Everybody Wants Some: Trailer e cenas do novo filme de Richard Linklater celebram os anos 1980
A Paramount Pictures divulgou o novo trailer e seis cenas do novo filme do cineasta Richard Linklater (“Boyhood”), “Everybody Wants Some!!”. Apresentado como sucessor espiritual de “Jovens, Loucos e Rebeldes”, o longa que projetou o diretor em 1993, o trailer destaca os elogios e a aprovação unânime da crítica (atualmente com 90% no site Rotten Tomatoes). Já as cenas remetem a filmes mais antigos, como “Porky’s” (1981), “O Clube dos Cafajestes” (1978) e “O Último Americano Virgem” (1982). Assim como “Jovens, Loucos e Rebeldes”, que se passava numa high school dos anos 1970, o novo filme acompanha calouros universitários dos anos 1980. Eles podem ser mais velhos e a época mais avançada, mas todos os personagens continuam imaturos. Estão de volta os trotes, as drogas, a descoberta do sexo, a busca da identidade, a integração em grupo e outros elementos que marcam os melhores filmes do diretor, incluindo “Boyhood” (2014), além de uma recriação precisa de época – ao som de “My Sharona”, da banda The Knack, e do rock do Van Halen que dá título à produção. Assim como “Jovens, Loucos e Rebeldes”, o filme é baseado nas memórias da juventude do diretor e traz um elenco repleto de atores jovens, como Blake Jenner (série “Glee”), Glen Powell (série “Scream Queens”), Tyler Hoechlin (série “Teen Wolf”), Ryan Guzman (minissérie “Heroes Reborn”), Wyatt Russell (“Anjos da Lei 2”) e Zoey Deutch (“Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras”). Distribuído antecipadamente em 19 cinemas americanos no fim de semana passado, “Everybody Wants Some” terá lançamento amplo na sexta (8/4) nos EUA e não tem previsão de estreia no Brasil.
Tereza Rachel (1935 – 2016)
Morreu a atriz Tereza Rachel, que marcou o teatro brasileiro, criou vilãs inesquecíveis de novelas e fez obras importantes do cinema nacional. Ela faleceu no sábado (2/4), aos 82 anos, após um quadro agudo de obstrução intestinal que a deixou quatro meses internada na CTI (Centro de Tratamento Intensivo) do Hospital São Lucas. Batizada Teresinha Malka Brandwain Taiba de La Sierra, ela nasceu em 19 de agosto de 1935 na cidade de Nilópolis, na Baixada Fluminense, e começou a atuar na década de 1950, já com trabalhos na TV, no cinema e no teatro. A primeira peça foi “Os Elegantes”, de Aurimar Rocha, em 1955. A estreia no cinema aconteceu no ano seguinte, na comédia “Genival É de Morte” (1956), de Aloísio T. de Carvalho, e logo em seguida veio a carreira televisiva, a partir da série “O Jovem Dr. Ricardo” na TV Tupi em 1958. A primeira metade dos anos 1960 viu multiplicar sua presença no cinema. Foram cinco filmes no período de dois anos, entre 1963 e 1965, com destaque para o clássico “Ganga Zumba” (1963), primeiro longa-metragem de Cacá Diegues, sobre escravos fugitivos e a fundação do Quilombo de Palmares, na qual viveu a senhora de uma fazenda. Participou também do drama “Sol sobre a Lama” (1963), do cineasta e crítico de cinema Alex Viany, “Procura-se uma Rosa” (1964), estreia na direção do ator Jesse Valadão, e “Canalha em Crise” (1965), do cinemanovista Miguel Borges, além de “Manaus, Glória de Uma Época” (1963), produção alemã passada na “selva brasileira”. Mas foi no teatro, na segunda metade da década, que obteve maior projeção, ao participar de peças históricas, como a montagem de “Liberdade, Liberdade”, de Flávio Rangel e Millôr Fernandes, com o Grupo Opinião em 1965, um marco do teatro de protesto. Dois anos depois, interpretou Jocasta em “Édipo Rei”, com Paulo Autran, novamente sob direção de Flavio Rangel. Em 1969, integrou o elenco da histórica encenação brasileira de “O Balcão” (1969), de Jean Genet, dirigida pelo