“The Mosquito Coast” é renovada para 2ª temporada
A Apple TV+ anunciou a renovação de “The Mosquito Coast” para sua 2ª temporada. A história baseada no romance de Paul Theroux, publicado em 1981, já tinha sido levada aos cinemas em 1986, mas a série é bem diferente, com muitas liberdades em relação ao material original. No filme “A Costa do Mosquito”, estrelado por Harrison Ford nos anos 1980, a motivação para o protagonista conduzir sua família para as florestas da América Latina era a desilusão com os Estados Unidos e o desejo de criar uma utopia. Já na série, ele está literalmente em fuga dos EUA, situação que alimenta tensão, suspense e problemas na dinâmica familiar. E esta não é a única mudança. O filho mais velho virou uma garota. Com a renovação, novas alterações devem ser introduzidas. Em conversa recente com o site Deadline, o ator Justin Theroux (“The Leftovers”) comentou que, apesar do romance ter “seu próprio final finito… ainda é meio que incerto em quais áreas vamos entrar se tivermos sorte de ter uma 2ª, 3ª ou 4ª temporadas”. A principal curiosidade da nova produção é justamente a escalação de Justin Theroux no papel principal. Ele é sobrinho do escritor do livro em que a trama se baseia. O resto do elenco destaca Melissa George (“30 Dias de Noite”) como sua esposa e os jovens Gabriel Bateman (“Brinquedo Assassino”) e Logan Polish (“Sonhando Alto”) como seus filhos. A adaptação está a cargo do produtor-roteirista Neil Cross (criador da série “Luther”) em parceria com Tom Bissell (“Artista do Desastre”). Eles coproduzem a atração com o cineasta Rupert Wyatt (“Planeta dos Macacos: A Origem”), que assinou a direção dos dois primeiros episódios. O que, por sinal, resultou num série com visual extremamente cinematográfico. Com episódios disponibilizados semanalmente, a 1ª temporada se encerra na sexta (4/6) com o sétimo capítulo, dirigido pela cineasta Clare Kilner (“Muito Bem Acompanhada”), na plataforma de streaming da Apple.
10 Séries: Produções da Peacock chegam pela Globoplay. Confira as estreias da semana
Sem maiores avisos, a Globoplay começou a disponibilizar no Brasil as séries da plataforma americana Peacock. Os primeiros títulos do serviço da NBCUniversal a chegar no mercado brasileiro são a minissérie sci-fi “Admirável Mundo Novo” e o thriller “Departure”, que ganhou o subtítulo “A Investigação”. Com direção de Owen Harris (responsável pelo premiado episódio “San Junipero” de “Black Mirror”), “Admirável Mundo Novo” adapta a famosa distopia de Aldous Huxley publicada em 1932, que previu invenções como os bebês de proveta, análise de DNA e até antidepressivos como o Prozac. A trama apresenta um futuro onde a sociedade conquistou paz e equilíbrio após a proibição do dinheiro, da família, da monogamia, da privacidade e do livre arbítrio, mas também questiona se isso trouxe a felicidade. A dúvida se manifesta por meio de um jovem criado longe das cidades protegidas (Alden Ehrenreich, de “Han Solo: Uma História Star Wars”), que ao ser levado para a sociedade moderna entra em choque com aquele mundo “perfeito” e “admirável”, a ponto de virar uma ameaça para o sistema. Co-produção exibida no Reino Unido e no Canadá antes de chegar à Peacock, “Departure” traz Archie Panjabi (de “The Good Wife”) à frente da investigação de um avião desaparecido no Atlântico. Acontece que há uma sobrevivente e muita conspiração em torno de como o avião caiu no mar, que garante ação, reviravoltas e ritmo tenso – ainda que nem tudo seja plausível. A atração foi renovada para uma 2ª temporada, que chegou a ser filmada antes da morte do coprotagonista, o veterano astro Christopher Plummer (“Todo o Dinheiro do Mundo”), falecido em fevereiro passado. A semana também destaca várias séries que retomam suas tramas em streaming. Nova temporada mais esperada, a segunda leva de episódios de “Quem Matou Sara?” chega em tempo recorde, dois meses após os capítulos inaugurais. A produção se tornou a série mexicana mais popular da Netflix, com 55 milhões de visualizações do começo de sua história, que combina thriller de vingança e melodrama de novela. A história gira em torno de um homem (Manolo Cardona) que passou 18 anos preso injustamente pelo assassinato