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  • Série

    Lethal Weapon: Série baseada na franquia Máquina Mortífera ganha novos comerciais

    11 de agosto de 2016 /

    A rede americana Fox divulgou dois novos comerciais de “Lethal Weapon”, série baseada na franquia cinematográfica “Máquina Mortífera”. Uma das prévias é bem dramática, explorando o trauma de um dos protagonistas, enquanto a outra traz entrevistas de bastidores. Apesar da popularidade dos filmes com Mel Gibson e Danny Glover, o novo elenco demonstra boa química, bem selecionado e afinado, o que deve tornar a atração um grande sucesso. Por sinal, os personagens centrais e seu relacionamento volátil são os mesmos dos filmes. Clayne Crawford (série “Rectify”) vive Martin Riggs, que chega a Los Angeles buscando um recomeço, após a morte da mulher, mas age impulsivamente, colocando-se em perigo como reflexo de sua depressão. Damon Wayans (série “Eu, a Patroa e as Crianças”) vive seu parceiro Roger Murtaugh, que sofreu uma ataque cardíaco e deve evitar qualquer tipo de estresse. Os dois não poderiam ser mais diferentes. E esta é a graça da produção – e também do longa original de 1987, escrito por Shane Black, o diretor de “Homem de Ferro 3”. A adaptação foi desenvolvida pelo roteirista Matt Miller, criador da recém-cancelada “Forever”, e teve seu piloto dirigido pelo cineasta McG (“3 Dias Para Matar”). O elenco também conta com Kevin Rahm (série “Desperate Housewives”) como o Capitão Avery, chefe da dupla, Golden Brooks (série “Hart of Dixie”) como Trish Murtaugh, esposa do personagem de Wayans, e Jordana Brewster (uma das estrelas da franquia “Velozes e Furiosos”) no papel de uma personagem que não existia no filme, a Dra. Maureen “Mo” Cahill, negociadora de sequestros e terapeuta da polícia de Los Angeles. A série vai estrear no dia 21 de setembro nos EUA.

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  • Música

    Stranger Things: Netflix vai lançar CD com a trilha sonora da série

    11 de agosto de 2016 /

    O serviço de streaming Netflix vai aproveitar o sucesso de “Stranger Things” para lançar a trilha sonora da série. As músicas serão reunidas em dois volumes. O primeiro será liberado nesta sexta-feira (12/8), e contará com 36 faixas em versão digital. Já o CD chegará às lojas apenas no dia 16 de setembro. O Volume 1 contará com as trilha original da atração, criada por Kyle Dixon e Michael Stein, integrantes da banda Survive, enquanto o Volume 2 trará as músicas de cada episódio, que destacam gravações da década de 1980, época em que a trama se passa, como “Should I Stay or Should I Go”, da banda The Clash, “Atmosphere”, do Joy Division, “Nocturnal Me”, do Echo & The Bunnymen, “Sunglasses at Night”, de Corey Hart, e “I Melt With You”, do Modern English. Mas há também canções psicodélicas dos anos 1960 e o contemporâneo Moby. Confira abaixo o link do Spotify para a seleção:

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  • Série

    Stranger Things supera super-heróis e vira a terceira série mais vista do Netflix

    11 de agosto de 2016 /

    O que as redes sociais sugerem, uma nova empresa de medição de audiência confirmou: “Stranger Things” é uma das séries mais vistas do Netflix. A série dos irmãos Duffer, que mistura terror, ficção científica e nostalgia dos anos 1980 só perde para a comédia “Fuller House” e “Orange Is the New Black” no serviço de streaming. Os dados não são oficiais, já que o Netflix não compartilha sua audiência, mas foram obtidos pela start-up de tecnologia SymphonyAM, a partir de um aplicativo instalado em computadores e celulares de voluntários para apurar suas escolhas – método similar ao usado para medir a audiência televisiva, por exemplo. Segundo a SymphonyAM, em 16 dias “Stranger Things” foi vista por 8,216 milhões de pessoas. Pelo mesmo critério, “Fuller House”, que é continuação da série clássica “Três É Demais”, atingiu 13,161 milhões, seguida bem de perto por “Orange Is the New Black”, com 13,034 milhões. Outros sucessos da plataforma, como a série de super-herói “Demolidor”, a produção documental “Making a Murderer” e a segunda atração da Marvel “Jessica Jones” aparecem nas posições seguintes.

