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    Filme sobre Ayrton Senna já começou a ser roteirizado

    4 de novembro de 2016 /

    Depois de muitas negociações frustradas com estúdios, finalmente começou a sair do papel o longa metragem baseado na história de Ayrton Senna. O Instituto Ayrton Senna confirmou à coluna de Ricardo Feltrin, no UOL, que um roteiro já está sendo desenvolvido para o projeto. A ideia é lançar o longa em 2019, quando se completarão 25 anos da morte do piloto, falecido num acidente durante uma corrida em Imola, Itália. A trama e o roteiro serão submetidos à família Senna, que não revela qual será o estúdio encarregado da produção, mas não deve ser a Warner – que tentou produzir um longa anos atrás, com Antonio Banderas no papel do piloto. “Realmente tivemos negociações com a Warner no ano retrasado, mas depois disso não voltamos a falar mais”, disse à coluna Bianca Senna, diretora de Branding do IAS e sobrinha do tricampeão da F1. “Temos, sim, um projeto de longa metragem com previsão de estreia em 2019, o ano que marcará os 25 anos do legado do Ayrton”, afirma Bianca. Ainda não há elenco definido nem previsão para o começo das filmagens.

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    Estreias: Doutor Estranho tem o maior lançamento, mas há outros destaques na programação

