20 shows clássicos: Jesus and Mary Chain, Primal Scream, Stone Roses e mais
A nova seleção de shows clássicos apresenta o nascimento da cena indie. Era uma vez os anos 1980, quando o Reino Unido tinha quatro jornais de música (NME, Melody Maker, Music Week e Sounds), que resolveram se juntar na iniciativa de contabilizar os vários lançamentos de discos independentes – que começavam a se multiplicar em meados da década – numa parada de sucessos alternativa. O nome indie veio do diminutivo da tal parada independente. Em 1985, The Jesus and Mary Chain ganhou manchetes por músicas ensurdecedoras e shows destruidores – com tumultos generalizados – , que inspiraram tantas bandas quando os lendários desastres dos Sex Pistols, uma década antes. E no ano seguinte as publicações pareciam só falar em indie. Buscando se destacar, o NME decidiu exemplificar a mudança sonora que a nova cena representava com o lançamento de uma fita cassette, reunindo alguns dos artistas da época em seus primeiros singles. Batizada de “C86”, em homenagem à classe musical de 1986, a fitinha fez História, mostrando ao mundo o nascimento de bandas como Primal Scream, The Pastels, Shop Assistants e muitas outras. Sons de guitarras estridentes de Glasgow e vozes murmurantes do interior inglês depois ganhariam adjetivos como shoegazer e twee nos anos seguintes. Bandas de bubblegum ácido com garotas loiras virariam as guitar heroes daquela geração e um pequeno selo indie fundado pelo cantor do Biff Bang Pow! logo se tornaria a gravadora mais influente do Reino Unido – Creation Records. Essa história pode ser revivida nos 20 vídeos abaixo com as mais diferentes experiências de lives, desde breves aparições em estúdio de TV da época até shows lotados em palcos históricos. De Jesus and Mary Chain tocando seu primeiro single na BBC Two até o show dos Stone Roses no espaço vitoriano Empress Ballroom, na cidade de Blackpoool, quando uma nova classe, vinda do interior industrial – especialmente de Manchester – já começava a ensaiar os anos 1990. Fãs de flashbacks podem encontrar outras mostras nos atalhos abaixo, que cobrem diferentes gerações musicais (mas como são antigas, sujeitas à baixas do YouTube). > Shows dos 1960 (iê-iê-iê, mod, folk e psicodelia) > Shows dos 1970 – Parte 1 (hard rock e glam) > Shows dos 1970 – Parte 2 (progressivo e funk) > Shows dos 1970 – Parte 3 (disco, new wave e punk rock) > Shows dos 1980 – Parte 1 (punk, hardcore e grunge) > Shows dos 1980 – Parte 2 (reggae, ska, new wave, pós-punk) > Shows dos 1980 – Parte 3 (punk comercial e os revials mod, rockabilly, folk & blues) > Shows dos 1980 – Parte 4 (rock gótico e neopsicodélico) > Shows dos 1980 – Parte 5 (synthpop, new romantic, new wave) > Shows dos 1980 – Parte 6 (pop, funk, rap e house) > Shows dos 1980 – Parte 7 (British soul, indie, college rock) The Jesus and Mary Chain | 1985 My Bloody Valentine | 1989 The Pastels | 1988 Biff Bang Pow! | 1987 Ride | 1989 House of Love | 1987 Primal Scream | 1987 The Church | 1988 The Go Betweens | 1987 Felt | 1985 Young Marble Giants | 1980 The Shop Assistants | 1986 Talulah Gosh | 1986 Voice of the Beehive | 1989 The Darling Buds | 1989 The Primitives | 1988 Transvision Vamp | 1989 We’ve Got A Fuzzbox and We’re Gonna Use It | 1987 Sugarcubes | 1988 Stone Roses | 1989
