Lucifer vai ganhar dois episódios inéditos como bônus após o final da série
A Fox anunciou a exibição de dois episódios inéditos de “Lucifer”, anteriormente gravados para a 4ª temporada, que não será mais realizada. O produtor Joe Henderson chegou a descrevê-los como dois dos melhores episódios já feitos para a série e lamentou seus destinos, acreditando que eles não seriam exibidos, já que o cancelamento os deixou no limbo. Mas, embora tenha interrompido a produção, a Fox resolveu programá-los como “bônus” para os fãs. São episódios com histórias completas, mas não está claro se abordam o cliffhanger do final da 3ª temporada. De todo modo, ambos trazem participações curiosas e um deles serve até como um encerramento espetacular para a série. O primeiro, chamado de “Boo Normal”, acompanha Lúcifer (Tom Ellis) e sua equipe investigando o assassinado de uma pediatra, e conta com participação de Charlyne Yi, atriz da série “House”, como uma amiga de Ella (Aimee Garcia), que pode ser uma fantasma. Já o segundo, batizado de “Once Upon a Time”, mostrará uma dimensão alternativa criada pela mãe de Lúcifer (Tricia Helfer) onde o anjo caído nunca conheceu Chloe (Lauren German) mas tem livre arbítrio. A grande curiosidade deste episódio é que ele é “narrado” por Deus, que por sua vez é dublado pelo escritor Neil Gaiman – o próprio criador de Lúcifer nas páginas de “Sandman”, publicação de quadrinhos da Vertigo. Este episódio ainda tem a curiosidade de se aproximar de uma história dos quadrinhos originais, algo que raramente a série realizou. Justamente no arco final de sua revista própria, Lucifer criou um mundo alternativo, para provar que seria capaz de realizar algo melhor que Deus. Os episódios adicionais serão exibidos juntos, na próxima segunda (31/5) nos Estados Unidos. Ainda não há previsão de estreia para esta “coda” no Brasil.
Hap & Leonard é cancelada após a 3ª temporada
O canal pago americano Sundance TV cancelou “Hap & Leonard”, após três temporadas. A adaptação televisiva dos livros de Joe R. Lansdale era sucesso de crítica e uma das melhores audiências do canal. O próprio Lansdale e o produtor John Wirth anunciaram o cancelamento no Twitter, sem explicar o que levou o canal a interromper a produção. A série foi criada pelo diretor Jim Mickle e o roteirista Nick Damici, responsáveis pelo terror “Somos o que Somos” (2013), e adapta a coleção literária homônima, iniciada em 1990 por Landsdale (que foi roteirista da série animada do “Batman”). Vale lembrar que a mais recente parceria da dupla foi o suspense “Julho Sangrento” (2014), que por sinal também é uma adaptação de livro de Landsdale. Passada nos anos 1980, “Hap and Leonard” girava em torno da improvável amizade entre Hap Collins (James Purefoy, da série “The Following”), um homem branco da classe operária que é enviado para a prisão por se recusar a prestar o serviço militar, e Leonard Pine (Michael Kenneth Williams, de “Boardwalk Empire”), um gay negro e veterano da guerra do Vietnã com problemas para controlar sua raiva. Ambos são experts em artes marciais e se unem para solucionar crimes brutais na cidade fictícia de LaBorde, no Texas. Cada temporada da série adaptou um livro diferente de Landsdale – “Mucho Mojo”, “Savage Season” e “The Two-Bear Mambo”, respectivamente. A 3ª temporada tinha 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes e exibiu seu último episódio em 11 de abril diante de 174 mil telespectadores ao vivo. Parece pouco, mas é mais que os 149 mil que acompanharam o final de “Rectify”, a série de maior repercussão do Sundance TV, que durou cinco temporadas nos Estados Unidos.
