Saga de super-heróis do autor de Game of Thrones vai virar série
O escritor George R. R. Martin, autor das “Crônicas de Gelo e Fogo”, que viraram a série “Game of Thrones”, terá outra de suas obras transformada em atração televisiva. Ele revelou em seu blogue que a Universal Cable Productions adquiriu os direitos da saga “Wild Cards”. Os livros de “Wild Cards” começaram a ser publicado por Martin e vários de seus colegas de jogos de RPG ainda nos anos 1980 e hoje contam com mais de 20 publicações. A história se passa nos anos 1940 numa Nova York alternativa, após um grande ataque de vírus alienígena mortal que matou 90% da população da cidade, enquanto os demais desenvolveram superpoderes. Ao dar notícia, Martin lembrou as diversas adaptações que a saga já ganhou. “’Wild Cards’ é uma série de livros, graphic novels, jogos… Mas, acima de tudo, é um universo tão grande, diverso e incrível quanto as séries de quadrinhos da Marvel e da DC”. Ele também lembrou que o universo da série é compartilhado, com todas as publicações feitas por vários escritores ao longo dos 30 anos da saga. Os livros, inclusive, são vendidos no Brasil. Assim como aconteceu com “Game of Thrones”, o escritor não está envolvido com a produção da adaptação. Mas como está em seu estágio inicial, a produção ainda deve demorar a sair do papel. Além de “Wild Cards”, Martin também tem seu conto “Skin Trake”, sobre lobisomens, atualmente em fase de desenvolvimento de piloto para o canal pago Cinemax.
Stranger Things: Entre na série em vídeo que recria a casa de Will Byers em 360 graus
Depois de comerciais com participação da Xuxa, a divulgação de “Stranger Things” agora integra tecnologia VR (Realidade Virtual) num vídeo de 360 graus e cerca de dois minutos de duração, que coloca o espectador dentro da casa de Will Byers – com direito às luzinhas penduradas e um mostro à solta. De acordo com o Netflix, o material pode ser melhor apreciado com um Google Cardboard (o óculos que é ligado a uma plataforma de realidade virtual). Mas funciona em qualquer dispositivo. “Sim, é a primeira vez que usamos o Google Cardboard e VR para promover um programa específico (sem contar os vídeos em 360 graus). ‘Stranger Things’ é uma série com atmosfera única, que nos inspirou a criar um modo divertido de colocar os espectadores neste rico mundo, permitindo que eles experimentem as emoções e os mistérios da história e se estimulem a assistir à série”, declarou o serviço de streaming em comunicado. Para entrar no ambiente tenebroso da série, basta mover o cursor do mouse sobre a tela do vídeo (abaixo) e acompanhar o que as imagens revelam, conforme as cenas mudam de direção.
Stranger Things: Xuxa faz participação hilária em vídeos da série
Xuxa Meneghel voltou a seus dias de apresentadora de programa infantil para participar da campanha de divulgação da série “Stranger Things” no Netflix. Mostrando muito bom humor e capacidade de rir de si mesma, ela revisita seu visual dos anos 1980, época em que a série se passa, para ler uma cartinha de Joyce Byers, que pede sua ajuda para encontrar seu filho desaparecido – “o baixinho que sumiu”. O vídeo é cheio de referências às deficiências de Xuxa como apresentadora (sem paciência com crianças, sem entender as letras das cartas, sem saber falar em inglês) e lendas urbanas sobre seus produtos, como a boneca Xuxa amaldiçoada e seus discos, que tocados ao contrário teriam mensagens diabólicas. A boneca, por sinal, ganhou um vídeo extra, em que mostra os olhos vermelhos e fala o nome ameaçador da criatura dos jogos dos meninos da série, como uma Annabelle brasileira. É ou não é a melhor campanha de divulgação de todos os tempos? A 1ª temporada de “Stranger Things”, claro, está disponível no Netflix, que ainda insiste em manter o suspense sobre a renovação da série – seu maior sucesso em 2016.
