Tamo Junto: Besteirol com Sophie Charlotte ganha trailer
A Paris Filmes divulgou o trailer de mais um (sim, mais um) besteirol brasileiro, “Tamo Junto”, título genérico como “Vai que Dá Certo”, “Vai que Cola” e, inevitavelmente, “Podia Ser Pior”. Só o diretor Matheus Souza escreveu e dirigiu “Apenas o Fim” (2008) e “Eu Não Faço a Menor Ideia do Que Eu Tô Fazendo Com a Minha Vida” (2012), duas obras de eloquência devidamente atestada pelos títulos. Assim como as anteriores, a nova comédia também trata de relacionamentos e pessoas perdidas na vida. Dores existenciais da classe média carioca que dominam o gênero, especialmente em sua versão Multishow – veja-se as séries do canal que já viraram filmes. A comédia marca a estreia do roteirista da série “Vai que Cola” (Leandro Soares) como protagonista. Na trama, ao se separar de uma das atrizes da TV Globo do elenco (Fernanda Souza), ele vai experimentar a vida de solteiro, mas não por muito tempo, porque outra atriz da TV Globo (Sophie Charlotte) cruza seu caminho logo em seguida, e ele rapidamente consegue convencê-la a mudar de planos, mesmo com um casamento marcado, para que ambos possam ter um final feliz de “A Primeira Noite de um Homem” (1967), grande “sacada” do roteiro, com 50 anos de existência. Tudo em clima de muita festa. Porque, claro, a vida é um multishow. Bom, este é o trailer. O filme deve ter mais história, já que sobram coadjuvantes para este fiapo de enredo, entre eles o próprio diretor e dois integrantes do Porta do Fundos (Fábio Porchat e Antonio Tabet), a outra “força” do humor besteirol brasileiro. A estreia acontece em 8 de dezembro, no mesmo dia de “O Amor no Divã”, uma semana depois do “O Último Virgem” e duas semanas antes do “esperadíssimo” “Minha Mãe É uma Peça 2”. Grandes obras do cinema brasileiro em 2016.
Minha Mãe É Uma Peça 2 ganha trailer que é quase um desafio: tente rir das piadas
Para quem acha que homem fica engraçado quando se veste de mulher, a Downtown Filmes divulgou o trailer do besteirol “Minha Mãe É Uma Peça 2”, continuação do filme de 2013. O vídeo traz Paulo Gustavo de volta aos vestidos de Dona Hermínia, a mãe sofredora que reclama de tudo, e serve de prévia para as piadas da produção. Faça o teste: tente rir de alguma. Segundo o release, trata-se da “mãe mais divertida do Brasil”, que “mudou de endereço, de status econômico… mudou quase tudo, só não mudou a si mesma”. Ou seja, continua a ser um homem vestido de mulher – que não é um transexual, vale salientar. Ironicamente, as piadas-desafio (sério, tente rir) revelam uma obsessão por identificar e enquadrar sexualmente os personagens da trama – ouve-se as palavras hétero, bissexual e lésbica com alguma insistência – , como se não houvesse espelho disponível para Paulo Gustavo perceber o problema da situação. A farsa ainda inclui piadas sobre idade, gordura e paulistas. Uma coleção de clichês e frases feitas que deixam claro como se vestir de mulher não rende automaticamente maior tolerância – ou inteligência… ou graça. O próprio Paulo Gustavo é um dos roteiristas, ao lado de Rafael Dragaud e Fil Braz, que escreveram o primeiro filme. Já a direção é de César Rodrigues, que comandou o ator em “Vai que Cola”, o filme de 2015. “Minha Mãe É Uma Peça – O Filme” foi uma das maiores bilheterias do cinema brasileiro em 2013. Se o gosto e o senso crítico do público se mantiver no mesmo nível, a continuação também deve lotar. A estreia está marcada para 22 de dezembro.
