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    Yesterday e Bacurau são as maiores e melhores estreias da semana

    29 de agosto de 2019 /

    Os cinemas recebem sete estreias nesta quinta (29/8), incluindo dois lançamentos importantes, que, num caso de rara felicidade cinéfila, também tem a distribuição mais ampla da semana. “Yesterday” não é apenas “bom”. É um dos melhores filmes do ano e já entrou para a relação dos cults do século 21. A trama é uma grande homenagem aos Beatles, manifestada na trajetória de um músico amador que, após um apagão mundial, se dá conta de que só ele se lembra das canções do quarteto de Liverpool. Assim, ao cantar as músicas esquecidas, torna-se o artista mais popular de todos os tempos. Essa premissa de realidade alternativa foi roteirizada pelo rei das comédias românticas britânicas, Richard Curtis (de “Quatro Casamentos e um Funeral”, “Um Lugar Chamado Notting Hill” e “Simplesmente Amor”), é estrelada por Himesh Patel (da série “Damned”) em seu primeiro papel no cinema e tem direção de Danny Boyle (de “Trainspotting” e “Quem Quer Ser um Milionário?”). O outro destaque é um dos filmes brasileiros mais premiados do ano. Vencedor do Prêmio do Juri do Festival de Cannes, “Bacurau” oferece uma mistura de gêneros que envolve o espectador numa trama misteriosa/metáfora de resistência. Estrelado por Sonia Braga (“Aquarius”), Barbara Colen (idem), Karine Teles (“Benzinho”) e pelo alemão Udo Kier (do clássico “Suspiria”), entre outros, o suspense dos diretores Kleber Mendonça Filho (“Aquarius”) e Juliano Dornelles (“O Ateliê da Rua do Brum”) retrata o drama de um povoado isolado no nordeste que descobre que não consta mais no mapa. E se torna alvo de atentados. A comédia sobre um mundo sem os Beatles ocupa 335 cinemas, enquanto a produção nacional premiada em Cannes está sendo lançada em 250 complexos. Dentre os demais lançamentos, destaca-se ainda o terror “Verão de 84”. O clima lembra “Stranger Things”, numa homenagem aos filmes sinistros com crianças dos anos 1980. Na trama, depois de suspeitar que seu vizinho policial é um serial killer, um grupo de amigos adolescentes passa o verão espionando-o e coletando evidências, mas à medida que tentam descobrir a verdade, a situação se torna cada vez mais perigosa. O filme tem direção da trupe canadense RKSS (Roadkill Superstar), formada por François Simard e os irmãos Yoann-Karl e Ainouk Whissell, que assinaram o cult “Turbo Kid”, um “Mad Max de bicicletas” lançado em 2015, após diversos curtas focados no universo nerd. A lista tem ainda o filme que deu o empurrão que faltava para a EuropaCorp quebrar, “Anna – O Perigo Tem Nome”, dirigido pelo Luc Besson, e mais três comédias, duas delas brasileiras. Confira abaixo a lista completa dos títulos que chegam aos cinemas, com suas sinopses e trailers. Yesterday | Reino Unido | Comédia Após sofrer um acidente, um cantor-compositor (Himesh Patel) acorda numa estranha realidade, onde ele é a única pessoa que lembra dos Beatles. Passando a cantar as músicas de seus ídolos como se fossem suas, o protagonista faz um sucesso gigante, mas a fama tem seu preço. Bacurau | Brasil | Suspense Pouco após a morte de dona Carmelita, aos 94 anos, os moradores de um pequeno povoado localizado no sertão brasileiro, chamado Bacurau, descobrem que a comunidade não consta mais em qualquer mapa. Aos poucos, percebem algo estranho na região: enquanto drones passeiam pelos céus, estrangeiros chegam à cidade pela primeira vez. Quando carros se tornam vítimas de tiros e cadáveres começam a aparecer, Teresa (Bárbara Colen), Domingas (Sônia Braga), Acácio (Thomas Aquino), Plínio (Wilson Rabelo), Lunga (Silvero Pereira) e outros habitantes chegam à conclusão de que estão sendo atacados. Falta identificar o inimigo e criar coletivamente um meio de defesa. Verão de 84 | EUA | Terror Quando chega o período de férias, Davey (Graham Verchere) e os amigos pré-adolescentes do bairro começam a suspeitar que as crianças estão desaparecendo no local. Um dia, ele tem a impressão de ver um garoto sumir dentro da casa de Mackey (Rich Sommer), um policial conhecido e estimado pelos habitantes. Os quatro amigos passam a reunir provas de que estão morando perto de um assassino em série, embora os adultos não acreditem nestas teorias mirabolantes. Quanto mais eles investigam a vida do vizinho misterioso, mais se expõem a um possível perigo mortal. Anna – O Perigo Tem Nome | França | Ação Oficialmente, Anna Poliatova (Sasha Luss) é uma modelo famosa e muito requisitada pelas marcas de luxo ao redor do mundo, mas o maior segredo que esconde é que ela é uma das assassinas mais perigosas e bem treinadas da KGB. No entanto, Anna fará de tudo para se sentir liberta da repressão do governo russo. Minha Lua de Mel Polonesa | França | Comédia Anna (Judith Chemla) e Adam (Arthur Igual) são dois franceses de origem judaica que têm um bebê recém-nascido. Quando o avô de Adam os convida para uma celebração no vilarejo onde mora, no interior da Polônia, cada um vê a oportunidade de viajar de uma maneira diferente. Enquanto ele não se empolga muito com a ideia, embora esteja feliz por retomar a vida de casal, ela quer aproveitar para conhecer melhor as raízes de sua própria família. O que parecia uma simples viagem se transforma em uma jornada de autoconhecimento e aceitação. O Amor Dá Trabalho | Brasil | Comédia Malandro e aproveitador, Ancelmo (Leandro Hassum) morre e acaba ficando preso no limbo. Para garantir seu lugar no céu, ele precisa praticar uma boa ação e bancar o cupido, pois recebe a missão de unir um homem (Bruno Garcia) e uma mulher (Flávia Alessandra) com personalidades muito divergentes. A Mulher do meu Marido | Brasil | Comédia Depois de alguns anos de casamento com Pedro (Paulo Tiefenthaler), Joana (Luana Piovani) descobre que está sendo traída. Mesmo triste, ela percebe que o caso extraconjugal faz bem ao marido, que se mostra mais atencioso com a família, então finge não saber do relacionamento. Um dia, Joana conhece o argentino Martin (Francisco Andrade) e começa a ter um caso tórrido com ele. Mas a ciranda se complica quando ela percebe que a esposa de Martin é Pilar (Aylin Prandi), a amante de seu marido.

