Michael Keaton joga um balde de água fria nos planos da continuação de Beetlejuice



A sequência de “Os Fantasmas se Divertem” (Beetlejuice, 1988) pode não sair do papel. Pelo menos, foi o que deu a entender o astro Michael Keaton, o próprio Beetlejuice, em notícia em entrevista ao site da revista Variety.

Questionado se tinha alguma novidade do projeto, o ator respondeu: “Não. Nenhuma. Você sempre ouve coisas, que o projeto está acontecendo, e as pessoas parecem saber mais sobre ele do que eu. Mas é possível que esse trem já tenha partido”.

Keaton ainda disse que para “Os Fantasmas se Divertem 2” acontecer, “a única maneira seria fazer o filme do jeito certo. Muita coisa do longa original foi improvisada e feita lindamente à mão pelo artista que é Tim Burton. Se não conseguir chegar perto disso, melhor deixar quieto”, concluiu.

A última notícia sobre o projeto tinha partido do diretor Tim Burton, em março. Na ocasião, ele se mostrou bastante otimista.
“O filme vai acontecer e já foi aprovado pela equipe da Warner Bros. Conversamos com os integrantes do elenco que queremos no filme e eles estão todos a bordo, isso inclui Winona [Ryder] e Michael [Keaton]. Temos o roteiro nas mãos, tudo está no lugar certo e agora tudo o que precisamos é começar a filmar”, ele declarou, em entrevista ao site Showbizspy.


Mas Keaton, agora, dá a entender que não é bem assim.

Lançada em 1988, a comédia de fantasia “Os Fantasmas se Divertem” se tornou cult e continua encantando novas gerações pelo uso criativo das músicas de Harry Belafonte, seus memoráveis efeitos especiais de stop-motion, a inspiração gótica da personagem de Winona Ryder e, claro, a performance desconcertante de Michael Keaton no papel do excêntrico fantasma Beetlejuice.

O roteiro foi escrito por Seth Grahame-Smith, que já trabalhou com Tim Burton em “Sombras da Noite” (2012) e não consegue emplacar sucessos de cinema – são dele também os livros que viraram os fiascos “Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros” (2012) e “Orgulho e Preconceito e Zumbis” (2016).



Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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