Tawny Kitaen (1961–2021)
A atriz Tawny Kitaen, que foi musa do rock dos anos 1980 e noiva de Tom Hanks na comédia clássica “A Última Festa de Solteiro” (1984), morreu na sexta-feira (7/5) em sua casa em Newport Beach, Califórnia, aos 59 anos. Nascida Julie E. Kitaen, a californiana de San Diego foi enterrada pela família como Tawny Finley. A causa da morte não foi divulgada. Kitaen foi uma das maiores sex symbols dos anos 1980. Ela se projetou aos 23 anos como estrela de “As Aventuras de Gwendoline no Paraíso” (1984), produção francesa baseada nos quadrinhos adultos de “Sweet Gwendoline” e um dos grandes “guilty pleasures” da década. O próprio autor dos quadrinhos, John Willie, assinou o roteiro do filme como uma versão erótica de Indiana Jones, em que Kitaen encarnou a personagem-título, uma freira foragida que embarcava numa jornada pelas selvas da China com um aventureiro e sua assistente, envolvendo muita nudez, bondage e uma tribo perdida de guerreiras amazonas. No mesmo ano, ela também noivou com Tom Hanks, apenas para ser deixada de lado durante uma despedida de solteiro histórica, e estrelou seu primeiro clipe, “Back for More”, da banda Ratt. A experiência com o Ratt a transformou em estrela do heavy metal e rendeu mais que uma parceria com a banda Whitesnake. Após aparecer em três clipes do Whitesnake em 1987, ela se casou com o vocalista da banda, David Coverdale, mas o matrimônio só durou dois anos, entre 1989 e 1991 – período de mais dois vídeos com os roqueiros. Sua carreira, entretanto, foi vítima de escolhas equivocadas, como o fraquíssimo thriller “Execução Sumária” (1986), que ela coprotagonizou com Michael Paré, e o indigesto romance com um jovem doente “Crystal Heart” (1986), décadas antes desse tipo de história virar moda entre os adolescentes. Kitaen também estrelou o terror “Espírito Assassino” (1986), que fez sucesso em VHS e chegou a ganhar duas sequências, mas os fracassos de bilheteria encerraram rapidamente seus dias de protagonista. Ela se manteve no ar nos anos 1990 com diversas participações televisivas, aparecendo, entre outras atrações, nas comédias clássicas “Seinfeld”, “Um Amor de Família” (Married with Children) e em três episódios de “Hércules” como Dejanira (Deianeira), a esposa do herói interpretado por Kevin Sorbo. Nos últimos tempos, a atriz passou a ser mais vista como ela mesmo, ao participar de reality shows sobre desventuras reais, como “The Surreal Life”, “Botched” (por cirurgias plásticas que a deformaram) e “Celebrity Rehab”. Tawny Kitaen se tornou Tawny Finley ao se casar com Chuck Finley, ex-arremessador do time de beisebol California Angels em 1997. O casamento durou apenas até 2002, mas os dois tiveram duas filhas. Relembre abaixo um dos muitos clipes de rock estrelados pela atriz.
