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    “Westworld”, “The Umbrella Academy” e as séries da semana

    24 de junho de 2022 /

    A programação da semana está movimentada com vários gêneros e opções. Há desde super-heróis, ação e sci-fi até drama histórico, comédias e documentário pop. Com destaque para os aguardados retornos de “The Umbrella Academy” e “Westworld”, sem esquecer do final de “Killing Eve”, a lista também traz estreias variadas, com candidatos a novos favoritos para acompanhar. Confira abaixo as 10 melhores novidades disponíveis nas plataformas de streaming.       | WESTWORLD # 4 | HBO MAX   A 4ª temporada retoma os mistérios da premiada sci-fi em clima apocalíptico, a partir deste domingo (26/6). Bem diferente de tudo que veio antes, a trama é culminação da luta entre androides e humanos, e envolve um plano de extermínio levado adiante por Charlotte (Tessa Thompson) – a principal antagonista após a morte de Dolores (Evan Rachel Wood) – com ajuda da versão androide do Homem de Preto (Ed Harris) e insetos de laboratório capazes de colocar a humanidade sob seu controle, invertendo a premissa original da série. Alguns anos se passaram desde a última temporada, tempo suficiente para que Caleb (Aaron Paul) tenha se casado e virado pai, mas principalmente para que os parques temáticos fossem reabertos – agora com um passeio pela era do jazz e dos gângsteres (anos 1930), que serve, como metatexto, de crítica à cultura dos reboots. Mas depois de deter Dolores, Maeve (Thandiwe Newton) está alerta e pronta para enfrentar a nova ameaça. Só que nada é realmente o que parece. Entre outros detalhes, Evan Rachel Wood reaparece como uma nova personagem, envolvida em segredos obscuros e stalkeada por Teddy (James Marsden), ambos em participações enigmáticas. São tantos personagens e jornadas que Bernard (Jeffrey Wright) e Ashley (Luke Hemsworth) só ressurgem no 3º episódio, junto com uma força de “resistência” no deserto. Ainda mais intrincada que o costume, a trama começa a encaixar a partir do 4º capítulo, quando uma reviravolta explica o papel de Aurora Perrineau (“Prodigal Son”) – e é uma guinada estilo “Matrix”, ou a sequência de “Matrix” que os fãs gostariam de ter visto. Certamente, com um episódio liberado por semana, pode ser cansativo esperar até lá. Mas não seria “Westworld” se não fosse lento e cerebral. Entre as novidades do elenco, destacam-se ainda Ariana DeBose (vencedora do Oscar por “Amor, Sublime Amor”) e Daniel Wu (“Into the Badlands”).   | THE UMBRELLA ACADEMY # 3 | NETFLIX   Partindo da cena que encerrou a temporada passada, os heróis interpretados por Elliot Page, Tom Hopper, David Castañeda, Emmy Raver-Lampman, Robert Sheehan e Aidan Gallagher voltam dos anos 1960 para se deparar com um presente completamente diferente do que lembravam – e com uma nova equipe de heróis instalada em sua residência: a Sparrow Academy. Os integrantes da Academia Umbrella logo percebem que criaram um paradoxo ao viajar no tempo e, só para variar, tornaram-se novamente responsáveis por eventos cataclísmicos que irão acabar com o mundo – pela terceira vez. A série é baseada nos quadrinhos do cantor Gerard Way (ex-My Chemical Romance) e do desenhista brasileiro Gabriel Bá (publicados no Brasil como “A Academia Umbrella”), e entre brigas com a Academia rival e planos para salvar o mundo, os novos episódios também mostram a transformação da personagem Vanya em Viktor, refletindo a transição sexual de Elliot Page.   | LA CASA DE PAPEL: COREIA # 1 | NETFLIX   Os algoritmos da Netflix tiveram um orgasmo com esse projeto: um remake da segunda série não falada em inglês mais popular da plataforma no idioma da primeira série mais popular. A adaptação tenta se diferenciar do original espanhol por introduz elementos políticos e contexto totalmente coreanos, ao se passar após uma imaginária unificação das Coreias. Replicando o que aconteceu na unificação da Alemanha, o fim das fronteiras mantiveram os antigos norte-coreanos pobres, enquanto os milionários do Sul se tornaram mais ricos. O desejo de ajuste de contas move o novo Professor e seu grupo, que resolvem tomar posse da fortuna do país num grande assalto. Em vez das célebres máscaras de Salvador Dali, os coreanos também adotam um disfarce diferente: Yangban, um dos 12 personagens tradicionais das máscaras usadas em celebrações de ruas pela população pobre coreana desde o século 12. Yangban representa um aristocrata que costuma ser objeto de zombaria na dança com máscaras. Muito apropriado, já que os ladrões pretendem atacar o sistema que sustenta os mais ricos. Os roteiros da adaptação são assinados por Ryu Yong-jae (“Invasão Zumbi 2: Península”) e o elenco destaca alguns artistas conhecidos: Yoo Ji-tae (“Oldboy”) como o Professor, Park Hae-soo (“Round 6”) como Berlim, Jeon Jong-seo (“Em Chamas”) como Tóquio e a sumida Kim Yunjin (de “Lost”) como Woo Jin, a versão sul-coreana da inspetora Raquel.   | AMERICAN CRIME STORY: IMPEACHMENT # 3 | STAR+   Depois de explorar o julgamento de O.J. Simpson e o assassinato de Gianni Versace, a nova temporada da série de antologia de Ryan Murphy cobre o processo de Impeachment do ex-presidente Bill Clinton. Os capítulos mostram como o escândalo envolvendo Clinton e a estagiária Monica Lewinsky vazou na mídia e a forma como foi usado para tentar derrubar o presidente, jogando nova luz sobre os bastidores da polêmica. A trama é baseada num best-seller de 2000 escrito por Jeffrey Toobin, mesmo autor que já tinha inspirado a bem-sucedida 1ª temporada da série. A adaptação foi feita por Sarah Burgess (“Compliance”) e destaca um irreconhecível Clive Owen (“Projeto Gemini”) como Clinton, Beanie Feldstein (“Fora de Série”) idêntica à Monica Lewinsky, Sarah Paulson (“American Horror Story”) como Linda Tripp, a mulher que gravou telefonemas em que Lewinsky admitia o caso com Clinton, Annaleigh Ashford (“Masters of Sex”) como Paula Jones, que processou o ex-presidente por assédio sexual, e Edie Falco (“Nurse Jackie”) como Hillary Clinton. A equipe ainda inclui a própria Monica Lewinsky, creditada como coprodutora.   | KILLING EVE # 4 | GLOBOPLAY   Lançada em 2018, a série criada por Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”) se tornou o maior sucesso e a produção mais premiada da BBC America após o fim de “Orphan Black”. Mas chega ao final com a pior avaliação de sua trajetória – apenas 55% no Rotten Tomatoes. Muitos criticaram o desfecho, mas o grande vilão foi o hiato de dois anos desde a 3ª temporada. A produção acompanha Eve Polastri (Sandra Oh), uma agente secreta britânica que persegue Villanelle (Jodie Comer), assassina profissional de um cartel internacional, e aos poucos passa a desenvolver uma estranha obsessão por ela. Até que, inesperadamente, começa a ser correspondida de forma doentia. O jogo de gato e rato vira uma brincadeira perigosa entre duas gatas.   | CHLOE # 1 | AMAZON PRIME VIDEO   A minissérie britânica de suspense acompanha a história de Becky Green, uma stalker digital obcecada em acompanhar as redes sociais de sua antiga amiga de infância Chloe Fairbourne. A vida encantadora de Chloe, o marido adorável e o círculo de amigos bem-sucedidos estão sempre a um clique de distância, num grande contraste com a própria vida de Becky cuidando da mãe, que foi diagnosticada com demência precoce. Até que Chloe morre de repente, deixando a stalker em crise de abstinência. Inconformada, ela quer continuar seguindo a vida – ou melhor, a morte – da falecida. Para isso, assume uma nova identidade e se infiltra no cotidiano invejável dos amigos mais próximos da falecida, espantando-se ao descobrir que o mundo real de Chloe não era nada instagramável. O contraste levanta suspeitas, mas, para descobrir mais, Becky precisa ousar e mentir muito, arriscando-se a se perder em seu próprio jogo. Criada por Alice Seabright (roteirista e diretora de “Sex Education”), a minissérie é estrelada por Erin Doherty (a Princesa Anne de “The Crown”) como Becky e Poppy Gilbert (“Fique Comigo”) como Chloe.   | PLAYERS # 1 | PARAMONT+   Sátira do universo competitivo dos jogadores de LoL (League of Legends), a série é apresentada como uma falso documentário, que revela os bastidores de uma equipe de eSports. Em crise, a equipe precisa lidar com o choque de egos entre seus astros: o ex-campeão em decadência e o novato recém-chegado de 17 anos, considerado um prodígio dos jogos. A série é uma criação de Tony Yacenda e Dan Perrault, que usaram a mesma técnica de falso documentário na sátira “American Vandal”, da Netflix, e o elenco inclui vários rostos desconhecidos para dar a impressão de que as gravações são factuais – incluindo os protagonistas Misha Brooks e Da’Jour Jones como o veterano Creamcheese o prodígio Organizm.   | FORTUNA # 1 | APPLE TV+   Maya Rudolph (“Missão Madrinha de Casamento”) vive uma bilionária mimada e extravagante, que tem sua vida virada do avesso ao descobrir a amante de duas décadas do marido. Ridicularizada pelas publicações de fofoca e sem saber como lidar com o divórcio, ela faz uma segunda descoberta: tem uma fundação beneficente em plena atividade no seu nome. A partir daí, decide provar que é mais que uma ricaça alienada, reinventando-se como filantropa. Criada por Alan Yang (“Little America”) e Matt Hubbard (“30 Rock”), “Fortuna” (Loot) é uma sátira da ostentação dos ricaços. Além de Rudolph, destaca ainda Michaela Jaé “MJ” Rodriguez em seu primeiro papel após “Pose”, como a gerente da fundação.   | HOMEM X ABELHA: A BATALHA # 1 | NETFLIX   Rowan Atkinson volta a estrelar uma série de humor físico, lembrando seu papel mais famoso, Mr. Bean. O ator vive o homem do título, que trava uma batalha destrutiva contra um inseto, enquanto cuida de uma mansão de luxo. O resultado deste conflito vai parar na Justiça. Criada por Atkinson e a equipe de sua franquia “Johnny English” – o roteirista William Davies e o diretor David Kerr – , a premissa é simples e leva a imaginar como foi estendida numa série de 10 episódios. A resposta é simples: cada capítulo dura em torno de 10 minutos cada. O que remete ao tamanho das produções da falida plataforma Quibi (do slogan dos “10 minutos ou menos”). Vista numa maratona, a atração tem tamanho de um filme de 90 minutos.   | MENUDO: SEMPRE JOVENS # 1 | HBO MAX   Os meninos que cantavam “Não se Reprima” nos anos 1980 contam tudo, desde o estresse causado pela rotatividade das formações aos assédios sexuais e até estupros que sofreram quando eram adolescentes. Mesmo para quem não sabe quem foi Menudo ou seu integrante mais famoso, Rick Martin, o registro documental da época é fascinante, ao desvendar como era a vida da primeira boy band do mundo, fabricada por um empresário de Porto Rico. A direção é de Ángel Manuel Soto, que está à frente da vindoura adaptação de quadrinhos “Besouro Azul”, e de Kristofer Ríos (de “Havana Skate Days”).

