Confira as 10 melhores séries de ficção da semana
Bastante variada, a programação de séries da semana vai do novo drama de época do criador de “Downton Abbey” a mais um terror com zumbis, desta vez da Coreia do Sul. A lista inclui duas comédias promissoras de mistérios, duas animações adultas, dois retornos, uma nova série de super-herói e até um horror espanhol do criador de “Elite”. Confira abaixo com mais detalhes os 10 programas de ficção que merecem atenção entre as novidades das plataformas de streaming – sem contar aqui três boas produções documentais brasileiras, que podem ser vistas à parte como complementos das sugestões. A IDADE DOURADA | HBO MAX A nova série criada por Julian Fellowes, responsável pelo fenômeno britânico “Downton Abbey” (2010-2015), é um drama de época que trata de conflitos de classe. Mas em vez de aristocratas e seus funcionários, a disputa se dá entre famílias tradicionais e novos ricos. O título da atração remete a um termo cunhado pelo escritor Mark Twain (1835-1910) para caracterizar uma época na qual a alta sociedade dos EUA, apesar da aparência de riqueza, vivia entre falências, corrupção e escândalos. “The Gilded Age” não seria uma era de ouro (golden age), mas um período que tentava se passar por dourado. A trama gira em torno de Marian Brook (Louisa Jacobson), jovem herdeira de uma família conservadora, que chega sem um centavo em Nova York e é abrigada pela tia “rica”, a aristocrata Agnes van Rhijn (Christine Baranski), que não aceita as mudanças da época, apesar da decadência financeira de sua família. Enquanto isso, a família pouco sofisticada de seu novo vizinho, o barão da indústria ferroviária George Russell (Morgan Spector, de “Homeland”), mostra-se cada vez mais rica e influente. A guerra de classes em espartilhos é valorizada por uma cenografia e figurinos deslumbrantes, que surpreendem com sua opulência e pela recriação da Nova York do começo do século 20. ALL OF US ARE DEAD | NETFLIX A nova série sul-coreana de terror é baseada num webtoon (quadrinhos) e combina horror sangrento com humor bizarro em sua trama, sobre um surto de zumbis que começa no interior de uma escola e logo se espalha pelo país. A direção é de Lee Jae-kyoo (“Estranhos Íntimos”), mas o maior atrativo está na participação de Lee Yoo-mi, que viveu Ji-yeong (a jogadora #241) em “Round 6”. Esta é a segunda série sul-coreana de zumbis da Netflix, que já exibe com sucesso a atração de época “Kingdom”, com mortos-vivos e guerreiros medievais. Assim como aquela, “All of Us Are Dead” se destaca nesse subgênero por ser bastante criativa. FERIA: SEGREDOS OBSCUROS | NETFLIX A nova série espanhola de Carlos Montero, o criador de “Elite” e “A Desordem que Ficou”, é um terror passado nos anos 1990 na região de Andalusia. Os episódios acompanham duas irmãs adolescentes que descobrem que os pais sumiram após matarem 23 pessoas. Não só isso. Os crimes contaram com a cumplicidade de uma seita, formada por vários “cidadãos de bem” do local, que veem as mortes como parte de um ritual para abrir um portal para outro mundo. DEPOIS DA FESTA | APPLE TV+ A melhor série de comédia da semana é um mistério de assassinato numa festa, que se desenrola em oito episódios, cada um filmado num estilo diferente para combinar com a perspectiva do narrador suspeito. Divertida e inteligente ao mesmo tempo, a trama criada por Christopher Miller (“Anjos da Lei”) traz Tiffany Hadish (“Viagem das Garotas”) como a detetive policial que tenta descobrir quem matou o anfitrião da festa (Dave Franco, de “Artista do Desastre”), uma celebridade que organiza uma reunião com antigos colegas de escola. O ótimo elenco ainda destaca Ben Schwartz (“Parks and Recreation”), Ilana Glazer (“Broad City”), Ike Barinholtz (“Projeto Mindy”), Sam Richardson (“Ted Lasso”), Zoe Chao (“Love Life”) e John Early (“Search Party”). A VIZINHA DA MULHER NA JANELA | NETFLIX O suspense cômico na linha de “Janela Indiscreta” traz Kristen Bell (“The Good Place”) como testemunha não confiável de um assassinato numa casa da vizinhança. Sua personagem é a desolada Anna, para quem todos os dias são iguais após partir o coração. Ela se senta com seu vinho, olhando pela janela, vendo a vida passar sem ela. Mas quando um belo vizinho se muda para o outro lado da rua, Anna começa a ver uma luz no fim do túnel. Ao menos até esta luz iluminar um assassinato horrível… O problema é que, aparentemente, ninguém morreu e seu médico indica que misturar antidepressivos com álcool pode causar alucinações. Criada por Rachel Ramras, Hugh Davidson e Larry Dorf (criadores da sitcom “Nobodies”), a minissérie é uma produção da Gloria Sanchez, empresa do comediante Will Ferrell. THE SINNER | NETFLIX A 4ª e última investigação do detetive Harry Ambrose (Bill Pullman) começa quando ele vê uma mulher caminhando em direção a um penhasco perto do oceano antes de desaparecer. Após seu testemunho, autoridades vasculham as águas ao redor, mas não encontram sinais de um corpo. Com a família negando que ela possa ter se matado, Ambrose passa a questionar tudo, inclusive a possibilidade da jovem ter se escondido, com medo de uma ameaça real a sua vida, mantida em segredo pela família. Além de Pullman, a continuação também traz de volta Jessica Hecht como Sonya, a parceira do detetive, e a mesma equipe de bastidores comandada pelo criador-showrunner Derek Simonds, incluindo a atriz Jessica Biel, que estrelou a 1ª temporada e é produtora executiva da atração. EXPRESSO DO AMANHÃ | NETFLIX Comandada por Graeme Mason (co-criador de “Orphan Black”) e baseada no longa-metragem sul-coreano de Bong Joon-ho (grande vencedor do Oscar 2020 com seu trabalho mais recente, “Parasita”), a trama se passa a bordo de um trem de quase mil vagões que carrega os últimos sobreviventes da humanidade, depois que um desastre climático criou uma nova era do gelo. A 3ª temporada, porém, revela a existência de vida fora dos trilhos, representada pela misteriosa nova personagem vivida por Archie Panjabi (“Blindspot”). Com um episódio inédito por semana, a trama vai explorar o impacto desse encontro e a tentativa de Layton (Daveed Diggs) de encontrar o Novo Éden, um local não afetado pelo apocalipse congelante que pode salvar o que resta da humanidade. NAOMI | HBO MAX Produzida e com piloto dirigido pela cineasta Ava Duvernay (“Selma”, “Olhos que Condenam”), “Naomi” destaca a jovem atriz Kaci Walfall (“Army Wives”), de 16 anos, como uma jovem apaixonada por super-heróis, que leva um choque quando começa a manifestar superpoderes durante uma aparição inesperada de Superman, personagem que todos sabem que só existe nos quadrinhos. Seu mundo é abalado de vez quando ela descobre outros superpoderosos em sua cidadezinha, um deles vindo do planeta Thanagar, que não só jura que Superman existe como é seu amigo. Entretanto, se existem super-heróis, também há supervilões. A série foi desenvolvida pela roteirista-produtora Jill Blankenship (de “Arrow”). HIT MONKEY | STAR+ A nova série animada da Marvel gira em torno de um macaco que vira assassino profissional, após o fantasma de um matador passar a treiná-lo. A adaptação dos quadrinhos é escrita pela dupla Josh Gordon e Will Speck (“A Última Ressaca do Ano”) e destaca em seu elenco de dubladores o ator Jason Sudeikis (de “Ted Lasso”) como Bryce, o mentor do “assassímio”, que continua a orientá-lo mesmo após a morte para se vingar de quem o matou. A atração é a segunda série animada adulta da Marvel, seguindo o lançamento de “M.O.D.O.K.”, que também está disponível na Star+. Seu bom elenco de vozes originais ainda inclui Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”) e George Takei (“Star Trek”). THE LEGEND OF VOX MACHINA | AMAZON PRIME VIDEO Também voltada para o público adulto, a série animada segue um bando de desajustados que gostam de beber e brigar, e acabam tendo a missão de salvar o reino de Exandria de forças mágicas sombrias. Chamado de Vox Machina, o bando foi criado na vida real por jogadores de RPG em 2015 para uma websérie de cosplay de “Dungeons & Dragons” chamada “Critical Role”. Os dubladores, por sinal, são os mesmos jogadores que conceberam os personagens, os fundadores e membros da “Critical Role”: Laura Bailey, Taliesin Jaffe, Ashley Johnson, Liam O’Brien, Matthew Mercer, Marisha Ray, Sam Riegel e Travis Willingham.
