Suspiria: Protagonista do filme original vai participar do remake
O remake do clássico de terror “Suspiria” ganhou um reforço expressivo em seu elenco. A protagonista do filme de 1977, Jessica Harper, foi confirmada no projeto. Toda a equipe da produção destoa do modo como Hollywood realiza remakes de terror. Para começar, o filme será dirigido por Luca Guadagnino, que é italiano como o diretor do original, Dario Argento. Mas Guadagnino é, ao contrário de Argento, mais conhecido por seus dramas de circuito de arte. Seu filme mais recente, “A Piscina” (2015), foi premiado no Festival de Veneza. Em entrevista ao Playlist, o cineasta informou que sua versão será ambientada em Berlim em 1977, com trilha de John Adams (também de “Um Sonho de Amor”) e que será um filme “fassbinderiano”, ou seja, influenciado pelo trabalho do cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder. No filme original, Jessica Harper interpretava uma estudante que entra numa academia de balé afastada na Alemanha, apenas para descobrir que o lugar era um covil de bruxas. Cultuadíssimo, “Suspiria” foi o primeiro filme da “trilogia das bruxas” de Argento, que também inclui “A Mansão do Inferno” (1980) e “O Retorno da Maldição: A Mãe das Lágrimas” (2007). Além de Harper, o elenco contará com as presenças de Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”), Tilda Swinton (“Doutor Estranho”), Chloë Grace Moretz (“A 5ª Onda”) e Mia Goth (“Ninfomaníaca”). O remake ainda não tem data para estrear nos cinemas mundiais.
Salem: Vídeo de bastidores revela os horrores da 3ª temporada
O canal pago WGN America divulgou um vídeo de bastidores que revela os horrores da 3ª temporada de “Salem”. A prévia traz o elenco e os produtores comentando os próprios episódios, quando bruxas, o diabo e até o cantor Marilyn Manson se enfrentam. Criada pelos roteiristas-produtores Adam Simon (“Evocando Espíritos”) e Brannon Braga (“Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato”), “Salem” se passa no século 17, na cidade americana que ficou famosa pela execução de mulheres acusadas de bruxaria. Recém-chegado na trama, Manson, que é o intérprete da música de abertura da série, vai interpretar o “barbeiro/cirurgião” da cidade, chamado Thomas Dinley, com especial apreço por técnicas de tratamento com sanguessugas. Seus talentos estarão em alta demanda diante dos eventos anunciados para a temporada, quando a ressurreição de Mary Sibley (Janet Montgomery) lançar uma maldição sobre a cidade e uma vingança sangrenta contra seu próprio filho, possuído pelo diabo, e todos os seus seguidores bruxos. A estreia dos novos episódios está marcada para 3 de novembro nos EUA, apropriadamente na semana do Halloween.
Chloe Moretz vai estrelar o remake de Suspiria
O tempo que Chloe Moretz ia dar antes de escolher novos papéis foi bem pequeno. E os critérios que ele disse que ia adotar daqui para frente, também. A atriz vai estrelar outro remake de clássico de terror, depois de ter feito o desnecessário “Carrie, a Estranha” (2013). Desta vez, ela estrelará a versão americana de “Suspiria” (1977), informou o site da revista Variety. Além de Moretz, também foram confirmadas as participações de Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”), Tilda Swinton (“Doutor Estranho”) e Mia Goth (“Ninfomaníaca”), anteriormente litadas na produção. A refilmagem do clássico de Dario Argento será conduzida por outro diretor italiano, Luca Guadagnino (“Um Sonho de Amor”), que deve manter a época do original. Em entrevista ao Playlist, o cineasta informou que sua versão será ambientada em Berlim em 1977, com trilha de John Adams (também de “Um Sonho de Amor”) e que será um filme “fassbinderiano”, ou seja, influenciado pelo trabalho do cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder. No filme original, Jessica Harper interpretava uma estudante que entra numa academia de balé afastada na Alemanha, apenas para descobrir que o lugar era um covil de bruxas. Cultuadíssimo, “Suspiria” foi o primeiro filme da “trilogia das bruxas” de Argento, que também inclui “A Mansão do Inferno” (1980) e “O Retorno da Maldição: A Mãe das Lágrimas” (2007).