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    10 filmes novos pra ver em casa no feriadão

    16 de junho de 2022 /

    A programação digital de lançamentos está intensa neste feriadão, repleta de boas novidades. Além de dois sucessos que estiveram recentemente nos cinemas, disponibilizados nas locadoras virtuais, há muitas estreias exclusivas nas plataformas de streaming. E muitas estrelas famosas também, como Taís Araújo, Sandra Bullock, Chris Hemsworth, Dakota Johnson, Andy Garcia e outros. Entre os 10 principais destaques, 9 já podem ser vistos nesta quinta (16/6). Apenas “Pleasure” precisa ser “agendado”, já que só chega no MUBI na sexta-feira. Confira abaixo os títulos, os trailers e mais detalhes das sugestões desta semana.       | MEDIDA PROVISÓRIA | VOD*   A estreia de Lázaro Ramos como diretor de cinema produziu o filme mais falado do Brasil em 2022. Prenúncio do que virou o país, foi originalmente concebido em 2017 e adapta uma peça teatral de 2011, mas bolsonaristas veem claramente o governo de seu mito retratado no pesadelo descrito na tela. É mesmo infernal, para usar uma palavra da atriz Taís Araújo, uma das estrelas do elenco ao lado do inglês Alfred Enoch (“How to Get Away with Murder”) e Seu Jorge (“Marighella”). A trama distópica se passa num futuro não muito distante, em que uma nova lei do governo federal de direita manda deportar todos os brasileiros de “melanina acentuada” para o continente africano. Com a desculpa de se tratar de uma reparação histórica, a iniciativa também visa acabar de vez com o racismo no Brasil, deixando o país só com brancos. Aplaudido pela crítica mundial, o filme foi comparado a “Corra!” e “The Handmaid’s Tale” nos EUA, atingindo 92% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes. Tem sido exibido e premiado em festivais internacionais desde 2020, mas levou dois anos para chegar ao Brasil por enfrentar dificuldades envolvendo a Ancine, a Agência Nacional do Cinema – problema semelhante ao que também atrasou “Marighella”, de Wagner Moura, outro filme politizado com protagonista negro.   | CHA CHA REAL SMOOTH | APPLE TV+   A dramédia indie que venceu o prêmio do público no Festival de Sundance deste ano conta como um jovem recém-formado acaba num emprego de animador de festas infantis, onde conhece e se envolve com uma jovem mãe solteira, vivida por Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”). Escrito, dirigido e estrelado por Cooper Raiff (“Shithouse”), o filme tem o nome de um meme americano, ilustrado por uma estátua horrorosa do dinossauro Barney, que é usado para se referir a alguém que fez algo idiota achando que arrasou. Vale lembrar que o vencedor de Sundance do ano passado, “No Ritmo do Coração”, também foi adquirido pela Apple… e venceu o Oscar de Melhor Filme de 2022.   | PALM SPRINGS | STAR+   O conceito do “loop temporal” virou fenômeno pop com a comédia “Feitiço do Tempo” (1993). E depois de passar pela sci-fi, terror e até por séries, finalmente volta ao gênero original neste filme divertidíssimo, em que Cristin Milioti (“How I Met Your Mother”) e Andy Samberg (“Brooklyn Nine-Nine”) acordam sempre no mesmo dia. Presos num reboot infinito, os dois decidem viver como se não houvesse amanhã. E literalmente não há. O roteiro de Andy Siara (“Lodge 45”) foi indicado ao prêmio do Sindicato dos Roteiristas e premiado no Spirit Awards. O filme dirigido pelo curtametragista Max Barbakow ainda atingiu 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. E seu elenco ainda inclui em seu elenco J.K. Simmons (“Counterpart”), Peter Gallagher (“Covert Affairs”), Camila Mendes (“Riverdale”) e Tyler Hoechlin (“Superman e Lois”).   | CIDADE PERDIDA | CLARO TV+, VOD*   A comédia estrelada por Sandra Bullock (“Imperdoável”) e Channing Tatum (“Magic Mike”) segue uma escritora de romances de aventura que se vê forçada a fazer uma turnê literária com o modelo de capa de seu novo livro. Irritada com a companhia do bonitão sem conteúdo, ela se vê numa situação ainda mais indesejável ao ser sequestrada. Mas até isso piora, quando o tal modelo sem noção resolve tentar salvá-la, fazendo com que os dois acabem perdidos na selva. No meio dessa confusão, ainda há uma trama de tesouro perdido, um vilão vivido por Daniel Radcliffe (o “Harry Potter”) e participação especial de Brad Pitt (“Era uma Vez… em Hollywood”). O roteiro é da dupla Dana Fox (“Megarrromântico”) e Oren Uziel (“Mortal Kombat”) e a direção dos irmãos Adam e Aaron Nee (“The Last Romantic”).   | SPIDERHEAD | NETFLIX   O diretor Joseph Kosinski, que atualmente voa alto nas bilheterias mundiais com “Top Gun: Maverick”, assina este thriller estrelado por Chris Hemsworth (“Thor”). A trama é baseado num conto de ficção científica de George Saunders e se passa em um futuro próximo, quando condenados podem se voluntariar como pacientes de experiências médicas para encurtar suas sentenças. Os testes a que se submetem são de drogas que alteram as emoções. Mas a situação logo sai de controle, quando as emoções passam do amor para a raiva, com resultados sangrentos. O filme tem roteiro da dupla Rhett Reese e Paul Wernick (“Deadpool”) e destaca em seu elenco Miles Teller (“Top Gun: Maverick”), Jurnee Smollett (“Aves de Rapina”), Tess Haubrich (“Treadstone”) e Charles Parnell (outro de “Top Gun: Maverick”).   | THE GIRL AND THE SPIDER | MUBI   O segundo filme dos gêmeos suíços Ramon e Silvan Zürcher, quase uma década após sua estreia com o premiado “A Gatinha Esquisita” (2013), usa a experiência renovadora e traumatizante de uma mudança para explorar o simbolismo da situação. Sem muitas explicações, os personagens surgem entre caixas transportadas, reformas e plantas imobiliárias, para apenas aos poucos servir à tensão entre uma jovem que festeja sua nova moradia e outra que sofre uma experiência contrastante, ajudando na mudança sem ir junto, deixada no antigo apartamento com suas emoções. Vendeu dois troféus na mostra Encounters do Festival de Berlim, dedicada a filmes com uma perspectiva independente: Melhor Direção e o Prêmio da Crítica.   | PLEASURE | MUBI   Uma das produções mais provocantes do ano – em mais de um sentido – , a estreia premiada da diretora sueca Ninja Thyberg mostra com crueza realista os bastidores ​​da indústria de filmes adultos. A câmera acompanha uma jovem de 19 anos (Sofia Kappel), que deixa sua pequena cidade da Suécia para se aventurar em Los Angeles com o objetivo de se tornar Jessica, a próxima grande estrela pornô mundial. Mas o caminho para esta consagração se prova mais acidentado do que ela imagina. Com cenas explícitas, mas artísticas – ao estilo de Gaspar Noé – , e com integrantes reais da indústria pornô californiana (Zelda Morrison é a principal coadjuvante), o filme traz um ponto de vista diferente da pornografia, desnudando as negociações de cenas adultas e as relações de poder entre artistas e empresários, em busca de sucesso nesse business. A obra chegou a disputar o prêmio de Descoberta do ano da Academia Europeia de Cinema. Perdeu para “Bela Vingança”, mas venceu outros oito troféus internacionais, inclusive o Prêmio do Júri no Festival de Deauville, na França.   | O PAI DA NOIVA | HBO MAX   Andy Garcia (de “Onze Homens e um Segredo”) tem o papel-título na versão latina (cubana-americana) da conhecida premissa, em que um pai orgulhoso prepara o casamento da filha (Adria Arjona, de “Morbius”) com o noivo (Diego Boneta, de “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”). Na nova adaptação, ele também guarda um segredo sobre seu próprio casamento (com a cantora Gloria Estefan), que se encaminha para um divórcio. Baseada num romance de Edward Streeter, esta história tem sido filmada desde 1960, quando Spencer Tracy foi o pai da noiva, e até virou uma série em 1961, mas é mais lembrada pela adaptação de 1991, estrelada por Steve Martin, que chegou a ganhar sequência quatro anos depois. A nova versão foi escrita por Matt Lopez (“O Aprendiz de Feiticeiro”) e dirigida por Gary Alazraki (“Club de Cuervos”).   | CRUSH: AMOR COLORIDO | STAR+   Depois de divertidas rom-coms com adolescentes enrustidos, “Crush” abre o arco-íris LGBTQIAP+ com uma história moderna sobre uma estudante de high school assumidíssima em busca do primeiro amor. Na trama, a jovem Page decide ir contra todas suas inclinações artísticas para entrar no time de atletismo da escola, apenas para se aproximar da menina por quem sempre foi apaixonada. Só que lá fica mais próxima da irmã de seu crush, e percebe que seu coração começa a balançar. Um detalhe interessante desse triângulo lésbico é que ele formado por estrelas da Disney. Page é vivida por Rowan Blanchard (protagonista da serie do Disney Channel “Garota Conhece o Mundo”) e seus crushes são Isabella Ferreira (atualmente na rom-com gay “Love, Victor”) e Auli’i Cravalho (ninguém menos que a “Moana”). “Crush” é o primeiro longa da diretora Sammi Cohen (da série “CollegeHumor Originals”) e seu elenco ainda inclui Megan Mullally (da pioneira sitcom gay “Will & Grace”) como a mãe da protagonista e Tyler Alvarez (“Eu Nunca…”) no papel de seu melhor amigo.   | NOITES QUENTES DE VERÃO | Vivo Play, VOD*   Timothée Chalamet (“Duna”) vive um traficante adolescente nesta comédia de humor sombrio passada nos anos 1980. Na trama, ele descobre o submundo das drogas quando um desconhecido entra no estabelecimento em que ele trabalha e pede para esconder um punhado de maconha, segundos antes da polícia aparecer. Vítima de bullying na escola, o jovem imagina que esse acesso às drogas pode lhe tornar descolado e oferece ao traficante uma parceria para explorar o mercado potencial do Ensino Médio. Ele até fica com a garota de seus sonhos. Mas ser traficante tem seus percalços, como descobre entre socos e tiros de parceiros perturbadores. Escrito e dirigido pelo estreante Elijah Bynum, o filme ainda traz em seu elenco Alex Roe (série “Sirens”) como o parceiro mais velho, Maika Monroe (“Corrente do Mal”) como o interesse romântico e ainda William Fichtner (“12 Heróis”), Thomas Jane (série “The Expanse”), Emory Cohen (“Brooklyn”), Maia Mitchell (“The Fosters”) e Jack Kesy (“The Strain”).     * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.