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  • Filme

    Antoine Fuqua negocia dirigir remake de Scarface

    10 de agosto de 2016 /

    Depois de refilmar o western “Sete Homens e um Destino”, o diretor Antoine Fuqua (“O Protetor”) pode assumir mais um remake. Ele está em negociações para refilmar mais um clássico: o filme de gângster “Scarface”. Inspirada na ascensão de Al Capone, a história já rendeu dois filmes cultuados: o original de 1931, dirigido por Howard Hawks e, segundo a lenda, aprovado pelo próprio Capone, e o remake de 1982, uma versão latina do gângster levada à extremos pelo diretor Brian De Palma. O enredo de ambas as versões centravam-se num imigrante, que procura ascender na sociedade por meio do submundo do crime. No primeiro filme, o personagem principal era um italiano (interpretado por Paul Muni), enquanto no remake era um cubano (Al Pacino). Ambos buscavam concretizar seu “sonho americano” através da violência. A ideia da refilmagem é adaptar os elementos em comum das produções anteriores e trazer a trama para os dias de hoje, dessa vez (possivelmente) tendo como protagonista um mexicano ou um negro. A Universal planeja essa nova versão de “Scarface” há algum tempo. O roteiro original foi escrito por David Ayer (“Esquadrão Suicida”) e revisado por Paul Attanasio (“Donnie Brasco”), mas já ganhou uma terceira versão de Jonathan Herman, indicado ao Oscar 2016 pelo roteiro de “Straight Outta Compton: A História do NWA”. O novo filme de Fuqua, “Sete Homens e um Destino”, foi escolhido para abrir o Festival de Toronto em 8 de setembro, e chega no dia 22 do mesmo mês aos cinemas brasileiros.

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  • Série

    Saga de super-heróis do autor de Game of Thrones vai virar série

    8 de agosto de 2016 /

    O escritor George R. R. Martin, autor das “Crônicas de Gelo e Fogo”, que viraram a série “Game of Thrones”, terá outra de suas obras transformada em atração televisiva. Ele revelou em seu blogue que a Universal Cable Productions adquiriu os direitos da saga “Wild Cards”. Os livros de “Wild Cards” começaram a ser publicado por Martin e vários de seus colegas de jogos de RPG ainda nos anos 1980 e hoje contam com mais de 20 publicações. A história se passa nos anos 1940 numa Nova York alternativa, após um grande ataque de vírus alienígena mortal que matou 90% da população da cidade, enquanto os demais desenvolveram superpoderes. Ao dar notícia, Martin lembrou as diversas adaptações que a saga já ganhou. “’Wild Cards’ é uma série de livros, graphic novels, jogos… Mas, acima de tudo, é um universo tão grande, diverso e incrível quanto as séries de quadrinhos da Marvel e da DC”. Ele também lembrou que o universo da série é compartilhado, com todas as publicações feitas por vários escritores ao longo dos 30 anos da saga. Os livros, inclusive, são vendidos no Brasil. Assim como aconteceu com “Game of Thrones”, o escritor não está envolvido com a produção da adaptação. Mas como está em seu estágio inicial, a produção ainda deve demorar a sair do papel. Além de “Wild Cards”, Martin também tem seu conto “Skin Trake”, sobre lobisomens, atualmente em fase de desenvolvimento de piloto para o canal pago Cinemax.