Peixonauta: Animação ganha primeiras fotos e pôster com imagens de São Paulo
A produtora TVPinguim divulgou as primeiras imagens de “Peixonauta – O Filme”, novo longa animado baseado na série infantil brasileira, exibida no Discovery Kids, na TV Cultura, SBT, TV Brasil e até Netflix. A série já foi exportada para mais de 90 países, nos cinco continentes, e em seu novo filme vai visitar São Paulo, como demonstram as imagens e o cartaz inicial do filme. No filme, o agente secreto Peixonauta sai pela primeira vez do Parque das Árvores Felizes e vai para a cidade grande resolver um grande mistério: o desaparecimento de todos os habitantes. Nessa história, o personagem lidará com questões do meio ambiente, como o lixo espacial e a contaminação dos mananciais de água. “Além de incríveis momentos do Peixonauta no espaço sideral, vamos conhecer pela primeira vez as instalações da O.S.T.R.A. (Organização Secreta para Total Recuperação Ambiental), “QG” submarino do agente secreto Peixonauta e de toda a equipe de peixes cientistas da famosa agência!”, contou a diretora Celia Catunda, em comunicado. A produção terá première no festival Anima Mundi, que começou nesta terça (25/10) no Rio de Janeiro, e chegará em versão 3D aos cinemas, com direção de Celia Catunda, Kiko Mistrorigo e Rodrigo Eba. Os dois primeiros também foram responsáveis por “Peixonauta: Agente Secreto da O.S.T.R.A.”, primeiro longa animado da franquia, lançado em 2012. Para completar, a trilha do filme foi musicada por Paulo Tatit (Palavra Cantada), Zezinho Mutarelli e Titãs. A exibição no Anima Mundi acontece no dia 29 na Cinemateca do MAM, no Rio, e no dia 6 de novembro, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Já a estreia comercial está marcada para 19 de janeiro.
Festival Anima Mundi traz o melhor da animação mundial ao Brasil
A 24ª edição do Anima Mundi leva desde terça-feira (25/10) até domingo (30/10) uma mostra com o melhor da animação mundial ao Rio de Janeiro. A programação desta ano inclui 400 curtas e seis longas, dos quais 108 títulos são nacionais. Outros 45 países também estão representados no festival. Considerado o maior festival de animação da América Latina, o Anima Mundi teve que mudar de data e encurtar sua duração para enfrentar a crise econômica. Mas segue firme e, depois de sair de cartaz no Rio, vem a São Paulo para mais uma semana animada, de 2 a 6 de novembro. Um dos destaques da programação é o longa “The Red Turtle”, nova produção do Studio Ghibli, estúdio de animação japonês conhecido por ter realizado os trabalhos de Hayao Miyazaki (“A Viagem de Chihiro”, “Meu Amigo Totoro”). Trata-se de um filme mudo, que gira em torno de um náufrago, e curiosamente não é assinado por um animador japonês, mas pelo holandês Michael Dudok de Wit em sua estreia em longa-metragem, após ter vencido um Oscar pelo curta “Father and Daughter” (2000). Abordando questões ecológicas, o filme recebeu o Prêmio Especial do Júri na mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes 2016. A edição de 2016 conta com duas mostras especiais: a mostra Festival Animix Tel Aviv, que celebra o crescente mercado de animações de Israel, e as Sessões Petrobras, que trazem a première de “Peixonauta – O Filme”, que só estreia em 19 de janeiro de 2017, e uma sessão de “O Menino e o Mundo”, filme de Alê Abreu que venceu o Festival de Annency e foi indicado ao Oscar de Melhor Animação de 2016. Além da exibição de filmes, o evento conta com o Anima Fórum, promovendo encontros entre produtores, animadores e todos os interessados que compõe a cadeia da animação no Brasil para refletir sobre os rumos do setor. Neste ano, as mesas e palestras irão abordar temas como o stop-motion e as novas tecnologias, que agora estão acessíveis a qualquer produtor, entre diversos outros temas. Confira a programação completa no site do festival.
