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    Democracia em Vertigem reflete impasses do cinema militante no Brasil

    24 de junho de 2019 /

    Lamento profundamente discordar da grande onda de encantamento e comoção em torno de “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa, mas gostaria de propor uma reflexão sobre porque esse filme me pareceu tão insatisfatório. Gostaria de começar lançando uma pergunta: a quem esse filme se destina? Petra tem como objetivo promover uma análise panorâmica sobre as transformações políticas de nosso país. Como um país que guiava em direção à democracia, enfrentou, em tão pouco tempo, uma descontinuidade abrupta, a ponto de a diretora considerar que a democracia foi na verdade “um sonho efêmero”? A base dessa pergunta já revela os pressupostos políticos da realizadora. A questão não é propriamente “de que lado ela (ou o filme) está” mas quais os métodos utilizados pelo filme para dar forma ao seu discurso. E o que o desenvolvimento desse discurso provoca como reflexão sobre o curso de nosso país. Pois bem: a partir dessa ambição panorâmica a nível macro, Petra adiciona um elemento típico de sua filmografia – uma análise pessoal, como uma espécie de documentário em primeira pessoa. Contemplar a presença da morte, do fracasso ou da culpa já estava presente no seu anterior “Elena” (2012). O desafio de “Democracia” é então articular o drama familiar individual em primeira pessoa com a observação macro dos rumos políticos do país. Na dimensão individual, Petra lança alguns elementos. O principal deles é a sua própria voz-over, que se afasta das imponentes “vozes-de-deus” em tom “branco” e preenche a camada sonora com um perfil humano comum. O segundo é a reflexão sobre o choque de perspectivas entre seus pais, antigos militantes de esquerda (sua mãe chegou a ser presa no mesmo local de Dilma), e a tradição de seus avós, ricos empresários da Andrade Gutierrez, uma das empresas denunciadas na Lava Jato. Petra então é herdeira direta desses dois grupos opostos que fracassaram – os militantes de esquerda e a elite empresarial brasileira. No entanto, os impasses dessa filiação não são aprofundados de fato pela realizadora. “Democracia em Vertigem” não é uma reflexão sobre a posição de classe da realizadora ou sobre o fracasso de uma geração, aos moldes de filmes que trabalham as fissuras da linguagem documental, aprofundando e complexificando suas cicatrizes, como “Os Dias com Ele” (2012), de Maria Clara Escobar, um duro acerto de contas da própria realizadora com seu pai, ou mesmo “Santiago” (2007) e “No Intenso Agora” (2017), de João Moreira Salles. A inclusão do elemento familiar ou íntimo acaba servindo na verdade como mero entremeio para a principal função do filme: a construção de uma narrativa sobre as transformações do regime político brasileiro, ou ainda, a perda de legitimação do Partido dos Trabalhadores e a ruptura da tradição democrática. A forma como Petra constrói essa narrativa macropolítica articula as imagens de arquivo com a própria narração de Petra, que, por boa parte do filme, meramente ilustra e costura o que as imagens em si não conseguem propor. Assim, a voz-over, mais do que investir no documentário em primeira pessoa, funciona como alicerce para a corroboração da construção de uma narrativa (um discurso) sobre o país. É ela quem no fundo apresenta o que é o filme. A forma didática e linear, com relações de causa-e-efeito forçadas, sem grandes sutilezas, desvela uma narrativa sem grandes novidades em relação ao discurso hegemônico da esquerda. São raros os momentos em que o filme procura inserir camadas de cinza ou questionamentos sobre algumas contradições e paradoxos internos do PT. São raros os momentos em que o filme reflete sobre a própria produção dessas imagens, sobre suas lacunas ou fissuras. Um deles, notável exceção, ocorre durante a posse de Dilma, quando Lula, Dilma e Marisa descem a rampa do Planalto, com a companhia de Temer. Nesse momento, o filme promove uma leitura dessa imagem como um certo prenúncio do impeachment, visto o nítido isolamento de Temer em relação aos outros três corpos. Em outro deles, Dilma confidencia a Lula, no momento imediatamente após a confirmação do resultado da sua primeira eleição como presidente: “você que inventou essa”. Nesses momentos, parece que o filme escapa de sua vocação apriorística e se abre para as dobras e os paradoxos das imagens. São momentos em que o filme se liberta da necessidade de corroborar um discurso e mergulha em simplesmente olhar para as imagens e tentar entender o que elas dizem, suas camadas e hiatos. Sinto falta no filme de Petra que ela realmente olhe para as imagens, antes de manuseá-las como função no interior da narrativa. Ou seja, as imagens parecem que estão aprisionadas diante do discurso prévio da realizadora. Petra lida com essas imagens sem deixá-las respirar ou falar por si mesmas, mas as mostra apenas se servem como testemunha ou elemento de acusação, ou ainda como mera peça de uma grande tapeçaria, como se realizasse uma narrativa típica do cinema clássico, mas com imagens que não lhe pertencem. O que sobrevive do filme de Petra não é sua narrativa de costura forçada, em grande máquina industrial, simulando um look semicaseiro, mas os pequenos momentos em que as imagens, sorrateiras e traiçoeiras, se libertam do arremedo totalizante da realizadora e se deixam revelar em suas bordas e lacunas. Mas aqui volto a pergunta inicial: a quem o filme se destina? Pela exposição minuciosa dos grandes temas já exaustivamente apresentados pela grande imprensa, como um grande resumo jornalístico, sem apresentar grandes novidades ou reflexões mais aprofundadas, me parece que o filme se destina primordialmente para um público que não tem muita intimidade com o desenrolar dos fatos, especialmente para o público estrangeiro. Ainda mais pelo fato de o filme ser produzido e distribuído mundialmente pela Netflix, a suspeita se reforça. Alguns poderiam estranhar o fato de uma empresa internacional – que se movimenta para aprovar a regulação do VOD no país, ainda em suspenso, favoravelmente a seus interesses comerciais, inclusive articulando sua inclusão no Conselho Superior de Cinema – produzir um filme com um discurso claramente oposto ao governo no poder. Mas “Democracia em Vertigem” é o outro lado de “O Mecanismo” – série de José Padilha que causou polêmica ao tratar, por meio da ficção, os acontecimentos da Lava Jato de forma um tanto caricata e irresponsável, como um mero thriller policial. É o avesso que confirma a regra, já que, no fundo, o que a empresa busca, para além de sua inclinação ideológica, é a realização de produtos que gerem dinheiro. E o valor, no mundo do capitalismo cognitivo, está diretamente relacionado com o quanto de buzz o filme consegue movimentar nas mídias, nas redes sociais, de uma classe média pronta para consumir esses produtos. Ou seja, a ideologia do capital é o próprio capital. Pois se a democracia está em vertigem, em crise ou em risco, “Democracia em Vertigem” nunca se põe verdadeiramente em risco, nunca provoca de fato o espectador para as contradições de seu momento histórico ou para o papel e a função das imagens. Meramente ilustrativo sobre um discurso firmemente sustentado a priori, descrito pela narração em over, “Democracia” arrola um conjunto de tautologias, repetindo para o público de esquerda os mantras já fartamente conhecidos por ele. Concluo então pensando como pode ser o cinema político. No mundo de grandes dualismos em que vivemos, a política no cinema não deve ser dissociada da questão da liberdade. O fracasso de “Democracia em Vertigem” é que o projeto tautológico da realizadora raramente estimula que o espectador veja o mundo com seus próprios olhos. Guiando-o pelas mãos a partir de uma identificação com a própria posição da realizadora, o público (de esquerda) de “Democracia em Vertigem” passeia pela narrativa confortavelmente, como se estivesse descorporificado, com se flanasse pelas belas imagens de Brasília a bordo de um dos drones que sobrevoam a paisagem. Há aqueles que criticam a posição de Petra analisando as contradições de seu “lugar de fala”, que exacerba sua leitura classista dos acontecimentos – ou seja, a diretora, mesmo filha de militantes, permanece seguramente ancorada no seu lugar de privilégio. Mas nem recorro a esse ponto. Para além da falta de coerência entre a articulação entre o íntimo e o coletivo, destinada aos brasileiros e estrangeiros da “esquerda do Netflix”, o grande problema de “Democracia” está na superficialidade de sua visão de país. Problema que também perpassa, ou atravessa, um elemento crucial, tipicamente cinematográfico: sua falta de ousadia, sua incapacidade de sonhar, sua atrofia em imaginar aquilo que as imagens e os discursos prontos não respondem de supetão. No fundo, a tautologia de “Democracia em Vertigem”, ao construir uma narrativa fechada dos vilões que surrupiaram o poder, reflete a falta de um projeto político-estético para o cinema de esquerda do país de hoje – ou ainda, os impasses de certo cinema militante hoje no país. Por isso, o que me espanta não é propriamente o filme realizado por Petra mas especialmente a recepção – rápida e instantânea – que o filme atingiu num certo público – em especial cineastas e artistas de esquerda. Uma adesão instantânea que bloqueia os paradoxos do discurso apresentado pelo filme. Uma reação que me parece refletir um certo “desespero”, como se esse filme fosse uma âncora, bússola ou mapa, para mostrar à sociedade que é preciso acreditar nessa narrativa para que possamos sobreviver à loucura ou à tormenta. Mais interessante que o filme tem sido acompanhar a recepção de “Democracia em Vertigem”. A comoção em torno do filme acaba evidenciando a profunda falta de perspectivas e a crise de pensamento da hegemonia da esquerda brasileira. Se quisermos virar o jogo, precisamos de narrativas melhores.