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    Whindersson Nunes, Bruno de Luca, Tirullipa e Tom Cavalcante voltam a se juntar no trailer de Os Parças 2

    27 de agosto de 2019 /

    A Paris Filmes divulgou o trailer de “Os Parças 2”. A continuação do besteirol de 2017 se passa numa colônia de férias, onde Whindersson Nunes (“Os Penetras 2”), Bruno de Luca (“Copa de Elite”), Tirullipa (filho de Tiririca) e Tom Cavalcante (do “Zorra Total”) são contratados como monitores-faxineiros. O humor da prévia é aquele do “Zorra Total”, repleto de piadas machistas, preconceituosas e de duplo sentido. A comédia foi escrita por Cláudio Torres Gonzaga (do fraco “Vestido Pra Casar” e responsável pelo roteiro do primeiro filme) e dirigida por Cris D’Amato (“Sai de Baixo – O Filme”). A estreia está marcada para 14 de novembro.

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    Edson Celulari vai virar diretor de cinema

    27 de agosto de 2019 /

    O ator Edson Celulari (da novela “O Tempo Não Para”) vai dirigir seu primeiro longa-metragem no ano que vem. O filme, que também será estrelado por ele, é baseado numa história do cineasta e roteirista Paulo Nascimento sobre um pai e uma filha que decidem fazer uma viagem pela América Latina para se aproximar. A informação é da coluna de Patricia Kogut, no jornal O Globo, que não traz mais detalhes. Curiosamente, Celulari não costuma atuar em muitos filmes. Neste século, foram apenas dois. Ele focou sua carreira na TV. Tanto que já trabalhou com Nascimento numa série: “Animal”, em 2014 no canal pago GNT. Os dois também colaboraram num dos raros filmes recentes de Celulari, “Teu Mundo Não Cabe Nos Meus Olhos”, de 2018.

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    A Vida Invisível é o filme escolhido para representar o Brasil no Oscar 2020

    27 de agosto de 2019 /

    O filme “A Vida Invisível”, do diretor Karim Aïnouz, foi escolhido pela ABC (Academia Brasileira de Cinema) para representar o Brasil na disputa de uma vaga no Oscar 2020. O longa escolhido vai concorrer a uma indicação na categoria de Melhor Filme Internacional (novo nome da categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira) na premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. O anúncio foi feito nesta terça (27/8) na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Segundo Anna Mulayert, diretora da comissão da ABC, a escolha foi acirrada e se deu por diferença mínima de votos. “Estamos felizes com a qualidade dos filmes inscritos, com três filmes que estiveram em Cannes. Houve uma discussão de alto nível. Não houve unanimidade, embora todos tenham gostado do filme escolhido”, comentou a cineasta. “A Vida Invisível” foi a escolha de cinco votantes, enquanto “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho, foi o 2º colocado com quatro. Muylaert revelou que um grupo de votantes desejava passar uma mensagem política mais forte, escolhendo “Bacurau”, enquanto outros priorizavam a viabilidade do escolhido para o Oscar. Ao contrário deste raciocínio, nos últimos anos, a Academia tem privilegiado escolhas mais politizadas, conforme demonstram as vitórias do iraniano “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, em 2017, num protesto contra a política migratória do presidente Trump, o chileno “Uma Mulher Fantástica”, de Sebastián Lelio, em 2018, a favor da causa LGBTQIA+, e o mexicano “Roma”, de Alfonso Cuarón, em 2019, filmado em preto e branco e centrado numa empregada pobre e descendente de indígenas, num tom de inclusão social. “A Vida Invisível”, porém, também é socialmente engajado, já que sua temática é feminista. A trama acompanha Eurídice e Guida, duas irmãs jovens e inseparáveis que enfrentam os pais conservadores no Rio de Janeiro dos anos 1950 para realizar seus sonhos. Eurídice (Carol Duarte, de “O Sétimo Guardião”) quer ser pianista na Áustria e Guida (Julia Stockler, da série “Só Garotas”) quer ir atrás de seu amor na Grécia. Nada sai como planejado, mas as duas contam com o apoio de outras mulheres para sobreviver ao mundo machista. Os cinco membros que preferiram “A Vida Invisível” citaram preocupações como o levantamento de verba para o lançamento e divulgação de “Bacurau” nos Estados Unidos. Vencedor do troféu de Melhor Filme da mostra Um Certo Olhar, no último Festival de Cannes, o filme de Karim Aïnouz tem produção da RT Features, do brasileiro Rodrigo Teixeira, que já disputou o Oscar de Melhor Filme com “Me Chame pelo Seu Nome”. Além disso, fechou distribuição nos Estados Unidos com a Amazon, que deve investir alto para dar visibilidade à produção. Em setembro, “A Vida Invisível” terá a sua primeira exibição na América do Norte, no Festival de Toronto. A seleção, porém, frustra mais uma vez o cineasta Kleber Mendonça Filho, que novamente apareceu com um filme favorito, “Bacurau”, e voltou a ser preterido. Em 2017, seu filme “Aquarius” perdeu a indicação para “Pequeno Segredo”, de David Shürmann, e, na ocasião, a escolha foi considerada política, devido a um protesto de Mendonça Filho e sua equipe contra o “golpe” (nome dado pela esquerda ao Impeachment de Dilma Rousseff) no tapete vermelho do Festival de Cannes. A atual presidente da comissão da ABC, Anna Muylaert chegou a ridicularizar o “Pequeno Segredo”, chamando-o de “O Pequeno Golpe”, “dirigido por Michel Temer e cia”. Importante destacar ainda que apenas 12 filmes se inscreveram para disputar o Oscar 2020, num período em que cerca de 150 produções nacionais foram lançadas. No ano passado, quando “O Grande Circo Místico” foi escolhido, 22 produções participaram da disputa. A grande diferença causa estranheza. Ainda mais que um dos favoritos, “Amor Divino”, de Gabriel Mascaro, não participou da seleção. Premiado em festivais internacionais e com 100% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes, “Amor Divino” tem potencial mais polêmico que “Bacurau”, ao mostrar o Brasil do futuro como uma nação subjugada pela extrema direita evangélica, que proibiu até o carnaval. Era provavelmente o representante que mais desagradaria Jair Bolsonaro, primeiro presidente brasileiro ativamente envolvido na censura de obras culturais desde a ditadura militar no país. A escolha de “A Vida Invisível” não significa que o filme brasileiro concorrerá ao Oscar. Apenas que este será o título enviado aos organizadores do prêmio para representar o Brasil numa relação de filmes de todo o mundo. A lista completa passará a seguir por uma triagem de um comitê da Academia, que divulgará uma relação dos melhores, geralmente nove pré-selecionados, no final do ano. Dentro desses, cinco serão escolhidos para disputar o Oscar. Os indicados ao Oscar 2020 serão divulgados no dia 13 de janeiro e a premiação está marcada para o dia 9 de fevereiro, em Los Angeles.