Channing Tatum vai virar sereia no remake de Slash – Uma Sereia em Minha Vida
A comédia clássica “Splash – Uma Sereia em Minha Vida”, grande sucesso dos anos 1980, vai ganhar remake. E, segundo o site Deadline, Channing Tatum (“Anjos da Lei”) fará o papel da sereia, que foi de Daryl Hannah em 1984. No filme, ele voltará a contracenar com Jillian Bell, após os dois trabalharem juntos em “Anjos Da Lei 2” (2014). A atriz ficará com um papel similar ao vivido por Tom Hanks na comédia original. Ou seja, a produção realizará uma troca de gêneros entre os protagonistas. Como já não deu certo com as “Caça-Fantasmas”, que decepcionou nas bilheterias, obviamente Hollywood repetiria a dose com outra comédia clássica da década de 1980. Enquanto ainda aguardamos “O Garoto de Rosa Schocking” e “O Homem Nota Mil”, vale lembrar que, em 2009, a Universal comprou um roteiro original chamado “Merman” (algo como “sereio”) sobre um tritão que deixa o mar para recuperar sua noiva sereia, que o largou por um humano. Até hoje, este filme não foi filmado, mas poderia ser a base dessa nova versão de “Splash”. Dirigida por Ron Howard, o filme original mostrava o relacionamento entre a sereia Madison (Hannah) e o empresário Allen Bauer (Hanks). Ele tinha sido do mar ainda criança pela sereia e, 25 anos depois, os dois se reencontram, fazendo com que ela decida deixar seu habitat para procurá-lo em Nova York. Unidos e apaixonados, eles são separados por pesquisadores governamentais, que a sequestram para estudos. A produção do remake ainda não tem cronograma definido.
Michael Keaton joga um balde de água fria nos planos da continuação de Beetlejuice
A sequência de “Os Fantasmas se Divertem” (Beetlejuice, 1988) pode não sair do papel. Pelo menos, foi o que deu a entender o astro Michael Keaton, o próprio Beetlejuice, em notícia em entrevista ao site da revista Variety. Questionado se tinha alguma novidade do projeto, o ator respondeu: “Não. Nenhuma. Você sempre ouve coisas, que o projeto está acontecendo, e as pessoas parecem saber mais sobre ele do que eu. Mas é possível que esse trem já tenha partido”. Keaton ainda disse que para “Os Fantasmas se Divertem 2” acontecer, “a única maneira seria fazer o filme do jeito certo. Muita coisa do longa original foi improvisada e feita lindamente à mão pelo artista que é Tim Burton. Se não conseguir chegar perto disso, melhor deixar quieto”, concluiu. A última notícia sobre o projeto tinha partido do diretor Tim Burton, em março. Na ocasião, ele se mostrou bastante otimista. “O filme vai acontecer e já foi aprovado pela equipe da Warner Bros. Conversamos com os integrantes do elenco que queremos no filme e eles estão todos a bordo, isso inclui Winona [Ryder] e Michael [Keaton]. Temos o roteiro nas mãos, tudo está no lugar certo e agora tudo o que precisamos é começar a filmar”, ele declarou, em entrevista ao site Showbizspy. Mas Keaton, agora, dá a entender que não é bem assim. Lançada em 1988, a comédia de fantasia “Os Fantasmas se Divertem” se tornou cult e continua encantando novas gerações pelo uso criativo das músicas de Harry Belafonte, seus memoráveis efeitos especiais de stop-motion, a inspiração gótica da personagem de Winona Ryder e, claro, a performance desconcertante de Michael Keaton no papel do excêntrico fantasma Beetlejuice. O roteiro foi escrito por Seth Grahame-Smith, que já trabalhou com Tim Burton em “Sombras da Noite” (2012) e não consegue emplacar sucessos de cinema – são dele também os livros que viraram os fiascos “Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros” (2012) e “Orgulho e Preconceito e Zumbis” (2016).
Stranger Things: Vídeo compila todas as referências da série
Um dos maiores sucessos do Netflix em 2016, a série “Stranger Things” chamou atenção, desde os primeiros trailers, pela quantidade de referências à clássicos juvenis dos anos 1970 e 1980, especialmente das produções de Steven Spielberg, como “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977), “E.T. – O Extraterrestre” (1982), “Os Goonies” (1985) e “Poltergeist” (1982). Um fã da série dos irmãos Duffer resolveu compilar um vídeo com estas e outras referências, deixando mais clara a importância das adaptações de Stephen King para a trama, em paralelos com “Conta Comigo” (1986), “Chamas da Vingança” (1984), “Carrie, a Estranha” (1976) e até “O Iluminado” (1980), além de encontrar relações de cenas com outras produções menos óbvias, como “A Hora do Espanto” (1984) e “Alien – Oitavo Passageiro” (1979). Confira abaixo:
Antonio Banderas viverá Gianni Versace no cinema
O ator espanhol Antonio Banderas (“A Pele que Habito”) vai estrelar cinebiografia do estilista Gianni Versace (1945-1997), fundador da grife Versace, segundo o jornal britânico The Guardian. As filmagens começam em dezembro em Milão, capital da moda, além de Reggio Calábria, cidade italiana onde Versace nasceu, e Miami, onde ele foi assassinado, em frente a sua casa, com dois tiros disparados por um serial killer. Os motivos que levaram ao homicídio nunca foram esclarecidos. A direção ficará por conta de Bille August, que já trabalhou com Banderas em “A Casa dos Espíritos” (1993). Mas a produção não conta com o apoio da família Versace, que já declarou se tratar de uma obra não autorizada, que não poderá sequer para usar a marca Versace. Gianne Versace ficou famoso nos anos 1980, quando impactou a alta costura com uma linha de roupas sexy e colorida. Hoje, a grife é comandada por sua irmã, Donatella, e segue sendo um grife prestigiosa e um sucesso de vendas. Em agosto do ano passado, Banderas se matriculou na escola de moda Central Saint Martins, em Londres, para estudar moda masculina.
