Caso de assédio de Jonathan Majors tem reviravolta e acusadora pode acabar presa
O caso de violência sexual envolvendo o ator Jonathan Majors, interprete do vilão Kang no Universo Cinematográfico da Marvel, teve uma reviravolta surpreendente. De acordo com informações do site Insider, a advogada de Majors, Priya Chaudhry, apresentou denúncias contra a acusadora e ex-namorada de Majors, Grace Jabbari, que podem resultar na prisão da mesma. Segundo o jornal, equipe de defesa de Majors afirma que Jabbari agrediu o ator com tapas e arranhões quando ela estava “bêbada e histérica”. O contraponto ainda foi reforçado pela apuração outros veículos de imprensa. Em uma reportagem do jornal The New York Times, três fontes afirmaram que o Departamento de Polícia de Nova York acredita ter evidências suficientes para apoiar a prisão de Jabbari. Já o Yahoo Entertainment confirmou que o departamento encontrou motivos para prender Jabbari após a ida de Majors ao tribunal pela primeira vez na semana passada. Um porta-voz da polícia informou ao veículo que “uma investigação está em andamento” em relação ao incidente, mas que “não há prisões neste momento”. Embate nas acusações Diante do novo desdobramento, a defesa de Majors solicitou o arquivamento imediato de todas as acusações e a abertura de um processo contra Jabbari, responsabilizando-a pelas supostas agressões contra o ator. O tribunal marcou a data do julgamento de Majors para o dia 3 de agosto. “O Sr. Majors busca justiça como vítima e merece que sua agressora seja presa e levada ao tribunal para enfrentar as acusações contra ela”, disse a advogada de Majors em comunicado. “Até agora, a procuradoria tem afirmado que não dará tratamento especial ao Sr. Majors por ele ser uma pessoa conhecida”. “Agora que o Departamento de Polícia de Nova York, que investigou de fato a Sra. Jabbari, está pronto para prendê-la, esperamos sinceramente que a promotoria não atrase o processo judicial contra a Sra. Jabbari devido à notoriedade deste caso. Seria hipócrita, injusto e injustificável. Agradecemos aos detetives da NYPD e esperamos que a justiça seja feita para o Sr. Majors”, completou. Em resposta, o advogado de Jabbari, Brad Edwards, disse ao The New York Times que não há motivo para prender sua cliente e que ele “não viu nada confiável que indique que qualquer agência tenha desenvolvido uma opinião diferente”. “Na verdade, entendemos que o caso criminal contra o Sr. Majors está seguindo conforme o esperado”, acrescentou ele. “Por respeito ao processo criminal e aos promotores, que tomarão decisões com base nas evidências, não pretendemos responder a rumores”. Denúncias contra Majors O ex-casal teve um relacionamento por vários anos, período onde Jabbari também trabalhou como treinadora de movimento ao lado de Majors no filme “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” (2023). Em março deste ano, ela formalizou a primeira acusação de violência doméstica contra Majors, que resultou em uma prisão provisória do ator. Segundo o relato, ela afirma que Majors a agrediu e a enforcou dentro de um táxi, após ela confrontar o ator quando reparou mensagens de outra mulher em seu celular. No contraponto apresentado ao tribunal no dia 20 de junho, a equipe de defesa do ator afirma que o agredido na situação foi Majors e mostrará “evidências irrefutáveis” ao tribunal. O ator ainda reforçou que o motorista do veículo testemunhará que foi ele quem foi atacado. O relato de Jabbari ainda afirma que ela foi a uma casa noturna após a briga e, horas depois, ela foi à residência de Majors, que não estava em casa. Quando ele chegou, supostamente a encontrou desmaiada e seminua em seu closet. Seus ferimentos podem ter ocorrido durante o desmaio. A publicidade em torno do caso levou a imprensa a procurar mulheres que poderiam denunciar outros atos de agressão do ator, resultando em outras supostas vítimas acusando Majors de assédio sexual e violência. Nenhuma, porém, deu entrada em processo. Mas a repercussão fez o ator ser demitido de dois grandes projetos em que estava envolvido. Futuro na Marvel Por outro lado, a Marvel não rompeu os laços com o ator ou emitiu qualquer pronunciamento sobre o caso. Apresentado na série “Loki” (2021) e no filme “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”, seu personagem Kang seria o grande vilão da nova fase do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês) com um conflito marcado para “Vingadores: Dinastia Kang”, em 1º de maio de 2026. Na última semana, o ator Anthony Mackie, o novo Capitão América no MCU, quebrou o silêncio dos artistas do estúdio e defendeu Majors. “Nada foi provado sobre esse cara. Nada. Portanto, todos são inocentes até que se prove o contrário. Isso é tudo o que posso dizer”, ele declarou a revista Inverse.