CEO da Apple enaltece estratégia de streaming em balanço de lucros
O CEO da Apple, Tim Cook, fez raríssimos comentários sobre o conteúdo da Apple TV+ durante o balanço trimestral dos lucros do gigante tecnológico, observando com orgulho que a programação de streaming da empresa já soma quase 200 prêmios e 900 indicações no total. Ele citou nominalmente os impactos de “Ted Lasso”, “A Tragédia de Macbeth”, “No Ritmo do Coração” (CODA), “O Canto do Cisne” e as vindouras séries “Depois da Festa” (The Afterparty) e “Ruptura” (Severance). “Cada um deles é um tremendo crédito para todos os contadores de histórias, na frente e atrás da câmera”, disse ele a analistas de Wall Street durante a videoconferência que apresentou os últimos ganhos bilionários da Apple. Até recentemente, a plataforma lançada em novembro de 2019 era um ponto raramente mencionado no balanço corporativo da Apple, conglomerado que tem mais de US$ 366 bilhões em receita anual. Só no quarto trimestre de 2021 a empresa atingiu um recorde de US$ 124 bilhões, com vendas de equipamentos – em especial o iPhone 13 – que geraram lucros de US$ 34,6 bilhões contra US$ 28,7 bilhões no mesmo trimestre do ano anterior, de acordo com o relatório de resultados da empresa. Pela primeira vez, porém, Cook resolveu incluir na celebração a estratégia de streaming da companhia. “Queríamos dar aos contadores de histórias um lugar para contar histórias originais e me sinto muito bem sobre onde estamos hoje e a posição estratégica do nosso produto.” “Não tomamos decisões puramente financeiras sobre o conteúdo. Tentamos encontrar ótimos conteúdos que tenham uma razão de ser, e adoramos programas como ‘Ted Lasso’ e vários outros que têm uma razão de existir e têm uma boa mensagem, e fazem as pessoas se sentirem bem no final. Mas não vejo que tenhamos estreitado nosso universo. Há muito o que escolher por aí e acho que estamos fazendo um bom trabalho.” A Apple não divulga as estatísticas da Apple TV+, e não foi desta vez que Tim Cook quebrou a regra. Gigante no mercado de tecnologia, a Apple começou como uma anã no segmento de streaming. Sem catálogo de séries e filmes antigos, a plataforma acabou se impondo por sua programação original. Os responsáveis pelo conteúdo premiado são Jamie Erlicht e Zack Van Amburg, ex-presidentes da Sony Pictures Television, que assumiram o comando do projeto de desenvolvimento da Apple TV+ em 2019 e superaram expectativas. A dupla já tinha sido responsável pelo lançamento de diversos sucessos como copresidentes da divisão de produção televisiva da Sony, incluindo “Breaking Bad”, “Better Call Saul”, “The Blacklist”, “Community”, “Hannibal”, “The Goldbergs” e “The Crown”. No ano passado, a empresa também contratou Jesse Henderson, ex-executiva da Warner Bros., para assumir a crescente divisão cinematográfica da plataforma.
Apple fará série do “Monstroverso” de Godzilla e King Kong
A Apple TV+ vai produzir uma série live-action do Monstroverso, universo cinematográfico dos monstros gigantes do estúdio Legendary, que inclui personagens icônicos como Godzilla e King Kong. Ainda sem título, a produção será uma co-produção da Toho, detentora dos direitos autorais de vários kaiju (os monstros gigantes japoneses), como o próprio Godzilla, além de Mothra, Ghidorah e Mechagodzilla, vistos nos filmes recentes da Legendary. A série acompanhará uma família que viaja em busca dos segredos há muito perdidos da misteriosa organização Monarch, presente nos filmes do Monsterverse. Criada por Chris Black (“Outcast”) e Matt Fraction (“Gavião Arqueiro”), a nova série ainda não tem previsão de estreia.