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    Deslembro é uma pequena obra-prima do cinema brasileiro

    24 de junho de 2019 /

    É possível notar, mesmo sem saber nada de “Deslembro”, que se trata de um filme muito pessoal de sua diretora, Flavia Castro. Ao perceber que o desaparecimento do pai durante a ditadura já havia sido abordado no documentário “Diário de uma Busca” (2010), fica claro que ela é movida pela necessidade de recontar essa história. O que impressiona é o quanto ela consegue ser bem-sucedida nisso, estreando no registro de ficção. A sensibilidade com que a cineasta conta a história da jovem adolescente que é trazida da França para o Brasil na virada dos anos 1970 para os 80, quando começou o processo de anistia política, é realizada com uma vivacidade impressionante. Nos primeiros minutos de “Deslembro” vemos uma família dialogando em francês. A menina Joana (Jeanne Boudier, ótima) não quer sair da França e ir para um país em que se torturam e matam pessoas. Mas a mãe (Sara Antunes) prefere que a filha e seus outros dois filhos (na verdade, um deles é filho do seu companheiro com outra mulher) venham com ela para o Rio de Janeiro. O impacto da chegada ao novo país começa a trazer memórias fortes de um momento traumático na vida da pequena Joana. Lembranças escondidas em um canto seguro de sua memória. Assim, essas lembranças – ou possíveis lembranças, já que não se sabe ao certo o que é verdade ou o que é construído como uma espécia de sonho – vão surgindo em flashbacks bem fragmentados. Às vezes, a diretora usa um recurso plasticamente muito bonito de mostrar uma imagem tão próxima que não permite distinguir o está sendo mostrado, como em um quadro de pintura abstrata com textura em alto relevo. A inclusão de canções é também um acerto do filme. Lou Reed, Caetano Veloso, The Doors, Nelson Gonçalves (em uma canção de Noel Rosa que também aparece no maravilhoso “Arábia”, de João Dumas e Affonso Uchôa, ainda que com um intérprete diferente), citações a David Bowie e Pink Floyd; além do amor pelos livros por parte de Joana e a recitação de um poema de Fernando Pessoa. Tudo isso faz com que a paixão pela vida, embora dolorosa pela falta trágica do pai, esteja o tempo todo presente. E há ainda o amor no seio familiar. A família mostrada no filme, tão fragmentada quanto as memórias da menina, é de encher o coração (o que são aquelas cenas no carro, meu Deus?). As questões de afetividade envolvendo a mãe, o padrasto chileno e os dois irmãos pequenos somam-se à avó da menina que mora no Rio, vivida com brilho por Eliane Giardini. A cena mais tocante do filme, aliás, surge sutil, num momento em que a avó e a menina estão sozinhas e a avó olha com lágrimas nos olhos para o rosto daquela garota que lembra o seu filho assassinado pela ditadura. Um exemplo de sensibilidade ímpar por parte da diretora e de seu belo elenco. O amor romântico também surge em “Deslembro” de maneira muito bonita. Há, inclusive, uma cena de sexo muito discreta e muito elegante entre a garota e o seu interesse amoroso, um rapaz que também é filho de exilados. E esse aspecto romântico e a quantidade generosa de canções pop faz com que o filme dialogue com o ótimo “Califórnia”, de Marina Person. No que se refere às questões políticas, há diálogo com o momento atual, embora o filme tenha sido finalizado antes das últimas eleições presidenciais. O que não deixa de torná-lo ainda mais forte e urgente nos dias de hoje. Aliás, o que não parece urgente nos dias de hoje, quando o assunto é direitos humanos? Restrito ao circuito alternativo, “Deslembro” infelizmente terá um público pequeno. Por isso, é importante que o boca a boca seja positivo e que atraia o público, para que mais pessoas tenham a honra de ver esta pequena obra-prima no cinema, em toda sua glória.