da própria irmã e decide provar a culpa da família poderosa que o incriminou, apenas para perceber que os muitos segredos de Sara são seu principal obstáculo para chegar à verdade. Se “Quem Matou Sara?” retornou rápido, a 3ª temporada de “Master of None” teve desenvolvimento oposto, levando quatro anos para se materializar após a temporada anterior. A longa passagem de tempo também impactou sua narrativa, a começar pela inclusão de um título inesperado na produção, “Momentos”, e o fato de se focar na relação lésbica entre a coadjuvante Denise (Lena Waithe) e sua parceira Alicia (Naomi Ackie), escanteando as aventuras românticas do protagonista Dev Shah, personagem do criador da série, Aziz Ansari. É quase outra série, mas por decisão pessoal de Ansari, que buscou sair dos holofotes após ter seu nome envolvido numa denúncia de assédio no auge do movimento #MeToo. O problema foi apenas uma encontro romântico ruim de 2017, mas ele ficou surpreso e decidiu deixar a carreira – e a série premiada – esfriar. Agora, a melhor produção da lista não é nenhuma dessas, mas a série documental “1971: The Year That Music Changed Everything”, que aborda como as canções lançadas em 1971 refletiram o ano mais impactante do século 20. Com a trilha do rock de The Who e John Lennon e o soul de Marvin Gaye e Aretha Franklin, entre outros, a série da Apple TV+ é obrigatória para os geeks da música e atingiu 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. A Apple também lançou outra atração documental, “The Me You Can’t See”, focada em saúde mental, que é cheia de revelações traumáticas de celebridades como o príncipe Harry (coprodutor do projeto) e Lady Gaga. Algumas declarações bombásticas incluem os traumas por estupro de Lady Gaga aos 19 anos e de Harry sobre a frieza da família real que levaram a seu rompimento com o próprio pai. Confira abaixo a seleção (com os trailers) das 10 melhores séries disponibilizados em streaming nesta semana. Admirável Mundo Novo | EUA | Minissérie (Globoplay) Departure – A Investigação | EUA | 1ª Temporada (Globoplay) 1971: The Year That Music Changed Everything | EUA | Minissérie (Apple TV+) The Me You Can’t See | EUA | Minissérie (Apple TV+) Solos | EUA | Minissérie (Amazon) Quem Matou Sara? | México | 2ª Temporada (Netflix) Special | EUA | 2ª Temporada (Netflix) Master of None | EUA | 3ª Temporada (Netflix) Jurassic World: Acampamento Jurássico | EUA | 3ª Temporada (Netflix) In Treatment | EUA | 4ª Temporada (HBO Go)
Rebecca Ferguson vai estrelar série sci-fi da Apple TV+
A atriz sueca Rebecca Ferguson (“Missão: Impossível – Efeito Fallout”) vai estrelar e produzir uma série sci-fi baseada na trilogia distópica “Wool”, do escritor Hugh Howey, que já foi chamada de “novo ‘Jogos Vorazes'”. A atração está sendo desenvolvida pelo roteirista-produtor Graham Yost (criador de “Justified”) e terá direção do cineasta norueguês Morten Tyldum (“O Jogo da Imitação”), com produção da AMC Studios para a plataforma de streaming Apple TV+. A adaptação do livro (lançado no Brasil com o título de “Silo”) está em desenvolvimento desde 2012, um ano após seu lançamento, quando a 20th Century Fox adquiriu os direitos para um filme, que deveria ser dirigido ou produzido por Ridley Scott (“Perdido em Marte”). O projeto não saiu do papel e o canal pago americano AMC entrou em cena para desenvolver uma série baseada na obra, antes de mudar de ideia e virar apenas produtor da adaptação, numa negociação com a Apple. A trama se passa em um futuro arruinado e tóxico, e acompanha uma comunidade abrigada em um gigantesco silo subterrâneo com centenas de metros de profundidade. Lá, homens e mulheres vivem em uma sociedade cheia de regulamentos que acreditam ter o objetivo de protegê-los. Ferguson vai viver Juliette, uma engenheira independente e trabalhadora do Silo. A adaptação será o segundo projeto de Yost e Tyldum na Apple TV+. O roteirista está à frente de “Masters of Air”, final da trilogia da 2ª Guerra Mundial produzida por Tom Hanks e Steven Spielberg, iniciada por “Irmãos de Guerra” e “O Pacífico” na HBO, enquanto o diretor comandou “Em Defesa de Jacob” (Defending Jacob), minissérie criminal estrelada por Chris Evans e Michelle Dockery.
