Deadly Class: Série dos diretores de Vingadores revela pôsteres de seus personagens
O canal pago americano SyFy divulgou uma coleção de pôsteres de “Deadly Class”, série baseada em quadrinhos que tem produção de ninguém menos que os irmãos Russo, diretores de “Vingadores: Guerra Infinita”. As artes destacam os personagens, entre eles um professor vivido por um integrante daquele filme, Benedict Wong (o Wong de “Doutor Estranho”). A série vai acompanhar os alunos de uma escola de Ensino Médio para assassinos em 1987. E o elenco de delinquentes inclui Lana Condor (“Para Todos os Garotos que Já Amei”), Liam James (“O Verão da Minha Vida”), Taylor Hickson (“Deadpool”), Benjamin Wadsworth (visto num episódio de “Teen Wolf”), Luke Tennie (“Shock and Awe”), Michel Duval (série “Queen of the South”) e a cantora venezuelana María Gabriela de Faría (“Eu Sou Franky”), além dos adultos Erica Cerra (“Power Rangers”), Ryan Robbins (“Warcraft”), o roqueiro Henry Rollins (série “Z Nation”) e o citado Benedict Wong. O próprio criador dos quadrinhos da Image Comics, Rick Remender, assina o roteiro do piloto em parceria com Miles Orion Feldsott (“American Koko”). Já a direção da estreia está a cargo do cineasta Lee Toland Krieger (de “A Incrível História de Adaline”). Com estreia marcada para 16 de janeiro, “Deadly Class” evidencia uma tendência cada vez mais forte no SyFy, que tem priorizado atrações baseadas em quadrinhos – como “Krypton”, “Wynonna Earp” e “Happy!”. São, por sinal, as melhores séries atuais do canal.
Pôster animado de Brinquedo Assassino traz Chucky à solta no Natal
A Orion Pictures divulgou dois pôsteres, um deles animado, do remake de “Brinquedo Assassino”. A versão animada é mais explícita ao mostrar Chucky à solta, correndo em torno de um árvore de Natal, após sair de sua embalagem de presente. Apesar de o marketing aproveitar a época de Natal para fazer publicidade da produção, o filme ainda vai demorar a estrear. Além disso, sua trama não envolve Papai Noel. No filme, ele é um presente de aniversário para um menino. Como se trata de um remake, o boneco vai aparecer novinho em folha e não mais deformado pelo tempo, com os cabelos ruivos e sardas na bochecha que enganam quem gosta. Já a faca que não sai da sua mão não faz parte dos itens opcionais à venda nas lojas. Roteiro e direção do remake estão a cargo de dois novatos nos cinemas: o roteirista Tyler Burton Smith, que escreve videogames, e o diretor norueguês Lars Klevberg, cujo primeiro longa – “Morte Instantânea”, uma versão ampliada do curta “Polaroid” – ainda não tem previsão de estreia. Não há muitas informações oficiais sobre o projeto, mas circula que a trama vai adaptar a história do clássico de 1988 para os dias atuais. Aubrey Plaza (“Legion”) vai viver a mãe que resolve dar o boneco de presente para o filho, vivido por Gabriel Bateman (“Quando as Luzes se Apagam”), sem saber de sua natureza sinistra. E o elenco também inclui Brian Tyree Henry (“Atlanta”). Em entrevista à revista Entertainment Weekly, o diretor revelou que sua versão de Chucky terá uma origem diferente, sem revelar detalhes — no longa de 1988, o boneco era possuído pelo espírito de um serial killer (vivido por Brad Dourif, que dublou Chucky em todos os filmes anteriores). Apesar desse filme, a história do Chucky original vai continuar a ser contada, agora numa série escrita e produzida por seu criador, o roteirista e diretor Don Mancini. A estreia do remake de “Brinquedo Assassino” está marcada para junho nos Estados Unidos, mas ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil. Do you see what I see? ?? #ChildsPlayMovie pic.twitter.com/pAZhcdMiqt — Child's Play Movie (@ChildsPlayMovie) December 20, 2018