Garry Marshall (1934 – 2016)
Morreu Gary Marshall, diretor de “Uma Linda Mulher” (1990) e “O Diário da Princesa” (2001), após complicações decorrentes de uma pneumonia nesta terça-feira (19/7). Ele tinha 81 anos e, além de dirigir os filmes que tornaram Julia Roberts e Anne Hathaway famosas, ficou conhecido por ter criado séries clássicas como “The Odd Couple”, “Happy Days”, “Laverne & Shirley” e “Mork & Mindy”, pelas quais recebeu cinco indicações ao Emmy e entrou para o Hall da Fama da Academia da Televisão em 1997. Marshall nasceu no Bronx, em Nova York, e se formou em jornalismo na Universidade de Northwestern. Chegou a trabalhar no jornal New York Daily News, mas decidiu se dedicar à carreira de roteirista na década de 1960. Ele obteve sucesso imediato em Hollywood como roteirista de sitcoms de comediantes famosos, como “The Lucy Show”, “The Dick Van Dyke Show” e “The Joey Bishop Show”, conseguindo lançar sua primeira série própria em 1966, “Hey, Landlord”, sobre uma dupla que dividia um apartamento em Nova York. Por volta desta época, ainda tentou atuar no cinema, interpretando um dos oponentes anônimos de James Bond no clássico “007 Contra Goldfinger” (1964) e figurantes hippies em “Maryjane” (1968) e “Busca Alucinada” (1968). Mas acabou priorizando o que sabia fazer melhor ao emplacar seu primeiro roteiro cinematográfico, “Lua de Mel com Papai” (1968), a primeira comédia romântica de uma carreira especializada no gênero. Mesmo assim, o reconhecimento começou mesmo pela TV, a partir de 1970, quando decidiu adaptar a peça de Neil Simon “Um Estranho Casal”, que tinha sido levada aos cinemas dois anos antes. A versão televisiva de “The Odd Couple” se tornou um dos maiores sucessos da década, durando cinco temporadas – e foi recentemente revivida num remake do ano passado, renovado para sua 3ª temporada. Seguiram-se outros fenômenos de audiência. Nenhum maior que “Happy Days”, a série estrelada pelo futuro diretor Ron Howard (“O Código Da Vinci”) e o futuro produtor Henry Winkler (série “MacGyver”). Acompanhando uma turma de adolescentes dos anos 1950, a produção foi responsável por lançar a era das séries de nostalgia em 1974, além de popularizar o icônico personagem Fonzie (Winkler) e inúmeras gírias. Até a expressão “pular o tubarão”, que nos EUA virou sinônimo de série que inicia sua decadência, veio de uma cena de sua produção, quando Fonzie, literalmente, saltou sobre um tubarão. “Happy Days” durou 11 temporadas até 1984, batendo recordes de audiência enquanto retratava, ao longo de uma década, a evolução dos gostos da juventude americana, de Elvis aos Beatles. Fez tanto sucesso que rendeu dois spin-offs igualmente memoráveis. “Laverne & Shirley”, por sinal, praticamente repetiu o sucesso da série original, acompanhando, ao longo de oito temporadas (entre 1976 e 1983), duas amigas solteiras em meio às mudanças sociais dos anos 1950 e 1960. Laverne era vivida por sua irmã, Penny Marshall, que também virou uma cineasta bem-sucedida (de clássicos como “Quero Ser Grande” e “Tempo de Despertar”). O terceiro spin-off foi a sitcom sci-fi “Mork & Mindy” (1978 – 1982), que lançou o comediante Robin Williams no papel de um alienígena com a missão de estudar a humanidade, após seu personagem aparecer num dos episódios mais populares de “Happy Days”. Para estabelecer a conexão entre as duas séries, Mork voltou novamente num crossover, além de ter quase namorado Laverne. A série original teve sobrevida maior que seus derivados, mas, após o cancelamento consecutivo das três atrações, Marshall não se interessou mais pela televisão, voltando suas energias para o cinema. Ele estreou como cineasta na comédia sexual “Médicos Loucos e Apaixonados” (1982), mas logo mudou de tom para se estabelecer como diretor de filmes românticos, que agradavam em cheio ao público feminino da época do VHS, entre eles “Flamingo