Salem: Retratos, pôster e comerciais da 3ª temporada trazem bruxas, o diabo e Marilyn Manson
O canal pago WGN America divulgou o pôster, os retratos dos personagens e seis novos comerciais da 3ª temporada de “Salem”. A prévia mostra uma situação apocalíptica, quando bruxas, o diabo e até o cantor Marilyn Manson se enfrentam. “É o fim do mundo”, diz um dos personagens. Criada pelos roteiristas-produtores Adam Simon (“Evocando Espíritos”) e Brannon Braga (“Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato”), “Salem” se passa no século 17, na cidade americana que ficou famosa pela execução de mulheres acusadas de bruxaria. Recém-chegado na trama, Manson, que é o intérprete da música de abertura da série, vai interpretar o “barbeiro/cirurgião” da cidade, chamado Thomas Dinley, com especial apreço por técnicas de tratamento com sanguessugas. Seus talentos estarão em alta demanda diante dos eventos anunciados para a temporada, quando a ressurreição de Mary Sibley (Janet Montgomery) lançar uma maldição sobre a cidade e uma vingança sangrenta contra seu próprio filho, possuído pelo diabo, e seus seguidores bruxos. A estreia dos novos episódios está marcada para 3 de novembro nos EUA, apropriadamente na semana do Halloween.
Criador de Supermax desenvolve nova série de terror para a Globo
Se a série “Supermax”, que estreia nesta terça-feira (20/9) na Globo, for o sucesso que se imagina, o diretor José Alvarenga Jr. já tem na manga outro projeto de terror. Em entrevista à coluna Outro Canal, do jornal Folha de S. Paulo, ele contou que o novo projeto é uma “cosmogonia de todos os demônios”. A produção falará sobre diferentes criaturas sobrenaturais, de diversas religiões, que existem no Brasil e que acompanham a nossa mitologia desde a Idade Média. A trama começa com a vinda de bruxas da Europa, que teriam chegado aqui junto com as caravelas dos portugueses à época do descobrimento do Brasil. Alvarenga também contou que já existem sinopses para mais duas temporadas de “Supermax”, caso haja interesse da emissora. Mas ele próprio lembra já ter planejado uma série sobre um detetive com talentos paranormais, que foi engavetada pela Globo, indo para “o cemitério de elefantes” do canal. Curiosamente, antes dessa fase de terror, José Alvarenga Jr. era especialista em comédias, tendo dirigido até filmes de “Os Trapalhões” e “Os Normais”, além de séries como “O Divã” e “Como Aproveitar o Fim do Mundo”, que, por sinal, ganhou remake americano chamado “No Tomorrow” – com estreia prevista para 4 de outubro na rede americana CW.
Salem: Vídeo mostra estreia de Marilyn Manson na série de bruxas
O canal WGN America divulgou um novo comercial de “Salem”, que destaca o papel do cantor Marilyn Manson na 3ª temporada da atração. Manson, que é o intérprete da música de abertura da série, vai interpretar o “barbeiro/cirurgião” da cidade, chamado Thomas Dinley. Segundo a descrição dos produtores, Dinley “fornece de tudo, desde cuidado com os cabelos até sanguessugas, sangria e cirurgia”. Na prévia, ele mostra seu apreço pelas sanguessugas. O papel mostra o interesse do cantor pela carreira de intérprete televisivo, após uma participação marcante na 7ª e última temporada de “Sons of Anarchy” como um presidiário nazista. Ele também deu vida à voz da Sombra na 3ª temporada de “Once Upon a Time” e apareceu como si mesmo em “Californication”. Criada pelos roteiristas-produtores Adam Simon (“Evocando Espíritos”) e Brannon Braga (“Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato”), “Salem” se passa no século 17, na cidade americana que ficou famosa pela execução de mulheres acusadas de bruxaria. Com estreia marcada para outubro, a 3ª temporada mostrará o verdadeiro plano do demônio, que em vez de trazer o paraíso livre da hipocrisia puritana, conforme o desejo das bruxas, decide simplesmente espalhar morte e destruição. A única pessoa que seria capaz de enfrentá-lo é a bruxa que lhe deu vida, sua mãe Mary Sibley (Janet Montgomery). O único problema é que ele morreu no final da temporada anterior.