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    Toy Story 4 é o principal lançamento da semana nos cinemas

    20 de junho de 2019 /

    “Toy Story 4” é a grande estreia de cinema desta quinta (20/6). Elogiadíssimo pela crítica internacional – 98% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes – , o longa supera qualquer ceticismo diante da suspeita de caça-níquel e surpreende por oferecer uma conclusão à altura da franquia animada, que a maioria já supunha fechada com chave de ouro no filme anterior. Vai disputar e possivelmente vencer o Oscar de Melhor Animação. Mais dois filmes americanos completam a programação dos shopping centers. Tanto a comédia “Casal Improvável” quanto o drama musical “Espírito Jovem” são bons lançamentos em seus gêneros. Mas não apresentam grandes novidades. Seth Rogen já formou casal improvável com outra loira refinada em “Ligeralmente Grávidos” (2007), enquanto “O Ídolo” (2015) acompanhou um candidato mais interessante de reality musical, que não só era pobre como vinha da região conflagrada da Faixa de Gaza. De todo modo, vale destacar que Elle Fanning realmente canta (como Taron Egerton em “Rocketman”) as músicas de “Espírito Jovem”, ao tentar vencer o programa de calouros que pode transformá-la numa popstar. O padrão elevado de qualidade da semana aumenta ainda mais com os lançamentos do circuito limitado. Os dois dramas franceses são ótimos, de cineastas premiados e de temática atual. “Maya”, de Mia Hansen-Løve, acompanha um jornalista traumatizado que tenta superar seu sequestro por terroristas na Síria, enquanto “Graças à Deus”, de François Ozon, é o filme mais corajoso já feito sobre denúncias de pedofilia na Igreja Católica. A obra de Ozon dá nomes verdadeiros e conta uma história real, que ainda está se desdobrando na França, sem rodeios e sem temer processos dos padres envolvidos, que ameaçaram o diretor, antes de serem condenados na Justiça pelos abusos retratados. O que o filme mostrou repercutiu depois das sessões. E ainda rendeu ao cineasta o Grande Prêmio do Juri no Festival de Berlim deste ano. Filmaço – com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. O último drama da lista é o brasileiro “Deslembro”, que também é parcialmente falado em francês. A trama acompanha mãe e filha exiladas na França, que voltam ao Brasil com a abertura política dos anos 1980. A menina, porém, odeia a mudança e não entende nada da situação, achando que o pai é considerado desaparecido apenas porque saiu de casa e não voltou mais. A obra escrita e dirigida por Flávia Castro venceu os prêmios do público e da crítica no Festival do Rio passado e o Festival de Biarritz, na França. Sua abordagem é especialmente indicada para a geração que não vivenciou a ditadura, mas quer entender o período que as redes sociais reinventam com filtros ideológicos. A programação ainda inclui três documentários, um deles do veterano cineasta italiano Nanni Moretti, “Santiago, Itália”, que revela como a Embaixada da Itália em Santiago serviu de abrigo para dezenas de refugiados durante o golpe militar de Augusto Pinochet no Chile, em 1973. Confira abaixo todas as estreias com seus respectivos trailers e sinopses. Toy Story 4 | EUA | Animação Agora morando na casa da pequena Bonnie, Woody apresenta aos amigos o novo brinquedo construído por ela: Garfinho (Forky), baseado em um garfo de verdade. O novo posto de brinquedo não o agrada nem um pouco, o que faz com que Garfinho fuja de casa. Decidido a trazer de volta o atual brinquedo favorito de Bonnie, Woody parte em seu encalço e, no caminho, reencontra Betty (Bo Peep), que agora vive em um parque de diversões. Casal Improvável | EUA | Comédia O jornalista investigativo Fred Flarsky (Seth Rogen) se demite após receber a notícia de que o site para qual trabalha foi vendido para um grande conglomerado de mídia, liderado por Parker Wembley (Andy Serkis). Para se animar depois de perder o emprego, Fred vai a uma festa com seu amigo Lance (O’Shea Jackson Jr.) e acaba reencontrando sua antiga babá, Charlotte Field (Charlize Theron), que, atualmente, é Secretária de Estado americana e está prestes a concorrer à presidência. Cansada de ser assessorada por profissionais que não a conhecem, Charlotte decide contratar Fred para escrever seus discursos de campanha. Um romance improvável surge entre eles, causando uma inesperada reação em cadeia. Espírito Jovem | EUA | Drama Violet (Elle Fanning) é uma garota adolescente que sonha em virar popstar e escapar no vilarejo rural onde mora junto da mãe desajustada. Quando o concurso Teen Spirit passa por sua cidade, ela decide se arriscar, entre centenas de garotas. Aos poucos, Violet recebe a ajuda de Vlad (Zlatko Buric), cantor de ópera bósnio e decadente, e começa a superar as etapas do concurso. Mas conforme a fama se aproxima, a garota deve repensar suas prioridades e enfrentar os perigos da fama. Graças a Deus | França | Drama Um dia, Alexandre (Melvil Poupaud) toma coragem para escrever uma carta à Igreja Católica, revelando um segredo: quando era criança, foi abusado sexualmente pelo padre Preynat (Bernard Verley). Os psicólogos da Igreja tentam ajudar, mas não conseguem ocultar o fato de que o criminoso jamais foi afastado do cargo, pelo contrário: ele continua atuando junto às crianças. Alexandre então publica a sua carta, o que logo faz aparecer muitas outras denúncias de abuso contra o mesmo padre, além da conivência do cardeal Barbarin (François Marthouret), que sempre soube dos crimes, mas nunca tomou providências. Juntos, Alexandre, François (Denis Ménochet) e Emmanuel (Swann Arlaud) criam um grupo de apoio para aumentar a pressão na justiça por providências. Mas eles terão que enfrentar todo o poder da cúpula da Igreja. Maya | França | Drama Gabriel (Roman Kolinka) é um repórter francês de 30 anos que construiu sua carreira no jornalismo por meio da perigosa cobertura de guerras. Resgatado após meses preso num cativeiro na Síria, ele se afasta do trabalho para se reencontrar na Índia, onde passou parte da infância. Deslembro | Brasil | Drama O Rio de Janeiro não é nada familiar para Joana (Jeanne Boudier), adolescente que teve o pai como prisioneiro político durante os anos de ditadura no Brasil. Ela passou quase toda a sua vida em Paris, cidade onde o resto de sua família se exilou. Tendo sido decretada a Lei da Anistia, a menina agora está, a contragosto, de volta a sua cidade natal. As memórias amargas de tempos difíceis vêm à tona, causando um forte desconforto. Santiago, Itália | Itália | Documentário Durante um dos mais duros golpes militares da história do Chile, responsável por derrubar o presidente Allende e instituir uma sanguinária ditadura no país, a embaixada italiana tornou-se uma das protagonistas da situação. Muitos dos opositores buscaram abrigo no local e rapidamente conseguiram também asilo. Relatos do Front | Brasil | Documentário Enquanto o Rio de Janeiro vive um de seus momentos mais difíceis em relação a segurança pública, aqueles que convivem diariamente com a violência e o medo da morte fazem de tudo para que consigam sobreviver mais um dia. De policiais militares até simples moradores: todos são vítimas de um problema que é analisado por sociólogos, historiadores e advogados, na tentativa de entender como esta guerra começou. Depois do Fim | Brasil | Documentário Um senhor de 90 anos, percebendo o quão perto está o fim de sua vida, relembra todos os anos de sua caminhada como comandante de trens e as histórias que seu pai contava sobre as ferrovias na cidade de Santa Maria. Entre bons momentos nostálgicos e memórias tristes, este homem conta sua história.