The Last Ship vai acabar em sua 5ª temporada
O canal pago americano TNT confirmou que “The Last Ship” vai acabar em sua 5ª temporada, que estreia no segundo semestre de 2018. Os rumores sobre o cancelamento começaram a circular em setembro de 2017, quando o ator Travis Van Winkle, que interpreta Danny Green, anunciou “fim das filmagens da série” em um post no Instagram que foi posteriormente deletado. A série foi renovada para a 5ª temporada em 2016, antes da estreia do quarto ano da produção e ainda durante a exibição da 3ª temporada. Na época, já se comentava que isso poderia ajudar a apressar a conclusão da trama. Agora, o chefão dos canais TNT e TBS, Kevin Reilly, confirmou ao site Deadline que o final de “The Last Ship” é oficial. Produzida pelo cineasta Michael Bay (“Transformers”), a série acompanhava a tripulação de um destroyer da Marinha dos EUA durante uma pandemia, que dizimou a maioria da população mundial. Mas após encontrar a cura na 1ª temporada e iniciar a vacinação dos sobreviventes na 2ª temporada, a tripulação do comandante Tom Chandler (Eric Dane, ex-“Grey’s Anatomy”) perdeu o rumo, passando a lidar com conspirações mundiais, sem contar mais com o elemento apocalíptico que a diferenciava de outras séries militares atualmente no ar. Desenvolvida por Hank Steinberg (criador da série “Desaparecidos/Without a Trace”), “The Last Ship” também é estrelada por Adam Baldwin (série “Cuck”), Marissa Neitling (“Terremoto: A Falha de San Andreas”), Travis Van Winkle (“Transformers”), Charles Parnell (série “Os Irmãos Aventura”), Tania Raymonde (“O Massacre da Serra Elétrica 3D – A Lenda Continua”), Maximiliano Hernández (“Os Vingadores”), Jocko Sims (“Planeta dos Macacos: O Confronto”), Bren Foster (“Operações Especiais”) e John Pyper-Ferguson (“Alphas”). Ainda não há data estabelecida para a exibição da 5ª e última temporada da série.
Tom Ellis revela a existência de negociações para o resgate de Lucifer
A resposta dos fãs ao cancelamento de “Lucifer”, com a campanha #SaveLucifer ganhando cada vez mais adeptos nas redes sociais, impressionou até o ator inglês Tom Ellis, que interpretava o personagem-título. Após se assumir em “estado de choque” com o cancelamento da série pela rede Fox, ele revelou ter viajado para Los Angeles, atendendo uma convocação do showrunner Joe Henderson e do produtor Jerry Bruckheimer, para participar de conversas entre os executivos da WBTV (Warner Bros. Television) e serviços de streaming para salvar a série. “Honestamente, fiquei um pouco chocado. Eu entrei em um estado de choque estranho. Eu realmente não estava esperando e fui pego de surpresa. E bateu em mim o quanto eu me importava com a série, e fiquei muito, muito triste. Eu não conseguia acreditar”, confessou o ator ao site TVLine. Mas seu humor mudou com a resposta “incrivelmente apaixonada” dos fãs. “Desde que comecei a fazer ‘Lucifer’, eu participei de divulgação em várias partes do mundo e estou ciente de que esse programa é muito mais popular do que parece ser na Fox. Nossos números sugerem que muitas pessoas assistem ao programa, mas não necessariamente na Fox. Então, de uma maneira estranha, não estou surpreso que as pessoas estejam com raiva. Eu só não estava preparado para este tsunami de amor que veio”. Após as primeiras reuniões para negociar uma ressurreição para a série, o ator se diz animado. “Não quero prometer nada para ninguém, porque há muitas coisas que precisam ser alinhadas para que isso aconteça. Mas eu não tive esperança antes, e agora tenho esperança. E enquanto houver esperança, continuarei lutando. Porque acho que é isso que nossos fãs querem que façamos”. E os fãs permanecem incansáveis. Em novo desdobramento para salvar a série, estão agora fazendo campanha para “Lucifer” ser indicada ao Teen Choice, algo que nunca aconteceu antes. A votação do Teen Choice Award 2018 é aberta ao público e se encerra na segunda (21/5). Veja abaixo. Caso “Lucifer” consiga emplacar alguma indicação, conquistará maior visibilidade e um argumento a mais para seu resgate. O último episódio da 3ª temporada de “Lucifer”, que marcou o final da série na Fox, foi ao ar no dia 14 de maio, deixando um grande gancho para a continuação. Boatos sugerem que a série pode ser resgatada pelo novo serviço de streaming da Warner focado em adaptações de suas publicações em quadrinhos, o DC Universe, que deve ser lançado ainda no final deste ano. Mas a WBTV prioriza uma parceria com a plataforma Hulu, que já tem direitos de exibição da série em streaming nos Estados Unidos, ou a Netflix, que possui os direitos internacionais.