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    “Schmigadoon!” é renovada para 2ª temporada

    10 de junho de 2022 /

    A Apple TV+ anunciou que vai retornar a “Schmigadoon!”. Quase um ano após a estreia da 1ª temporada, a atração musical recebeu encomenda oficial de novos episódios. Primeira série de Cinco Paul e Ken Daurio, roteiristas-criadores de “Meu Malvado Favorito” (2010) e “Pets: A Vida Secreta dos Bichos” (2016), a série acompanha um casal em crise vivido por Keegan-Michael Key (“A Festa de Formatura”) e Cecily Strong (“Saturday Night Live”), que, durante uma caminhada na floresta, vai parar num lugar mágico em que todos cantam, dançam e agem como se estivessem num musical clássico. Incomodados, eles percebem que não conseguem escapar e logo se veem discutindo como viver naquele combo de Shangri-La e Brigadoon, chamado de Schmigadoon, onde todos são felizes o tempo inteiro. Na 2ª temporada, Key e Strong serão transportados para um novo lugar místico, “Schmicago”, um mundo de musicais dos anos 1960 e 1970. Além deles, o elenco de cantores-dançarinos vai voltar a contar com Ariana DeBose (que venceu o Oscar por “Amor, Sublime Amor”), Dove Cameron (“Descendentes”), Jaime Camil (“Jane the Virgin”), Kristin Chenoweth (“Pushing Daisies”), Alan Cumming (“Instinct”), Jane Krakowski (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), Ann Harada (“Smash”), Martin Short (“Only Murders in the Building”) e Aaron Tveit (“Segredos do Paraíso”/Graceland). E ainda há novidades. Tituss Burgess (“Unbreakable Kimmy Schmidt”) e Patrick Page (“Em um Bairro de Nova York”) também farão parte da 2ª temporada, que novamente contará com produção de Lorne Michaels, o criador do longevo humorístico “Saturday Night Live”.

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    “Ms. Marvel”, “Peaky Blinders” e as séries da semana

    10 de junho de 2022 /

    As plataformas de streaming colocam o dedo na ferida nesta semana. Afinal, os destaques são uma nova série da Marvel, que com sua premissa divertida consegue tirar o sono de racistas surtados com o mundo atual, e o final da espetacular “Peaky Blinders”, que deixa claro seu enfrentamento contra fascistas. Entretenimento também convida à reflexão. A lista de estreias ainda destaca produções para o público geek, fãs de cinema de arte, estudiosos de História e a audiência televisiva mais tradicional, que gosta de dramas médicos e tramas policiais. Mas vale chamar atenção especial para “Intimidade”, série pouco divulgada da Netflix, com tema extremamente atual e, como diz a imprensa espanhola, necessário. Confira abaixo os 10 melhores lançamentos da programação de séries.       | MS. MARVEL | DISNEY+   A primeira heroína muçulmana do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) arrancou elogios até de Malala Yousafzay, que aos 17 anos se tornou a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz – por sua luta pelo direito à educação de meninas paquistanesas. Apresentada como uma comédia adolescente, a história de Kamala Khan também é a mais fofa e adorável das séries já produzidas pela Marvel. Sem supervilões e ameaças mundiais – ao menos na estreia – , “Ms. Marvel” chegou na Disney+ como uma grande homenagem aos fãs dos super-heróis, dando a Iman Vellani, a novata de 18 anos que foi selecionada entre várias candidatas, o papel da fangirl definitiva. Na trama, Kamala Khan é uma adolescente geek obcecada pela Capitã Marvel, que sofre bullying na escola e repressão na família muçulmana tradicional, mas não abre mão de seus sonhos, mostrando enorme talento artístico para desenhar, criar vídeos e até fantasias de cosplay. Para incrementar uma dessas fantasias, ela decide usar um velho bracelete largado entre as lembranças encaixotadas de sua família, que de repente lhe confere superpoderes. Desenvolvida pela roteirista Bisha K. Ali (“Sex Education”), a produção conta com direção da dupla Adil El Arbi e Bilall Fallah (diretores do blockbuster “Bad Boys Para Sempre” e do vindouro filme da “Batgirl”), da paquistanesa Sharmeen Obaid-Chinoy (vencedora de dois Oscars de Melhor Documentário em Curta-metragem) e Meera Menon (que já trabalhou na Marvel na série “O Justiceiro”). Novos episódios são disponibilizados todas as quartas na plataforma Disney+.   | PEAKY BLINDERS | NETFLIX   A grandiosa e épica produção britânica chega ao final numa 6ª temporada repleta de violência, explosões, mortes e vinganças, além de boinas, roupas masculinas impecáveis, rock contemporâneo, visual espetacular e luta contra o fascismo. Embora chegue apenas nesta sexta (10/6) na Netflix, a reta final da produção foi exibida no Reino Unido entre 27 de fevereiro e 3 de abril, e o episódio de estreia atingiu a maior audiência de toda a série ao mostrar o destino de Polly Shelby, personagem da atriz Helen McCrory, que morreu em abril do ano passado devido a um câncer de mama. O final teve praticamente a mesma audiência e ainda rendeu comoção nacional. “Peaky Blinders” se baseia livremente em fatos reais para contar como Thomas Shelby (Cillian Murphy), um veterano da 1º Guerra Mundial, transformou sua família e amigos numa perigosa gangue de rua dos anos 1920 e, pouco a pouco, estabeleceu uma reputação de ser um homem tão perigoso quando respeitável, ampliando sua influência por todo o Reino Unido. Não contente em conquistar seu bairro, ele expandiu seus negócios ilícitos até os EUA e virou político, sendo eleito para o parlamento britânico. Mas também conquistou inimigos à sua altura, entre gangues e políticos rivais, além do IRA, grupo terrorista que luta pela independência da Irlanda. Desde sua estreia em 2013, a série criada por Steven Knight recebeu críticas elogiosíssimas, mas só virou um enorme fenômeno ao começar a ser transmitida na Netflix. Entre os prêmios conquistados, estão o BAFTA TV (o Emmy britânico) de Melhor Série Dramática do Reino Unido em 2018.   | FOR ALL MANKIND | APPLE TV+   Em sua 3ª temporada, a ousada sci-fi da Apple TV+ chega aos anos 1990 com uma nova corrida espacial, desta vez rumo ao planeta Marte. Desenvolvida por Ronald D. Moore, criador do reboot de “Battlestar Galactica” e da série “Outlander”, a atração explora uma linha temporal alternativa da história, que leva a Guerra Fria até o espaço com consequências dramáticas. Na realidade da série, os astronautas soviéticos foram os primeiros a pousar na Lua e a trama imagina o impacto deste feito na corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética. A 1ª temporada concentrou-se principalmente numa recriação alternativa dos 1970, com avanços que não existiram na época – como a participação de astronautas femininas nos primeiros voos para a Lua. A 2ª temporada levou a história aos anos 1980, com a criação de uma Força Espacial americana para enfrentar batalhas lunares, e os novos episódios mostram como a competição das duas potências acelerou a conquista de Marte. O protagonista é o ator Joel Kinnaman (“Esquadrão Suicida”), que vive um dos principais astronautas da NASA, e o elenco também inclui Michael Dorman (“Patriot”), Wrenn Schmidt (“The Looming Tower”), Jodi Balfour (“The Crown”), Chris Bauer (“True Blood”), Sarah Jones (“Damnation”), Sonya Walger (“Lost”), Shantel VanSanten (“O Atirador”) e Michael Harney (“Orange Is the New Black”).   | IRMA VEP | HBO MAX   A minissérie estrelada pela sueca Alicia Vikander, vencedora do Oscar por “A Garota Dinamarquesa” (2015), é baseada no filme homônimo do francês Olivier Assayas, originalmente lançado em 1996, e tem seus oito episódios escritos e dirigidos pelo próprio cineasta. Na trama, Vikander interpreta Mira, uma estrela de Hollywood desiludida com sua carreira em filmes de super-heróis e enfrentando uma separação recente, que se muda para a França para estrelar um remake do clássico do cinema mudo “Les Vampires”. Aos poucos, porém, as distinções entre atriz e personagem passam a se apagar, graças aos métodos alucinados do diretor à frente do projeto. A atração inclui entre seus produtores Sam Levinson, o criador de “Euphoria”, e ainda traz em seu elenco os atores Tom Sturridge (o “Sandman” da Netflix), Adria Arjona (“Morbius”), Vincent Lacoste (“Amanda”), Byron Bowers (“Personal Shopper”), Fala Chen (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), Carrie Brownstein (“Portlandia”), Jeanne Balibar (“Barbara”) e a estreante Devon Ross.   | BECOMING ELIZABETH | STARZPLAY   A nova superprodução dramática sobre a genealogia da monarquia britânica conta a história da Princesa Elizabeth, antes dela se tornar Elizabeth I, uma das mais poderosas monarcas da História do Reino Unido. Embora não faça parte da mesma franquia, a trama serve de continuação para a trama da saga baseada nos livros da escritora Philippa Gregory, introduzida em “The White Queen”, continuada em “The White Princess” e concluída em “The Spanish Queen” – minisséries também disponíveis na Starzplay. Afinal, Elizabeth é filha de Ana Bolena, por quem seu pai se separou da “rainha espanhola” Catarina de Aragão, a primeira das seis esposas de Henrique VIII. “Becoming Elizabeth” começa justamente com a morte de Henrique VIII e a ascensão do irmão caçula de Elizabeth, Eduardo VI. A série vai mostrar como princesa precisou contar com a morte de dois irmãos e uma prima, que estavam à sua frente na linha sucessória, para virar rainha aos 25 anos. A série foi desenvolvida por Anya Reiss (“Ackley Bridge”), tem direção do cineasta Justin Chadwick (“Amor & Tulipas”) e destaca em seu elenco a alemã Alicia von Rittberg (“Ventos da Liberdade”) como Elizabeth, além de Jamie Blackley (“The Last Kingdom”), Romola Garai (“As Sufragistas”), Alexandra Gilbreath (“Amor & Tulipas”), Jamie Parker (“1917”), Leo Bill (“Taboo”), Oliver Zetterström (“The Romanoffs”) e Bella Ramsey (“Game of Thrones”), entre outros. Estreia no domingo (12/6).   | INTIMIDADE | NETFLIX   A nova série espanhola da Netflix trata de crimes contra a privacidade numa trama com difamação, assédio, chantagem e pornografia de vingança. Criada por Laura Sarmiento (“Diablero”) e Verónica Fernández (“Longe de Você”), a produção foi inspirada pelo vazamento de dois vídeos sexuais que viraram notícia na Espanha: de uma prefeita que teve a carreira abalada e de uma operária que se suicidou após o tratamento que passou a receber dos colegas em sua fábrica. A trama faz uso de situações similares e acrescenta a história de uma adolescente que tem que lidar com outro vazamento desagradável na escola. O pano de fundo nos três casos é o mesmo: três mulheres de diferentes idades e posições, que veem sua privacidade ruir quando seus ex-parceiros decidem, por diferentes razões, tornar públicas ou ameaçar tornar públicas fotografias e vídeos de natureza sexual. Os críticos espanhóis elogiaram e consideraram a série muito necessária para o país.   | PRIMEIRA MORTE | NETFLIX   Baseada num conto da escritora Victoria “V.E.” Schwab, a série gira em torno de Juliette, uma vampira adolescente que precisa fazer sua primeira morte. Ela mira numa nova garota na cidade chamada Calliope, sem saber que seu alvo descende de uma família de caçadores de vampiros. Por conta de seus objetivos inconfessos, as duas acabam se aproximando, até um pouco demais para desgosto de suas famílias, que declaram guerra quando elas virarem namoradas. O resultado sugere uma versão de “Romeu e Julieta” com duas Julietas (o nome Juliette não deve ser casual) e, claro, vampiros. A atração é produzida pela atriz Emma Roberts (“American Horror Story”), que adorou a história original, publicada em 2020 pela escritora Victoria “V.E.” Schwab numa antologia de contos de vampiros, e comprou os direitos de adaptação para sua produtora, Belletrist Productions. Além disso, ela convenceu a própria autora a desenvolver a adaptação. Schwab assina os roteiros da série, enquanto Felicia D. Henderson (“The Punisher”) atua como showrunner. Já o elenco destaca Sarah Catherine Hook (“Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio”) e Imani Lewis (“Hightown”) como as protagonistas, além de Elizabeth Mitchell (“Lost”, “The Expanse”), Jason R. Moore (“O Justiceiro”), Aubin Wise (“Atlanta”), Will Swenson (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Gracie Dzienny (“Zoo”) e Phillip Mullings Jr. (“American Soul”).   | MANAYEK | HBO MAX   O título é uma gíria israelense que significa polícia. Nesta produção tensa, um veterano investigador da Divisão de Assuntos Internos prestes a se aposentar esbarra em um caso de corrupção policial onde o principal suspeito é o seu melhor amigo, um oficial condecorado. Criada por Roy Iddan (“Kfula”) e estrelada por Shalom Assayag (“Kfula”), Amos Tamam (“O Espião”) e Liraz Chamami (“Um Jantar Quase Perfeito”), foi considerada a melhor série de 2020 pela Academia de TV de Israel.   | DO NADA, GRÁVIDA | NETFLIX   Comédia de calamidades dramáticas, a produção dinamarquesa gira em torno de uma médica especialista em fertilidade que descobre estar prestes a entrar na menopausa. Vendo a janela da gravidez se fechar, ela entra em desespero e, num impulso etílico, decide resolver o problema com esperma doado por um ex-namorado, que se encontra armazenado na clínica em que trabalha. Para complicar, ela é apaixonada por esse ex até hoje e percebe que não tem como explicar porque subitamente espera um filho dele. É quando tem uma nova ideia brilhante: transar com dois homens para ninguém ter certeza de quem é o pai da criança. Só que cada decisão equivocada gera apenas mais complicações. A performance da atriz Josephine Park (“Zona de Confronto”) é o maior atrativo da série criada por Nikolaj Feifer (“Banken: New Normal”) e Amalie Næsby Fick (“Sex”).   | HOSPITAL NEW AMSTERDAM | GLOBOPLAY   A 3ª temporada da atração estrelada por Ryan Eggold (o Tom Keen de “The Blacklist”) foi exibida nos EUA em 2021 e começa em plena pandemia da covid-19. Os capítulos marcaram pelo menos uma baixa significativa no elenco, mas também o início de um novo romance para o Dr. Max Goodwin (Eggold), o diretor médico do hospital Bellevue, em Nova York, que quer restaurar o local, atualmente em situação precária, à sua antiga glória. A série é baseado no livro de memórias do Dr. Eric Manheimer, intitulado “Doze Pacientes: Vida & Morte no Hospital Bellevue”, que foi adaptado por David Schulner (criador da série “Do No Harm”) com consultoria do próprio...