Kid” (1984), com Matt Dillon, “Nada em Comum” (1986), com Tom Hanks, e “Um Salto Para a Felicidade” (1987), com o casal Kurt Russell e Goldie Hawn. Até se consagrar com “Uma Linda Mulher” (1990), uma versão contemporânea da fábula de “Cinderela” encenada por uma prostituta e seu cliente milionário. O sucesso foi tanto que transformou sua estrela, Julia Roberts, na principal atriz americana dos anos 1990, com direito a indicação ao Oscar pelo papel. Assumindo a preferência pelo gênero, Marshall só dirigiu comédias românticas pelo resto de sua filmografia. Nenhuma outra, porém, repetiu o mesmo sucesso de “Uma Linda Mulher”. Na verdade, poucas se destacaram, como “Frankie & Johnny” (1991), que despertou interesse por representar o reencontro de Al Pacino e Michelle Pfeifer após “Scarface” (1983). Por conta disso, Marshall logo orquestrou um reencontro com Julia Roberts, além de Richard Gere, o galã de seu clássico. Em “Noiva em Fuga” (1999), Julia representou o oposta da Cinderela, uma mulher que não queria subir no altar com o príncipe encantado. Mas, como típica comédia romântica, não haveria final feliz sem o “viveram felizes para sempre”, contra qualquer possibilidade feminista. “Noiva em Fuga” lhe devolveu prestígio. E “O Diário da Princesa” (2001) lhe conquistou uma nova geração de fãs. Levando para as telas o romance juvenil de Meg Cabot, Marshall consagrou-se em nova história de Cinderela, comprovando-se um mestre das fantasias arquetípicas femininas. De quebra, lançou Anne Hathaway em seu primeiro papel cinematográfico, como uma adolescente comum dos EUA que descobria ser herdeira de um trono europeu. A história teve sequência, “O Diário da Princesa 2: Casamento Real” (2004), em que a adolescente do título tem que fazer o que se espera de toda Cinderela: casar-se com o príncipe encantado. O sucesso das duas fábulas contrastou com o fracasso das comédias que se seguiram, “Um Presente para Helen” (2004), em que Marshall dirigiu Kate Hudson (filha de Kurt Russell e Goldie Hawn), e “Ela é a Poderosa” (2007), com Jane Fonda e Lindsay Lohan. O que o levou ao velho truque de convidar Julia Roberts a estrelar seu próximo filme. Melhor ainda, Anne Hathaway também. E, já que dois é bom, uma multidão de outros famosos não poderia ser demais. Marshall e a roteirista Katherine Fugate resolveram criar uma mini-antologia de “love stories” em torno da data mais romântica de todas, o Dia dos Namorados, reunindo um verdadeiro “quem é quem” das comédias românticas americanas, incluindo Bradley Cooper, Jennifer Garner, Ashton Kutcher, Patrick Dempsey, Jamie Foxx, Shirley MacLaine, Hector Helizondo, Jessica Alba e até a cantora Taylor Swift. O filme foi batizado no Brasil como “Idas e Vindas do Amor” (2010) e inaugurou uma trilogia de comédias de feriados comemorativos, seguido pelos similares “Noite de Ano Novo” (2011) e “O Maior Amor do Mundo” (2016), este passado no Dia das Mães. Mas nem a volta de Julia Roberts impediu o esgotamento do filão, com o último lançamento implodindo nas bilheterias. O cineasta ainda estava planejando um terceiro filme dos “Diários da Princesa” para 2017 com o elenco original, que Anne Hathaway dizia estar ansiosa por estrelar. Sua morte comoveu a comunidade artística de Hollywood. O ator Henry Winkler, que trabalhou com Marshall em “Happy Days”, usou seu perfil no Twitter para prestar sua homenagem ao diretor. “Obrigado por minha vida profissional. Obrigado por sua lealdade, amizade e generosidade”, escreveu. “Ele foi um patrão de classe e um mentor cuja criatividade e liderança significaram tudo para mim”, acrescentou Ron Howard. “Garry foi uma dessas raras pessoas verdadeiramente importantes que se pode encontrar numa vida, se você for abençoado”, disse Richard Gere. “Ele lançou e nutriu mais carreiras do que a quantidade de sapatos que possuía. Como fará falta”, exaltou Tom Hanks.