Salem: Bruxas enfrentam o diabo no trailer da 3ª temporada
O canal pago WGN America divulgou um novo trailer da 3ª temporada de “Salem”, série de bruxas que se tornou o primeiro sucesso da emissora americana. A prévia macabra revela o diabo solto na cidade que dá título à produção, enquanto sua mãe, Mary Sibley (Janet Montgomery), volta dos mortos para enfrentá-lo. Criada pelos roteiristas Brannon Braga (“Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato”) e Adam Simon (“Evocando Espíritos”), “Salem” se passa durante o infame período da caça às bruxas do século 17, mas troca o realismo histórico pelo princípio de que as bruxas eram reais. O elenco é formado por Janet Montgomery (série “Made in Jersey”), Shane West (série “Nikita”), Seth Gabel (série “Fringe”), Elise Eberle (“Tão Descolada Quanto Eu”), Tamzin Merchant (série “The Tudors”) e Ashley Madekwe (série “Revenge”). A 3ª temporada estreiam no final de outubro nos EUA, durante a “semana do Halloween”.
O Caçador e a Rainha do Gelo é um desperdício de talento e dinheiro
Às vezes, os bastidores de uma produção são muito mais interessantes do que o resultado das filmagens. É o caso de “O Caçador e a Rainha do Gelo”, tanto um prólogo quanto uma sequência de “Branca de Neve e o Caçador” (2012), o filme que já tinha dado o que falar devido ao relacionamento indiscreto entre a protagonista Kristen Stewart e o diretor Rupert Sanders. Os dois foram barrados na sequência. Mas até Charlize Theron, que viveu a bruxa malvada de visual arrasador do longa original, esteve prestes a desistir do projeto, após descobrir que o salário de Chris Hemsworth, intérprete do Caçador, era maior do que o dela. Só aceitou filmar por cachê igual. Ainda que apareça menos do que Hemsworth, a atriz sul-africana recebeu os mesmos US$ 10 milhões. E, no final, é uma das poucas coisas que se salvam na produção. A má vontade também se estendeu a Jessica Chastain, que não ficou muito satisfeita em ter que integrar o elenco dessa produção destinada ao fracasso. Ela foi contratualmente obrigada, como parte do acordo com a Universal para viver a vilã de “A Colina Escarlate”. E acabou encarando um papel de guerreira genérica nessa curiosa fantasia torta, que tem uma trama até mais inventiva do que a do primeiro filme, mas que se perde muito sob a fraca direção do novato Cedric Nicolas-Troyan, diretor de segunda unidade e supervisor de efeitos especiais do longa original. O filme começa apresentando as duas irmãs bruxas vividas por Charlize Theron e Emily Blunt. A primeira tinha domínio de magia negra e era essencialmente má, enquanto a segunda era apenas uma mulher apaixonada por um plebeu, até uma tragédia ativar seus poderes congelantes. A história acaba destacando mais a personagem de Blunt, que viaja para o norte, onde se torna a imperatriz perversa de uma terra gelada. Neste lugar sem calor, ela decreta que o amor é proibido, porque aprendeu que a paixão faz mal para o coração. Mesmo assim, é neste cenário frígido que brota o amor entre dois caçadores de sua tropa, Eric (Hemsworth) e Sara (Chastain). Ironicamente, esta representação do ódio e do mal, exacerbada em ambas as irmãs, acaba servindo para demonstrar como a animação da Disney “Frozen – Uma Aventura Congelante” foi transgressora, utilizando o amor em vez da raiva como motivação da aventura das irmãs. No filme da Universal, as personagens são cheias de traumas e rancores… e chatice. Com personagens fracas, a produção tosca (mas milionária) tenta embalar o filme na base das reviravoltas, como o evento que marca o fim de seu prelúdio e os inimigos que aparecem pelo caminho dos heróis. Além disso, a trama busca se reforçar com as piadinhas dos dois anões Nion e Griff, que servem de alívio cômico – muito mais eficientes do que as falas supostamente engraçadas de Eric, o Caçador. Mas nada funciona. A ponto de situações trágicas inspirarem apenas tédio. Um tédio que cresce na mesma medida em que a trama perde seu rumo. Nem a presença de cena excepcional de Charlize Theron, como a bruxa má que retorna dos mortos, no último ato, consegue impedir o derretimento dos milhões de dólares despejados em “O Caçador e a Rainha do Gelo”. O resultado é um monumental desperdício de dinheiro, repleto de efeitos e atores caros, que custou uma fábula para parecer uma fábula. E, mesmo assim, não consegue disfarçar a enorme ausência de Kristen Stewart no papel de Branca de Neve. Os motivos que levaram a atriz a ser descartada na sequência renderiam um filme, por sinal bem melhor, em que não faltaria a analogia sobre o moral(ismo) da história.
