Ana Maria Braga e Patrícia Poeta se unem a protesto contra assédio na Globo
Um caso de assédio revelado pela revista Piauí deixou os funcionários da rede Globo totalmente revoltados. Nesta segunda-feira (22/5), diversos comunicadores fizeram um protesto silencioso contra assédio moral e sexual na emissora. Segundo a reportagem, a engenheira Esmeralda da Silva (nome fictício adotado pela Piauí) teria sofrido violência sexual e moral por quatro colegas que trabalhavam no setor técnico da emissora. Em um dos casos, um dos funcionários (com mais de 20 anos de rede Globo) chegou a calar sua boca com a mão e tentou estuprá-la numa sala da sede de São Paulo. Além disso, Esmeralda também sofria xenofobia dentro da emissora por ter nascido na Paraíba. A engenheira afirmou ter seu sotaque satirizado pelos funcionários. Por causa do trauma, a funcionária desenvolveu depressão e síndrome do pânico. O caso polêmico resultou num processo movido pela engenheira na Justiça do Trabalho, que reconheceu os danos morais e decidiu pelo pagamento de uma multa de R$ 2 milhões. A ação ainda impediu a demissão da engenheira que, neste momento, está afastada. A revista não revelou os nomes dos acusados, mas afirmou que um dos profissionais ainda é funcionário da rede Globo. A não-demissão do profissional foi o estopim para o início do “Movimento Esmeralda”, protesto organizado na última sexta-feira (19/5) através de grupos de WhatsApp. No total, o protesto recebeu adesão de mais de 300 profissionais, que aceitaram trabalhar de verde, a cor da pedra esmeralda. A maior parte destes são funcionários de São Paulo, mas também há nomes do Rio de Janeiro. O movimento entrou em vigor nesta segunda-feira (22/5) depois que o protesto majoritariamente feminino se reuniu na sede paulista e entregou um manifesto para os chefões da rede Globo. O grupo ainda tirou fotos de apoio, que se espalharam pela empresa. Por conta da repercussão, as comunicadoras Ana Paula Araújo (“Bom Dia Brasil”), Patrícia Poeta (“Encontro”) e Ana Maria Braga (“Mais Você”) decidiram participar do ato e foram vistas com roupas verdes. Além delas, o apresentador Felipe Andreoli (“Globo Esporte SP”) também participou do “Mais Você” com trajes na cor verde. Nos bastidores, Ana Maria Braga e Patrícia Poeta reforçaram seu apoio e ainda se colocaram à disposição para usar sua influência no que for possível. Elas querem aumentar a pressão contra os casos de assédio vividos por funcionárias da emissora. As lideranças do “Movimento Esmeralda” vão se reunir com os chefes globais nos próximos dias. A reunião deve abordar o atual combate ao assédio no ambiente de trabalhos. Novas práticas serão sugeridas pelos protestantes. No Instagram, as jornalistas do movimento fizeram uma postagem confirmando o que aconteceu. “Quando uma de nós é assediada e estuprada dentro da empresa, o problema é de todos. A história de Esmeralda foi publicada pela revista Piauí na última sexta-feira (19/05), nos provocando indignação e revolta. Precisamos sim ser ouvidas para que abusos assim não se repitam! Hoje usamos verde em apoio à Esmeralda e a todas as mulheres pelo nosso direito a um ambiente seguro de trabalho”, diz o comunicado compartilhado por diversos perfis. A Globo afirmou que está ciente do protesto e deu apoio à livre manifestação de seus funcionários. “A livre manifestação dos profissionais da empresa está em total alinhamento com a nossa gestão de transparência e diálogo permanente. De qualquer forma, a Globo reitera que não comenta casos de Compliance e aproveita para reiterar também que a empresa mantém um Código de Ética em linha com as melhores práticas atualmente adotadas, que proíbe terminantemente o assédio e deve ser cumprido por todos os colaboradores, em todas as áreas da empresa”, afirmou em nota. A emissora acrescentou que vai analisar os casos criteriosamente, desde que registrados nas centrais. “Da mesma maneira, a Globo mantém uma Ouvidoria pronta para receber quaisquer relatos de violação de seu Código de Ética, que são apurados criteriosamente, com a punição dos responsáveis por desvios. Nesse mesmo Código, assumimos o compromisso de sigilo em relação a todos os relatos de Compliance, razão pela qual não fazemos comentários sobre as apurações. Nosso sistema de Compliance também prevê o apoio integral aos relatantes, proibindo qualquer forma de retaliação em razão das denúncias”, concluiu. #MovimentoEsmeralda Foi revoltante descobrir por meio de uma reportagem que uma colega teve a vida arrasada por múltiplos