Anthony Mackie defende Jonathan Majors: “Nada foi provado”
Anthony Mackie, o novo Capitão América no MCU (universo cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês), quebrou o silêncio dos artistas da Marvel sobre as acusações de assédio contra Jonathan Majors. O interprete de Kang, grande vilão em “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”, chegou a ser preso em março e vai enfrentar o tribunal no dia 3 de agosto deste ano sob acusações de agressão da ex-namorada, Grace Jabbari. Em entrevista à revista Inverse, Mackie enfatizou que nada sobre Majors foi comprovado e que é necessário aguardar os desdobramentos legais antes de tirar conclusões precipitadas. “Somos um país que foi construído com base na ideia de ‘todos são inocentes até que se prove o contrário'”, disse. “Nada foi provado sobre esse cara. Nada. Portanto, todos são inocentes até que se prove o contrário. Isso é tudo o que posso dizer”, completou. Vale mencionar que após a prisão do ator, novas acusações de mulheres que teriam sido vítimas de violência doméstica, assédio e abuso foram apresentadas contra ele. Com o processo em andamento, a continuação de Majors no Universo Cinematográfico Marvel permanece incerta. Apresentado na série “Loki” (2021), seu personagem seria o grande vilão da nova fase da Marvel, com um conflito marcado para “Vingadores: Dinastia Kang”, adiado para 1º de maio de 2026. Até o momento, o estúdio não se pronunciou. Acusações contra Majors chegam ao tribunal Em março, a primeira acusação contra Majors foi formalizada pelo escritório da promotoria de Manhattan, que encaminhou uma prisão provisória do ator por violência doméstica. Segundo o relato de sua ex-namorada, Grace Jabbari, Majors a agrediu e a enforcou dentro de um táxi, após ela confrontar o ator quando reparou mensagens de outra mulher em seu celular. Com a repercussão do caso, Majors foi demitido de dois grandes projetos em que estava envolvido. No mês seguinte, uma ordem de proteção temporária foi concedida à Jabbari, proibindo qualquer tipo de contato direto ou indireto entre os dois. O ator compareceu ao tribunal pela primeira vez com sua advogada, Priya Chaudhry, na terça-feira (20/6). Após a audiência, ela afirmou que foram entregues evidências que comprovam não apenas a inocência de Majors, mas que ele é a verdadeira vítima da situação. A advogada também solicitou o arquivamento imediato de todas as acusações e a abertura de um processo contra Jabbari, responsabilizando ela pelas supostas agressões contra o ator.
Globo recria núcleo de Humor após escândalo de Marcius Melhem
A Globo comunicou na noite desta quinta-feira (22/6) uma grande reformulação em sua estrutura. A rede televisiva planeja ressuscitar o núcleo responsável pela avaliação e produção de projetos humorísticos, que estava suspenso desde a demissão de Marcius Melhem – posteriormente acusado de assédio sexual e moral de suas subordinadas na emissora. Patricia Pedrosa, diretora artística de sucessos como “Cine Holliúdy” e “Todas as Mulheres do Mundo” (2020), foi a escolhida para liderar o novo núcleo. Mudança de gênero no humor A escolha é significativa depois das denúncias de Melhem por funcionárias da emissora. Será a primeira vez que uma mulher ficará responsável pelo departamento de Humor da Globo. O escândalo envolvendo Marcius Melhem levou à paralisação de todos os projetos de humor da Globo e ao cancelamento dos programas do gênero. Agora, sob a direção de Patricia Pedrosa, a emissora busca um novo começo no setor. Patricia, que também tem no currículo trabalhos em “A Grande Família” (2001-2014), “Chapa Quente” (2015-2016) e “A Fórmula” (2017), assumirá o departamento e será responsável por desenvolver produções para todos os formatos e plataformas. Com isso, o conteúdo original para o Globoplay também estará sob sua responsabilidade. O novo núcleo de Direção de Gênero Humor funcionará de maneira independente do de Dramaturgia, uma mudança em relação à época de Melhem. Assim, Patricia irá gerir o setor sem interferências do trabalho desenvolvido por José Luis Villamarim, que assumiu o setor de Dramaturgia após a saída de Ricardo Waddington. Outras reformulações Além do núcleo de Humor, a Globo também anunciou a criação da Direção de Gênero Auditório, que será chefiada por Mônica Almeida. Atualmente, ela está produzindo o documentário de Xuxa Meneghel para a Globoplay. Mônica ficará encarregada de trabalhar com os apresentadores e diretores de “Domingão com Huck”, “Caldeirão com Mion” e “Altas Horas”. O Núcleo de Filmes de Janela Curta é outra novidade, e funcionará dentro da Direção de Gênero Dramaturgia. Raphael Cavalo assumirá como gerente de produção, e José Luiz Villamarim se encarregará da produção de longas para atender às demandas da TV Globo e do Globoplay, além de ser o “guardião” das novelas. Segundo Amauri Soares, diretor dos Estúdios Globo, “a nova estrutura de gestão e criação dos Estúdios Globo trará maior sinergia e eficiência entre os nossos ativos e oportunidades para os talentos da Globo”. Ele também ressaltou que as mudanças trarão novas parcerias com o mercado audiovisual, especialmente nos projetos de filmes.