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  • Série

    Stranger Things: Entre na série em vídeo que recria a casa de Will Byers em 360 graus

    5 de agosto de 2016 /

    Depois de comerciais com participação da Xuxa, a divulgação de “Stranger Things” agora integra tecnologia VR (Realidade Virtual) num vídeo de 360 graus e cerca de dois minutos de duração, que coloca o espectador dentro da casa de Will Byers – com direito às luzinhas penduradas e um mostro à solta. De acordo com o Netflix, o material pode ser melhor apreciado com um Google Cardboard (o óculos que é ligado a uma plataforma de realidade virtual). Mas funciona em qualquer dispositivo. “Sim, é a primeira vez que usamos o Google Cardboard e VR para promover um programa específico (sem contar os vídeos em 360 graus). ‘Stranger Things’ é uma série com atmosfera única, que nos inspirou a criar um modo divertido de colocar os espectadores neste rico mundo, permitindo que eles experimentem as emoções e os mistérios da história e se estimulem a assistir à série”, declarou o serviço de streaming em comunicado. Para entrar no ambiente tenebroso da série, basta mover o cursor do mouse sobre a tela do vídeo (abaixo) e acompanhar o que as imagens revelam, conforme as cenas mudam de direção.

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  • Série

    Stranger Things: Xuxa faz participação hilária em vídeos da série

    4 de agosto de 2016 /

    Xuxa Meneghel voltou a seus dias de apresentadora de programa infantil para participar da campanha de divulgação da série “Stranger Things” no Netflix. Mostrando muito bom humor e capacidade de rir de si mesma, ela revisita seu visual dos anos 1980, época em que a série se passa, para ler uma cartinha de Joyce Byers, que pede sua ajuda para encontrar seu filho desaparecido – “o baixinho que sumiu”. O vídeo é cheio de referências às deficiências de Xuxa como apresentadora (sem paciência com crianças, sem entender as letras das cartas, sem saber falar em inglês) e lendas urbanas sobre seus produtos, como a boneca Xuxa amaldiçoada e seus discos, que tocados ao contrário teriam mensagens diabólicas. A boneca, por sinal, ganhou um vídeo extra, em que mostra os olhos vermelhos e fala o nome ameaçador da criatura dos jogos dos meninos da série, como uma Annabelle brasileira. É ou não é a melhor campanha de divulgação de todos os tempos? A 1ª temporada de “Stranger Things”, claro, está disponível no Netflix, que ainda insiste em manter o suspense sobre a renovação da série – seu maior sucesso em 2016.

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  • Filme

    Channing Tatum vai virar sereia no remake de Slash – Uma Sereia em Minha Vida

    1 de agosto de 2016 /

    A comédia clássica “Splash – Uma Sereia em Minha Vida”, grande sucesso dos anos 1980, vai ganhar remake. E, segundo o site Deadline, Channing Tatum (“Anjos da Lei”) fará o papel da sereia, que foi de Daryl Hannah em 1984. No filme, ele voltará a contracenar com Jillian Bell, após os dois trabalharem juntos em “Anjos Da Lei 2” (2014). A atriz ficará com um papel similar ao vivido por Tom Hanks na comédia original. Ou seja, a produção realizará uma troca de gêneros entre os protagonistas. Como já não deu certo com as “Caça-Fantasmas”, que decepcionou nas bilheterias, obviamente Hollywood repetiria a dose com outra comédia clássica da década de 1980. Enquanto ainda aguardamos “O Garoto de Rosa Schocking” e “O Homem Nota Mil”, vale lembrar que, em 2009, a Universal comprou um roteiro original chamado “Merman” (algo como “sereio”) sobre um tritão que deixa o mar para recuperar sua noiva sereia, que o largou por um humano. Até hoje, este filme não foi filmado, mas poderia ser a base dessa nova versão de “Splash”. Dirigida por Ron Howard, o filme original mostrava o relacionamento entre a sereia Madison (Hannah) e o empresário Allen Bauer (Hanks). Ele tinha sido do mar ainda criança pela sereia e, 25 anos depois, os dois se reencontram, fazendo com que ela decida deixar seu habitat para procurá-lo em Nova York. Unidos e apaixonados, eles são separados por pesquisadores governamentais, que a sequestram para estudos. A produção do remake ainda não tem cronograma definido.