As 10 melhores séries lançadas na semana
De super-heróis a mafiosos, passando por seres humanos com problemas reais, a programação de séries está repleta de personagens envolventes. Gente do bem e gente absolutamente do mal, que garantem as maratonas do fim de semana. Confira abaixo 10 destaques entre os novos lançamentos de séries das plataformas de streaming. AS WE SEE IT | AMAZON PRIME VIDEO A nova série da Amazon é a melhor surpresa da semana. A trama gira em torno de três amigos autistas que decidem morar juntos, apesar de cada um deles manifestar uma forma de autismo diferente. Jack (Rick Glassman) é um programador de computação brilhante cuja capacidade de manter um emprego é prejudicada por sua completa falta de filtros. Violet (Sue Ann Pien) trabalha num Arby’s e quer tanto um namorado que se tornou vítima de todas as colunas de conselhos de amor já escritas. O menos independente do trio, Harrison (Albert Rutecki), sofre de agorafobia e não entende porque é inapropriado ser amigo do adolescente do apartamento de cima. Suas vidas são facilitadas por Mandy (Sosie Bacon), uma assistente social com notas baixas que impediram seu sonho de virar médica, e que muitas vezes parece ter mais problemas que eles. Adaptação da série israelense “On the Spectrum”, “As We See It” é a primeira produção americana sobre autismo interpretada por atores que se enquadram na condição. E o resultado é extremamente genuíno, capaz de fazer rir e comover, sem cair nos clichês que séries sobre “autistas” normalmente caem. Mais um acerto do produtor Jason Katims, responsáveis por clássicos emocionais como “Friday Night Lights” e “Parenthood”. GOMORRA | HBO MAX A HBO Max soltou de surpresa quatro das cinco temporadas da série italiana que redefiniu as produções mafiosas para TV. Porrada do começo ao fim, os episódios mostram o âmago apodrecido da Camorra, uma feroz organização criminosa napolitana liderada por Pietro Savastano. A história é contada através dos olhos do braço direito de Don Pietro, Ciro Di Marzio, cuja fé na “famiglia” é testada quando ele percebe até onde o chefão está disposto a ir para se manter poderoso. Desenvolvida por Roberto Saviano, autor do livro homônimo e de sua adaptação cinematográfica – o filme “Gamorra” (2008) – , a produção foi eleita a Melhor Série do Mundo durante seu lançamento no Festival de TV de Monte-Carlo. Exibida de 2014 a 2021, a trama rendeu um spin-off, o filme “O Imortal” (2019), que é sequência da 4ª temporada e também está disponível na plataforma. OZARK | NETFLIX O começo do fim, também conhecido como Parte 1 da 4ª e última temporada da série em que todos são maus caráteres, estabelece um clima de guerra iminente pelo controle do dinheiro do tráfico de drogas local. Criada por Bill Dubuque (roteirista de “O Contador”) e Mark Williams (diretor de “Um Homem de Família”), “Ozark” acompanha a família formada pelo contador Marty (Jason Bateman, de “Arrested Development”), sua mulher (Laura Linney, de “Sully: O Herói do Rio Hudson”) e seus filhos, que se mudam para a região remota do título, no interior dos Estados Unidos, após Marty se endividar com um cartel do narcotráfico mexicano. Lá, eles constroem seu próprio império criminal. A reviravolta do final coloca a ex-aprendiz local de Marty, vivida por Julia Garner (“The Americans”), recrutando o filho dele (Skylar Gaertner, o jovem Matt Murdock de “O Demolidor”) para suas atividades criminosas. As apostas são altas e o clima extremamente tenso deixa claro que ninguém está a salvo. SERVANT | APPLE TV+ A 3ª temporada do terror produzido e dirigido pelo cineasta M. Night Shyamalan (“Tempo”) gira em torno de uma babá (Nell Tiger Free, de “Game of Thrones”), originalmente contratada para cuidar de uma criança recém-nascida. O detalhe é que o bebê morreu no parto e a família o substituiu por um boneco. Mas quando a babá some com o boneco, o arranjo conduz ao caos. Desde então, a história passou por uma reviravolta atrás da outra, inclusive com a chegada de um bebê de verdade e a descoberta de que a babá não era necessariamente a vilã da história. O elenco também destaca Toby Kebbell (o Messala de “Ben-Hur”) e Lauren Ambrose (“A Sete Palmos”, “Arquivo X”) como os pais e Rupert Grint (o Ron Weasley de “Harry Potter”) como o tio (irmão da personagem de Ambrose) do bebê. RIVERDALE | NETFLIX Os episódios da 5ª temporada mostram a formatura escolar dos personagens e registram um salto temporal, reencontrando Archie, Betty, Veronica, Jughead e companhia como adultos, lutando para salvar sua cidade de uma crise financeira causada por Hiram Lodge com objetivos escusos. Os episódios também marcaram a despedida de Mark Consuelos, intérprete do vilão, do elenco da produção. SUPERMAN & LOIS | HBO MAX A 2ª temporada começa com Superman (Tyler Hoechlin) dividido entre crises mundiais e problemas domésticos, que envolvem discussões com sua esposa (Elizabeth Tulloch) e os filhos adolescentes, Jonathan (Jordan Elass) e Jordan Kent (Alexander Garfin), sem saber que está prestes a enfrentar seu maior desafio: Apocalipse. O monstro indestrutível de outro mundo foi quem famosamente “matou” Superman nos quadrinhos. Criada por Todd Helbing (produtor executivo de “The Flash”) e pelo arquiteto do Arrowverso, Greg Berlanti, a série chega ao streaming em episódios semanais. FAMÍLIA SEM RUMO | HBO MAX A divertida comédia criada e estrelada por Jason Jones (“The Flight Attendant”) desembarca completa em streaming. São quatro temporadas com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. Exibida entre 2016 e 2019 no canal pago TBS, a trama traz Jones como um pai que resolve levar sua família numa viagem pelos EUA, mas circunstâncias malucas e imprevistas fazem com que eles precisem fugir do FBI. O ótimo elenco também traz Natalie Zea (“La Brea”), Ashley Gerasimovich (“Precisamos Falar sobre o Kevin”), Liam Carroll (“Angie Tribeca”), Daniella Pineda (“Cowboy Bebop”), Laura Benanti (“Gossip Girl”), Max Casella (“Maravilhosa Sra. Maisel”), Mamoudou Athie (“Arquivo 81”) e o veterano James Cromwell (“O Artista”). TEMPORADA DE VERÃO | NETFLIX A primeira série teen brasileira da Netflix é uma espécie de “Malhação” de verão. A trama se passa num hotel de praia durante a alta temporada, onde um elenco bonito em roupas de banho lida com paixões, novas experiências e lições de crescimento pessoal, sempre de forma leve e “ensolarada”. Com direção de Isabel Valiante (“Onisciente”) e Caroline Fioratti (“Meus 15 Anos”), a atração é estrelada por Giovanna Lancellotti, Gabz (ambas de “Tudo por um Pop Star”), Jorge López (o Valério de “Elite”) e André Luiz Frambach (“Modo Avião”). EXPRESS | STARZPLAY A criação do espanhol Iván Escobar, responsável pelo sucesso “Vis a Vis”, gira em torno de uma equipe especializada em resolver casos de sequestros-relâmpago. Após ser vítima desta modalidade de crime, a psicóloga criminal Bárbara e sua família tentam resolver novos casos toda a semana. Maggie Civantos, que estrelou “Vis a Vis” e “As Telefonistas”, tem o papel principal. A ROCHA ENCANTADA: DE VOLTA À CAVERNA | APPLE TV+ A atração resgata uma série clássica infantil, criada nos anos 1980 por Jim Henson, que também concebeu os bonecos de “Vila Sésamo” e “Os Muppets”. Para quem não lembra, “Fraggle Rock: A Rocha Encantada” trazia fantoches de diferentes “raças” numa alegoria ao mundo humano, onde cada grupo interagia sem saber como era interconectado e importante um para outro. As criaturas chamadas Fraggles estavam sempre em competição com outros “seres”, como os cavernosos Doozers e os gigantes Gorgs. A nova versão é produzida por Ritamarie Peruggi (“Yo Gabba Gabba!”) em parceria com a The Jim Henson Company, e conta com John Tartaglia (a voz de Enio/Ernie em “Vila Sésamo”) como roteirista, produtor, dublador e titereiro do protagonista Gobo Fraggle, além de trazer dois artistas originais, Dave Goelz e Karen Prell, de volta aos papéis de Boober e Red Fraggle.
“Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos” vai virar série
O diretor espanhol Pedro Almodóvar fará a primeira série de sua carreira. Ele está produzindo a adaptação em capítulos de sua premiada comédia “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos” (1988), primeiro de seus filmes indicado ao Oscar. O projeto está sendo desenvolvido para a plataforma Apple TV+ e contará com a atriz Gina Rodriguez (“Jane the Virgin”) como uma das protagonistas. Ela deve interpretar Pepa, personagem que originalmente foi vivida por Carmen Maura. Produzida pela empresa El Deseo, de Almodóvar, a série, que deve misturar inglês e espanhol, será comandada pela roteirista e showrunner Noelle Valdivia (“Masters of Sex”). O comediante mexicano Eugenio Derbez (“Não Aceitamos Devoluções”) também é listado entre os produtores do projeto, que terá financiamento da Lionsgate TV. Vale lembrar que o roteiro de Almodóvar, premiado no Festival de Veneza, já tinha sido transformado num musical da Broadway em 2010. Lembre abaixo do trailer do filme original, vencedor do Goya (o Oscar espanhol) e responsável pela virada da carreira de Almodóvar, transformando o até então cineasta cult em fenômeno comercial.
Filmes premiados e blockbusters chegam ao streaming
A programação de streaming da semana está bastante variada, com lançamentos premiados nas plataformas de assinatura e blockbusters nas locadoras digitais. Além disso, é possível acompanhar de graça o MyFrenchFilmFestival, com títulos inéditos do cinema francês atual, na Filmicca. Confira abaixo 10 sugestões, entre as muitas opções disponibilizadas nesta semana, para aproveitar o melhor do cinema em casa. A TRAGÉDIA DE MACBETH | APPLE TV+ O drama que junta pela primeira vez os vencedores do Oscar Denzel Washington (“Um Limite entre Nós”) e Frances McDormand (“Nomadland”) é uma adaptação da conhecida peça de William Shakespeare sobre o homem que seria rei e sua esposa maquiavélica, que transformam suas ambições num banho de sangue. Filmado em preto e branco e numa estética minimalista, com poucos detalhes cenográficos, a obra valoriza o desempenho dos atores, resgatando as origens teatrais do texto, na contramão de adaptações recentes que buscaram expandir os aspectos épicos da tragédia medieval. Elogiadíssimo pela crítica, com 93% de aprovação no Rotten Tomatoes e vencedor de 11 prêmios, o filme também marca o primeiro trabalho solo de direção de Joel Coen, após romper a famosa parceria com seu irmão Ethan, com quem dividiu dois Oscars – por “Fargo” (1995) e “Onde os Fracos Não Tem Vez” (2007). PIG – A VINGANÇA | TELECINE O grande destaque deste drama indie é o desempenho de Nicolas Cage. O ator não recebia críticas tão elogiosas desde que venceu o Oscar por “Despedida em Las Vegas” (1995). Isto ajudou “Pig” a atingir 97% de aprovação no Rotten Tomatoes, vencer 17 prêmios e estar disputando vários outros na temporada. Na trama, Cage interpreta um premiado chefe de cozinha que após uma tragédia pessoal abandona tudo para viver na floresta com um porco de estimação. Até que o porco some e ele parte em busca dos sequestradores, retomando seus contatos no submundo violento da alta cozinha para enfrentar os que cobiçam a habilidade do porco de encontrar trufas. FOGO CRUZADO | VOD* Gerard Butler (“Destruição Final: O Último Refúgio”) é um assassino profissional contratado para matar um vigarista interpretado por Frank Grillo (“Uma Noite de Crime: Anarquia”). Só que o pilantra arranja um jeito de ser preso numa delegacia interiorana, cheia de policiais, achando que isso vai salvá-lo. Sua alegria dura apenas até perceber que o matador foi parar na cela ao lado. A trama ainda sofre outra reviravolta quanto um segundo assassino chega no local, disposto a completar o trabalho, independente de quem tenha que eliminar para acertar seu alvo. Thriller de ação muito acima da média, “Fogo Cruzado” tem roteiro e direção de um especialista do gênero: Joe Carnahan, que já tinha trabalho com Grillo no tenso “A Perseguição” (2011). Apesar de ter pulado os cinemas no Brasil, seu humor ácido fez com que tivesse 82% de aprovação no Rotten Tomatoes – acima dos blockbusters abaixo. ETERNOS | DISNEY+ O filme que quebrou o encantamento da crítica com a Marvel, atingindo apenas 47% de aprovação no Rotten Tomatoes – pior nota de uma produção do MCU – chega com cenas inéditas ao streaming. Isto significa que está mais longo e cansativo. Acostumada a lançar qualquer coisa com sucesso, a Marvel arriscou alto com uma adaptação de personagens que quase ninguém conhecia – os quadrinhos originais estão entre os trabalhos mais obscuros de Jack Kirby. Se deu certo com “Guardiões da Galáxia” foi porque James Gunn avacalhou os personagens, criando uma comédia divertida. Mas “Eternos” fez o oposto, resultando na obra mais genérica da Marvel, plasticamente bonita, mas tão séria que se tornou sem graça. A percepção é inversamente proporcional à expectativa gerada pela direção de Chloé Zhao, que meses antes da estreia de “Eternos” tinha vencido o Oscar de Melhor Filme e Direção por “Nomadland”. No novo trabalho, ela tenta adequar seu estilo contemplativo, marcado por imagens da natureza, ao padrão da Marvel, e em vez de elevar a qualidade dos filmes de super-heróis diminuiu a sua marca autoral. GHOSTBUSTERS – MAIS ALÉM | NOW, VOD* O novo “Ghostbusters” é divertido e bem melhor que a versão feminina que fracassou nas bilheterias em 2016. Também é um exemplo perfeito da atual moda de Hollywood, que tem recomeçado franquias alegando que se trata de uma continuação, só que com elenco totalmente diferente. O nome disso em inglês é “reboot sequel”. Aqui, se chama recauchutagem. Dirigida por Jason Reitman (“Juno”, “Tully”), filho do diretor dos dois primeiros “Caça-Fantasmas”, a comédia tem muitas referências, repetições de frases, recriações de cenas e até participação do elenco original dos anos 1980. Mas os protagonistas são outros. A trama começa quando Carrie Coon (“The Leftovers”) se muda para a antiga casa herdada do pai, de quem ela pouco falou para os filhos, vividos por Mckenna Grace (“Annabelle 3: De Volta para Casa”) e Finn Wolfhard (“Stranger Things”). Mas logo fica claro que as crianças são netas do Dr. Egon Spengler (o Caça-Fantasmas interpretado pelo falecido Harold Ramis). Paralelamente, estranhos fenômenos começam a acontecer na região, que inspiram os garotos a virarem Caça-Fantasmas mirins com a ajuda de um professor de sua escola (Paul Rudd, o “Homem-Formiga”). HOTEL TRANSILVÂNIA: TRANSFORMONSTRÃO | AMAZON PRIME VIDEO Após três filmes de sucesso monstruoso para a Sony, que arrecadaram mais de US$ 1,3 bilhão nos cinemas desde 2012, o quarto chega direto no streaming da Amazon, num negócio feito antes do início da vacinação das crianças. Mas esta não é a única diferença em relação às outras produções. “Hotel Transilvânia: Transformonstrão” não conta com o dublador principal dos longas anteriores. Responsável