Donald Moffat (1930 – 2018)
Morreu o veterano ator Donald Moffat, que fez sucesso na Broadway, no cinema e na televisão. Ele morreu na quinta-feira (20/12) em Sleepy Hollow, Nova York, aos 87 anos, após complicações de um derrame recente. Durante a longa carreira, que durou quase 50 anos, ele apareceu em 80 peças teatrais, dirigiu outras 10, fez 70 filmes e telefilmes e pelo menos 60 episódios de séries televisivas. Moffat nasceu em Plymouth, na Inglaterra, e se mudou para os EUA aos 26 anos. Ele começou sua trajetória no teatro e chegou a ser indicado ao prêmio Tony de Melhor Ator em 1967. A essa altura, já tinha uma década de experiência, tanto nos palcos quanto na televisão. Sua primeira participação televisiva foi num episódio da série noir “Cidade Nua”, em 1958. A estreia no cinema, porém, só foi acontecer depois da consagração teatral. Seu primeiro papel veio em “Rachel, Rachel” (1968), que também marcou o debut do astro Paul Newman como diretor. Durante os anos 1970, alternou aparições em episódios de séries clássicas, como “Missão Impossível”, “Lancer”, “Chaparral”, “Bonanza”, “Galeria do Terror”, “Gunsmoke”, “Tempera de Aço”, “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, “Os Waltons” e “Os Pioneiros”, antes de ser escalado em seu primeiro papel fixo numa série, como o androide Rem na cultuada sci-fi “Fuga das Estrelas” (Logan’s Run), versão televisiva do filme “Fuga no Século 23” (1976). Paralelamente, caprichou em sua seleção de personagens em filmes icônicos, incluindo “R.P.M.: Revoluções por Minuto” (1970), de Stanley Kramer, o western “Sem Lei e Sem Esperança” (1972), de Philip Kaufman, a sci-fi “O Homem Terminal” (1974), de Mike Hodges, e o desastre clássico “Terremoto” (1974), de Mark Robson. O auge da carreira cinematográfica aconteceu na década de 1980, inaugurada por “Política do Corpo e Saúde” (1980), de Robert Altman. Em seguida, ele participou de dois dos filmes mais comentados do período. Viveu o comandante de uma estação de pesquisa antártica na cultuada sci-fi de terror “O Enigma de Outro Mundo” (The Thing, 1982), de John Carpenter, e roubou a cena como o vice-presidente Lyndon B. Johnson em “Os Eleitos” (The Right Stuff, 1983), seu segundo filme dirigido por Philip Kaufman, sobre o início do programa espacial americano. Os dois papéis foram sucedidos por uma enxurrada de trabalho. Moffat participou de um arco em “Dallas”, mas quase não teve tempo de fazer TV, brilhando em filmes diversos, do drama “A Baía do Ódio” (1985), de Louis Malle, ao trash “O Monstro do Armário” (1986). Ele retomou sua parceria bem sucedida com Kaufman em outro longa cultuado, “A Insustentável Leveza do Ser” (1988), e continuou acumulando obras de mestres do cinema. Vieram “Muito Mais que um Crime” (1989), de Costa-Gavras, “A Fogueira das Vaidades” (1990), de Brian De Palma, “Uma Segunda Chance” (1991), de Mike Nichols, “A Fortuna de Cookie” (1999), de Robert Altman, sem esquecer o papel de presidente corrupto dos Estados Unidos em “Perigo Real e Imediato” (1994), de Phillip Noyce, entre uma variedade de títulos. Em 2000, ele entrou em “Bull”, primeira série do canal pago TNT, focada no mercado financeiro. Mas a experiência se provou amarga. A série foi cancelada na metade da 1ª temporada e ele só fez mais três trabalhos depois disso – o telefilme esportivo “A História de um Recorde” (2001) e episódios individuais de “West Wing” (em 2003) e “Law & Order: Trial by Jury” (em 2005).