Lisey’s Story: Trailer traz Julianne Moore em terror de Stephen King
A Apple TV+ divulgou o trailer de sua nova série de terror, “Lisey’s Story”, baseada no livro “Love – A História de Lisey”, de Stephen King. Numa iniciativa rara, o próprio Stephen King assina o roteiro da adaptação, que terá oito capítulos, todos dirigidos pelo diretor chileno Pablo Larraín (“O Clube”, “Neruda” e “Jackie”). A produção está prevista para chegar ao streaming em 4 de junho, trazendo Julianne Moore (“Kingsman: O Círculo Dourado”) no papel-título. Lisey Landon é a viúva recente de um escritor célebre e cheio de segredos, que enfrenta o luto revisitando memórias e buscando desvendar pistas deixadas pelo marido sobre visões sobrenaturais que ela reprimiu e esqueceu. Ao mesmo tempo, é pressionada a liberar os rascunhos inéditos do escritor, que um homem obstinado quer usar para acessar as mesmas visões. O elenco também inclui Clive Owen e Dane Dehaan (ambos de “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”), além de Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”), Sung Kang (“Velozes e Furiosos 6”) e a veterana Joan Allen (“O Quarto de Jack”).
Robert De Niro sofre acidente no set do novo filme de Martin Scorsese
Robert De Niro sofreu um acidente e machucou sua perna no intervalo das filmagens de “Killers of the Flower Moon”, filme que volta a reuni-lo com o diretor Martin Scorsese após “O Irlandês”. De acordo com publicações da Variety e The Hollywood Reporter, o ator de 77 anos se lesionou na quinta (13/5) em sua residência provisória do set no estado de Oklahoma, onde a produção está sendo rodada, e no mesmo dia viajou para Nova York, onde mora e onde planejava se consultar com um médico nesta sexta (14/5). Apesar disso, a lesão não afetará o cronograma da produção, que também conta com Leonardo DiCaprio (“O Lobo de Wall Street”), de acordo com comunicado do agente do astro veterano. “Enquanto estava em sua casa do set em Oklahoma para as filmagens de ‘Killers of the Flower Moon’, de Martin Scorsese, Robert De Niro machucou seu músculo quadríceps, que será tratado clinicamente em Nova York”, disse o representante do ator. “Isso não afetará a produção, pois ele não estava programado para filmar novamente nas próximas três semanas.” Na trama, De Niro interpreta o poderoso rancheiro William Hale, tio do personagem de DiCaprio, Ernest Burkhart. Scorsese e DiCaprio começaram a desenvolver há cinco anos essa adaptação do livro homônimo de David Grann (autor de “Z: A Cidade Perdida”), que disseca uma sucessão de misteriosos assassinatos durante o boom do petróleo da década de 1920 na região de Oklahoma. A obra foi lançada no Brasil com o título de “Assassinos da Lua das Flores”. Os direitos do livro foram adquiridos por US$ 5 milhões em 2016 e o roteiro vinha sendo escrito pelo veterano Eric Roth (vencedor do Oscar por “Forrest Gump”) até o ano passado, quando Scorsese e DiCaprio fecharem acordos individuais de desenvolvimento com a Apple, incluindo o financiamento para “Killers of the Flower Moon” e seu lançamento em streaming. O filme vai narrar o massacre da nação Osage, tribo indígena dos EUA, durante a década de 1920. Considerado “um dos crimes mais chocantes da história americana”, a morte de quase todos os membros da tribo ocorreu pouco depois da descoberta de petróleo em suas terras. O caso gerou uma das primeiras grandes investigações da história do FBI, fundado em 1908. “Killers of the Flower Moon” é a 10ª parceria entre Scorsese e De Niro e a 6ª entre o diretor e DiCaprio, mas o primeiro filme em que os três trabalham juntos. O elenco ainda inclui Jesse Plemons (“Judas e o Messias Negro”), Tantoo Cardinal (“Stumptown”), Pat Healy (“Station 19”), Louis Cancelmi (“Billions”), Gary Basaraba (“Suburbicon”), Tatanka Means (“The Son”), Scott Shepherd (“X-Men: Fênix Negra”), Cara Jade Myers (“Rutherford Falls”) e os músicos Sturgill Simpson (“A Caçada”) e Jason Isbell (“Squidbillies”).