Elenco original de “Zoey 101” se reúne no primeiro trailer do filme derivado
A Paramount+ divulgou o pôster e o primeiro trailer do filme derivado de “Zoey 101”, intitulado “Zoey 102”. O longa traz Jamie Lynn Spears de volta ao papel de Zoey Brooks, após 15 anos do final da série da Nickelodeon. A prévia revela o grande motivo por trás do reencontro dos ex-estudantes da PCA (Pacific Coast Academy): o casamento de Quinn (Erin Sanders) e Logan (Matthew Underwood). Na trama, os personagens já passaram da adolescência e encaram os desafios da vida adulta. Após anos afastados desdo o fim do Ensino Médio, todos se reúnem para celebrar o casamento. A prévia ainda revela que Zoey e Chase (Sean Flynn) não permaneceram juntos após o final da série, o que gera tensão no reencontro. Com isso, a personagem contrata um namorado fictício para acompanhá-la no evento e não precisar encarar o ex-namorado solteira. Com uma proposta nostálgica, a trama também promete revelar o paradeiro de outros personagens queridos ao longo dos anos. Dentre eles, Michael Barrett (Christopher Massey), melhor amigo de Chase. Além disso, Abby Wilde e Jack Salvatore voltam como Stacey Dillsen e Mark Del Figgalo, respectivamente. Ausência polêmica no elenco Embora a sequência da série reúna grande parte dos personagens, nem todos integrantes do elenco original estarão presentes no longa. Por mais que sua ausência já fosse esperada, a atriz Alexas Nikolas realmente não aparece na produção. Nos últimos anos, ela relatou diversas acusações de abuso infantil contra o criador do seriado, Dan Schneider. Na série, ela deu vida à Nicole Bristow, colega de quarto e melhor amiga de Zoey até a 2ª temporada. Outros personagens ausentes são Lola Martinez, interpretada por Victoria Justice, e o ator indicado ao Oscar Austin Butler, que interpretou James Garret. Enquanto Justice entrou na série na 2ª temporada como a colega de quarto de Zoey, o intérprete de Elvis no cinema foi o interesse amoroso da protagonista na 4ª e última temporada. Além dos rostos conhecidos, o filme apresentará novos personagens. Thomas Lennon (“Reno 911!”) será Kelly Kevyn, o chefe de Zoey, enquanto Owen Thiele (“Theater Camp”) assumirá o papel de Archer March, um amigo próximo da protagonista. Por fim, Dean Geyer (“A Praia Assassina”) será Todd, o namorado de mentira de Zoey. Dan Schneider não está envolvido no projeto É importante ressaltar que Dan Schneider, criador da série original, não está envolvido na produção. Responsável por outros programas de sucesso do canal, como “Drake & Josh” e “Brilhante Vitória”, ele permanece afastado de todos os projetos da Nickelodeon/Viacom após uma série de acusações de assédio sexual e moral. A direção do longa é de Nancy Hower, enquanto o roteiro foi escrito por Monica Sheer e Madeline Whitby. Além de protagonizar a sequência, Jamie Lynn Spears também atua como produtora executiva ao lado de Alexis Fisher. “Zoey 102” tem estreia prevista ainda para 2023 na Paramount+, sem uma data confirmada. 102 reasons to RSVP “yes” 💍 #Zoey102, an all-new movie, premieres on #ParamountPlus July 27! pic.twitter.com/Clh8JCvVPx — Paramount+ (@paramountplus) June 20, 2023
Bill Cosby enfrenta 9 acusações novas de agressão sexual
Bill Cosby, ator e comediante americano, enfrenta novas acusações de agressão sexual. Ao todo, nove mulheres alegam que foram drogadas e agredidas por Cosby entre os anos de 1979 e 1992, em casas, vestiários e hotéis em Las Vegas, Reno e Lake Tahoe, nos Estados Unidos. De acordo com o site The Hollywood Reporter, os processos foram abertos em um tribunal federal de Nevada. Em uma das acusações, a vítima relata que Cosby a chamou de Nova York para Nevada, alegando que seria seu “mentor de atuação”. Ao invés disso, o ator a estuprou em um quarto de hotel após drogá-la com uma bebida que ele afirmava ser espumante sem álcool. Nova lei viabiliza acusações contra Cosby O novo processo surge algumas semanas após o governador de Nevada, Joe Lombardo, assinar uma lei que suspende o prazo de prescrição de dois anos para adultos que desejam entrar com processos por abuso sexual. Dessa forma, não há mais uma restrição de tempo para uma vítima poder denunciar o agressor, viabilizando punições por crimes cometidos há muitos anos. Uma das acusadoras de Cosby, identificada como Lise-Lotte Lublin, é natural do estado e apoiou a mudança na lei. “Durante anos, lutei pelos sobreviventes de agressão sexual, e hoje é a primeira vez que poderei lutar por mim mesma”, declarou. “Com a nova mudança na lei, agora posso levar meu agressor Bill Cosby ao tribunal. Minha jornada está apenas começando, mas sou grata por esta oportunidade de buscar justiça”. Ela afirmou que o ator a estuprou em um hotel em Las Vegas em 1989. A lista de denunciantes inclui uma ex-modelo da Playboy, que alegou ter sido drogada e agredida sexualmente por Cosby, juntamente com outra mulher, em sua residência em 1969. O responsável pelas relações públicas de Cosby, Andrew Wyatt, criticou essas leis em um comunicado, afirmando que as mulheres estão buscando atenção