Saiba quais spin-offs e remakes de atrações famosas foram rejeitados e não vão virar séries em 2018
“Wayward Sisters”, spin-off de “Supernatural”, não foi o único projeto tido como certeiro que acabou recusado para a temporada de outono na TV aberta dos Estados Unidos. Outras atrações derivadas de franquias conhecidas e com elencos e produtores famosos ficaram pelo caminho, decepcionando não apenas os envolvidos em seus pilotos, mas a expectativa dos fãs. Ao todo, os pilotos rejeitados incluem três remakes e três spin-offs, totalizando seis desdobramentos de franquias reprovados. Destes, os spin-offs são os que possuem mais chances de reviver em outro canal ou em outra data. Confira abaixo os cinco projetos inesperadamente recusados pelas redes de TV americanas na temporada de pilotos de 2018. Clique nos títulos de cada atração para saber mais detalhes sobre seus desenvolvimentos. “Cagney & Lacey” Remake de uma das séries mais bem-sucedidas dos anos 1980, que durou sete temporadas, entre 1981 e 1988, sobre o trabalho e a amizade de duas detetives da polícia de Nova York. Desenvolvido por Bridget Carpenter (criadora da minissérie “11.22.63”), o piloto contava com Sarah Drew (recém-saída de “Grey’s Anatomy”) como Cagney e Michelle Hurd (da série “Blindspot”) como Lacey, numa revisão racial da trama original. Além delas, o ator Ving Rhames (da franquia “Missão Impossível”) integrava o elenco, como o chefe da delegacia de polícia de Los Angeles – numa mudança também de locação. Na hora de definir sua programação, a rede CBS preferiu aprovar apenas o remake de “Magnum”. Caso prosseguisse com “Cagney & Lacey”, poderia virar um canal de nostalgia, acrescentando mais um remake à exibição de “Hawaii 5-0”, “MacGyver” e o anunciado “Magnum P.I.”. “Greatest American Hero” Remake da série de comédia dos anos 1980 exibida no Brasil como “Super-Herói Americano”. A série original foi criada por Stephen J. Cannell (“Anjos da Lei”, “Esquadrão Classe A”) e durou três temporadas, entre 1981 e 1983, acompanhando um professor (William Katt) que encontrava uma roupa que lhe dava superpoderes. O problema é que ele perdia o manual de uso, tendo que aprender suas novas habilidades por meio de tentativa e erro. A atualização previa não apenas uma mudança racial, mas também de sexo. Desenvolvido por Rachna Fruchbom (roteirista-produtora de “Fresh Off the Boat”), o piloto girava em torno de Meera, uma mulher de 30 anos que ama tequila e karaokê, e cuja falta de responsabilidade sempre causou grande desgosto em sua família tradicional indiana. Hannah Simone (a Cece da série “New Girl”) tinha o papel principal. “Get Christie Love” Remake da atração homônima de 1974, batizada de “Anjo Negro” no Brasil. A versão original foi a primeira série dramática protagonizada por uma atriz negra (Teresa Graves) na TV americana, inspirada pelas heroínas valentonas dos filmes de blaxploitation. O piloto foi desenvolvido por Courtney Kemp Agboh, criadora da série “Power”, maior sucesso do canal pago Starz, e em vez de uma policial infiltrada, Christie Love seria uma agente da CIA altamente treinada e mestre de disfarces. A atriz Kylie Bunbury (séries “Under the Dome” e “Pitch”) viveria o papel principal e a produção estava a cargo da One Race Television, produtora do ator Vin Diesel (da franquia “Velozes e Furiosos”), em parceria com a Universal e a Lionsgate Television. Apesar disso, foi recusada pela rede ABC. “L.A.’s Finest” Spin-off da franquia cinematográfica “Bad Boys”, que rendeu dois filmes estrelados por Will Smith e Martin Lawrence há mais de 15 anos. O projeto era centrado na personagem Syd Burnett, irmã do detetive Marcus Burnett (Martin Lawrence), introduzida em “Bad Boys 2” (2003). A série estava sendo desenvolvido pelos roteiristas Brandon Margolis e Brandon Sonnier (ambos da série “The Blacklist”) e mostraria o trabalho de Syd para o Departamento de Combate ao Tráfico de Drogas. Ela voltaria a ser interpretada pela mesma atriz, Gabrielle Union. E, replicando a dinâmica do filme, teria uma parceira feminina, papel que marcaria o retorno de Jessica Alba (“Sin City”, “Machete”) para a TV, 16 anos após o final da série sci-fi “Dark Angel” (2000–2002). A produção estava a cargo de Jerry Bruckheimer (da franquia “CSI”), que produziu os filmes. E, segundo o site The Hollywood Reporter, só não virou série devido a impasses na negociação entre a Sony TV e a rede NBC. Ou seja, não houve rejeição do piloto e sim dos custos. Por conta disso, a Sony pretende levar o projeto para outros interessados, e ainda é