Frank McRae (1944–2021)
Frank McRae, o ex-jogador de futebol americano que virou ator de filmes como “007 – Permissão Para Matar” e “O Último Grande Herói”, morreu no último dia 29 de abril, aos 80 anos, em decorrência de um infarto. McRae teve passagem breve pela NFL, a principal liga de futebol americano dos EUA, jogando pelo Chicago Bears e pelo Los Angeles Rams, mas sempre quis atuar, tanto que se forçou em artes cênicas. Em mais de 30 anos de carreira como ator, ele apareceu em cerca de 40 filmes, geralmente em papéis que se aproveitavam de sua grande estatura física. Os primeiros trabalhos surgiram nos anos 1970, com participações em filmes de ação como “Shaft na África” (1973) e “Lutador de Rua” (1975). Amigo de Sylvester Stallone, ele também apareceu em três longas de ação do astro: “F.I.S.T.” (1978), “A Taberna do Inferno” (1978) e “Rocky 2: A Revanche” (1979). Mas McRae também fez comédias e dramas, contracenando com Sally Field em dois exemplos bastante distintos destes gêneros, “Se Não Me Mato, Morro!” (1978) e “Norma Rae” (1979). Ele também foi dirigido três vezes por John Millius, nos cultuados “Amargo Reencontro” (1978), “Amanhecer Violento” (1984) e “Uma Vida de Rei” (1989). E cansou de aparecer em várias comédias famosas, como “1941: Uma Guerra Muito Louca” (1979), de Steven Spielberg, “Carros Usados” (1980), de Robert Zemeckis, “48 Horas” (1982), que lançou a carreira cinematográfica de Eddie Murphy, e “Férias Frustradas” (1983), que deu início a uma franquia com Chevy Chase. Ainda participou da cultuada sci-fi da Terceira Idade “O Milagre Veio do Espaço” (1987), produzida por Spielberg, e encerrou sua melhor década como amigo de James Bond (na versão de Timothy Dalton) em “007 – Permissão Para Matar” (1989). Nos anos 1990, preferiu zoar seus papéis em filmes de ação com participações em paródias como “Máquina Quase Mortífera” (1993), “Rapidinho no Gatilho” (1994) e a popular comédia “O Último Grande Herói” (1993), ao lado de Arnold Schwarzenegger. A última aparição de McRae nas telas foi no drama “O Amor Permanece na Alegria”, lançado em 2006.
Elizabeth Olsen vai estrelar minissérie sobre assassina dos anos 1980
A atriz Elizabeth Olsen, estrela de “WandaVision”, vai trocar a plataforma Disney+ pela rival HBO Max em sua próxima minissérie. Ela será protagonista de “Love and Death”, sobre um famoso assassinato acontecido no Texas em 1980. Produção da Lionsgate Television, a atração é baseado no livro “Evidence of Love: A True Story of Passion and Death in the Suburbs”, de John Bloom e Jim Atkinson. Na trama, Olsen interpretará Candy Montgomery, que foi condenada pelo assassinato de sua vizinha e amiga Betty Gore com um machado. A adaptação da tragédia será produzida por David E. Kelley e Nicole Kidman, que retomam a parceria bem-sucedida das séries “Big Little Lies” e “The Undoing”, ambas lançadas pela HBO. Para o novo projeto, eles ainda se associam à diretora Lesli Linka Glatter, indicada cinco vezes ao Emmy pela série “Homeland”. “Esta é uma história emocionante sobre as frustrações e desejos de duas mulheres em uma cidade pequena, que culmina em um terrível ato de violência”, disse a diretora de conteúdo original da HBO Max, Sarah Aubrey. “Estamos entusiasmados com a parceria com David, Lesli, Nicole e Per [Saari, sócia de Kidman] e incrivelmente afortunados por ter Elizabeth no centro de nossa história para trazer à tona todas as camadas de Candy que tornam esta história tão inesquecível.” “Não podíamos imaginar um artista mais perfeita para desempenhar o papel principal de Candy do que Elizabeth Olsen”, disse o presidente do Lionsgate TV Group, Kevin Beggs. “Seu talento, carisma e energia conseguem enfeitiçar o público como nenhuma outra. Estamos orgulhosos de colaborar com uma equipe criativa de classe mundial de Lesli, David e Nicole nesta série emocionante e intrigante e em trazer outra propriedade premium empolgante para nossos parceiros na HBO Max.” “Love and Death” é o segundo projeto sobre o caso Montgomery-Gore em desenvolvimento. A atriz Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”) está à frente de “Candy”, outra minissérie que está a cargo do Universal Studio Group, com produção de Robin Veith e Nick Antosca, ambos de “The Act”. Nenhuma das duas atrações revelou cronograma de produção ou previsão de estreia.