assédios sexuais e morais, inclusive estupro, em seu local de trabalho (que também é o nosso). Hoje viemos vestidas de verde em apoio à "Esmeralda". pic.twitter.com/OaUnmGVbtf — Carolina Moreno (@anarina) May 22, 2023 Profissionais da Globo SP participaram hoje do "Movimento Esmeralda" e usaram verde para protestar contra mais um caso de assédio registrado na emissora e revelado pela Revista Piauí na sexta passada. A Globo diz estar ciente do protesto e que mantém uma ouvidoria para acusações. pic.twitter.com/Y6nZalKNKW — fabiossance 🪩 (@souufabio) May 22, 2023 Quando uma de nós é assediada e estuprada dentro da empresa, o problema é de todos. A história de Esmeralda* foi publicada pela @revistapiaui na última sexta (19), provocando indignação e revolta. Precisamos, sim, ser ouvidas para que abusos assim não se repitam (+) pic.twitter.com/4RlNKeR4jn — Paula Lago (@paulalake) May 22, 2023
Luís Miranda é acusado de assédio sexual por três atores da Globo
Depois de apoiar Dani Calabresa nas acusações de assédio sexual contra Marcius Melhem, o ator Luís Miranda se tornou alvo de denúncias pelo mesmo motivo. Segundo o jornalista Ricardo Feltrin, o artista teria assediado ao menos três atores homens da Globo. De acordo com a reportagem, as vítimas, que preferiram não ser identificados, relataram incômodo com as atitudes inadequadas de Luís Miranda durante o trabalho na emissora, como toques na cintura e conversas ao pé do ouvido. Um deles também acusou dois diretores. Os casos teriam ocorrido entre 2013 e 2015. Na época, a Globo não havia o compliance, departamento que deu voz às denúncias de Calabresa. Portanto, os atores não prestaram queixas com medo de perder o emprego. Hoje, apenas uma das vítimas continua na emissora. Além disso, uma das supostas vítimas disse ter feito um relato público sobre o caso durante as gravações da novela “Geração Brasil” (2014). Na trama, Luís Miranda interpretou a socialite transgênero Dorothy Benson. Luís Miranda, por sua vez, rebateu às acusações e afirmou tratar todos os funcionários com respeito. Além de negar as acusações, o ator disse “que isso é coisa plantada e jogo sujo de Melhem”, que teria se revoltado com sua defesa de Dani Calabresa. No entanto, o jornalista Ricardo Feltrin afirmou que os atores da Globo não eram do mesmo núcleo do ex-diretor da área de humor.
Globo diz à Justiça que assédio de Marcius Melhem não foi provado
No desenrolar do caso de suposto assédio envolvendo o comediante e ex-chefe do Departamento de Humor da Globo Marcius Melhem (“Tá no Ar”), a emissora atestou que a acusação não foi provada, de acordo com seu setor de Compliance. A empresa está atualmente enfrentando uma ação movida pelo Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ), que alega que a Globo permitiu casos de assédio no ambiente de trabalho ao longo dos últimos anos. Essa informação foi revelada em um documento de 2,5 mil páginas obtido pela revista Veja e divulgado nesta quarta-feira (17/5). Após avaliar os materiais apresentados tanto a favor quanto contra Marcius Melhem, o Compliance da Globo concluiu, segundo o documento, que “restou, de fato, constatada a inadequação do artista com seus subordinados, sem que fosse possível comprovar prática deliberada de assédio sexual, dados os contornos legais que a conduta exige para sua caracterização”. Questionada pela imprensa, a assessoria da Globo afirmou que a empresa não comenta questões relacionadas a Compliance e que todas as informações sobre o caso já foram fornecidas às autoridades competentes. Até o momento, o escritório Tenório da Veiga Advogados, que representa a emissora, não se pronunciou sobre o assunto. Em relação ao processo em si, a assessoria do MPT ressaltou que o caso está sob sigilo, e seu setor de imprensa adicionou que não possui mais detalhes a serem divulgados. Marcius Melhem foi acusado de assédio por Dani Calabresa e outras 10 mulheres, entre vítimas e testemunhas, num processo que corre na Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) do centro do Rio de Janeiro. Por meio de sua assessoria de imprensa, o humorista comentou a revelação do documento da Globo: “A declaração da Globo trazida na matéria da Veja não causa surpresa, pois não pode ser comprovado algo que nunca existiu. Cada vez mais se confirma o que digo desde o início: nunca cometi assédio sexual. A verdade continua aparecendo.” Até o momento, Dani Calabresa e sua advogada, Mayra Cotta, que também representa outras denunciantes, não se pronunciaram sobre a declaração.