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    Festival de Gramado emite nota contra violência sofrida por artistas no evento

    26 de agosto de 2019 /

    O Festival de Gramado emitiu nota repudiando a violência sofrida por artistas que atravessaram o tapete vermelho na noite de sábado (24/8), em que aconteceu a premiação do evento. Ao longo do festival, diversos cineastas criticaram declarações e decisões do governo sobre o setor audiovisual, incluindo a suspensão, na véspera do evento, de um edital voltado a financiamento de séries, para prejudicar produções com temática LGBTQIA+. A decisão do governo também tirou dinheiro de produções evangélicas e paralisou todo o financiamento do audiovisual brasileiro. Mas simpatizantes de Bolsonaro resolveram contra-atacar com táticas de violência fascista, jogando comida, objetos e pedras de gelo nos artistas que erguiam cartazes contra a censura, enquanto gritavam “mito”. Emiliano Cunha, diretor de “Raia 4”, eleito o Melhor Filme na votação da crítica, foi um dos alvos da agressão. Ele estava com sua filha de dois anos no colo, e mencionou o fato ao receber sua premiação. “Estou tremendo aqui não pela emoção de receber um kikito, mas porque agora há pouco eu estava passando com minha filha de dois anos no colo e um cara nos jogou pedras de gelo. Quando eu me virei para ele mostrando que eu estava com minha filha, ele voltou a jogar. Só quando eu apontei a câmera aí ele se escondeu, como costumam fazer os covardes que realizam esse tipo de agressão”, disse no palco do festival. Leia a nota da organização na íntegra: “A cidade de Gramado e o Festival de Cinema têm uma história sólida, de fortalecimento e crescimento mútuo. São 47 anos ininterruptos de encontros que trazem à cidade atores, produtores e público do Brasil e América Latina para as mostras, os debates e outras atividades paralelas ligadas à cultura cinematográfica e ao mercado do audiovisual. Os dias em que acontece o Festival também mobilizam atividades paralelas, festas e shows, reforçando a vocação turística da cidade. O último fim de semana do Festival é particularmente concorrido, enchendo a cidade de diferentes públicos, entre cinéfilos e pessoas que buscam outros eventos. Todos são bem-vindos e o tapete vermelho do Festival é democrático. Os espaços em seu entorno são públicos e de livre circulação. Servem de atrativo para os que apenas querem ver artistas e também para os profissionais do audiovisual que acreditam na importância e na história do mais antigo e respeitado Festival de Cinema do Brasil. Conviver com esta diversidade de motivos e desejos para estar na cidade é democrático e fundamental para a harmonia de tudo e todos. Como sempre fez em sua tela, o Festival de Cinema de Gramado acolhe, contempla e evidencia diferentes estéticas e opiniões, sendo historicamente um espaço para debates e manifestações. O que não se pode admitir é a violência como prática ou resposta a ideias e opiniões diferentes. Só a tolerância e o respeito seguirão fortalecendo a história da cidade, do festival, reforçando e saudando o convívio de todos”.

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    Festival de Gramado consagra Pacarrete em momento de resistência cultural

    25 de agosto de 2019 /

    O longa cearense “Pacarrete” foi o grande vencedor do 47º Festival de Gramado, levando oito troféus, incluindo os de Melhor Filme na votação do júri e do público, além de prêmios para a atriz Marcélia Cartaxo e o diretor-roteirista Allan Deberton. A premiação na noite de sábado (24/8), na Serra Gaúcha, também foi marcada por atos de fascismo assumido, levados adiante por simpatizantes do governo, que jogaram pedras de gelo em artistas que protestavam com cartazes contra a censura no tapete vermelho. Emiliano Cunha, diretor de “Raia 4”, eleito o Melhor Filme na votação da crítica, foi um dos alvos da agressão. Ele estava com sua filha de dois anos no colo. Ao longo do festival, diversos cineastas criticaram declarações e decisões do governo sobre o setor audiovisual, incluindo a suspensão, na véspera do evento, de um edital voltado a financiamento de séries, para prejudicar produções com temática LGBTQIA+. A decisão do governo também tirou dinheiro de produções evangélicas e paralisou todo o financiamento do audiovisual brasileiro. O diretor de “Pacarrete”, Allan Deberton, também produz o projeto da série “Transversais”, uma das obras com temática LGBTQIA+ citadas nominalmente pelo presidente Jair Bolsonaro de forma pejorativa. “Conseguimos abortar essa missão aqui”, disse o presidente sobre “Transversais”, antes da suspensão do edital, assumindo que a ordem de censura partiu dele mesmo. “O presidente falou que a série iria para o saco. Eu vou fazer mesmo assim”, afirmou o diretor num de seus discursos de vitória em Gramado, sob aplausos. A vitória de “Pacarrete” foi recebida com aplausos de pé, já que o filme era o favorito desde a sua exibição na terça-feira (20/8). Os elogios foram direcionados especialmente à performance da atriz Marcélia Cartaxo, que venceu um Urso de Prata no Festival de Berlim por “A Hora da Estrela” (1985) e voltou a conquistar um grande prêmio, o Kikito de Melhor Atriz por seu trabalho na nova obra. Em “Pacarrete”, ela dá vida à história real de uma mulher de Russas, no interior do Ceará. Bailarina e ex-professora, a mulher do título sonha em se apresentar na festa da cidade. Com voz estridente, grita frases desconexas pelas ruas — e é simplesmente tachada de louca pelos moradores. “Dedico o prêmio a Pacarrete, mulher, artista e exemplo de resistência. Todo artista precisa resistir. Viva o cinema brasileiro”, disse a atriz, ao receber seu troféu. Já o prêmio de Melhor Ator ficou com o músico Paulo Miklos, por seu papel em “O Homem Cordial”. Confira abaixo todos os premiados. Longas Brasileiros Melhor Filme: “Pacarrete” Melhor Direção: Allan Deberton, por “Pacarrete” Melhor Ator: Paulo Miklos, por “O Homem Cordial” Melhor Atriz: Marcélia Cartaxo, por “Pacarrete” Melhor Ator Coadjuvante: João Miguel por “Pacarrete” Melhor Atriz Coadjuvante para 2: Carol Castro por “Veneza” e Soia Lira por “Pacarrete” Melhor Roteiro: “Pacarrete” Melhor Fotografia: “Raia 4” Melhor Montagem: “Hebe” Melhor Direção de Arte: “Veneza” Melhor Trilha Musical: “O Homem Cordial” Melhor Desenho de Som: “Pacarrete” Prêmio Especial do Júri: “30 Anos Blues” Melhor Filme Gaúcho: “Raia 4″ Júri Popular:”Pacarrete” Júri da “Raia 4” Longas Estrangeiros Melhor Filme: “El Despertar de Las Hormigas” Melhor Direção: Perro Bomba Melhor Ator: Fernando Arze, por “Muralla” Melhor Atriz: Julieta Diaz por “La Forma de Las Horas” Melhor Fotografia: “En El Pozo” Menção Honrosa: “Dos Fridas” Prêmio Especial do Júri: “Despertar de Las Formigas” Júri Popular: “Perro Bomba” Júri da “El Despertar de Las Hormigas” Curtas Brasileiros Melhor Filme: “Apneia” Melhor Direção: “Menino Pássaro” Melhor Ator: Rômulo Braga Melhor Atriz: Cassia Damasceno Menção Honrosa para a Atriz mirim: Ester Shafer Melhor Roteiro: “O Véu de Amani” Melhor Fotografia: “A Ética das Hienas” Melhor Montagem: “Invasão Espacial” Melhor Direção de Arte: “Sangro” Melhor Trilha Musical: “Teoria sobre um Planeta Estranho” Melhor Desenho de Som: “Um Tempo Só” Prêmio Especial: Divina Valéria e Wallie Ruy por “Marie”. Prêmio Aquisição Canal Brasil: “Marie” Júri Popular: “Teoria sobre um Planeta Estranho” Júri da “Marie”