Terminam as gravações da 4ª temporada de “Cobra Kai”
A 4ª temporada de “Cobra Kai” terminou suas gravações. O anúncio foi feito pelos atores William Zabka e Ralph Macchio, que coproduzem a atração da Netflix. Cada um deles postou duas imagens no Instagram para contar a novidade. Zabka trouxe imagens em que aparece treinando com máscara de proteção contra coronavírus, e revelou que a etapa de fotografia principal levou 3 meses e meio para ser completada, enquanto Macchio mostrou fotos de dois momentos diferentes: da apresentação da série para a imprensa, há três anos, e do jantar com os produtores para celebrar o fim das gravações do quarto ano. Criação dos roteiristas Josh Heald (“A Ressaca”), Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg (ambos de “American Pie: o Reencontro”), “Cobra Kai” era a série original de maior sucesso do YouTube Premium, um projeto que tentava transformar o YouTube num serviço de assinaturas para rivalizar com a Netflix, mas a iniciativa não emplacou porque as demais atrações não tiveram a mesma repercussão, levando ao abandono completo do projeto de conteúdo pago do portal. Com isso, a Sony, que produz o programa, acertou sua transferência para a Netflix. E o YouTube abriu mão até da exclusividade dos episódios que financiou para ajudar a produção a encontrar uma segunda vida na plataforma rival. Ao chegar na Netflix, a série comprovou sua popularidade. As duas temporadas que já tinham sido exibidas no YouTube tiveram juntas mais de 50 milhões de novas visualizações em suas primeiras quatro semanas na nova plataforma, enquanto o terceiro ano inédito, que também teve episódios produzidos pelo YouTube, atingiu mais de 40 milhões de assinantes. A 4ª temporada será a primeira totalmente feita pela Netflix. Continuação de “Karatê Kid”, a trama retoma os personagens que marcaram época, mais de três décadas depois dos acontecimentos do filme, para abordar a rivalidade entre Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e Johnny Lawrence (William Zabka), que se enfrentaram em 1984. Os dois são homens muito mudados, e Lawrence, que era um vilãozinho, experimenta uma jornada de redenção na trama. Mas isso também faz reviver sua antiga rixa com LaRusso, com consequências dramáticas. Ainda não há previsão para a estreia dos próximos capítulos. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por William Zabka (@william_zabka) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por ralph_macchio (@ralph_macchio)
Rose Byrne vive febre aeróbica dos anos 1980 no trailer de “Physical”
A Apple TV+ divulgou o trailer de “Physical”, série de comédia que gira em torno da febre de ginástica aeróbica dos anos 1980. A série traz Rose Byrne (“Vizinhos”) como uma dona de casa entediada que encontra uma improvável válvula de escape de seu cotidiano no mundo da aeróbica. Após se viciar em exercícios, ela descobre uma forma de unir essa nova paixão com a promissora tecnologia das fitas cassete para dar início a um empreendimento revolucionário, transformando-se de esposa negligenciada em guru de um estilo de vida. O elenco também conta com Rory Scovel (“Wrecked”), Dierdre Friel (“Hospital New Amsterdam”), Della Saba (dubladora de “Steven Universo”), Lou Taylor Pucci (“A Morte do Demônio”), Paul Sparks (“House of Cards”) e Ashley Liao (“Fuller House”). Criada por Annie Weisman (“Almost Family”), a 1ª temporada de 10 episódios tem estreia marcada para 18 de junho.