possível que vire série. “Gone Baby Gone” Spin-off do filme homônimo, o primeiro dirigido pelo ator Ben Affleck, lançado em 2007 no Brasil com o título “Medo da Verdade”. A cargo de Robert Levine, co-criador de “Black Sails”, o piloto se concentrava nos personagens do livro de Dennis Lehane em que o filme original foi baseado, os detetives particulares Patrick Kenzie e Angela Gennaro. Na sinopse, eles eram descritos como uma dupla armada com inteligência, conhecimento de rua e uma química inegável para tentar corrigir os erros da lei no bairro pobre de Dorchester, na cidade de Boston. Joseph Morgan (Klaus em “The Originals”) e Payton List (atualmente na série “Colony”) interpretariam os protagonistas, que no cinema foram vividos por Casey Affleck e Michelle Monagham. O elenco do piloto também incluía a veterana Christine Lahti (série “The Blacklist”) como a mãe de Angela, e a canadense-brasileira Laysa Oliveira (“Lea to the Rescue”) como a namorada de Patrick, uma médica de pronto socorro. O projeto era o primeiro piloto desenvolvido pela Miramax, empresa que foi fundada em 1979 por Bob e Harvey Weinstein, mas que atualmente pertence ao BEIN Media Group. Mas a Fox não aprovou o resultado. “Wayward Sisters” Spin-off com as personagens femininas de “Supernatural”, cuja premissa foi apresentada num episódio da atual temporada da série original. O projeto estava sendo desenvolvido por Robert Berens e Andrew Dabb, ambos roteiristas de “Supernatural”, e seria centrado na xerife Jody Mills (Kim Rhodes) e nas adolescentes problemáticas que ela adotou: Claire Novak (Kathryn Newton), filha do receptáculo humano de Castiel (Misha Collins), Alex Jones (Katherine Ramdeen), jovem raptada por vampiros, a médium Patience Turner (Clark Backo) e possivelmente Kaia (Yadira Guevara-Prip, da série “Mad Dogs”), que pode se projetar astralmente em outras dimensões. Sob o treinamento e proteção das xerifes Jody Mills e sua amiga Donna Hanscum (Briana Buckmaster), as jovens formariam uma equipe de caçadoras de monstros, num contraponto feminino à série original – sobre dois irmãos, Sam (Jared Padalecki) e Dean (Jensen Ackles), originalmente treinados por um pai caçador. Mas a rede CW preferiu aprovar o spin-off de “The Originals”, intitulado “Legacies”, em vez deste. Como as personagens continuarão em “Supernatural”, sempre é possível retomar o projeto numa próxima temporada.
iZombie, Jane the Virgin e Crazy Ex-Girlfriend vão acabar na próxima temporada
A rede The CW confirmou que “Jane the Virgin” e “Crazy Ex-Girlfriend” foram renovadas para encerrar suas histórias com a exibição de seus episódios finais. E acrescentou “iZombie” à lista das séries que se despedirão dos telespectadores. O anúncio foi feito pela emissora durante a apresentação de sua programação para a temporada de outono nos Estados Unidos – evento chamado de Upfront. As protagonistas de “Jane the Virgin” e “Crazy Ex-Girlfriend” já haviam vazado que suas séries voltariam para temporadas finais. “Acabei de ligar meu Wi-Fi em nosso voo para Chicago e descobri que ‘Crazy Ex-Girlfriend’ foi renovada para uma temporada final”, tuitou Rachel Bloom num ato falho durante o começo de abril, três semanas depois de Gina Rodriguez compartilhar seus planos de “dirigir mais no próximo ano, durante nossa temporada final”. Apesar de prestigiadas pela crítica e ocasionalmente lembradas em premiações, as duas séries amargam desde a estreia as piores audiências da rede. Em suas mais recentes temporadas, empataram na média de público, assistidas por 630 mil telespectadores ao vivo por episódio. “Jane the Virgin” vai acabar em sua 5ª temporada e “Crazy Ex-Girlfriend” na 4ª. Já “iZombie” se sai um pouco melhor. Atualmente na metade de sua 4ª temporada, vem atraindo 766 mil telespectadores por episódio. Mas criativamente a série se perdeu há duas temporadas, quando a ampliação aritmética de zumbis banalizou sua trama. A protagonista Liv Moore, entretanto, continua adorável, interpretada por Rose McIver, e deixará saudades nos fãs. “iZombie” será a primeira adaptação de quadrinhos da DC Comics cancelada pela CW. Por curiosidade, era a única que não tinha produção de Greg Berlanti – foi criada por Rob Thomas, das cultuadas “Veronica Mars” e “Party Down”. Por outro lado, junta-se a “Constantine” e “Lucifer” na fatura de cancelamentos da Vertigo, a divisão de quadrinhos adultos da DC, da qual apenas “Preacher” sobrevive no ar. A série será encerrada na 5ª temporada, que tem previsão de estreia apenas para a midseason, no começo de 2019 nos Estados Unidos.