por dar voz a Drácula, Adam Sandler ficou de fora do novo lançamento. Em seu lugar, entrou Brian Hull (“Pup Star: Feliz Natal”), que já tinha sido a voz de Drácula no curta “Pets Monstruosos”, disponibilizado em abril na internet. E ninguém explicou qual foi o motivo da troca. A nova confusão começa quando Jonathan (voz original de Adam Samberg), o genro humano de Drácula, resolve virar um monstro para ser aceito na família da esposa (Selena Gomes). O problema é que sua transformação vem com efeito colateral: ele faz com que todos os monstros ao seu redor virem humanos, revirando a premissa da franquia do avesso. Para retomarem suas identidades originais, eles devem viajar até a Amazônia em busca de uma cura mágica. HALLOWEEN KILLS | NOW, VOD* Sequência do revival de 2018, “Halloween Kills” junta três gerações de mulheres da família de Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) e outros sobreviventes antigos da franquia, iniciada em 1978, para enfrentar pela (pen)última uma vez o psicopata Michael Myers. Os fãs já sabem que este não é o fim da história, que será concluída no próximo filme – até parece… – , o que ajuda a explicar o desânimo da crítica internacional com a produção – teve apenas 40% de aprovação no Rotten Tomatoes, o que o torna a opção mais fraca desta lista. O ASSASSINO DE CLOVEHITCH | NETFLIX Conhecido da série “American Horror Story”, Dylan McDermott tem sua performance mais arrepiante como o serial killer deste suspense inspirado numa história real. Na trama, ele vive um paizão de família adorado pelo filho, até que o rapaz, instigado pela namorada, começa a juntar pistas que o fazem desconfiar do pior. A história se encaminha para um confronto, alimentando a dúvida sobre qual instinto prevalecerá, o paternal ou o assassino. A trama é baseada nos crimes reais de Dennis Rader, o Assassino BTK, assim batizado por conta de seu modus operandi (“blind, torture, kill”: vendar, torturar e matar). Vencedor de um festival de terror americano (Knoxville), o filme tem direção de Duncan Skiles (“Stories from the Felt”) e destaca no elenco o jovem Charlie Plummer (“Quem É Você, Alasca?”), Samantha Mathis (“Billions”) e Madisen Beaty (“Era uma Vez… em Hollywood”). AS FOTOS VAZADAS | NETFLIX Este suspense dramático indonésio gira em torno de uma garota esforçada e responsável, que tem a vida virada do avesso quando fotos escandalosas de uma festa aparecem online. Assustada e sem lembrança de ter feito o que as fotos mostravam, ela perde sua bolsa de estudo e cai em desgraça. Mas não se conforma e resolve descobrir o que realmente aconteceu, quem vazou as fotos e com qual intenção. O interessante filme de estreia do diretor Wregas Bhanuteja venceu 12 prêmios em seu país antes de ganhar lançamento internacional na Netflix. THE HOUSE | NETFLIX Uma antologia de animação em stop-motion com três histórias diferentes passadas na mesma casa, sempre com clima sinistro, envolvendo três famílias: uma humana e as demais de ratos e gatos antropomórficos. Apesar dos bichos falantes, a produção do estúdio britânico Nexus visa o público adulto, que deve se encantar até com seus aspectos mais asquerosos – quem tem fobia de baratas, porém, deve passar longe. A premissa foi desenvolvida por Enda Walsh (roteirista do filme “Fome”, de Steve McQueen), a direção ficou a cargo de curta-metragistas europeus em ascensão e o elenco de vozes inclui vários astros famosos, como Helena Bonham Carter (“Harry Potter”), Matthew Goode (“Descoberta das Bruxas”), Miranda Richardson (“Belas Maldições”), Mia Goth (“Suspiria”), Susan Wokoma (“Enola Holmes”) e até o cantor Jarvis Cocker (da banda Pulp). * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados nas plataformas Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft Store, NOW, Vivo Play e YouTube, entre outras.
“Dickinson” ganha documentário de despedida. Confira na íntegra
A Apple TV+ produziu um documentário de encerramento de “Dickinson”. A série que imagina a juventude da poeta Emily Dickinson chegou ao fim em dezembro após três temporadas bem-sucedidas, com 92% de aprovação da crítica no site Rotten Tomatoes. Intitulado “From Dickinson, With Love”, o documentário de 23 minutos traz depoimentos de algumas dos principais responsáveis pelo êxito da série, como a protagonista (e produtora) Hailee Steinfeld (“Gavião Arqueiro”) e a criadora/roteirista Alena Smith (“The Affair”). O vídeo também apresenta imagens inéditas de bastidores e aprofunda aspectos específicos da produção, como os figurinos, as músicas e as gravações em meio à pandemia de covid-19. “Dickinson” não foi uma biografia fiel, optando por retratar a poeta como uma garota moderna, que diz gírias atuais e tem a mente de uma jovem do século 21, embora se vista como uma mulher de dois séculos atrás. Neste anacronismo, a produção evoca “Maria Antonieta”, filtrando o passado por um olhar cômico para explorar as restrições da sociedade, gênero e família na perspectiva de uma escritora iniciante que não se encaixa em seu próprio tempo. A produção é do cineasta David Gordon Green (“Halloween”) e o elenco também incluía Jane Krakowski (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), Toby Huss (“Halt and Catch Fire”), Anna Baryshnikov (filha do bailarino Mikhail Baryshnikov e vista em “Manchester à Beira-Mar”), Ella Hunt (“Anna e o Apocalipse”), Adrian Enscoe (“À Beira do Abismo”) e o rapper Wiz Khalifa. Disponibilizado tanto na Apple TV+ quando no YouTube, o documentário pode ser visto em sua íntegra logo abaixo. Confira.
Denzel Washington diz que streaming ampliou mercado para atores negros
O ator Denzel Washington acredita que a diversificação do mercado audiovisual, provocada pela concorrência dos serviços de streaming, gerou uma abertura maior a profissionais não-brancos na indústria do entretenimento dos EUA. Ele apontou as mudanças durante uma entrevista à revista Veja. “Sei que estou em uma posição muito diferente e privilegiada, mas vejo que o streaming aumentou as oportunidades para os negros”, ele comentou. Washington atualmente estrela “A Tragédia de Macbeth”, adaptação da peça clássica de William Shakespeare, que estreia na sexta (14/1) na plataforma Apple TV+. O filme foi, segundo o ator, uma excelente oportunidade para trabalhar com “grandes artistas”: o diretor Joel Coen e a estrela Frances McDormand num texto do icônico autor britânico. “Joel me deixou muito à vontade”, contou ele. “Ele me avisou que criaria um cenário sem muita mobília ou ostentação típica de palácios. O cenário minimalista ajudou a expor esses personagens. Eles não tinham onde se esconder”. Vale lembrar que esta não é a primeira vez que Macbeth é interpretado por um ator negro. Em 1936, Orson Welles montou no teatro uma versão da peça, “Voodoo Macbeth”, que trazia apenas atores negros – em todos os papéis. Em Hollywood, porém, Washington é o primeiro a assumir o papel. Veja o trailer da versão dublada em português logo abaixo.
