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    Revista americana Variety destaca crise do cinema brasileiro sob Bolsonaro

    23 de abril de 2019 /

    A imagem internacional da cultura brasileira já é de crise nos Estados Unidos. A revista Variety, uma das mais tradicionais publicações americanas sobre o mercado de entretenimento, publicou uma reportagem sobre a paralisação da indústria de cinema e TV do Brasil, sob o governo de Jair Bolsonaro. A revista vê a cultura brasileira ameaçada por cortes de incentivos do governo, e lamenta a estagnação do prestigioso cinema brasileiro “A agência brasileira Ancine, a principal fonte de financiamento público do cinema do país, congelou todos os seus programas de incentivo potencialmente paralisando novas produções da maior indústria de cinema e TV da América Latina”, publicou a Variety. Segundo a publicação, a decisão “dramática” deixou a indústria cinematográfica do país em choque e muito preocupada com o futuro. Também houve o corte de patrocínio estatal, o fim do Ministério da Cultura e o enterro da lei Rouanet, rebatizada de Lei de Incentivo a Cultura e com diversas restrições. Mas a Variety apontou outros dados do desmantelamento da rede de apoio estatal à produção cultural brasileira, que nem a imprensa nacional chegou a noticiar com o devido destaque. A revista revelou que a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) está descontinuando seu apoio financeiro para o programa Cinema do Brasil, voltado à exportação de filmes brasileiros. Até a eleição de Bolsonaro, o Departamento Cultural do Itamaraty, no Ministério das Relações Exteriores, trabalhava junto a entidades públicas e privadas do setor audiovisual para fortalecer a presença de filmes e programas televisivos brasileiros no mundo, com o objetivo de divulgar a cultura nacional e facilitar contatos com vistas à comercialização dos bens audiovisuais. Isto acabou. A Variety também destacou o fim do apoio da Petrobras aos principais eventos de cinema do Brasil, lembrando que “a Petrobras figurou por duas décadas como o maior patrocinador corporativo do setor”. “O congelamento de incentivos apareceu em um contexto de animosidade não disfarçada entre a indústria de cinema e TV e grandes parcelas do governo Bolsonaro, que vê a indústria de entretenimento brasileira como um ralo de orçamento federal”, diz a reportagem. “A grande questão para a indústria é se o congelamento de incentivos é uma moratória temporária ou parte de um desmantelamento contínuo do apoio crucial do governo à indústria brasileira de TV e cinema. A atual falta de visibilidade de qualquer resposta a essa pergunta é, em si mesma, um fator incapacitante para novas produções”, acrescenta o texto. A revista conclui que a tensão entre o governo e os produtores de cinema e TV deve gerar protestos ao longo das próximas semanas, com possíveis manifestações durante apresentações brasileiras em grandes eventos internacionais, como o Festival de Cannes.

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  • Filme

    Mudanças na ex-Lei Rouanet confirmam teto de R$ 1 milhão por projeto

    23 de abril de 2019 /

    O governo anunciou as mudanças na lei que garante grande parte da produção cultural do Brasil. Em vídeo publicado na página de Facebook do Ministério da Cidadania, o ministro Osmar Terra explicou algumas das diretrizes da nova Lei de Incentivo à Cultura, nome que será adotado pelo governo em substituição à denominação Lei Rouanet. Conforme anunciado há duas semanas pelo presidente Jair Bolsonaro, o limite para captação de recursos pela lei vai baixar de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão por projeto. Mas uma mesma empresa poderá apresentar várias propostas diferentes, respeitando um teto de R$ 10 milhões por ano. Embora Bolsonaro tenha dito que não haveria exceções, elas existirão. Feiras de livros e festas populares, como o Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas, e o Natal Luz, em Gramado (RS), poderão captar até R$ 6 milhões. Restauração de patrimônio tombado, construção de teatros e cinemas em cidades pequenas, e planos anuais de entidades sem fins lucrativos, como museus e orquestras, também ficarão fora do limite de R$ 1 milhão, mas não foram fornecidos maiores detalhes para esses casos. As mudanças serão feitas por meio de uma instrução normativa a ser publicada na quarta-feira (24/4) no Diário Oficial da União. Assim que isso ocorrer, elas terão validade imediata e não precisarão ser referendadas pelo Congresso. “Com isso, vamos enfrentar a concentração de recursos nas mãos de poucos. Com o mesmo dinheiro, mas melhor distribuído, vamos ter muito mais atividades culturais e artistas apoiados, dando oportunidade para os novos talentos” disse Terra, a quem a Secretaria de Cultura (o finado MinC) é subordinada. Outras mudanças vão ocorrer na cota de ingressos gratuitos, que hoje é de 10%e deverá ficar entre 20% e 40% nos projetos aprovados. Além disso, o valor dos ingressos populares terá que baixar de R$ 75 para R$ 50. Também haverá editais focados no incentivo à cultura regional, em parceria com as empresas estatais, e estímulo para que estados que não sejam São Paulo e Rio de Janeiro tenham mais recursos. O objetivo é desconcentrar os projetos patrocinados, que em sua maioria estão nesses dois estados. Além disso, os beneficiados pelos repasses terão que fazer ação educativa em escolas ou na comunidade, em parceria com as prefeituras. “Os brasileiros, que estão cansados de ouvir falar dos abusos no uso dos recursos da Lei Rouanet, podem ter certeza que isso está acabando. Vamos enfrentar a concentração de recursos públicos beneficiando poucos. Nossa nova lei de incentivo vai aumentar o acesso da população brasileira à cultura, especialmente para as pessoas mais pobres. Nossas ações também terão foco no estímulo ao surgimento de novos talentos, no fortalecimento de ações de inclusão social, formando profissionais na área artística e promovendo a cultura popular”, disse Terra no vídeo. O ministro, porém, não quis responder perguntas sobre o assunto, recusando entrevistas. O estabelecimento de um teto de US$ 1 milhão atingirá com mais força os musicais, como “O Fantasma da Ópera”, autorizado a captar R$ 28,6 milhões, mas também grandes mostras de arte, como a Bienal de São Paulo, com orçamento sempre acima dos R$ 20 milhões, além de todos os festivais de cinema importantes do país: Festival do Rio, Mostra de São Paulo, Festival de Brasília, Festival de Gramado, Anima Mundi, É Tudo Verdade, etc. As mudanças da Lei Rouanet, transformada em Lei de Incentivo à Cultura, se juntam ao fim do Ministério da Cultura, ao corte do patrocínio de estatais a eventos culturais e à paralisação do investimento da Ancine em novos filmes e séries, como saldo dos primeiros 100 dias de Bolsonaro. Enquanto vários eleitores do presidente comemoram o “fim da mamata” de artistas da Globo e de petistas e compartilham apoio ao “mito”, projetos já começam a ser cancelados. Não vai demorar para se ter noção do saldo da tempestade perfeita que se abate sobre a indústria cultural brasileira, sob aplausos de uma turba barulhenta que brande foices e forcados, enquanto queima “bruxas” e celebra o incêndio que se alastra ao seu próprio redor. A Lei de Incentivo à Cultura mudou para melhor! A Lei de Incentivo à Cultura mudou para melhor! Agora, cada projeto poderá captar no máximo R$ 1 milhão, distribuindo melhor os recursos. Com as mudanças, vamos aumentar o acesso da população brasileira à cultura, principalmente das pessoas mais pobres, priorizar o estímulo de novos talentos, fortalecer as ações de inclusão social e promover a cultura popular. No vídeo, o ministro Osmar Terra explica direitinho como vai funcionar a nova Lei de Incentivo à Cultura. Confira! Publicado por Ministério da Cidadania em Segunda-feira, 22 de abril de 2019