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    Rubens Ewald Filho (1945 – 2019)

    19 de junho de 2019 /

    O jornalista e crítico de cinema Rubens Ewald Filho morreu na tarde desta quarta-feira (19/6), Dia do Cinema Brasileiro, aos 74 anos. Ele estava internado em estado grave desde o dia 23 de maio, no Hospital Samaritano, em São Paulo, após sofrer um desmaio seguido de queda em uma escadaria rolante. Marta Giovanelli, assistente do jornalista, afirmou que a queda foi causada por uma arritmia cardíaca. Nascido em Santos, Rubens Ewald Filho era considerado um dos maiores nomes da crítica cinematográfica do país. Ainda criança, criou o hábito de anotar todos os filmes que via em um caderno, incluindo o nome do diretor, elenco, roteirista e outras informações. Este hábito deu origem ao lançamento dos primeiros guias de cinema do país. Estima-se que ele tenha assistido a mais de 37 mil filmes desde que começou a carreira no jornal A Tribuna, de Santos, em 1967. Em mais de 50 anos de atividade jornalística, passou por alguns dos maiores veículos de comunicação e emissoras de TV no país, tornando-se o grande responsável por popularizar o papel de crítico de cinema para os espectadores brasileiros, ao falar de maneira mais técnica – e ainda assim acessível – sobre filmes em vários canais da TV. Trabalhou na Globo, SBT, Record, Cultura e, nos últimos anos, no canal pago TNT. Seus comentários marcaram as transmissões do Oscar no país, especialmente em suas passagens pela rede Globo e TNT. Mas seu estilo ácido também alimentou polêmicas, tanto que, pela primeira vez em décadas, ele não foi o comentarista oficial da cerimônia em 2019. A TNT o deslocou para a internet, um ano após virar alvo de críticas – por comentar que a vencedora do Oscar Frances McDormand “não é bonita e deu um show de bebedeira no Globo de Ouro” e que a atriz trans Daniela Vega, estrela de “Uma Mulher Fantástica”, “na verdade é um rapaz”. Mas Rubens Ewald não foi apenas crítico. Ele se destacou como curador de diversos festivais brasileiros, de Gramado a Paulínia, ajudando a selecionar e lançar filmes com grande repercussão em alguns dos principais palcos do cinema nacional. Ele também foi autor. Escreveu as pornochanchadas “A Árvore dos Sexos” e “Elas São do Baralho”, dirigidas por Silvio de Abreu em 1977. E os dois assinaram juntos a novela “Éramos Seis”, adaptação do romance homônimo de Maria José Dupré, exibida na TV Tupi no mesmo ano. Do mesmo escritor, Rubens ainda adaptou “Gina” em 1978 para a Globo. Outras novelas de seu currículo incluem “Drácula, Uma História de Amor” (1980), uma das últimas produções da Tupi, que acabou concluída como “Um Homem Muito Especial” (1980) na Band, “O Pátio das Donzelas” (1982) e “Iaiá Garcia” (1982), ambas na TV Cultura. Ainda participou como ator de filmes clássicos da era da Embrafilme, como “A Herança” (1970), “Independência ou Morte” (1972), “A Casa das Tentações” (1975) e “Amor Estranho Amor” (1982), entre outros. Mais: foi diretor teatral das peças “O Amante de Lady Chatterley”, “Querido Mundo” e “Doce Veneno”… E, em sua atividade como crítico, lançou diversos livros, como “Dicionário de Cineastas”, “Cinema com Rubens Ewald Filho”, “Os 100 Maiores Cineastas”, “O Oscar e Eu” e “Os 100 Melhores Filmes do Século 20”. “Ele é o maior e mais respeitado crítico de cinema que o Brasil já teve, nos acompanhou nas 15 transmissões do Oscar na TNT. Sentiremos muito a sua falta”, registrou Silvia Fu Elias, Diretora Sênior de Conteúdo da Turner, em comunicado.

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    Spcine anuncia investimento de R$ 24 milhões para produção de filmes em São Paulo

    19 de junho de 2019 /

    A Spcine, empresa municipal que incentiva o audiovisual paulistano, anunciou nesta quarta-feira (19/6), Dia do Cinema Brasileiro, o investimento de R$ 24 milhões para a produção de novos filmes em São Paulo. Os recursos serão divididos em seis editais, previstos para o período entre 2019 e 2020. Do total, R$ 20 milhões foram levantados pelo Fundo Setorial do Audiovisual e os outros R$ 4 milhões pela própria Spcine. Os projetos que receberem o maior valor terão que co-investir pelo menos R$ 1 milhão, além de lançar o filme em pelo menos 250 salas de cinema no primeiro fim de semana com, no mínimo, três sessões diárias. Já os valores menores, de R$ 200 mil e R$ 100 mil, não precisarão de contrapartidas. A iniciativa é vital num momento em que o futuro do cinema brasileiro é colocado em cheque com o fim do patrocínio de estatais, mudanças na lei de incentivo e instabilidade na Ancine causada por problemas contábeis, o que levou à paralisação temporária no investimento em novas produções. “Esse investimento é estratégico para o movimento de difusão do audiovisual, um dos pilares do programa municipal ‘São Paulo Capital da Cultura’, lançado em abril pelo prefeito Bruno Covas”, disse o secretário municipal de Cultura Alê Youssef, em comunicado. “É também mais um sinal claro e inequívoco da importância e do apoio que a cidade de São Paulo dá para suas manifestações culturais”. “Em um momento de escassez no patrocínio às iniciativas culturais no Brasil, o pacote de investimentos em audiovisual vem pra garantir que o cinema brasileiro siga sua trajetória de crescimento, chegando ao público e exportando nossa identidade para o mundo”, completa a cineasta Laís Bodanzky, presidente da Spcine. A Spcine e Secretaria Municipal de Cultura ainda elaboram um plano com investimento inicial de R$ 3,15 milhões voltado para o mercado de games, produção de curtas-metragens e desenvolvimento de conteúdos audiovisuais para ser lançado durante o período 2019-2020.