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  • Filme

    Michael Keaton joga um balde de água fria nos planos da continuação de Beetlejuice

    28 de julho de 2016 /

    A sequência de “Os Fantasmas se Divertem” (Beetlejuice, 1988) pode não sair do papel. Pelo menos, foi o que deu a entender o astro Michael Keaton, o próprio Beetlejuice, em notícia em entrevista ao site da revista Variety. Questionado se tinha alguma novidade do projeto, o ator respondeu: “Não. Nenhuma. Você sempre ouve coisas, que o projeto está acontecendo, e as pessoas parecem saber mais sobre ele do que eu. Mas é possível que esse trem já tenha partido”. Keaton ainda disse que para “Os Fantasmas se Divertem 2” acontecer, “a única maneira seria fazer o filme do jeito certo. Muita coisa do longa original foi improvisada e feita lindamente à mão pelo artista que é Tim Burton. Se não conseguir chegar perto disso, melhor deixar quieto”, concluiu. A última notícia sobre o projeto tinha partido do diretor Tim Burton, em março. Na ocasião, ele se mostrou bastante otimista. “O filme vai acontecer e já foi aprovado pela equipe da Warner Bros. Conversamos com os integrantes do elenco que queremos no filme e eles estão todos a bordo, isso inclui Winona [Ryder] e Michael [Keaton]. Temos o roteiro nas mãos, tudo está no lugar certo e agora tudo o que precisamos é começar a filmar”, ele declarou, em entrevista ao site Showbizspy. Mas Keaton, agora, dá a entender que não é bem assim. Lançada em 1988, a comédia de fantasia “Os Fantasmas se Divertem” se tornou cult e continua encantando novas gerações pelo uso criativo das músicas de Harry Belafonte, seus memoráveis efeitos especiais de stop-motion, a inspiração gótica da personagem de Winona Ryder e, claro, a performance desconcertante de Michael Keaton no papel do excêntrico fantasma Beetlejuice. O roteiro foi escrito por Seth Grahame-Smith, que já trabalhou com Tim Burton em “Sombras da Noite” (2012) e não consegue emplacar sucessos de cinema – são dele também os livros que viraram os fiascos “Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros” (2012) e “Orgulho e Preconceito e Zumbis” (2016).

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  • Série

    Stranger Things: Vídeo compila todas as referências da série

    27 de julho de 2016 /

    Um dos maiores sucessos do Netflix em 2016, a série “Stranger Things” chamou atenção, desde os primeiros trailers, pela quantidade de referências à clássicos juvenis dos anos 1970 e 1980, especialmente das produções de Steven Spielberg, como “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977), “E.T. – O Extraterrestre” (1982), “Os Goonies” (1985) e “Poltergeist” (1982). Um fã da série dos irmãos Duffer resolveu compilar um vídeo com estas e outras referências, deixando mais clara a importância das adaptações de Stephen King para a trama, em paralelos com “Conta Comigo” (1986), “Chamas da Vingança” (1984), “Carrie, a Estranha” (1976) e até “O Iluminado” (1980), além de encontrar relações de cenas com outras produções menos óbvias, como “A Hora do Espanto” (1984) e “Alien – Oitavo Passageiro” (1979). Confira abaixo:

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  • Filme

    Antonio Banderas viverá Gianni Versace no cinema

    20 de julho de 2016 /

    O ator espanhol Antonio Banderas (“A Pele que Habito”) vai estrelar cinebiografia do estilista Gianni Versace (1945-1997), fundador da grife Versace, segundo o jornal britânico The Guardian. As filmagens começam em dezembro em Milão, capital da moda, além de Reggio Calábria, cidade italiana onde Versace nasceu, e Miami, onde ele foi assassinado, em frente a sua casa, com dois tiros disparados por um serial killer. Os motivos que levaram ao homicídio nunca foram esclarecidos. A direção ficará por conta de Bille August, que já trabalhou com Banderas em “A Casa dos Espíritos” (1993). Mas a produção não conta com o apoio da família Versace, que já declarou se tratar de uma obra não autorizada, que não poderá sequer para usar a marca Versace. Gianne Versace ficou famoso nos anos 1980, quando impactou a alta costura com uma linha de roupas sexy e colorida. Hoje, a grife é comandada por sua irmã, Donatella, e segue sendo um grife prestigiosa e um sucesso de vendas. Em agosto do ano passado, Banderas se matriculou na escola de moda Central Saint Martins, em Londres, para estudar moda masculina.

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  • Etc,  Filme

    Garry Marshall (1934 – 2016)