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  • Filme

    Bolsonaro usa técnica de lavagem cerebral de Laranja Mecânica em vídeo contra Cultura

    22 de abril de 2019 /

    Para justificar sua política de cerco ao “setor que alguns dizem ser de cultura”, a partir da ordem de corte de patrocínios culturais da Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro publicou um vídeo no mínimo questionável em seu Twitter e YouTube oficiais. O material, sem fonte clara – como tem sido praxe na comunicação do governo – , é uma versão editada de um noticiário da Globo News, submetida à tática de choque “golden shower” do presidente. Ele incorpora flashes aleatórios, alguns escatológicos, outros “apenas” preconceituosos, para forçar generalização contra o conceito de incentivo cultural. Entre os exemplos subliminares está um pôster do filme “Lula, o Filho do Brasil”, que apesar de ser um vexame, não foi feito com dinheiro da Petrobras – ao menos, não diretamente – nem usou qualquer lei de incentivo fiscal federal, estadual ou municipal. Outro exemplo é um flash de cartaz do Encontro Nacional de Arte e Cultura LGBT de 2014, com destaque para o fato de que ele ocorreu no Centro Petrobras de Cinema. A imagem entrou no momento em que a cineasta Lais Bodanzky (“Como Nossos Pais”), presidente da Spcine, falava sobre a importância do Festival do Rio, que é dos eventos ameaçados após os cortes da Petrobras. Tendo em vista que todas as imagens aleatórias tem o objetivo de “negativar” as falas apresentadas, o uso do cartaz trata a cultura LGBT como se fosse uma perversão. O vídeo editado segue incorporando fake news, preconceito e generalizações de modo subliminar, para formar opiniões a partir de presunções completamente equivocadas. É uma técnica de lavagem cerebral, popularizada durante a Guerra Fria, para fomentar ódio contra aquilo que é mostrado. Uma das cenas mais icônicas do clássico filme “Laranja Mecânica” (1971), de Stanley Kubrick, lança mão de projeções de filmes para fazer lavagem cerebral no protagonista. O objetivo é recondicionar Alex (Malcolm McDowell) a reagir com repulsa à determinadas situações exemplificadas nas imagens. O condicionamento pela repulsa se alia a outra tática de lavagem cerebral. Você conhece o ditado que diz que “uma mentira contada mil vezes se transforma em uma verdade”? Pois o cérebro humano funciona mais ou menos dessa maneira e, quando não está preparado, cai nas armadilhas da repetição e do reforço de falsidades, passando a acreditar numa visão de mundo completamente mentirosa. Contrariando a visão de mundo do presidente, a Petrobras foi responsável por salvar o cinema brasileiro, junto da Lei Rouanet, do caos criado por Fernando Collor de Mello ao extinguir a Embrafilme – isto e a popularização da música sertaneja foram os maiores legados culturais de Collor, ao passo que a destruição da Cultura nacional parece ser o projeto de Bolsonoro. Em release divulgado em dezembro passado, dias antes de Bolsonaro assumir o poder, a Petrobras ainda se dizia orgulhosa de sua atuação como incentivadora do cinema nacional. “São 22 anos e mais de 500 títulos entre longas e curtas metragens que fizeram da Petrobras a principal parceira da Retomada do Cinema Brasileiro, atuando em todos os elos da cadeia produtiva do setor audiovisual”, diz o texto, que ainda acrescenta: “Acreditamos em especial na importância do apoio aos festivais de cinema por promoverem o lançamento e circulação de novos filmes, estimularem a formação de plateia e constituírem espaços privilegiados de debate e reflexão sobre o audiovisual”. “Carlota Joaquina, a Princesa do Brasil” e “O Quatrilho”, indicado ao Oscar, foram as primeiras produções cinematográficas que contaram com patrocínio da Petrobras. Com seu sucesso e repercussão internacional, os dois filmes de 1995 mudaram os rumos do cinema brasileiro, que foi quebrado por Collor, impichado por corrupção. Um dos slogans da Petrobras até o ano passado celebrava: “Para nós, Cultura é uma energia poderosa que movimenta a sociedade”. Entretanto, com Bolsonaro, a Petrobras passou a pensar ou pelo menos fazer o oposto, anunciando que não renovará o patrocínio de 13 eventos neste ano, o que inclui a Mostra de Cinema de São Paulo, o Festival do Rio, o Festival de Brasília e o Anima Mundi, entre outros projetos. Em fevereiro, Bolsonaro já tinha anunciado seu espanto com o investimento da Petrobras em Cultura, ao expor números não fundamentados no Twitter. “A soma dos patrocínios dos últimos anos passa de R$ 3 BILHÕES”, tuitou o presidente, aproveitando para afirmar que o Estado “tem maiores prioridades”. Vale lembrar que, com um único telefonema no começo de abril, em que mandou reverter aumento no preço do diesel, Bolsonaro deu prejuízo de R$ 32 BILHÕES (para usar a mesma grafia inflamada do presidente) para a Petrobras. O suficiente para décadas de investimento de Cultura, segundo cálculos dele mesmo. Bolsonaro também extinguiu o Ministério da Cultura e congelou a aprovação de novos projetos na Lei Rouanet desde que assumiu a Presidência em janeiro. Nenhum projeto foi aprovado para receber incentivo em quase cinco meses de governo. E não há prazo para o descongelamento, que só deve acontecer quando forem aprovadas mudanças na Lei. O presidente pretende estabelecer o teto de R$ 1 milhão por projeto, o que também acerta os festivais de cinema do Brasil. ​Paralelamente, o TCU paralisou a Ancine, proibindo-a de investir em novos projetos de cinema e séries nacionais. É uma tempestade perfeita, que tende a culminar na maior catástrofe sofrida pela indústria cultural do país, com resultados já vistos sob o governo Collor: estagnação da produção cultural, aumento no índice de desempregados, quebradeira de empresas, impacto no consumo e na economia (recessão) e queda na arrecadação dos impostos que o governo deixará de receber do setor. Caso o pior aconteça, a equipe que prepara os vídeos de lavagem cerebral de Bolsonaro precisará trabalhar dobrado. Uma dica é acrescentar as técnicas do filme “Sob o Domínio do Mal” (1962). Respeitando a aplicabilidade do dinheiro público, determinamos a revisão dos contratos vigentes e possibilidades futuras da Petrobras ligados ao setor que alguns dizem ser de cultura. A ordem é saber o que fazem com bilhões da população brasileira. https://t.co/qc56MPKV7e — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) April 21, 2019