Peter Masterson (1934 – 2018)
O ator, roteirista e diretor Peter Masterson, que foi bastante ativo nas décadas de 1970 e 1980 à frente e atrás das câmeras, morreu na quarta-feira (19/12), após sofrer uma queda em sua casa, no interior de Nova York. Ele tinha 84 anos e sofria de doença de Parkinson. Nascido Carlos Bee Masterson Jr. em 1 de junho de 1934, ele fez sua estreia no cinema com papéis no filme de guerra “A Baia da Emboscada” (1966) e no thriller clássico “No Calor da Noite” (1967), que venceu o Oscar. Após aparecer em outros longa e séries, foi escalado como o diretor da clínica que sugere uma maneira de salvar uma jovem (Linda Blair) aparentemente possuída pelo demônio. “Você já ouviu falar em exorcismo?”, ele pergunta para a mãe (Ellen Burstyn) da garota, introduzindo a trama de “O Exorcista” (1973), um dos filmes mais famosos dos anos 1970. Ele também apareceu em outro clássico do período, “As Esposas de Stepford” (1975), como o marido da protagonista Katharine Ross. A produção também marcou a estreia de sua filha no cinema, a atriz Mary Stuart Masterson, que viveu a filha de sua personagem aos oito anos de idade. Depois disso, Peter Masterson só apareceu em mais dois filmes, encerrando a carreira de ator cinematográfico com “Jardins de Pedra” (1987), de Francis Ford Coppola. Mas não aposentou das câmeras. Apenas passou para trás delas. Em 1978, ele escreveu a peça “A Melhor Casa Suspeita do Texas”, que virou um enorme sucesso na Broadway e acabou se tornando também um blockbuster de cinema em 1982, com Burt Reynolds e Dolly Parton nos papéis principais. A partir daí, passou a se interessar por outras funções que não fossem atuação. Fez sua estreia como diretor em “O Regresso para Bountiful” (1985), drama de época que rendeu muitos elogios da crítica e o Oscar de Melhor Atriz para Geraldine Page. Mas, infelizmente, não voltou a conseguir a mesma repercussão com suas obras seguintes. Dirigiu, ao todo, nove longa-metragens e dois telefilmes até 2005, entre eles “Lua Cheia em Blue Water” (1988), com Gene Hackman, “Amores e Desencontros” (1997), estrelado por Diane Keaton e Sam Shepard, e “Lily Dale” (1996), protagonizado por sua filha Mary Stuart Masterson. Em depoimento emocionado para a imprensa, a atriz descreveu Peter Masterson como “o melhor pai imaginável e uma verdadeira inspiração para mim, de forma criativa e em todos os sentidos”.
Madonna e Tom Hanks homenageiam a diretora Penny Marshall nas redes sociais
A cantora Madonna e o ator Tom Hanks usaram as redes sociais ara homenagear a cineasta Penny Marshall, que dirigiu os dois no filme “Uma Equipe Muito Especial” (1992). Marshall, que teve sua morte confirmada na terça (18/12) aos 75 anos de idade, também comandou Hanks no blockbuster “Quero Ser Grande” (1988). Madonna postou uma foto de bastidores do longa de 1992, em que aparece rindo junto da diretora, durante as filmagens. “Tive muita sorte por ter lhe conhecido e trabalhado com você, Penny Marshall”, ela escreveu ao lado da imagem. “Seu talento era tão grande quanto o seu coração. Você abriu caminho para as mulheres em Hollywood. Deus a abençoe e a sua família”, completou. Tom Hanks também lembrou da alegria que foi trabalhar com a cineasta duas vezes em sua carreira. “Adeus, Penny”, escreveu Hanks no Twitter. “Cara, nós rimos bastante! Gostaria que ainda pudéssemos rir mais. Amo você”. Visualizar esta foto no Instagram. So Lucky to have known you and worked with you Penny Marshall!! ♥️ Your Talent was as BIG as your Heart! ♥️ and you were aTrailblazer For Women In Hollywood! ?? GOD BLESS you and your family! #pennymarshall #leagueofthierown Uma publicação compartilhada por Madonna (@madonna) em 18 de Dez, 2018 às 10:05 PST Goodbye, Penny. Man, did we laugh a lot! Wish we still could. Love you. Hanx. — Tom Hanks (@tomhanks) 18 de dezembro de 2018