    20 de julho de 2016 /

    Morreu Gary Marshall, diretor de “Uma Linda Mulher” (1990) e “O Diário da Princesa” (2001), após complicações decorrentes de uma pneumonia nesta terça-feira (19/7). Ele tinha 81 anos e, além de dirigir os filmes que tornaram Julia Roberts e Anne Hathaway famosas, ficou conhecido por ter criado séries clássicas como “The Odd Couple”, “Happy Days”, “Laverne & Shirley” e “Mork & Mindy”, pelas quais recebeu cinco indicações ao Emmy e entrou para o Hall da Fama da Academia da Televisão em 1997. Marshall nasceu no Bronx, em Nova York, e se formou em jornalismo na Universidade de Northwestern. Chegou a trabalhar no jornal New York Daily News, mas decidiu se dedicar à carreira de roteirista na década de 1960. Ele obteve sucesso imediato em Hollywood como roteirista de sitcoms de comediantes famosos, como “The Lucy Show”, “The Dick Van Dyke Show” e “The Joey Bishop Show”, conseguindo lançar sua primeira série própria em 1966, “Hey, Landlord”, sobre uma dupla que dividia um apartamento em Nova York. Por volta desta época, ainda tentou atuar no cinema, interpretando um dos oponentes anônimos de James Bond no clássico “007 Contra Goldfinger” (1964) e figurantes hippies em “Maryjane” (1968) e “Busca Alucinada” (1968). Mas acabou priorizando o que sabia fazer melhor ao emplacar seu primeiro roteiro cinematográfico, “Lua de Mel com Papai” (1968), a primeira comédia romântica de uma carreira especializada no gênero. Mesmo assim, o reconhecimento começou mesmo pela TV, a partir de 1970, quando decidiu adaptar a peça de Neil Simon “Um Estranho Casal”, que tinha sido levada aos cinemas dois anos antes. A versão televisiva de “The Odd Couple” se tornou um dos maiores sucessos da década, durando cinco temporadas – e foi recentemente revivida num remake do ano passado, renovado para sua 3ª temporada. Seguiram-se outros fenômenos de audiência. Nenhum maior que “Happy Days”, a série estrelada pelo futuro diretor Ron Howard (“O Código Da Vinci”) e o futuro produtor Henry Winkler (série “MacGyver”). Acompanhando uma turma de adolescentes dos anos 1950, a produção foi responsável por lançar a era das séries de nostalgia em 1974, além de popularizar o icônico personagem Fonzie (Winkler) e inúmeras gírias. Até a expressão “pular o tubarão”, que nos EUA virou sinônimo de série que inicia sua decadência, veio de uma cena de sua produção, quando Fonzie, literalmente, saltou sobre um tubarão. “Happy Days” durou 11 temporadas até 1984, batendo recordes de audiência enquanto retratava, ao longo de uma década, a evolução dos gostos da juventude americana, de Elvis aos Beatles. Fez tanto sucesso que rendeu dois spin-offs igualmente memoráveis. “Laverne & Shirley”, por sinal, praticamente repetiu o sucesso da série original, acompanhando, ao longo de oito temporadas (entre 1976 e 1983), duas amigas solteiras em meio às mudanças sociais dos anos 1950 e 1960. Laverne era vivida por sua irmã, Penny Marshall, que também virou uma cineasta bem-sucedida (de clássicos como “Quero Ser Grande” e “Tempo de Despertar”). O terceiro spin-off foi a sitcom sci-fi “Mork & Mindy” (1978 – 1982), que lançou o comediante Robin Williams no papel de um alienígena com a missão de estudar a humanidade, após seu personagem aparecer num dos episódios mais populares de “Happy Days”. Para estabelecer a conexão entre as duas séries, Mork voltou novamente num crossover, além de ter quase namorado Laverne. A série original teve sobrevida maior que seus derivados, mas, após o cancelamento consecutivo das três atrações, Marshall não se interessou mais pela televisão, voltando suas energias para o cinema. Ele estreou como cineasta na comédia sexual “Médicos Loucos e Apaixonados” (1982), mas logo mudou de tom para se estabelecer como diretor de filmes românticos, que agradavam em cheio ao público feminino da época do VHS, entre eles “Flamingo Kid” (1984), com Matt Dillon, “Nada em Comum” (1986), com Tom Hanks, e “Um Salto Para a Felicidade” (1987), com o casal Kurt Russell e Goldie Hawn. Até se consagrar com “Uma Linda Mulher” (1990), uma versão contemporânea da fábula de “Cinderela” encenada por uma prostituta e seu cliente milionário. O sucesso foi tanto que transformou sua estrela, Julia Roberts, na principal atriz americana dos anos 1990, com direito a indicação ao Oscar pelo papel. Assumindo a preferência pelo gênero, Marshall só dirigiu comédias românticas pelo resto de sua filmografia. Nenhuma outra, porém, repetiu o mesmo sucesso de “Uma Linda Mulher”. Na verdade, poucas se destacaram, como “Frankie & Johnny” (1991), que despertou interesse por representar o reencontro de Al Pacino e Michelle Pfeifer após “Scarface” (1983). Por conta disso, Marshall logo orquestrou um reencontro com Julia Roberts, além de Richard Gere, o galã de seu clássico. Em “Noiva em Fuga” (1999), Julia representou o oposta da Cinderela, uma mulher que não queria subir no altar com o príncipe encantado. Mas, como típica comédia romântica, não haveria final feliz sem o “viveram felizes para sempre”, contra qualquer possibilidade feminista. “Noiva em Fuga” lhe devolveu prestígio. E “O Diário da Princesa” (2001) lhe conquistou uma nova geração de fãs. Levando para as telas o romance juvenil de Meg Cabot, Marshall consagrou-se em nova história de Cinderela, comprovando-se um mestre das fantasias arquetípicas femininas. De quebra, lançou Anne Hathaway em seu primeiro papel cinematográfico, como uma adolescente comum dos EUA que descobria ser herdeira de um trono europeu. A história teve sequência, “O Diário da Princesa 2: Casamento Real” (2004), em que a adolescente do título tem que fazer o que se espera de toda Cinderela: casar-se com o príncipe encantado. O sucesso das duas fábulas contrastou com o fracasso das comédias que se seguiram, “Um Presente para Helen” (2004), em que Marshall dirigiu Kate Hudson (filha de Kurt Russell e Goldie Hawn), e “Ela é a Poderosa” (2007), com Jane Fonda e Lindsay Lohan. O que o levou ao velho truque de convidar Julia Roberts a estrelar seu próximo filme. Melhor ainda, Anne Hathaway também. E, já que dois é bom, uma multidão de outros famosos não poderia ser demais. Marshall e a roteirista Katherine Fugate resolveram criar uma mini-antologia de “love stories” em torno da data mais romântica de todas, o Dia dos Namorados, reunindo um verdadeiro “quem é quem” das comédias românticas americanas, incluindo Bradley Cooper, Jennifer Garner, Ashton Kutcher, Patrick Dempsey, Jamie Foxx, Shirley MacLaine, Hector Helizondo, Jessica Alba e até a cantora Taylor Swift. O filme foi batizado no Brasil como “Idas e Vindas do Amor” (2010) e inaugurou uma trilogia de comédias de feriados comemorativos, seguido pelos similares “Noite de Ano Novo” (2011) e “O Maior Amor do Mundo” (2016), este passado no Dia das Mães. Mas nem a volta de Julia Roberts impediu o esgotamento do filão, com o último lançamento implodindo nas bilheterias. O cineasta ainda estava planejando um terceiro filme dos “Diários da Princesa” para 2017 com o elenco original, que Anne Hathaway dizia estar ansiosa por estrelar. Sua morte comoveu a comunidade artística de Hollywood. O ator Henry Winkler, que trabalhou com Marshall em “Happy Days”, usou seu perfil no Twitter para prestar sua homenagem ao diretor. “Obrigado por minha vida profissional. Obrigado por sua lealdade, amizade e generosidade”, escreveu. “Ele foi um patrão de classe e um mentor cuja criatividade e liderança significaram tudo para mim”, acrescentou Ron Howard. “Garry foi uma dessas raras pessoas verdadeiramente importantes que se pode encontrar numa vida, se você for abençoado”, disse Richard Gere. “Ele lançou e nutriu mais carreiras do que a quantidade de sapatos que possuía. Como fará falta”, exaltou Tom Hanks.