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  • Etc

    Bolsonaro confirma ordem de cortar financiamento ao “setor que alguns dizem ser de cultura”

    22 de abril de 2019 /

    O presidente Jair Bolsonaro usou sua conta pessoal no Twitter para confirmar que determinou a revisão de contratos vigentes e “possibilidades futuras” da Petrobras ligados “ao setor que alguns dizem ser de cultura”. Segundo Bolsonaro, “a ordem é saber o que fazer com bilhões da população brasileira”. “Respeitando a aplicabilidade do dinheiro público, determinamos a revisão dos contratos vigentes e possibilidades futuras da Petrobras ligados ao setor que alguns dizem ser de cultura. A ordem é saber o que fazem com bilhões da população brasileira”, escreveu. Obedecendo à determinação do presidente, a Petrobras revelou na semana passada que não renovará o patrocínio de 13 eventos neste ano, o que inclui a Mostra de Cinema de São Paulo, o Festival do Rio, o Festival de Brasília e o Anima Mundi, entre outros projetos. Em fevereiro, Bolsonaro já tinha anunciado seu espanto com o investimento da Petrobras em Cultura, ao expor números não fundamentados no Twitter. “A soma dos patrocínios dos últimos anos passa de R$ 3 BILHÕES”, tuitou o presidente, aproveitando para afirmar que o Estado “tem maiores prioridades”. Vale lembrar que, com um único telefonema no começo do mês, mandando reverter aumento no preço do diesel, Bolsonaro deu prejuízo de R$ 32 BILHÕES (para usar a mesma grafia inflamada do presidente) para a Petrobras. O suficiente para décadas de investimento de Cultura, segundo cálculos dele mesmo. Bolsonaro também extinguiu o Ministério da Cultura e congelou a aprovação de novos projetos na Lei Rouanet desde que assumiu a Presidência em janeiro. Nenhum projeto foi aprovado para receber incentivo em quase cinco meses de governo. E não há prazo para o descongelamento, que só deve acontecer quando forem aprovadas mudanças na Lei. O presidente pretende estabelecer o teto de R$ 1 milhão por projeto, o que também acerta os festivais de cinema do Brasil. ​Paralelamente, o TCU paralisou a Ancine, proibindo-a de investir em novos projetos de cinema e séries nacionais. É uma tempestade perfeita, que tende a culminar na maior catástrofe sofrida pela indústria cultural do país, com resultados já vistos sob o governo Collor: estagnação da produção cultural, aumento no índice de desempregados, quebradeira de empresas, impacto no consumo e na economia (recessão) e queda na arrecadação dos impostos que o governo deixará de receber do setor. Para justificar seus cortes, Bolsonaro publicou um vídeo junto do texto. O material, sem fonte clara – como tem sido praxe na comunicação do governo – , é uma versão editada de um noticiário da Globo News, submetida à tática de choque “golden shower” do presidente. Ele incorpora flashes aleatórios, alguns escatológicos, outros “apenas” preconceituosos, para forçar generalização sobre “o setor que alguns dizem ser de cultura”. Entre os exemplos subliminares está um pôster do filme “Lula, o Filho do Brasil”, que apesar de ser um vexame, não foi feito com dinheiro da Petrobras – ao menos, não diretamente – nem usou qualquer lei de incentivo fiscal federal, estadual ou municipal. Outro exemplo foi o flash de cartaz de um Encontro Nacional de Arte e Cultura LGBT de 2014, com destaque para o fato de que ele ocorreu no Centro Petrobras de Cinema. A imagem entrou no momento em que a cineasta Lais Bodanzky (“Como Nossos Pais”), presidente da Spcine, falava sobre a importância do Festival do Rio, que é dos eventos ameaçados após os cortes da Petrobras. Tendo em vista que todas as imagens aleatórias tem o objetivo de “negativar” as falas apresentadas, o uso do cartaz trata a cultura LGBT como se fosse uma perversão. O vídeo editado segue incorporando fake news, preconceito e generalizações de forma subliminar, para formar opiniões a partir de presunções completamente equivocadas. É uma técnica de lavagem cerebral, popularizada durante a Guerra Fria, para fomentar ódio contra aquilo que é mostrado. Uma das cenas mais icônicas do clássico filme “Laranja Mecânica” (1971), de Stanley Kubrick, lança mão de projeções de filmes para fazer lavagem cerebral no protagonista. O objetivo é recondicionar Alex (Malcolm McDowell) a reagir com repulsa a determinadas situações exemplificadas nas imagens. O condicionamento pela repulsa se alia à outra tática de lavagem cerebral. Você conhece o ditado que diz que “uma mentira contada mil vezes se transforma em uma verdade”? Pois o cérebro humano funciona mais ou menos dessa maneira e, quando não está preparado, cai nas armadilhas da repetição e do reforço de falsidades, passando a acreditar numa visão de mundo completamente mentirosa. Contrariando a visão de mundo do presidente, a Petrobras foi responsável por salvar o cinema brasileiro, junto da Lei Rouanet, do caos criado por Fernando Collor de Mello ao extinguir a Embrafilme – isto e a popularização da música sertaneja foram os maiores legados culturais de Collor, ao passo que a destruição da Cultura nacional será o legado de Bolsonoro. Em release divulgado em dezembro passado, dias antes de Bolsonaro assumir o poder, a Petrobras ainda se dizia orgulhosa de sua atuação como incentivadora do cinema nacional. “São 22 anos e mais de 500 títulos entre longas e curtas metragens que fizeram da Petrobras a principal parceira da Retomada do Cinema Brasileiro, atuando em todos os elos da cadeia produtiva do setor audiovisual”, diz o texto, que ainda acrescenta: “Acreditamos em especial na importância do apoio aos festivais de cinema por promoverem o lançamento e circulação de novos filmes, estimularem a formação de plateia e constituírem espaços privilegiados de debate e reflexão sobre o audiovisual”. “Carlota Joaquina, a Princesa do Brasil” e “O Quatrilho”, indicado ao Oscar, foram as primeiras produções cinematográficas que contaram com patrocínio da Petrobras. Com seu sucesso e repercussão internacional, os dois filmes de 1995 mudaram os rumos do cinema brasileiro, que foi quebrado por Collor, impichado por corrupção. Um dos slogans da Petrobras até o ano passado celebrava: “Para nós, Cultura é uma energia poderosa que movimenta a sociedade”. Respeitando a aplicabilidade do dinheiro público, determinamos a revisão dos contratos vigentes e possibilidades futuras da Petrobras ligados ao setor que alguns dizem ser de cultura. A ordem é saber o que fazem com bilhões da população brasileira. https://t.co/qc56MPKV7e — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) April 21, 2019