Castlevania: Trailer revela volta de Drácula no final da série
A Netflix divulgou o trailer da 4ª e última temporada de “Castlevania”. A prévia animada mostra os protagonistas tentando impedir a ressurreição do Drácula. Veja abaixo. Fundamental na História da programação original da Netflix, a série lançada em julho de 2017 foi a primeira de estilo anime criada para o serviço de streaming. Bem recebida pela crítica, rapidamente desenvolveu fãs devotados, que estimularam a plataforma a investir no formato. A atração gira em torno dos esforços do último membro do clã Belmont para salvar a Europa Oriental de Vlad Tepes, o Drácula. Com ajuda do próprio filho do vampiro, ele atinge seu objetivo na 2ª temporada. Mas ainda precisa enfrentar um exército de criaturas das trevas, que lutam para ocupar o vácuo deixado pela morte de Drácula. O elenco de vozes inclui Richard Armitage (de “O Hobbit”) como o protagonista Trevor Belmont, James Callis (série “Battlestar Galactica”) como Alucard e Alejandra Reynoso (“Winx Club”) como Sypha Belnades, os protagonistas da trama. A série é uma parceria entre a produtora texana Powerhouse Animation e o produtor Adi Shankar, que tem alternado filmes de prestígio, como “Dredd” (2012) e “O Grande Herói” (2013), com curtas não oficiais de franquias famosas – “Justiceiro”, “Venom”, “Power Rangers”, etc. Além do estilo visual fortemente influenciado por animes japoneses e pela arte de Ayami Kojima, no videogame “Castlevania: Symphony of the Night”, a série também se distinguiu pelas histórias adultas do prolífico escritor de quadrinhos Warren Ellis (“Red – Aposentados e Perigosos”), que atuou como roteirista e produtor executivo. Ellis chegou a terminar os roteiros da 4ª temporada, antes de ser afastado ao enfrentar alegações de má conduta sexual – que negou firmemente. Sem mais envolvimento com “Castlevania”, ele não faz parte das conversas sobre o projeto de um spin-off em potencial.
Olympia Dukakis (1931-2021)
A atriz Olympia Dukakis, que venceu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel na comédia romântica “Feitiço da Lua” (1987), morreu neste sábado (1/5) em sua casa na cidade de Nova York. Ela tinha 89 anos e já estava doente há algum tempo. Filha de imigrantes gregos, Dukakis começou sua carreira nos palcos no começo dos anos 1960, após se formar na Universidade de Boston com mestrado em artes cênicas. A estreia no circuito nova-iorquino aconteceu na montagem de “The Aspern Papers” em 1962, mesmo ano em que se casou com o ator-produtor Louis Zorich (da série “Louco por Você”/Mad About You), com quem teve três filhos. Em 1963, ela ganhou um Obie Award por “A Man’s a Man”, e ainda conquistou seu segundo prêmio dois anos depois por “The Marriage of Bette and Boo”. O sucesso no teatro lhe abriu as portas no cinema. Após começar como figurante em “Lilith” (1964), como uma paciente de hospício, ela passou a ganhar mais espaço, aparecendo nos clássicos “Irmãs Diabólicas” (1972), de Brian De Palma, “Desejo de Matar” (1974), de Michael Winner, “A Gangue da Pesada” (1979), de Philip Kaufman, e “A Sombra de um Ídolo” (1980), de Taylor Hackford. Mas demorou para encontrar um papel de destaque. O que só aconteceu aos 56 anos, quando pôde mostrar sua veia cômica ao interpretar a mãe sarcástica de Cher em “Feitiço da Lua”. O filme de Norman Jewison lhe rendeu o Oscar e uma nova carreira como estrela de comédias. Ela emendou o prêmio com participações em “Uma Secretária de Futuro” (1988) e no fenômeno popular “Olha Quem Está Falando” (1989), que ganhou mais duas sequências com sua participação. Também estrelou com Shirley Maclaine, Dolly Parton e Sally Field um dos “filmes de mulheres” mais famosos da época, “Flores de Aço” (1989). A atriz seguiu fazendo comédias leves como “Agitando os Espíritos” (1990), “O Clube das Viúvas” (1993) e “Adoro Problemas” (1994) e até apareceu como ela mesma em “Corra que a Polícia vem Aí! 33 1/3: O Insulto Final” (1994), até ter um último ano de ouro em 1995, ao integrar os elencos de dois filmes