Luís Miranda descreve assédios de Marcius Melhem como “jogo sujo de poder”
O ator Luís Miranda confirmou que Marcius Melhem teria usado o sexo como uma “prática de exercer poder” e revelou, em entrevista ao colunista Guilherme Amado, ter presenciado episódios de assédio no “Zorra”, um dos programas do núcleo de Humor da Globo que era chefiado pelo humorista. Na entrevista, o ator ainda confirmou que Melhem tinha atitudes inapropriadas nos bastidores. “Marcius tinha um comportamento íntimo demais para a hierarquia da casa. Como, por exemplo, entrar no camarim enquanto a Dani [Calabresa] estava trocando de roupa ou experimentando uma peça. E muitas brincadeiras e piadas de cunho sexualizado, além de armações de articulação do poder. Com mulheres, [Marcius] tinha esse excesso de elogios às formas físicas”, contou ele. Em seguida, Miranda disse ter ouvido de Dani que o comediante havia mostrado o pênis durante a festa dos cem episódios do “Zorra”. No entanto, ele confessou que sentiu dúvidas sobre ter sido um abuso sexual ou apenas “mais uma brincadeira” de Marcius Melhem. Vale lembrar que o evento virou investigação da Delegacia da Mulher do Rio de Janeiro. “Eu liguei para o Maurício Farias e depois consequentemente para o Mauro Farias para tirar umas opiniões sobre o assunto. Eu queria entender se aquilo partia de uma coisa que era uma queixa dela porque ele tinha tirado o programa [que Calabresa queria estrelar] e ela estava chateada, ou se de fato realmente a coisa do abuso sexual fazia parte”, disse Miranda. Apesar da dúvida, Miranda admitiu que ficou perturbado depois que entendeu a gravidade do caso. “Porque naquele momento a gente entendia aquilo como uma brincadeira. Mas depois eu pensei: ‘Pô, seria uma brincadeira se fosse comigo ou com os outros que faziam parte do elenco’. Mas, quando é chefe, a coisa é mais complicada”, analisou ele. Após a declaração, Marcius Melhem enviou, por meio de sua assessoria de imprensa, uma nota em que também inclui Miranda no círculo de pessoas que estariam envolvidas num complô contra ele e questionou por que o ator não é testemunha na investigação que corre na delegacia. “No mais, o golpe vai ficando claro, à medida que se revelam os movimentos de Dani Calabresa e as datas em que ela começa a agir”, afirmou, em referência à tese do complô. Diante dessa reação, Luís Miranda acrescentou que o humorista deveria buscar tratamento psicológico antes de acusar as vítimas de vingança. “Eu sinto que, muitas vezes, a gente faz um personagem para tentar jogar aquele jogo. É um jogo sujo das escalações. É um jogo sujo do poder, e no ‘Zorra’ foi muito sujo. Muito sujo mesmo, de dar ascensão e lugar às pessoas por puxa-saquismo”, afirmou ao Splash. “Isso tem que ser tratado por ele. Ele tinha que estar num psicólogo tratando o grau elevado da sexualidade dele. Tratando a prática de exercer poder dessa maneira. Isso é uma doença, ele tem uma doença que precisa ser tratada. E é triste, é lamentável, é penoso ver um doente relutar contra a cura.” Na sequência, Miranda confessou que o humorístico era “o sonho de todo mundo” e que ninguém gostaria de perder, embora tivesse “que enfrentar espécimes desse nível, que manipulam relações, comportamentos, que minam as coisas”. O ator acrescentou que Melhem não aceitava um “corte de intimidade” e que era uma maneira de se colocar fora dos projetos. Luís Miranda ainda antecipou que o humorista “vai trabalhar” em cima de suas entrevistas, mas não deve reconhecer suas atitudes abusivas. “Nunca sabe o que está dentro das pessoas, o que magoou aquelas pessoas. Não passa por esse critério. Não tem avaliações pessoais, sentimentais, sobre o mal que causa aos outros. É sobre o mal que causou a muitas pessoas. É sobre o mal que causou a um departamento. É sobre milhares e milhares de pessoas despedidas, passando necessidade, que ele matou, que ele minguou, por conta desse projeto de poder”, pontuou o ator. “É sobre esse projeto de poder que eu estou aqui falando. Não sobre Marcius, ele para mim já não tem nem valia. Eu gostaria de encontrar ele na rua e dizer: que pena, né, cara, que você não conseguiu gerir a sua vida. Gostaria, mas assim: cada vez que ele abre a boca, ele me afasta mais da conexão com ele”, concluiu.
Atriz de “Tá no Ar” acusa Marcius Melhem de assédio sexual
A atriz Carol Portes é a mais recente ex-funcionária da Globo a denunciar na imprensa Marcius Melhem por assédio. Ela acusou o ex-diretor do núcleo de Humor da emissora de beijá-la à força em 2014. Portes é a oitava mulher a acusar Melhem de praticar assédio sexual. Ele nega todas as acusações. Em entrevista ao UOL, a atriz contou que os assédios aconteceram na época em que ela trabalhava no “Tá no Ar”, programa que tinha Melhem como ator e redator final. Portes conta que o chefe pediu para tomar banho em seu apartamento. Ao sair do banheiro, usando apenas uma toalha, Melhem agarrou a atriz à força. “Ele saiu de toalha e me… me beijou à força, e… enfim, eu me desvencilhei, e aí superconstrangida. Bom, qualquer mulher já passou por isso, assim, de… desvencilhar, sabe? Ah, não, não, não… E aí eu: ‘Não, não, vamos, quero ir logo, vamos logo’, tipo, vamos embora, né? Não vai rolar nada”, explicou. Marcius Melhem nega ter assediado Carol Portes. Segundo o ator, os dois tiveram um “relacionamento de uma noite”, em que apenas trocaram um beijo consensual e que durou por, no máximo, cinco minutos. Além do ocorrido, Portes relata que constantemente recebia investidas de Melhem por mensagens de texto e presencialmente, no ambiente de trabalho – inclusive com toques inadequados. “De a gente estar no corredor e… aí passar, assim, pegar a nossa mão e colocar no membro dele, assim, sabe? Meio rápido, assim? Aí falar: ‘Ah, eu fiz isso?”, conta Portes. Até agora, oito atrizes já denunciaram Marcius Melhem. A primeira denúncia foi feita em 2019 por Dani Calabresa. Entretanto, o inquérito foi aberto apenas em 2021 e ainda não há previsão para a sua conclusão.