Top 10: “The Underground Railroad”, “Halston” e as melhores séries pra maratonar
As estreias desta semana destacam minisséries completas. Uma delas já está sendo aclamada pela crítica norte-americana como um dos melhores lançamentos do ano, com elogios que gastam a expressão “obra-prima”. Trata-se de “The Underground Railroad”, que atingiu 100% de aprovação entre os críticos “top” (imprensa tradicional), segundo levantamento do Rotten Tomatoes. “The Underground Railroad” é um obra de realismo mágico sobre um casal de uma plantação de algodão na Geórgia, no sul dos EUA, que busca encontrar a rota de fuga utilizada por escravos foragidos para escapar de seus captores. O detalhe é que essa rota, que tem nome figurativo de “trilhos subterrâneos”, revela-se na trama da Amazon um inesperado metrô de verdade, funcionando com funcionários e clientes exclusivamente negros em pleno século 19. A premissa fantasiosa leva a heroína da história e o espectador por várias “estações” de diferentes experiências negras, funcionando como uma guia da História dos pretos nos EUA, que pode ser excruciante, mas também repleta de realizações e esperança – e sempre lindamente fotografada. Baseada no livro homônimo de Colson Whitehead, a série é uma criação do diretor Barry Jenkins, que venceu o Oscar de Melhor Filme com “Moonlight” (2016). Ele escreveu o piloto e dirigiu todos os 10 episódios da atração, que parecem pinturas de tanta plasticidade visual. E vai arrebatar todos os prêmios do Emmy 2021. A nova aposta da Netflix é “Halston”, nova produção de Ryan Murphy (“Pose”, “American Horror Story”), que aborda o mundo da moda dos anos 1970 e 1980. A atração dramatiza a vida badalada do estilista Roy Halston Frowick, ícone da era das discotheques em Nova York e um dos maiores nomes da moda americana do período. Seus designs minimalistas e limpos, muitas vezes feitos de cashmere ou ultrasuede, tornaram-se um fenômeno nas passarelas e pistas de dança, redefinindo a moda americana. Mas ele perdeu toda a sua fortuna com problemas financeiros na década seguinte e morreu de Aids logo em seguida, aos 57 anos de idade. Estrelada por Ewan McGregor (“Aves de Rapina”), a minissérie toma várias liberdades com a história real para enfatizar a recriação da época mais hedonista do século 20. A lista também incluem duas minisséries documentais: “O Caso Evandro”, do cineasta Aly Muritiba (“Ferrugem”), sobre um assassinato que chocou o Brasil, e “O Crime do Século”, do vencedor do Oscar Alex Gibney (“Um Táxi para a Escuridão”), que denuncia a conspiração da indústria farmacêutica (“Big Farma”) para viciar a população em remédios perigosos. Ainda há o refil de novas temporadas de atrações contínuas, entre elas duas produções animadas para adultos da Netflix: a antologia sci-fi “Love, Death & Robots”, vencedora de cinco Emmys e quatro Annies (o Oscar da animação), e a adaptação do game de terror “Catlevania”, que chega ao fim em sua 4ª temporada. Além disso, carentes das séries da Marvel no Disney+ podem rever/descobrir as duas temporadas completas de “The Gifted”, baseada nos quadrinhos dos X-Men. Confira abaixo a curadoria (com os trailers) das 10 melhores séries disponibilizados em streaming nesta semana. The Underground Railroad | EUA | Minissérie (Amazon Prime Video) Halston | EUA | Minissérie (Netflix) O Caso Evandro | Brasil | Minissérie (Globoplay) O Crime do Século | EUA | Minissérie (HBO Go) City on a Hill | EUA | 2ª Temporada (Paramount+) High School Musical: A Série: O Musical | EUA | 2ª Temporada (Disney+) Love, Death & Robots | EUA | 2ª Temporada (Netflix) Castlevania | EUA | 4ª Temporada (Netflix) The Gifted | EUA | 2 Temporadas (Disney+) The Bold Type | EUA | 4 Temporadas (Disney+)
Novo filme de Leonardo DiCaprio e Martin Scorsese ganha primeira foto