indicados ao Oscar, “Poderosa Afrodite”, de Woody Allen, e “Mr. Holland: Adorável Professor”, de Stephen Herek. Suas comédias seguintes não tiveram o mesmo sucesso e aos poucos ela trocou o cinema pela TV, estrelando a cultuada série “Crônicas de San Francisco”, que lhe rendeu indicação ao Emmy e teve muitas encarnações diferentes desde os anos 1990. A mais recente versão da série foi exibida em 2019 na Netlix, com Dukakis retomando o papel clássico de Anna Madrigal, proprietária de uma pensão para jovens modernos em San Francisco. Ela também ensinou teatro na Universidade de Nova York e era prima do ex-governador de Massachusetts Michael Dukakis, que concorreu à presidência dos EUA pelo Partido Democrata em 1988. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por The Academy (@theacademy)
Filme sobre Boy George troca produtora e agenda filmagens
O filme biográfico de Boy George, cantor da banda dos anos 1980 Culture Club, mudou sua produção da MGM para a Millennium Media, planejando acelerar o início dos trabalhos. O cronograma atual visa começar as filmagens em Londres durante o próximo verão europeu (nosso inverno). O próprio Boy George contou as novidades num vídeo divulgado nesta terça (20/4), no qual ainda afirma que a busca pelo elenco está em andamento. Ele chegou a revelar que Daniel Mays (“Belas Maldições”, “White Lies”) vai viver seu pai e que “há rumores de Keanu Reeves aparecendo”. Quando o projeto foi anunciado em 2019, a atriz Sophie Turner (a Sansa de “Game of Thrones”) se candidatou a viver o cantor. Intitulada “Karma Chameleon”, a cinebiografia está a cargo do roteirista e diretor Sacha Gervasi (“Hitchcock”, “Meu Jantar com Hervé”) e vai cobrir da juventude de George, trabalhando numa chapelaria no Blitz, club londrino onde aconteceu a explosão da cena “new romantic”, até o seu sucesso com os hits “Karma Chameleon”, “Miss Me Blind” e “Do You Really Want to Hurt Me”, à frente do Culture Club. Conhecido pelo visual andrógino com o qual se apresentava, George se tornou um ícone do movimento LGBTQIA+ no Reino Unido e em todo o mundo. O cantor, que se identificava como bissexual no auge do sucesso do Culture Club, passou a se declarar abertamente gay nos anos 2000. Juntando o sucesso do Culture Club com seus álbuns solo, George já vendeu mais de 100 milhões de singles e 50 milhões de álbuns ao redor do mundo. O músico também escreveu duas autobiografias que se tornaram best-sellers, “Take It Like a Man” (1995) e “Straight” (2004). E teve uma carreira como DJ. Dos anos 1980 até recentemente, ele também lutou contra o vício em drogas, especificamente a heroína. O filme de Boy George é reflexo do sucesso de “Bohemian Rhapsody”, focado em Freddie Mercury, e “Rocketman”, sobre Elton John, e faz parte de uma tendência que levará várias outras cinebiografias musicais aos cinemas nos próximos anos, abrangendo as carreiras de artistas tão diferentes quanto Aretha Franklin, Robbie Williams, os Ramones e os Bee Gees. Veja abaixo o vídeo do anúncio e o clipe da música que dá nome à produção.
Felix Silla (1937–2021)
O ator Felix Silla, que interpretou o Primo Coisa na série “A Família Addams” e o robô Twiki de “Buck Rogers”, morreu na sexta (16/4) aos 84 anos, após lutar contra um câncer no pâncreas. O falecimento foi anunciado por seu amigo de longa data Gil Gerard, o Buck Rogers da série exibida entre 1979 e 1981. “Vou sentir muita falta dele, especialmente do quanto nos divertíamos em convenções, quando ele me mandava me f…”, escreveu Gerard. Com menos de 1,2 m de altura e pesando 30 quilos, Silla estreou na TV num episódio de 1963 de “Bonanza”. Mas seu primeiro papel de destaque só veio dois anos depois, ainda que ninguém pudesse vê-lo. Ele fez grande sucesso ao aparecer como o Primo Coisa (Cousin Itt), no 20º capítulo de “A Família Addams” em 1965, escondido atrás de uma cabeleira imensa, que levava um tratador a confundi-lo com um animal exótico e tentar colocá-lo numa jaula. Silla repetiu o papel em 17 episódios da série. Em uma entrevista ao jornal