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  • Filme

    Acidente de Blake Lively adia indefinidamente as filmagens de nova franquia de ação

    30 de janeiro de 2018 /

    O acidente da atriz Blake Lively (“Águas Rasas”) no set de filmagem de “The Rhythm Section” pode ser mais sério do que o divulgado. Anteriormente interrompida, a produção do filme de espionagem foi suspensa por tempo indeterminado, informou o site The Hollywood Reporter. Originalmente, um comunicado da produtora Paramount afirmava que a atriz “machucou a mão em uma cena de ação” em dezembro, e que as filmagens do thriller seriam retomadas “o quanto antes”. No entanto, fontes da produção revelaram ao THR que a cirurgia da mão de Lively não teve o resultado esperado e a atriz deverá passar por uma segunda cirurgia, precisando de mais tempo para se recuperar. Segundo apurou o site, pouco menos da metade do longa foi filmado, mas poderia levar até cinco meses para a produção ser retomada. O thriller de espionagem, que tem um orçamento de cerca de US$ 50 milhões, está sendo produzido por Michael G. Wilson e Barbara Broccoli da EON Productions, a empresa por trás dos longas de James Bond, com filmagens em Dublin, na Irlanda. Adaptação de uma franquia literária de Mark Burnell sobre a personagem Stephanie Patrick, “The Rhythm Section” conta a história de uma mulher que tenta descobrir a verdade sobre a queda do avião que matou sua família. Dirigido por Reed Morano, vencedora do Emmy pela série “The Handmaid’s Tale”, o filme ainda tem no elenco Jude Law (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) e Daniel Mays (“Rogue One: Uma História Star Wars”). A previsão original de lançamento nos cinemas norte-americanos era fevereiro de 2019.

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  • Etc

    Blake Lively zoa esforço culinário de Ryan Reynolds e post viraliza no Instagram

    26 de dezembro de 2017 /

    Ryan Reynolds demonstra ser um grande gozador no papel de Deadpool. Mas neste Natal ele é que foi alvo de zoeira. A atriz Blake Lively não se aguentou ao ver o esforço culinário do marido, que tentou fazer biscoitos de temática natalina, e fracassou clamorosamente. Ela correu para fotografar a cena do crime e compartilhá-la no Instagram, divertindo os seguidores com a legenda. “O Ryan fez algumas bolachas de Natal… Ele é muito bonito, porém…”, brincou. Claro que Reynolds não ia deixar passar a zoeira batida. E foi lá nos comentários replicar. “Queria ser a primeira pessoa a assar bolachas usando apenas um martelo”, disse o ator. A publicação ultrapassou 800 mil curtidas e recebeu incontáveis comentários bem humorados dos fãs. @vancityreynolds made some Christmas cookies… ? …He’s verrry handsome though. Uma publicação compartilhada por Blake Lively (@blakelively) em 22 de Dez, 2017 às 12:37 PST

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  • Filme

    Blake Lively sofre acidente e filmagens de thriller de ação são interrompidas

    4 de dezembro de 2017 /

    A atriz Blake Lively (“Águas Rasas”) se machucou no set de filmagem de “The Rhythm Section” e a produção do filme de espionagem foi interrompida. Um comunicado da produtora Paramount enviado ao site The Hollywood Reporter afirma que a atriz “machucou a mão em uma cena de ação” e que as filmagens do thriller serão retomadas “o quanto antes”. “Paramount, Global Road (antes conhecida como IM Global) e os produtores Michael G Wilson e Barbara Broccoli confirmaram hoje que as filmagens de ‘The Rhythm Sectio’n foram suspensas já que Blake Lively machucou sua mão enquanto filmava uma sequência de ação. A produção será retomada assim que possível”, diz o texto oficial, sem dar maiores detalhes. O longa estava sendo filmado em Dublin, na Irlanda. Adaptação de uma franquia literária de Mark Burnell sobre a personagem Stephanie Patrick, “The Rhythm Section” conta a história de uma mulher que tenta descobrir a verdade sobre a queda do avião que matou sua família. Dirigido por Reed Morano, vencedora do Emmy pela série “The Handmaid’s Tale”, o filme ainda tem no elenco Jude Law (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) e Daniel Mays (“Rogue One: Uma História Star Wars”). O filme tem previsão de chegar aos cinemas norte-americanos em fevereiro de 2019.