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  • Série

    He-Man ganhará novo episódio animado após 30 anos

    19 de julho de 2016 /

    Trinta e dois anos após seu cancelamento, a série animada “He-Man e os Mestres do Universo” ganhará um novo episódio inédito. Chamado “The Curse of the Three Terrors”, o capítulo terá uma première nesta quarta (20/7) em San Diego, como aquecimento da Comic-Con, que acontece neste fim de semana (entre 21 e 24 de julho) nos EUA, e estará disponível a partir de 1 de agosto no iTunes e Google Play. Conforme mostra o trailer divulgado (veja abaixo), a produção mantém o estilo da animação original, com poucos movimentos e desenho simplificado, e pelo menos o dublador do Esqueleto parece ser o mesmo dos anos 1980. A iniciativa partiu da editora e loja americana de brinquedos colecionáveis Super7. Além da animação, a Super7 lançará diversos produtos relacionados aos Mestres do Universo durante a Comic-Con. He-Man era um príncipe e também o homem mais forte do universo, que lutava para proteger a terra de Eternia do malígno vilão Esqueleto. Desenvolvida pelo estúdio de animação Filmation a partir de bonecos da Mattel, os desenhos de “He-Man” (1983) e o derivado “She-Ra” (1985) representaram um novo patamar de desenvolvimento para as séries animadas, graças a conceitos como universo compartilhado, em que personagens de diferentes atrações podiam se encontrar, e a narrativa épica, que contava uma história contínua e não apenas aventuras isoladas. No Brasil, a animação foi exibida pela Rede Globo e Rede Record, tendo também sua linha de brinquedos, álbum de figurinhas e vários outros produtos derivados distribuídos no país. Atualmente, a Sony Pictures desenvolve um novo filme baseado no personagem, que será dirigido por McG (“As Panteras”). A versão mais recente da história foi escrita por Jeff Wadlow (“Kick-Ass 2”), que, por sinal, tinha a pretensão de dirigir o longa. Será o segundo longo da franquia, após uma produção de 1987 com Dolph Lundgren (“Os Mercenários”) no papel de He-Man e Frank Langella (“Frost/Nixon”) como o vilão Esqueleto. Com efeitos precários e resultado discutível, o filme é mais lembrado por ter lançado a carreira da atriz Courteney Cox (séries “Friends” e “Cougar Town”).

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