Assédio sofrido por Dania Mendez no “BBB 23” tem repercussão internacional
A passagem de Dania Mendez pela casa do “BBB 23” agitou o reality show da Globo além da conta. O assédio sofrido pela mexicana durante a madrugada, pela mão boba de MC Guimê e a importunação insistente de Cara de Sapato, teve repercussão internacional. “Em uma das situações, o homem da Paraíba [Sapato] aparece imobilizando sua colega para forçá-la a lhe dar um beijo, depois da Festa do Líder que aconteceu nesta quarta (13/2)”, escreveu o portal norte-americano Trend Detail. “A mexicana chega a chutar o brother e dizer: ‘Chega, não’. Logo em seguida, a produção chama a atenção de Sapato”, acrescentou. O principal jornal de Porto Rico, El Nuevo Día, também relatou a situação envolvendo a ex-Acapulco Shore. “As imagens do pay-per-view mostram o momento em que o esportista tenta, por várias vezes, beijar a mexicana, enquanto Mendez diz ‘não’, ‘chega’, ‘chega, louco’. Finalmente, o particippante do ‘Big Brother Brasil’ a cobriu com um edredom e a beijou”, narrou a cena. Já o mexicano TV Notas retratou que Sapato bebeu bastante uísque durante a festa e que a postura do lutador “não foi muito bem vista nas redes sociais [brasileiras] e gerou muitas críticas”. Como se não bastasse o assédio sofrido, parte da festa foi exibida para os confinados no reality “La Casa de los Famosos”, que entenderam que Dania consentiu com a situação e planejam eliminá-la no paredão do programa. É que os colegas de Dania só tiveram acesso às imagens leves do reality brasileiro, como nos momentos de proximidade com o lutador Cara de Sapato. As cenas resultaram numa intensa decepção de Arturo Carmona, o então affair da sister. De toda forma, Dania Mendez deixou bem claro no “BBB 23” que terminou o romance com famoso antes mesmo de vir para o Brasil. Dentro do “LCDLF”, os hermanos não deram o menor espaço para a dúvida, ainda mais porque a atleta Key Alves, que foi acusada no “BBB 23” de ter problemas com mulheres, botou lenha na fogueira. Até Paty Natividad, amiga de Dania no reality mexicano, acha que ela cometeu um erro grave que “pode custar a saída” no programa dos hermanos. “É a verdade, fico triste por dizer isso, porque gosto muito dela. Mas são erros que cometemos, que pena”, analisou a famosa. Paty piensa que el comportamiento de Dania en Brasil puede costarle la salida de la casa #LCDLF3 pic.twitter.com/XgU4drdyYZ — LCDLF (@MomentosDeLCDLF) March 16, 2023
Mãe de Lexa embarca no “primeiro voo” após assédio de Guimê no “BBB 23”
A empresária Darlin Ferrattry saiu em disparada para encontrar a cantora Lexa na manhã desta quinta-feira (16/3). A situação aconteceu após MC Guimê protagonizar cenas de assédio durante a última Festa do Líder do “BBB 23”. Durante o evento, o funkeiro perdeu a mão na bebida e passou a mão na sister mexicana Dania Mendez. Em certa ocasião, a influencer tentou se safar de Guimê, afastando a mão do cantor de seu corpo. Nas redes sociais, a mãe da funkeira registrou que estava no aeroporto à espera do embarque no avião. “Pegando o primeiro voo. Já já estarei com a minha filhinha”, afirmou Darlin, demonstrando preocupação. Nesta manhã, a cantora afirmou que estaria se ausentando das redes sociais em prol de sua saúde mental. Ela também removeu frases de apoio ao marido no confinamento. “Quem me acompanha sabe que eu me dediquei 101% por tudo, para vê-lo brilhar… Não durmo direito, parei a minha vida pra ver o Guimê acontecer”, disparou Lexa antes de se despedir dos fãs. Em entrevista à coluna de Leo Dias, no Metropolis, Darlin Ferrattry afirmou que a cantora está muito abalada com a situação. “Ela não está bem. Vim o mais rápido que pude. Estou indo ao encontro da minha filha agora, mas confesso que estou arrasada”, disse a empresária. “Não vejo a hora de chegar perto dela e poder abraçar, cuidar e ser mãe, né? Bem triste isso”, acrescentou. O público espera que a cantora consiga se reerguer o mais rápido possível.