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    Premiado em Cannes, Bacurau vai abrir o Festival de Gramado 2019

    19 de junho de 2019 /

    Vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019, “Bacurau” vai abrir o 47º Festival de Cinema de Gramado. O novo filme do diretor Kleber Mendonça Filho (“Aquarius”), realizado em parceria com Juliano Dornelles (“O Ateliê da Rua do Brum”), fará sua première nacional com exibição fora de competição no tradicional festival gaúcho – assim como aconteceu com “Aquarius”, que abriu o festival em 2016. Estrelado por Sonia Braga (também de “Aquarius”), Barbara Colen (idem), Karine Teles (“Benzinho”) e pelo alemão Udo Kier (do clássico “Suspiria”), entre outros, “Bacurau” retrata o drama de um povoado isolado no nordeste brasileiro que descobre que não consta mais no mapa. Nessa comunidade não reconhecida pelo poder público, figuras marginalizadas, como prostitutas e transgêneros, são aceitas e tratadas com naturalidade. O Festival de Gramado 2019 vai ter início em 16 de agosto e se estenderá até o dia 24 do mesmo mês na serra gaúcha. Os filmes que integrarão a competição oficial ainda não foram anunciados.

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    Filme do Chacrinha lidera indicações ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro

    17 de junho de 2019 /

    A Academia Brasileira de Cinema (ABC) divulgou a lista dos indicados ao 18º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, e o filme “Chacrinha: O Velho Guerreiro”, dirigido por Andrucha Waddington, se destacou com o maior número de nomeações, disputando 12 categorias. “Chacrinha” ficou à frente, inclusive, de “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues, representante do Brasil no Oscar deste ano, que teve 10 indicações. Vale lembrar que a escolha do longa de Diegues para representar o Brasil no Oscar foi feita pela própria ABC. Já “Benzinho”, de Gustavo Pizzi, o melhor filme brasileiro de 2018 na cotação do site americano Rotten Tomatoes (94% de aprovação), foi lembrado em nove categorias. “O Grande Prêmio apresenta um vasto panorama da indústria audiovisual brasileira e os profissionais e filmes finalistas refletem a pluralidade do nosso cinema. O objetivo da Academia é representar todas as gerações de cineastas”, diz o presidente da institução, Jorge Peregrino, em comunicado. Entre os cinco títulos selecionados na disputa de Melhor Longa-Metragem de Ficção, três foram lançamentos comerciais, incluindo “Chacrinha” e “O Grande Circo”. Apenas “Benzinho” e “A Voz do Silêncio” competiram e foram premiados em festivais. A edição 2019 da premiação ainda vai incluir mais quatro categorias inéditas: Melhor Filme Ibero-Americano lançado no Brasil, além de Melhor Série Brasileira de produção independente em ficção, documentário e animação. Os critérios são curiosos, já que não há uma categoria de Melhor Série que não seja “independente”, resultando na ausência completa de títulos da Netflix, Globo, HBO, Fox, etc. Curiosamente, a maioria das séries ausentes são coproduções independentes, exatamente como as selecionadas, coproduzidas por canais da Globosat, afiliadas do SBT, multinacionais e, claro, o Canal Brasil, que patrocina o evento. Confira a lista completa dos indicados: Melhor Longa-Metragem de Ficção A Voz do Silêncio Benzinho Chacrinha: O Velho Guerreiro O Grande Circo Místico O Paciente: O Caso Tancredo Neves Melhor Longa-Metragem Documentário A Luta do Século Ex Pajé My Name is Now, Elza Soares O Processo Todos os Paulos do Mundo Melhor Longa-Metragem Infantil Detetives do Prédio Azul 2 – O Mistério Italiano O Colar de Coralina Melhor Longa-Metragem Comédia Minha Vida em Marte Mulheres Alteradas Não se Aceitam Devoluções Os Farofeiros Todas as Razões Para Esquecer Uma Quase Dupla Melhor Direção Aly Muritiba, por Ferrugem Andrucha Waddington, por Chacrinha: O Velho Guerreiro Carolina Jabor, por Aos Teus Olhos Gabriela Amaral Almeida, por O Animal Cordial Gustavo Pizzi, por Benzinho Melhor Atriz Adriana Esteves, por Canastra Suja Débora Falabella, por O Beijo no Asfalto Gace Passô, por Praça Paris Karine Teles, por Benzinho Marjorie Estiano, por As Boas Maneiras Melhor Ator Daniel de Oliveira, por 10 Segundos para Vencer Lázaro Ramos, por O Beijo no Asfalto Murilo Benício, por O Animal Cordial Otávio Müller, por Benzinho Othon Bastos, por O Paciente: O Caso Tancredo Neves Stepan Nercessian, por Chacrinha: O Velho Guerreiro Melhor Atriz Coadjuvante Adriana Esteves, por Benzinho Fernanda Montenegro, por O Beijo no Asfalto Gilda Nomacce, por As Boas Maneiras Laura Cardono, por Encantados Marjorie Estiano, por Paraíso Perdido Sandra Corveloni, por 10 Segundos para Vencer Melhor Ator Coadjuvante Ailton Graça, por Mare Nostrum Enrique Diaz, por Ferrugem Matheus Nachtergaele, por O Nome da Morte Milhem Cortaz, por Canastra Suja Otávio Müller, por O Beijo no Asfalto Otávio Müller, por O Paciente: O Caso Tancredo Neves Melhor Direção de Fotografia Fernando Young, por Chacrinha: O Velho Guerreiro Gustavo Hadba, por Motorrad Gustavo Hadba, por O Grande Circo Místico Lula Carvalho, por 10 Segundos para Vencer Mauro Pinheiro Jr, por Unicórnio Walter Carvalho, por O Beijo no Asfalto Melhor Roteiro Original Aly Muritiba e Jessica Candal, por Ferrugem André Ristum, por A Voz do Silêncio Claudio Paiva, Julia Spadaccini e Carla Faour, por Chacrinha: O Velho Guerreiro Gabriela Amaral Almeida, por O Animal Cordial Juliana Rojas e Marco Dutra, por As Boas Maneiras Karine Teles e Gustavo Pizzi, por Benzinho Melhor Roteiro Adaptado Carlos Dieges e George Moura, por O Grande Circo Místico Felipe Hirsch, por Severina Gustavo Lipsztein, por O Paciente: O Caso Tancredo Neves Jorge Furtado, Ana Luiza Azevedo e Vicente Moreno, por Rasga Coração Murilo Benício, por O Beijo no Asfalto Melhor Direção de Arte André Weller, por Unicórnio Artur Pinheiro, por O Grande Circo Místico Dina Salem Levy, por Benzinho Marcos Flaksman, por O Paciente: O Caso Tancredo Neves Rafael Targat, por Chacrinha: O Velho Guerreiro Melhor Figurino Diana Leste, por Benzinho Flávia Lhacer, por O Doutrinador – O Filme Kika Lopez, por O Grande Circo Místico Kika Lopes, por O Paciente: O Caso Tancredo Neves Marcelo Pies, por 10 Segundos para Vencer Marcelo Pies, por Chacrinha: O Velho Guerreiro Melhor Maquiagem Adriano Manques, por O Paciente: O Caso Tancredo Neves André Anastácio, por O Animal Cordial Catherine LeBlanc Caraes e Emmanuelle Fèvre, por O Grande Circo Místico Marlene Moura, por Chacrinha: O Velho Guerreiro Martín Macías Trujillo, por 10 Segundos para Vencer Melhor Efeito Visual Chacrinha: O Velho Guerreiro As Boas Maneiras O Grande Circo Místico Motorrad O Doutrinador – O Filme Melhor Montagem em Ficção Gustavo Giani, por A Voz do Silêncio Idê Lacreta, por O Animal Cordial Livia Serpa, por Benzinho Lucas Gonzaga, por Motorrad Mair Tavares e Daniel Garcia, por O Grande Circo Místico Thiago Lima, por Chacrinha: O Velho Guerreiro Melhor Montagem em Documentário Gustavo Ribeiro e Rodrigo de Oliveira, por Todos os Paulos do Mundo Karen Akerman, por O Processo Karen Harley, por Hilda Hilst pede Contato Lorena Ortiz e Pablo Paniagua, por My Name is Now, Elza Soares Natara Ney, por A Última Abolição Richardo Farias, por Ex Pajé Yan Motta, por Soldados do Araguaia Melhor Som O Grande Circo Místico As Boas Maneiras O Animal Cordial Legalize Já – A Amizade Nunca Morre O Doutrinador – O Filme Melhor Trilha Sonora Original Antonio Pinto, por Chacrinha: O Velho Guerreiro Antonio Pinto, por O Banquete Berna Ceppas, por 10 Segundos para Vencer Edu Lobo, por O Grande Circo Místico Elza Soaes e Alexandre Martins, por My Name is Now, Elza Soares Melhor Trilha Sonora Fabio Góes, por Detetives do Prédio Azul 2 – O Mistério Italiano Frjat, Leoni e Vinícios Cantuária, por Intimidade entre Estranhos Maria Gadú, por Todas as Canções de Amor Mauricio Nader, por Rasga Coração Sinai Sganzerla, por O Desmonte do Monte Yan Motta, por Soldados do Araguaia Zeca Baleiro, por Paraiso Perdido Melhor Longa-Metragem Estrangeiro A Forma da Água Bohemian Rhapsody Infiltrado na Klan Me Chame Pelo Seu Nome Nasce Uma Estrela The Square – A Arte da Disórdia Três Anúncios Para Um Crime Melhor Longa-Metragem Ibero-americano A Noiva do Deserto (Argentina) Alguém Como Eu (Brasil, Portugal) As Herdeiras (Paraguai, Alemanha, Brasil, Uruguai, Noruega, França) Cachorros (Chile) Uma Noite de 12 Anos (Argentina, Espanha, Uruguai) Melhor Curta-Metragem de Animação Aquário Guaxuma Lé Com Cré O Malabarista Sobre a Gente Melhor Curta-Metragem Documentário Azul Vazante Copacabana Auschwitz Cor de Pele Um Corpo Feminino Melhor Curta-Metragem de Ficção Adeus à carne Nova Iorque O Menino Pássaro O Órfão Peripatético Melhor Série Brasileira de Animação Boris e Rufus Cupcake e Dino: Serviços Gerais Irmão do Jorel Vivi Viravento O Show da Luna! Melhor Série Brasileira Documentário Aeroporto – Área Restrina Arquitetos De Carona com os Óvnis Mil Dias – A Saga da Construção de Brasília Melhor Série Brasileira de Ficção A Lei do Riso – Crimes Bizarros Escola de Gênios Mostra Tua Cara! Natália