    3 de novembro de 2016 /

    Maior estreia da semana, “Doutor Estranho” ocupa os shoppings com um novo super-herói da Marvel, numa história repleta de efeitos visuais e elenco acima da média do gênero, liderado por Benedict Cumberbatch. O filme conquistou a crítica internacional – 91% de aprovação no site Rotten Tomatoes – , mas o mais surpreendente é a forma como incorporou e traduziu a psicodelia dos desenhos originais de Steve Ditko na linguagem dos blockbusters modernos. O fato de a Marvel fazer um filme sobre uma criação da fase hippie da editora também diz muito sobre a confiança, a capacidade e o status de seu estúdio, numa lição de como criar franquias e expandir um universo cinematográfico com personagens considerados “estranhos”. Há dois outros filmes hollywoodianos na programação. “A Luz Entre Oceanos” é um melodrama rasgado, baseado num best-seller. O elenco também é ótimo, e pelo menos para o casal central foi um trabalho prazeroso – Michael Fassbender e Alicia Vikander começaram a namorar durante as filmagens. Eles interpretam um casal num farol isolado, que encontra um bebê num barco à deriva e, depois de cuidar da menina por vários anos, descobre a verdadeira mãe (Rachel Weisz), que acredita ter pedido a filha no mar. Segue-se então o embate entre Fassbender, moralmente compelido a contar a verdade, e Vikander, para quem a criança é sua filha de verdade. A trama é de partir o coração, mas também digna de telenovela. Com 59% de aprovação da crítica americana, naufragou nas bilheterias dos EUA, dando prejuízo com apenas US$ 12 milhões de arrecadação. “Indignação” rendeu ainda menos em circuito bastante restrito. Mas conquistou a crítica, com 81% de aprovação. Drama de época baseado no livro homônimo de Philip Roth (“Revelações”), marca a estreia na direção do roteirista e produtor James Schamus, grande parceiro do cineasta Ang Lee em filmes como “O Tigre e o Dragão” (2000), “O Segredo de Brokeback Mountain” (2005), “Desejo e Perigo” (2007) e “Aconteceu em Woodstock” (2009). O filme também destaca uma interpretação surpreendente de Logan Lerman, como um jovem judeu de Nova Jersey, que sofre preconceito e enfrenta um clima conservador de repressão sexual ao ingressar numa Universidade nos anos 1950. O lançamento antecede outra aguardada adaptação de Philip Roth neste ano – “Pastoral Americana”. O circuito limitado também contempla os fãs de cinema indie com o relançamento de “Estranhos no Paraíso” (1984), hoje cultuadíssimo como pioneiro da revolução estética trazida pelos filmes independentes americanos. Em preto e branco e inspirado na nouvelle vague, venceu a Câmera de Ouro no Festival de Cannes como Melhor Filme de Estreia de 1984, o Leopardo de Ouro do Festival de Locarno, o prêmio de Melhor Filme da Sociedade Nacional dos Críticos dos EUA e o Prêmio Especial do Juri do Festival de Sundance. Clássico absoluto, na época parecia muito moderno. A programação internacional inclui ainda o alemão “13 Minutos”, segundo filme do cineasta Oliver Hirschbiegel (“A Queda! As Últimas Horas de Hitler”) a tratar do nazismo. Baseado em fatos reais, o longa mostra a iniciativa de um trabalhador comum alemão (Christian Friedel, de “A Fita Branca”), que cansado dos absurdos do nazismo decide traçar um plano para assassinar Hitler. Considerado traidor, o carpinteiro Georg Elser foi preso após tentar explodir o Führer, mas só executado quando a Alemanha considerava ter perdido a guerra, por ordem direta do ditador. Apenas em 2011, com a inauguração de uma estátua em sua homenagem em Berlim, ele passou a ser festejado como herói da Alemanha. A outra metade da programação (cinco filmes) é composta por filmes brasileiros – que, entretanto, não ocupam a metade (nem um décimo) das salas destinadas aos lançamentos internacionais. São duas ficções, das quais se destaca “Canção da Volta”, estreia do documentarista Gustavo Rosa de Moura nas narrativas dramáticas. No filme, ele dirige sua esposa, a também cineasta Marina Person – Moura foi um dos produtores de “Califórnia” (2015), dirigido por ela. Alçada pela primeira vez ao posto de protagonista, Marina vive uma mulher depressiva, que, após tentar o suicídio, desperta um sentimento de vigília constante no marido (João Miguel), logo transformado em paranoia e obsessão. Já “Intruso” parece um vídeo amador de terror espírita. Trata-se de um trabalho feito em 2009 por Paulo Fontenele, que chega aos cinemas só depois do diretor ter se “consagrado” no gênero besteirol, assinando “Se Puder… Dirija!” (2013), “Divã a 2” (2015) e “Apaixonados: O Filme” (2016). Pensando bem, estes também podem ser definidos como horrores. Completam a programação três documentários. O menos expressivo é “Cícero Dias, O Compadre de Picasso”, trabalho bastante didático sobre o pintor pernambucano modernista do título. Mas os outros dois tiveram até repercussão internacional. “Curumim” acompanha os últimos dias de Marcos “Curumim” Archer, brasileiro executado na Indonésia por tráfico de drogas. O longa é intenso, com imagens gravadas clandestinamente no corredor da morte pelo próprio Archer, graças ao contrabando de um celular para a prisão. Tudo feito sem nenhum apoio da embaixada do Brasil na Indonésia, que não ajudou o cineasta Marcos Prado (“Paraísos Artificiais”) nem a falar com Marcos. A première mundial aconteceu sob aplausos na mostra Panorama, do Festival de Berlim. Por fim, “Cinema Novo” é um olhar afetivo para o movimento cinematográfico do título, realizado pelo filho de seu maior expoente. Eryck Rocha tinha apenas três anos de idade quando seu pai, Glauber Rocha, morreu em 1981, e a obra permite um reencontro cinematográfico entre os dois. O documentário é um jorro contínuo de imagens, em que se destaca uma montagem vertiginosa, que intercala cenas de filmes, imagens e depoimentos da época. Não chega a contar uma história, mas forma um painel tangível da geração que levou o cinema brasileiro para as ruas, para as praças e descobriu a realidade do país – dos problemas urbanos à crise rural. A experiência é impressionista, mas também pode ser chamada de impressionante. Já em sua première, “Cinema Novo” venceu o prêmio Olho de Ouro (L’Oeil d’Or) como o Melhor Documentário do Festival de Cannes de 2016. O filme também foi escolhido para abrir o Festival de Brasília.