Luiza Tomé revela que perdeu trabalhos por recusar assédio de diretor da Globo
A atriz Luiza Tomé denunciou que foi vítima de assédio sexual de um diretor da rede Globo. Ela abriu o coração sobre o assunto delicado numa entrevista ao podcast “Inteligência Ltda”. O crime teria acontecido no início da carreira da atriz, que reforçou ter perdido trabalhos por recusar as investidas do diretor, que não teve a identidade revelada. “Voltei só depois de três anos, em “Tieta” (1989), porque eu precisei aprender [a me portar diante às câmeras] e porque sofri assédio de um diretor, e ele me cortou de outros trabalhos”, relatou Luíza. Ela acrescentou que só retornou à emissora após a demissão do funcionário. “Todo dia ele passava por mim e me dava o telefone dele. Às vezes, eu estava tristinha porque [tinha] brigado com o meu namorado, aí ele passava e dizia: ‘Está tristinha?’. Aí eu dizia: ‘Estou, briguei [com o amado] e tal’. Aí eu pegava aquele cartão, botava na bolsa de cena e nunca liguei.” Luiza Tomé acrescentou que era cerca de 20 anos mais nova que o diretor, que já estava na casa dos 40. A atriz acrescentou que, na época do assédio, o considerava “velho” e não tinha a pretensão de se envolver com o profissional.
Atriz de “As Five” sofre assédio em ônibus: “Constrangimento e raiva”
A atriz Jade Mascarenhas (“As Five”) sofreu assédio dentro de um ônibus de viagem, na última sexta-feira (10/2). A artista relatou no Instagram que recebeu apoio de outros passageiros. Em um vídeo sensível, Jade explicou que tomou a decisão de contar a história para que as vítimas possam ter “acesso à Justiça”. “É com muito constrangimento e raiva que venho dar esse relato”, iniciou. “Espero que ele se faça útil e que eu, como várias outras vítimas, tenhamos acesso à justiça. Eu sei que o meu caso de ser acolhida tão rápido é raro. Adoraria enterrar essa história e fingir que nunca aconteceu, mas não condiz com o que eu mesma prego.” Em seguida, a atriz contou que estava retornando para São Paulo após visitar o namorado no Rio de Janeiro quando sofreu o assédio. Ela acrescentou que a viagem atrasou devido a um deslizamento de terra na Serra das Araras, também conhecida como Via Dutra. “Um senhor, com idade para ser meu pai e quem sabe até avô, me assediou verbalmente e sexualmente, numa viagem que já estava durando 12 horas e todos estávamos exaustos”, relatou Jade, que recebeu acolhimento imediato. “Eu fui acolhida pelos passageiros, pela polícia e pela empresa, mas sigo me perguntando o que eu poderia ter feito para evitar, me sentindo impotente”, desabafou Jade sobre a situação em que foi vítima. “Um agradecimento especial aos quatro passageiros que decidiram ir até a delegacia testemunhar para mim e, para isso, abriram mão dos seus compromissos, para irem buscar justiça comigo. Assim como eu, eles tiveram que faltar trabalhos diante do choque e da indignação.” Por fim, Jade Mascarenhas contou que os passageiros estiveram ao seu lado durante 14 horas de viagem e mais 3 horas na delegacia. “Deixo esse relato aqui como denúncia, junto com as filmagens de uma das passageiras. Sigo acompanhada e amparada por ótimas pessoas, e torcendo para essa história ter um fim justo”, finalizou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por jade mascarenhas (@jademasc)
Ator de “Wandinha” segue perfil que defende nazismo e armamento
Os fãs de “Wandinha” descobriram que o ator Percy Hynes White, que interpreta Xavier Thorpe, segue um perfil no Instagram que defende supremacismo branco, nazismo e armamento populacional. Segundo um vídeo que circula entre os internautas, White aparece curtindo diversos posts polêmicos do perfil “dieamerican” (traduzido como “Morra, americano”). Nos últimos dias, Percy Hynes White foi acusado de assédio sexual de menores nas redes sociais. De acordo com as vítimas, o ator mantinha conversas íntimas e pressionava as garotas para conseguir “nudes”. Ele também teria sido conivente com um caso de estupro no porão da própria casa. Até o momento, a Netflix não se pronunciou sobre a permanência do ator, que interpreta Xavier Thorpe, na 2ª temporada de “Wandinha”. Veja as curtidas do ator. #Wednesday star Percy Hynes White’s Instagram likes reveals that he is allegedly a fan of a Nazi, White Supremacist pro-gun Instagram page with the user name “D*eamerican”. He follows the page as well. pic.twitter.com/RKFC9UGYvJ — Pop Faction (@PopFactions) January 23, 2023
Pamela Anderson acusa ator Tim Allen de assédio sexual
A atriz Pamela Anderson (“S.O.S. Malibu”) acusou o ator Tim Allen, da série “Last Man Standing” e voz de Buzz Lightyear em “Toy Story”, de assédio sexual. O caso foi descrito pela estrela em seu livro de memórias ainda inédito, “Love, Pamela”, e divulgado pelo site da revista Variety. O caso teria acontecido em 1991, quando Anderson tinha apenas 23 anos e Allen tinha 37. Segundo a atriz, no seu primeiro dia de trabalho na série “Home Improvement”, estrelada por Allen, o ator se exibiu para ela, mostrando o seu pênis. “No primeiro dia de gravação, saí do meu camarim e Tim estava no corredor de roupão”, escreveu Anderson. “Ele abriu o roupão e se exibiu rapidamente – completamente nu por baixo”. Anderson ainda disse que Allen considerou o fato uma piada, dizendo que era “justo” que ela o visse nu, já que ele já tinha visto ela nua na revista Playboy. Ao final, Allen disse: “Agora estamos quites”. A atriz conta que, na hora, só conseguiu rir desconfortavelmente. Procurado pela Variety para comentar as acusações, Tim Allen afirmou que “não, isso nunca aconteceu. Eu nunca faria uma coisa dessas”. Pamela Anderson apareceu em duas temporadas da série “Home Improvement”, antes de conseguir seu papel de maior destaque em “S.O.S. Malibu”. Além do livro de memórias, que chega às livrarias em 31 de janeiro, Anderson também estrelou o documentário “Pamela Anderson – Uma História de Amor” (Pamela, a Love Story), no qual fala sobre sua vida e seus relacionamentos. O documentário também estreia em 31 de janeiro, na Netflix. Assista abaixo ao trailer de “Pamela Anderson – Uma História de Amor”.