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  • Filme

    Dan Ferreira entra em dois filmes após ser diagnosticado com doença rara

    22 de abril de 2019 /

    O ator Dan Ferreira voltou ao trabalho após ter sido diagnosticado com a Síndrome de Guillain-Barré, em fevereiro passado. Ele começou a filmar o longa “Medida Provisória”, que marca a estreia de Lázaro Ramos na direção, e depois fará “Alemão 2”, de José Eduardo Belmonte. Ferreira ainda está tratando a doença que, coincidentemente, foi abordada na novela “Segundo Sol”, da qual fez parte. De acordo com a colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, o ator não tem nenhuma restrição física, mas, apesar disso, se dedica à fisioterapia na preparação para os longas. A recuperação da doença, no caso do ator, foi considerada rápida pelos médicos. Ele ficou apenas uma semana internado, enquanto o tempo médio para os pacientes é de um mês. “Meu corpo reagiu muito bem aos medicamentos. Ainda estou fazendo fisioterapia para recuperar os movimentos por completo, pois ainda não tenho a minha força total. Não consigo correr muito, por exemplo. Só a fisioterapia vai ajudar, mas é 100% reversível. Mas estou bem e conseguindo trabalhar. É só uma questão de tempo para voltar a estar como antes”, disse o ator. Em fevereiro, exames realizados no hospital Cárdio Pulmonar, em Salvador, diagnosticaram a doença rara, que pode ser provocada por uma infecção bacteriana ou viral e tem sintomas bem característicos: fraqueza e formigamento nos pés e nas pernas que se espalham para a parte superior do corpo, podendo gerar até paralisia dos membros. De acordo com a nota da assessoria de imprensa de Dan Ferreira, ele desembarcou na capital baiana para aproveitar o verão na cidade e já estava sentindo um mal-estar estar e fraqueza nas pernas. Procurou um hospital e foi internado de imediato. Na novela, o par romântico de Acácio apresentou o quadro clínico que ele descobriu, posteriormente, fora das telas. Rochelle, vivida por Giovanna Lancellotti, sentiu formigamento nas mãos e pés, mesmo sintomas que o ator apresentou antes de ser internado. Na novela exibida no ano passado, a personagem a patricinha malvada descobriu o diagnóstico após ter se machucado durante uma armação. Ela ficou com o corpo paralisado, fez fisioterapia e terminou a história feliz depois de passar pelo processo de reabilitação.

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  • Filme

    Bolsonaro volta a dizer que Lei Rouanet terá teto de R$ 1 milhão para todos projetos

    19 de abril de 2019 /

    O presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar que o governo prepara alterações na Lei Rouanet, para estabelecer um teto máximo de R$ 1 milhão por projeto. A manifestação aconteceu durante uma “live” nas redes sociais, em que Bolsonaro reiterou o que tinha dito anteriormente sobre a captação de projetos culturais. “O teto era até R$ 60 milhões. Artistas recebiam ou poderiam receber até R$ 60 milhões. Passamos esse limite para R$ 1 milhão, acho que ele tá alto ainda, mas diminuímos 60 vezes o valor desse teto. Então, mais gente, mais artistas poderão ser beneficiados da Lei Rounaet”, ele disse na noite de quinta (18/9) Na semana passada, durante uma entrevista ao programa “Pingos nos Is”, da Jovem Pan, Bolsonaro tinha feito a mesma comparação numérica, mas com linguagem mais colorida, avisando que tinha decidido “travar” a Lei Rouanet e que não pretendia fazer exceções. “Eu acho que não tem que ter exceção nenhuma, porque, com todo o respeito, você com R$ 1 milhão, para você divulgar e ter um espaço junto ao povo brasileiro para a sua obra, é mais do que o suficiente”, disse, na ocasião. A afirmação colocou o setor cultural em pânico. Mas o ministro da Cidadania, Osmar Terra, correu para desmentir Bolsonaro, dizendo para a imprensa que a discussão sobre o teto da Lei Rouanet era apenas para espetáculos musicais. Mas a segunda manifestação do presidente sobre o tema manteve o entendimento original, “que não tem que ter exceção nenhuma”. A mudança na Lei Rouanet integra o “projeto cultural” de Bolsonaro para o país. Ele pode ser entendido, de forma tosca, como uma “desestatização” da cultura nacional. Juntam-se ao teto mais baixo de incentivos, o fim de patrocínios de estatais a eventos culturais e a paralisação dos investimentos da Ancine em novos filmes e séries. Não se trata de iniciativa inédita. Fernando Collor de Mello seguiu o mesmo roteiro, ao extinguir a Embrafilme em 1990. O resultado foi uma catástrofe, representada pelo lançamento de apenas dois filmes brasileiros por ano no período. A quebradeira generalizada da indústria audiovisual também ajudou a aumentar o desemprego e a pior recessão da história do país. Collor acabou impichado. A volta por cima só foi possível com a aprovação da Lei Rouanet no Congresso Nacional, que permitiu à Petrobras investir em “Carlota Joaquina, a Princesa do Brasil” e “O Quatrilho”, indicado ao Oscar, que graças a seu sucesso e repercussão internacional marcaram o início da chamada “Retomada” do cinema brasileiro em 1995. Após um longo processo de reconstrução, o setor audiovisual brasileiro tem lançado mais de 100 filmes por ano, emprega cerca de 335 mil profissionais e rende mais de R$ 2 bilhões somente com impostos diretos para o governo federal – dados do levantamento do FSA (Fundo Setorial Audiovisual) de 2017. Mas a Lei Rouanet e o patrocínio estatal foram alvos de críticas de Bolsonaro durante toda a campanha presidencial, vistos como fontes de corrupção e incentivo de “marxismo cultural”. O estabelecimento de um teto de US$ 1 milhão atingiria realmente com mais força os musicais, como “O Fantasma da Ópera”, autorizado a captar R$ 28,6 milhões, mas também grandes mostras de arte, como a Bienal de São Paulo, com orçamento sempre acima dos R$ 20 milhões, além de todos os festivais de cinema importantes do país: Festival do Rio, Mostra de São Paulo, Festival de Brasília, Festival de Gramado, Anima Mundi, É Tudo Verdade, etc. – sem esquecer de museus, centros culturais e algumas orquestras que dependem da lei de incentivo para bancar suas operações anuais. Detalhe: o sistema de cadastramento para novos projetos na Lei Rouanet está fechado desde janeiro, quando Bolsonaro assumiu a presidência. Nenhum novo projeto pôde ser inscrito em quatro meses de governo, à espera de definições.