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  • Filme

    Trailer de suspense mostra Blake Lively com problemas de visão

    14 de outubro de 2017 /

    A Open Road divulgou o pôster e um novo trailer de “All I See Is You”, estrelado por Blake Lively (“Águas Rasas”). Desta vez, a prévia enfatiza o aspecto visual da produção, com imagens surreais, mas o estrago já foi feito pelo trailer anterior, que entregou a reviravolta da trama, mostrando que se trata de um suspense ao estilo dos thrillers domésticos anos 1990. A prévia começa com a protagonista cega e mostra como ela passa por uma cirurgia para recuperar a visão. Logo, a felicidade inicial, compartilhada com o marido vivido por Jason Clarke (“Planeta dos Macacos: O Confronto”), passa a dar sinais de abalo, já que a súbita independência da mulher ameaça o relacionamento. Até que ela começa a perder a visão novamente. Exibido no Festival de Toronto, o filme dividiu a crítica, resultando em 50% de aprovação no Rotten Tomatoes. Roteiro e direção são do cineasta Marc Forster (“Guerra Mundial Z”) e o elenco ainda inclui Yvonne Strahovski (série “The Handmaid’s Tale”), Wes Chatham (série “The Expanse”) e Danny Huston (“Mulher-Maravilha”). A estreia está marcada para 27 de outubro nos Estados Unidos e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Blake Lively recupera a visão em trailer de suspense do diretor de Guerra Mundial Z

    19 de setembro de 2017 /

    A Open Road divulgou nove fotos e o trailer de “All I See Is You”, estrelado por Blake Lively (“Águas Rasas”), que apesar de começar como drama de superação, revela-se um suspense ao estilo dos thrillers domésticos anos 1990. A prévia começa com a protagonista cega e mostra como ela passa por uma cirurgia para recuperar a visão. Logo, a felicidade inicial, compartilhada com o marido vivido por Jason Clarke (“Planeta dos Macacos: O Confronto”), passa a dar sinais de abalo, já que a súbita independência da mulher ameaça o relacionamento. Até que ela começa a perder a visão novamente. Exibido no Festival de Toronto, o filme dividiu a crítica, resultando em 50% de aprovação no Rotten Tomatoes. Roteiro e direção são do cineasta Marc Forster (“Guerra Mundial Z”) e o elenco ainda inclui Yvonne Strahovski (série “The Handmaid’s Tale”), Wes Chatham (série “The Expanse”) e Danny Huston (“Mulher-Maravilha”). A estreia está marcada para 27 de outubro nos Estados Unidos e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

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    Blake Lively vai viver superespiã em filme dos produtores da franquia 007

    14 de julho de 2017 /

    A atriz Blake Lively (“Águas Rasas”) vai viver uma perigosa espiã britânica num filme que pode inaugurar uma nova franquia. Intitulado “The Rhythm Section”, o longa é baseado no primeiro volume de uma quadrilogia literária do escritor inglês Mark Burnell e será produzido pela Eon Productions, empresa dos produtores dos filmes de “007”. A personagem de Lively se chama Stephanie Patrick e o tom da produção, de acordo com o site The Hollywood Reporter, será mais próximo dos filmes de Jason Bourne do que de James Bond. A direção está a cargo de Reed Morano, que tem longa carreira como cinematógrafa, mas curta como diretora. Após assinar três episódios da série distópica “The Handmaid’s Tale”, ela atualmente dá os retoques finais na sci-fi apocalíptica “I Think We’re Alone Now”, com Peter Dinklage (série “Game of Thrones”) e Elle Fanning (“Demônio de Neon”). Uma curiosidade sobre o autor de “The Rhythm Section” é que ele cresceu no Brasil e já afirmou que a principal influência na criação de Stephanie Patrick, também conhecida como Petra Reuter, foi o filme “Nikita – Criada Para Matar” (La Femme Nikita, 1990), de Luc Besson. O projeto da adaptação é antigo. Em 2005, a New Line negociou os direitos com Burnell, que chegou, ele próprio, a escrever um roteiro. Como a filmagem nunca aconteceu em 12 anos, ele recuperou os direitos e negociou com a Eon. Será a primeira vez que a família Broccoli irá produzir um filme de espionagem que não é centrado em James Bond. A expectativa dos produtores é começar as filmagens no outono, entre setembro e novembro no Reino Unido, com financiamento da IM Global. As locações também vão incluir a Irlanda, a Espanha, a Suíça e os Estados Unidos.