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    Playlist de Finados: Veja seis curtas de uma produtora indie brasileira especializada em terror

    2 de novembro de 2016 /

    Em clima de Finados, que tal conferir uma seleção de curtas nacionais de terror? O canal do YouTube da produtora Hipnóticos Filmes tem uma coleção razoável, que envereda pelo medo dos barulhos e das sombras, alimentando a paranoia de quem está sozinho em casa – tema de boa parte dos filminhos. As histórias não são novidade para os fãs do gênero, mas divertem bastante, com estrutura clássica de reviravolta final e trilha over de pegadinha do Sílvio Santos. Segundo informa o diretor e produtor Rafael Zanesco, todos os seis curtas foram exibidos em mostras e festivais. E nesta sexta-feira “O Despertar de Selma” será exibido nas salas do cine Jóia do Rio de janeiro, concorrendo a prêmio, no evento Rio Fantastik. Para completar, no mês que vem “O Último Andar” e “Maldita Lembrança” estarão em um festival de São Paulo – o Festival Boca do inferno. Ficou curioso? Por via das dúvidas, benza-se antes de dar play.

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    Fala Sério, Mãe: Paulo Gustavo se junta a Ingrid Guimarães e Larissa Manoela em novo besteirol

    2 de novembro de 2016 /

    Paulo Gustavo tem mesmo vocação para mãe. O astro da franquia “Minha Mãe É uma Peça” entrou no elenco do filme “Fala Sério, Mãe”. Ele postou uma foto no Instagram em que aparece ao lado das estrelas da produção, a rainha do besteirol Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”) e a atriz mirim Larissa Manoela (“Carrossel”). Por sinal, Larissa e Ingrid também postaram suas versões do selfie à três. O encontro dos campeões de bilheteria, porém, será breve. Gustavo escreveu ao lado da foto que sua participação é pequena. “Ontem fiz uma pequena participação, mas que eu fiquei imensamente feliz, no filme da minha amiga máxima @ingridguimaraesoficial! ‘Fala Sério, Mãe’ e ainda contracenei com essa linda e boa atriz @lmanoelaoficial! Amei! Muito Obrigado”, disse ele. Por sinal, a mãe do título, desta vez, não é Paulo Gustavo, mas a personagem de Ingrid Guimarães. Larissa, claro, vive a filha. E a pequena notável do SBT também terá a chance de contracenar com o namorado (como eles crescem rápido, hoje em dia), o ator João Guilherme Ávila (“Entrando numa Roubada”). O elenco da comédia ainda inclui Marcelo Laham (“Um Namorado para Minha Mulher”). A trama é baseada no livro homônimo escrito por Thalita Rebouças, a mesma autora de “É Fada!”, e a direção está a cargo de Pedro Vasconcelos (“O Concurso”). Ainda sem data confirmada, “Fala Sério, Mãe” deverá chegar aos cinemas em 2017.

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    Murilo Rosa vive melodrama em clipe do cantor Gustavo Mioto

    1 de novembro de 2016 /

    O ator Murilo Rosa, que já viveu um cantor romântico (brega) no cinema, em “Coração Vazio” (2013), estrela agora um clipe de um cantor romântico (sertanejo) de verdade, o jovem Gustavo Mioto. A música se chama “Impressionando os Anjos” e, claro, o vídeo rasga o melodrama, mostrando a história de um pai (interpretado pelo ator) que luta para criar os filhos sozinho, por conta da morte da mulher. Entre uma imagem e outra da família, Gustavo aparece para lembrar que não é trailer de novela, mas um clipe musical. Apesar do tema meloso e dolorido, vale lembra que o rapaz tem só 19 anos e não 49. E não teve exatamente uma infância sofrida nem dificuldades para começar a carreira. Gustavo é filho de Marcos Mioto, um dos maiores contratantes de shows sertanejos do Brasil. Impressionando o mercado, o clipe já teve mais de 100 mil visualizações em menos de 24 horas.

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    Os Penetras 2: Novo trailer mostra exatamente o que se espera de um besteirol brasileiro

    1 de novembro de 2016 /

    A Universal divulgou o novo trailer do besteirol “Os Penetras 2 – Quem Dá Mais?”. E é exatamente o que se espera: uma coleção de piadas sem graça, calcadas em situações preconceituosas de homossexualidade, com direito a alguns palavrões básicos. O subtítulo de duplo sentido “Quem Dá Mais?” resume o tom da comédia. A continuação traz de volta os protagonistas do primeiro longa. Além dos penetras do título, que são os comediantes televisivos Marcelo Adnet e Eduardo Sterblitch, também retornam Stepan Nercessian, a russa Elena Sopova e Mariana Ximenes. Entre as novidades do elenco, destaca-se Danton Mello, em seu sexto besteirol consecutivo. A direção é novamente de Andrucha Waddington, que antes de submergir na onda besteirol do cinema brasileiro, tinha uma carreira promissora, com dramas premiados em festivais internacionais. A estreia está marcada para 19 de janeiro. E se é isso que o público quer, que seja penetrado.  