He-Man ganhará novo episódio animado após 30 anos
Trinta e dois anos após seu cancelamento, a série animada “He-Man e os Mestres do Universo” ganhará um novo episódio inédito. Chamado “The Curse of the Three Terrors”, o capítulo terá uma première nesta quarta (20/7) em San Diego, como aquecimento da Comic-Con, que acontece neste fim de semana (entre 21 e 24 de julho) nos EUA, e estará disponível a partir de 1 de agosto no iTunes e Google Play. Conforme mostra o trailer divulgado (veja abaixo), a produção mantém o estilo da animação original, com poucos movimentos e desenho simplificado, e pelo menos o dublador do Esqueleto parece ser o mesmo dos anos 1980. A iniciativa partiu da editora e loja americana de brinquedos colecionáveis Super7. Além da animação, a Super7 lançará diversos produtos relacionados aos Mestres do Universo durante a Comic-Con. He-Man era um príncipe e também o homem mais forte do universo, que lutava para proteger a terra de Eternia do malígno vilão Esqueleto. Desenvolvida pelo estúdio de animação Filmation a partir de bonecos da Mattel, os desenhos de “He-Man” (1983) e o derivado “She-Ra” (1985) representaram um novo patamar de desenvolvimento para as séries animadas, graças a conceitos como universo compartilhado, em que personagens de diferentes atrações podiam se encontrar, e a narrativa épica, que contava uma história contínua e não apenas aventuras isoladas. No Brasil, a animação foi exibida pela Rede Globo e Rede Record, tendo também sua linha de brinquedos, álbum de figurinhas e vários outros produtos derivados distribuídos no país. Atualmente, a Sony Pictures desenvolve um novo filme baseado no personagem, que será dirigido por McG (“As Panteras”). A versão mais recente da história foi escrita por Jeff Wadlow (“Kick-Ass 2”), que, por sinal, tinha a pretensão de dirigir o longa. Será o segundo longo da franquia, após uma produção de 1987 com Dolph Lundgren (“Os Mercenários”) no papel de He-Man e Frank Langella (“Frost/Nixon”) como o vilão Esqueleto. Com efeitos precários e resultado discutível, o filme é mais lembrado por ter lançado a carreira da atriz Courteney Cox (séries “Friends” e “Cougar Town”).
William Hurt homenageia Hector Babenco em texto emocionado
Procurado para repercutir a morte do cineasta Hector Babenco, o ator William Hurt escreveu um texto emocionado, em que lembrou sua convivência com o diretor e celebrou todos os que se foram na produção de “O Beijo da Mulher Aranha”, filme pelo qual conquistou o maior prêmio de sua carreira, o Oscar de Melhor Ator em 1986. No filme dirigido por Hector Babenco e adaptado do livro homônimo de Manuel Puig, o ator interpretava Luis Molina, um homossexual que foi preso por comportamento imoral em um país da América do Sul. Para escapar da realidade que o cerca, ele inventa filmes românticos ao lado do parceiro de prisão Valentin Arregui, um preso político vivido por Raul Julia, que busca se manter mais ligado à realidade. “Hector foi, pelo nosso trabalho em ‘O Beijo da Mulher Aranha’, o melhor diretor com quem já trabalhei – em duas áreas mais especiais e essenciais da arte da atuação: o aspecto tátil básico de criação de personagem (o fundamento do ofício de ator) e a paixão flagrante pelo tema”, ele escreveu. “Nenhum outro diretor com quem trabalhei captou tão bem os aspectos mais duros do processo de criação como Hector em ‘O Beijo da Mulher-Aranha'”, continuou. “Hector foi o condutor quando me senti mais integralmente um ator de cinema”, observou, mencionando a “proximidade da colaboração” do cineasta com os atores, “a ética de trabalho inequívoca”. Hurt lembrou que Babenco “era temperamental e tinha orgulho disso”. “Ninguém se importava. Ele era honesto com seus sentimentos e isso era maravilhoso”, escreveu. “Arte e talento são suor. Ele dividiu isso de pessoa a pessoa. Abençoado seja. Abençoado seja por toda essa experiência.” O ator também se lembrou das filmagens em São Paulo e outros que se foram, como Raul Julia (1940-1994), e chegou a comentar um encontro com Fernando Ramos da Silva, o ator que estrelou “Pixote: A Lei do mais Fraco” (1981) e morreu poucos anos depois assassinado por policiais. “Passamos algumas boas horas juntos. Eu pensei ‘este é um dos meus pais artísticos’. Ele era mais novo do que eu, mas por outro lado era mais velho. Ele tinha passado por tanta coisa. Mas elas mudam o mundo, eu acho, essas belas pessoas e Hector. Fernando morreu não muito depois. Então, por causa de Hector, lutei pelas causas certas, justiça e caráter”. Por fim, ele conclui: “Tirando ter filhos e encontrar seu amor verdadeiro, não há nada melhor do que ter tido a chance de expressar-se a si mesmo em boa companhia, no ofício que você teve sorte o suficiente para encontrar, aprender e transmitir. Hector, que sua passagem para o paraíso seja tão imediata e apaixonada como foi a de Manuel [Puig], Raul [Julia] e Leonard [Scharader, roteirista].” “Ninguém de quem lembramos morre. Algo se vai, sim. Mas não a essência”, disse.