Terry Crews agradece Mark Hamill por ajudar a salvar Brooklyn Nine-Nine do cancelamento
O ator Terry Crews fez questão de agradecer a Mark Hamill, o eterno Luke Skywalker, pela “força” dada nas redes sociais para o resgate da série “Brooklyn Nine-Nine”. Quando a Fox anunciou o cancelamento da “Brooklyn Nine-Nine” em sua 5ª temporada, Hamill reclamou publicamente no Twitter, afirmando que “não estava preparado para dizer adeus” à série. E avisou que costuma guardar ressentimentos contra canais que cancelavam programas que ele ama. Pois 24 horas depois, a série foi resgatada por outro canal e garantiu sua 6ª temporada – agora, pela NBC. Terry Crews aproveitou para agradecer Hamill pessoalmente por usar “a força” a favor da série de comédia. “Quero pessoalmente lhe agradecer, Mark, por usar a Força para salvar ‘Brooklyn Nine-Nine'”, ele escreveu. Confira abaixo. Oh NOOOOOOOOO!!!!!!!!! ???? I'm SO not ready to say #ByeBye99. Be forewarned @FOXTV-when networks dump shows I love, I'm known for holding grudges a long, L-O-N-G time. I'm still mad @CBS didn't renew #SquarePegs! ?#EverythingILikeGetsCancelled https://t.co/NEry6Hrpng — Mark Hamill (@HamillHimself) 10 de maio de 2018 @HamillHimself I want to personally THANK YOU Mark for using the power of the force to save Brooklyn Nine Nine! *Wipes dirt off shoulder* — terrycrews (@terrycrews) 12 de maio de 2018
CBS oficializa o cancelamento de mais quatro séries
A rede CBS oficializou os cancelamentos das séries estreantes “9JKL”, “Me, Myself & I”, “Living Biblically” e “Wisdom of the Crowd”. Todas já se encontravam virtualmente canceladas, tendo sido retiradas da programação da estação. Metade teve sua exibição interrompida devido à baixa audiência. A outra metade simplesmente exibiu o que tinha em estoque, sem encomendas de capítulos adicionais – os chamados “back nine”, que completam uma temporada integral. Única atração dramática da lista, “Wisdom of the Crowd” tinha a maior audiência, com média de 6,9 milhões de telespectadores e 0,9 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Entretanto, teve contra si um escândalo sexual, após diversas denúncias contra seu astro, Jeremy Piven, por abusos cometidos na época da série “Entourage” (2004–2011), da HBO, trazidos à tona pelo movimento #MeToo. Três mulheres denunciaram comportamento inconveniente do ator. Duas delas afirmaram ter sido agredidas sexualmente quando figuraram em “Entourage”. A mais famosa, Cassidy Freeman (séries “Smallville” e Longmire”), ecoou as acusações em seu Instagram, sem dar maiores detalhes. Criada por Ted Humphrey (roteirista de “The Good Wife”), a série gira em torno de um empresário brilhante do ramo de tecnologia (Piven), que renuncia ao comando de sua empresa bilionária para se dedicar em tempo integral ao desenvolvimento de um aplicativo de resolução de crimes, na esperança de solucionar o assassinato de sua própria filha. Ou seja, seguia uma fórmula que vem se provando fracassada, em que um milionário decide solucionar os problemas do mundo. Entre as produções recentes que partiram dessa premissa e foram canceladas na 1ª temporada estão “APB”, “Pure Genius” e “Proof”. Dentre as comédias, “9JKL”, vista por cerca de 5,2 milhões de telespectadores por episódio, só perdeu para “Inhumans”, da Marvel, a disputa da pior avaliação da temporada, com apenas 13% de aprovação no site Rotten Tomatoes. “9JKL” era baseada na vida real do comediante Mark Feuerstein (protagonista da série “Royal Pains”), que criou a série com Dana Klein (criadora de “Friends with Better Lives”). A trama girava em torno de um ator de TV desempregado, que após o divórcio aceita morar de favor num apartamento