Salem: 3ª temporada ganha trailer macabro
O canal pago WGN America divulgou um novo trailer da 3ª temporada de “Salem”, série de bruxas que se tornou o primeiro sucesso da emissora americana. A prévia macabra revela o diabo solto na cidade que dá título à produção, enquanto sua mãe, Mary Sibley (Janet Montgomery), volta dos mortos. Criada pelos roteiristas Brannon Braga (“Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato”) e Adam Simon (“Evocando Espíritos”), “Salem” se passa durante o infame período da caça às bruxas do século 17, mas troca o realismo histórico pelo princípio de que as bruxas eram reais. O elenco é formado por Janet Montgomery (série “Made in Jersey”), Shane West (série “Nikita”), Seth Gabel (série “Fringe”), Elise Eberle (“Tão Descolada Quanto Eu”), Tamzin Merchant (série “The Tudors”) e Ashley Madekwe (série “Revenge”). Embora a 2ª temporada tenha estreado em abril de 2015, os próximos episódios só devem ser exibidos em outubro – o vídeo cita lançamento na “semana do Halloween”.
Kat Graham anuncia que vai sair de The Vampire Diaries
A série “The Vampire Diaries” vai perder outra integrante importante. Após a saída de Nina Dobrev na temporada passada, a atriz Kat Graham, que interpreta a bruxinha Bonnie, anunciou que vai deixar o programa ao final da 8ª temporada, previsto para 2017. A atriz comentou que será muito difícil se despedir da equipe, mas lembra que ainda tem um ano inteiro para trabalhar com todo mundo. “Eu apenas espero que, no quer que eu faça depois, a equipe possa vir comigo”, disse a atriz à revista US Weekly. “A equipe será a coisa mais difícil de deixar, porque nós somos uma família”, confessou a atriz. A série está atualmente em seu sétimo ano e já foi renovada pela rede CW. Mas a grande curiosidade, que o anúncio da atriz desperta, é se “The Vampire Diaries” terá condição de continuar depois disso, após mais esta perda significativa em seu elenco. O presidente da rede CW, Mark Pedowitz, já disse que a série continuará enquanto Paul Wesley e Ian Somerhalder, intérpretes dos irmãos vampiros Stefan e Damon Salvatore, quiserem. Mas quando os dois decidirem que chegou a hora, a atração sairá do ar. Atualização: Ian Somerhalder diz que The Vampire Diaries vai acabar na próxima temporada
Jim Parsons negocia seguir os passos de Harry Potter e estudar em escola de bruxaria para crianças
O ator Jim Parsons (série “The Big Bang Theory”) negocia estrelar e produzir a comédia “Man-Witch”, em que interpretará um estudante adulto de bruxaria. A informação é do site The Hollywood Reporter. A trama acompanha um adulto que descobre ter poderes mágicos e acaba sendo matriculado numa escola de bruxaria, ao estilo de Hogwarts, da franquia “Harry Potter”, onde se descobre o único estudante adulto em aulas para crianças-bruxas. O projeto já ronda Hollywood desde 2005 e chegou a ter o cineasta Todd Phillips (“Se Beber, Não Case!”) interessado. Na ocasião, o papel principal estava entre os atores Jack Black (“Escola do Rock”) e Zach Galifianakis (também de “Se Beber, Não Case!”) atrelados. Entre os vários roteiristas que mexeram na trama, incluem-se Jay Reiss (“A Filha do Meu Melhor Amigo”) e Josh Stolberg (“Piranha 3D”) “Man-Witch” ainda não tem diretor, cronograma de filmagem e nem data de estreia definidos.