A Apple TV+ divulgou a primeira foto de “Killers of the Flower Moon”, filme que volta a juntar o diretor Martin Scorsese e o astro Leonardo DiCaprio, oito anos após a última parceria em “O Lobo de Wall Street” (2013). A imagem foi postada no Instagram de DiCaprio, que aparece em cena com a atriz Lily Gladstone (“Billions”). Scorsese e DiCaprio começaram a desenvolver há cinco anos essa adaptação do livro homônimo de David Grann (autor de “Z: A Cidade Perdida”), que disseca uma sucessão de misteriosos assassinatos durante o boom do petróleo da década de 1920 na região de Oklahoma. A obra foi lançada no Brasil com o título de “Assassinos da Lua das Flores”. Os direitos do livro foram adquiridos por US$ 5 milhões em 2016 e o roteiro vinha sendo escrito pelo veterano Eric Roth (vencedor do Oscar por “Forrest Gump”) até o ano passado, quando Scorsese e DiCaprio fecharem acordos individuais de desenvolvimento com a Apple, incluindo o financiamento para “Killers of the Flower Moon” e seu lançamento em streaming. O filme vai narrar o massacre da nação Osage, tribo indígena dos EUA, durante a década de 1920. Considerado “um dos crimes mais chocantes da história americana”, a morte de quase todos os membros da tribo ocorreu pouco depois da descoberta de petróleo em suas terras. O caso gerou uma das primeiras grandes investigações da história do FBI, fundado em 1908. “Quando li o livro de David Grann, imediatamente comecei a vê-lo – as pessoas, as configurações, a ação – e eu sabia que tinha que transformar isso em um filme”, disse Scorsese em um comunicado antigo sobre o projeto. “Estou muito empolgado por trabalhar com Eric Roth e me reunir com Leo DiCaprio para trazer essa história americana verdadeiramente inquietante para a tela”, acrescentou ele. “Killers of the Flower Moon” é a sexta parceria entre o diretor e DiCaprio, após “Gangues de Nova York” (2002), “O Aviador” (2004), “Os Infiltrados (2006), “Ilha do Medo” (2010) e “O Lobo de Wall Street” (2013). O elenco ainda inclui Robert De Niro (“O Irlandês”), Jesse Plemons (“Judas e o Messias Negro”), Tantoo Cardinal (“Stumptown”), Pat Healy (“Station 19”), Louis Cancelmi (“Billions”), Gary Basaraba (“Suburbicon”), Tatanka Means (“The Son”), Scott Shepherd (“X-Men: Fênix Negra”), Cara Jade Myers (“Rutherford Falls”) e os músicos Sturgill Simpson (“A Caçada”) e Jason Isbell (“Squidbillies”). A data de estreia não foi revelada, mas a descoberta do primeiro cadáver do que se revelaria um grande genocídio completa 100 anos em 27 de maio.
Luke Evans vai estrelar série de ação passada na América do Sul
O ator britânico Luke Evans (“Velozes e Furiosos 6”) vai estrelar uma nova série de ação da Apple TV+. Criação do roteirista vencedor do Oscar Mark Boal (por “Guerra ao Terror”), a série se chama “Echo 3” e se passa na América do Sul – como o thriller de ação mais recente do escritor, “Operação Fronteira” (2019). Na trama, uma jovem cientista brilhante, que é o centro emocional de uma pequena família americana, desaparece ao longo da fronteira entre Colômbia e Venezuela. A situação leva seu irmão e seu marido – dois homens com profunda experiência militar e passados complicados – a se juntarem numa jornada perigosa para encontrá-la, deparando-se com o cenário explosivo de uma guerra secreta. Evans fará o papel de Bambi, irmão da cientista. A série é remake da produção israelense “When Heroes Fly” e a segunda refilmagem americana de uma atração criada por Omri Givon. A primeira foi “Hostages”, em 2013. Givon, por sua vez, inspirou-se no romance homônimo de Amir Gutfreund, que criou “Valley of Tears” para a HBO. Boal vai escrever e produzir a série ao lado de Jason Horwitch (“Luke Cage”), em parceria com o Keshet Studios, empresa responsável pela série israelense original. O próprio Omri Givon é listado entre os produtores associados. “Echo 3” é o segundo remake de série israelense encomendado pela Apple TV+ para a produtora Keshet. O primeiro foi “Suspicion”, estrelado por Uma Thurman, ainda sem previsão de estreia e baseado em “False Flag”, atração original de Leora Kamenetzky (“Fauda”), Amit Cohen (“Valley of Tears”) e Maria Feldman (“No Man’s Land”).