Los Angeles Times em 2014, ele contou que a peruca usada para interpretar o personagem era feita inteiramente de cabelo humano: “Era quente e pesada. Como vestir um tijolo”. Na 2ª temporada, a produção trocou a peruca original por outra feita de cabelos sintéticos, porque muita gente fumava durante as gravações. “Todo mundo no set fumava. Eles só jogavam as bitucas no chão e pisavam nelas. Os produtores tinham medo de que eu pisasse em uma ainda acesa e pegasse fogo. Eles me deram cabelo sintético, que retarda as chamas”, explicou. O personagem foi ideia de um produtor e nunca fez parte dos desenhos de Charles Addams em que a série era baseada. Entretanto, desde a aparição de Silla passou a integrar a franquia sempre que ela ganhou uma nova adaptação. Ele também apareceu nas séries “Os Monkees”, “A Garota da U.N.C.L.E.”, “A Feiticeira”, “A Flauta Encantada” e até no piloto original de “Jornada nas Estrelas” (Star Trek), antes de entrar nas produções de Glen A. Larson, que em 1978 o escalou como o cylon Lucifer em 10 episódios de “Battlestar Galactica”, e no ano seguinte o colocou sob a “armadura” do robô Twiki, o parceiro do protagonista de “Buck Rogers”. Silla trabalhou ao lado de Gil Gerard, intérprete do herói espacial, em todos os episódios das duas temporadas de “Buck Rogers”, exibida até 1981. Depois disso, ainda foi um ewok em “Star Wars: O Retorno do Jedi” (1983), uma criatura sobrenatural do terrir “A Casa do Espanto” (1985) e Dink, uma paródia dos jawas de “Star Wars”, na comédia “S.O.S.: Tem um Louco Solto no Espaço” (1987), além de vestir a fantasia de um pinguim em “Batman: O Retorno” (1992). Aposentado nos anos 1990, ele voltou a atuar em “CHARACTERz” (2016), uma comédia que, de certa forma, homenageava sua carreira, ao acompanhar profissionais que ganhavam dinheiro para se fantasiar e divertir crianças num parque de diversões.
Castlevania vai acabar na 4ª temporada
A série animada “Castlevania” vai chegar ao fim em sua 4ª temporada na Netflix. Com estreia marcada para 13 de maio, os novos e derradeiros episódios da atração ganharam uma arte oficial, que pode ser vista acima. Apesar do final da série, o site Deadline aponta que a plataforma estuda produzir um spin-off passado no mesmo universo, mas com um elenco totalmente novo de personagens. “Castlevania” foi uma série fundamental na evolução da programação original da Netflix. Lançada em julho de 2017, tornou-se a primeira série de estilo anime criada originalmente para o streamer. Bem recebida pela crítica, rapidamente desenvolveu fãs devotados, que estimularam a plataforma a investir no formato. A atração gira em torno dos esforços do último membro do clã Belmont para salvar a Europa Oriental de Vlad Tepes, o Drácula. Com ajuda do próprio filho do vampiro, ele atinge seu objetivo na 2ª temporada. Mas ainda precisa enfrentar um exército de criaturas das trevas, que lutam para ocupar o vácuo deixado pela morte de Drácula. O elenco de vozes inclui Richard Armitage (de “O Hobbit”) como o protagonista Trevor Belmont, James Callis (série “Battlestar Galactica”) como Alucard e Alejandra Reynoso (“Winx Club”) como Sypha Belnades, os protagonistas da trama. A série é uma parceria entre a produtora texana Powerhouse Animation e o produtor Adi Shankar, que tem alternado filmes de prestígio, como “Dredd” (2012) e “O Grande Herói” (2013), com curtas não oficiais de franquias famosas – “Justiceiro”, “Venom”, “Power Rangers”, etc. Além do estilo visual fortemente influenciado por animes japoneses e pela arte de Ayami Kojima, no videogame “Castlevania: Symphony of the Night”, a série também se distinguiu pelas histórias adultas do prolífico escritor de quadrinhos Warren Ellis (“Red – Aposentados e Perigosos”), que atuou como roteirista e produtor executivo. Ellis chegou a terminar os roteiros da 4ª temporada, antes de ser afastado ao enfrentar alegações de má conduta sexual, que negou firmemente. Sem mais envolvimento com “Castlevania”, ele não faz parte das conversas sobre o novo programa em potencial.