Hector Babenco (1946 – 2016)
Morreu o cineasta Hector Babenco, autor de clássicos do cinema brasileiro como “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” (1976), “Pixote, a Lei do Mais Fraco” (1980), “O Beijo da Mulher-Aranha” (1985) e “Carandiru” (2003). Ele faleceu na noite de quarta-feira (13/7), aos 70 anos de idade, no Hospital Sírio Libanês em São Paulo. Babenco havia sido internado na última terça-feira para um cirurgia simples, para tratar uma sinusite, da qual estava se recuperando quando teve uma parada cardiorrespiratória. Considerado um dos diretores de cinema mais importantes do Brasil, ele dirigiu dez longas-metragens e foi indicado ao Oscar de Melhor Direção por “O Beijo da Mulher-Aranha” (1986). Nascido em Mar del Plata, na Argentina, em 1946, Babenco mudou-se para o Brasil aos 17 anos com a família, indo morar numa pensão em São Paulo. Um ano depois, pegou um navio em Santos e foi viver na Europa, onde passou cinco anos dormindo na rua e trabalhando como figurante em filmes italianos e espanhóis. “Quando voltei para São Paulo, me empenhei seriamente e em fazer cinema, mas continuei sobrevivendo meio à margem, vendendo enciclopédias e túmulos e sendo fotógrafo de restaurantes, com uma máquina polaróide”, disse o diretor, em entrevista em 1985. “Com isso, aprendi que os marginais — esse clichê tão grande — vivem mais intensamente, nas fronteiras da morte.” Não por acaso, seu primeiro longa de ficção girou em torno da boemia paulistana, “O Rei da Noite”, lançado em 1975, dois anos após estrear nos cinemas com o documentário “O Fabuloso Fittipaldi” (1973), sobre Emerson Fittipaldi, primeiro ídolo brasileiro da Fórmula 1. Em plena ditadura, ele foi crítico da política oficial da Embrafilme, e financiou de forma privada seus primeiros longas. Mas não ficou apenas nisso. Em 1977, seu filme “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” desafiou a Censura ao denunciar a atuação brutal do Esquadrão da Morte, dando ao ator Reginaldo Faria um dos principais papéis de sua carreira. A produção teve 6 milhões de espectadores no país, um sucesso retumbante e até hoje uma das dez maiores bilheterias do cinema nacional. Além disso, agradou em cheio à crítica, conquistando o prêmio de Melhor Filme da Mostra de São Paulo. Orgulhoso, na época desse lançamento decidiu que faria não só cinema brasileiro, mas seria brasileiro, naturalizando-se aos 31 anos. “Lúcio Flávio” já seria um marco na carreira de qualquer cineasta. Mas o trabalho mais importante do diretor ainda estava por vir. Atento aos problemas sociais, Babenco ousou escalar um adolescente inexperiente, vindo da periferia, para expressar a situação dos menores abandonados, que alimentavam a crescente criminalidade do país, em “Pixote” (1980). Com cenas impactantes, e sem aliviar a barra na relação entre o menor, vivido por Fernando Ramos da Silva, e a prostituta interpretada por Marília Pêra, o filme foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e premiado pelos críticos de Nova York, chamando atenção mundial para o cineasta. O sucesso lhe rendeu uma carreira internacional, iniciada com “O Beijo da Mulher-Aranha” (1985), que também apresentou Sonia Braga a Hollywood. Filmado no Brasil e combinando atores brasileiros com dois astros hollywoodianos, Raúl Julia e William Hurt, o longa adaptou a obra homônima do escritor argentino Manuel Puig para os porões da ditadura militar brasileira, onde um preso político faz amizade com um travesti sonhador, que cultua um filme romântico nazista – de onde vem a Mulher-Aranha, vivida de forma onírica por Braga. O papel de homossexual rendeu a Hurt os principais prêmios de sua carreira, como o troféu do Festival de Cannes e o Oscar de Melhor Ator. O longa também foi indicado aos Oscars de Melhor Filme, Direção e Roteiro Adaptado, consagrando Babenco como o primeiro cineasta brasileiro a disputar o troféu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A repercussão consolidou a carreira estrangeira de Babenco, que filmou a seguir um filme 100% americano, “Ironweed” (1987), adaptação de romance americano estrelado por Jack Nicholson e Meryl Streep. Ambos os atores foram indicados ao Oscar, mas o lançamento não teve o impacto das produções anteriores do cineasta. Paralelamente, um fato trágico voltou a chamar atenção para seu melhor filme: o assassinato de Fernando Ramos da Silva pela polícia, aos 19 anos de idade. O menino, que tinha conseguido fama mundial como protagonista de “Pixote”, tinha tentado seguir a carreira de ator na Globo, após o sucesso do filme, mas, semi-analfabeto, não conseguia memorizar os roteiros e não emplacou no elenco de novelas. Acabou retornando para as favelas de Diadema, onde teve o destino de tantos outros jovens envolvidos no tráfico. Abalado, Babenco voltou ao Brasil e aos temas