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    Ancine oficializa suspensão de verbas para produção de novos filmes e séries

    19 de abril de 2019 /

    A Ancine (Agência Nacional de Cinema) oficializou na quinta-feira (18/4) a suspensão de verbas para produção de novos filmes e séries, paralisando o investimento do setor. A paralisação é consequência de uma decisão do TCU (Tribunal de Contas da Unidão) que apontou irregularidades na fiscalização de contratos da agência e ordenou a suspensão das atividades até que a Ancine seja capaz de provar sua capacidade de analisar os contratos. O anúncio veio no mesmo dia em que quatro filmes brasileiros foram anunciados na seleção oficial do Festival de Cannes. Eles devem ficar sem verba de apoio para a viagem e divulgação. A grande ironia é que o diretor de um desses filmes, Kleber Mendonça Filho, que teria direito à verba congelada pelo TCU, enfrenta processo financeiro do mesmo TCU por uma questão técnica relacionada ao orçamento de um filme anterior. O caso de Mendonça Filho também ilustra que, se há problemas em relação à prestação de contas de diversos filmes, não há nada melhor que pente fino, multas e lista de exclusão de reincidentes. Mas variações nos gastos de produção são muito comuns. Se acontece um acidente, cai uma chuva muito forte ou alguém fica doente de repente, a equipe de um filme precisa adiar os trabalhos, o que representa gastos imprevistos com hospedagem e transporte. Isto aponta que o TCU desconhece, em vários níveis, como funciona a dinâmica do audiovisual. Como o Brasil é o país da burocracia, para tentar voltar a investir em filmes e séries, a Ancine está dando entrada em embargos de declaração, visando “suspender o efeito de pontos do Acórdão”. “A Ancine requer ao TCU a imediata concessão de efeito suspensivo dos itens impugnados do acórdão. Porém, diante da necessidade de preservar a integridade operacional da Agência e principalmente de seus servidores, foram feitas recomendações às áreas para evitar ações que possam ser interpretadas como descumprimento da decisão do TCU”, diz um comunicado da entidade divulgado no fim da noite de quinta. A decisão de suspender o repasse de recursos busca dar “segurança jurídica” aos projetos, segundo a Ancine. Entre as medidas anunciadas, estão a suspensão das publicações de resultado final dos processos seletivos em andamento e a publicação de novos contratos, bem como a suspensão do encaminhamento de novos pedidos de aprovação de verbas. Segundo a agência, os desembolsos dos recursos dos projetos no Fundo Setorial Audiovisual com contratos que foram publicados até o dia 18 de abril serão autorizados e realizados normalmente. Entretanto, a decisão radical de paralisar a Ancine se junta à orientação do governo para que estatais deixem de patrocinar cultura, colocando em risco à realização dos festivais de cinema no país, e à suspensão da aprovação de novos projetos pela Lei Rouanet, que não acontece desde janeiro, quando o presidente Bolsonaro sugeriu que ela passaria por reforma. É um cenário de tempestade perfeita, como um tsunami prestes a devastar a cultura brasileira. Para representantes da direita brasileira, identificados com o governo Bolsonaro, isso é bem feito. Ao informar a paralisação da Ancine numa notícia com tamanho de tuíte, o site O Antagonista aplaudiu: “Certamente faria muito bem ao setor audiovisual se parasse de uma vez de mamar dinheiro público”. Vale lembrar que o dinheiro repassado pela Ancine não sai de hospitais ou escolas – que o governo não abriu ou melhorou – , mas de taxas cobradas para a própria indústria audiovisual. Na prática, funciona de um forma que os blockbusters ajudam a pagar filmes autorais, como os que vão representar o país em Cannes. Isso não é “mamar dinheiro público”, mas regulação de mercado. Um relatório da Ancine demonstrou que o setor audiovisual brasileiro arrecadou para o governo R$ 2,13 bilhões somente com impostos diretos em 2017 – levantamento do FSA (Fundo Setorial Audiovisual). É importante ser didático neste caso, pois o setor que gera uma fortuna para o governo abrir hospitais ou escolas – além de empregar estimada 335 mil pessoas – está sendo paralisado, sob aplausos de alguns, com a visão de que isso é política cultural progressista.

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  • Filme

    Trailer de Nada a Perder 2 continua história de Edir Macedo

    19 de abril de 2019 /

    A Paris Filmes divulgou o primeiro trailer de “Nada a Perder 2”, continuação da cinebiografia do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus. A prévia tem cenas de protestos, polícia, documentos queimados, o infame chute na santa e viagem a Israel, além de mostrar o crescimento do negócio religioso. Acusado de ser exibida para salas vazias de cinema – enquanto a Igreja Universal negou ter comprado e distribuído tíquetes entre fiéis, exibidoras confirmaram ter vendido pacotes para pastores – , o primeiro filme vendeu 12 milhões de ingressos, o que representou metade do total de espectadores de todos os filmes brasileiros em 2018. A continuação vai cobrir os anos entre a saída do bispo da prisão, em 1992, e a inauguração do Templo de Salomão, em São Paulo, em 2014. Petrônio Gontijo volta ao papel de Macedo e o elenco também inclui Day Mesquita, Beth Goulart, Dalton Vigh, Eduardo Galvão e César Mello, entre outros. Muitos outros. Foram mais de 60 atores e 6 mil figurantes em locações no Brasil, África do Sul e Israel Novamente dirigido por Alexandre Avancini, “Nada a Perder 2” tem estreia marcada para 15 de agosto.

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  • Filme

    Selecionado para Cannes, Kleber Mendonça Filho é processado pelo governo

    18 de abril de 2019 /

    No dia em que seu segundo filme consecutivo foi selecionado para o Festival de Cannes, o diretor Kleber Mendonça Filho recebeu um desincentivo para sua carreira da Secretaria Especial da Cultura. O cineasta vai disputar a Palma de Ouro com “Bacurau”, seu terceiro longa, após participar do festival com o segundo, “Aquarius” (2016). Entretanto, ainda está sendo cobrado pelo governo pelas prestações de contas do primeiro, “O Som ao Redor”, de 2012. A Secretaria negou o último dos três recursos do cineasta referentes a irregularidades na captação de incentivos do longa lançado há seis anos. A produtora do diretor, Cinemascópio, terá 30 dias após a notificação para devolver R$ 2,2 milhões aos cofres públicos. Mendonça Filho ainda pode recorrer ao Tribunal de Contas da União (TCU). Caso também perca nesta esfera e não pague o valor solicitado, a produtora vai ficar impossibilitada de participar de editais e programas de incentivos ligados ao Ministério da Cidadania, que absorveu as funções do finado Ministério da Cultura no governo Bolsonaro. A primeira notificação desse caso foi entregue à Cinemascópio em março de 2018 ainda pelo Ministério da Cultura (MinC). A ação afirma que “O Som ao Redor” excedeu o limite de R$ 1,3 milhão de um edital destinado a produções de baixo orçamento. “O Som ao Redor” acabou captando, no total, R$ 1,7 milhão, com R$ 410 mil provenientes de um edital do Governo de Pernambuco. O valor que precisa ser devolvido saltou para R$ 2,2 milhões por causa de juros e atualização monetária. Na ocasião da notificação, Mendonça Filho defendeu-se afirmando que “o projeto não ultrapassou o valor de R$ 1,3 milhão de recursos federais” — R$ 1 milhão vindos do ministério e R$ 300 mil da Petrobras. Segundo ele, os R$ 410 mil que foram captados além do teto estabelecido no edital do MinC vieram de outro edital, do governo de Pernambuco. O cineasta também afirma que esse acúmulo de fontes foi aprovado pela Ancine. O edital do MinC, no entanto, não faz distinção entre verbas federais e de outras fontes, determinando que o custo total não poderia ultrapassar R$ 1,3 milhão. Não há manifestação da Ancine sobre o caso. Considerado pela crítica um dos melhores longas brasileiros desta década, “O Som ao Redor” venceu o Festival do Rio, a Mostra de São Paulo, o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, levou vários prêmios também em Gramado e no exterior – nos festivais de Roterdã, Toronto, Oslo, Lleida, Lima, CPH Pix, CinePort, Cinemanila, etc. Ironicamente, ao ter seu novo filme selecionado para o mais prestigioso dos festivais internacionais, Kleber Mendonça Filho teria direito a verba da Ancine de apoio à viagem e divulgação da obra. Mas o TCU paralisou os investimentos da agência. A política do governo Bolsonaro tem sido de desmonte cultural, com cortes de patrocínios de estatais e projeto de revisão da Lei Rouanet, numa visão de que o Estado tem incentivado o “marxismo cultural”. O Festival de Cannes acontece de 14 a 25 de maio.