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    Fernando Meirelles vai dirigir série da Apple com Colin Farrell

    9 de junho de 2022 /

    A Apple TV+ anunciou nesta quinta-feira (9/6) a produção de uma nova série dramática, que contará com a direção do brasileiro Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”, “Dois Papas”). Criada pelo roteirista Mark Protosevich (“Thor”, “Eu Sou a Lenda”), “Sugar” será estrelada por Colin Farrell (o Pinguim de “Batman”), que também atuará como produtor executivo. A série é uma história de detetive particular ambientada em Los Angeles, mas outros detalhes permanecem em sigilo. O projeto é da produtora Genre Films, do cineasta Simon Kinberg (“X-Men: Fênix Negra”), e o acordo com a Apple marca a segunda série da empresa na plataforma. A primeira foi a sci-fi “Invasion”, lançada no ano passado e renovada para sua 2ª temporada.

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    Black Bird: Último trabalho de Ray Liotta ganha trailer tenso

    8 de junho de 2022 /

    A Apple TV+ divulgou o primeiro trailer de “Black Bird”, série que registra o último papel de Ray Liotta (“Os Bons Companheiros”), falecido em maio passado. Ele aparece brevemente no começo da prévia, como o pai do protagonista vivido por Taron Egerton (“Rocketman”). Desenvolvida pelo escritor Dennis Lehane, autor dos romances que viraram os filmes “Sobre Meninos e Lobos” (2003), “Medo da Verdade” (2007) e “Ilha do Medo” (2010), “Black Bird” é baseada em uma história real. A trama gira em torno do filho (Egerton) de um policial veterano (Liotta) que é condenado a 10 anos de prisão por tráfico de drogas. Mas ao começar a cumprir sua pena, o rapaz recebe uma proposta inusitada: liberdade em troca de algumas dias numa prisão povoada por criminosos insanos, onde deve conseguir fazer um serial killer (Paul Walter Hauser, de “O Caso Richard Jewell”) confessar suas mortes antes de ser solto. Com cenas de muita tensão, dirigidas pelo belga Michaël R. Roskam (“A Entrega”), a prévia mostra que essa missão não será nada fácil. O elenco de “Black Bird” também inclui Greg Kinnear (“Shining Vale”), Sepideh Moafi (“The L Word: Generation Q”), Cecilia Leal (“Manto e Adaga”), Jake McLaughlin (“Quantico”), Alexander Babara (“A Caçada”), Trazi Lashawn (“Treme”), Christopher B. Duncan (“Veronica Mars”) e Robert Diago DoQui (“Terror no Pântano 3”). A estreia está marcada para 8 de junho, quando dois dos seis capítulos da produção serão liberados. Veja abaixo o trailer em duas versões: dublado em português e no idioma original.

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    “Ted Lasso” pode acabar na 3ª temporada

    6 de junho de 2022 /

    Maior sucesso da Apple TV+, “Ted Lasso” vai acabar em sua próxima temporada, a 3ª da produção. A revelação foi feita pelo ator Brett Goldstein, que interpreta Roy Kent e é um dos roteiristas da comédia, durante uma entrevista publicado no domingo (5/6) no jornal Sunday Times. “Estamos escrevendo assim [como final]”, disse o ator, quando questionado se a próxima temporada encerraria a série. “Foi planejado para ter três. Alerta de spoiler: todo mundo morre.” Embora ele tenha brincado no final da resposta, a declaração converge com o planejamento de Jason Sudeikis, protagonista e cocriador. Ele disse no ano passado que via a comédia encerrando-se no terceiro ano. “A história que está sendo contada, com um arco de três temporadas, é a que eu vejo como conclusão”, disse Sudeikis à revista Entertainmente Weekly. “Eu sou grato por eles [Apple e Warner] investirem nessas três temporadas”. O produtor Brendan Hunt, que elaborou a série junto com Sudeikis e Bill Lawrence (criador de “Scrubs” e “Cougar Town”), explicou melhor esta história. “Quando começamos a desenvolver a série, nós planejamos um começo, meio e fim”, revelou. “E essa história vai acabar na 3ª temporada, não importa o que aconteça. Por isso, se a série for renovada, outra narrativa terá de ser criada e contada”. Ele completou explicando o que pode fazer a atração ganhar uma 4ª temporada. “A série vai continuar até quando Sudeikis quiser.” A série gira em torno do personagem-título, um treinador de futebol americano que é contratado para trabalhar num clube de futebol inglês, apesar de não ter nenhuma experiência no esporte que os moradores dos EUA chamam de soccer. O mais curioso em relação à “Ted Lasso” é que o personagem e toda sua premissa já existia antes de virar série, tendo sido concebido em 2013 para comerciais do canal pago NBC Sports. A produção da Apple pegou a piada dos comerciais de Sudeikis e a estendeu em episódios completos, que venceram alguns prêmios Emmy e bateram recordes de audiência da plataforma de streaming.