Suspicion: Minissérie de suspense ganha trailer com Uma Thurman
A Apple TV+ divulgou os pôsteres e o trailer da minissérie “Suspicion”, estrelada por Uma Thurman (“Kill Bill”) e grande elenco. A trama gira em torno do rapto do filho da personagem de Thurman, que interpreta a CEO de um importante conglomerado. A polícia de Nova York identifica cinco suspeitos, todos britânicos, que são detidos e interrogados, e logo percebem ter sido envolvidos numa grande conspiração, embarcando numa corrida contra o tempo para provar suas inocências. Os suspeitos são interpretados por Elizabeth Henstridge (“Agents of SHIELD”), Kunal Nayyar (“The Big Bang Theory”), Georgina Campbell (“Krypton”), Tom Rhys Harries (“White Lines”) e Elyes Gabel (“Scorpion”), e o elenco ainda inclui Noah Emmerich (“The Americans”), Angel Coulby (“As Aventuras de Merlin”) e Gerran Howell (“Catch-22”). Criação do roteirista Rob Williams (“Chaising Shadows”), “Suspicion” tem duração de oito episódios e estreia marcada para 4 de fevereiro.
Rooney Mara viverá Audrey Hepburn em filme biográfico
A atriz Rooney Mara (“Carol”) vai estrelar o filme biográfico de uma das maiores estrelas da história do cinema, a icônica Audrey Hepburn. A produção está sendo desenvolvida para a Apple TV+ pelo cineasta Luca Guadagnino (“Me Chame Pelo Seu Nome”). O filme conta com roteiro de Michael Mitnick (“O Doador de Memórias”), mas ainda não tem título definido nem maiores detalhes revelados. Isto é, não se sabe se terá abrangência geral ou se focará uma parte específica da vida da estrela, por exemplo. Audrey Hepburn teve uma das carreiras mais impressionantes de Hollywood. Nascida na Bélgica, ela se destacou como modelo na Europa antes de virar sensação no cinema, vencendo o Oscar em seu primeiro papel de protagonista, em “A Princesa e o Plebeu” (1953). Ela foi indicada mais quatro vezes ao troféu da Academia e acabou recebendo um prêmio especial por seu trabalho beneficente, entregue postumamente. Belíssima, marcou época por ditar moda, sendo a principal responsável pela popularização do visual “pretinho básico”, a roupa preta que fica bem sempre. Modelo favorita de Givenchy, sua elegância e vestidos de alta-costura tiveram impacto enorme na forma como as estrelas de cinema passaram a se relacionar com o mundo da moda, transformando o tapete vermelho das premières em passarelas de grifes. Mas nem todo o glamour do mundo lhe deu fama de frívola. Ao contrário. Adorava papéis que a tirassem da zona de conforto. Muitos esquecem que a protagonista de “Bonequinha de Luxo” era uma prostituta. E que ela foi pioneira ao abordar a intolerância contra homossexuais na tela, ao estrelar “Infâmia” (1961), como uma professora acusada de ter um relacionamento lésbico com a colega vivida por Shirley MacLaine. A partir dos anos 1970, Hepburn passou a se dividir entre o cinema e seu trabalho com a Unicef, onde também foi pioneira ao usar sua imagem de estrela em prol de uma causa humanitária, promovendo um fundo monetário que ajudava crianças em situação de extrema pobreza na África e na América Latina. Ela também foi um das poucas estrelas a vencer os quatro prêmios principais da indústria do entretenimento dos EUA: Oscar (cinema), Emmy (TV), Tony (teatro) e Grammy (música). O último filme da atriz foi “Além da Eternidade”, lançado em 1989, onde foi dirigida por Steven Spielberg. Hepburn morreu em 1993, aos 63 anos, após uma breve batalha contra o câncer.
“This Is Us”, “Euphoria” e “Rebelde” são principais estreias de séries da semana
A semana marca o começo do fim para “This Is Us” e destaca duas séries adolescentes. Ironicamente, uma é para adultos por conter temas que a outra nem sonha em abordar. “Euphoria” retorna após longo hiato – e dois especiais – no domingo (9/1), enquanto o reboot de “Rebelde” rende assunto pela nostalgia despertada desde seu lançamento na quarta (5/1). A programação também traz boas produções de comédia, com ênfase para a divertida atração musical “Girls5eva” que chega com 1ª temporada completa para maratonar em streaming. Confira abaixo a lista das 10 melhores estreias de séries desta semana. EUPHORIA | HBO Max Um dos retornos mais aguardados de 2022, “Euphoria” estreia sua 2ª temporada no domingo (9/1) após consagrar Zendaya com o Emmy em 2020. A pandemia estendeu muito a espera entre os episódios – mesmo com o lançamento de dois especiais intermediários – , mas os fãs não devem perder tempo para se reconectar com os momentos dramáticos, divertidos, caóticos e tensos do grupo de jovens da trama, enquanto eles tentam se encontrar em meio a um mundo repleto de drogas, sexo e violência. Para a 2ª temporada, a produção adicionou três novidades no elenco: Minka Kelly, intérprete da super-heroína Columba (Dove) na série “Titãs”, que viverá uma dona de casa suburbana, cínica e viciada; o cantor Dominic Fike, do hit “3 Nights”, que vai estrear como ator no papel de um novo amigo de Rue e Jules; e Demetrius “Lil Meech” Flemory Jr., que viveu o próprio pai, o gângster Demetrius “Big Meech” Flemory, na série biográfica “BMF” (Black Mafia Family) e agora será um novo interesse romântico de Maddy (Alexa Demie). REBELDE | Netflix O universo da novela mexicana homônima de 2004 é atualizado por uma trama típica de mistério teen, à moda de “Pretty Little Liars”, e competições musicais que viraram moda depois de “Glee”. Na continuação, novos estudantes da escola Elite Way viram “pop stars de dia e justiceiros na noite”, enquanto disputam um concurso musical do colégio com sua banda e tentam descobrir quem está por