argentino Victor Garcia. Sua relação com o teatro foi além do papel desempenhado nos palcos. Determinada a encenar cada vez mais peças de qualidade, assumiu a condição de produtora, trazendo vários textos de vanguarda para serem montados no Brasil pela primeira vez, como “A Mãe” (1971), do polonês Stanislaw Witkiewicz, que ela descobriu ao assistir a uma montagem em Paris. Empolgada, convenceu o diretor francês Claude Régy a vir ao Brasil supervisionar a montagem nacional, e o resultado lhe rendeu o prêmio Molière de melhor atriz. A vontade de manter peças ousadas por mais tempo em cartaz a levou a fundar seu próprio teatro. Aberto provisoriamente em 1971 e inaugurado em 1972, o Teatro Tereza Rachel acabou se tornando um importante polo cultural durante a década. E não apenas para montagens teatrais. Em seu palco, Gal Costa fez o cultuado show “Gal Fatal” (1971), e os cantores Luiz Gonzaga, Clementina de Jesus e Dalva de Oliveira realizaram suas últimas apresentações. O reconhecimento por seus trabalhos também se estenderam ao cinema, rendendo-lhe o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Gramado pelo papel-título de “Amante muito Louca” (1973), comédia sexual que marcou a estreia na direção de Denoy de Oliveira. Ela também estrelou o marcante “Feminino Plural” (1976), de Vera de Figueiredo, obra pioneira do feminismo brasileiro, além de “Revólver de Brinquedo” (1977), de Antônio Calmon, e “A Volta do Filho Pródigo” (1978), do marido Ipojuca Pontes. Entretanto, apesar de sua relevância cultural, o grande público só passou a acompanhar melhor sua carreira quando ela começou a aparecer nas novelas da rede Globo. Sua estreia no canal aconteceu na versão original de “O Rebu” (1974), um marco da teledramaturgia nacional, exibido no “horário adulto” da emissora, às 22 horas. Enquanto as novelas populares da emissora exploravam conflitos geracionais, a trama de “O Rebu” se passava inteiramente ao longo de dois dias, em torno de suspeitos de um assassinato cometido durante uma festa. Ela também participou de “O Grito”, outra novela ousada das 22 horas, que girava em torno dos moradores de um prédio desvalorizado pela construção do Minhocão em São Paulo. Mas foram os papeis mais populares que a consagraram na telinha. Especialmente Clô Hayalla, sua primeira grande vilã, que se materializou na novela das 20 horas “O Astro” (1977). Um dos maiores sucessos da escritora Janete Clair, “O Astro” quebrou recordes de audiência e entronizou Tereza Rachel no imaginário popular como uma perua fútil e vingativa. Ela se tornou uma das mulheres mais odiadas do Brasil ao colocar a mocinha da história, Lili Paranhos (Elizabeth Savalas), na cadeia. Além disso, era infiel (característica de mulheres malvadas da televisão), e seu amante acabou se revelando o culpado pela pergunta que mobilizou o país durante quase um ano: “Quem matou Salomão Hayalla?”, seu marido na trama. Tereza apareceu em outras novelas com menor impacto, como “Marrom-Glacê” (1978), “Baila Comigo” (1981) e “Paraíso” (1982), antes de retornar a fazer maldades em “Louco Amor” (1983), como a ricaça preconceituosa Renata Dumont, que tenta impedir o romance entre sua filha e o filho da cozinheira – e, de lambuja, entre o cunhado e uma manicure. Ainda teve seus dias de mocinha, como a Princesa Isabel na minissérie de época “Abolição” (1988), sobre o fim da escravatura no Brasil, papel que repetiu na continuação, “República” (1989), exibida no ano seguinte. Por ironia, ela não foi nada nobre quando se tornou rainha, roubando, com suas malvadezas, as cenas de “Que Rei Sou Eu?” (1988), uma das mais divertidas novelas já realizadas pela Globo. O texto de Cassiano Gabus Mendes partia dos clichês dos folhetins franceses, com