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    As 10 melhores séries de maio

    5 de junho de 2022 /

    Ninguém consegue acompanhar todas as séries lançadas semanalmente por cada vez mais plataformas digitais. Dá para tentar assistir, no máximo, aos destaques. E mesmo assim, alguma produção importante pode passar batida entre as inúmeras novidades. Esta lista mensal serve de alerta para os interessados, reunindo as 10 melhores estreias recentes de streaming. Encabeçada pelo fenômeno “Stranger Thigs”, a mostra de maio é repleta de títulos de ficção científica. Metade da seleção pertence ao gênero, mas ainda há comédias, suspenses e um drama policial. Confira abaixo o Top 10 com detalhes e trailers de cada destaque.     | STRANGER THINGS | NETFLIX   Após três anos de espera e expectativa nas alturas, a série sobrenatural adolescente retornou com clima cinematográfico, deixando claro que não foram economizadas despesas na produção de sua 4ª temporada – supostamente mais cara que a temporada final de “Game of Thrones”. São mais efeitos, mais ação e mais personagens, resultando em tramas paralelas e capítulos bastante longos. Em resumo, os episódios exploram uma guerra iminente entre os jovens protagonistas da atração e as ameaças do Mundo Invertido, levando a turma das bicicletas a encarar um novo monstrão batizado com o nome de mais uma criatura de “Dungeons and Dragons”. O jogo, por sinal, se torna ainda mais importante, porque um dos novos personagens é um grande mestre dos calabouços de tabuleiro. Parte do elenco mirim ainda vai lidar com uma casa mal-assombrada relacionada a Freddy Krueger – na verdade, a residência pertence a um personagem atormentado vivido pelo astro da franquia “A Hora do Pesadelo”, Robert Englund. E ainda há as histórias de Eleven (Millie Bobby Brown), que busca recuperar seus poderes, e do xerife Hopper (Jim Harbour) preso na Rússia. Tudo isso é equilibrando com drama e humor, mas com muito mais terror que antes, resultando na temporada mais assustadora de toda a série. Lançada em duas partes, a 4ª temporada da criação dos irmãos Matt e Ross Duffer teve apenas sete de seus nove episódios disponibilizados em maio, com os dois remanescentes guardados para o dia 1º de julho.     | OBI-WAN KENOBI | DISNEY+   Sequência direta da trilogia “Star Wars” dos anos 2000, a série se passa dez anos após os eventos de “Star Wars: A Vingança dos Sith” (2005) e mostra a perseguição ao personagem-título, que volta a ser interpretado por Ewan McGregor. Após desafiar o Império e fugir com os filhos de seu ex-pupilo Anakin Skywalker, Obi-Wan Kenobi se esconde no planeta Tatooine, acompanhando à distância o crescimento do jovem Luke. Mas o Império não desistiu de encontrar o velho mestre foragido, um dos poucos remanescentes do massacre da ordem Jedi, o que coloca em risco a segurança da menina Leia, sequestrada para tirar Kenobi de seu esconderijo. O elenco da produção também inclui Joel Edgerton e Bonnie Piesse, retomando seus papéis como os tios que criaram Luke Skywalker, Jimmy Smits como o Senador Organa, pai adotivo de Leia, além de Hayden Christensen, intérprete de Anakin, agora completamente transformado em Darth Vader. Escrita por Joby Harrold (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) e dirigida por Deborah Chow (“The Mandalorian”), a produção ainda inclui participações de Kumail Nanjiani (“Eternos”), Indira Varma (“Game of Thrones”), Rupert Friend (“Homeland”), O’Shea Jackson Jr. (“Straight Outta Compton”), Sung Kang (“Velozes e Furiosos 6”), Simone Kessell (“Terremoto: A Falha de San Andreas”), Maya Erskine (“PEN15”), o ator-cineasta Benny Safdie (“Bom Comportamento”), Moses Ingram (“O Gambito da Rainha”) formidável como vilã e a menina Vivien Lyra Blair (“Bird Box”), que rouba as cenas como a Leia mirim. Após os três primeiros capítulos, a série segue com episódios inéditos todas as quartas.     STAR TREK: STRANGE NEW WORLDS | PARAMOUNT+ Nunca houve uma atração tão esperada. Foram nada menos que 58 anos para que “The Cage”, o mítico piloto rejeito de “Jornada nas Estrelas” em 1964, virasse uma série. Até recentemente um rodapé na história da franquia, o conceito original de Gene Roddenberry é a origem da nova série. Antes de criar o Capitão Kirk, Roddenberry concebeu o galante Capitão Pike no comando da nave Enterprise, acompanhado por uma imediata feminina, chamada apenas pelo codinome de Número 1. Entretanto, essa configuração foi rejeitada pelos executivos da NBC, levando o criador da série a mudar tudo. De todos os personagens, apenas um fez a transição do piloto rejeitado para a versão aprovada: o oficial alienígena Spock. Esta história seria mera curiosidade, não fosse a decisão do produtor de reciclar cenas do piloto de 1964 numa trama de duas partes da 1ª temporada de “Jornada nas Estrelas”, que revelou a tripulação perdida da Enterprise. Aquela aparição de 1966 gerou muita curiosidade, mas foi só décadas depois, em 2019, durante a 2ª temporada de “Star Trek: Discovery”, que os personagens esquecidos ganharam um novo e breve arco narrativo. Com os fãs indo a loucura, a Paramount+ percebeu que tinha atingido um nervo, e Akiva Goldsman (criador de “Titãs”), Alex Kurtzman (roteirista do reboot de “Star Trek”, de 2009) e Jenny Lumet (criadora de “Clarice”) receberam aprovação para criar uma série inteira centrada no comando do Capitão Pike. Além de Pike (interpretado por Anson Mount), Número 1 (Rebecca Romijn) e Spock (Ethan Peck), a atração foi vitaminada com outros personagens do cânone, como a jovem cadete Uhura e a enfermeira Christine Chapel, ambas da série de 1966, além do Dr. M’Benga, oficial médico que apareceu em dois episódios de “Jornada nas Estrelas”, e uma novidade curiosa: uma descendente do famoso vilão Khan como uma das três criações inéditas da produção. O detalhe é que a nostalgia não se restringe aos personagens. Ao contrário das narrativas serializadas das novas séries trekkers, o programa tem episódios contidos, uma história completa por semana, como a velha série original. Também é mais leve, divertida e com aventuras que remetem ao espírito dos capítulos dos anos 1960, inclusive se conectando a algumas tramas clássicas, como o noivado de Spock. Como resultado, a série da velha geração, a “Star Trek” antes do Capitão Kirk, consegue ser a melhor “Star Trek” desde “A Nova Geração” do Capitão Picard nos anos 1990. E também a mais “Star Trek” de todas as produções da franquia desde o voo inaugural da Enterprise.     TEERÃ | APPLE TV+ Produzida por um dos mentores da premiada “Fauda” e criada pela equipe de “Magpie”, a série de espionagem israelense traz Niv Sultan (“The Stylist”) como uma hacker nascida em Teerã, que se tornou agente do Mossad e volta ilegalmente ao Irã para uma missão secreta: destruir uma usina nuclear. O plano dá errado e na 2ª temporada, enquanto tenta passar despercebida, ela é contatada por uma nova personagem vivida por Glenn Close (“A Esposa”), que lhe transmite uma nova missão perigosa. Só que a chefe pode estar escondendo algo, que inevitavelmente colocará a vida da espiã em risco. Repleto de ação, perseguições e tiroteios, o thriller recebeu críticas muito positivas, atingindo 94% de aprovação no Rotten Tomatoes em sua 1ª temporada, além de ter vencido o Emmy Internacional como Melhor Série de Drama. O elenco também destaca Shaun Toub (de “Homeland”), Navid Negahban (“Aladdin”), Shervin Alenabi (“Gangs of London”) e Liraz Charhi (“Jogo de Poder”).     THE WILDS | AMAZON PRIME VIDEO As reviravoltas explodem em tensão na 2ª temporada. Originalmente apresentada como uma variação de “Lost”, a série começou com um grupo de garotas adolescentes numa ilha deserta, após sobreviverem a um acidente de avião. Só que, na verdade, nunca houve acidente. Elas foram colocadas na ilha de forma proposital. E após passarem por desafios físicos e mentais, descobrem que não foram as únicas a participar da experiência ilegal de cientistas sem ética. Um conjunto de rapazes também está em outra ilha. Mas os responsáveis pela experiência jamais imaginaram que os dois grupos pudessem se encontrar. A trama de sobrevivência física e desafio psicológico foi criada pela roteirista-produtora Sarah Streicher (“Demolidor”) e destaca em seu elenco as jovens Sophia Ali (“Grey’s Anatomy”), Jenna Clause (“Cold Brook”), Reign Edwards (“Snowfall”), Shannon Berry (“Hunters”), Helena Howard (“Don’t Look Deeper”), Erana James (“Golden Boy”), Sarah Pidgeon (“Gotham”) e a estreante Mia Healey, além dos adultos Rachel Griffiths (“Brothers & Sisters”), David Sullivan (“Objetos Cortantes”) e Troy Winbush (“Os Goldbergs”).     | HACKS | HBO MAX   Rara série com 100% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, “Hacks” venceu três prêmios Emmy em sua temporada inaugural – Melhor Roteiro, Direção e Atriz. Criação de Paul W. Downs, Lucia Aniello e Jen Statsky, todos roteiristas de “Broad City”, a atração traz Jean Smart (“Watchmen”) como uma lendária comediante de Las Vegas. Enfrentando a decadência e a falta de humor, ela se vê compelida a contratar uma jovem estrela da internet para lhe escrever novas piadas, mas as duas se odeiam à primeira vista, até perceberem que o desprezo de uma pela outra é o ingrediente ideal para uma boa parceria. A “estagiária” do humor é interpretada pela novata Hannah Einbinder. Além de co-escrever e co-produzir a série, Aniello também dirige e Downs integra o elenco da atração – que ainda inclui Carl Clemons-Hopkins (“Chicago Med”), Kaitlin Olson (“It’s Always Sunny in Philadelphia”), Christopher McDonald (“Professor Iglesias”), Mark Indelicato (“Ugly Betty”), Poppy Liu (“Sunnyside”), Johnny Sibilly (“Pose”), Meg Stalter (“The Megan Stalter Show”) e Rose Abdoo (“Duas Tias Loucas de Férias”).     | MADE FOR LOVE | HBO MAX   Baseada no romance homônimo da criadora Alissa Nutting (“False Positive”), a comédia sci-fi com 94% de aprovação no Rotten Tomatoes gira em torno de um casal, Byron e Hazel, que inaugura uma tecnologia capaz de compartilhar pensamentos e manifestá-los com imagens realistas. Tudo parece ir bem, até que Hazel resolve pedir o divórcio. E isso cria um problema crucial: o que fazer com o chip caríssimo e invasivo implantado em seu cérebro? Após escapar do controle do marido megalômano, a 2ª temporada acompanha Hazel provisoriamente de volta ao “lar”, para que Byron use sua tecnologia revolucionária no pai dela, que sofre com câncer terminal. Os personagens são vividos por Cristin Milioti (“Black Mirror”) e Billy Magnussen (“A Noite do Jogo”), além de Ray Romano (“O Irlandês”) como o pai viúvo de Hazel, que mora com uma “garota sintética”.     A CIDADE É NOSSA | HBO MAX Criada pela dupla George Pelecanos e David Simon, da cultuada série “A Escuta” (The Wire), e dirigida por Reinaldo Marcus Green, o cineasta de “King Richard: Criando Campeãs”, a minissérie criminal acompanha uma força tarefa do Departamento de Polícia de Baltimore, que utiliza a guerra contra as drogas como fachada para roubar dinheiro do tráfico. A história é real e baseada no livro homônimo escrito por Justin Fenton, repórter do jornal Baltimore Sun. E seu elenco destaca Jon Bernthal (“O Justiceiro”), Wunmi Mosaku (“Loki”), Jamie Hector (“Bosch”), Don Harvey (“The Deuce”), McKinley Belcher III (“The Passage”), Jermaine Crawford (“A Escuta”) e Treat Williams (“Everwood”), entre outros.     THE MAN WHO FELL TO EARTH | PARAMOUNT+ Outra sci-fi criada por Alex Kurtzman e Jenny Lumet (“Star Trek: Strange New Worlds”) também é destaque na Paramount+. Trata-se de uma continuação do filme “O Homem que Caiu na Terra” (1976), que traz Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”) como um alienígena em busca de salvação para seu mundo. Sua chegada é uma resposta ao sinal enviado há mais de 40 anos pelo extraterrestre original – interpretado por David Bowie em 1976 e por Bill Nighy (“Simplesmente Amor”) como sua versão mais velha – , que abandonou sua missão e vive recluso desde a descoberta de sua identidade. A atração apresenta o protagonista em dois tempos, em flashforward como um inventor-empresário visionário e durante sua chegada à Terra, quando era ingênuo, sem filtro e sempre se metia em confusões – inclusive com a polícia – , tentando aprender o idioma local e habilidades sociais para passar despercebido. Suas aparições iniciais rendem cenas engraçadas, mas também dramáticas, pois seu destino se mostra ligado ao de uma mãe solteira endividada (Naomie Harris, de “007 – Sem Tempo Para Morrer”), que trabalha...