Percy Hynes White, de “Wandinha”, é acusado de assédio sexual
O ator Percy Hynes White, conhecido por interpretar Xavier Thorpe na série “Wandinha”, foi acusado de assédio sexual de menores nas redes sociais. O assunto se tornou viral no Twitter, através da campanha “Cancele Percy”. De acordo com os depoimentos, as vítimas tiveram conversas íntimas com o ator durante o ensino médio no Canadá. Na época, o artista teria entre 17 e 20 anos de idade. Um perfil afirmou que White e seus amigos organizavam festas em que “convidavam explicitamente mulheres que achavam gostosas para que pudessem embebedá-las a ponto de poderem fazer sexo com elas”. Numa dessas festas, a dona do perfil teria sido vítima dos assédios enquanto “estava muito bêbada”. A jovem acrescentou que existem outras “acusações de estupro contra ele”, mas não entrou em mais detalhes. White também teria pressionado “várias amigas” com nomes pejorativos na tentativa de conseguir imagens das garotas nuas. “Ele compartilhou nudes online contra a vontade delas”, relatou o perfil, acrescentando que uma delas tentou denunciar o caso à polícia, mas o depoimento não foi registrado. Outra vítima também se pronunciou pelo Twitter, dizendo que o ator permitiu que ela fosse estuprada no porão da casa. “Quando me ligou sobre isso, estava mais preocupado com a polícia e não em [saber] se eu estava bem”, relatou. “Estou doente há anos por causa do que esse homem permitiu e manteve [em segredo]. Tudo que eu sempre quis foi justiça e que ele ajudasse [a denunciar], e ele nunca ajudou”, escreveu. Até o momento, Percy Hynes White não se pronunciou sobre as graves acusações. Veja os relatos (em inglês). here's what i sent!! just so everyone can hopefully see pic.twitter.com/FxI1x1dQLR — aries PINNED #cancelpercy (@milkievich) January 18, 2023 I’ve been sick for years because of what this man allowed and stood by. All I ever wanted was justice and for him to help and he never did. This was the last thing he ever said to me & never got back to me. Listened to everyone but the victim. pic.twitter.com/6UrqEis5Xp — desirée (@desireeecameron) January 19, 2023
Reportagem-bomba demole acusações de Dani Calabresa e outras contra Marcius Melhem
O site da revista Veja publicou uma reportagem bombástica nesta quarta (14/12) desmontando a acusação de assédio sexual que Dani Calabresa e outras funcionárias da Globo moveram contra o ex-diretor de humor da emissora, Marcius Melhem, na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) do Centro do Rio de Janeiro. A publicação ocorreu dez dias após o jornalista Ricardo Feltrin afirmar em sua página no YouTube que, após ter acesso às provas contidas nos autos do processo, teve vontade de vomitar, afirmando que Melhem era inocente de tudo. A Veja cita pela primeira vez os nomes de várias acusadoras – oito mulheres processam Melhem. Seria uma atitude de gravidade ética, caso não fosse a única forma de demonstrar falta de ética das acusadoras, como aponta a reportagem. Além disso, traz à tona uma testemunha importante, que contraria a principal acusação de Calabresa, divulgada de forma sensacionalista pela revista Piauí, de que a comediante foi violentamente atacada e quase estuprada por Melhem numa festa do elenco de humor da Globo. A publicação pela Piauí de detalhes explícitos gerou repúdio generalizado contra Melhem. Mas omitiu completamente a participação de Maíra Perazzo, revelada pela Veja. Amiga da atriz, Maíra a acompanhava na balada. Segundo descreve Melhem nas páginas do processo acessadas pela revista semanal, em determinado momento da noite, ele e Dani estavam trocando beijos numa área mais reservada quando a atriz puxou Maíra para junto dos dois, formando um trio. A situação demonstraria que tudo aquilo era consentido e estimulado pela comediante. Maíra foi chamada pela Justiça para testemunhar sobre o que aconteceu de verdade e, ao depor, teria confirmado que trocou beijos com Melhem na festa e não lembra de ter visto nada de impróprio entre ele e Dani na ocasião. Contou ainda que ficou com a amiga até o final da balada, contrariando o relato da atriz, de que teria sofrido uma crise nervosa após o suposto ataque de Melhem. Ao contrário dessa versão, Maíra disse que ela continuou animada, chegando depois a trocar beijos com um câmera da Globo. Questionada na Justiça sobre a participação de Maíra na festa, Dani alega que puxou a amiga para perto a fim de tentar se livrar do assédio de Melhem – por esta versão, ela teria atirado a amiga nos braços de um homem que descreveu como predador sexual. A amiga de Dani, por outro lado, afirmou que ficou com Melhem naquela noite. Em seu depoimento, Maíra também revelou que, no dia seguinte, teve um papo