Apple TV+ vai lançar sci-fi estrelada por Tom Hanks
A Apple TV+ vai lançar um segundo filme de Tom Hanks, após tirar dos cinemas o longa de guerra “Greyhound”, da Sony. A nova produção deveria estrear em agosto em tela grande com o título de “BIOS”, mas agora só deve chegar em streaming no final do ano e com o nome de “Finch”. A produção é da Amblin Entertainment, de Steven Spielberg, em parceria com a Universal Pictures, e tem direção de Miguel Sapochnik, premiado com o Emmy por seu trabalho monumental na série “Game of Thrones”. No filme, um homem, um robô e um cachorro formam uma família improvável, enquanto o homem tenta garantir que seu amado companheiro canino seja cuidado após sua partida. Hanks vive o protagonista Finch, um engenheiro de robótica e um dos poucos sobreviventes de um evento solar cataclísmico que transformou o mundo num deserto. Vivendo em um abrigo subterrâneo há uma década, ele construiu um mundo próprio que divide com seu cachorro Goodyear. Ele cria um robô (dublado por Caleb Landry Jones, de “Corra!”) para cuidar de Goodyear quando ele não puder mais. Enquanto o trio embarca em uma jornada perigosa em um desolado Oeste americano, Finch se esforça para mostrar à sua criação a alegria e a maravilha do que significa estar vivo. O longa tem produção de Robert Zemeckis, que curiosamente já dirigiu Hanks em situação parecida, como um náufrago isolado que tinha apenas a companhia de uma bola que batizou de Wilson, em “Náufrago” (2000). Tanto Wilson como Goodyear são marcas comerciais. Hanks não tem tido sorte com lançamentos nos cinemas. “Finch” é seu quarto filme consecutivo que vai parar em streaming devido à pandemia. Além de “Greyhound”, disponibilizado na própria Apple TV+, ele teve “Relatos do Mundo” negociado para a Netflix no mercado internacional e o vindouro “Pinóquio”, no qual interpreta Gepeto, reprogramado para a Disney+.
Top 10: A volta de “The Handmaid’s Tale” e as melhores séries da semana
A 4ª temporada de “The Handmaid’s Tale” começou a ser disponibilizada na plataforma Paramount+ simultaneamente ao lançamento nos EUA. Além dos novos episódios da série distópica, as novidades da semana incluem três estreias: a adaptação de quadrinhos “O Legado de Júpiter”, a animação “Star Wars: The Bad Batch” e o drama brasileiro “Onde Está Meu Coração”. Em seu retorno, “The Handmaid’s Tale” apresenta um salto temporal para mostrar June (Elisabeth Moss) já recuperada de seus ferimentos sangrentos, consequências da reação à sua artimanha para embarcar dezenas de crianças num avião em fuga do governo opressor dos antigos EUA. Agora, ela está pronta para instigar uma insurreição, mudando o tom da história, que inicialmente era um relato de opressão, para ação de resistência. No entanto, não espere que a guerra termine tão cedo. A série criada por Bruce Miller, que adapta o romance distópico “O Conto da Aia”, de Margaret Atwood, já foi renovada para uma 5ª temporada. Portanto, a batalha continuará por pelo menos mais um ano. “O Legado de Júpiter” é um drama épico de super-heróis que se estende por décadas. Depois de quase um século mantendo a humanidade segura, a primeira geração de super-heróis do mundo deve confiar nos seus filhos para continuar seu legado. Mas as tensões aumentam à medida que os jovens, na tentativa de provar seu valor, encontram dificuldades para viver de acordo com a lendária reputação pública de seus pais. O lançamento é o primeiro resultado da compra da Millarworld pela Netflix em 