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    “The Boys”, “Sob Pressão” e as novas séries da semana

    3 de junho de 2022 /

    As novas temporadas de “The Boys” e “Sob Pressão” (agora exclusivamente online) são as estreias mais esperadas da semana. Mas também refletem a nova estratégia das plataformas de streaming de estender as produções com episódios semanais. Para os adeptos das maratonas, as principais opções são minisséries, desde uma adaptação de terror de Stephen King até suspenses criminais europeus com boa repercussão mundial. E ainda há um lançamento especialmente indicado para os campeões do atletismo digital: todas as seis temporadas de “Glee”, para ver e cantar junto. Confira abaixo mais detalhes e os trailers das 10 melhores séries disponibilizadas em streaming nesta semana.     | THE BOYS | AMAZON PRIME VIDEO   A série de super-heróis com mais sexo e violência já feita volta ainda mais explícita e extrema, com closes urológicos e chuvas de vísceras, numa temporada marcada por banhos de sangue literais – e que ainda contrabandeia uma participação surpreendente de Charlize Theron (“The Old Guard”) em sua abertura. Baseada nos quadrinhos adultos de Garth Ennis (que também criou “Preacher”), a produção acompanha um grupo de vigilantes que pretende revelar o segredo sujo dos super-heróis: eles são serial killers de sangue frio, que escapam impunemente de seus crimes graças ao trabalho da empresa de marketing que os financia e comercializa suas imagens. Na verdade, aqueles que normalmente seriam considerados vilões é que são os verdadeiros heróis, lutando contra um esquema superpoderoso que mantém a farsa para dominar a economia e a política dos EUA. Esta luta desigual pelos corações e mentes da população começou a se equilibrar com a revelação de que Tempesta (Storm Front, interpretada por Aya Cash), uma das integrantes dos Sete (a Liga da Justiça da trama), era em segredo uma nazista alucinada. Mas se a desgraça da personagem na 2ª temporada jogou nova luz sobre os heróis, ela também alimenta a psicopatia crescente do Capitão Pátria (Homelander, vivido por Antony Starr), o líder dos Sete, que começa a surtar com a morte da namorada Tempesta nos novos episódios. A 3ª temporada também destaca a história do Soldier Boy (Jensen Ackles, o Dean de “Supernatural”), que é uma espécie de Capitão América desse universo, além de uma decisão arriscada de Billy Bruto (Billy Butcher, de Karl Urban), que resolve adquirir poderes para lutar de igual para igual, e o aguardado “Herogasm”, uma orgia de super-heróis que rendeu muita controvérsia nos quadrinhos originais – prevista para o sexto episódio. Grande vencedora do Critics Choice Super Awards, a premiação geek da crítica americana, “The Boys” também é a série mais popular da Amazon, detendo o recorde de público da plataforma de streaming em sua 2ª temporada. Não por acaso, a atração ganhou um spin-off animado, “The Boys: Diabolical” (veja antes de começar os novos episódios) e prepara um spin-off juvenil, centrado em estudantes de uma universidade de super-heróis, que contará com participação do brasileiro Marco Pigossi (“Cidade Invisível”). Após o lançamento dos três primeiros episódios nesta sexta (3/6), a plataforma vai liberar um novo capítulo inédito toda a semana.     | SOB PRESSÃO | GLOBOPLAY   O Dr. Evandro (Júlio Andrade) e a Dra. Carolina (Marjorie Estiano) estão de volta, mas agora apenas no streaming. E logo de cara precisam lidar com uma explosão numa refinaria, que vitima dois irmãos gêmeos e mobiliza a equipe do hospital Edith de Magalhães. Baseada no filme de mesmo nome de Andrucha Waddington, a atração desenvolvida por Lucas Paraizo é a série dramática mais popular da Globo e em sua 5ª temporada – e primeira exclusiva da Globoplay – contará com participações especiais de luxo, incluindo Lázaro Ramos (“O Silêncio da Chuva”), Marco Nanini (“A Grande Família”), Tony Ramos (“Getúlio”), Irene Ravache (“A Memória que me Contam”), Douglas Silva (ele mesmo, do “BBB 22”) e Fabio Assunção (“Onde Está Meu Coração”). A temporada também vai marcar a estreia de um novo ator: Joaquim Andrade, o filho de 6 anos de Júlio Andrade. O menino vai aparecer em flashbacks como Evandro, o papel do pai, na infância. Além dele, Ravel Andrade, irmão de Júlio, também participará de flashbacks como o protagonista em outra fase. O ator da série “Aruanas” já tinha aparecido no especial “Plantão Covid” como o Evandro jovem. Na nova leva de episódios, o médico ainda reencontrará o pai, que não vê há 20 anos e está com Alzheimer. Este é o papel desempenhado por Marco Nanini. Outros desenvolvimentos dramáticos envolvem a descoberta de um câncer de mama na Dra. Carolina, um novo residente que está mais preocupado consigo mesmo do que com os pacientes e uma mudança na diretoria do hospital que afetará todo corpo médico da série. A plataforma vai liberar os 12 episódios da 5ª temporada ao ritmo de dois por semana. Já a exibição na TV aberta só deve ocorrer no segundo semestre.     | BORGEN: O REINO, O PODER E A GLÓRIA | NETFLIX   Nove anos após seu final, o premiado drama político dinamarquês revive no streaming com um subtítulo e a indicação de que se trata de uma nova série. Mas não é um reboot e sim uma continuação da boa e velha “Borgen”, que segue acompanhando a poderosa Brigitte Nyborg, agora como ministra das relações exteriores. Os novos episódios equivalem à 4ª temporada da atração, que venceu com dois BAFTA (o Emmy britânico) de Melhor Série Internacional. Em seu retorno, a carreira de Nyborg corre perigo quando uma controvérsia relacionada à descoberta de petróleo na Groenlândia vira uma crise internacional. A atriz Sidse Babett Knudsen segue no papel principal, enquanto Birgitte Hjort Sørensen volta a viver Katrine Fønsmark. Depois de ser chefe de imprensa de Birgitte, na nova temporada ela está de volta ao jornalismo, com um emprego importante em um grande canal de televisão.     | PHYSICAL | APPLE TV+   A comédia sombria de época gira em torno da febre de ginástica aeróbica dos anos 1980 e traz Rose Byrne (“Vizinhos”) como uma dona de casa entediada, que após se viciar em exercícios descobre uma forma de unir essa nova paixão com a promissora tecnologia das fitas de videocassete para dar início a um empreendimento revolucionário, transformando-se em guru de um novo estilo de vida. A 2ª temporada vai acompanhar sua evolução empresarial, que conduz à lutas contra rivais que querem seu lugar. Porém, apesar de poderosa nos negócios, a protagonista ainda tem que aturar um marido cafajeste (Rory Scovel) e vários personagens intragáveis. A plataforma vai disponibilizar um episódio por semana da série criada por Annie Weisman (“Almost Family”), sempre às sextas-feiras.     | CHAPELWAITE | HBO MAX   Baseada em um conto de terror de Stephen King, a minissérie se passa em meados do século 19 e traz Adrien Brody (vencedor do Oscar por “O Pianista”) como um viúvo que se muda com os três filhos para uma antiga mansão da família no Maine, após a morte da esposa. Lá, ele descobre que precisará enfrentar os segredos sórdidos que assombram os Boones há gerações. Seu sobrenome é malvisto, mas também há uma boa dose de racismo na hostilidade dos moradores locais, pelo fato de seus filhos terem herdado a aparência asiática da mãe. Para piorar, a casa faz barulhos estranhos durante a noite. O ritmo é lento e o terror atmosférico, uma vez que os aspectos sobrenaturais só começam a se manifestar próximo da metade da produção por opção dos roteiristas, os irmãos Jason (“17 Outra Vez”) e Peter Filardi (“Jovens Bruxas”), que ampliaram uma história relativamente curta, focada num personagem central, em 10 capítulos e mais filhos. Fãs da obra de Stephen King podem conhecer essa história com outro nome: “Jerusalem’s Lot”. Trata-se do prólogo (até então inédito nas telas) do clássico “Salem’s Lot”, já adaptado três vezes – a primeira também como minissérie: “Os Vampiros de Salem”, em 1979, e a mais recente como um filme do diretor Gary Dauberman (“Annabelle 3: De Volta Para Casa”), previsto para setembro.     | THE ORVILLE: NOVOS HORIZONTES | STAR+   Originalmente, “The Orville” era exibida na rede americana Fox, mas com a compra do estúdio 20th Century Fox pela Disney, a atração foi remanejada para o streaming e ganhou um subtítulo para diferenciar sua nova versão das duas temporadas apresentadas na TV. Dá para ver a diferença no orçamento dos efeitos digitais caprichados. O detalhe é que muita gente nem lembrava que a série tinha sido renovada, já que seu último episódio foi exibido em abril de 2019. A pandemia estourou em meio à produção dos episódios, gerando um grande atraso nos trabalhos. Desenvolvida e estrelada por Seth MacFarlane (que também é o criador da série animada “Uma Família da Pesada”/Family Guy), a série acompanha a tripulação da Orville, uma nave exploratória da União Planetária, em sua missão de cinco anos para homenagear as produções clássicas do universo “Star Trek”. Todo o visual e o estilo narrativo dos episódios é anacrônico, resultando numa sci-fi retrô, que, entretanto, apresenta efeitos especiais mais avançados que os disponíveis nos anos 1980 e 1990, décadas que claramente inspiram a atração. MacFarlane interpreta o Capitão Ed, que tem um relacionamento conflituoso com sua Primeira Oficial Kelly, pelo simples fato dela ser sua ex-esposa. A personagem é vivida por Adrianne Palicki (série “Agents of SHIELD”) e o elenco ainda inclui Scott Grimes (“Plantão Médico/E.R.”), Halston Sage (“Cidades de Papel”), Penny Johnson Jerald (“Castle”) e Peter Macon (“Shameless”). O piloto foi dirigido pelo cineasta Jon Favreau (criador de “The Mandalorian”), que também é um dos produtores, e a lista de diretores dos episódios inclui nada menos que Brannon Braga (roteirista de “Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato”) e Jonathan Frakes (intérprete de William Riker na série “Star Trek: A Nova Geração”).     | UMA MÃE PERFEITA | NETFLIX   A minissérie criminal francesa traz Julie Gayet (“O Palácio Francês”) como uma mãe dedicada, que tem a filha acusada de homicídio. Convencida da inocência da jovem (Eden Ducourant, de “Inocência Roubada”), ela faz descobertas perturbadoras e a linha que separa vítima e agressor começa a desaparecer. A atração foi criada por Thomas Boullé (“Tandem”) e Carol Noble (“A Bailarina”) e tem direção de Frédéric Garson, assistente de Luc Besson nos filmes “O Quinto Elemento” (1997) e “Joanna D’Arc” (1999).     | DOIS VERÕES | NETFLIX   Um grupo de amigos se reencontra para passar férias luxuosa numa ilha, décadas após um caso de abuso sexual acontecer entre eles. Só que alguém sabe o que eles fizeram naquele verão que gostariam de esquecer. E um passeio que deveria ser relaxante se transforma num pesadelo, quando vídeos com cenas de seus segredos começam a ser recebidos por cada um deles. Criada por Paul Baeten Gronda e Tom Lenaerts (ambos de “Over Water”), a série belga destaca em seu elenco An Miller (“Loft”), Tom Vermeir (“Hotel Beau Séjour”), Kevin Janssens (“Vingança”), Lukas Bulteel (“Déjà Vu”), Tijmen Govaerts (“Girl”) e Inge Paulussen (“Vermist”).     | TURBULÊNCIAS DE VERÃO | NETFLIX   Expulsa da escola e enviada para morar com parentes na Austrália contra sua vontade, uma adolescente rebelde – e skatista – de Nova York tenta encontrar seu lugar em meio a uma turma de jovens surfistas interioranos. Mas apesar da contrariedade, Summer acaba se apaixonando pela cidadezinha de Shorehaven, pelas pessoas e pelo surfe. Criada por Josh Mapleston e Joanna Werner (ambos de “Dance Academy”), a produção australiana é estrelada por uma nova-iorquina de verdade: Sky Katz, conhecida pelo papel de Tess O’Malley em “A Casa da Raven”, do Disney Channel. E tem um público-alvo claro, com a exibição de muitos adolescentes descamisados de pele dourada.     | GLEE | DISNEY+   A comédia musical adolescente lançada em 2009 foi um fenômeno de audiência, que catapultou a carreira de seu criador, Ryan Murphy, e transformou seu elenco então desconhecido em estrelas da TV. A trama girava em torno de nerds que encontravam estimulo de um professor (Matthew Morrison) para reabrir o coral da William McKinley High School. Mas o que deveria ser um clube de perdedores logo passa a atrair estrelas...