direito à aventura de capa e espada e intrigas da corte de um reino imaginário, para parodiar a situação política do país. Na pele da Rainha Valentine, ela se mostrava uma governante histérica, no estilo da Rainha de Copas de “Alice no País das Maravilhas”. Mas seu despotismo era facilmente manipulado por seus conselheiros reais, que eram quem realmente mandavam no reino de Avillan, a ponto de colocarem um mendigo no trono (Tato Gabus Mendes, o filho do autor), mentindo ser um filho bastardo do falecido rei. Em contraste com essa fase de popularidade, a parceria com o marido Ipojuca Pontes lhe rendeu algumas polêmicas. No segundo filme que estrelou para o cineasta, “Pedro Mico” (1985), ela tinha uma cena de sexo com Pelé. A repercussão negativa da produção – Pelé teve muitas dificuldades nas filmagens e, no final, precisou ser dublado pelo ator Milton Gonçalves – marcou o fim de sua carreira cinematográfica. E não ajudou o fato de, logo depois, Ipojuca virar secretário nacional da Cultura do governo Collor, durante uma fase desastrosa para o cinema brasileiro, com a implosão da Embrafilme, que gerou confronto com a classe artística. O período político tumultuado levou Tereza a se afastar das telas. Ela nunca mais voltou ao cinema e só retomou as novelas em 1995, como Francesca Ferreto, uma das primeiras vítimas de “A Próxima Vítima”. Teve ainda um pequeno papel em “Era Uma Vez…” (1998), mas suas aparições seguintes aconteceram apenas como artista convidada, em capítulos de “Caras e bocas” (2009), “Tititi” (2010) e a recente “Babilônia” (2015), além da série “Alice” (2008), do canal pago HBO, com direção dos cineastas Karim Aïnouz (“Praia do Futuro”) e Sérgio Machado (“Tudo o que Aprendemos Juntos”). Entre 2001 e 2008, o Teatro Tereza Rachel foi alugado para a Igreja Universal do Reino de Deus e deixou de receber produções culturais. Felizmente, o desfecho dessa história teve uma reviravolta. O local acabou tombado pelo município e reabriu como casa de espetáculos em 2012, ainda que sem o nome da atriz – virou Net Rio, mas com uma Sala Tereza Rachel. O nome de Tereza Rachel, porém, não precisa de placa para ser lembrado pela História.
Clássico sci-fi Starman, de John Carpenter, vai ganhar remake do diretor de Uma Noite no Museu
A sci-fi clássica “Starman – O Homem das Estrelas” (1984), de John Carpenter, vai ganhar um remake com direção de Shawn Levy (“Uma Noite no Museu”). Espécie de “ET – O Extraterrestre” (1982) para adultos, o filme contava a história de um alienígena (Jeff Bridges) que cai na Terra e, para se esconder entre os humanos, assume a forma do marido falecido de uma mulher (Karen Allen), forçando-a a ajudá-lo a se reencontrar com sua espécie. Mas, durante a viagem até o ponto de encontro, os dois se apaixonam. Enquanto isso, o governo realiza uma caçada para capturar o “ET” adulto, vivo ou morto. Além de dirigir, Levy vai produzir a refilmagem ao lado do produtor original dos anos 1980, o ator Michael Douglas (“Homem-Formiga”). O roteiro da adaptação está a cargo de Arash Amel (“Grace de Mônaco”). A produção marcará o quinto remake oficial da filmografia de John Carpenter, após “Assalto à 13ª Delegacia” (2005), “A Névoa” (2005), “Halloween – O Ínicio” (2007) e “A Coisa” (2011). Também há planos para uma refilmagem de “Os Aventureiros do Bairro Proibido” (1986), que seria estrelada por Dwayne Johnson. E, para completar, recentemente o cineasta venceu uma ação de plágio contra “Sequestro no Espaço” (2012), que seria cópia de seu filme “Fuga de Nova York” (1981). Apesar de alimentar até hoje a indústria cinematográfica, para tristeza de seus fãs Carpenter não filma desde “Aterrorizada” (2010). Ainda não há previsão para as filmagens ou estreia do novo remake.