2017. O objetivo da aquisição era lançar novos títulos do criador de “Kingsman” e “Kick-Ass” que pudessem ser explorados em streaming. Mas “O Legado de Júpiter” não acrescenta nada nas tramas de super-heróis que os fãs do gênero já conhecem de atrações melhores, rendendo a série mais fraca do Top 10. “Star Wars: The Bad Batch” mantém o nível de excelência das animações da Lucasfilm. A primeira série animada de “Star Wars” exclusiva da Disney+ é uma continuação de “Star Wars: A Guerra dos Clones” (Star Wars: The Clone Wars) e faz uma ponte inesperada com “Star Wars Rebels”. A trama acompanha o chamado “bad batch”, um grupo de clones imperiais que se diferencia por conta de falhas no processo de clonagem, que concederam a cada um deles personalidades e habilidades excepcionais. Como se recusam a seguir ordens genocidas do Imperador Palpatine, a falha do grupo identificado como Força Clone 99 passa a ser considerado perigosa por permitir decisões independentes e o Grand Moff Tarkin (vilão clássico do primeiro “Star Wars”) ordena sua destruição. Em fuga, eles se tornam mercenários em busca de um novo propósito. “Onde Está Meu Coração” é a opção mais adulta e dramática. Gravada em 2019 e adiada em meio à pandemia de coronavírus, a minissérie gira em torno da personagem de Letícia Colin (destaque das novelas “Novo Mundo” e “Segundo Sol”), uma médica do pronto-socorro de um hospital de São Paulo que se vicia em crack, vivendo o dilema de ceder aos impulsos ou manter emprego, posição, família e marido. Com 10 episódios, a atração tem roteiros de George Moura e Sergio Goldenberg, autores de “Onde Nascem os Fortes” (2018) e “O Rebu” (2014), e também destaca Daniel de Oliveira (“Aos Teus Olhos”) como marido de Letícia, Fábio Assunção (“Onde Nascem os Fortes”) e Mariana Lima (“O Banquete”) como os pais e Manu Morelli (“Domingo”) como a irmã. Confira abaixo a seleção completa (com os trailers) das 10 melhores séries disponibilizados em streaming nesta semana. The Handmaid’s Tale | EUA | 4ª Temporada (Paramount+) O Legado de Júpiter | EUA | 1ª Temporada (Netflix) Star Wars: The Bad Batch | EUA | 1ª Temporada (Disney+) Onde Está Meu Coração | Brasil | 1ª Temporada (Globoplay) Garota de Fora | Tailândia | 2ª Temporada (Netflix) Mystic Quest | EUA | 2ª Temporada (Apple TV+) The Girlfriend Experience | EUA | 3ª Temporada (Starzplay) Selena: A Série | México, EUA | 2ª Temporada (Netflix) The Good Doctor | EUA | 4ª Temporada (Globoplay) Os Filhos de Sam: Loucura e Conspiração | EUA | 1ª Temporada (Netflix)
Rose Byrne vive febre aeróbica dos anos 1980 no trailer de “Physical”
A Apple TV+ divulgou o trailer de “Physical”, série de comédia que gira em torno da febre de ginástica aeróbica dos anos 1980. A série traz Rose Byrne (“Vizinhos”) como uma dona de casa entediada que encontra uma improvável válvula de escape de seu cotidiano no mundo da aeróbica. Após se viciar em exercícios, ela descobre uma forma de unir essa nova paixão com a promissora tecnologia das fitas cassete para dar início a um empreendimento revolucionário, transformando-se de esposa negligenciada em guru de um estilo de vida. O elenco também conta com Rory Scovel (“Wrecked”), Dierdre Friel (“Hospital New Amsterdam”), Della Saba (dubladora de “Steven Universo”), Lou Taylor Pucci (“A Morte do Demônio”), Paul Sparks (“House of Cards”) e Ashley Liao (“Fuller House”). Criada por Annie Weisman (“Almost Family”), a 1ª temporada de 10 episódios tem estreia marcada para 18 de junho.