vazio do prédio de sua família, ao lado dos pais e do irmão casado. A situação acomoda seus problemas financeiros, mas acaba com qualquer vestígio de sua privacidade. O elenco também incluía Linda Lavin (“Um Senhor Estagiário”), Elliott Gould (série “Ray Donovan”), David Walton (série “About a Boy”), Liza Lapira (série “Super Fun Night”) e Matt Murray (série “Kevin from Work”). “Living Biblically” teve o pior desempenho do quarteto, com média de 4,2 milhões de telespectadores, e foi arrancada da programação do canal após a exibição de apenas oito episódios. Criada por Patrick Walsh (roteirista-produtor de “2 Broke Girls”), a série era uma adaptação do livro de não-ficção de AJ Jacobs, em que um homem (Jay R. Ferguson, de “The Real O’Neals”) tentava viver de acordo com os ensinamentos da Bíblia numa cidade grande atual. Por fim, “Me, Myself & I” foi a que durou menos, saindo do ar após seis episódios e média de 4,9 milhões de telespectadores. Idealizada como um sitcom 3-em-1, sua trama era parte nostalgia, parte comédia familiar e parte história de recomeço. Para isso, acompanha a vida de um homem, Alex Riley, durante três fases diferentes de sua vida – a adolescência, a idade adulta e a terceira idade – , apresentadas de forma intercalada a cada episódio. A premissa era novidade na TV aberta americana. Geralmente, as produções do gênero se concentram nas memórias da infância de um narrador, como “Young Sheldon”, lançamento do mesmo canal, mas em “Me, Myself & I” o foco era bem mais abrangente. A prévia mostra uma relação de causa e efeito que perpassava as épocas abordadas, fazendo com que um evento de 1991 fosse relembrado em 2042 – sim, da nostalgia pulava para o futurismo sci-fi. Criada por Dan Kopelman (roteirista de “Malcolm” e “True Jackson”), a série era estrelada por Jack Dylan Grazer (do vindouro “It: A Coisa”), Bobby Moynihan (“Quando em Roma”) e John Larroquette (série “The Librarians”) como as versões jovem, adulta e idosa de Alex Riley.
Kevin Can Wait é cancelada na 2ª temporada
A rede CBS anunciou o cancelamento de “Kevin Can Wait”, após sua 2ª temporada. “Kevin Can Wait” marcava o retorno do ator Kevin James (“O Zelador Animal”) à televisão, nove anos após o final da série que o popularizou, “The King of Queens” (1998-2007). A reverência àquela série era tanta que a atração até passou por uma reestruturação em sua 2ª temporada para incluir a atriz Leah Remini e, assim, restabelecer o casal clássico de “The King of Queens”. Mas, para isso, os produtores precisaram “matar” a esposa do personagem de James na 1ª temporada, vivida por Erinn Hayes (de “Childrens Hospital”), o que acabou se provando uma medida extrema e responsável por afastar o público. A série perdeu mais de 1 milhão de telespectadores entre suas duas temporadas, desabando para mais de 2 milhões na reta final. O último episódio, exibido na segunda (7/5), foi assistido por 5,4 milhões de pessoas e registrou 1 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Criada pelo produtor-roteirista Barton Dean (“Newhart”), que não emplacava nenhum sucesso desde os anos 1990, em parceria com o próprio Kevin James, “Kevin Can Wait” era uma das sitcoms mais antiquadas da TV americana, gravada em palco e diante de uma claque, como ainda se fazia na época em que o ator esteve na TV pela última vez. O corte de “Kevin Can Wait” reflete a decisão da CBS de reinventar suas noites de segunda-feira, onde atinge suas piores audiências. Não por acaso, todas as séries que recebem más notícias do canal neste sábado (12/5) iam ao ar às segundas. A rede também cancelou “Scorpion” e “Superior Donuts”, que atingiam médias similares de publico.
