coisas”, de Douglas Soares e Felipe Herzog “As miçangas”, de Rafaela Camelo e Emanuel Lavor “Castanho”, de Adanilo “Dependências”, de Luísa Arraes “Erva de Gato”, de Novíssimo Edgar “Jaguanum”, de Samuel Lobo “Queime este corpo”, de Denis Cisma e Mauricio Bouzon “Se precisar de algo”, de Mariana Cobra   Mostra Retratos – Longas “Aretha no Everest”, de Roberta Estrela D’Alva e Tatiana Lohmann “Dois sertões”, de Caio Resende e Fabiana Leite “Nas ondas de Dorival Caymmi”, de Locca Faria “Nelson Pereira dos Santos — Uma vida de cinema”, de Ivelise Ferreira e Aída Marques “Peréio, eu te odeio”, de Tasso Dourado e Allan Sieber “Rio da dúvida”, de Joel Pizzini “Roberto Farias — Memórias de um cineasta”, de Marise Farias “Samuel Wainer”, de Dario Menezes   Mostra Retratos – Curtas “A edição do nordeste”, de Pedro Fiuza “Arruma um pessoal pra gente botar uma macumba num disco”, de Chico Serra “Celebrazione”, de Luís Carlos Lacerda “Macaléia”, de Rejane Zilles “Teatro de máscaras”, de Eduardo Ades Mostra ‘O estado das coisas’ – Longas “Aqui en la frontera”, de Marcela Ulhoa e Daniel Tancredi “Bye, Bye Amazônia”, de Neville de Almeida “Corpos invisíveis”, de Quézia Lopes “Incompatível com a vida”, de Eliza Capai “Rapacidade”, de Julia de Simone e Ricardo Pretti “Rejeito”, de Pedro de Filippis “Toda noite estarei lá”, de Tati Franklin e Suellen Vasconcelos   Mostra ‘O estado das coisas’ – Curtas “Quarta-feira”, de Bárbara Santos e João Pedro Prado “Camorim”, de Renan Barbosa Brandão “Por favor leiam para que eu descanse em paz”, de Anna Costa e Silva e Nanda Félix “Yãmî Yah-Pá — Fim da noite”, de Vladimir Seixas Exibição especial de curtas “Aquela mulher”, de Cristina Lago e Marina Erlanger “Ficção suburbana”, de Rossandra Leone “Helena de Guaratiba”, de Karen Black “Noturna”, de Gabriela Poester “O chá de Alice”, de Simone Spoladore   Sessões especiais “Fala, tu”, de Guilherme Coelho (20 anos do lançamento) “Quantos dias quantas noites”, de Cacau Rhoden Itinerários únicos “Egili – Rainha retinta do carnaval”, de Carolina Reucker “Mulheres radicais”, de Isabel Nascimento Silva “Raoni, uma amizade improvável, de Jean-Pierre Dutilleux   Coproduções com o Brasil “Los delincuentes”, de Rodrigo Moreno (Brasil/Argentina/Luxemburgo/Chile) “Os de baixo”, de Alejandro Quiroga Guerra (Brasil/Argentina/Bolívia/Colômbia) “Posto avançado”, de Edoardo Morabito (Brasil/Itália) “Puan”, de Benjamín Naishtat e María Alché (Brasil/ Argentina/França/Itália/Alemanha) “Scab Vendor: The life and times of Jonathan Shaw”, de Mariana Thomé, Lucas de Barros (Brasil/EUA) “Somos guardiões”, de Edivan Guajajara, Chelsea Greene e Rob Grobman (Brasil/EUA) “Sem pátria”, de Heitor Dhalia (Brasil/EUA) “O auge do humano 3”, de Eduardo “Teddy” Williams (Brasil/Taiwan/Argentina/Portugal/Holanda/Peru/Hong Kong/Sri Lanka) “Nas pegadas de Mengele”, de Alejandro Venturini e Tomás de Leone (Brasil/Argentina)

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