Robin Wright entra na sequência de Blade Runner
A atriz Robin Wright (série “House of Cards”) está em negociações finais para se juntar ao elenco da sequência de “Blade Runner” (1982), informou o site da revista Variety. Por enquanto, não há informações sobre qual será o papel da atriz, que, caso a negociação seja bem-sucedida, vai se juntar no elenco a Harrison Ford, reprisando o papel do protagonista Rick Deckard, e Ryan Gosling. O papel de Gosling também está sendo mantido em segredo. A sequência terá direção de Denis Villeneuve (“Sicario”), o roteiro foi escrito por Michael Green (“Lanterna Verde”) e Hampton Fancher (autor da primeira adaptação de “Blade Runner”), e a produção está a cargo de Ridley Scott, diretor do longa original. Ainda sem um título definido, o segundo filme da franquia se passará décadas depois do original – que foi ambientado em uma Los Angeles distópica de 2019. As filmagens vão começar em julho para uma estreia programada para 12 de janeiro de 2018. Além deste filme, Robin Wright também será vista em breve no longa-metragem da “Mulher-Maravilha”, no qual vive a general amazona Antiope.
Monica Schmiedt (1961 – 2016)
A cineasta e produtora Monica Schmiedt faleceu na segunda-feira (28/3), em Porto Alegre, aos 54 anos de idade, após uma longa batalha contra o câncer. Ao longo da carreira, iniciada nos anos 1980, ela ajudou a fomentar o nascimento de um novo cinema gaúcho, começando como atriz e designer do título de “Coisa na Roda” (1982), de Werner Schünemann, depois como produtora assistente em “Verdes Anos” (1984), de Giba Assis Brasil e Carlos Gerbase, até se tornar produtora com “O Mentiroso” (1988), novamente de Schünemann. Ela também produziu o celebrado curta “Ilha das Flores”, que projetou o então jovem Jorge Furtado, e, anos mais tarde, integrou a equipe de “O Quatrilho” (1995) de Fábio Barreto, grande sucesso de bilheteria que concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Monica ainda produziu os dramas de época “Anahy de las Misiones” (1997), de Sergio Silva, vencedor do Festival de Brasília, e “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (2001), de André Klotzel, vencedor do Festival de Gramado, e foi uma das fundadoras da Casa de Cinema de Porto Alegre, maior pólo de produção cinematográfica da região Sul do país. Com a experiência acumulada nos bastidores da produção cinematográfica, Monica passou à direção, voltando-se ao cinema documental. Ela co-dirigiu o curta “Antártida, O Último Continente” (1997) e o longa “Extremo Sul” (2004), sobre uma expedição à Terra do Fogo, e dirigiu “Doce Brasil Holandês” (2010), exibido no festival É Tudo Verdade. Seu último trabalho foi a produção do filme baseado no romance “Mãos de Cavalo”, do escritor gaúcho Daniel Galera, que recebeu o título de “Prova de Coragem”. Com direção de Roberto Gervitz, o longa tem previsão de estreia para maio nos cinemas. “Monica foi uma mulher guerreira, sempre preocupada em fazer o melhor. Vai certamente fazer falta para o cinema gaúcho e brasileiro”, escreveu Gervitz em sua página no Facebook.