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    Quatro produções brasileiras são selecionadas para o Festival de Cannes 2019

    18 de abril de 2019 /

    O Festival de Cannes anunciou a seleção de filmes para sua edição de 2019. E quatro obras brasileiras figuram entre os escolhidos, duas delas competindo pela Palma de Ouro, principal premiação, e outras duas na mostra paralela Um Certo Olhar. O diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho, que já tinha exibido seu filme “Aquarius”, em 2016, concorre novamente com seu novo longa, “Bacurau”, em codireção com Juliano Dornelles. O filme foi descrito como uma mescla de gêneros como faroeste e ficção científica em pleno sertão nordestino. “O Traidor”, dirigido pelo italiano Marco Bellocchio, narra a história de Tommaso Buscetta, mafioso italiano que alcaguetou seus antigos companheiros da Cosa Nostra e se refugiou no Brasil. O longa, que traz no elenco os atores Maria Fernanda Cândido e Luciano Quirino, foi rodado parcialmente no Rio de Janeiro e é uma coprodução nacional, graças à participação da produtora brasileira Gullane. Já os filmes que serão exibidos na mostra Um Certo Olhar são “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, de Karim Ainouz, e “Port Authority”, de Danielle Lessovitz. O 72º Festival Anual de Cinema de Cannes será realizado entre 14 a 25 de maio na Riviera Francesa.

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    A Maldição da Chorona é maior estreia, mas programação de cinema inclui filmes premiados