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    Produtores independentes protestam contra paralisação do setor audiovisual pelo governo Bolsonaro

    24 de agosto de 2019 /

    Um abaixo assinado de produtoras independentes do Brasil chamou atenção para um fato que apenas a Pipoca Moderna, entre toda a imprensa brasileira, tem destacado desde o primeiro dia da suspensão do edital de financiamento de séries, que incluem produções de temática LGBTQIA+. O fato de que a portaria assinada pelo ministro da Cidadania Oscar Terra “afeta diretamente a cadeia audiovisual em todo o país”. As aspas são do documento publicado na sexta-feira (23/8). Para suspender o edital que permitiria a produção de séries LGBTQIA+ atacadas pelo presidente Jair Bolsonaro, o ministro deu como justificativa a necessidade de recomposição dos membros do Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), responsável por direcionar as verbas arrecadadas com o Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, taxa cobrada da indústria de cinema, TV e telefonia), para poder liberar o financiamento. A portaria também afirma que, uma vez recomposto, o comitê revisará os critérios e diretrizes para a aplicação dos recursos do fundo, assim como os parâmetros de julgamento dos projetos e seus limites de valor. O detalhe é que a formação do comitê depende das indicações de seis integrantes do governo, vindos de diferentes ministérios. Em oito meses de governo, Bolsonaro ainda não indicou nenhum representante. O decreto assinado por Osmar Terra prevê a suspensão do edital por 180 dias, podendo prorrogar o prazo caso o comitê gestor continue sem as indicações dos membros do governo. Na prática, isto significa que todo o investimento do FSA foi paralisado pelo governo. Isto não afeta apenas as séries que tiveram seu edital suspense. Todos os projetos audiovisuais estão impedidos de receber financiamento, com base na justificativa apresentada. Para ficar bem claro: trata-se da paralisia completa do setor. A tranca foi feita propositalmente pelo governo, que usou sua incompetência como esperteza para congelar o FSA, ao informar que não há comitê para liberar a verba. E não há comitê porque o próprio governo não o nomeou. A recomposição do Comitê Gestor do FSA (CGFSA) depende da posse do Conselho Superior de Cinema (CSC), que ainda não tem data. E só depois disso será marcada reunião para abordar o tema, sem pressa alguma para cumprir obrigações de janeiro passado. Apesar do abrangência e do impacto desse congelamento, a “grande imprensa” ainda não deu a devida importância para o assunto, assim como ignorou completamente o anúncio do ministro Osmar Terra sobre seus planos para acabar com o cinema de arte feito no Brasil. Apenas a Pipoca Moderna chamou atenção para os dois escândalos de graves consequências para o cinema nacional. As produtoras independentes, por sua vez, repercutiram também a inobservância das regras editalícias, de caráter vinculante para a administração pública, que nortearam a suspensão arbitrária do edital. O ato autoritário já gerou inquérito do MPF (Ministério Público Federal) do Rio de Janeiro. “Passados quase 17 meses do início do processo licitatório e quando diversas etapas já foram rigorosamente cumpridas por todos os concorrentes, não há por que reavaliar os critérios de apresentação de propostas”, lembra o abaixo-assinado, tendo como base a legislação. “É primordial dar seguimento transparente à execução de um processo que estava em curso, à publicação imediata da lista de contemplados, à contratação, à liberação dos recursos, à produção e à consequente difusão das obras selecionadas para o conjunto da sociedade brasileira.” A carta é assinada pelo Coletivo de Empresas Produtoras Independentes Brasileiras, participantes do concursopúblico BRDE/FSA PRODAV – TVS PÚBLICAS – 2018. E conta com o apoio das seguintes entidades: Associação Brasileira de Animação (ABRANIMA); Associação Brasileira de Cineastas (ABRACI/RJ); Associação Brasileira de Documentaristas e Curta Metragistas; Associação Pernambucana de Cineastas (ABD-PE/Apeci); Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo (ABCV); Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro (API); Associação Mato-grossense de Cinema e Audiovisual (MTCine); Brasil Audiovisual Independente (BRAVI); Comissão de Empregados da Empresa Brasil de Comunicação EBC; Conexão Audiovisual Centro-Oeste, Norte, Nordeste (CONNE); Fale Rio Frente Ampla pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação do Rio deJaneiro; Fórum Audiovisual de Minas Gerais, Espírito Santo e dos estados do Sul do Brasil (FAMES); Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC); Sindicato da Indústria Audiovisual de Minas Gerais (SINDAV); Sindicato da Indústria Audiovisual de Santa Catarina (SANTACINE); Sindicato da Indústria Audiovisual RS (SIAV-RS); Sindicato dos Trabalhadores do Rádio e da Televisão do Estado do Rio de Janeiro (SINRADTV-RJ).

