Disputa de Melhor Filme Internacional do Oscar 2020 bate recorde de inscrições


A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (7/10) que 93 países inscreveram seus representantes para concorrer ao Oscar 2020 de Melhor Filme Internacional (antiga categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira). Trata-se de um número recorde de inscrições, superando as 92 registradas em 2007, até então o ano com a maior quantidade de inscritos.

A lista inclui as primeiras indicações já feitas por três países: Gana, Nigéria e Uzbequistão.

O candidato brasileiro é “A Vida Invisível”, de Karim Ainouz, que venceu a mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes, mas outros dois filmes da relação também trazem atores brasileiros: o cubano “O Tradutor”, estrelado por Rodrigo Santoro, e o italiano “O Traidor”, que além de incluir a atriz Maria Fernanda Cândido é uma coprodução brasileira.

Apesar da farta seleção, os filmes que são considerados favoritos não passam de um punhado. São eles o sul-coreano “Parasita”, de Bong Joon-ho, vencedor do Festival de Cannes, o espanhol “Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar, que rendeu troféu para o ator Antonio Banderas em Cannes, o senegalês “Atlantique”, de Mati Diop, primeira mulher negra a competir e ganhar prêmio em Cannes, e o francês “Les Miserables”, de Ladj Ly, que assim como o brasileiro “A Vida Invisível” contará com apoio financeiro da Amazon para disputar sua vaga. Também chama atenção o fato de o candidato japonês, “Weathering With You”, ser uma animação.



10 dos 93 candidatos serão pré-selecionados por um comitê e revelados no dia 16 de dezembro. Desta dezena sairão os cinco finalistas, apresentados durante o anúncio de todos os indicados ao Oscar, no dia 13 de janeiro.

A cerimônia de premiação está marcada para 9 de fevereiro, com transmissão ao vivo para o Brasil pelos canais TNT e Globo.

Confira abaixo a lista completa dos selecionados, a maioria com seus títulos internacionais (no inglês da Academia).