Penny Marshall (1943 – 2018)
A atriz e cineasta Penny Marshall, que ficou conhecida pela série clássica “Laverne & Shirley” e por ter dirigido comédias de sucesso como “Quero Ser Grande” e “Uma Equipe Muito Especial”, morreu aos 75 anos de idade por complicações de diabetes, após ter sobrevivido ao câncer de cérebro e pulmão em 2009. Seu nome completo era Carole Penny Marshall, em homenagem à atriz Carole Lombard. Ela nasceu em 15 de outubro de 1943 no Bronx, em Nova York, e era a irmã mais nova do cineasta Garry Marshall (1934–2016). Penny já era divorciada quando resolveu viajar para Los Angeles em busca de ajuda do irmão, na época roteirista de séries, para tentar a carreira de atriz. Quando sua mãe descobriu, pediu que ela mudasse de nome para não envergonhar a família. Garry não deixou. No final dos anos 1960, Penny começou a aparecer em comerciais, um deles ao lado da deslumbrante Farrah Fawcett (“As Panteras”), interpretando sua colega de quarto normal. Seu irmão conseguiu incluí-la como figurante na comédia “Lua de Mel com Papai” (1968) e no romance “Sede de Pecar” (1970), primeiros longas que ele escreveu. E, a partir daí, a jovem emendou participações em séries. Ela chegou a fazer teste para viver a esposa de Rob Reiner na série “Tudo em Família”, mas não conseguiu o papel. Ironicamente, acabou aprovada na vida real, casando-se com o ator logo depois. Os dois ficaram casados até 1979 – por coincidência, mesmo ano em que “Tudo em Família” acabou. Novamente com ajuda do irmão, Penny conseguiu seu primeiro papel fixo na série “The Odd Couple”, adaptação do filme “Um Estranho Casal” (1968) desenvolvida por Garry. Ela viveu a secretária volúvel de Oscar (Jack Klugman), Myrna Turner, entre a 2ª e a 5ª temporadas da atração. Quando a série acabou em 1975, Penny foi convidada pelo irmão a participar de um episódio da 3ª temporada de “Happy Days”, fenômeno de audiência que o roteirista tinha criado no ano anterior. Era para ser uma simples aparição. Virou uma carreira. A atriz foi escalada como Laverne DeFazio, que vai a um encontro duplo com Fonzie (Henry Winkley) e Richie (Ron Howard), acompanhada por sua amiga Shirley Feeney (Cindy Williams). Intitulado “A Date with Fonzie”, o episódio acabou registrando uma das maiores audiências da série e rendeu elogios rasgados para a dupla feminina, que roubou a cena dos atores principais. A repercussão positiva rendeu mais participações. E o inesperado: um spin-off focado em Laverne e Shirley. A série “Laverne & Shirley” foi a primeira sobre mulheres trabalhadoras normais. Elas não eram mães de família nem tinham carreiras glamourosas. Eram operárias, que engarrafavam cervejas e dividiam um apartamento de subsolo para pagar as contas. A atração superou a sintonia de “Happy Days”, tornando-se a série de maior audiência da TV americana entre 1977 e 1979. Ao todo, durou oito temporadas até 1983, além de ter rendido seus próprios derivados – os desenhos animados “Laverne & Shirley in the Army” e “Mork & Mindy/Laverne & Shirley/Fonz Hour”. O sucesso também permitiu a Penny negociar nova função na atração, fazendo sua estreia como diretora. Ela comandou quatro episódios, e quando a série acabou resolveu testar essa nova habilidade nos cinemas. Sua estreia como cineasta aconteceu com a comédia “Salve-me Quem Puder” (1986), estrelada por Whoopy Goldberg. Mas foi o filme seguinte, “Quero Ser Grande” (1988), em que uma criança virava Tom Hanks, que a fez ser levada a sério como diretora. “Quero Ser Grande” virou um das comédias mais bem-sucedidas dos anos 1980 e o primeiro filme dirigido por uma mulher a arrecadar mais de US$ 100 milhões nos Estados Unidos. Seu terceiro trabalho como cineasta, o drama “Tempo de Despertar” (1990), estrelado por Robin Williams e Robert DeNiro, foi