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    Kito Junqueira (1948 – 2019)

    23 de agosto de 2019 /

    O ator Kito Junqueira morreu nesta sexta (23/8) aos 71 anos em Curitiba, após sofrer um infarto de madrugada. Nascido em 15 de maio de 1948, em São Paulo, Heráclito Gomes Pizano adotou o nome artístico Kito Junqueira em seus diversos trabalhos no teatro, cinema e TV. A carreira artística começou em 1973 na extinta TV Tupi, na qual participou das novelas “As Divinas & Maravilhosas”, “Vila do Arco”, “Tchan, a Grande Sacada” e “Como Salvar Meu Casamento”, todas na década de 1970. Ele também teve trabalhos na Globo (“Espelho Mágico” em 1978, “Vereda Tropical” em 1984 e “Por Amor” em 1997), na extinta Manchete (“Tudo ou Nada” em 1986 e “Pantanal” em 1990), SBT (“Jogo do Amor”, em 1985), Bandeirantes (“Cavalo Amarelo” em 1980, “Os Adolescentes” em 1981 e “Ninho da Serpente” em 1982) e Record (“Vidas Opostas” em 2007 e “Chamas da Vida” em 2008). Ele também atuou no filme “Eternamente Pagu” (1987), teve participações em programas como “Você Decide” e “Carga Pesada” (ambas na Globo), além de ter integrado os elencos centrais da minissérie “Chapadão do Bugre” (na Bandeirantes) e da série “A Lei e o Crime”, seu último trabalho nas telas, em 2009 (na Record). Fora das telas, Junqueira ainda estrelou diversas peças de teatro e se destacou na peça “Bent”, na qual recebeu prêmios da APCA, Moliére e Mambembe por sua atuação e produção. O ator também teve atuação política, sendo eleito deputado estadual em São Paulo pelo PV em 1994. Ele acabou mudando de partido, filiando-se ao PP, pelo qual concorreu ao cargo de deputado federal pelo Paraná nas Eleições de 2018, mas desta vez sem conseguir ser eleito.

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    Atriz acusa diretor do filme de Bruna Marquezine de assédio

    23 de agosto de 2019 /

    A atriz e produtora Talita Coling, de 24 anos, acusou o fotógrafo e cineasta Klaus Mittledorf, de 66 anos, de assédio sexual. Ele está lançando seu primeiro longa, “Vou Nadar Até Você”, que também é a estreia de Bruna Marquezine no cinema, nesta semana na competição do 47º Festival de Gramado. A acusação contra o diretor do longa de Marquezine foi revelada na quinta (23/8) pelo jornal O Dia e em seguida os fãs de Bruna Marquezine começaram a atacar Talita no Twitter, onde ela também falou sobre o caso. “Na intenção de defendê-la [Marquezine], eles se põem contra mim. Dizem: ‘Está querendo aparecer’, ‘Está usando o nome da Bruna’. Não é isso. Tive que falar no momento certo. Se o filme não tivesse sido lançado, você, como repórter, ia me ouvir? Ninguém sabia do filme, agora ele existe. Há dois anos eu não ia falar nada, não tinha uma carreira. Hoje tenho coragem, mais maturidade, mas ainda fico nervosa. Falo com você tremendo”, explicou Talita à reportagem do portal Uol. Talita revelou que conheceu Mitteldorf entre 2015 e 2016, quando participou de um teste para o papel de Ophelia, que acabou sendo feito por Marquezine. Depois da filmagem, recebeu convite para trabalhar na pós-produção do filme, em 2017, quando teria ocorrido o assédio. Ela afirma que Mitteldorf tentou beijá-la à força e chegou a deixar seu rosto e seu pescoço cheios de saliva. O advogado do diretor nega as acusações. “Estudo roteiro, produção. Nessa época já tinha gravado ‘Carcereiros’ [série da Globo], mas não tinha ido ao ar ainda. Eu estava em outros trabalhos como assistente de roteiro, produção e fazendo curtas. Para mim seria muito interessante a oportunidade de trabalhar na pós-produção do filme. Tudo aconteceu na produtora dele. Tenho fotos da gente trabalhando juntos”, contou. Segundo Talita, a abordagem de Mitteldorf começou com elogios, até o dia em que ele tentou o contato físico. “Ele sempre elogiava. É desconfortável, mas ok, dá para aguentar. Estava ali, precisando da grana, fazendo meu trabalho. Mas teve esse dia em que ele tentou me beijar e fiquei toda babada. Foi o ápice. Falei para mim mesma: ‘Não volto mais’.” “Saí de lá voada. Tinha um teste, estava nervosa, foi horrível. Entrei no Uber em estado de choque. Ele babou em meu pescoço, no rosto. Eu não me limpei. Quando cheguei no teste, com cara de pânico, a maquiadora ainda brincou comigo: ‘Ih, estava na pegação’. Em pânico, dei um risinho amarelo sem entender ainda o que tinha acontecido.” Talita registrou boletim de ocorrência e entrou com uma ação trabalhista contra o diretor, já que não recebeu pelos dias trabalhados na produtora. “No processo trabalhista, citei o assédio. Não voltei mais [na produtora], e ele não queria me pagar pelo que eu tinha trabalhado, mas tinha minha rescisão para pagar. Ele sumiu, não me respondia nada. Óbvio que eu não ia pisar mais lá depois do que aconteceu”, afirma. No dia em que ocorreu o episódio, segundo Talita, ela parou para pensar em como iria provar que havia sido assediada por Mitteldorf. Ela, então, resolveu mandar uma mensagem de WhatsApp para ele. “Quando sofremos assédio, é difícil provar. Assim que saí de lá, mandei uma mensagem: ‘Klaus, nunca mais tente me beijar à força’. Ele respondeu: ´Prometo’. Pensei: ‘Vou provar o que ele fez comigo’.” Apesar de mencionar o ocorrido na ação trabalhista, ela não foi indenizada pelo assédio, apenas recebeu a rescisão a que tinha direito. “O assédio ficou ali e dói. Infelizmente, não conseguimos ser indenizadas por assédio, passa batido.” Em nota à imprensa, o produtores de “Vou Nadar Até Você”, responsáveis por toda a execução do projeto, afirmam não conhecer Talita Coling. Como atriz, não foi convidada a fazer nenhum teste para papel no filme. Também nunca trabalhou na produção, nem está ligada à obra sob qualquer tipo de vínculo ou contrato. A assessoria de imprensa do filme revela ter a informação de que ela realizou trabalhos como free lancer na produção de fotografias feitas pelo diretor Klaus Mitteldorf. O advogado do cineasta, dr. Roberto Soares Garcia, destaca que “Klaus Mitteldorf é profissional respeitado e conhecido internacionalmente. Trabalhou com inúmeros profissionais de renome, homens e mulheres que jamais tiveram motivo para reclamar de sua conduta”. Ele reforça que “Tallita Colling jamais teve relação com o filme ‘Vou Nadar Até Você'” e que, entretanto, entrou com ação trabalhista e recebeu valores por outro trabalho, relacionado à produção de fotografias. “Não é verdade também que Klaus tenha sido condenado em ação proposta por Tallita. O que de fato se deu foi que Tallita entrou com ação trabalhista, a qual terminou num acordo entre eles, no valor de R$ 5 mil. Tallita não foi forçada a fechar o acordo, mas a ele anuiu livremente”, disse Garcia. O advogado ainda afirma que “na verdade, Klaus foi vítima de crimes praticados por Tallita, que são apurados pela Polícia Civil de São Paulo desde agosto de 2017 (DIPO 3.1.2, inquérito policial nº 0089724-69.2017.8.26.0050). Nos autos do referido inquérito, fica claro que ela, que prestou serviços (não relacionados ao filme) a Klaus por curto período, praticou desvios indevidos e praticou extorsão contra Klaus”. Garcia conclui dizendo que “Klaus é vítima de condutas criminosa praticadas por Tallita, e não o contrário. A irresponsável e indigna propagação de mentiras contra Klaus Mitteldorf será objeto das ações cabíveis”.