Globoplay dá 3 meses de Apple TV+ de graça para assinantes
O Globoplay fechou uma parceria estratégica com a Apple TV+ para oferecer a seus assinantes três meses de acesso gratuito à plataforma de streaming da Apple. A oferta está disponível para os atuais assinantes de planos anuais do Globoplay, para novos assinantes e para aqueles que fizerem upgrade de plano. Depois dos três meses de degustação, os assinantes deverão pagar a assinatura mensal do serviço, que custa apenas R$ 9,90 por mês. Os maiores atrativos da Apple TV+ são as produções originais, que incluem as séries de sucesso “The Morning Show”, “Ted Lasso”, “For All Mankind”, e a recém-lançada “The Mosquito Coast”, e filmes como “Greyhound”, “Palmer” e “Wolfwalkers”. A plataforma também prepara novas séries estreladas por Tom Holland (chamada “The Crowded Room”), Tom Hiddleston (“The Essex Serpent”), Brie Larson (“Lessons on Chemistry”), Nicole Kidman (“Roar”), Justin Timberlake (“Confessions of a Dangerous Mind”), Vera Farmiga ( “Five Days at Memorial”), Rose Byrne (“Physical”), Natalie Portman e Lupita Nyong’o (ambas em “Lady in the Lake”), Jared Leto e Anne Hathaway (“WeCrash”), além do novo de Martin Scorsese estrelado por Leonardo DiCaprio (“Killers of the Flower Moon”) e o drama vencedor do Festival de Sundance 2021 (“Coda”), entre muitas outras produções. A programação da Apple TV+ pode ser acessada por aplicativos em todos os aparelhos móveis, smart TVs, web, dispositivos como Roku, Amazon Fire TV, Chromecast e consoles de jogos PlayStation e Xbox.
Top 10: “A Vida Depois do Tombo” e as melhores séries da semana
A série mais comentada da semana é um spin-off de reality show: a atração documental “A Vida Depois do Tombo”, que mostra como a ex-confinada Karol Conká está lidando com o recorde de rejeição do “BBB 21” e as consequências de suas ações ao reencontrar a carreira em ruínas do lado de fora da casa mais vigiada do Brasil. A produção também é um registro de como se dá um cancelamento, detalhando o horror dos dois lados, o cometido por Conká no reality da Globo e o que ela encontrou ao cair na real(idade). E como toda boa história de monstro, também busca demonstrar que por trás da criatura vista como malvada existe um ser humano ferido, cheio de questões não resolvidas, que ajudam a explicar tudo o que aconteceu ao vivo diante de todo o Brasil. Fãs de aventuras fictícias podem preferir “The Mosquito Coast”, adaptação do famoso romance de Paul Theroux publicado em 1981 e já levado aos cinemas em 1986. Se no longa dirigido por Peter Weir e estrelado por Harrison Ford, a motivação para o protagonista conduzir sua família para as florestas da América Latina era a desilusão com os Estados Unidos e o desejo de criar uma utopia, a série segue um viés menos altruísta para mostrar uma fuga pelo México alimentada por tensão, suspense e problemas legais. A principal curiosidade da nova versão, entretanto, é a escalação do ator Justin Theroux (“The Leftovers”) no papel principal. Ele é sobrinho do escritor do livro original. O resto do elenco destaca Melissa George (“30 Dias de Noite”) como sua esposa e os jovens Gabriel Bateman (“Brinquedo Assassino”) e Logan Polish (“Sonhando Alto”) como seus filhos. Além disso, a direção do cineasta Rupert Wyatt (“Planeta dos Macacos: A Origem”) materializa um visual extremamente cinematográfico. Entre as demais novidades, destacam-se os climas sombrios de “Fatma” e “Coroner”, especialmente a primeira, uma série turca de suspense, em que uma faxineira desimportante aproveita a falta de interesse em sua vida para se tornar uma serial killer bem-sucedida. Já a canadense “Coroner” oferece uma alternativa ao padrão procedimental das tramas de “CSI” por se centrar numa investigadora forense feminina, vivia por Serinda Swan (a Medusa de “Os Inumanos”). Confira abaixo a seleção com trailers das 10 melhores séries disponibilizados em streaming nesta semana. A Vida Depois do Tombo | Brasil | Minissérie (Globoplay) The Mosquito Coast | EUA | 1ª Temporada (Apple TV+) Fatma | Turquia | 1ª Temporada (Netflix) Coroner | Canadá | 2 Temporadas (Globoplay) O Inocente | Espanha | Minissérie (Netflix) Sexify | Polônia | 1ª Temporada (Netflix) Charmed | EUA | 3ª Temporada (Globoplay) Yasuke | Japão, EUA | 1ª Temporada