Garry Shandling (1949 – 2016)
O famoso comediante americano Garry Shandling morreu na tarde de quinta-feira (24/3), ao sofrer um ataque cardíaco repentino em Los Angeles, aos 66 anos de idade. Ele fez muito sucesso na TV durante os anos 1980 e 1990, quando estrelou as séries “It’s Garry Shandling Show” e “The Larry Sanders Show”. Garry Emmanuel Shandling nasceu no dia 29 de novembro de 1949 em Chicago. Formado em Publicidade e Marketing, mudou-se para Los Angeles na década de 1970 para trabalhar em uma agência de propaganda, mas aproveitou a proximidade com a indústria de entretenimento para se tornar roteirista. A carreira artística começou quando ele enviou um roteiro especulativo para a série “Sanford & Son”, que acabou gravado pela rede NBC em 1975. O êxito do episódio o levou a escrever mais quatro capítulos do seriado no ano seguinte, além de uma história de “Welcome Back, Kotter”. Mas o formato dos sitcoms acabou frustrando suas expectativas. Cansado de discutir com produtores, preferiu largar a televisão para virar comediante stand-up. E logo foi “descoberto” pelo programa de variedades “The Tonight Show”. Convidado a participar da atração apresentada por Johnny Carson em 1981, fez tanto sucesso que virou atração recorrente, aparecendo como apresentador convidado em várias ocasiões, até 1987. Tanto que, quando Carson se aposentou, Shandling chegou a ser cotado para substituí-lo. A repercussão de suas aparições no “Tonight Show” lhe rendeu um especial de TV, “Garry Shandling: Alone in Vegas”, exibido pelo canal pago Showtime em 1984, que estava interessado em transformá-lo numa atração fixa de sua programação. O projeto foi a semente da primeira série estrelada pelo comediante, “It’s Garry Shandling’s Show”, criada por ele e Alan Zweibel (roteirista do humorístico “Saturday Night Live”) em 1985, como uma sátira das sitcoms tradicionais. Na trama, Shandling interpretava uma versão ficcional de si mesmo, um comediante que estrelava uma sitcom e que, durante os episódios, rompia a quarta parede, interrompendo a narrativa para conversar com o público, comentando fatos e integrando a audiência em suas histórias. Exibida até 1990, a série durou quatro temporadas, com um total de 72 episódios. Mas o grande sucesso de Shandling viria no canal concorrente, “The Larry Sanders Show”, produzida entre 1992 e 1998 para o HBO. Desta vez inspirada nas experiências de Shandling no programa de Johnny Carson, a série acompanhava os bastidores de produção de um talk show fictício, apresentado por Larry Sanders (alter-ego de Shandling) e Hank Kingsley (Jeffrey Tambor, hoje protagonista da série “Transparent”). Durante os episódios, Sanders/Shandling aparecia entrevistando celebridades reais, mas tudo seguia roteiros prévios, que embaraçavam a distinção entre os limites de um talk show real e a ficção. Desenvolvida em parceria com Dennis Klein (criador de “Cosby”), “The Larry Sanders Show” teve seis temporadas e um total de 89 episódios, mas é mais celebrada por suas mais de 50 indicações ao Emmy, que a tornaram uma das primeiras produções da TV paga valorizadas pelas mudanças promovidas pela Academia da Televisão – só a partir de 1988 séries da TV paga passaram a disputar as categorias principais, até então reservadas para programas da TV aberta. Vale lembrar que “A Família Soprano”, considerada uma espécie de marco do HBO no Emmy, só surgiu em 1999, após o fim de “The Larry Sanders Show”. Foi, portanto, a comédia de Shandling que, de fato, deu credibilidade para o canal, além de estimular seus executivos a buscar produções que desafiassem as fórmulas estabelecidas da TV aberta. Shandling aproveitou sua popularidade para também se lançar no cinema durante os anos 1990, aparecendo em comédias como “Um Dia de Louco” (1994), com Steve Martin, como dublador de um dos bichos falantes de “Dr. Dolittle” (1998), com Eddie Murphy, e “À Beira do Caos” (1998), com Sean Penn e a dupla da série “House of Cards”, Kevin Spacey e Robin Wright. Após o fim do “Larry Sanders Show”, ele escreveu e estrelou “De que Planeta Você Veio?” (2000), comédia dirigida pelo mestre Mike Nichols, em que viveu um alienígena sem emoções que vem à terra em busca de uma esposa para procriar. Seu par perfeito era Annette Bening, com quem ele também trabalhou em “Segredos do Coração” (1994). Mas não houve química com o público e a crítica, resultando num fracasso de bilheteria e resenhas negativas. Na mesma época, ele ainda coestrelou “Ricos, Bonitos e Infiéis” (2001), produção repleta de estrelas, e gozou seus últimos instantes de fama ao aparecer como si mesmo na série “Arquivo X” (num episódio de 2000) e nas comédias “Zoolander” (2001) e “Metido em Encrenca” (2001). Entretanto, a ausência na telinha logo fez as ofertas de papeis diminuírem, a ponto dele passar vários anos sem filmar. Fora uma dublagem na animação “Os Sem Floresta” (2006), Shandling só foi reaparecer nos filmes da Marvel, interpretando um senador, chamado Stern, em “Homem de Ferro 2” (2010) e “Capitão América 2: O Soldado Invernal” (2014). Foi seu último papel. Shandling nunca se casou, mas entre 1987 e 1994 viveu com Linda Doucett, atriz e modelo que integrou o elenco recorrente de “The Larry Sanders Show”.