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  • Filme

    Ministro da Cidadania revela que pretende acabar com cinema de arte do Brasil

    23 de agosto de 2019 /

    O ministro da Cidadania Osmar Terra alimentou mais o fogo que queima o Brasil com ódio ao dizer que apenas filmes populares deveriam receber financiamento público. Ele foi além, revelando, ao participar de evento do grupo Voto, em São Paulo, que pretende acabar com o cinema de arte no Brasil. Para o ministro, só filmes que lotarem cinemas devem ser apoiados pelo governo. “O cinema tem que buscar o público, não pode ser uma coisa só autoral para os amigos que gostam muito do cineasta gostarem do filme”, atacou. Para o ministro, os filmes que têm recebido recursos públicos não têm apresentado resultados à altura dos investimentos. “No ano passado, foram 151 filmes totalmente financiados pelo fundo do audiovisual. A média de R$ 4,5 milhões por filme. E o público é menos de mil pessoas por filme. Metade dos filmes não teve mil espectadores”, contabilizou. A partir desse silogismo, Terra disse que é preciso haver uma revisão dos mecanismos de financiamento para o cinema, incluindo a exigência de que parte do dinheiro tenha que ser devolvida com arrecadação em bilheteria. “Nós temos que rever a forma de fazer o financiamento. Transformar em um financiamento que tem que ser devolvido. Criar uma forma de buscar o público, se não ficam filmes que ninguém assiste. É um gasto enorme com filmes que ninguém vai ver”, propôs. E para quebrar de vez a indústria cinematográfica brasileira, deu uma sugestão que permitiria a produção apenas de filmes da Igreja Universal, com pré-venda garantida: acabar com a cota de filmes nacionais. A reserva de um espaço mínimo em salas de cinema para filmes nacionais foi alvo de críticas ferozes do ministro. “Aí é obrigado a ter cota para filme nacional no cinema, também não pode durar muito. É uma lei que até ano que vem tem cota. Depois tem que rever isso”, disse, relacionando a reserva de salas para filmes brasileiros com salas de cinemas vazias. Ou seja, o ministro quer tirar o financiamento para a produção de filmes independentes e dificultar que os poucos que consigam ser produzidos sejam exibidos nas salas do circuito cinematográfico nacional. E ainda buscará transformar empresas privadas em sócias do Estado para permitir que realizem filmes com incentivos fiscais. É tanto equívoco, que só poderia vir mesmo do governo Bolsonaro. A lógica deste governo é a lei das selvas, também conhecida como lei dos mais fortes. Nesta lógica, apenas os fortes sobrevivem e os fracos devem morrer. Na teoria, parece justo: todos são tratados iguais, sem vantagens na disputa pelas mesmas vagas/emprego/tratamento/salas de cinema. Na prática, porém, se alguns tem mais condições (dinheiro, educação, contatos, etc) prosperam. Os que não tem, fracassam. E o Estado não se mete para equilibrar as desigualdades. Trata-se de pura e simples aplicação política da seleção natural das espécies, conforme estudada por Charles Darwin, e que está na base da visão de que “o governo é para a maioria e a minoria tem que se conformar”, expressada por vários integrantes da cúpula bolsonarista. Trata-se também da antítese de um conceito chamado civilização – aquilo que diferencia os homens dos animais. Ao contrário da tese defendida pelo sofisma bolsonarista, as leis existem justamente para proteger as minorias perseguidas. Senão, voltamos à barbárie. O holocausto foi uma aplicação da mesma política, que começou retirando direitos de minorias em prol dos bons costumes e boas famílias arianas, e seguiu censurando as artes que não refletiam a visão de mundo de seus líderes. O Estado, vale lembrar, tem como função ajudar os mais fracos a ter melhores condições de competir num mundo desigual, seja com assistência médica para quem não pode pagar, escola pública, segurança contra valentões armados, saneamento básico e, sim, até com incentivos específicos para produtores independentes realizarem filmes que não poderiam fazer de outra forma. É para isso que existem impostos e taxas (no caso do cinema, a Condecine). Não é para pagar corrupção. Os incentivos também alimentam a economia, pois geram empregos. O que é outra função do Estado. Enfim, em vez de adentrar nesse debate filosófico sobre “o que é o Estado”, é menos desgastante lembrar apenas o básico para um governo que não sabe o mínimo: 1) o Estado é fomentador, não investidor em Cultura, portanto não pode exigir lucro nem compartilhar dele; 2) o principal equívoco das leis de incentivo é justamente dar dinheiro a quem não precisa, pois quem é popular pode se bancar sozinho; 3) todos os países de mercado cinematográfico relevante, que não são os Estados Unidos, têm cotas de telas; 4) todos os países de mercado cinematográfico relevante, inclusive os Estados Unidos, incentivam filmes de arte, que trazem prestígio a seus países por meio de participação em festivais internacionais; 5) o Brasil acaba de vencer dois prêmios importantes no Festival de Cannes, o mais prestigioso do mundo, com filmes incentivados, que os critérios de popularidade do ministro não permitiriam que fossem feitos. O ministro ainda defendeu seu ato de censura, ao suspender um edital para a produção de séries de diversidade sexual para TVs públicas, dizendo que o governo deve decidir quais as temáticas que serão incentivadas na produção audiovisual. “Se é um recurso público, é uma exibição em rede pública, o governo pelo menos quer opinar sobre os temas. E esse governo tem proposta para a TV pública, sobre valores que são importantes de serem ressaltados”, disse, esquecendo que uma mudança de governo não pode alterar edital já publicado, com prazo vencido e inscritos que obedeceram as regras claras. O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro abriu inquérito nesta quinta (22/8) para investigar o ato de censura e homofobia do ministro e do governo Bolsonaro ao suspender o edital. Em sua manifestação, o Ministério Público deixa claro que “tal ameaça ou discriminação podem importar em inobservância das regras editalícias, de caráter vinculante para a administração pública, bem como em discriminação constitucional vedada”. O comunicado dos promotores diz que “o MPF expediu ofícios ao Ministério da Cidadania e à Ancine, requisitando informações, no prazo de dez dias, sobre a suspensão do edital, bem como sobre suposta decisão governamental de não aprovar projetos audiovisuais relacionados a temáticas LGBTQIA+”. No evento em que pregou a destruição do cinema de arte nacional, o ministro expôs seus argumentos para exercer censura em editais. “Todo mundo pode fazer o filme que quiser, mas se vai receber recurso público, nós temos direito de opinar sobre os temas que são mais importantes. Até para ter um filme que vai receber um recurso e não tem importância nenhuma para a sociedade”, disse Terra. Por filmes que “não tem importância nenhuma para a sociedade”, deve-se entender, conforme demonstrado ativamente pelo governo Bolsonaro, qualquer um que tenha tema LGBTQIA+.