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    “Slow Horses” é renovada até a 4ª temporada

    1 de junho de 2022 /

    Novo sucesso de crítica da Apple TV+, a série de espionagem “Slow Horses”, estrelada pelo vencedor do Oscar Gary Oldman (“O Destino de uma Nação”), foi renovada por duas novas temporadas. A atração já se encontrava renovada para o segundo ano, atualmente em produção, e agora garantiu a 3ª e a 4ª temporadas. A Apple deve ter realmente gostado dos capítulos ainda inéditos da atração, que devem estrear ainda neste ano. Desenvolvida por Will Smith (não o ator, mas o roteirista da série “Veep”), a adaptação do livro homônimo de Mick Herron acompanha uma equipe de agentes da inteligência britânica que atua no departamento menos importante do MI5, onde funcionários vão para encerrar a carreira após cometerem erros no trabalho. Oldman vive Jackson Lamb, o líder dos espiões fracassados – 11 anos depois de encabeçar “O Espião que Sabia Demais” – , lembrando a todos da irrelevância de suas funções, até que se vê precisando defendê-los, quando são envolvidos num complô inesperado e têm que mostrar a competência que nunca tiveram para não virar danos colaterais de seus superiores. O elenco é impressionante e ainda destaca Kristin Scott Thomas (também de “O Destino de uma Nação”), Jonathan Pryce (“Dois Papas”), Jack Lowden (“Dunkirk”) e Olivia Cooke (“Jogador Nº 1”). Uma das séries mais bem-avaliadas do ano, “Slow Horses” tem 95% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes.

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    Série póstuma de Ray Liotta estreia na Apple TV+ em julho

    27 de maio de 2022 /

    O ator Ray Liotta (“Os Bons Companheiros”), que morreu na quinta (26/5) enquanto dormia, deixou pronta toda a sua participação na minissérie “Black Bird”, que vai chegar na plataforma Apple TV+ em 8 de julho. A série foi criada pelo escritor Dennis Lehane, autor dos livros que viraram os filmes “Sobre Meninos e Lobos” (2003), “Medo da Verdade” (2007), “Ilha do Medo” (2010) e “A Lei da Noite” (2016). Em comunicado, ele contou que criou o personagem Big Jim Keene, da nova série, especificamente para Liotta. “Foi, literalmente, o culminar de um sonho de uma vida inteira trabalhar com Ray Liotta. A partir do momento em que o vi explodir a tela, suas co-estrelas e o público do cinema em ‘Totalmente Selvagem’, eu passei a considerá-lo o ator americano mais elétrico de sua geração. No coração de uma performance de Ray Liotta havia uma dualidade que ele não conseguia controlar. Suspeito que não era consciente. Parecia, em vez disso, algo que estava trancado em seu DNA. Quando seu personagem era ameaçador e perigoso, ele não conseguia esconder completamente o doce menino em seu interior. Mas quando o personagem era encantador, até amoroso, você ainda podia sentir algo volátil rolando por baixo da pele”, ele escreveu. “Eu não tinha outro ator em mente e fiquei chocado – humilde, honrado, eufórico – quando ele aceitou o papel menos de 24 horas depois de enviarmos os roteiros”, continuou Lehane. “E a performance que ele deu? Foi uma aula de mestre. Ele incorporou totalmente um homem que percebe que sua vida inteira dando jeitinhos e passando ao largo das bordas da corrupção pendurou um destino de opções muito sombrias em seu próprio filho. Mas, por mais profundamente falho e comprometido que o personagem seja, Ray encontrou a nobreza em um homem capaz de correr para um prédio em chamas pelo mesmo filho sem nunca vacilar. Era essa dualidade que eu contava para carregar o coração emocional da nossa série do começo ao fim”, concluiu. “Black Bird” é baseada em uma história real. Liotta interpreta “Big Jim” Keene, um policial veterano cujo filho, James (Taron Egerton, de “Rocketman”), é condenado a 10 anos de prisão por tráfico de drogas. Mas ao começar a cumprir sua pena, recebe uma proposta de liberdade antecipada, desde que aceite ir para uma prisão povoada por criminosos perigosos e faça amizade com o serial killer Larry Hall (Paul Walter Hauser, de “O Caso Richard Jewell”). A atração é a segunda série em que Liotta interpreta um policial corrupto, após três temporadas de “Shades of Blue” (2016–2018), na qual contracenou com Jennifer Lopez. No ano passado, ele também viveu um vilão na temporada final de “Hanna”, da Amazon Prime Video. O elenco de “Black Bird” também inclui Greg Kinnear (“Shining Vale”), Sepideh Moafi (“The L Word: Generation Q”), Cecilia Leal (“Manto e Adaga”), Jake McLaughlin (“Quantico”), Alexander Babara (“A Caçada”), Trazi Lashawn (“Treme”), Christopher B. Duncan (“Veronica Mars”) e Robert Diago DoQui (“Terror no Pântano 3”).

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    Ricky Martin vai estrelar série de comédia da Apple TV+

    23 de maio de 2022 /

    O cantor porto-riquenho Ricky Martin vai estrelar “Mrs. American Pie”, nova série de comédia da Apple TV+. Sem muitos detalhes, o papel está sendo considerado o mais importante da carreira de Martin como ator, que ganhou impulso com a indicação ao Emmy pela série “American Crime Story” (2018). Ele viverá o protagonista masculino da trama, passada na alta sociedade de Palm Beach nos anos 1970, e contracenará com as atrizes Kristen Wiig (“Mulher-Maravilha 1984”), Alison Janney (“Mom”) e Laura Dern (“Jurassic World: Domínio”). Dern é uma das produtoras da atração, que é baseada no romance homônimo de Juliet McDaniel e foi desenvolvida por Abe Sylvia (“Disque Amiga Para Matar”). Ainda não há previsão para a estreia.

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    10 séries novas para maratonar no fim de semana