O Shaolin do Sertão é a maior surpresa nas bilheterias da semana
O “Shaolin do Sertão” não é mais “apenas” um fenômeno regional. Após o lançamento exclusive no Ceará na semana passada, que foi suficiente para bater recordes estaduais e render a 10ª maior bilheteria do período, o filme de Halder Gomes teve seu circuito ampliado na última quinta (20/10). Chegou no Sul Maravilha. E explodiu, com um aumento de 147% do público. As informações são da consultoria ComScore, que mede oficialmente os dados do setor cinematográfico. A comédia pulou como um lutador de kung fu, indo parar no 6º lugar, com faturamento superior a R$ 1,3 milhão. Mas, melhor que isto, mostrou que podia ter saltado ainda mais longe, pois manteve pela segunda semana consecutiva a maior média de ocupação por salas do Brasil. Ou seja, mesmo o circuito ampliado não deu conta de seu sucesso, que seria ainda maior se tivesse sido distribuído no mesmo número de salas de, por exemplo, “É Fada”. O longa é a segunda “comédia cearense” de Halder Gomes, diretor do sucesso regional “Cine Holliúdy” (2012), estrelado pelo mesmo ator, Edmilson Filho. Acompanhando um jovem sertanejo que se imagina num universo paralelo, onde é campeão de kung fu e salva a amada de inúmeros inimigos, a comédia homenageia os filmes de artes marciais com humor popular, repleto de ação e piadas ao estilo dos Trapalhões. Por sinal, Dedé Santana faz uma participação na história. Leia a crítica aqui. Apesar desse desempenho surpreendente, o topo da bilheteria foi dominado, claro, por filmes que tiveram mais consideração do circuito, ocupando o maior número de telas. É a tal lei da oferta. Um dos golpes baixos que nem o “Shaolin do Sertão” consegue vencer. Assim, os filmes com maior distribuição ocuparam os primeiros lugares. “Inferno”, que foi lançado em mais de 800 salas, está há duas semanas em 1º lugar, enquanto os maiores lançamentos da última quinta, “O Contador” e “Ouija: Origem do Mal”, aparecem em 2º e 4º lugares, respectivamente. No meio deles, ficou “O Lar das Crianças Peculiares”, em 3º lugar e prestes a atingir 2 milhões de espectadores desde sua estreia, que aconteceu há três semanas no 1º lugar.
Elis: Trailer do filme de Elis Regina já foi visto mais de 2 milhões de vezes
O trailer do filme “Elis”, cinebiografia da cantora Elis Regina, está despertando grande curiosidade do público brasileiro. Ele já se tornou o mais rápido trailer brasileiro a ultrapassar a marca de 1 milhão de visualizações na internet, feito atingido em menos de 24 horas apenas com o vídeo disponibilizado no Facebook. Além disso, deixou para trás outra marca, de 2 milhões de visualizações em três dias, somando o público da rede social e do YouTube. O trailer também foi compartilhado mais de 50 mil vezes no Facebook. Vencedor de três Kikitos no 44º Festival de Gramado – Melhor Filme pelo júri popular, Melhor Atriz para Andréia Horta, intérprete de Elis, e melhor montagem para Tiago Feliciano -, o longa resume a carreira e a vida pessoal da artista gaúcha como a chegada ao Rio de Janeiro no dia do Golpe de 1964, o primeiro contato com o boa praça Luiz Carlos Miéle e o charmoso Ronaldo Bôscoli, seu primeiro marido, o rápido sucesso e amadurecimento musical, o terror imposto pelos militares, a parceria amorosa e artística com o pianista César Camargo Mariano, que rendeu espetáculos históricos como “Falso Brilhante”, a maternidade e o fim da vida. No elenco, também estão Lucio Mauro Filho, como Miéle; Caco Ciocler, como César Camargo Mariano; Julio Andrade, como o dzi croquette Lennie Dale; Gustavo Machado, como Ronaldo Bôscoli e Zécarlos Machado, como Romeu, pai de Elis. Em participações especiais, aparecem ainda Rodrigo Pandolfo, como Nelson Motta; Isabel Wilker, como Nara Leão; e Icaro Silva, como Jair Rodrigues. O filme marca a estreia em longas do diretor Hugo Prata (da série infantil “Castelo Ra-tim-bum”), e foi escrito por Luiz Bolognesi (“Bicho de Sete Cabeças”) e Vera Egito (“À Deriva”), com participação do próprio Prata. A estreia está marcada para 24 de novembro. Para aumentar ainda mais as visualizações do trailer oficial, dê play no vídeo abaixo.