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    Veneza: Carmen Maura vive cafetina sonhadora em fotos e trailer de filme de Miguel Falabella

    22 de agosto de 2019 /

    A Imagem Filmes divulgou 25 fotos, o pôster e o trailer de “Veneza”, dirigido por Miguel Falabella (“Polaróides Urbanas”). A prévia mostra a história de Gringa, uma cafetina que, na velhice, sonha reencontrar o único homem que amou. O título se refere à cidade italiana que seria o destino desse amor de juventude. A trama se altera entre flashbacks do romance da jovem Gringa e os planos atuais das prostitutas de seu bordel para realizar o sonho da viagem da velha senhora, que inclusive já perdeu a visão. Para isso, elas decidem se juntar a uma trupe de circo para levá-la até Veneza. A atriz espanhola Carmen Maura (“Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos”) vive a versão idosa de Gringa, enquanto Macarena García (“Branca de Neve”) interpreta a Gringa jovem. O elenco nacional inclui Dira Paes (“Divino Amor”), Danielle Winits (“Até que a Sorte nos Separe”), Carol Castro (“Um Suburbano Sortudo”) e Eduardo Moscovis (“O Doutrinador”), entre outros. O longa é um dos destaques da mostra competitiva do 47º Festival de Gramado, que acontece até o fim de semana, e tem estreia marcada para 12 de dezembro nos cinemas brasileiros.

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    Ministério Público Federal instaura inquérito para investigar ato de censura e homofobia do governo Bolsonaro

    22 de agosto de 2019 /

    O MPF (Ministério Público Federal) no Rio de Janeiro anunciou nesta quinta-feira (22/8) que instaurou inquérito civil para apurar a suspensão do edital que previa a produção de 80 séries brasileiras, entre elas atrações de temática LGBTQIA+ que foram alvo de críticas preconceituosas do presidente Jair Bolsonaro em sua live da semana passada. Citando quatro títulos do edital, Bolsonaro afirmou que tinha vetado as produções porque não tinha “cabimento fazer filmes com esse tema”. Após esse ataque, o ministro da Cidadania Osmar Terra assinou uma portaria suspendendo o edital e prejudicando os 80 projetos que estavam aguardando a liberação de verbas para começar suas produções. Como justificativa, o ministro citou a necessidade de recomposição dos membros do Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), responsável por direcionar as verbas arrecadadas com o Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, taxa cobrada da indústria de cinema, TV e telefonia), para poder liberar o financiamento. A portaria também afirma que, uma vez recomposto, o comitê revisará os critérios e diretrizes para a aplicação dos recursos do fundo, assim como os parâmetros de julgamento dos projetos e seus limites de valor. O detalhe é que a formação do comitê depende das indicações de seis integrantes do governo, vindos de diferentes ministérios. Em oito meses de governo, Bolsonaro ainda não indicou nenhum representante. O decreto assinado por Osmar Terra prevê a suspensão do edital por 180 dias, podendo prorrogar o prazo caso o comitê gestor continue sem as indicações dos membros do governo. Trata-se de uma paralisia provocada propositalmente pelo governo, com aviso prévio de prorrogação indefinida, que na prática impede qualquer financiamento de produção nacional pelo FSA. Diante da dimensão dessa paralisação, o Ministério da Cidadania afirmou que a recomposição do Comitê Gestor do FSA (CGFSA) depende da posse do Conselho Superior de Cinema (CSC), que ainda não tem data. Mesmo assim, disse não haver previsão de suspender mais editais. Entretanto, se a justificativa para suspender um edital específico não se aplicar aos demais, o caso passa a ser crime por condução arbitrária e/ou fraude na seleção de concursos públicos. Desde 2011, isto pode render pena de até oito anos de reclusão, quando o crime tiver sido cometido por funcionário público. Por enquanto, a investigação se dá na esfera civil, levando em conta apurações sobre prática de censura ou ato de homofobia, que, após recente entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal), equipara-se a crime de ódio como o racismo. Também investiga se a suspensão do edital foi uma tática para não cumpri-lo, já que é vedado mudar regras de edital após sua publicação, com inscrições feitas e regras cumpridas pelos candidatos. Em sua manifestação, o Ministério Público deixa claro que “tal ameaça ou discriminação podem importar em inobservância das regras editalícias, de caráter vinculante para a administração pública, bem como em discriminação constitucional vedada”. O comunicado dos promotores diz que “o MPF expediu ofícios ao Ministério da Cidadania e à Ancine, requisitando informações, no prazo de dez dias, sobre a suspensão do edital, bem como sobre suposta decisão governamental de não aprovar projetos audiovisuais relacionados a temáticas LGBTQIA+”. O secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania Henrique Pires se demitiu na quarta (21/8), acusando o governo Bolsonaro de promover a censura no Brasil. Além desse inquérito do MPF, a suspensão do edital está enfrentando processos da entidades representantes da indústria audiovisual brasileira. O ex-ministro da Cultura e deputado Marcelo Calero (Cidadania-RJ) também afirmou que vai entrar com uma ação popular com pedido de liminar para tornar nula a portaria assinada por Osmar Terra. Segundo Calero, a questão será levada para o Comitê de Cultura da Câmara e serão ainda analisadas medidas de cunho administrativo para barrar a medida.