    20 de maio de 2022 /

    A programação de séries volta a promover maratonas, com lançamentos de temporadas completas em streaming, após várias semanas de estreias episódicas. E a mudança não poderia ter acontecido em melhor hora, considerando o clima, perfeito para ficar debaixo das cobertas o fim de semana inteiro. Os 10 principais destaques prometem diversão para vários gostos, além de saciar a curiosidade de quem foi fisgado pela aperitivo de “La Brea” na tela da Globo, na segunda passada (16/10). A lista tem mais opções de sci-fi, suspense, drama, comédia e animação adulta. Mas se as crianças quiserem acompanhar, prefira compartilhar “Las Bravas F.C.”, a menos que sejam adolescentes, que adoram uma ousadia como os desenhos abaixo.     | LA BREA | GLOBOPLAY   Responsável pela maior audiência da Tela Quente em mais de um ano, “La Brea” – que ganhou o subtítulo nacional de “A Terra Perdida” – chegou ao streaming nacional com sua 1ª temporada completa. Ao estilo de “Manifest”, a nova série de mistério sci-fi também foi um sucesso nos EUA, onde se tornou uma das maiores estreias da temporada na TV aberta, além de bater o recorde de audiência da plataforma Peacock. A atração é a primeira série criada por David Appelbaum (produtor-roteirista de “O Mentalista” e “NCIS: New Orleans”), mas apesar da repercussão positiva entre o público, que lhe rendeu uma rápida renovação para 2ª temporada, sua mistura de trama de catástrofe com aventura clássica de Júlio Verne/Edgar Rice Burroughs não apeteceu a crítica, ficando com apenas 38% de aprovação no Rotten Tomatoes. Para quem não viu a estreia, “La Brea” começa com a abertura de um buraco gigante em Los Angeles, que engole várias pessoas. Mas em vez de morrerem, as vítimas da tragédia vão parar no centro da Terra com criaturas pré-históricas, ou pelo menos é o que imaginam, antes de perceberem pistas sobre o verdadeiro segredo daquele lugar. Sem spoilers. Ao mesmo tempo, na superfície, um pai e uma filha lutam para reencontrar o resto de sua família, tragada para o interior do buraco, e descobrem que não foi a primeira vez que esse fenômeno aconteceu. A produção tem um grande elenco, que inclui Natalie Zea (“Justified”), Eoin Macken (“Plantão Noturno”), Nicholas Gonzalez (“The Good Doctor”), Jon Seda (“Chicago P.D.”), Karina Logue (“NCIS: Los Angeles”), Catherine Dent (“Agents of SHIELD”), Angel Parker (“Fugitivos da Marvel/Runaways”), Jag Bal (“The Romeo Section”), Ione Skye (“Camping”), Chiké Okonkwo (“O Nascimento de Uma Nação”), Chloe de los Santos (“Tidelands”), Josh McKenzie (“Entre Segredos e Mentiras”) e os adolescentes Jack Martin, Zyra Gorecki e Veronica St. Clair em seus primeiros papéis.     | NIGHT SKY | AMAZON PRIME VIDEO   Na série sci-fi, Sissy Spacek (“Bloodline”) e J.K. Simmons (“Counterpart”) são um casal idoso que, anos atrás, descobriu um bunker enterrado em seu quintal, inexplicavelmente conduzindo a um estranho planeta deserto. Por décadas, eles mantiveram o local em segredo, usando-o para proveito próprio. Mas quando um jovem enigmático (Chai Hansen, de “Caçadores das Sombras”) materializa-se naquela câmara, a existência tranquila dos dois é rapidamente perturbada, levando-os a questionar o verdadeiro significado daquele lugar. A trama foi desenvolvida pelo roteirista estreante Holden Miller e conta com direção do argentino Juan José Campanella (vencedor do Oscar por “O Segredo dos Seus Olhos”). O visual e a atuação são o ponto alto, mas a história, com uma trama paralela sobre uma mãe e uma filha na Argentina, poderia facilmente chegar à conclusão nos oito episódios. Entretanto, trata-se apenas da 1ª temporada.     | BEL-AIR | STAR+       Reboot dramático da série “Um Maluco no Pedaço”, “Bel-Air” conta a história conhecida da série clássica que lançou a carreira de Will Smith, mas sem risinhos de fundo. Na verdade, praticamente sem resquício nenhum de humor. A produção traz o ator, rapper e jogador de basquete Jabari Banks como o novo Will, que se envolve em uma briga com membros de uma gangue na Filadélfia e é enviado para morar com seus parentes ricos no afluente subúrbio de Bel-Air, em Los Angeles. Assim como na sitcom dos anos 1990, o jovem mal chega e já se torna popular na nova escola e com seus parentes. Mas além do tom, a principal diferença em relação à atração original é que, desta vez, o primo Carlton é praticamente um vilão, capaz de tudo para prejudicar Will por ciúmes de seu carisma. O projeto é baseado numa produção de fã que viralizou em 2019. O jovem Morgan Cooper produziu e postou um “trailer” de quatro minutos, apresentando como seria o clássico sitcom se os personagens interpretassem um drama em vez de uma comédia. Na época, o trabalho acabou elogiado por Will Smith e, depois da repercussão, os dois tiveram uma reunião que tomou um rumo inesperado, com Smith se propondo a produzir uma série a partir daquela ideia. O resultado dividiu a crítica – 66% no Rotten Tomatoes – , mas já foi renovado para a 2ª temporada.     | BANG BANG BABY | AMAZON PRIME VIDEO   A série italiana acompanha uma adolescente de 16 anos que, por amor paterno, acaba envolvida com a máfia calabresa em 1986. A premissa rende muita violência estilizada, humor sombrio, uma trilha sublime de músicas da época e uma fotografia de videoclipe, que prendem o espectador, enquanto a trama demora a deslanchar – o que só acontece a partir do terceiro episódio, mas a partir daí é aceleração total. Vagamente baseada em uma história real (narrada no livro “L’intoccabile”, de Marisa Merico), a trama gira em torno da introvertida Alice (Arianna Becheroni, de “Meu Irmão Persegue Dinossauros”), que tem uma vida triste com sua mãe trabalhadora após o assassinato do pai. Mas um dia, um rosto familiar salta de um jornal: seu pai não está morto, como sua mãe a levou a acreditar todos esses anos. Para entender o que aconteceu, ela parte para Milão, onde é recebida pela Vovó Lina (Dora Romano, de “My Brilliant Friend”). Só que o sorriso afetuoso da velhinha esconde a chefa impiedosa da ‘Ndrangheta, a máfia calabresa, que revela que o pai da jovem, chamado de Santo, é um criminoso, escondido após se meter numa roubada. E apenas sua princesinha pode ajudá-lo. Assim começa a educação criminal da protagonista. Criada pelo cineasta Andrea Di Stefano (de “Escobar: Paraíso Perdido” e “O Informante”), a produção é uma carta de amor à década de 1980, que usa a iconografia da época para embalar uma história por vezes tão surreal que parece uma versão de “Alice no País das Maravilhas”: a história de Alice no País da Máfia.     | QUEM MATOU SARA | NETFLIX   Lançada em março de 2021, a criação de José Ignacio Valenzuela (“La Hija Prodiga”) foi renovada quase imediatamente, três dias após chegar em streaming, virando uma das séries em espanhol mais populares da Netflix. Ao longo de seus capítulos, a trama acompanhou a busca de um homem por Justiça, depois de 18 anos preso injustamente pelo assassinato da irmã. Ao ser libertado, Alex Guzmán (Manolo Cardona) decide se vingar da família Lazcano, que o culpou pelo crime, e descobrir quem realmente matou sua irmã Sara (Ximena Lamadrid). O que ele não imagina é que a busca por provas o levaria a se apaixonar por Elisa (Carolina Miranda), filha de seu principal suspeito, e perceber que os muitos segredos de Sara eram o maior obstáculo para chegar à verdade. E a verdade é um enorme spoiler, vislumbrado no trailer acima, que responde a pergunta do título com uma reviravolta. A 3ª e última temporada do suspense mexicano revela que… ninguém matou Sara! Ao descobrir a verdade chocante, o questionamento de Alex passa a ser: o que aconteceu com Sara.     | NOW AND THEN | APPLE TV+   Gravada em Miami e falada em espanhol e inglês, “Now and Then” explora as diferenças entre as aspirações juvenis e a realidade da vida adulta, inserindo esse choque de expectativas numa trama de suspense. Os personagens são um grupo de amigos universitários, que teve seu destino afetado para sempre após um final de semana, quando um deles foi morto. 20 anos depois, os cinco amigos remanescentes voltam a se juntar diante de uma ameaça que coloca em risco suas vidas aparentemente perfeitas. A narrativa se passa em dois tempos, mas apesar desse artifício não ser muito original – “Yellowjackets” faz sucesso com história muito parecida, com a diferença de ter canibais – , a produção chama atenção pelo elenco, que reúne vários astros de diferentes nacionalidades latinas: Marina de Tavira (“Roma”), Rosie Perez (“Aves de Rapina”), José María Yazpik (“Narcos: Mexico”), Maribel Verdú (“Branca de Neve”), Soledad Villamil (“O Segredo dos Seus Olhos”), Manolo Cardona (“Quem Matou Sara?”), Jorge López (“Elite”), Alicia Jaziz, Dario Yazbek Bernal (“A Casa das Flores”), Alicia Sanz (“El Cid”), Jack Duarte (“Rebelde”) e Miranda de la Serna (“Coração Errante”). A série foi desenvolvida por Ramón Campos, Gema R. Neira e Teresa Fernández-Valdés, equipe responsável pelas atrações espanholas “Alto Mar” e “As Telefonistas” na Netflix. E conta com direção e coprodução do israelense Gideon Raff (criador de “O Espião” e “Homeland”). Depois dos três primeiros episódios nesta semana, terá um capítulo novo todas as sextas-feiras.     | LAS BRAVAS FC | HBO MAX   A comédia esportiva mexicana segue em linhas gerais a premissa clássica de “Nós Somos os Campeões” (1992), do treinador frustrado e relutante de um time infantil sem talento, que após ser forçado a ajudar os jovens tem a vida mudada e encontra a redenção. A versão boleira dessa história acompanha Roberto (Mauricio Ochmann, de “Teste de Paternidade”), um famoso jogador de futebol que, ao sofrer uma lesão de fim de carreira, resolve retornar à sua pequena cidade natal. Mas em vez de ser recebido como ídolo, é tratado como um atleta arrogante que deu as costas ao país para jogar na Espanha. Para piorar, ele enfrenta problemas com a receita federal. Sua única saída é recorrer ao tio milionário, que lhe faz uma proposta: pagar suas dívidas, desde que treine o time de futebol local para levá-lo à primeira divisão. O detalhe, que ele só descobre no primeiro treino, é que o Las Bravas F.C. é um time de futebol feminino, formado por adolescentes. E elas são muito ruins de bola. Machista assumido, Roberto só não desiste porque descobre que uma das garotas é a filha que nunca conheceu. A partir daí, a comédia criada pelo humorista Flipy (“El Hormigueiro”) vira melodrama, acompanhando a evolução do time e do protagonista, como ambos se tornando melhores.     | LOVE, DEATH & ROBOTS | NETFLIX   Com formato de antologia sci-fi, a série animada é na verdade uma coleção de curtas, que reúne sob o mesmo título o talento de diferentes autores, alguns promissores e outros já premiados. Cada capítulo/curta apresenta um estilo de animação diferente, sempre com visual refinadíssimo – do mais estilizado ao fotorrealista – e geralmente ilustrando tramas adultas, com muito sangue, sexo, monstros, violência… e robôs. Desenvolvida pelos cineastas Tim Miller (“Deadpool”) e David Fincher (“Clube da Luta”), a produção já venceu cinco Emmys e quatro Annies.     | VAMPIRO NO JARDIM | NETFLIX   À primeira vista um anime gótico passado num futuro distópico, a atração revela-se, com a evolução dos episódios, um melodrama com sugestivo subtexto lésbico. A protagonista Momo faz parte de uma sociedade humana fechada que os vampiros não conseguiram destruir. Sua mãe é uma comandante de guerra num mundo extremamente deprimente, onde cada dia é uma luta pela sobrevivência. Mas enquanto os vampiros desejam destruir a humanidade devido à sua sede implacável de sangue, a futura rainha vampira Fine já amou uma humana. Quando as duas personagens se encontram, sentem uma conexão imediata e passam a imaginar um paraíso onde possam coexistir. O problema é que o relacionamento entre as duas mulheres é proibido por suas respectivas tribos, o que conduz a uma perseguição e repressão com o objetivo de torná-las exemplos. A metáfora é evidente, mas o fato de a...

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