    18 de abril de 2019 /

    A dúzia de lançamentos da semana é bastante sortida. Mas a distribuição privilegia o que há de menos vital na lista, como o terror “A Maldição da Chorona” e a sci-fi “Cópias – De Volta à Vida”. O primeiro é mais uma coleção de sustos banais do universo de “Invocação do Mal” – o padre Perez, vivido por Tony Amendola, já apareceu em “Annabelle” (2014). O segundo resultou na pior bilheteria de estreia da carreira de Keanu Reeves na América do Norte. Cheios de clichês, receberam cotações abismais no agregador de críticas Rotten Tomatoes, respectivamente 27% e 10% de (des)aprovação. Outro título americano, “O Gênio e o Louco”, tem mais ação em seus bastidores do que na tela. Ainda inédita nos Estados Unidos, esta biografia convencional sobre personagens pouco convencionais (leia a sinopse abaixo) ficou três anos no limbo, enquanto Mel Gibson, ator e produtor do filme, brigava com o estúdio Voltage na justiça, alegando violação de contrato e dever fiduciário, fraude promissória e muito mais, para assumir o controle de sua edição final. Ele perdeu. Não perca seu tempo também. Por conta disso tudo, o filme americano para se ver nesta quinta (18/4) é “O Mau Exemplo de Cameron Post”, ainda que com atraso de oito meses em relação aos Estados Unidos. Drama vencedor do Festival de Sundance 2018, traz Chloë Grace Moretz (“Carry, a Estranha”) como uma adolescente lésbica que é pega beijando a rainha do baile de formatura e enviada por sua tia ultra-conservadora para uma espécie de centro de recuperação para jovens gays. O livro de Emily M. Danforth, em que a trama se baseia, é ainda mais chocante porque a garota tem apenas 14 anos – enquanto Moretz já está com 22 na vida real. A história segue com as amizades que ela faz no “campo de concentração light” disfarçado de centro de reeducação, e sua atitude de desafio contra a repressão daquele lugar, dirigido por um pastor. “O Mau Exemplo de Cameron Post” é anterior a “Boy Erased”, que causou polêmica ao ter seu lançamento cancelado nos cinemas brasileiros no início do ano. Também sobre “cura gay” evangélica, este drama saiu direto em DVD na quarta-feira (17/4). Os demais destaques têm estreia bastante limitada e compõem uma espécie de mostra do Festival de Cannes do ano passado. “Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos”, codirigido pelo português João Salaviza e a brasileira Renée Nader Messora, venceu o Prêmio Especial do Júri da mostra Um Certo Olhar, principal seção paralela do festival francês. Filmado no Brasil, o longa embaralha os limites entre ficção e registro documental. Com elenco amador, extraído de uma aldeia de índios Krahô, no estado de Tocantins, a obra recria na tela dramas reais da comunidade, como a história do adolescente que começa a ter visões e prefere fugir a virar pajé. Totalmente falado em idioma nativo, o filme é exibido com legendas. O argentino “O Anjo” passou na mesma mostra. Com produção do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, o filme de Luis Ortega (“Lulu”) conta a história real de um belo adolescente de 17 anos que se encanta com a adrenalina dos atos ilícitos e vira um dos piores criminosos da Argentina – e o prisioneiro que cumpre a maior sentença carcerária do país. Assim como o “Mau Exemplo”, lida com temas LGBTQ e estreou há oito meses em seu mercado original. Já “Amor até às Cinzas” competiu pela Palma de Ouro de Cannes. Novo drama do consagrado diretor chinês Jia Zhangke (“As Montanhas se Separam”, “Um Toque de Pecado”), acompanha uma história de amor violento e passional entre um gângster e a mulher capaz de ir para a cadeia por ele. Mais elogiado entre todos os lançamentos da semana, atingiu impressionantes 98% de aprovação no Rotten Tomatoes – 10% a mais que o “Mau Exemplo de Cameron Post”. A lista ainda inclui “Vidas Duplas”, que é uma comédia do prestigiado diretor francês Olivier Assayas (“Personal Shopper”), além de programação religiosa de Páscoa e dois documentários nacionais. Confira abaixo todos os títulos e sinopses dos filmes que entram em cartaz nos cinemas brasileiros. A Maldição da Chorona | EUA | Terror Na Los Angeles da década de 1970, uma assistente social criando seus dois filhos sozinha depois de ser deixada viúva começa a ver semelhanças entre um caso que está investigando e a entidade sobrenatural La Llorona. A lenda conta que, em vida, La Llorona afogou seus filhos e depois se jogou no rio, se debulhando em lágrimas. Agora ela chora eternamente, capturando outras crianças para substituir os filhos mortos. Cópias – De Volta à Vida | EUA | Sci-fi Depois de um grave acidente de trânsito que matou toda a sua família, um neurocientista (Keanu Reeves) sente que perdeu o sentido da vida. Utilizando seu meio de trabalho, ele se torna obcecado em trazê-los de volta, mesmo que isso signifique desafiar boa parte do governo e, principalmente, as leis da física. O Gênio e o Louco | EUA | Drama A história real de dois homens ambiciosos que tentam concluir um dos maiores projetos do mundo: a criação do Dicionário Oxford. Um deles é o Professor James Murray (Mel Gibson), que tomou a decisão de iniciar o compilado em 1857, e o outro é Doutor W.C. Minor (Sean Penn), que contribuiu com mais de 10.000 verbetes para o dicionário estando internado em um hospício para criminosos. Os dois têm suas vidas ligadas pela loucura, genialidade e obsessão. O Mau Exemplo de Cameron Post | EUA | Drama Flagrada pelo namorado transando com a melhor amiga em pleno baile de formatura, Cameron Post (Chloe Grace Moretz) é enviada pela tia para um centro religioso que afirma curar jovens atraídos pelo mesmo sexo, mas para se submeter ou não ao suposto tratamento, a adolescente precisa antes descobrir quem é de fato. Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos | Brasil | Drama Ihjãc é um jovem do povo Krahô, aldeia indígena localizada em Pedra Branca, no interior do Brasil. Depois de ser surpreendido pela visita do espírito de seu falecido pai, ele se sente na obrigação de organizar uma festa de fim de luto, comemoração tradicional da comunidade. Amor até às Cinzas | China | Drama Datong, China, 2001. Uma bela e jovem dançarina chamada Qiao (Zhao Tao) está apaixonada por Bin (Fan Liao), um mafioso local. Durante uma briga entre gangues rivais, ela dispara uma arma para proteger seu namorado. Mas isso lhe dá cinco anos de prisão. Após sua liberação, ela vai procurar Bin para tentar começar tudo de novo. Vidas Duplas | França | Comédia Um editor (Guillaume Canet) e um autor (Vincent Macaigne) enfrentam ao mesmo tempo a crise da meia idade, a revolução digital que abala o mercado editorial e imprevistas dificuldades em seus respectivos relacionamentos amorosos. O Anjo | Argentina, Espanha | Drama Carlos Robledo Puch está preso há 45 anos, o período mais longo de detenção já registrado na história da Argentina. Durante a adolescência, ele confessou ter cometido 11 assassinatos, executado mais de 40 roubos e uma série de sequestros. Alguns de seus atos criminosos configuravam-se como uma forma de impressionar Carlos, um amigo íntimo. Quando sua identidade foi revelada para o público, ele ganhou o apelido de “Anjo da Morte”, graças aos seus cachos e rosto angelical, tornando-se uma celebridade instantânea no país. Jesus de Nazaré – O Filho de Deus | Espanha | Religião Desde o celebrado momento do seu nascimento até a sua chegada em Jerusalém para ir ao encontro da crucificação, a história de Jesus de Nazaré foi um marco que perdura até hoje na forma como nos moldamos como sociedade. Pouco antes de cumprir seu destino na Terra, Jesus passa por um longo retiro de 40 dias pelo deserto da Judeia, atravessando diversos tipos de obstáculos, provações e tentações. O Filho do Homem | Brasil | Religião Maria (Júlia Cotta) recebe a visita do Anjo Gabriel, que traz a mensagem de sua gravidez do Espírito Santo. Mesmo relutante, José casa-se com ela e assume a criança para criar como sua. Em um humilde estábulo de Belém, nasce Jesus (Allan Ralph), que passa os próximos 33 anos pregando, até ser perseguido pelas autoridades do Império Romano que dominam a Judeia e ser condenado à cruz. Santos de Todos os Gols | Brasil | Documentário O gol é o ápice de qualquer partida de futebol que se preze: o momento de euforia máxima esperado por qualquer equipe. E o time do Santos é conhecido por ser o recordista brasileiro que mais balançou as redes até hoje. Neste ensaio, ídolos como Pelé, Robinho e Serginho Chulapa contam como as suas sensações misturaram-se à própria história do Clube nos seus momentos mais importantes dentro e fora de campo. Marcia Haydée – Uma Vida pela Dança | Brasil | Documentário Inserida no universo da dança desde os três anos, Márcia Haydée usou de seu talento para sair da realidade suburbana e migrar para a Europa, na intenção de perseguir o seu sonho. Após arriscar uma carreira internacional sem ter certeza do que estaria por vir, ela foi descoberta por um importante coreógrafo e passou a ser uma das bailarinas mais disputadas do mundo. Depois de sua aposentadoria, Márcia decidiu que não conseguiria viver sem se apresentar, e voltou para os palcos aos 62 anos.

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    Petrobras confirma fim de patrocínio para festivais de cinema e eventos culturais