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    Remake de Brinquedo Assassino é o lançamento mais amplo nos cinemas

    22 de agosto de 2019 /

    O remake do terror “Brinquedo Assassino” é a estreia mais ampla desta quinta-feira (22/8), que traz mais dois filmes para o público dos shopping centers e, para variar, melhores opções em circuito limitado. O novo Chucky chega ao Brasil mais de dois meses depois de seu lançamento nos Estados Unidos, onde, inclusive, já saiu de cartaz com prejuízo financeiro. Muito diferente do clássico dos anos 1980, a nova versão do boneco é praticamente um robô, com um sistema de inteligência artificial conectado à chamada “internet das coisas”, em vez de um simples brinquedo de plástico possuído pela alma de um serial killer. Com voz de Mark Hamill (o Luke Skywalker de “Star Wars”), ele realmente não é o mesmo Chucky que os fãs lembram, para o bem e para o mal. Sem assustar, ao menos faz rir com elementos de terror trash. Os shoppings também exibem uma animação chamada de “Os Brinquedos Mágicos”, que, como o título quase confessa, é um “Toy Story” made in China – com todo o estigma antigamente associado aos produtos chineses “inspirados” em originais americanos. E há “Socorro, Virei uma Garota!”, filme brasileiro de título problemático (porque virar garota é ruim?), roteiro batido de troca mágica de corpos (um “Se Eu Fosse Você” adolescente) e tantos clichês machistas que nem vale a pena enumerar. Mas que também tem Thati Lopes (“Porta dos Fundos: Contrato Vitalício”). A menina é um fenômeno. Brilha mais que todos os defeitos da produção – e são muitos, da seleção musical mais ridícula da história do cinema brasileiro às piadas infames do primeiro ato. Infelizmente, ela só surge no segundo ato, após se tornar a versão feminina do protagonista, justificando o título. É pouco. O circuito limitado compensa os cinéfilos com pérolas cinematográficas. Obrigatório, “Pássaros de Verão” consegue a façanha de juntar conteúdo de arte com cenas de ação, oferecendo uma espécie de prólogo de “Narcos”. O filme de Cristina Gallego e Ciro Guerra (“O Abraço da Serpente”) conta a história da origem do tráfico de drogas na Colômbia, em meio à população indígena e antes de Pablo Escobar, e arrecadou uma coleção gigante de prêmios internacionais, do Ariel (o Oscar mexicano) ao Fênix (O Oscar latino). Além do grande destaque colombiano, há dois dramas europeus para se conferir. Ambos oferecem olhares para relacionamentos a dois. O italiano “Entre Tempos” é bastante ousado em termos estéticos, ao contar uma história de amor entre duas pessoas sem nome, a partir de uma colagem de memórias diferentes dos amantes. Também venceu vários prêmios, inclusive no Festival de Veneza. Já o francês “Amor Impossível” é menos preocupado com a paixão, apresentada de forma desamorosa, e mais com seu resultado: uma filha rejeitada pelo pai de família abastada, que cresce para rejeitar a mãe pobre. Foi indicado a quatro Césars (o Oscar francês). A seleção tem outro filme brasileiro, “Uma Noite Não É Nada”, que perpassa um tema recorrente no cinema nacional, a fixação potencialmente pedófila de homens mais velhos sobre garotinhas em idade escolar. No filme de Alain Fresnot (“Família Vende Tudo”), a jovem paraense Luiza Braga é uma lolita drogada e sem-vergonha que chega a ser estuprada por seu professor (Paulo Betti, de “Chatô: O Rei do Brasil”), tratado como simpatia pela produção. Comparado a isso, “Socorro, Virei uma Garota!” chega a ser feminista. Confira abaixo a lista completa das estreias da semana com suas sinopses e trailers. Brinquedo Assassino | EUA | Terror Andy (Gabriel Bateman) e sua mãe se mudam para uma nova cidade em busca de um recomeço. Preocupada com o desinteresse do filho em fazer novos amigos, Karen (Aubrey Plaza) decide dar a ele de presente de aniversário um boneco tecnológico que, além de ser o companheiro ideal para crianças e propor diversas atividades lúdicas, executa funções da casa sob comandos de voz. Os problemas começam a surgir quando o boneco Chuck se torna extremamente possessivo em relação a Andy e disposto a fazer qualquer coisa para afastar o garoto das pessoas que o amam. Socorro, Virei uma Garota! | Brasil | Comédia Júlio (Victor Lamoglia) é um garoto tímido, praticamente invisível aos olhos de seus colegas de colégio. Um dia, ao ver uma estrela cadente, ele faz um pedido: deseja ser a pessoa mais popular da escola. Logo ele se transforma em uma garota, Júlia (Thati Lopes), que é extremamente popular. Sem saber como lidar com o corpo feminino que acabou de ganhar, ele precisa ainda lidar com a proximidade de Melina, a garota por quem é perdidamente apaixonado. Pássaros de Verão | Colômbia | Drama Andy (Gabriel Bateman) e sua mãe se mudam para uma nova cidade em busca de um recomeço. Preocupada com o desinteresse do filho em fazer novos amigos, Karen (Aubrey Plaza) decide dar a ele de presente de aniversário um boneco tecnológico que, além de ser o companheiro ideal para crianças e propor diversas atividades lúdicas, executa funções da casa sob comandos de voz. Os problemas começam a surgir quando o boneco Chuck se torna extremamente possessivo em relação a Andy e disposto a fazer qualquer coisa para afastar o garoto das pessoas que o amam. Entre Tempos | Itália, França | Drama Lui (Luca Marinelli) e Lei (Linda Caridi) são duas pessoas completamente diferentes entre si, mas que formam um casal intenso e apaixonado. Juntos durante anos, seus sentimentos estão em conflito constante, mostrando uma montanha-russa emocional entre eles: enquanto Lui acredita em um futuro brilhante, Lei não consegue deixar de viver no passado. Ao longo dos anos, o par colecionou frustrações, alegrias, tristezas e angústias. Um Amor Impossível | França | Drama No final dos anos 1950 em Châteauroux, Rachel, uma funcionária de escritório, conhece Philippe, um jovem brilhante de uma família burguesa. Desta breve relação nasce uma menininha, Chantal. Philippe se recusa a casar com alguém fora de sua classe social e Rachel terá que criar a filha sozinha. Porém, uma batalha de mais de dez anos pelo reconhecimento paterno de Philippe desencadeia revelações inesperadas. Uma Noite Não É Nada | Brasil | Drama São Paulo, meados da década de 1980. Agostinho, um decadente professor de física de um supletivo noturno, acaba se apaixonando por uma de suas alunas, Márcia, uma mulher bem mais jovem que ele, emocionalmente perturbada e soropositiva. Eles começam um relacionamento e logo a coisa se torna séria, fazendo com que Agostinho comece a arriscar seu casamento com Januária. Os Brinquedos Mágicos | China | Animação São Paulo, meados da década de 1980. Agostinho, um decadente professor de física de um supletivo noturno, acaba se apaixonando por uma de suas alunas, Márcia, uma mulher bem mais jovem que ele, emocionalmente perturbada e soropositiva. Eles começam um relacionamento e logo a coisa se torna séria, fazendo com que Agostinho comece a arriscar seu casamento com Januária. O Verde Está do Outro Lado | Brasil, Chile | Documentário Desde 1980, a gestão da água foi privatizada em todo o Chile, levando pequenos agricultores à ruína e debilitando milhares de famílias. O congresso chileno concorda com a necessidade de mudar as leis, mas encontra dificuldade para combater a grande influência de grandes empresas da agricultura e mineração. Um retrato sobre a realidade e consequências do modelo econômico implantado há quase 40 anos.

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