animado com Dani sobre a festa, sobre com quem elas ficaram, e em nenhum momento a atriz mencionou assédio. No mesmo dia, Dani brincou com Melhem pelo Whatsapp, dizendo que mandaria a amiga embrulhada para ele de presente. Um mês depois, Maíra e Melhem voltaram a ficar juntos. Segundo a apuração da revista, o primeiro burburinho a respeito da conduta de Melhem teria partido de Barbara Duvivier em meados de 2018. Listada como uma das testemunhas de acusação, Barbara manteve com Melhem um relacionamento amoroso de quase sete anos. Em seu depoimento na delegacia, ela disse que ele não a deixava terminar a relação usando seu poder hierárquico dentro da emissora, oferecendo “proposta de trabalho, de aumento de salário e de promoção de cargo”. Barbara é enteada de Maria Clara Gueiros, uma das mulheres que teria iniciado o movimento interno na Globo para investigar Melhem. Segundo Dani Calabresa contou à Ouvidoria do Ministério Público, Maria Clara Gueiros passou o ano de 2019 tentando convencê-la a denunciar o ex-diretor global. A história entre Melhem e Barbara é complexa. Como ambos eram casados com outras pessoas, seu romance foi clandestino. No final de 2017, houve um sobressalto: ela engravida e fica em dúvida sobre a paternidade do filho – dúvida posteriormente descartada. Ainda segundo a Veja, isso bastou para familiares desconfiarem do comportamento dela, incluindo seu marido e a madrasta, Maria Clara Gueiros. Nos autos, Melhem alega que Barbara espalhou a versão de chefe assediador para evitar o constrangimento de assumir o namoro clandestino. Ele juntou ao processo uma mensagem de julho de 2018, em que ela lhe pede desculpas: “Vivi um turbilhão nessa gravidez e com certeza agi errado com você. E queria te pedir desculpa por isso”. Melhem não respondeu à mensagem e ela insistiu depois em lhe desejar felicidades e “dizer que te quero todo o bem do mundo”. Meses mais tarde, em troca de mensagens com Dani Ocampo, assistente de Melhem, Barbara assumiu que havia mentido: “Mas nada planejado maquiavelicamente, foi um redemoinho que eu fui entrando, e quando vi não conseguia sair”. Outra acusadora foi a atriz Veronica Debom, que, de acordo com a Veja, atuou fortemente nos bastidores para convencer outras mulheres a denunciarem Melhem. Em seu depoimento, ela assumiu ter mantido um relacionamento de mais de um ano com o ex-diretor global, que ela classificou como “abusivo” à Justiça. Ao se referir a uma noite de sexo entre os dois, afirmou ter se sentido “enojada”. Melhem contrapôs esse depoimento com uma coleção de mensagens apaixonadas da atriz, com declarações de amor e até desejo de casamento, entre compartilhamento de nudes e conversas picantes. Também mostrou que Veronica criou um grupo no Whatsapp para falar de sexo casual, onde declarou que “não tem nenhum desejo meu que não seja legítimo!”. Ele também anexou no processo conversas pelo aplicativo em que demonstrava disposição para encerrar o affair, enquanto Veronica tentava evitar o fim, de forma insistente. Só depois de um tempo ela se mostra conformada com o desfecho da história. Numa mensagem de setembro de 2019, ela diz: “Eu tomei um pé na bunda. Tô apaixonada por você e tomei um pé na bunda, amor. Risos. Não que eu não ache você não tem razão, acho que você tá coberto de razão”. Assim que as primeiras denúncias de assédio contra Melhem surgiram, Veronica ainda se colocou do lado dele, prestando solidariedade e dizendo que ele seria vítima de terrorismo. “Você é inocente, amor”, escreveu. A defesa de Melhem alega que ele foi vítima de um complô. Cita o caso de uma suposta denunciante que disse à Justiça Cível que não sabe por que acabou constando como vítima no inquérito sobre assédio sexual, já que nunca sofreu abuso nenhum. Os advogados do ex-diretor da Globo também citam o fato de que todas as denunciantes são representadas pela mesma advogada, Mayra Cotta, que disse que “as vítimas não faziam parte de um círculo íntimo de amizades e que só souberam quem eram as demais vítimas em agosto de 2021”. Essa afirmação é desmentida nos processos por uma série de provas, que mostram que a maior parte das supostas vítimas se conhecia, sim. Antes das denúncias, várias haviam trabalhado juntas. E Dani Calabresa revelou que, no final de 2020, havia até um grupo de WhatsApp de pessoas que teriam sido assediadas por Melhem. Uma das serventias desse grupo seria trocar informações, na época em que as supostas vítimas conversavam com a advogada Mayra Cotta em busca de orientação de como proceder em relação ao episódio. Os perfis de Instagram das supostas vítimas também reforçam o elo de amizade entre elas. Uma viagem ocorrida em fevereiro de 2021 ao sítio de uma delas, na região serrana