trás de trotes violentos e atentados na escola. O elenco destaca a brasileira Giovanna Grigio (“As Five”), o argentino Franco Masini (“Riviera”), o colombiano Jeronimo Cantillo (“Verdade Oculta”) e diversos astros jovens mexicanos, como o cantor Sergio Mayer Mori, Azul Guaita (“Sobe na Minha Moto”), Alejandro Puente (“El Club”) e as estreantes Andrea Chaparro e Lizeth Selene – que, além de atuar, também cantam músicas originais e releituras de “clássicos” do grupo RBD. THIS IS US | Star+ A última grande série dramática americana começa a se despedir, prometendo algumas das cenas mais tristes de sua trajetória. O criador Dan Fogelman até admitiu ter chorado ao escrever os episódios que mostrarão o destino da família Pearson. Além de mortes, o drama também vai explorar outros tipos de perdas, como a memória da personagem de Mandy Moore, mãe dos protagonistas, diagnosticada com Alzheimer, ao mesmo tempo em que a série exibe os últimos momentos que ela gostaria de lembrar para sempre. Mantenha lencinhos por perto durante a exibição. GIRLS5EVA | Globoplay Desenvolvida por Tina Fey e Meredith Scardino (parceiras de “Unbreakable Kimmy Schmidt”), a comédia musical gira em torno da turnê da volta de um grupo pop feminino que fez sucesso nos anos 1990. Após seu maior hit ser sampleado por um jovem rapper, o Girls5eva – uma criação inspirada em Spice Girls, Pussycat Dolls e S Club 7 – se vê subitamente de volta à moda e suas integrantes decidem dar mais uma chance ao sonho do estrelato pop. Só que elas não são mais adolescentes – têm filhos, empregos, dívidas e algumas nem se parecem mais fisicamente com suas versões jovens. O elenco é encabeçado pela cantora Sara Bareilles (“Little Voice”), Renée Elise Goldsberry (“Altered Carbon”), Paula Pell (“A.P. Bio”) e Busy Philipps (“Cougar Town”), e a atração já foi renovada, após atingir 97% de aprovação no Rotten Tomatoes. BREEDERS | Star+ Os episódios da 2ª temporada chegam após a comédia do FX ter sido renovada para o terceiro ano. Criada e estrelada pelos atores Martin Freeman (“O Hobbit” e “Pantera Negra”) e Daisy Haggard (“Episodes”), a produção mostra o casal como pais imperfeitos, mas dedicados de duas crianças hiperativas. Lidando com recursos limitados – incluindo o tempo – , eles tentam dominar a arte de improvisar enquanto fingem saber o que estão fazendo. A premissa permite examinar os paradoxos da paternidade/maternidade, mostrando ser possível amar os filhos até os confins do Universo ao mesmo tempo em que se quer mandá-los para o mesmo lugar. MIRACLE WORKERS | HBO Max A série de antologia cômica, estrelada por Daniel Radcliffe e Steve Buscemi, conta uma história diferente a cada temporada e, após ser encenada no Céu e na Europa Medieval, leva seu elenco para o Velho Oeste em seu terceiro ano de produção. Criação de Simon Rich, ex-roteirista do humorístico “Saturday Night Live”, “Miracle Workers” já se encontra renovada para a 4ª temporada. THE RIGHTEOUS GEMSTONES | HBO Max Outra estreia de domingo (9/1), a 2ª temporada da série criada e estrelada por Danny McBride ameaça virar uma “Succession” evangélica. Os episódios trazem McBride (“Alien: Covenant”), John Goodman (“Kong: A Ilha da Caveira”) e Adam Devine (“Perda Total”) como três gerações de uma famosa família de televangelistas, que possui uma longa tradição de desvios, ganância e machismo. Na nova temporada, eles vão lutar pela sucessão do patriarca vivido por Goodman, enquanto os negócios da família crescem cada vez mais, explorando o clima criado pela pandemia de covid-19. MONTANHA DA MORTE: O INCIDENTE NA PASSAGEM DYATLOV | HBO Max A minissérie russa dos produtores da premiada “Cidade dos Mortos” (2019) tenta resolver um dos maiores mistérios da era soviética: a morte violenta e sem explicações de um grupo de estudantes durante uma expedição de esqui nos Montes Urais, na Rússia, em 1959. A trama acompanha um enviado da KGB (Pyotr Fyodorov, de “Sputnik”) na missão de resolver o caso impossível, que antes desta série de época já tinha virado até filme de terror – “O Mistério da Passagem da Morte” (2013), dirigido por Renny Harlin (“Risco Total”). THE A WORD | HBO Max A elogiada dramédia britânica de 2016 (89% de aprovação no Rotten Tomatoes) acompanha uma família disfuncional que se divide diante da constatação de autismo de uma criança. Enquanto os pais se recusam a aceitar, o avô (vivido por Christopher Eccleston, de “The Leftovers” e “Doctor Who”) e a irmã mais velha percebem que o problema do menino, que está sempre com fones no ouvido, não se restringe às dificuldades de comunicação. Apesar de inspirada na produção israelense “Yellow Peppers”, o roteirista Peter Bowker se baseou em suas próprias experiências pessoais como professor e com integrantes de sua família para desenvolver três temporadas da trama até 2020 – todas lançadas simultaneamente pela HBO Max. Apesar de completa, a série ainda vai ganhar um spin-off, atualmente em produção na BBC. A SURDA ABSURDA | Apple TV+ A animação é inspirada no livro homônimo de Cece Bell, best-seller infantil que venceu o prêmio literário Newbery, e acompanha uma menina que começa a perder a audição. O detalhe é que, graças a ajuda de aparelhos auditivos, ela ganha a capacidade de ouvir mais que os colegas de aula e passa a acreditar que tem superpoderes. Desenvolvida por Will McRobb (criador de “A Pequena Espiã”), a atração tem narração da própria escritora, além das vozes de Pamela Adlon (“Better Things”), Jane Lynch (“Glee”), Clancy Brown (“Billions”) e da estreante Lexi Finigan no papel-título.