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    Anna Kendrick e Blake Lively vão estrelar próximo filme do diretor de Caça-Fantasmas

    20 de junho de 2017 /

    As atrizes Anna Kendrick (“A Escolha Perfeita”) e Blake Lively (“Àguas Rasas”) vão estrelar o próximo filme do diretor Paul Feig (“Caça-Fantasmas”). Mas, ao contrário das comédias que ele geralmente comanda, a história é originalmente um thriller de mistério. Adaptado do romance de Darcey Bell, “A Simple Favour” conta a história de uma mamãe blogger e sua melhor amiga, que desaparece subitamente em sua cidadezinha. Roteirizada pelo próprio Feig, a adaptação tem produção da Lionsgate e as filmagens estão programadas para agosto, em Toronto. Ainda não há previsão de estreia.

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    Ryan Reynolds e Blake Lively aparecem pela primeira vez com as filhas durante homenagem

    16 de dezembro de 2016 /

    Apesar de ser um casal famoso, Blake Lively e Ryan Reynolds tem sido discretíssimos em sua vida pessoal. Tanto que só agora apareceram pela primeira vez em público com as duas filhas. A ocasião foi uma homenagem ao ator com uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood. A cerimônia aconteceu na tarde de quinta (15/12) em Los Angeles e a família inteira foi prestigiar o astro de “Deadpool”. Por coincidência, Reynolds também foi homenageado no fim de semana passado pelo Critics Choice Awards, e na segunda (12/12) ainda foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator de Comédia. Mas desta vez quem roubou os holofotes foram as menininhas, sobretudo James, de 2 anos. Sim, ela tem nome de menino. Por sinal, a caçula de 2 meses ainda não teve seu nome revelado. Quem ouviu bastante seu nome foi a mãe das meninas. Em seu discurso, Reynolds fez questão de se declarar. “Quero agradecer à minha mulher, Blake, que está sentada logo aqui e que é tudo para mim”, disse o ator. “Você é a melhor coisa, a melhor coisa que já aconteceu para mim… Atrás apenas dessa estrela”, brincou. “Você deixa tudo melhor, absolutamente tudo na minha vida melhor. Você fez de mim o pai dos meus sonhos quando eu imagina que tinha potencial apenas para tio”, ele completou, absolutamente feliz. Clique nas fotos abaixo para ampliá-las.

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    Alexis Bledel confirma que Quatro Amigas e um Jeans Viajante pode ganhar terceiro filme

    30 de novembro de 2016 /

    Durante sua recente participação no programa do apresentador Jimmy Fallon, a atriz Alexis Bledel confirmou que “Quatro Amigas e um Jeans Viajante” pode ganhar seu terceiro filme. “Adoraríamos fazer outro filme. Acho que seria divertido. Já falamos sobre isso e acho que deveríamos fazer mais um filme, com certeza. Estamos trabalhando nisso, então vamos ver o que acontece”, afirmou a atriz, fazendo Fallon pular na sua cadeira. “Estão trabalhando nisso?” “Yeah”, confirmou Bledel, revelando que tem conversado com as colegas de elenco Blake Lively, Amber Tamblyn e America Ferrera. O longa é uma adaptação do livro de Ann Brashares. No primeiro filme, lançado em 2005, quatro melhores amigas passam o verão separadas pela primeira vez. Uma calça jeans, que serve magicamente em cada uma delas, é o elo que mantém as amigas ligadas, enquanto vivem uma série de acontecimentos que mudam suas vidas para sempre. Há dois anos, o site da revista Variety apurou que o cineasta Ken Kwapis, que dirigiu o primeiro filme, negociava retomar a franquia com roteiro de Liz Garcia (série “Dawson’s Creek”), com base no quinto livro da série, “Sisterhood Everlasting”, lançado em 2012. O livro reencontra as melhores amigas dez anos depois, já adultas. Tibby (interpretada no cinema por Amber Tamblyn) tenta superar a distância entre elas e decide marcar uma viagem para todas se reencontrarem. Recentemente, Bledel reprisou outro papel que marcou sua carreira, como Rory Gilmore no revival da série “Gilmore Girls”, disponível na Netflix.

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    Blake Lively e Ryan Reynolds são pais pela segunda vez

    1 de outubro de 2016 /

    A atriz Blake Lively (“Àguas Rasas”) deu a luz a seu terceiro filho, cujo sexo ainda não foi revelado, na sexta-feira (30/9) em Nova York. Ela e seu marido, o ator Ryan Reynolds (“Deadpool”), já são pais de uma menina de 22 meses, que curiosamente foi batizada de James. O casal se conheceu durante as filmagens de “Lanterna Verde” (2011) e se casou em 2012.