da mídia ao processar o ator. “A partir de hoje, não permitiremos mais que essas mulheres apresentem múltiplas alegações supostas contra o Sr. Cosby sem que sejam examinadas no tribunal de opinião pública e no tribunal em si”, declarou. #MeToo colocou o ator na prisão por 3 anos Anteriormente, o artista de 85 anos chegou a ser condenado por estupro, além de enfrentar acusações de agressão e assédio sexual por mais de 60 mulheres. Cosby foi a primeira celebridade a ser julgada e condenada na época do movimento #MeToo, movimento liderado por diversas artistas e ativistas para incentivar mulheres a denunciarem crimes de violência sexual. Ele passou quase três anos em uma prisão estadual na Filadélfia antes de ter sua condenação anulada por um tribunal superior em 2021. Mesmo assim, o ator voltou a enfrentar processos. No início deste ano, um júri de Los Angeles concedeu uma indenização de US$ 500 mil a uma mulher que afirmou ter sido abusada sexualmente por Cosby na Mansão Playboy quando ela tinha apenas 16 anos, em 1975.
Kevin Spacey planeja retorno após acusações de assédio: “Estão prontos pra me contratar”
Kevin Spacey (“House of Cards”) está otimista com um possível retorno à atuação. Após evitar processos e condenação por abuso sexual nos EUA, ele revelou que conta com apoio de pessoas da indústria para voltar a fazer filmes. Atualmente, o ator o vencedor do Oscar ainda enfrenta um processo no Reino Unido, em que é acusado de agressão sexual. Embora tenha se declarado inocente, Spacey aguarda o julgamento. Durante entrevista à revista ZEITmagazin, o ator comentou em que pé está a retomada da sua carreira. “É um momento em que muitas pessoas têm muito medo de me apoiar, com medo de serem canceladas”, disse ele. “Mas eu sei que há pessoas que estão prontas pra me contratar assim que eu for absolvido dessas acusações em Londres. No momento em que isso acontecer, eles estão prontos para seguir em frente”. Apesar do processo acumular 12 acusações, Spacey não esboçou preocupação quando a sua reputação. “Em 10 anos, isso não significará nada. Meu trabalho viverá mais do que eu, e é isso que será lembrado”, declarou. O julgamento está marcado para o dia 28 de junho. As acusações de agressão sexual contra Spacey incluem alegações de que ele abusou sexualmente de três homens enquanto era diretor artístico do teatro Old Vic de Londres, entre 2004 e 2015. Inocentado de abusar ator de “Star Trek” No mês de outubro do passado, o ator foi inocentado da acusação de agressão sexual feita pelo ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”). Segundo Rapp, Spacey agiu para gratificar seu desejo sexual durante um encontro em uma festa em Manhattan, em 1986, quando Rapp tinha apenas 14 anos e Spacey estava com 26 ou 27 anos. O caso veio à tona em 2017, quando o site BuzzFeed publicou uma entrevista com Rapp, em que ele relatou o ocorrido. Segundo o ator, Spacey estava bêbado e o agarrou no final de uma festa com o elenco de uma peça, colocou-o em cima de uma cama, subiu em cima dele e fez avanços sexuais (tocando as suas nádegas). “Quando uma investigação é realizada, essas coisas se desmoronam”, declarou Spacey na entrevista a ZEITmagazin. “Isso é o que aconteceu no caso do [Anthony] Rapp, e é isso que vai acontecer neste caso”. Escândalo e sorte Apesar de ter sido inocentado nesse caso, o ator foi acusado por mais de 20 homens de má conduta sexual, um volume tão expressivo que acabou com sua carreira. Desde a acusação inicial de Rapp em 2017, ele foi retirado da série “House of Cards” (uma vez que os integrantes da equipe fizeram suas próprias denúncias contra ele) e também perdeu o papel no filme “Todo o Dinheiro do Mundo” (2017), tendo sido substituído por Christopher Plummer depois que o filme já estava pronto – as refilmagens ocorrem de forma acelerada para o longa não perder sua data de estreia. Spacey também já foi condenado a pagar US$ 31 milhões de indenização à produtora MCR pelo cancelamento da série “House of Cards”, após o juiz do caso considerar que seu comportamento foi responsável pela decisão da Netflix de encerrar a série premiada. Mas outras acusações feitas contra ele acabaram não indo adiante por diferentes motivos. Dois acusadores que o processaram morreram antes de seus casos chegarem nos tribunais. O escritor norueguês Ari Behn, ex-marido da princesa da Noruega, cometeu suicídio no Natal de 2019, três meses após um massagista que acusava o ator falecer subitamente. Para completar, Spacey teve outro processo, movido por um rapaz que tinha 18 anos na época do assédio, retirado abruptamente na véspera de ir a julgamento. Retomada da carreira Graças à falta de condenações, ele conseguiu voltar a atuar em um filme italiano, “L’Uomo che Disegnò Diò”, dirigido e estrelado pelo astro Franco Nero. Ele também interpretou um vilão no filme de baixo orçamento “Peter Five Eight”. Além disso, Spacey foi confirmado no próximo filme independente de Gene Fallaize (“Superman: Requiem”) e recebeu uma homenagem ao ministrar uma masterclass no Museu Nacional de Cinema da Itália, em Turim.