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    Lilia Cabral quer desencalhar no trailer da comédia Maria do Caritó

    14 de junho de 2019 /

    A Imagem Filmes divulgou o pôster, quatro fotos e o primeiro trailer de “Maria do Caritó”, comédia estrelada por Lilia Cabral (“Divã”). A prévia lembra o tom das novelas mais divertidas dos anos 1970, com direito à recriação daquela época e personagens que são arquétipos do sertão. Entretanto, a história é adaptação de uma peça de Newton Moreno, que, assim como “Divã”, foi encenada por Lilia Cabral no palco antes de ganhar adaptação cinematográfica. A atriz encarna a personagem-título, uma solteirona beata que, perto dos 50 anos, decide casar, nem que para isso precise enfrentar a fúria do pai e de toda a cidade, convictos de sua santidade. Ela é considerada milagreira, graças à vida regrada, que inclui sua virgindade. Mas eis que um circo chega na cidade… O elenco conta ainda com Kelzy Ecard (“O Rastro”), Leopoldo Pacheco (“Não Devore Meu Coração”), Gustavo Vaz (“O Doutrinador”), Juliana Carneiro da Cunha (“Vazante”) e Sylvio Zilber (“Ato de Violência”). Primeiro longa dirigido por João Paulo Jabur (da novela “Malhação”), “Maria do Caritó” estreia em 24 de outubro.

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    Carla Diaz vira Suzane von Richthofen na primeira foto do filme A Menina que Matou os Pais

    14 de junho de 2019 /

    A atriz Carla Diaz (da novelinha “Rebeldes”) foi escalada no papel de Suzane von Richthofen no filme “A Menina que Matou os Pais”. E a produção já divulgou sua primeira foto caracterizada como a criminosa. A imagem lembra o visual de Suzane na época de seu julgamento. De título auto-explicativo, o longa vai contar como Suzane planejou matar seus pais para ficar com a herança, com a ajuda de seu namorado em 2002. Presa até hoje, ela foi condenada a 39 anos de detenção em 2006, mas, com a progressão de sua pena, seu remime atual é semi-aberto, e ela alterna o período de reclusão com aulas numa faculdade de Administração. “A Menina que Matou os Pais” tem direção de Mauricio Eça (“Carrossel: O Filme”) e roteiro assinado por Raphael Montes (“Praça Paris”) em parceria com Ilana Casoy, criminóloga que é considerada a maior especialista em serial killers do Brasil. A previsão de estreia é para o primeiro semestre de 2020.