o segundo longa dirigido por uma mulher a receber indicação ao Oscar de Melhor Filme. Ela voltou a trabalhar com Tom Hanks em “Uma Equipe Muito Especial” (1992), uma das primeiras comédias feministas de sucesso, sobre a formação da liga feminina de beisebol nos EUA. No elenco, estavam Geena Davis, Madonna e Rosie O’Donnell. A grande bilheteria inspirou a criação de uma série, que entretanto durou só uma temporada no ano seguinte. Apesar desse começo avassalador, ela só dirigiu mais três longas na carreira, “Um Novo Homem” (1994), com Danny DeVito, “Um Anjo em Minha Vida” (1996), com Whitney Houston, e “Os Garotos da Minha Vida” (2001), com Drew Barrymore. Depois disso, dirigiu produções televisivas, dublou animações e fez participações em séries. Seu papel favorito acabou sendo o dela mesma, uma diretora de cinema chamada Penny Marshall, que encarnou em episódios de “Bones” e “Entourage” e nos filmes “O Nome do Jogo” (1995) e “Noite de Ano Novo” (2011), este último dirigido por seu irmão. Seu último trabalho foi uma participação especial no remake de “The Odd Couple” em 2016, numa homenagem à primeira personagem marcante de sua carreira.
Série baseada em O Cristal Encantado divulga primeiras fotos e elenco impressionante
A Netflix revelou as primeiras imagens e anunciou o elenco de dubladores de sua série baseada no clássico infantil “O Cristal Encantado” (1982), de Jim Henson. Intitulado “O Cristal Encantado: A Era da Resistência” (Dark Cystal: Age of Resistance), a série será uma continuação da trama do filme lançado em 1982, e terá como dubladores Taron Egerton (“Robin Hood: A Origem”), Anya Taylor-Joy (“Fragmentado”) e Nathalie Emmanuel (“Game of Thrones”), na pele dos heróis Rian, Brea e Deet, que aparecem nas imagens reveladas da série. O elenco coadjuvante é ainda mais impressionante, incluindo Mark Hamill (“Star Wars”), Helena Bonham-Carter (“Oito Mulheres e um Segredo”), Alicia Vikander (“Tomb Raider”), Toby Jones (“Jurassic World: Reino Ameaçado”), Andy Samberg (“Brooklyn Nine-Nine”), Simon Pegg (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Caitriona Balfe (“Outlander”), Natalie Dormer (“Game of Thrones”), Theo James (“Divergente”), Shazad Latif (“Star Trek: Discovery”), Gugu Mbatha-Raw (“O Paradoxo Cloverfield”), Mark Strong (“Kingsman”), Jason Isaacs (“Star Trek: Discovery”), Keegan-Michael Key (“Key and Peele”), Eddie Izzard (“Powers”) e Harris Dickinson (“Malévola 2”). “O Cristal Encantado” se tornou um marco do cinema porque foi o primeiro filme de fantasia feito inteiramente com bonecos. Além disso, os bichos não eram fantoches, como os Muppets. Na verdade, eram animatronics, que se movimentavam por meio de comandos eletrônicos, e isso será mantido na série, aliado a efeitos visuais modernos. A trama original se passava no planeta Thra, habitada pelos pacíficos Místicos e os agressivos Skeksis, que usavam um “cristal negro” para se reproduzir para sempre. Uma profecia dizia que se um gelfling (criaturas humanoides com orelhas pontudas) manipulasse o cristal, a paz seria restaurada e as duas raças se tornariam uma só. Para evitar isso, os Skeksis decidem caçar todos os gelflings. A série está sendo desenvolvida pelo cineasta francês Louis Leterrier (“O Incrível Hulk”, “Truque de Mestre”), que vai produzir e dirigir os episódios para a Jim Henson Company e a Netflix. Já os roteiros estão a cargo de Jeffrey Addiss, Will Matthews (ambos do vindouro filme “Life in a Year”) e Javier Grillo-Marxuach (série “The 100”). Criador dos Muppets e dos bonecos de “Vila Sésamo”, Henson faleceu em 1990, mas sua empresa continua produzindo novos projetos. Além dessa série, também está atualmente em desenvolvimento um remake de “Labirinto” (1986), último filme de Henson, que terá direção do uruguaio Fede Alvarez (“O Homem das Trevas”).