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    Trolls estreia em 1º lugar, mas O Shaolin do Sertão continua surpreendendo no Brasil

    31 de outubro de 2016 /

    A animação “Trolls” estreou em 1º lugar nas bilheterias de cinema do Brasil, rendendo R$ 5,6 milhões, com 354 mil ingressos vendidos entre quinta (27/10) e domingo (30/10). O filme só vai estrear na sexta (4/11) nos EUA, e o começo promissor anima o estúdio DreamWorks, que por lá enfrentará a concorrência direta de “Doutor Estranho”. Não por coincidência, o filme teve a maior distribuição da semana passada no circuito nacional, ocupando 862 salas. O detalhe é que, com menos da metade dessa ocupação, o suspense “A Garota no Trem” teve melhor resultado por salas, numa média de 558 espectadores por tela, o que lhe garantiu o 3° lugar. Entre os dois lançamentos, ficou o campeão das semanas anteriores, “Inferno”. A queda para o 2º lugar coincidiu com sua estreia nos EUA, considerada um grande fracasso de público e crítica. Três comédias brasileiras ainda aparecem no Top 10: “É Fada”, com a youtuber Kéfera, o fenômeno cearense “O Shaolin do Sertão” e “Tô Ryca”, com Samantha Schmutz. As produções ficaram com a 7ª, 8ª e 9ª posições, respectivamente, mas “O Shaolin do Sertão” continua demonstrando como é subestimado, com a melhor média de público entre os filmes brasileiros: 494 espectadores por sala. Na prática, isto significa que, se estivesse em mais cinemas, poderia ter maior bilheteria que “É Fada”.

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    Cidade dos Mortos: Veja um curta de zumbis passado em São Paulo

    31 de outubro de 2016 /

    O curta “Cidade dos Mortos” é uma boa surpresa na produção de terror nacional. Não há muita história, mas, considerando seus 5 minutos de duração, o clima e a boa fotografia compensam com bastante tensão, acompanhando um rápido passeio da protagonista (Fernanda Gonçalves) entre a segurança de seu carro e o indefectível corredor escuro, onde um zumbi mastiga sua mais recente vítima. Disponibilizado há uma semana no YouTube, o vídeo da matadora de zumbis (possivelmente concebida após um menáge à trois entre Buffy, Daryl e Dean Winchester) já tem mais de 25 mil visualizações. Em seu canal oficial, ele é descrito como a abertura de um projeto maior. “Trata-se dos primeiros 5 minutos de um longa metragem de zumbis ambientado na cidade de São Paulo”, diz o texto. A direção é de Uirá O.W., enquanto roteiro, fotografia e produção são de Rodrigo Prata. Os dois ainda dividem a edição.  

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    Menino 23 vai disputar uma vaga na categoria de Melhor Documentário do Oscar 2017

    29 de outubro de 2016 /

    O Brasil vai tentar uma vaga na disputa de Melhor Documentário do Oscar 2017 com “Menino 23 – Infâncias Perdidas no Brasil”, dirigido por Belisário Franca. O filme entrou na lista de inscritos para o prêmio. “Menino 23 – Infâncias Perdidas no Brasil” acompanha as investigações sobre tijolos marcados com suásticas nazistas, encontrados no interior do Brasil, e revela a história de meninos órfãos e negros, vítimas de um projeto criminoso de eugenia. Ele concorrerá com outros 144 títulos para as cinco vagas da categoria, que, ao contrário de outros prêmios, não distingue produções de língua inglesa de outras de “língua estrangeira”. A primeira peneira da categoria selecionará 15 documentários finalistas em dezembro, dos quais sairão os cinco indicados da categoria, que serão anunciados no dia 24 de janeiro. No ano passado, a estatueta ficou com “Amy”, documentário sobre a vida da cantora britânica Amy Winehouse, dirigido por Asif Kapadia, mesmo cineasta que retratou a vida de Ayrton Senna em 2010. Neste ano, há candidatos fortes como “A 13ª Emenda”, filme da diretora Ava DuVernay sobre o sistema carcerário dos Estados Unidos, e “A Voyage of Time: Life’s Journey”, de Terrence Malick, que já concorreu ao Oscar com os longas “A Árvore da Vida” (2011) e “Além da Linha Vermelha” (1998). Outros fortes concorrentes são “Weiner”, que levou o prêmio do júri no Festival de Sundance, “I Am Not Your Negro”, estrelado por Samuel L. Jackson e premiado pelo público do Festival de Toronto, além do francês “Bright Lights: Starring Carrie Fisher and Debbie Reynolds”, sobre a relação da intérprete da Princesa Leia e sua mãe famosa, que estrelou “Cantando na Chuva” (1952).