Intérprete de Namor, da Marvel, é acusado de assédio sexual
O ator mexicano Tenoch Huerta, conhecido por interpretar o anti-herói Namor em “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre”, enfrenta uma grave acusação de assédio sexual. A denúncia foi feita publicamente nas redes sociais pela musicista e ativista Maria Elena Rios, após ela deixar o grupo antirracista Poder Prieto, do qual Huerta é membro. Rios alega que o ator teria sido protegido pela organização, apesar de saberem do ocorrido. De acordo com Rios, ela deixou o grupo antirracista após a suposta proteção a Huerta. “Deixei muito claro na minha saída dessa sua seita que protege ao violentador e predador sexual Tenoch Huerta, que não publicariam nada de mim. Mas eles foram atrás de mim para evitar escândalos por causa do seu filme da Marvel”, ela escreveu. A Trajetória de Rios A saxofonista mexicana Maria Elena Rios se tornou ativista após ser vítima de um ataque violento planejado pelo seu ex-namorado, que contratou dois homens para jogar ácido em seu rosto em 2019. A musicista ficou seis meses hospitalizada, se recuperando das queimaduras e, após o incidente, tornou-se uma importante voz contra a violência de gênero. Apesar disso, Rios expressou a dificuldade de falar sobre o abuso sofrido de um ator tão amado no mundo do cinema. Sem entrar em detalhes sobre o suposto assédio, ela afirmou não ter feito a denúncia antes por viver em um país machista onde a justiça é inatingível. “Por que me deu medo de que nada aconteceria: as pessoas recusaram-se a crer que um super-herói é abusador, manipulador e predador sexual”. Entretanto, afirmou que não foi a única vítima de Huerta e deu a entender que mais detalhes seriam revelados no futuro. Problemas com atores da Marvel As acusações contra Tenoch Huerta ocorrem menos de seis meses após o ator Jonathan Majors, também da Marvel, ter sido acusado de agressão por uma ex-namorada. O intérprete do vilão Kang, de “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”, chegou a ser preso. Com duas acusações graves contra atores do universo Marvel, a Disney e a Marvel Studios terão que tomar decisões rápidas e firmes a respeito dos casos, já que ambos deveriam participar de novos filmes do MCU (universo cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês. Jonathan Majors se diz inocente, enquanto Tenoch Huerta não se pronunciou sobre as acusações até o momento. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por • Elena Ríos 📍𝕆𝕒𝕩𝕒𝕔𝕒 (@brujamixteca) ¿Por qué me tarde en hablarlo?Porque tengo un proceso. ¿Por qué no denuncié? Porque me dio miedo de que esto pasara: personas que se resisten a creer que un SÚPER HÉROE es abusador, manipulador y depredador sexual . Si, tú @TenochHuerta abusas porque sabes que tienes poder. pic.twitter.com/VXHpMmI7hB — •𝐄𝐥𝐞𝐧𝐚 𝐑í𝐨𝐬 🎷 (@_ElenaRios) June 11, 2023 Me provocan, les contesto y me bloquean. Hablan de la cancelación y lo primero que hacen cuando no aguantan la verdad es evadir 🤷🏽♀️ pic.twitter.com/kg6pf2hTfg — •𝐄𝐥𝐞𝐧𝐚 𝐑í𝐨𝐬 🎷 (@_ElenaRios) June 10, 2023
Lexa e MC Guimê anunciam reconciliação após polêmica no “BBB 23”
O casal de funkeiros Lexa, 28 anos, e MC Guimê, 30 anos, anunciaram através do Instagram que retomaram seu casamento. A relação estava fragilizada desde que o cantor foi expulso do “BBB 23”, acusado de importunação sexual contra Dania Mendez. “Durante esse pós (reality show) vi dor e arrependimento sincero de uma pessoa disposta a mudar e a aprender. Seguimos por aqui.. na paz. É só o que desejamos. Essa decisão é extremamente pessoal. MC Guimê, te amo”, declarou Lexa na rede social. MC Guimê também se expressou sobre a reconciliação, agradecendo a Lexa publicamente em um post apaixonado no Instagram. “Obrigado por ter me perdoado, obrigado por escolher caminhar ao meu lado. Te amo pra sempre!”