Trailer de cinebiografia traz Matt Smith como o inovador e polêmico fotógrafo Robert Mapplethorpe
O estúdio Samuel Goldwyn Films divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Mapplethorpe”, cinebiografia do fotógrafo Robert Mapplethorpe, que tem Matt Smith (“The Crown”) no papel principal. Robert Mapplethorpe foi um dos mais importantes fotógrafos do século 20. Suas fotografias em preto e branco causaram furor e marcaram os anos 1970 e 80 por conta da controvérsia trazida à tona por uma exposição de sua obra dedicada à cena gay sadomasoquista. Na época, a exposição foi taxada de pornografia e rendeu discussão acalorada sobre o que, afinal, é arte. Ele também fotografava personalidades famosas e uma de suas fotos de Patti Smith ilustrou o icônico disco “Horses” (1975), um dos primeiros lançamentos da cena punk nova-iorquina. Os dois, por sinal, viveram juntos do final dos anos 1960, quando a cantora se mudou para Nova York, até 1974. Seu talento, infelizmente, derivada de um estilo de vida autodestrutivo que, alimentado pela promiscuidade sexual, acabou levando-o à morte por Aids em 1989. O filme que vai contar toda essa história tem roteiro e direção da documentarista Ondi Timoner (“Dig!”), à frente de sua segunda obra de ficção. O elenco destaca Marianne Rendón (da série “Imposters”) como Patti Smith, além de Hari Nef (“Transparent”), John Benjamin Hickey (“The Good Fight”), Mark Moses (“The Last Ship”), Carolyn McCormick (“The Post”), Brian Stokes Mitchell (“Mr. Robot”) e McKinley Belcher III (“Ozark”). A premiére aconteceu no Festival de Tribeca, em 22 de abril nos Estados Unidos, quando rachou a crítica. Desde então, o longa venceu vários festivais LGBTQ ao redor do mundo. Mas ainda não ganhou previsão de lançamento comercial.
Black Monday: Série de comédia de Don Cheadle ganha pôster e novo trailer
O canal pago americano Showtime divulgou o pôster e um novo trailer de “Black Monday”, série de comédia estrelada por Don Cheadle (de “Vingadores: Guerra Infinita”). A prévia mostra um pesadelo do protagonista, que acorda nos anos 1980, época de fitas K7, yuppies, cocaína, ombreiras e cigarro na cama. O detalhe é que a parte de estar nos anos 1980 é real. A série é batizada em homenagem ao dia 19 de outubro de 1987, que ficou conhecido como Black Monday (a segunda-feira negra) por registrar o pior crash da história da bolsa de valores de Nova York. Segundo a sinopse, ideia da série é contar “como um grupo de forasteiros se infiltrou no clube dos colarinhos branco bem nascidos de Wall Street e acabou quebrando o maior sistema financeiro do mundo”. Criada pelos roteiristas-produtores Jordan Cahan (autor de “Amigos, Amigos, Mulheres à Parte”) e David Caspe (escreveu “Este É o Meu Garoto” para Adam Sandler), “Black Monday” também inclui em sua produção a dupla Seth Rogen e Evan Goldberg, responsáveis por séries de tom insano, como “Preacher”, “Future Man” e a vindoura “The Boys”. Ao lado do ator dos “Vingadores”, que volta a estrelar uma série de comédia após cinco temporadas de “House of Lies” (2012–2016) no mesmo canal, o elenco destaca Andrew Rannells (da série “Girls”) e Regina Hall (“Viagem das Garotas”). Com 10 episódios, a 1ª temporada estreia em 20 de janeiro.