Superior Donuts é cancelada na 2ª temporada
A rede CBS cancelou a série de comédia “Superior Donuts” após sua 2ª temporada. A atração, que exibe seu último episódio na segunda (14/5), tinha 5 milhões de telespectadores e registrava 0,89 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. A série registrava a audiência mais baixa do canal nas noites de segunda, que a CBS pretende reinventar na próxima temporada. Por conta disso, a rede também cancelou “Scorpion”, que era exibida no mesmo dia – com média de 5,2 milhões de telespectadores ao vivo. Criada pelo trio Bob Daily, Garrett Donovan e Neil Goldman (que trabalharam juntos no remake de “The Odd Couple”), a série era baseada numa peça de Tracy Letts (“Álbum de Família”) e girava em torno do relacionamento do velho dono de uma pequena loja de donuts, inaugurada em 1969, e seu jovem empregado, que se define como artista empreendedor, num bairro alegre de Chicago. O veterano ator Judd Hirsch (da série clássica “Taxi”) e Jermaine Fowler (série “Crashing”) lideravam o elenco, que também incluía Katey Sagal (“Sons of Anarchy”), David Koechner (“The Office”), Maz Jobriani (“Better Off Ted”) e Rell Battle (“Euro Club”).
Scorpion é cancelada em sua 4ª temporada
A rede CBS anunciou o cancelamento de “Scorpion”, após quatro temporadas. O programa vinha perdendo audiência nos últimos anos, o que levou a emissora a decretar seu fim. A 4ª temporada perdeu 2 milhões de telespectadores em relação à anterior. Mesmo assim, teve média de 5,2 milhões de telespectadores ao vivo. O problema foram os 0,8 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. O último episódio foi exibido em abril nos Estados Unidos e terminou com um cliffhanger. Ou seja, assim como “Lucifer”, a série ficou sem conclusão. Criada por Nick Santora (série “Breakout Kings”), a atração girava em torno do excêntrico gênio Walter O’Brien (Elyes Gabel, de “Guerra Mundial Z”) e sua rede internacional de supergênios, que formavam a última linha de defesa contra as ameaças terroristas da era moderna. A série foi criada por Nick Santora (roteirista da série “Prison Break”) e o elenco ainda contava com a cantora Katharine McPhee (série “Smash”). A série foi um dos últimos projetos desenvolvidos em parceria entre os produtores Alex Kurtzman e Roberto Orci. Agora, apenas “Hawaii 5-0” mantém a dupla intacta em seus créditos. Desde o rompimento, Kurtzman dirigiu o fracassado “A Múmia” e ajudou a criar “Star Trek: Discovery”, enquanto os projetos solos de Orci permanecem inéditos. Como curiosidade, “Scorpion” também tinha entre seus produtores Scooter Braun, o descobridor e empresário de Justin Bieber.
Fãs lançam campanha para resgate da série Lucifer, que poderia voltar em streaming
O cancelamento de “Lucifer” foi, até agora, o mais sentido da temporada de cortes na programação das redes de TV americanas. Por isso, os fãs se mobilizaram rapidamente numa campanha nas redes sociais, lançando a hashtag #SafeLucifer na noite de sexta-feira (11/5), após o anúncio da Fox. Desde então, houve o resgate de “Brooklyn Nine-Nine”, que aconteceu na madrugada de sexta para sábado. Também vítima dos cortes da Fox, a série vai continuar agora em outro canal, na rede NBC. Mas será que o mesmo pode acontecer com “Lucifer”? “Brooklyn Nine-Nine” foi salva por um canal que pertence ao mesmo conglomerado que a produz – a série é realizada pela NBCUniversal. “Lucifer” tem produção da Warner, que é sócia da rede CW – em joint venture com a CBS. Mas este canal não tem espaço algum em sua grade para incluir uma nova série de última hora. Restariam os canais pagos e as plataformas de streaming. A série é disponibilizada no mercado internacional pela Netflix, que poderia se interessar em continuar a história, já que um dos produtores admitiu que ela ficará sem fim. O site Deadline, no entanto, levanta uma possibilidade mais curiosa: o DC Universe, novo serviço de streaming exclusivo da DC, que deverá ser lançado ainda este ano. Afinal, “Lucifer” é uma adaptação dos quadrinhos da Vertigo, selo que pertence à DC Comics. Na plataforma, “Lucifer” poderia, inclusive, fazer crossovers com a já anunciada série do “Monstro do Pântano”, personagem da DC que também foi publicado pelo selo Vertigo. Além de ser um excelente chamariz para atrair fãs da TV para o serviço de streaming. O último episódio de “Lucifer” vai ao ar na próxima quarta-feira (16/5) nos Estados Unidos.