. Lexa ainda reforçou o motivo de ter reatado: “Vocês sabem que minha vida pessoal sempre foi muito discreta, nosso casamento sempre foi muito feliz, aliás, 8 anos incrivelmente vividos e sem nenhuma polêmica”. As reações na web As reações nas redes sociais à reconciliação do casal foram diversas. No Twitter, os usuários criticaram Lexa por perdoar MC Guimê. No entanto, no Instagram, muitos famosos e admiradores desejaram o melhor ao casal. “Sejam felizes”, disse Larissa Santos, parceira de Guimê no “BBB 23”. “Sejam felizes! Uma vida a dois nunca é construída numa linha reta. Pelo contrário, é cheia de lombadas e curvas e só diz respeito a vocês”, escreveu Marcos Mion. Valesca Popozuda escreveu: “Seja feliz. Parceria”. Jeniffer Nascimento desejou: “Amor e proteção pra vocês”. Ticiane Pinheiro celebrou: “Uhu, que alegria. O amor sempre vence”. E Gaby Amarantos declarou: “Amiga, se botar esse amor na vitrine a gente vai vibrar pela felicidade enorme”. O caso de importunação sexual MC Guimê e Cara de Sapato foram acusados de importunar sexualmente a mexicana Dania Mendez durante uma festa do “BBB 23” na madrugada do dia 16 de março. Os dois foram expulsos do reality show durante a edição ao vivo seguinte, e ainda respondem a inquérito policial no Rio de Janeiro. Os dois se desculparam publicamente. “Entendo a gravidade da situação e venho aqui para me desculpar. Sinto muito por tudo o que aconteceu no programa, peço desculpas sinceras a Dania, a Lexa, a Bruna e a todas as mulheres que, de certa forma, se sentiram ofendidas”, disse Guimê num vídeo publicado nas redes sociais. O casal Lexa e MC Guimê Lexa e MC Guimê se conheceram em 2015 durante uma participação especial no programa “Encontro”, da Globo. Eles assumiram namoro depois de lançar uma música juntos, “Fogo”, e se casaram em 2018, com uma cerimônia luxuosa na Catedral da Sé, em São Paulo. Em outubro de 2022, anunciaram sua primeira separação, mas reataram dias antes do funkeiro ser anunciado como participante do “BBB 23”. Durante o programa, ele elogiou muito a esposa e não deu em cima de nenhuma concorrente, mas demonstrou ter problemas com o álcool. Combinando a chegada da intercambista mexicana com uma bebedeira, ele acabou dando vexame em rede nacional. Após Guimê passar a mão em Dania e ser expulso, ele foi acolhido por Lexa e a mãe dela, mas a funkeira não escondeu que o casamento estava em crise, embarcando numa viagem com Anitta e mantendo-se afastada do marido. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Lexa (@lexa) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por MC GUIME 💎 (@mcguime)
Ator de “Wandinha” se defende de acusações de assédio sexual
O ator Percy Hynes White, conhecido por sua atuação como Xavier Thorpe na 1ª temporada de “Wandinha”, divulgou uma declaração na quarta (7/6) sobre as acusações de abusos sexuais de que foi alvo nas redes sociais. Em janeiro, várias postagens no Twitter acusaram o jovem de 21 anos de envolvimento em atividades sexuais com diversas mulheres, incluindo pelo menos uma menor de idade. Embora esses tuítes tenham sido todos apagados, a repercussão chegou a gerar uma campanha viral “Cancele Percy” e prejudicou a carreira do ator White se pronunciou sobre as acusações nos Stories do Instagram, mas evitou entrar em detalhes específicos e não explicou o motivo da demora em responder às acusações iniciais. “Alguém que eu nunca conheci iniciou uma campanha de desinformação contra mim na internet no começo deste ano”, compartilhou White. “Como resultado, informações privadas sobre minha família foram expostas e meus amigos receberam ameaças de morte. “Eu nego as acusações. Rejeito a imagem que foi pintada de mim como alguém preconceituoso ou negligente com a segurança das pessoas. Essas alegações infundadas e prejudiciais podem gerar desconfiança em relação às verdadeiras vítimas.” Ele afirmou que a confusão entre seu personagem em “Wandinha” e sua personalidade na vida real contribuiu para o mal-entendido. “Fotos minhas de quando eu era menor de idade foram usadas e situações que interpretei em personagens de ficção foram interpretadas como manifestações de ódio”, acrescentou White. “Minha amiga Jane foi falsamente apresentada como vítima e suas tentativas de esclarecer a situação foram ignoradas. Ela me autorizou a mencioná-la nesta declaração.” Para concluir, ele expressou gratidão aos seus apoiadores. “É perturbador saber que essas informações errôneas têm abalado as pessoas”, escreveu. “Agradeço imensamente a todos que permaneceram ao meu lado e ajudaram a disseminar os fatos reais. Peço que cessem o assédio a minha família, amigos e colegas de trabalho. Agradeço por terem lido isto”, completou.