Laura Dern e Issa Rae vão brigar por bonecas em nova minissérie da HBO
As atrizes Laura Dern (“Big Little Lies”) e Issa Rae (“Insecure”) vão estrear”The Dolls”, uma minissérie baseada na “Guerra das Bonecas”, nome dado a um tumulto generalizado que aconteceu na véspera do Natal de 1983. Numa época em que não havia compras online, as filas nas lojas de brinquedo dobravam esquinas por conta de um brinquedo todas as meninas queriam, levando suas mães à loucura: as bonecas-repolho (Cabbage Patch Doll, em inglês). A demanda era tanta que o fabricante não dava conta de produzir bonecas suficientes. Elas mal chegavam às lojas e as prateleiras já esvaziavam. Isto gerou um surto de violência em duas cidades do Arkansas, quando mães iniciaram uma briga generalizada pelas últimas bonecas à venda antes do Natal. A história absurda, mas real, vai virar série da HBO, com Issa Rae e Laura Dern se multiplicando como mãe em fúria e produtoras da atração. Rae também é uma das roteiristas da atração, ao lado de Laura Kittrell e Amy Aniobi, todas produtoras-roteiristas de “Insecure”, que também é exibida pela HBO. Ainda não há previsão de estreia para a produção.
Toxic Avenger: Super-herói trash vai ganhar remake de grande orçamento
O estúdio Legendary anunciou que vai produzir um remake do cultuado terrir “Toxic Avenger”, maior sucesso da Troma, produtora de filmes trash que se tornou lendária na época dos VHS. Os filmes da Troma eram rodados com baixíssimo orçamento e elenco amador, e exploravam essas limitações com muito humor, gerando paródias de produções de gênero. Lançado em 1984, “Toxic Avenger” foi a tentativa da Troma de criar um filme de super-herói. E virou franquia como se fosse da Marvel, gerando três sequências, um musical, uma série infantil e até uma revista em quadrinhos… da Marvel! Toxic Avenger era originalmente um faxineiro nerd e gentil chamado Melvin, que acaba se contaminando com o lixo radioativo de Tromaville, cidade de Nova Jersey onde se passam os filmes da Troma. A contaminação transforma Melvin num mutante repulsivo, mas também o deixa superforte, permitindo que se vingue dos valentões que o atormentavam. Adotando um esfregão de faxina como seu “martelo de Thor” e uma capa esfarrapada, ele decide ser um herói como suas inspirações em quadrinhos e passa a ser conhecido como o Vingador Tóxico, o inimigo número um da sujeira, especialmente da corrupção, que atacava com ultraviolência sádica para alegria dos espectadores sedentos por esguichos de ketchup. O personagem foi criado pelo roteirista e diretor Lloyd Kaufman (com o pseudônimo de Samuel Weil), que trabalhou na equipe original de “Rocky: Um Lutador” (1976) e ainda foi responsável por outros dois clássicos da Troma, “Class of Nuke ‘Em High” (1986), sobre os efeitos mutantes de drogas literalmente tóxicas – o lixo radioativo de Tromaville era totalmente desregulado – , e “Tromeo & Juliet” (1996), a versão de Romeu e Julieta da Troma, coescrito com um jovem estreante chamado James Gunn (ele mesmo, de “Guardiões da Galáxia”). Toxie, como o vingador do lixo se tornou conhecido, foi precursor dos filmes de super-heróis de humor negro e ultraviolência, que culminaram nos lançamentos de “Kick-Ass” e “Deadpool”, dois exemplos de como o gênero pode render com maiores orçamentos. Lloyd Kaufman e seu parceiro na direção do filme original, Michael Herz, serão produtores executivos do remake, que ainda não confirmou roteiristas nem diretor. Em 2013, Steve Pink (“A Ressaca”) chegou a desenvolver um roteiro e estava cotado para assumir a direção de um remake. Na época, até Arnold Schwarzenegger foi sondado para viver o vilão. Mas esse projeto não foi adiante. O novo “Toxic Avenger” será o primeiro longa da franquia produzido por um grande estúdio – a Legendary é a casa atual de “Godzilla” e “King Kong”. E isso pode realmente significar um elenco com nomes como o de Schwarzenegger. Relembre o trailer original abaixo.