Rodrigo Lombardi lidera elenco do filme sobre a Lava-Jato
Apesar da novela, literalmente, sobre sua participação, Rodrigo Lombardi vai mesmo interpretar o juiz Sérgio Moro no cinema. Escalado para protagonizar “À Flor da Pele”, novela de Gloria Perez que substituirá “A Lei do Amor” na faixa das 9, ele acabou entrando também na série “Carcereiros”, para substituir o falecido Domingos Montagner, e tinha ficado sem espaço na agenda. Mesmo assim, seu nome apareceu encabeçando o elenco do longa, que foi divulgado no fim de semana. Além dele, participarão de “A Lei É para Todos” os atores Rainer Cadete (novela “Êta Mundo Bão”), como o procurador Deltan Dallagnol, Roberto Birindelli (série “1 Contra Todos”) como o doleiro Alberto Youssef, Werner Schünemann (novela “Haja Coração”) como o diretor-geral da Policia Federal, e Antonio Calloni (novela “Salve Jorge”), Flávia Alessandra (também da novela “Êta Mundo Bom!”) e Bruce Gomlevsky (minissérie “Liberdade, Liberdade”) como três delegados da Polícia Federal à frente da Operação Lava Jato. Com este elenco, é praticamente a versão novela da Globo da Lava-Jato. Mas os produtores falam em “superprodução” cinematográfica. “A Lei É para Todos” conta com um orçamento estimado em R$ 14 milhões, segundo o comunicado. “Os recursos foram levantados junto a investidores privados. Não há dinheiro público no filme”, diz o material. Ainda de acordo com release, a produção do longa-metragem firmou um acordo com a Polícia Federal que prevê “o apoio logístico da PF, que permitirá filmagens nas instalações onde a Lava-Jato está sendo conduzida e com os equipamentos (viaturas, helicópteros, armamentos, uniformes etc) reais”. “Nossa ambição é fazer um filme de entretenimento de grande bilheteria”, diz o produtor Tomislav Blazic. E o diretor do longa aumenta. “Nosso objetivo é fazer um blockbuster”, afirma Marcelo Antunez, parceiro de Roberto Santucci (que atua como consultor aqui, para dar medo) nas comédias “Até que a Sorte nos Separe 3” e “Qualquer Gato Vira-Lata 2”. De repente, a versão novela da Globo da Lava Jato já será lucro e preferível à versão besteirol. De todo modo, a versão Netflix vem logo em seguida, com direção e produção de quem entende de série e filme policial, José Padilha, responsável pelos dois blockbusters da franquia “Tropa de Elite” e a série “Narcos”.
Kéfera Buchmann engata terceiro filme consecutivo
Kéfera Buchmann já emplacou seu terceiro projeto cinematográfico. Em cartaz no sucesso “É Fada”, visto por mais de 1 milhão de pessoas, e prestes a estrear em seu primeiro papel dramático com “O Amor de Catarina”, que chega aos cinemas em novembro, a (ex?)youtuber adiantou que em poucas semanas começa a gravar “Resto”, em que fará par romântico com Cassiano Gabus Mendes. Ela contou a novidade durante o evento “Meus Prêmios Nick” na noite de quinta-feira (20/10), afirmando que as filmagens começam em novembro, mas não deu maiores detalhes. Agora atriz, Kéfera não pôde falar muito, pois também contratou assessoria de imprensa que manda jornalista parar de perguntar. O chega-pra-lá se deu em razão do questionamento sobre se ela tinha largado o Youtube de vez. “Ela não vai falar disso. Já soltamos um comunicado. Ela não vai parar com o canal, foi especulação”, disparou o assessor, que não permitiu a resposta. Especulação, não foi. Assessor pode “soltar” comunicado informando que a Terra é quadrada, mas isso não vira verdade porque ele “soltou”. Kéfera disse, com todas as letras, num vídeo do Snapchat, que não atualizaria seu canal por um tempo. “Já vou começar este Snap pedindo desculpas porque estou sumida de todas as redes sociais e falar que amanhã não vai ter vídeo novo. Semana passada não teve vídeo novo, essa semana também não vai ter. Preciso de um tempo para a minha cabeça, de verdade. Todos nós temos nossas fases e estou em uma em que preciso parar um pouco”, disse na ocasião. Não é fofoca. Não é especulação. Não é um tuíte do Rafinha Bastos. É da boca da própria Kéfera. Com este novo projeto anunciado, é capaz do tempo ser bem grande. E imagine se tiver outro filme já engatilhado… Vale lembrar que ela também não teve tempo (“conflito de agenda”) para participar de “Internet – O Filme” com outros youtubers.