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    O Amor Dá Trabalho: Leandro Hassum morre, mas continua chato em trailer de nova comédia

    13 de junho de 2019 /

    A Downtown e a Paris Filmes divulgaram o trailer de “O Amor Dá Trabalho”, mais uma comédia brasileira estrelada por Leandro Hassum (“Até que a Sorte nos Separe”). O tom escrachado é o mesmo de todas as comédias protagonizadas pelo ator, mas com vários bônus: muito mais caretas, quedas gratuitas, absurdos generalizados e convidados especiais. A trama segue a tendência das comédias de temas mágicos e/ou sobrenaturais que está dominando a produção nacional do gênero. Como outras lançadas recentemente, a premissa vem de filmes americanos. A ideia já deu origem à trilogia “Topper” na década de 1930 e a “Dois no Céu” em 1943. Mas o cinema brasileiro atual não tem essas referências, apenas as versões delas exibidas na Sessão da Tarde. Assim, a trama escrita e dirigida por Ale McHaddo (“Bugigantes do Espaço”) parece combinar partes de vários filmes muito populares, de “O Céu Pode Esperar” (1978) a “Os Fantasmas se Divertem” (1988), remontadas num filme só. Hassum interpreta Anselmo, um funcionário preguiçoso de repartição pública que morre e, para não ir para o inferno, recebe a missão de bancar o cupido e unir um casal com gostos completamente diferentes. O desafio de Anselmo é juntar o ex-casal formado por um playboy (Bruno Garcia, de “De Pernas pro Ar”) e uma sonhadora (Flávia Alessandra, de “Polícia Federal: A Lei é para Todos”), com personalidades conflitantes e separados há 12 anos – o que é bem próximo da trama de “Marido Mal Assombrado” (1938), o segundo filme de Topper. A história ainda tem cenas de possessão, em que Hassum “incorpora” no corpo de Bruno Garcia, fazendo-o dançar (feito “Os Fantasmas se Divertem”) e influencia a personagem de Flávia Alessandra a enviar mensagens de Whatsapp comprometedoras. Ou seja, Anselmo morre, mas continua muito chato. O vasto elenco conta ainda com Monique Alfradique (“Chorar de Rir”), André Mattos (“Divórcio”), Tadeu Mello, Dani Calabresa (“Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro”), Helio de La Peña (“Casseta & Planeta: A Taça do Mundo É Nossa”), Ludmilla (“Mister Brau”) e Falcão (“Cine Holliúdy”). A estreia está marcada para o dia 29 de agosto.

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    Novo Homens de Preto é a maior e a pior estreia de cinema da semana

    13 de junho de 2019 /

    Saturado de blockbusters, o circuito cinematográfico recebe apenas seis estreias nesta quinta (13/6). “MIB: Homens de Preto – Internacional” é a maior delas – chega em quase 600 cinemas. Mas todas as outras são melhores. O lançamento do novo “Homens de Preto” é simultâneo com os Estados Unidos, onde foi destruído pela crítica – apenas 31% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Enquanto os três primeiros longas se estabeleceram como comédias com elementos de ficção científica, o novo é um filme típico de ação com alienígenas genéricos e piadinhas pontuais. Sobram explosões. E falta Will Smith. Se aquele aparelhinho de apagar memórias funcionasse, até a dupla de “Thor: Ragnarok” (Chris Hemsworth e Tessa Thompson) ia querer apagar esse deslize de suas filmografias, que já se espera fracassar nas bilheterias. O suspense “Obsessão” (Greta, no original) saiu-se com 60% no RT, ao evocar os clones de Hitchcock dos anos 1980. Traz Chloë Grace Moretz como uma jovem ingênua que, ao cometer um ato altruísta, cai na armadilha de uma viúva solitária, interpretada pela francesa Isabelle Huppert (indicada ao Oscar por “Elle”). A direção é do irlandês Neil Jordan, com um Oscar por “Traídos pelo Desejo” (1992) – mas nos últimos dez anos só fez televisão. A metade americana da programação inclui ainda “Fora de Série” (Booksmart), uma comédia indie adolescente com 97% de aprovação e um bom desempenho nas bilheterias. Estreia da atriz Olivia Wilde (“Tron: O Legado”) na direção, surpreendeu a ponto de ser considerado uma espécie de “Superbad: É Hoje” (2007) feminino. A trama acompanha duas nerds que resolvem jogar tudo pra cima no último dia da escola, após passarem todo o Ensino Médio concentradas apenas nos estudos para entrar em boas faculdades. Com os mesmos 97%, “Eu Não Sou uma Bruxa” rendeu uma rara inscrição do Reino Unido na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira no Oscar. Isto porque é falado em idioma nativo de Zâmbia, onde a trama se passa. A história dramática, contada com toques de humor desconcertante, acompanha uma menina de 8 anos acusada de ser bruxa e tirada da sua aldeia, sem nunca ter feito nada para merecer esse tratamento. Venceu vários festivais, foi premiado no BAFTA e no BIFA (equivalentes ao Oscar e ao Spirit britânicos) e consagrou a diretora estreante Rungano Nyoni. Mas o grande destaque do circuito limitado é o espanhol “Dor e Glória”, novo filme de Pedro Almodóvar, que rendeu o prêmio de Melhor Ator para Antonio Banderas no recente Festival Cannes. Ele vive um alter-ego do diretor, lidando com os sentimentos do título, evocados em lembranças, conquistas e ressentimentos. A obra atingiu 90% no Rotten Tomatoes – que preferiu a comédia teen e a tragédia da menina de Zâmbia. Para completar, até o terror da semana é muito bem cotado. “A Lenda de Golem” tem os mesmos 90% de aprovação de “Dor e Glória” no Rotten Tomatoes, algo raro para o gênero. A produção isralense é caprichada, com belíssima fotografia e clima arrepiante, sem se valer de sustos fáceis, mas das entranhas da cultura cabalística para arrepiar. Confira abaixo os trailers e as sinopses dos seis filmes que entram em cartaz. MIB: Homens de Preto – Internacional | EUA | Fantasia Quando criança, Molly (Tessa Thompson) presenciou a abordagem de dois agentes do MIB em seus pais, apagando a memória deles sobre a súbita aparição de um extraterrestre. Como estava escondida, a garota não foi atingida. Obcecada pelos mistérios do universo, ela cresceu com o sonho de ingressar no MIB. Após muita pesquisa, ela consegue descobrir a sede da agência e lá se candidata a uma vaga, sendo aceita por O (Emma Thompson). Ainda em experiência e renomeada como agente M, ela é enviada a Londres para investigar algo estranho que tem ocorrido na agência local. É quando conhece o agente H (Chris Hemsworth), de grande renome pelos seus feitos no passado, mas com uma certa arrogância e displicência na execução do trabalho. Obsessão | EUA | Suspense Frances (Chloë Grace Moretz) é uma jovem cuja mãe acaba de falecer. Recém-chegada em Manhattan e cheia de problemas com o pai, ela divide apartamento com a amiga Erica (Maika Monroe) e trabalha como garçonete de um luxuoso restaurante. Um dia, voltando para casa, Frances encontra uma bolsa abandonada em um dos assentos do metrô e, ao devolvê-la, acaba iniciando uma amizade improvável com a dona do acessório, uma senhora viúva chamada Greta (Isabelle Huppert). Os problemas começam a surgir quando Frances percebe que a necessidade de atenção de Greta é muito mais perigosa do que ela imaginava. Fora de Série | EUA | Comédia Duas grandes amigas conhecidas por serem os maiores prodígios da escola estão prestes a terminar o ensino médio. Faltando poucos dias para o grande momento, elas percebem que estão arrependidas por terem estudado tanto e se divertido tão pouco. Determinadas a não passar por todo esse tempo sem nenhuma diversão, elas decidem compensar os últimos quatro anos perdidos em apenas uma noite. Dor e Glória | Espanha | Drama Salvador Mallo (Antonio Banderas) é um melancólico cineasta em declínio que se vê obrigado a pensar sobre as escolhas que fez na vida quando seu passado retorna. Entre lembranças e reencontros, ele reflete sobre sua infância na década de 1960, seu processo de imigração para a Espanha, seu primeiro amor maduro e sua relação com a escrita e com o cinema. Eu Não Sou uma Bruxa | Reino Unido, Zâmbia | Drama Devido a um incidente banal em sua vila, a menina de 8 anos Shula (Maggie Mulubwa) é acusada de bruxaria. Depois de um rápido julgamento, a garota se torna culpada e é levada em custódia pelo Estado, sendo exilada para um campo de bruxas no meio do deserto. No local, ela passa por uma cerimônia de iniciação em que aprende as regras da sua nova vida como bruxa. Como as outras residentes, ela é amarrada em uma grande árvore, sendo ameaçada de ser amaldiçoada e de se transformar em uma cabra caso corte a fita. A Lenda de Golem | Israel | Terror Desde que perderam um bebê, o que Hanna (Hani Furstenberg) e seu marido Benjamin (Ishai Golan) mais querem é tentar ter outro filho. Para tal, ela conta com a fé que tem em Deus, e por isso estuda diariamente a Torá, mesmo que na comunidade aonde viva essa prática seja restrita aos homens. Quando uma epidemia assola a região e a culpa recai imediatamente sobre os judeus, Hanna tenta usar de seu misticismo para convocar um golem, sem saber que a criatura é muito mais perigosa do que pensa.