nacionais, filmando a seguir o épico “Brincando nos Campos do Senhor” (1991), sobre a situação de abandono dos índios no país. Caríssima, a produção contou com financiamento e elenco internacional (Tom Berenger, John Lithgow, Daryl Hannah, Tom Waits, Kathy Bates e Aidan Quinn) para denunciar uma situação de genocídio no Brasil, com índios exterminados por doenças e pela ganância de fazendeiros. Sombrio demais para o gosto popular, o filme virou referência para outros cineastas. James Cameron disse que suas imagens poderosas da Amazônia serviram de inspiração para o seu “Avatar” (2009). Assistente de direção em “Brincando dos Campos do Senhor”, Vicente Amorim, que tinha 23 anos na época, definiu a experiência com “intensa”, ao relembrar o trabalho com Hector Babenco para o jornal O Globo. “É um filme que valeu por dez, foi muito trabalhoso, muito desgastante. Foi um desafio logístico comparável a ‘Fitzcarraldo’ (de Werner Herzog). Hoje, os filmes são rodados em quatro ou cinco semanas. Aquele foi feito em 36 semanas! Estávamos no meio da selva, e dormíamos num navio. A equipe tinha quase 200 pessoas e uns cem índios, que faziam figuração.” O fracasso nas bilheterias acabou abalando o cineasta, que se distanciou das telas por sete anos, retornando com uma obra mais intimista, o semibiográfico “Coração Iluminado” (1998), que refletia sua juventude em Buenos Aires, num reencontro com suas raízes. Ele retomou os temas sociais em outro filme forte, “Carandiru” (2003), passado no interior da maior prisão do Brasil, cenário de rebeliões e massacres reais, reencenados na produção. Baseado no livro “Estação Carandiru”, do médico Drauzio Varella, o longa se provou um retrato contundente da situação precária dos presídios nacionais e foi premiado em diversos festivais ao redor do mundo. Seu filme seguinte, “O Passado” (2007), foi estrelado por Gael Garcia Bernal (“Diários de Motocicleta”) e novamente falado em espanhol. “Sou um exilado no Brasil e um exilado na Argentina. Não consigo me fazer sentindo parte de nenhuma das culturas. E as duas coisas convivem em mim de forma poderosa”, resumiu o diretor, em entrevista de 2015. Na virada para o século 21, Babenco tratou de um linfoma e, em seu último filme, “Meu Amigo Hindu” (2015), decidiu contar a história de um diretor e sua luta contra o câncer. Mas o drama também tinha inspiração romântica, já que incluía no elenco sua mulher Barbara Paz, atriz que conheceu justamente no período retratado. Já o alter ego de Babenco foi vivido pelo americano Willem Dafoe. Na trama, que acabou sendo sua obra definitiva, o personagem do diretor, quando confrontado pela Morte (encarnada por Selton Mello), expressava apenas um desejo: realizar mais um filme. “Esse é o filme que a morte me deixou fazer”, disse o cineasta, no ano passado. Refletindo a passagem do grande mestre, o cineasta Walter Salles resumiu o sentimento de grande perda do cinema nacional: “Babenco foi um dos maiores diretores da história do cinema brasileiro. Construiu uma obra única, aguda e original, que desvenda a dimensão da tragédia brasileira, mas também expõe nosso drama existencial, humano. ‘Pixote’ é um filme extraordinário, um soco no estomago, assim como ‘Lucio Fávio, o Passageiro da Agonia’. O mestre se vai, mas sua filmografia ampla e insubstituível sobreviverá ao tempo, como um dos mais potentes reflexos dos anos em que vivemos.
Dia dos Mortos: Ator de The Shannara Chronicles fará remake do clássico de zumbis
O australiano Marcus Vanco (série “The Shannara Chronicles”) será o protagonista de “Day of the Dead”, remake do clássico filme de zumbis “Dia dos Mortos” (1985), de George A. Romero. Final da trilogia original de zumbis de Romero, a trama acompanha um grupo de sobreviventes da praga zumbi alojados em uma base militar fortificada. Entre os personagens estão militares e cientistas, que não concordam sobre os próximos passos para lidar com a ameaça apocalíptica. Segundo o Deadline, Vanco interpretará Baca Salazar, um dos militares sobreviventes. Escrita pelo roteirista Jeffrey Reddick (da franquia “Premonição”), a refilmagem de “Dia dos Mortos” segue uma tendência de revisões dos clássicos de Romero. Só o filme inaugural do apocalipse zumbi, “A Noite dos Mortos-Vivos” (1968), teve três remakes, ainda que apenas o primeiro, de 1990, seja considerado oficial. O segundo longa da trilogia também já ganhou refilmagem. Por sinal, “Madrugada dos Mortos” foi o filme que lançou a carreira do diretor Zack Snyder em 2004. O remake do terceiro filme vai criar uma situação inédita: pela primeira vez, uma trilogia será inteiramente refeita no cinema. Trinta anos depois do terror de 1985, Romero ainda voltou aos zumbis para lançar uma nova trilogia, aberta com “Terra dos Mortos” (2005), mas este foi o único filme interessante da nova safra.