Remake de Suspiria será estrelado por Dakota Johnson e Tilda Swinton
Os rumores sobre o remake do clássico de terror “Suspiria” (1977), de Dario Argento, já tem mais de uma década, mas parece que agora vai. Com a confirmação que a refilmagem será conduzida por outro diretor italiano, Luca Guadagnino (“Um Sonho de Amor”), a produção começa a definir seu elenco. Segundo o site The Playlist, o cineasta vai voltar a trabalhar com sua atriz favorita, Tilda Swinton, que dirigiu em “Um Sonho de Amor” (2009) e “A Bigger Splash” (2015), e Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”). Além disso, Guadagnino revelou que a sua versão será ambientada em Berlim em 1977, com trilha de John Adams (também de “Um Sonho de Amor”) e que será um filme “fassbinderiano”, ou seja, influenciado pelo trabalho do cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder. “O filme de Argento foi um momento muito representativo do meu crescimento porque o vi quando tinha 14 anos e ele me mudou para sempre”, disse Guadagnino. “Meu filme será sobre o conceito da maternidade e sobre a sua poderosa força. O original era talvez um filho da sua época. É muito delicado, quase infantil. Tenho muito interesse na literatura e no cinema alemão, por isso a minha versão vai se focar bastante naquele momento de 1977, quando a Alemanha estava dividida e a nova geração pedia que a anterior reconhecesse o débito do pós-guerra, contrariando os pais que negavam a própria responsabilidade”. No filme original, Jessica Harper interpretava uma estudante que entra numa academia de balé afastada na Alemanha, apenas para descobrir que o lugar era um covil de bruxas. Cultuadíssimo, “Suspiria” foi o primeiro filme da “trilogia das bruxas” de Argento, que também inclui “A Mansão do Inferno” (1980) e “O Retorno da Maldição: A Mãe das Lágrimas” (2007).
A Bruxa não vulgariza sustos para invocar seu impressionante clima macabro
Com seu longa-metragem de estreia, Robert Eggers encantou a crítica, assustou Stephen King e foi premiado como Melhor Diretor do Festival de Sundance do ano passado. E o que tem causado tanta comoção em torno de “A Bruxa”, além da condução intrigante e muitas vezes aterroridora, é sua proposta de não vulgarizar os sustos. O filme se passa na Nova Inglaterra, nos anos 1630, algumas décadas antes dos acontecimentos terríveis de Salem, quando a histeria coletiva, alimentada pela ignorância e o medo do desconhecido, fez com que 14 mulheres fossem condenadas à morte por bruxaria. Na trama, uma família de ingleses puritanos se muda para um lugar bonito e verdejante, à beira de uma floresta, devido a uma divergência de ordem dogmática, e passa a ser alvo dos ataques de uma força estranha que habita as redondezas. A tragédia começa a partir do desaparecimento de um bebê, enquanto a filha mais velha, Thomasin (a revelação Anya Taylor-Joy, excelente), brinca com a criança. Eggers não esconde o fato de que existe uma bruxa, de que a criança foi mesmo sequestrada por ela. E o pouco que é mostrado dessa misteriosa mulher basta para alimentar um clima macabro impressionante, que só cresce à medida que a história avança e os ataques à família aumentam. Há, por sinal, uma tradição do cinema de horror de usar crianças em cenas particularmente perturbadoras. E “A Bruxa” não foge à regra. As duas crianças gêmeas, que cantam e pulam alegremente, mesmo diante de uma tragédia familiar, costumam brincar com um bode preto. O bode, esse animal que costuma ser associado à figura do diabo em muitos filmes e livros. O jovem cineasta investe no macabro dessas associações satânicas para construir uma história sobre bruxaria e possessão, cheia de mistério e momentos sinistros, e potencializada pela sensação de paranoia, que explora a ideia de que a jovem Thomasin teria feito um pacto demoníaco. É possível ver a “Bruxa” como uma parábola sobre como o diabo se aproveita da dúvida e da fragilidade humana em geral. Mas o filme também pode ser taxado de satanista, pelo viés libertador que prega, ainda que de maneira relativamente sutil – o filme tem endosso do Templo Satânico. Isto porque “A Bruxa” segue na contramão da maioria dos filmes do gênero, que evidenciam conceitos cristãos, aproximando-se mais de filmes pagãos como o clássico “O Homem de Palha” (1973), de Robin Hardy. Além do excelente trabalho de condução dessa atmosfera, “A Bruxa” ainda se mostra transgressor em vários níveis, já que a simpatia inicial despertada pela família puritana vai diminuindo, à medida que a trama revela o modo como o patriarca (Ralph Ineson, da franquia “Harry Potter”) e sua esposa (Kate Dickie, de “Game of Thrones”) tornam pesado o fardo dos jovens. Eggers se utiliza de símbolos e superstição para fazer uma saudável crítica à ideia de que todos nascem com pecado, mostrando o quanto isso mexe com a cabeça das pessoas, deixando-as à mercê de um sentimento de culpa que lhes dilacera a alma. O fato é que a história é muito boa, mas a direção e o modo como o filme se desenvolve – lentamente, com planos curtos e minimalistas – é que fazem a diferença nessa obra, cuja beleza está definitivamente associada ao que de mais tétrico o cinema já invocou.