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    Nada a Perder 2: Vídeo anuncia pré-venda de ingressos do novo filme de Edir Macedo

    12 de junho de 2019 /

    A Paris Filmes divulgou o pôster e um novo vídeo de “Nada a Perder 2”, continuação da cinebiografia do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus. A prévia mostra o protagonista como um injustiçado, vítima de perseguição, e anuncia o início da venda antecipada de ingressos. Acusado de ser exibido para salas vazias de cinema, o primeiro filme vendeu 12 milhões de ingressos, o que representou metade do total de espectadores de todos os filmes brasileiros em 2018. A pré-venda do segundo longa começa oficialmente no sábado (15/6). A continuação vai cobrir os anos entre a saída do bispo da prisão, em 1992, e a inauguração do Templo de Salomão, em São Paulo, em 2014. Petrônio Gontijo volta ao papel de Macedo e o elenco também inclui Day Mesquita, Beth Goulart, Dalton Vigh, Eduardo Galvão e César Mello, entre outros. Muitos outros. Foram mais de 60 atores e 6 mil figurantes em locações no Brasil, África do Sul e Israel Novamente dirigido por Alexandre Avancini, “Nada a Perder 2” tem estreia marcada para 15 de agosto.

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    Victor Lamoglia vira Thati Lopes em vídeos de Socorro! Virei uma Garota

    12 de junho de 2019 /

    A Downtown e a Paris Filmes divulgaram o pôster, o trailer e uma cena de “Socorro! Virei uma Garota”, mais uma comédia brasileira com premissa mágica – como “Eu Sou Mais Eu” (2019), “Se Eu Fosse Você” (2006) e até a animação “Lino” (2017). São tantos lançamentos que já virou subgênero. E com subdivisões. Como diz o título, a produção pertence ao ramo cinematográfico das trocas de sexo, como os americanos “Switch: Trocaram meu Sexo” (1991) e “De Repente Ela” (2015). Mas o tom teen é mais próximo de “Garota Veneno” (2002). A boa notícia é que a produção não parece enveredar pelas piadas misóginas que costumam acompanhar as comédias de troca de sexo. “Garota Veneno”, por exemplo, é um horror nesse sentido. Em parte porque o protagonista (Victor Lamoglia, de “Tudo por um Pop Star”) parece um nerd saído de um filme de John Hughes, como “Mulher Nota 1000” (1985), antes de um desejo mal-interpretado gerar uma mudança inesperada em sua vida. Mas principalmente porque Tathi Lopes (“Ana e Vitória”) rouba as cenas a partir daí, como a moleca (tomboy) que pensa como homem. Cinéfilos vão lembrar de Debbie Reynolds em “Um Amor do Outro Mundo” (1964). Mas seu estilo despojadão está mais para a jovem Deborah Secco de “Confissões de Adolescente” (1994-1995), com um pé de sapato maior. Júlio (Lamoglia) desejava apenas ser notado por seu crush, Melina (Manu Gavassi, de “Malhação”). E foi com essa ideia na cabeça que ele pediu a uma estrela cadente, em meio a uma excursão escolar, que se tornasse a pessoa mais popular do colégio. O que ele não contava é que fosse se transformar em Júlia (Thati Lopes), sua versão feminina, patricinha YouTuber que dá dicas de beleza e é melhor amiga justamente de Melina. O curioso é que, quando Júlio acorda Júlia, em nada lembra a garota popular e afetadinha que deveria representar. Resta ver como o filme vai explorar esse contraste, entre a garota de comportamento masculino, apaixonada pela melhor amiga, em relação à sua imagem pública como uma princesinha cor-de-rosa e sua consciência interior como nerd frustrado. O que as prévias mostram é divertido o suficiente para atiçar a curiosidade – e inspirar torcida por um final feliz que não envolva o melhor amigo, nem citado até aqui, ou um simples acordar de sonho no dia seguinte. O filme tem roteiro de Paulo Cursino (“De Pernas Pro Ar”, “Até que a Sorte nos Separe”) e marca a estreia no cinema do diretor Leandro Neri (de novelas e séries da Globo). O lançamento está marcado para 22 de agosto.

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