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    Café Society é um filme apaixonante de Woody Allen

    26 de agosto de 2016 /

    Interessante perceber a tendência mais amena e romântica que Woody Allen tem conferido a suas obras recentes, desta década em particular. De “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos” (2010) ao novo “Café Society” (2016), apenas “Blue Jasmine” (2013) se destaca como uma obra essencialmente amarga em relação à vida, além de contar com um senso de humor menos presente do que os demais. Mesmo um filme como “Homem Irracional” (2015) traz a história de um homem que passa a ver sentido em sua vida depois de encontrar motivações não muito recomendáveis. “Café Society” tem sido recebido com muito mais entusiasmo pela crítica internacional do que os três trabalhos anteriores do diretor, mas não significa que seja uma das obras mestras do velho Woody. Claro que é muito bom ouvir a voz do próprio diretor contando a história, assim como é adorável ter um objeto de desejo como Vonnie, vivida por Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”). Nem sempre uma unanimidade, Kristen se mostra como a razão de ser não apenas da vida do jovem Bobby (Jesse Eisenberg, de “Batman vs. Superman” e mais um a assimilar os trejeitos de Allen em outro de seus alter-egos), mas do próprio filme, embora mais à frente vejamos a Veronica de Blake Lively (também em cartaz em “Águas Rasas”) representando a estabilidade emocional necessária para o protagonista. Um dos problemas de “Café Society” é a tentativa de Allen em construir uma fauna generosa de tipos que acaba atropelando e atrapalhando a trama principal, ou seja, a ciranda de amores. Assim, todas as questões envolvendo a máfia nova-iorquina tornam o filme menos interessante, embora se destaquem alguns diálogos afiados, como o fato de o Judaísmo não ter a vida após a morte em seus dogmas, passando, assim, a perder pontos para o Catolicismo. Porém, mesmo com essa irregularidade, o novo trabalho de Allen conta com uma fotografia de Vittorio Storaro tão especial que vale a pena ser destacada como uma das mais importantes dos filmes de Allen dos últimos 20 anos, pelo menos. Conhecido por sua brilhante parceria com Bernardo Bertolucci (em especial, “O Último Imperador”), o veterano diretor de fotografia, vencedor de três Oscars, homenageia os filmes das décadas de 1930-40, especialmente nos close-ups de Kristen Stewart, trazendo uma espécie de véu sobre sua imagem, dando-lhe um ar de semideusa. O belo uso da luz no filme é percebido logo de cara, com tonalidades que variam de cores dessaturadas, em Nova York, para cores mais quentes, nas cenas passadas em Hollywood. “Café Society” é mais uma história sobre como as paixões acabam gerando memórias, ao mesmo tempo agradáveis e dolorosas, além de tornarem as pessoas mais fortes, como acontece com Bobby, depois de ter conhecido Vonnie. O reencontro dos dois em Nova York pode ser visto como o grande momento do filme, bem como as cenas que marcam sua conclusão. Na nova obra agridoce de Allen, não há espaço para um final exatamente feliz, como no adorável e subestimado “Magia ao Luar” (2014), mas um sorriso triste de quem pode se satisfazer com o rumo dos acontecimentos, trazidos por escolhas pessoais. Dependendo do estado do espectador, é possível sair do cinema suspirando e lembrando aquela paixão que marcou sua vida, e este é um feito e tanto para qualquer filme.