Filmes: 10 lançamentos para assistir em streaming
A tradicional polêmica de Natal do Porta dos Fundos e o novo drama premiado do cineasta italiano Paolo Sorrentino, que venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional por “A Grande Beleza” (2013), são as principais estreias das plataformas de streaming. Confira abaixo quais são os demais filmes que completam o Top 10 dos serviços de assinatura nesta semana. PORTA DOS FUNDOS: TE PREGO LÁ FORA | Paramount+ Desta vez, o especial de Natal do Porta dos Fundos é uma animação. Mas a capacidade de gerar polêmica com evangélicos e bolsonaristas continua a mesma, ao apresentar os dilemas de Jesus (dublado por Rafael Portugal) durante a adolescência, como aluno novato na Escola Municipal Eva & Adão. Visando esconder que é o Messias e escapar do diretor pedófilo Herodes, o menino Jesus tenta deixar para trás o comportamento benevolente para ficar irreconhecível como um “bad boy”. Uma deputada baiana, que se define no Instagram como “serva de um Deus vivo”, já tomou a iniciativa de apresentar uma moção de repúdio na Assembleia Legislativa de seu estado contra o que ela define “como produto de péssima qualidade feito por quem apenas falhou na vida”. E a Associação Centro Dom Bosco, que já tinha tentado censurar um especial passado, entrou novamente com processo para tirar o desenho do ar. O roteiro é de Fabio Porchat, que também dubla Herodes. A MÃO DE DEUS | Netflix Vencedor do Leão de Prata e mais três troféus do Festival de Veneza, o filme mais pessoal de Paolo Sorrentino lembra sua juventude em Nápoles, quando Diego Maradona eletrizava a cidade como jogador do Napoli e fazia italianos torcerem pela seleção argentina. Foi durante a Copa do Mundo de 1986 que o craque marcou o gol que batiza o longa, usando a “mão de deus” (dele próprio, Maradona) para vencer a Inglaterra. Ao mesmo tempo, Maradona também salvou a vida de Sorrentino, sem nunca saber. O filme conta como isto aconteceu, numa história sobre destino e família, esportes e cinema, amor e perda. AS BOAS MANEIRAS | Reserva Imovision Um dos filmes brasileiros mais premiados dos últimos anos é uma história de terror, que começa com uma gravidez monstruosa e termina como uma fábula sobre a intolerância. Na trama, uma enfermeira da periferia de São Paulo (Isabél Zuaa, de “Joaquim”) é contratada por uma mulher rica, grávida e misteriosa (Marjorie Estiano, de “Sob Pressão”), para ajudar nos afazeres domésticos e, após o nascimento, ser babá de seu filho. As duas desenvolvem uma forte relação de amizade, mas a gravidez se revela um horror, especialmente nas noites de lua cheia, a ponto de transformar a mulher conforme chega a hora do parto. Mas esta é apenas metade da história, que acompanha em sua segunda parte o que acontece com o bebê quando ele se torna adolescente. O segundo terror realizado em parceria pelos diretores Juliana Rojas e Marco Dutra (de “Trabalhar Cansa”) foi o grande vencedor do Festival do Rio 2017, onde arrematou os troféus de Melhor Filme, Atriz Coadjuvante (Marjorie Estiano) e Fotografia (o português Rui Poças, de “Uma Mulher Fantástica”). Além disso, também venceu o Festival do Uruguai, o Prêmio Especial do Júri no Festival de Locarno, na Suiça, o Prêmio do Público no L’Etrange Festival, na França, e o Prêmio da Crítica no Festival de Sitges, na Espanha, entre muitas outras consagrações internacionais. AS LEIS DA FRONTEIRA | Netflix Uma das boas surpresas recentes da Netflix, este thriller espanhol passado nos anos 1970 gira em torno de um adolescente cansado de sofrer bullying, que faz amizade com um casal de assaltantes e acaba se envolvendo no crime e num perigoso triângulo amoroso. Com direção de Daniel Monzón (que há 12 anos assinou outro drama criminal intenso: “Cela 211”), o filme concorre a seis troféus no prêmio Goya (o Oscar espanhol) de 2022. O CANTO DO CISNE | Apple TV+ Sci-fi dramática estrelada por Mahershala Ali, que já venceu duas vezes o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (por “Moonlight” e “Green Book”), o filme gira em torno de um homem com doença terminal, que planeja criar um clone de si mesmo antes de morrer para cuidar de sua família. O elenco também inclui Glenn Close (“Era uma Vez um Sonho”) e Naomie Harris (repetindo a parceria de “Moonlight”). A 200 METROS | Netflix O título se refere à distância física entre um pai e sua família. O palestino Mustafa e a esposa vivem separados pelo muro que dividiu a Cisjordânia e Israel. Quando recebe uma ligação de que seu filho sofreu um acidente e está internado, ele tenta atravessar a fronteira, mas é impedido por soldados israelenses. Proibido de cruzar 200 metros, ele acaba partindo numa odisseia de 200 quilômetros apenas para dar ir ao outro lado da rua e reencontrar a sua família. Vencedor de 16 prêmios internacionais, o drama humanista destaca a atuação de Ali Suliman, nascido na cidade de Nazaré, em Israel, que é conhecido por muitas produções americanas, como “O Grande Herói” (2013) e a 1ª temporada de “Jack Ryan” (2018). Além das Palavras | MUBI A vida da poeta Emily Dickinson (1830-1886) é imaginada pelo veterano diretor britânico Terence Davies num drama introspectivo, estrelado por Cynthia Nixon (a Miranda da série “Sex and the City”), e inspirado nas muitas cartas e poemas que ela deixou ao morrer desconhecida. As questões de gênero, que impediram seu talento literário de brilhar, são o foco da trama, especialmente no ambiente familiar, que deveria ser acolhedor, mas se torna fonte de opressão e complexos. Rebelde e feminista, numa época em que o feminismo não existia, ela encontra forças em si mesma ao recusar-se a se submeter às expectativas da sociedade da época. THÉO & HUGO | Filmicca Vencedor de vários prêmios LGBTQIAP+ em festivais internacionais, incluindo o Teddy na Berlinale de 2016, o romance gay começa num clube de sexo e termina nas ruas de Paris, ponderando se o tesão pode virar amor. É o filme mais premiado dos diretores Olivier Ducastel e Jacques Martineau, que são casados e conhecidos por filmar dramas gays – outro destaque de suas carreiras é o ambicioso “Nés en 68”, de quase três horas de duração. VOYAGE OF TIME | MUBI Inédito nos cinemas brasileiros, o documentário de Terrence Malick sobre a origem do universo chega ao streaming em, ironicamente, sua versão IMAX. Trata-se da edição narrada por Brad Pitt, com quem o diretor trabalhou em “A Árvore da Vida” (2011) – a versão “normal” tem narração de Cate Blanchett e é mais longa. Como é típico nos trabalhos de Malick, a obra se destaca por uma direção de fotografia deslumbrante, a cargo do cinematógrafo Paul Atkins, que comandou viagem cinematográfica similar para a Disney no documentário “Terra” (2007). Outro destaque da produção, a trilha sonora é do já falecido Ennio Morricone, que venceu o Oscar em 2016 por seu trabalho em “Os Oito Odiados”. INTO THE ABYSS | HBO Max Premiado nos festivais de Londres e Torino, o documentário do veterano cineasta alemão Werner Herzog (“Fitzcarraldo”) é sobre assassinos condenados à morte no Texas – em especial um homem terrível que matou a namorada e seus filhos deficientes mentais. No filme, Herzog conversa com os criminosos, suas famílias e as das vítimas, buscando entender porque as pessoas – e o estado – matam. O resultado é cru, devastador e ao mesmo tempo o trabalho menos sensacionalista já feito sobre o tema.
Trilhas dos filmes de “007” vão ganhar documentário da Apple
A Apple TV+ prepara uma homenagem aos 60 anos da franquia “007”. Em parceria com a MGM e a Eon Productions, responsáveis pelos filmes, a plataforma está produzindo um documentário centrado nas músicas e trilhas marcantes da trajetória do espião James Bond. Intitulado “The Sound of 007”, o documentário tem direção de Mat Whitecross, premiado documentarista de “O Caminho para Guantánamo” (2006), que nos últimos tempos tem realizado vários clipes, especiais e documentários com a banda Coldplay. A produção abordará todos os filmes da franquia, incluindo o recente “007 – Sem Tempo Para Morrer”, e será lançado em outubro, quando o primeiríssimo filme da saga, “007 contra o Satânico Dr. No”, completar 60 anos. Veja abaixo o anúncio do projeto, publicado no Twitter oficial de James Bond. To mark the 60th anniversary of the James Bond series, Apple are releasing a new documentary “The Sound of 007” in October 2022 on @AppleTV. pic.twitter.com/bZw2aZEWUm — James Bond (@007) December 15, 2021