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    Eduardo Sterblitch vai viver Chacrinha no cinema

    28 de outubro de 2016 /

    O comediante Eduardo Sterblitch foi escalado para viver a versão jovem de Chacrinha na cinebiografia do Velho Guerreiro, informou a coluna de Patricia Kogut. A produção já tinha confirmado o ator Stepan Nercessian como a versão mais velha do apresentador. Curiosamente, os dois atores trabalharam juntos em “Os Penetras” e voltarão na continuação “Os Penetras: Quem Dá Mais?”, em 2017. O longa será dirigido por Andrucha Waddington, justamente o responsável pelos dois “Os Penetras”. Além da dupla, o elenco terá Thelmo Fernandes (“Sob Pressão”) como Boni e Paolla Oliveira (“Em Nome da Lei”) como Elke Maravilha. “Chacrinha – O Filme” (claro que é “O Filme”) ainda não tem data de estreia.

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    Minha Mãe É uma Peça 2: Trailer do filme é visto 5 milhões de vezes

    28 de outubro de 2016 /

    O público brasileiro adorou o trailer do filme “Minha Mãe é uma Peça 2”, que atingiu 5 milhões de visualizações em três dias, na fanpage do longa e no YouTube. O vídeo também teve mais de 117 mil compartilhamentos no Facebook, dando uma ideia do interesse na produção. O comunicado que celebra a marca atingida ainda menciona um Top 10 no YouTube mundial e uma projeção de 18 milhões de pessoas alcançadas pelo vídeo. Não pudemos comprovar. Mas a declaração-piada do ator Paulo Gustavo, que comenta estes dados, merece ser compartilhada. “Essa coisa do trailer ter alcançado quase 18 milhões de pessoas me deixou em uma ansiedade tão grande para o filme, que eu estou tomando Rivotril para ir na padaria comprar pão”, ele disse, mantendo o tom do trailer. “Minha Mãe É Uma Peça – O Filme” foi uma das maiores bilheterias do cinema brasileiro em 2013. E se o público achou o trailer engraçado, a continuação também deve lotar. A estreia “dessa coisa”, como diz Paulo Gustavo, está marcada para 22 de dezembro.

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    Lino: Selton Mello se transforma num “monstro” em ótimo trailer de animação brasileira

    28 de outubro de 2016 /

    A Fox Film do Brasil divulgou o primeiro trailer da animação “Lino – O Filme”. Que parece um desenho da Pixar. A não ser por detalhes, como os textos inseridos na trama – um close no jornal, por exemplo – serem em português! Sim, “Lino” é uma animação brasileira. Tem até o indefectível subtítulo “O Filme” para comprovar! Mas parece americana, de tão profissional. E não é só o acabamento gráfico que chama atenção. A trama parece mais “profunda” que o habitual, trazendo um cara azarado, o Lino do título, que sofre o tempo inteiro, seja nos acidentes que acontecem em sua casa, seja no trabalho, como animador fantasiado de buffet infantil. Querendo mudar sua sorte, ele recorre a um suposto mago, que acaba complicando ainda mais sua vida, ao transformá-lo justamente na fantasia do gato gigante que serve de saco de pancadas das crianças. Lino vira um “monstro”, conforme ele próprio descreve, com a voz precisa de Selton Mello (“O Palhaço”). E este é só o começo da história. Em sua jornada para reverter o feitiço, Lino será confundido com o “maníaco da fantasia” e passará a ser procurado pela polícia, dando início a uma grande aventura. O longa tem direção de Rafael Ribas (“O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes”) e conta ainda com as vozes de Dira Paes (“À Beira do Caminho”) e Paolla Oliveira (“Uma Professora Muito Maluquinha”). A produção é da StartAnima, um dos mais premiados estúdios de animação brasileiro, que está há 50 anos no mercado. “Lino – O Filme” ainda não tem data de estreia definida nos cinemas.