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  • Filme

    Águas Rasas faz o espectador mergulhar na tensão

    26 de agosto de 2016 /

    Já faz mais de 40 anos que Steven Spielberg criou um novo conceito de blockbuster com o seu “Tubarão” (1975) e, de lá pra cá, vários filmes destacaram a ferocidade do maior predador marinho, embora poucos sejam dignos de lembrança. Na verdade, a grande maioria é composta por filmes B de gosto duvidoso, com poucas produções capazes de se destacar. “Águas Rasas”, de Jaume Collet-Serra, é uma bem-vinda exceção. Não só consegue sobreviver à maldição do filme ruim de tubarão, como mergulha o espectador em sua trama sem aparentar fazer muito esforço. Há uma simplicidade no roteiro escrito por Anthony Jaswinski (“Mistério da Rua 7”) que é louvável, especialmente quando o que mais importa é feito com esmero: o clima de tensão envolvendo a surfista solitária, vivida por Blake Lively (“A Incrível História de Adaline”) e o tubarão impiedoso e sangrento. Collet-Serra tem se especializado na construção de climas de suspenses, desde que despontou com “A Casa de Cera” (2005) e “A Órfã” (2009) até suas correrias mais recentes, estreladas por Liam Neeson (“Desconhecido”, “Sem Escalas” e “Noite sem Fim”). E uma das coisas que salta aos olhos logo no início de “Águas Rasas” é a paisagem linda da praia secreta onde a heroína vai parar. É possível se deixar levar pela beleza das ondas gigantes, da mesma forma que o embate da garota de biquíni contra o tubarão, pois tudo faz parte de um crescendo bastante eficiente de condução narrativa e criação de atmosfera de tensão. Mal dá para perceber que o tubarão foi gerado por computador. Mas sempre pode haver quem reclame de uma dose maior de realismo, no modo como a heroína lida com o seu algoz. Só que o mesmo poderia ser dito sobre a personagem de Mary Elizabeth Winstead em “Rua Cloverfield, 10”, outro thriller envolvente de 2016, de trama simples, encenado por poucos atores e com uma protagonista feminina forte. Claro que há um contexto dramático, que apresenta um pouco a intimidade da personagem de Lively, mas isso é só um pretexto para fazer com que o público se aproxime e se importe com a personagem. Se bem que Collet-Serra consegue criar empatia também com coadjuvantes que só aparecem por poucos minutos, como vítimas potenciais do tubarão. Uma prova de que o diretor catalão domina a gramática do cinema muito bem. Por atingir o extremo da objetividade, “Águas Rasas” talvez seja o seu melhor trabalho.

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    Pets – A Vida Secreta dos Bichos é a maior estreia de uma boa semana para ir ao cinema

    25 de agosto de 2016 /

    A programação dos cinemas está bem animada nesta semana. A animação “Pets – A Vida Secreta dos Bichos” é a maior estreia, mas todas as opções oferecem bom entretenimento. São menos lançamentos, mas melhores que a média do ano. Cinco filmes capazes de agradar diferentes faixas etárias, e quatro deles com distribuição ampla. “Pets – A Vida Secreta dos Bichos” chega ao Brasil em 1.105 salas (das quais 583 são telas 3D e sete IMAX), mais de um mês após quebrar recorde de estreia nos EUA. Trata-se de novo acerto da Illumination, o estúdio de “Meu Malvado Favorito” (2010) e “Minions” (2015). Com 76% de aprovação no site Rotten Tomatoes, a animação imagina como é o cotidiano dos bichos de estimação, quando os donos os deixam sozinhos em casa, e extrapola a premissa para uma aventura nas ruas perigosas da cidade grande. Os personagens são fofos, a história envolvente e as piadas mais engraçadas que as comédias atuais. Apesar da concentração de telas pelo título de censura livre, os suspenses “Águas Rasas” e “Nerve – Um Jogo sem Regras” também chegam aos principais shoppings do país com boa distribuição – respectivamente, em 393 e 322 salas. Ambos investem na tensão, mas o primeiro, que gira em torno de uma surfista (Blake Lively, de “A Incrível História de Adaline”) atacada por tubarão, é mais efetivo. A premissa simples esconde um thriller excepcional, que rendeu os mesmos 76% de “Pets” no Rotten Tomatoes. Mais complexo, “Nerve” busca inspiração no vício das redes sociais e games online para colocar sua protagonista (Emma Roberts, da série “Scream Queens”) num jogo movido a adrenalina, que tende a terminar de forma fatal. Mesmo com alguns furos no roteiro, alcançou 61% de aprovação. A nova comédia de Woody Allen, “Café Society”, estreia em 112 salas. E é um dos bons filmes do velho mestre, que vem encantando desde sua première na abertura do Festival de Cannes. Aprovado por 70% da crítica americana, a produção também é um novo exercício de nostalgia do cineasta, que usa seu alter-ego, desta vez vivido por Jesse Eisenberg (“Batman vs. Superman”), para visitar o glamour da era de ouro de Hollywood e a época do Café Society nova-iorquino – nome dado tanto a um nightclub quanto à geração elegante que passou a se reunir com os amigos e realizar festas em lugares públicos no começo do século 20. Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”) e novamente Blake Lively representam as atrações exercidas por cada um desses estilos de vida. Único lançamento com distribuição limitada, a comédia francesa “Lolo – O Filho da Minha Namorada” alcança apenas 23 telas e a menor cotação entre a crítica nos EUA – 50%. Escrito, dirigido e estrelado por Julie Delpy (da trilogia “Antes do Amanhecer”) com boa dose de humor negro, mostra como um filho mimado (Vincent Lacoste, de “O Diário de Uma Camareira”) é capaz de sabotar o namoro de sua mãe. O resultado é uma comédia romântica pouco convencional e pouco verossível, mas perspicaz em sua perspectiva feminina.

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