O Doutrinador: Vem aí o primeiro filme de super-herói brasileiro desde os anos 1970
A Paris e a Downtown Filmes estão preparando o primeiro filme de super-herói brasileiro do século 21. Trata-se de “O Doutrinador”, que, como bom super-herói nacional, tem como seu maior inimigo a corrupção. Ex-soldado do Exército brasileiro, o Doutrinador decidiu deixar sua aposentadoria por não aguentar mais tanta impunidade, passando a se disfarçar com uma grande máscara de oxigênio e um casaco com capuz para limpar o país. Revoltado com o sistema e com sede de vingança, ele não mede esforços para eliminar políticos, donos de empreiteiras, dirigentes do futebol e até líderes religiosos. O personagem foi criado pelo carioca Luciano Ramos, inspirado nos quadrinhos do Batman de Frank Miller e já rendeu duas graphic novels. Originalmente concebido em 2008, o projeto ficou na gaveta do autor até 2013, quando ele resolveu publicar as primeiras páginas em seu Facebook. Três meses depois, explodiram as manifestações de protesto no país e o Doutrinador virou cult, ao encarnar, ainda que de forma extrema, a indignação com o panorama político e a revolta contra “tudo o que está aí”. A adaptação tem tudo para ser polêmica, já que o personagem divide opiniões. Há quem o considere fascista e outros que o enxergam como manifestação da anarquia. Não há meio termo com “O Doutrinador”, a começar por seu nome, mas principalmente por seus métodos – ele faz justiça com as próprias mãos, caçando e matando corruptos de todos os partidos. O segundo volume de suas histórias foi criado com ajuda do músico Marcelo Yuka (ex-baterista de O Rappa), que teve a ideia do roteiro. A ideia original de Ramos era negociar uma série do personagem. Acabou chamando atenção da Downton Filmes e da Paris Filmes, que se juntaram para realizar a adaptação cinematográfica. Com roteiro a cargo do ator Gabriel Wainer (visto na novela “Passione”), as filmagens estão previstas para 2017. Vale lembrar que, em 1973, o filme “O Judoka” foi a primeira adaptação de quadrinhos de super-herói nacional.
Cinebiografia da cantora Elis Regina ganha trailer e fotos
A Downtown Filmes divulgou o primeiro trailer, as fotos e o pôster de “Elis”, cinebiografia da cantora Elis Regina. A prévia chama logo atenção para o desempenho de Andréia Horta (de “Liberdade, Liberdade”), que fisicamente não é parecida com a diva da MPB, mas se transforma nela conforme incorpora o gestual, a atitude e o riso gengival que virou marca registrada da cantora. Não por acaso, ela venceu o Kikito de Melhor Atriz pelo papel, no Festival de Gramado deste ano. O vídeo também pincela alguns momentos marcantes de sua carreira, do deboche sofrido como “cantora de churrascaria” – preconceito por ser gaúcha – até a consagração com a criação de um novo gênero musical para classificar seu talento, uma tal de MPB. Também há passagens de explosões de seu gênio difícil, que lhe rendeu o apelido de “Pimentinha”, e sua difícil relação com a ditadura militar. “Elis” também foi eleito o Melhor Filme na votação do público de Gramado, e ainda venceu o Kikito de Melhor Montagem (Tiago Feliciano). O filme marca a estreia em longas do diretor Hugo Prata (da série infantil “Castelo Ra-tim-bum”), e foi escrito por Luiz Bolognesi (“Bicho de Sete Cabeças”) e Vera Egito (“À Deriva”), com participação do próprio Prata. No elenco, também estão Lucio Mauro Filho, como Miéle; Caco Ciocler, como César Camargo Mariano; Julio Andrade, como o dzi croquette Lennie Dale; Gustavo Machado, como Ronaldo Bôscoli e Zécarlos Machado, como Romeu, pai de Elis. Em participações especiais, aparecem ainda Rodrigo Pandolfo, como Nelson Motta; Isabel Wilker, como Nara Leão; e Icaro Silva, como Jair Rodrigues. A estreia está marcada para 24 de novembro.