Diretor de “X-Men” planeja filme sobre denúncias de abuso sexual que enfrentou
O diretor Bryan Singer (da franquia “X-Men”) planeja realizar um documentário que irá abordar as alegações de má conduta sexual contra ele. No projeto, ele pretende narrar sua tentativa de retorno ao mercado cinematográfico anos após o declínio de sua carreira. Segundo a Variety, o próprio diretor está financiando o empreendimento. Singer está fora dos holofotes desde 2019, quando uma matéria na revista The Atlantic expôs uma série de alegações contra ele. A reportagem apontou quatro acusadores que relataram que o cineasta estuprou meninos adolescentes. Antes de toda a exposição, Singer havia sido contratado para dirigir o remake de “Red Sonja”, um clássico dos anos 1980. No entanto, foi retirado do projeto após a publicação da reportagem. Antes disso, em 2017, ele foi demitido do filme biográfico “Bohemian Rhapsody”, sobre Freddie Mercury e a banda Queen, após uma série de ausências do set. Em um passado não muito distante, o diretor chegou a ser considerado um arquiteto da franquia “X-Men”, tendo dirigido o filme original de 2000 e a sequência de 2003, “X-Men 2”, bem como “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014) e “X-Men: Apocalipse” (2016). Além da franquia, ele também esteve à frente de “Superman: O Retorno (2006) e o thriller da 2ª Guerra Mundial “Operação Valquíria” (2008), estrelado por Tom Cruise. Relembre as acusações O cineasta foi acusado de estuprar um jovem de 17 anos em um iate em 2003. Segundo Cesar Sanchez-Guzman, autor da denúncia, Singer o teria forçado a fazer sexo e comprado seu silêncio em troca de um papel em um de seus filmes. Na época, a ação foi protocolada junto à corte de Seattle, a vítima alegou que o iate em que estavam era de Lester Waters, um investidor descrito como “anfitrião de festas para jovens gays na cidade”. Por meio de um representante, o diretor negou categoricamente as acusações e disse que se defenderia até que o processo chegasse ao fim. O advogado que defendeu Sanchez foi o mesmo que defendeu Michael Egan, em 2014, quando ele também acusou Singer de estuprá-lo quando ainda era menor de idade. A acusação, no entanto, tinha muitas inconsistências e caiu por terra quando o diretor conseguiu provar que na época que o suposto crime teria acontecido no Havaí, ele estava no Canadá filmando um longa da franquia “X-Men”.
Schwarzenegger assume ter apalpado mulheres: “Não tem desculpas”
Em um dos episódios da série documental “Arnold” da Netflix, o astro Arnold Schwarzenegger (“O exterminador do futuro”) admitiu ter apalpado mulheres há algum tempo atrás. Em 2003, seis mulheres o acusaram de apalpá-las e humilhá-las, em uma matéria publicada pelo jornal The Los Angeles Times cinco dias antes da eleição para governador da Califórnia. Schwarzenegger negou as acusações na época, mas sugeriu que já havia se comportado mal no passado. Durante o episódio da nova atração, Schwarzenegger disse que a princípio negou as acusações, pois sua reação inicial foi ficar na defensiva. Ele acrescenta que hoje pode olhar para a situação de uma forma totalmente diferente. “Independente da época, não importa. Se foi há 40 anos, ou hoje, o que fiz foi errado. Foi uma palhaçada. Não tem desculpas, foi errado”. A série “Arnold” é dividida em três episódios e mostra um pouco dos bastidores da vida de Schwarzenegger. Durante a produção, é possível conferir sua trajetória no fisiculturismo, bem como sua fama e ainda sua transição da vida como astro do cinema para a política. A produção mostra ainda o dia a dia de sua vida pessoal. Relembre o caso Durante um dos episódios, a série foca a polêmica corrida em 2003. A produção mostra como as acusações contra Schwarzenegger surtiram pouco efeito. Mesmo com a reportagem investigativa apontando todas as acusações das vítimas, ele venceu a eleição com 48,6% dos votos contra 31,5% do democrata Cruz Bustmante. A repórter Carla Hall, responsável pela reportagem original, relatou que, quando Schwarzenegger anunciou que iria participar das eleições, a equipe do Los Angeles Times iniciou uma série de investigações. “Ouvimos diversas histórias por anos, mas ninguém nunca havia parado para investigar completamente o ocorrido”. Ela chegou às vítimas, que aceitaram ser identificadas, mas se surpreendeu com o fato de que as denúncias não afetaram o resultado das eleições. “Pensei que as pessoas ficariam mais ofendidas”, disse. A série documental “Arnold” será na lançada na quarta-feira (7/5) na Netflix. A atração tem direção e produção de Lesley Chilcott (produtora de “Uma Verdade Inconveniente”) e Allen Hughes (diretor de “O Livro de Eli”).