Ator da franquia X-Men será o novo MacGyver
A rede americana CBS encontrou seu novo MacGyver. Lucas Till, intérprete do mutante Destrutor na franquia cinematográfica “X-Men”, foi escolhido para estrelar o reboot da série clássica “MacGyver: Profissão Perigo”, exibida com enorme sucesso entre 1985 e 1992. A informação é do site Deadline. Escrita pelo novato Paul Downs Colaizzo e Brett Mahoney (série “The Following”), a atração será focada nas origens do personagem, popularizado por Richard Dean Anderson, revelando como ele foi recrutado para a organização clandestina mostrada na série original e como ele aprende a utilizar suas habilidades e métodos pouco convencionais para evitar que desastres e desgraças aconteçam. Na série original, Angus MacGyver era um agente secreto que conseguia se virar com poucos recursos, usando apenas seus conhecimentos científicos e um canivete suíço que sempre carregava, para safar nas mais difíceis situações. A atração durou sete temporadas e teve 139 episódios produzidos entre 1985 e 1992. Além de Lucas Till, o reboot também já escalou o ator George Eads, veterano da série “CSI”, na qual interpretou por 15 anos o criminalista Nick Stokes. Ele vai interpretar Lincoln, um funcionário do governo que terá uma ligação direta com o protagonista. O elenco também inclui Joshua Boone (“Fan Girl”) no papel de melhor amigo de MacGyver. O piloto, porém, não será mais dirigido pelo cineasta James Wan (“Velozes e Furiosos 7”, “Invocação do Mal”), que teve conflito de agenda com a pós-produção de “Invocação do Mal 2”. No lugar dele, David Von Ancken (“Code Black”, “Hell on Wheels”, “Tut”) assumirá a direção. Mesmo assim, Wan continuará como produtor da atração, ao lado de Lee David Zlotoff, criador da versão original. Por enquanto, apenas a produção do piloto foi encomendada pela rede CBS, que ainda precisará ser aprovado para o novo “MacGyver” virar série.
Ator de Rectify viverá papel de Mel Gibson na série baseada em Máquina Mortífera
O ator Clayne Crawford, das séries “Rectify” e “24 Horas”, foi escalado para viver na TV o papel celebrizado por Mel Gibson nos filmes da franquia “Máquina Mortífera”. Ele vai interpretar o policial Martin Riggins no piloto da série “Lethal Weapon”, informou o site The Hollywood Reporter. Clayne Crawford terá como parceiro de cena Damon Wayans (série “Eu, a Patroa e as Crianças”), que viverá no piloto o detetive Roger Murtaugh, personagem de Danny Glover no cinema. Na trama, Riggs chega a Los Angeles buscando um recomeço, após a perda da mulher e do filho pequeno, mas age impulsivamente, colocando-se em perigo, como reflexo de sua depressão. Ele terá como parceiro Murtaugh, que sofreu uma ataque cardíaco e deve evitar qualquer tipo de estresse. O elenco também conta com Jordana Brewster, uma das estrelas da franquia “Velozes e Furiosos”, no papel de uma personagem que não existia no filme, a Dra. Maureen “Mo” Cahill, negociadora de sequestros e terapeuta da polícia de Los Angeles. Além dela, Golden Brooks (série “Hart of Dixie”) viverá Trish Murtaugh (Darlene Love no cinema), esposa do personagem de Wayans. O piloto será dirigido pelo cineasta McG (“3 Dias Para Matar”) e precisará ser aprovado pelos executivos da rede Fox para virar série.