Guilherme Karam (1957 – 2016)
Morreu o ator Guilherme Karam, que ficou conhecido por papéis marcantes no humorístico “TV Pirata”, em novelas da rede Globo e nos filmes da Xuxa. Ele sofria da doença de Machado-Joseph, uma síndrome degenerativa que compromete a coordenação motora, e estava internado no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio, vindo a falecer na manhã desta quinta-feira (7/7), aos 58 anos de idade. Karam estreou no cinema em 1978, no filme “Tudo Bem”, de Arnaldo Jabor, e se destacou como um travesti em “Luz del Fuego” (1982), de David Neves, antes de estrear na televisão em 1984, na novela “Partido Alto”, no papel de Políbio, um charlatão explorador. O personagem caiu nas graças do público e abriu-lhe as portas para demonstrar sua capacidade cômica, o que o levou a estrelar o clássico do teatro besteirol brasileiro “As Sereias da Zona Sul”, fazendo par com Miguel Falabella, e integrar o elenco do revolucionário “TV Pirata”, ambos em 1988. Com a proposta de renovar o formato dos humorísticos da Globo, “TV Pirata” reuniu atores jovens de novelas com experiência teatral, em vez dos velhos comediantes tradicionais, e focou sua sátira na própria TV – com “tipos” icônicos como o personagem Zeca Bordoada, apresentador da TV Macho (um contraponto à TV Mulher), que Karam eternizou. Ao lado de Débora Bloch, foi o único ator a fazer parte de todas as temporadas do programa, até 1992. Paralelamente ao “TV Pirata”, ele ainda estrelou seu papel mais popular nas novelas, como o mordomo Porfírio de “Meu Bem, Meu Mal” (1990). Fofoqueiro, Porfírio sempre se intrometia na vida dos patrões e era obcecado por Magda, a personagem vivida por Vera Zimmerman, a quem chamava de “divina Magda”. Depois desse sucesso, participou de “Perigosas Peruas” (1992), “Explode Coração” (1995), “Pecado Capital” (1998), “O Clone” (2001) e a minissérie “Hilda Furacão” (1998). Ele também se notabilizou por fazer parte do elenco dos filmes da apresentadora Xuxa Meneghel, consagrando-se como o vilão favorito das crianças: o Baixo Astral em “Super Xuxa contra Baixo Astral” (1988) e Gorgom em “Xuxa e os Duendes” (2001) e “Xuxa e os Duendes 2” (2002). Ao todo, o ator participou de 17 filmes, entre eles “O Homem da Capa Preta (1986), de Sergio Rezende, “Rock Estrela” (1986), de Lael Rodrigues, “Leila Diniz” (1987), de Luiz Carlos Lacerda, e “Bela Donna” (1998), de Fábio Barreto, no qual contracenou com a americana Natasha Henstridge (“A Experiência”). Afastado do público desde 2005, quando integrou a novela “América”, Karam passou os últimos anos lutando contra sua doença, herdada da mãe, que morreu devido à mesma anomalia genética. Além do ator, outros três irmãos também tiveram a doença, que é rara, incurável e fatal. Diversos amigos tentaram visitá-lo durante o tratamento, mas ele se recusou a ser visto. “Ele não quis nos receber, preferiu que a gente não visse como ele estava. Então, a lembrança que tenho dele é muito saudável, de muita alegria”, contou Claudia Raia ao jornal O Globo, citando também os demais integrantes do elenco do “TV Pirata”, que ele não deixou visitá-lo. Em 2015, a atriz Vera Zimmerman, a divina Magda, já lamentava não poder lhe prestar solidariedade, durante participação no programa “Domingo Show”, da Record. “Ninguém merece passar por isso. A minha vontade é de dar um abraço no Guilherme. Mas se [não receber visitas] é a vontade dele.” Dois de seus maiores sucessos televisivos estão atualmente no ar, em reprises do canal pago Viva: o humorístico “TV Pirata” e a novela “Meu Bem, Meu Mal”.