Estrela de “Manhattan”, Mariel Hemingway defende Woody Allen
A atriz Mariel Hemingway, estrela do clássico “Manhattan”, de Woody Allen, defendeu o diretor durante uma conversa com Anne Heche e Heather Duffy no podcast “Better Together with Anne & Heather”. No filme de 1979, a neta do escritor Ernest Hemingway interpretou uma estudante de Ensino Médio de 17 anos que começa a namorar um escritor de comédias televisivas de 42 anos, com dois divórcios no passado, vivido pelo próprio Allen. Na época de seu lançamento, o filme de comédia romântica em preto e branco não despertou protestos por conta desse relacionamento, tornando-se na verdade, a segunda maior bilheteria (quando ajustada pela inflação) do diretor. Mas em 2021 foi usado como “prova” de que Allen seria um pedófilo. No podcast, Mariel concordou que o filme pode ser considerado polêmico hoje em dia, devido ao romance entre um adulto e uma menor. “Não quero justificar nenhum comportamento”, ela afirmou, “mas esse filme provavelmente não poderia ser lançado hoje”. Hemingway disse que não viu a série documental “Allen v. Farrow”, da HBO, que usa “Manhattan” em sua argumentação contra Allen, buscando comprovar que o diretor teria abusado de sua filha adotiva Dylan Farrow aos 7 anos. A menina acusa Allen de abusar sexualmente dela em 1992, situação que foi investigada duas vezes pela Justiça na época, descartando a denúncia. Para a atriz, é muito difícil discutir essa situação, porque sua experiência ao trabalhar com Allen em “Manhattan” foi maravilhosa. “É um pouco delicado para mim, porque ele nunca me desrespeitou ou foi desagradável”, disse Hemingway. “Não conheço Mia, não conheço Ronan e não conheço Dylan. Eu não conheço essa história. Não é minha história para contar. ” A atriz diz que prefere não se envolver no debate porque a denúncia de Dylan contradiz tudo o que ela viu e acredita ser o cineasta. “Não digo que vou fazer campanha defendendo-o, mas, para mim, a integridade de seu trabalho permanece intacta”, declarou Hemingway. “Talvez seja covardia da minha parte [não defendê-lo com mais veemência]”. Ela ainda reclamou da direção tomada pela chamada “cultura de cancelamento”, que a assusta por querer “encerrar todas as conversas e cancelar pessoas importantes para nossa geração”. “Temos que escolher um lado… quem disse?! Não é assim que se consegue crescer!”, ela apontou. Veja abaixo o trailer de “Manhattan”.
Roteiristas de “O Predador” processam Disney para recuperar direitos da franquia
Os irmãos Jim e John Thomas, que escreveram a sci-fi clássica “O Predador”, sucesso nos cinemas em 1987, entraram com uma ação judicial contra a Disney para recuperar os direitos da franquia. A Disney adquiriu os direitos de “O Predador” após comprar o estúdio 20th Century Fox, que produziu o filme original. Agora, os irmãos buscam valer uma lei de restituição de direitos autorais, que pode ser acionada 35 anos depois do trabalho realizado. A data válida para a retomada dos direitos reclamados por Jim e John Thomas é no próximo sábado (17/4). Eles afirmam que já enviaram notificações anteriormente, mas nunca foram respondidos. “O Predador” foi um dos filmes mais bem-sucedidos protagonizados por Arnold Schwarzenegger, e virou franquia ao gerar mais três sequências – a última em 2018 – , além dois filmes do spin-off “Alien vs. Predador”. A disputa judicial pode fazer com que a Disney desista de novos projetos que envolvam a franquia. Uma nova continuação de “O Predador” chegou a ser anunciada no final do ano passado, com direção de Dan Trachtenberg (“Rua Cloverfield, 10”).