Tim Burton diz que está tudo pronto para as filmagens da continuação de Os Fantasmas se Divertem
Se ainda precisava de confirmação, a sequência de “Os Fantasmas se Divertem” (“Beetlejuice”, no título original) está mais que confirmada. Quem garante é o diretor Tim Burton, responsável pelo filme original. “O filme vai acontecer e já foi aprovado pela equipe da Warner Bros. Conversamos com os integrantes do elenco que queremos no filme e eles estão todos a bordo, isso inclui Winona [Ryder] e Michael [Keaton]. Temos o roteiro nas mãos, tudo está no lugar certo e agora tudo o que precisamos é começar a filmar”, ele declarou, em entrevista ao site Showbizspy. Lançada em 1988, a comédia de fantasia “Os Fantasmas se Divertem” se tornou cult e continua encantando novas gerações pelo uso criativo das músicas de Harry Belafonte, seus memoráveis efeitos especiais de stop-motion, a inspiração gótica da personagem de Winona Ryder e, claro, a performance desconcertante de Michael Keaton no papel do excêntrico fantasma Beetlejuice. Winona Ryder retomará o papel de Lydia Deetz, a adolescente gótica do sucesso de 1988, agora entrando na meia idade, e Michael Keaton continuará como o fantasma Beetlejuice, mas não há mais informações sobre o resto do elenco e a trama, passada quase 30 anos depois dos acontecimentos do primeiro filme. O roteiro foi escrito por Seth Grahame-Smith, que já trabalhou com Tim Burton em “Sombras da Noite” (2012), mas não consegue emplacar sucessos de cinema – são dele os livros que viraram os fiascos “Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros” (2012) e “Orgulho e Preconceito e Zumbis” (2016).
Astro de CSI entra no piloto do remake de MacGyver
A produção do remake da série “MacGyver” contratou seu primeiro intérprete, George Eads, veterano da série “CSI”, na qual interpretou por 15 anos o criminalista Nick Stokes. Segundo o site The Hollywood Reporter, ele vai interpretar Lincoln, um funcionário do governo que terá uma ligação direta com o protagonista. Escrita pelo novato Paul Downs Colaizzo, o remake será focado nas origens do personagem vivido nos anos 1980 por Richard Dean Anderson, mostrando-o como o recruta de uma organização clandestina e aperfeiçoando suas habilidades para evitar desastres. Na série original, MacGyver era um agente secreto que conseguia se virar com poucos recursos, usando apenas seus conhecimentos científicos e um canivete suíço que sempre carrega, para safar nas mais difíceis situações. A atração durou sete temporadas e teve 139 episódios produzidos entre 1985 e 1992. O piloto, porém, não será mais dirigido pelo cineasta James Wan (“Velozes e Furiosos 7”, “Invocação do Mal”), que teve conflito de agenda com a pós-produção de “Invocação do Mal 2”. No lugar dele, David Von Ancken (“Code Black”, “Hell on Wheels”, “Tut”) assumirá a direção. Mesmo assim, Wan continuará como produtor da atração, ao lado de Lee David Zlotoff, criador da versão original. Por enquanto, apenas a produção do piloto foi encomendada pela rede CBS, que ainda precisará ser aprovado para o novo “MacGyver” virar série.