    15 de abril de 2019 /

    Confirmando os temores sobre o “projeto cultural” do governo Bolsonaro, a Petrobras revelou que não renovará o patrocínio de 13 eventos neste ano, o que inclui a Mostra de Cinema de São Paulo, o Festival do Rio, o Festival de Brasília e o Anima Mundi, entre outros projetos. A estatal divulgou a lista dos projetos cortados após receber um requerimento de informação feito pelos deputados federais Áurea Carolina (PSOL-PA) e Ivan Valente (PSOL-SP). No mesmo documento, a petroleira informa que seus programas de patrocínio estão em revisão e que, a partir de agora, deve focar em projetos de ciência, tecnologia e educação. A empresa não vai mais patrocinar cultura no Brasil. Além dos eventos de cinema, também foram atingidos o Festival de Teatro de Curitiba, o Prêmio da Música Brasileira e o Teatro Poeira, no Rio de Janeiro. A medida foi anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro no Twitter em fevereiro. “O Estado tem maiores prioridades”, escreveu o presidente, que também extinguiu o Ministério da Cultura e planeja mexer na Lei Rouanet de incentivo cultural. ​Paralelamente, o TCU paralisou a Ancine, proibindo-a a investir no cinema nacional. Já está claro: o cinema brasileiro vai entrar em uma de suas piores crises financeiras. Mas vale lembrar que, em release divulgado em dezembro passado, dias antes de Bolsonaro assumir o poder, a Petrobras se dizia orgulhosa de sua atuação como incentivadora do cinema nacional. “São 22 anos e mais de 500 títulos entre longas e curtas metragens que fizeram da Petrobras a principal parceira da Retomada do Cinema Brasileiro, atuando em todos os elos da cadeia produtiva do setor audiovisual”, disse o texto, que ainda acrescentou: “Acreditamos em especial na importância do apoio aos festivais de cinema por promoverem o lançamento e circulação de novos filmes, estimularem a formação de plateia e constituírem espaços privilegiados de debate e reflexão sobre o audiovisual”. “Carlota Joaquina, a Princesa do Brasil” e “O Quatrilho”, indicado ao Oscar, foram as primeiras produções cinematográficas que contaram com patrocínio da Petrobras. Com seu sucesso e repercussão internacional, os dois filmes de 1995 mudaram os rumos do cinema brasileiro, que estava quebrado devido ao desmantelamento de políticas culturais de um antigo presidente que também achava que o Brasil devia ter outras prioridades, Fernando Collor de Mello, impichado por corrupção. Antes de Bolsonaro, um dos slogans da Petrobras era: “Para nós, Cultura é uma energia poderosa que movimenta a sociedade”. A Petrobras, claro, não é a única estatal que cortou seus programas culturais. Na semana passada, em audiência pública na Câmara dos Deputados, o BNDES confirmou o corte de 40% da sua verba para patrocínio cultural. E a Caixa Econômica Federal também anunciou que não irá mais ajudar a manter o tradicional Cine Belas Artes aberto em São Paulo. “Quando ouço alguém falar em cultura, saco o meu revólver”, dizia o texto de uma peça antinazista de Hanns Jost, encenada em 1933, ano em que Hitler assumiu o poder. Recontextualizada para o Brasil atual, a frase lembra um presidente que adora fazer revólveres com os dedos e reage com acusações de marxismo para menções de Cultura. Mas Cultura não é inimiga de país nenhum. Ao contrário, é – cada vez mais no século 21 – aliada importante da Economia, já que a produção cultural é responsável por dezenas de milhares de empregos diretos e indiretos e por injetar dezenas de bilhões de reais nas finanças do país. Tradicionalmente, o setor rende e emprega mais que outras indústrias, que costumam receber maiores incentivos e atenção de todos os governos. Um relatório da Ancine demonstrou que só o setor audiovisual brasileiro foi responsável por injetar R$ 24,5 bilhões na Economia do país em 2014 – metade dos valores de toda a indústria automotiva (incluindo peças) no mesmo período. E em 2017 arrecadou para o governo R$ 2,13 bilhões somente com impostos diretos, segundo levantamento do Fundo Setorial Audiovisual (FSA). Tudo isso vai acabar com o “projeto cultural” de Bolsonaro. Recordar é viver: na época de Collor, o fim da Embrafilme, empresa estatal que concentrava o financiamento ao cinema brasileiro, foi acompanhado em 1990 de um dos piores períodos de recessão econômica da história do país. Atualmente, a taxa de desemprego no Brasil é recorde, com 13,1 milhões de desempregados e 65,7 milhões de pessoas fora da força de trabalho, de acordo com dados oficiais do IBGE. Além disso, uma pesquisa da CUT-Vox Populi, realizada entre os dias 1º e 3 de abril, revelou que 62% dos que estão empregados têm medo de ficar desempregados.

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    Documentário sobre ocupação do Cine Marrocos vence festival É Tudo Verdade

    15 de abril de 2019 /

    O filme “Cine Marrocos”, de Ricardo Calil, foi o vencedor da competição de longas-metragens brasileiros do festival É Tudo Verdade, o mais importante do gênero documental no país. O anúncio foi feito no domingo (14/4), em São Paulo. O segundo longa do diretor de “Uma Noite em 67” aborda a ocupação do antigo cinema Marrocos, que já foi um dos mais luxuosos do centro de São Paulo, por um grupo de sem-tetos, refugiados e imigrantes. Ótimo jornalista que virou excelente cineasta, Calil convida os atuais moradores do local a reencenar trechos dos filmes que foram exibidos ali, décadas antes. O resultado conquistou notas máximas de várias publicações que cobriram o festival. Já a Abraccine preferiu “Estou Me Guardando para Quando o Carnaval Chegar”, de Marcelo Gomes, que também ganhou menção honrosa do juri oficial. O documentário do veterano cineasta pernambucano retrata a rotina de uma cidadezinha no agreste conhecida por suas confecções de jeans. A competição internacional premiou “O Caso Hammarskjöld”, de Mads Brügger, que acompanha a reabertura das investigações sobre a morte do secretário-geral das Nações Unidas que sofreu um acidente de avião enquanto negociava um cessar-fogo na Zâmbia. O júri ainda concedeu prêmio especial a “Meu Amigo Fela”, do brasileiro Joel Zito Araújo, sobre o ídolo pop nigeriano Fela Kuti, e menção honrosa a “Hungria 2018”, de Eszter Hajdu, que cobre a ascensão da extrema direita ao poder na Hungria. Além destes, também foi premiado “Piazzolla: Anos do Tubarão”, de Daniel Rosenfeld, como Melhor Longa Latino-Americano, por seu retrato de Astor Piazzolla, um dos grandes mestres do tango. Por fim, os melhores curtas foram o brasileiro “Sem Título # 5: A Rotina Terá Seu Enquanto”, de Carlos Adriano, que combina imagens de uma viagem de trem a trechos de um filme de Yasujiro Ozu, e o chileno “Nove Cinco”, de Tomás Arcos, sobre o terremoto que sacudiu o Chile em 1960. Os vencedores do É Tudo Verdade, “Cine Marrocos” e “Sem Título # 5: A Rotina Terá Seu Enquanto” estão automaticamente qualificados para tentar uma vaga no Oscar nas categorias de Melhor Documentário e Melhor Documentário em Curta-metragem, respectivamente. Confira abaixo a lista completa dos filmes premiados. COMPETIÇÃO BRASILEIRA “Cine Marrocos”, de Ricardo Calil (SP) – Melhor Filme “Estou Me Guardando para Quando o Carnaval Chegar”, de Marcelo Gomes (PE) – Prêmio da Crítica (Júri Abraccine), Menção Honrosa do Juri Oficial, Menção Honrosa do Júri ABD-SP (Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas) “Soldados de Borracha”, de Wolney Oliveira (CE) – Prêmio ABD-SP de Melhor Longa “Sem Título #5: A Rotina Terá seu Enquanto”, de Carlos Adriano (SP) – Melhor Curta e Prêmio Mistika “A Primeira Foto”, de Tiago Pedro (CE) – Prêmio Aquisição Canal Brasil “Planeta Fábrica”, de Julia Zakia (SP) – Prêmio da Crítica (Júri Abraccine) e Menção Honrosa no Prêmio ABD-SP “Vento de Sal”, de Anna Azevedo (RJ) – Prêmio ABD-SP de Melhor Curta COMPETIÇÃO INTERNACIONAL “O Caso Hammarskjöld”, de Mads Brügger (Dinamarca/Noruega/Suécia) – Melhor Longa “Meu Amigo Fela”, de Joel Zito Araújo (Brasil) – Prêmio Especial do Júri “Hungria 2018: Bastidores da Democracia”, de Eszter Hajdú (Hungria) – Menção Honrosa “Nove Cinco”, de Tomás Arcos (Chile) – Melhor Curta “Lily”, de Adrienne Gruben (EUA) – Menção Honrosa COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA “Piazzolla: Os Anos do Tubarão”, de Daniel Rosenfeld (Argentina) – Melhor Longa “Maricarmen”, de Sérgio Morkin (México) – Menção Honrosa

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