África do Sul: “Knuckle City”, de Jahmil XT Qubeka
Albânia: “The Delegation”, de Bujar Alimani
Alemanha: “System Crasher”, de Nora Fingscheidt
Arábia Saudita: “The Perfect Candidate”, de Haifaa Al Mansour
Argélia: “Papicha”, de Mounia Meddour
Argentina: “Heroic Losers”, de Sebastián Borensztein
Armênia: “Lengthy Night”, de Edgar Baghdasaryan
Austrália: “Buoyancy”, de Rodd Rathjen
Áustria: “Joy”, de Sudabeh Mortezai
Bangladesh: “Alpha”, de Nasiruddin Yousuff
Bielorrússia: “Debut”, de Anastasiya Miroshnichenko
Bélgica: “Our Mothers”, de César Díaz
Bolívia: “I Miss You”, de Rodrigo Bellott
Bósnia e Herzegovina: “The Son”, de Ines Tanovic
Brasil: “Vida Invisível”, de Karim Aïnouz
Bulgária: “Ága”, de Milko Lazarov
Cambógia: “In the Life of Music”, de Caylee So e Sok Visal
Canadá: “Antigone”, Sophie Deraspe: diretor
Cingapura: “A Land Imagined”, de Yeo Siew Hua
Chile: “Spider”, de Andrés Wood
China: “Ne Zha”, de Yu Yang
Colômbia: “Monos”, de Alejandro Landes
Coreia do Sul: “Parasit”, de Bong Joon Ho
Costa Rica: “The Awakening of the Ants”, de Antonella Sudasassi Furniss
Croácia: “Mali”, de Antonio Nuic
Cuba: “O Tradutor”, de Rodrigo Barriuso e Sebastián Barriuso
República Tcheca: “The Painted Bird”, de Václav Marhoul
Dinamarca: “Queen of Hearts”, de May el-Toukhy
Egito: “Poisonous Roses”, de Ahmed Fawzi Saleh
Equador: “The Longest Night”, de Gabriela Calvache
Eslováquia: “Let There Be Light”, de Marko Skop
Eslovênia: “History of Love”, de Sonja Prosenc
Espanha: “Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar
Estônia: “Truth and Justice”, de Tanel Toom
Etiópia: “Running against the Wind”, de Jan Philipp Weyl
Filipinas: “Verdict”, de Raymund Ribay Gutierrez
Finlândia: “Stupid Young Heart”, de Selma Vilhunen
França: “Les Misérables”, de Ladj Ly
Geórgia: “Shindisi”, de Dimitri Tsintsadze
Gana: “Azali”, de Kwabena Gyansah
Grécia: “When Tomatoes Met Wagner”, de Marianna Economou
Holanda: “Instinct”, de Halina Reijn
Honduras: “Blood: Passion: and Coffee”, de Carlos Membreño
Hong Kong: “The White Storm 2 Drug Lords”, de Herman Yau
Hungria: “Those Who Remained”, de Barnabás Tóth
Islândia: “A White: White Day”, de Hlynur Pálmason
Índia: “Gully Boy”, de Zoya Akhtar
Indonésia: “Memories of My Body”, de Garin Nugroho
Irã: “Finding Farideh”, de Azadeh Moussavi e Kourosh Ataee
Ireland: “Gaza”, de Garry Keane e Andrew McConnell
Israel: “Incitement”, de Yaron Zilberman
Itália: “O Traidor”, de Marco Bellocchio
Japão: “Weathering with You”, de Makoto Shinkai
Kazaquistão: “Kazakh Khanate The Golden Throne”, de Rustem Abdrashov
Quênia: “Subira”, de Ravneet Singh (Sippy) Chadha
Kosovo: “Zana”, de Antoneta Kastrati
Kirgistão: “Aurora”, de Bekzat Pirmatov
Letônia: “The Mover”, de Davis Simanis
Líbano: “1982”, de Oualid Mouaness
Lituânia: “Bridges of Time”, de Audrius Stonys e Kristine Briede
Luxemburgo: “Tel Aviv on Fire”, de Sameh Zoabi
Malásia: “M for Malaysia”, de Dian Lee e Ineza Roussille
México: “The Chambermaid”, de Lila Avilés
Mongólia: “The Steed”, de Erdenebileg Ganbold
Montenegro: “Neverending Past”, de Andro Martinović
Marrocos: “Adam”, de Maryam Touzani
Nepal: “Bulbul”, de Binod Paudel
Nigéria: “Lionheart”, de Genevieve Nnaji
Macedônia: “Honeyland”, de Ljubo Stefanov e Tamara Kotevska
Noruega: “Out Stealing Horses”, de Hans Petter Moland
Paquistão: “Laal Kabootar”, de Kamal Khan
Palestino: “It Must Be Heaven”, de Elia Suleiman
Panamá: “Everybody Changes”, de Arturo Montenegro
Peru: “Retablo”, de Alvaro Delgado Aparicio
Polônia: “Corpus Christi”, de Jan Komasa
Portugal: “The Domain”, de Tiago Guedes
Reino Unido “The Boy Who Harnessed the Wind”, de Chiwetel Ejiofor
República Dominicana: “The Projectionist”, de José María Cabral
Romênia: “The Whistlers”, de Corneliu Porumboiu
Rússia: “Beanpole”, de Kantemir Balagov
Senegal: “Atlantique”, de Mati Diop
Sérbia: “King Petar the First”, de Petar Ristovski
Suécia: “And Then We Danced”, de Levan Akin
Suíça: “Wolkenbruch’s Wondrous Journey into the Arms of a Shiksa”, de Michael Steiner
Taiwan: “Dear Ex”, de Mag Hsu e Chih-Yen Hsu
Tailândia: “Krasue: Inhuman Kiss”, de Sitisiri Mongkolsiri
Tunísia: “Dear Son”, de Mohamed Ben Attia
Turquia: “Commitment Asli”, de Semih Kaplanoglu
Ucrânia: “Homeward”, de Nariman Aliev
Uruguai: “The Moneychanger”, de Federico Veiroj: diretor
Uzbequistão: “Hot Bread”, de Umid Khamdamov
Venezuela: “Being Impossible”, de Patricia Ortega
Vietnã: “Furie”, de Le Van Kiet


Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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