Arnold Schwarzenegger tem reunião marcada sobre o novo filme do Predador
Após retomar seu personagem clássico em “O Exterminador do Futuro: Gênesis” (2015) e confirmar seu retorno ao papel de Conan, Arnold Schwarzenegger está considerando voltar também à franquia “Predador”. Falando para o site de seu fã-clube, The Arnold Fans, ele revelou que terá uma reunião com o cineasta Shane Black (“Homem de Ferro 3”), que assumiu a direção do novo “Predador”. “Ainda não falei com ele, mas vou encontrá-lo para um almoço em breve. Se houver alguma notícia, vamos contar para vocês imediatamente. Há um encontro vindo aí para o projeto do Conan também”, ele adiantou. Vale lembrar que, antes de virar diretor e roteirista, Shane Black fez alguns papéis secundários no cinema. Um deles foi, por coincidência, em “Predador” (1987), como um dos marines comandados por Schwarzenegger na trama (confira nas fotos em rotação acima). Ninguém mais indicado, portanto, para reintroduzir o personagem do astro na franquia. A 20th Century Fox, por sinal, resolveu priorizar o filme após definir a contratação do cineasta, que além de dirigir também escreveu o roteiro com Fred Dekker (“Robocop 3”). A trama ainda não é conhecida, mas vem sendo tratada tanto como uma continuação quanto como um reboot. Intitulado simplesmente “The Predator”, o longa tem estreia marcada para 2 de março de 2018 nos Estados Unidos.
Jordana Brewster vai estrelar piloto da série baseada no filme Máquina Mortífera
A atriz Jordana Brewster, uma das estrelas da franquia “Velozes e Furiosos”, entrou no elenco do piloto de “Lethal Weapon”, projeto televisivo baseado no filme “Máquina Mortífera” (1987). Segundo o site da revista Variety, ela interpretará uma personagem que não existia no filme, a Dra. Maureen “Mo” Cahill, negociadora de sequestros e terapeuta da polícia de Los Angeles. Jordana se junta a Damon Wayans (série “Eu, a Patroa e as Crianças”), que vai interpretar Roger Murtaugh (vivido por Danny Glover no cinema), e Golden Brooks (série “Hart of Dixie”), intérprete de Trish Murtaugh (Darlene Love no cinema), esposa do personagem de Wayans. Até o momento, ainda não foi escalado quem viverá Martin Riggs, papel de Mel Gibson nos quatro filmes da franquia. A série está sendo desenvolvida pelo roteirista Matt Miller, criador da recém-cancelada “Forever”, e acompanha a convivência entre o destemido (e suicida) policial Martin Riggs e o detetive Roger Murtaugh, que acaba de completar 50 anos e é “muito velho para isso”. Na série, Murtaugh ainda sofrerá um ataque cardíaco, que o obriga a evitar estresse, enquanto Riggs se joga em missões perigosas, achando que não tem nada a perder após a morte de sua família. O piloto será dirigido pelo cineasta McG (“3 Dias Para Matar”) e precisará ser aprovado pelos executivos da rede Fox para poder virar série.
José Padilha desenvolve série sobre a origem das gangues das prisões americanas
O cineasta brasileiro José Padilha está desenvolvendo uma nova série para a TV americana. Responsável pela produção de “Narcos”, no Netflix, ele prepara uma nova atração para o canal pago Showtime, intitulada “The Brand”, que abordará o universo das gangues das prisões americanas. A informação é do site Deadline. As gangues dos presídios já foram tratadas recentemente na bem-sucedida série “Sons of Anarchy”. Além disso, um dos primeiros sucessos da história do HBO, “Oz”, passava-se numa prisão. Mas “The Brand” será bem diferente, por ser “de época”, trazendo uma perspectiva histórica. Na verdade, sua premissa é quase um desdobramento do universo de “Narcos”, sobre o tráfico de drogas internacional da época de Pablo Escobar. Inspirada por uma reportagem da revista New Yorker, a série pretende contar a origem das gangues, especialmente da Irmandade Ariana nas décadas de 1970 e 1980, quando o encarceramento em massa resultante da guerra contra as drogas causou uma explosão da população prisional. “The Brand” está sendo escrita pelo próprio Padilha em parceria com Alessandro Camon, indicado ao Oscar pelo roteiro de “O Mensageiro” (2009). Padilha também deve dirigir alguns dos 10 episódios aprovados para a 1ª temporada da produção. Ainda não há previsão de estreia da série. Enquanto isso, Padilha se prepara para dirigir o thriller de ação “Entebbe”, sobre uma operação histórica de combate contra o terrorismo.