Bohemian Rhapsody bate recordes como maior cinebiografia musical de todos os tempos
“Bohemian Rhapsody” já pode trocar seu título pelo de outra música da banda Queen. Após pouco mais de um mês em cartaz, a cinebiografia entrou no tom de “We Are the Champions”, após fazer mais US$ 100M entre o fim de semana passado e o atual, atingindo quase US$ 600M (milhões) em todo o mundo. É recorde disparado para o gênero das cinebiografias musicais, que devem se multiplicar após esse resultado. O filme sobre a banda Queen também superou a cinebiografia da banda NWA, “Straight Outta Compton”, no mercado norte-americano. Antigo recordista das cinebios musicais, o filme dos rappers californianos rendeu US$ 161,1M nas bilheterias domésticas em 2015. Já a história de Freddie Mercury atingiu US$ 173,5M nos Estados Unidos e Canadá, e ainda está no TOP 10 dos filmes mais vistos do momento. Este desempenho supera todas as expectativas do estúdio Fox e contraria temores em relação ao resultado, após a demissão do diretor Bryan Singer em meio às filmagens. Orçado em US$ 52 milhões, “Bohemian Rhapsody” também se tornou o segundo maior sucesso da Fox em 2018. Só perde para “Deadpool 2” (US$ 734,2M). Mas se voltar a repetir performances como a dessa semana, pode até superar o desempenho mundial do super-herói. Além disso, ainda foi indicado ao Globo de Ouro 2019 nas categorias de Melhor Drama e Ator (Rami Malek, o intérprete de Freddie Mercury). Mesmo que seja o Globo de Ouro, é um reconhecimento que ninguém apostaria durante o período mais crítico da produção.
Escritor André Aciman anuncia que está escrevendo continuação de Me Chame Pelo Seu Nome
O escritor André Aciman revelou que está preparando uma continuação de “Me Chame Pelo Seu Nome”, que virou filme no ano passado, recebendo o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. A notícia foi compartilhada no Twitter, onde Aciman postou: “Eu realmente adoraria uma sequência de ‘Me Chame Pelo Seu Nome’. Na verdade, estou escrevendo uma”. O post causou entusiasmo não só entre os fãs do livro, mas também num dos astros do filme. Armie Hammer, que interpretou Oliver no longa, respondeu à mensagem de Aciman com uma só palavra: “BOOM!”. “Me Chame Pelo Seu Nome” retrata a paixão avassaladora de Elio (no filme por Oliver, estudante que comparece na casa de verão da família na Itália para servir como estagiário para o pai do garoto, um pesquisador de arte. “O romance tem 40 páginas no final que atravessam os próximos 20 anos das vidas de Elio (Timothée Chalamet no filme) e Oliver, então há algum tipo de indicação na intenção do autor André Aciman de que a história pode continuar”, explicou Guadagnino, em entrevista para a revista The Hollywood Reporter em janeiro. “Na minha opinião, ‘Me Chame pelo Seu Nome’ pode ser o primeiro capítulo das crônicas da vida dessas pessoas que nós encontramos neste filme”. Para o roteirista James Ivory, no entanto, Aciman teria que estar à bordo do projeto para a continuação funcionar. O anúncio do escritor reativou o projeto. BOOOM! — Armie Hammer (@armiehammer) 4 de dezembro de 2018