do Rio de Janeiro, rendeu muitas fotos compartilhadas por Georgiana Coutinho de Goes, Carol Portes, Veronica Debom e Debora Lamm. Embora proximidade e amizade não invalidem as denúncias, desmentem a tese da advogada de que elas não eram amigas nem sabiam que todas eram vítimas de Melhem antes de iniciarem o processo. As denúncias contra Melhem alegam que o assédio dele era insistente. Não raro, segundo as supostas vítimas, ele misturava assuntos profissionais com piadas e insinuações de cunho sexual. O conjunto de provas que constam nos autos, entretanto, mostra que muitas das acusadoras tomavam iniciativa de fazer essa mistura, incluindo conversas picantes e nudes na comunicação cotidiana. Entre as que mais faziam isto estavam Dani Calabresa e Veronica Debom. No depoimento à Justiça, Dani buscou justificar a cumplicidade erótica com Melhem da seguinte forma: “Deixa ele me cantar. Deixa me chamar de gostosa. Para mim era uma vantagem. Prefiro continuar brincando com meu chefe tarado do que comprar briga com ele”. A respeito do episódio dos nudes, a atriz conta que, num festa na casa de Mauro Farias, mostrou fotos de seu celular no meio de uma roda de amigos, até que Melhem se aproximou e tomou o celular da mão dela para ver o conteúdo. Ainda segundo a versão de Dani, não satisfeito, na mesma noite, ele a perseguiu até a porta do banheiro tentando forçar um beijo. Mas Melhem apresenta uma versão totalmente diferente para o episódio. Segundo ele, em um determinado momento da festa, as pessoas conversavam sobre nudes e Calabresa o chamou para um canto do local e exibiu o conteúdo do celular: “Ela me mostrou nudes dela, me mostrou tudo: me mostrou fotos dela totalmente pelada, ela com amigas, ela sozinha, fotos, vídeos, poses, tudo”. Para completar, há o caso da atriz Debora Lamm, que não sabe porque está no processo. Na transcrição de seu depoimento, o juiz lhe pergunta se é vítima de assédio sexual. E ela responde: “Eu acho… não, não, eu sou testemunha”. O juiz insiste mais uma vez: “Tá, a senhora só é testemunha, a senhora não é vítima?”. Lamm confirma: “É”. Mas a advogada ajuda a esclarecer a situação, lembrando que Lamm é uma das mulheres que constam no processo criminal. Em sua reportagem, a Veja afirma a atriz reclama, na verdade, de ter perdido espaço profissional na Globo, culminando com a saída dela do programa “Zorra”, em 2018. Ao mesmo tempo, Lamm reconhece que nunca foi maltratada profissionalmente por Melhem e que, no mesmo ano, voltou a trabalhar com ele na peça “O Abacaxi”. Nem Dani Calabresa conseguiu sustentar a acusação de que Melhem perseguia mulheres que assediava, graças a uma farta coleção de mensagens elogiosas sobre a chefia do ex-diretor da Globo durante o período em que trabalharam juntos. Essa versão tupiniquim do movimento #MeToo teria levado a Globo a colocar um ponto final, ainda que de forma amigável, ao contrato de Melhem com a emissora, em agosto de 2020. Mas após a contestação inabalável do ex-diretor, Dani teve seu contrato fixo com a emissora encerrado em julho passado e Mayra Cotta, advogada dela e das outras supostas vítimas, foi condenada por comportamento antiético pela OAB, numa pena de censura convertida para advertência. Antes sequer de existir um caso criminal, Melhem foi atacado em entrevistas da advogada, que só deu início ao processo após ele ir à Justiça. O caso chama especial atenção por conta desse detalhe. Não foram as supostas vítimas, mas o acusado que decidiu tirar tudo à limpo, ao fazer, em dezembro de 2020, uma interpelação extrajudicial para que Dani Calabresa confirmasse ou desmentisse o teor da reportagem da revista Piauí, que não cita fontes nem usa declarações entre aspas – um “ouvi falar” cheio de detalhes minuciosos e já comprovadamente imprecisos. Ela se calou. Em seguida, Melhem anunciou ter entrado com uma ação contra a advogada Mayra Cotta para que ela provasse as denúncias que estava fazendo pela imprensa. Em janeiro de 2021, ele processou Calabresa, a Piauí e vários colegas que o atacaram nas redes sociais por conta dos boatos amplificados pela reportagem da revista. Só depois disso a atriz e outras sete mulheres formalizaram a primeira acusação contra Melhem, feita imediatamente na sequência desses fatos. Calabresa também processou Melhem em março de 2021 por compartilhar suas mensagens privadas em entrevistas, para comprovar sua inocência. Ela perdeu. Em agosto deste ano, o Tribunal de Justiça de São Paulo encaminhou o arquivamento da ação. Melhem ainda foi investigado internamente pela Globo, com o arquivamento definitivo das denúncias em janeiro deste ano. A conclusão indicou falta de capacidade de confirmar qualquer das denúncias de assédio.