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    Dib Lutfi (1936 – 2016)

    27 de outubro de 2016 /

    Morreu Dib Lutfi, um dos principais diretores de fotografia da história do cinema brasileiro. Ele faleceu nesta quarta-feira (27/10), aos 80 anos, informou o irmão dele, o músico Sergio Ricardo, no Facebook. Ele morava no Retiro dos Artistas desde 2011 e sofria de mal de Alzheimer. Segundo a instituição, o seu estado de saúde piorou no sábado, quando foi diagnosticada uma pneumonia. Ele foi internado no Hospital Vitória, na Barra, mas não resistiu. Responsável pelas imagens de mais de 50 filmes, Lutfi foi responsável por enquadrar grandes clássicos do Cinema Novo, sendo literalmente a mão que segurava a câmera, na famosa frase definitiva: “uma ideia na cabeça e uma câmera na mão”, de Glauber Rocha. Pioneiro no uso da câmera na mão no cinema brasileiro, ele chamou atenção de Glauber, que o convidou para trabalhar no clássico “Terra em Transe”, de 1967, como operador de câmera. Muito antes da invenção da steady cam, ele conduziu o espectador à vertigem sentida pelo personagem emblemático vivido por Jardel Filho apenas com a delicadeza de seus movimentos e um olhar apurado. O resultado foi uma revolução visual para os padrões do cinema nacional. “Ele era a própria steady cam. A câmera na mão já era utilizada no cinema americano e francês, mas ninguém fez melhor do que o Dib. E isso influenciou muito a estética do Cinema Novo”, disse Luiz Carlos Barreto, produtor e diretor de fotografia de “Terra em Transe”, em entrevista ao jornal O Globo. “Nenhum plano do filme foi feito com tripé, e isso facilitou muito o trabalho, porque poupava tempo. Operando a câmera, o Dib conseguia andar, subir escada e pular muro. Nunca houve alguém igual”. Lutfi nasceu em Marília, no interior de São Paulo, em 1936. No fim da adolescência se mudou para o Rio e, em 1957, começou a trabalhar como câmera da extinta TV Rio, onde o irmão, o compositor Sérgio Ricardo, trabalhava como ator. O recurso da câmera na mão foi adotado desde o primeiro filme em que trabalhou como diretor de fotografia, “Esse Mundo é Meu” (1964), dirigido pelo irmão. E aprofundou a técnica e a estética em outros filmes dos pioneiros do movimento cinemanovista. Trabalhou com Nelson Pereira dos Santos (em “Fome de Amor”, de 1968, e “Azyllo muito Louco”, de 1969, pelos quais ganhou o prêmio de Melhor Fotografia no Festival de Brasília), Arnaldo Jabor (“Opinião Pública”, de 1967, “O Casamento”, de 1975, e “Tudo Bem”, de 1978), Ruy Guerra (“Os Deuses e os Mortos”, 1970) e Cacá Diegues (“Os Herdeiros”, 1970, “Quando o Carnaval Chegar”, 1972, e “Joanna Francesa”, 1973), entre outros. “O Dib foi o maior diretor de fotografia do cinema brasileiro, ele inventou uma nova maneira de fazer isso, que permitiu a existência do nosso cinema”, resumiu Cacá Diegues. “Ele não era só um grande cameraman, função pela qual sempre é reconhecido, mas também um fotógrafo de muita imaginação, e muito capaz de fazer um grande filme com as circunstâncias pobres da produção brasileira da época”, recordou. Apesar de ter uma relação íntima com as câmeras, ele só apareceu uma única vez na frente delas, no documentário “Dib”, feito em 1997 por Marcia Derraik, sobre sua carreira. Seu último trabalho foi o filme “Profana”, de João Rocha, lançado em 2011.

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