Prisão do traficante Juan Carlos Abadía será próximo filme do diretor de O Lobo Atrás da Porta
A prisão do traficante colombiano Juan Carlos Abadía vai virar filme. A informação foi publicada na coluna de Mônica Bergamo no jornal Folha de S. Paulo. Intitulado “As Mil Faces do Crime”, o longa terá produção da Academia de Filmes e direção de Fernando Coimbra. O título faz referência a um fato da ficha corrida do criminoso. Preso em São Paulo em 2007, Abadía passou por várias cirurgias plásticas no rosto para se disfarçar. Coimbra tem experiência em tramas policiais. Ele dirigiu o excelente longa “O Lobo Atrás da Porta” (2013) e assinou dois episódios da série “Narcos”. Assim como a série da Netflix, o filme também terá cenas rodadas na Colômbia.
É Fada vira blockbuster com mais de 1 milhão de ingressos vendidos
O filme de estreia da youtuber Kéfera Buchmann virou blockbuster. A comédia “É Fada” chegou a 1 milhão de ingressos vendidos em dez dias em cartaz. Além de comprovar a popularidade de Kéfera, os números confirmam a diretora do longa, Cris D’Amato, como uma das principais responsáveis pela onda atual de besteiróis nos cinemas. Seus dois “S.O.S. – Mulheres ao Mar” também foram vistos por mais de 1 milhão de pessoas. “É Fada” é o quinto filme brasileiro a bater a marca milionária em 2016. Antes da fadinha, os filmes que levaram multidões aos cinemas foram “Um Suburbano Sortudo”, “Carrossel 2 – O Sumiço de Maria Joaquina”, “Os Dez Mandamentos – O Filme” e “Até que a Sorte nos Separe 3” (lançado em 24 de dezembro de 2015). Por sinal, os críticos odiaram basicamente todos eles. Confira a crítica de “É Fada” aqui.
Betty Faria assume fumar maconha e revela ter doença incurável em entrevista
A atriz Betty Faria assumiu fazer uso de maconha e revelou sofrer de artrite reumatoide, uma doença autoimune, durante entrevista ao “Programa com Bial”, que foi ao ar na noite de domingo (16/10) no canal pago GNT. Aos 75 anos, a atriz lembrou que defende a maconha há 20 anos e disse ver hipocrisia na forma como o país trata a droga, que segundo ela não vicia. Betty Faria garante ainda não sentir os efeitos alucinógenos provocados pela erva. “Eu não considero maconha uma droga, acho que não tem efeito nenhum. Sempre fumei muito e é uma mentira dizer que mexe com memória, porque eu fumei muita maconha e nunca tive problema de memória”, comentou ela, ressaltando ainda que amigas que tomam remédios para dormir não conseguem lembrar suas falas durante gravações. A droga também ajuda no tratamento de doenças. E a atriz revelou que sofre de um mal sem cura. “Então, eu tenho uma doença que não tem cura, que é artrite reumatoide, autoimune. Mas que sacanagem o corpo fez. Se é autoimune, o corpo fez. Se o corpo fez, como é que não desfaz? Ainda não descobriram”, contou ao entrevistador Pedro Bial. Em outro momento, a atriz se emocionou ao lembrar do colega José Wilker, morto em 2014. “Pensei muita coisa hoje tomando banho, sobre os amigos que perdi nos últimos dois anos. E a morte é uma porrada no ego. Enquanto eu vim cantando uma música do Tim Maia, nós atores, com tanto ego, tanta vaidade, somos esquecidos. Nos dois últimos anos perdi meus melhores amigos. Ninguém mais fala do Wilker. E Claudio Marzo, avô da minha neta querida mais velha, meu amigo de vida toda? E Hugo Carvana? E Roberto Talma? As pessoas não falam mais”, lamentou.