Brooklyn Nine-Nine é resgatada e voltará para sua 6ª temporada em outro canal
O cancelamento de “Brooklyn Nine-Nine” durou só 24 horas. Aproveitando os protestos e o clamor popular, os produtores iniciaram intensas negociações para resgatar a série em outro canal e comemoraram o apoio da NBC para continuar no ar. A série foi resgatada e voltará para sua 6ª temporada. Apenas em outro canal. As negociações foram rápidas, porque “Brooklyn Nine-Nine” é uma produção da NBCUniversal, estúdio que faz parte do mesmo conglomerado da rede NBC (Comcast). “Desde que vendemos este programa para a Fox, eu me arrependi de deixá-lo escapar, e já era hora de voltar para sua legítima casa”, disse o presidente de entretenimento da NBC, Robert Greenblatt, no comunicado do resgate/renovação. “Mike Schur, Dan Goor e Andy Samberg cresceram na NBC, e estamos todos entusiasmados com o fato de que uma das mais inteligentes, mais engraçadas e melhores comédias de elenco em muito tempo ocupará seu lugar em nossa programação de comédia”. Após o anúncio de resgate, o elenco foi às redes sociais agradecer aos fãs, em reconhecimento pelo apoio. Em seus posts, assumiram que a permanência no ar não aconteceu apenas por boa vontade da NBC, mas devido ao barulho causado por quem se mostrou inconformado com o cancelamento. Nem os próprios atores sabiam que a série era tão adorada. Veja abaixo alguns dos posts emocionados de Andy Samberg (via o Twitter de seu grupo Lonely Island), Melissa Fumero, Joe Lo Truglio, Terry Crews, Stephanie Beatriz, Chelsea Peretti, Joel McKinnon Miller e Dirk Blocker, além dos agradecimentos dos co-criadores da série, Mike Schur (Ken Tremendous) e Dan Goor, aos “melhores fãs do mundo”. #Brooklyn99 IS COMING BACK FOR SEASON 6 YOU GUYS ON NBC!!!!! You did this!! You got loud and you were heard and you saved our show!! Thank you!! Thank you to NBC!! NINE NINE!!!!! pic.twitter.com/cTycfF4FoR — Melissa Fumero (@melissafumero) May 12, 2018 Thank you to everyone for the crazy outpouring of support. It means the world to us. It wouldn’t have happened without you. — The Lonely Island (@thelonelyisland) May 12, 2018 It’s NINE o’clock and the NINE NINE is now on NBC. We are so grateful for our fans. THANK YOU. You made this happen. And we’re excited about this amazing new chapter for Brooklyn Nine-Nine. ❤️??? — JoeLoTruglio (@JoeLoTruglio) May 12, 2018 WE ARE BACK! @NBC PICKED US UP FOR A 6TH SEASON!!!???????????THANK YOU INTERNET!!!!!!!!!!!! "NINE NINE" pic.twitter.com/JSiILkHQes — terrycrews (@terrycrews) May 12, 2018 SQUAD YOU DID IT #BROOKLYN99 WILL BE ON NBC FOR OUR 6th SEASON! — Stephanie Beatriz (@iamstephbeatz) May 12, 2018 NBC TAKIN B99 OFFA FOXES HANDSIES BBBBBSSSSSSssss pic.twitter.com/qXFr3Ic27G — Chelsea Peretti (@chelseaperetti) May 12, 2018 Thanks NBC!!!Thanks our amazing Fans!!We’re back on!!!More Brooklyn coming your way!!!#brookyln99 — Joel McKinnon Miller (@JoelMcKMiller) May 12, 2018 Just learned – NBC, baby!!!99! GOBSMACKED, and oh so excited! My wife and I will begin sufficient celebrations immediately! — Dirk Blocker (@DirkBlocker) May 12, 2018 pic.twitter.com/10LLG2mNMC — Ken Tremendous (@KenTremendous) May 12, 2018 Hey everyone, just wanted to say no big deal but….NBC JUST PICKED #BROOKLYN99 UP FOR SEASON 6!!!Thanks in no small part to you, the best fans in the history of the world! Nine-nine!!!!!!!!! — Dan Goor (@djgoor) May 12, 2018