DJ Paul Oakenfold é acusado de assédio sexual por ex-assistente
O renomado DJ Paul Oakenfold, compositor da trilha sonora de “A Senha: Swordfish” (2001), foi acusado de assédio sexual por sua ex-assistente pessoal. A possível vítima, identificada apenas como Jane Roe, uma mulher de 24 anos, alega também ter tido inúmeros direitos trabalhistas violados. O processo foi aberto no dia 2 de junho no Tribunal Superior de Los Angeles. A autora alega que duas empresas administradas pelo CEO Paul Stepanek, New Frequency Management e Stepanek Management – Oakenfold, violaram seus direitos trabalhistas. A autora do processo declara que após conseguir um emprego em outubro de 2022, ela foi designada para ser assistente de Oakenfold. Para esse trabalho ela receberia US$ 20 por hora. Jane Roe trabalhava na casa do DJ, segundo relata, e logo no início o DJ chegou a se masturbar na frente dela. Em meados de novembro de 2022, ele teria feito isso quatro vezes em um único dia. Ele também teria praticado o ato dentro do seu veículo. Após relatar o processo à administração, a autora do processo relatou ter recebido um acordo de confidencialidade. Ela chegou também a ser impedida de voltar ao trabalho por não ter assinado tal acordo e teria sido ameaçada de demissão. Ainda de acordo com o processo, a vítima relata ter assinado o termo de confidencialidade “sob coação”. Ela foi autorizada a voltar para o trabalho, no entanto, não foi designada para o mesmo posto e deixou de trabalhar com Oakenfold. Contudo, segundo ela, suas horas de trabalho foram reduzidas e ela acabou sendo demitida em março deste ano por “falta de trabalho”. A reclamação possui cinco reivindicações e busca uma compensação de danos superiores a US$ 25 mil. Saiba quem é Paul Oakenfold Paul Oakenfold é DJ e produtor musical britânico. Considerado um dos pioneiros da música eletrônica, é um dos artistas mais influentes do ramo. Oakenfold iniciou sua carreira em meados dos anos 1980 e se tornou um dos principais nomes da cena clubbing de Londres. Em 1987, ele lançou sua primeira mixtape, “The Theory of Mixtion”. O projeto foi um sucesso absoluto e levou o DJ a tocar em festas e clubes por toda a Europa. Oakenfold também é conhecido por ter sido um dos principais responsáveis pela popularização da música eletrônica nos Estados Unidos, tendo feito uma série de shows em clubes e festivais americanos na década de 1990. Ele já produziu remixes para artistas como Madonna, U2 e Michael Jackson, além de ter lançado diversos álbuns de sucesso, como “Bunkka” e “A Lively Mind”, e continua a ser um dos DJs mais requisitados para shows, com apresentações em festivais e clubes ao redor do mundo.
Bill Cosby é acusado de drogar e estuprar ex-modelo da Playboy
O veterano comediante americano Bill Cosby recebeu na quinta-feira (1/6) novas acusações de agressão sexual. Desta vez, ele foi acusado de drogar e estuprar uma ex-modelo da Playboy. O caso teria acontecido em 1969. O processo foi movido por Victoria Valentino, de 80 anos, que se valeu de uma nova lei do estado americano da Califórnia. A legislação permite que as vítimas de agressão sexual acionem à Justiça mesmo que os crimes tenham ocorrido há muito tempo. Victoria afirma ter sido abordada por Cosby em um café, quando ela estava chorando pelo afogamento de seu filho de 6 anos. A modelo acrescentou que ele a convidou para ir a um tratamento de Spa com uma amiga, local onde Cosby teria dado comprimidos às garotas durante um jantar, sob alegação de que as pílulas as fariam “se sentirem melhor”. No processo, Victoria relatou que Cosby decidiu levá-las para casa, quando ela desmaiou no caminho. Após recuperar a consciência, a modelo viu o humorista estuprando sua amiga e depois foi forçada a ter relações sexuais. Ela destacou que não conseguiu resistir por conta dos efeitos da droga. O porta-voz do ator, Andrew Wyatt, negou as alegações de Victoria Valentino e disse que o processo foi aberto “sem qualquer prova ou fato”. Em comunicado, ele também condenou as leis de “janela retrospectiva” e frisou que “são uma violação absoluta de todos os direitos constitucionais americanos”. Desde 2014, Bill Cosby recebe acusações de agressão sexual, assédio sexual e estupro de mais de 60 mulheres. Há menores de idade entre as vítimas. O humorista foi uma das primeiras celebridades a enfrentar consequências legais por conta do movimento #MeToo, que denunciou vários abusos na indústria do entretenimento dos EUA. Ele chegou a ser preso entre setembro de 2018 e junho de 2021, condenado por agressões sexuais com sentença de 3 a 10 anos de prisão, por drogar e agredir sexualmente Andrea Constand, ex-funcionária da universidade onde ele estudou, em 2004. Entretanto, foi liberado da prisão após a condenação no caso de Andrea ter sido anulada. Mas, no início deste ano, o comediante voltou a ser considerado culpado por um júri da Califórnia em um caso de abuso sexual de uma adolescente, em 1975. A denúncia também envolveu estupro após fornecimento de entorpecente. Ao todo, mais de 60 mulheres acusaram Bill Cosby de abusos sexuais ocorridos entre 1960 e 2000.










