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    Ator de “Bacurau” é Hitler no trailer da 2ª temporada de “Hunters”

    8 de dezembro de 2022 /

    A Amazon Prime Video divulgou os pôsteres e o trailer da 2ª temporada “Hunters”, que vai concluir a série com uma caçada à Adolf Hitler nos anos 1970. Escrita por David Weil (do vindouro “Moonfall”) e produzida por Jordan Peele (diretor de “Corra!”), a trama acompanha um grupo diversificado de caçadores de nazistas, que descobrem um complô para criar o Quarto Reich nos Estados Unidos em 1977. No segundo ano, eles iniciarão uma busca mundial por Adolph Hitler (interpretado pelo alemão Udo Kier, de “Bacurau”), que teria forjado sua morte e escapado da Alemanha no final da 2ª Guerra Mundial. Anunciada como final da produção, a temporada também trará de volta o veterano ator Al Pacino (“O Irlandês”), que retoma o papel de Meyer Offerman, líder dos caça-nazis na primeira série de sua longa carreira. O elenco também conta com as voltas de Logan Lerman (“As Vantagens de Ser Invisível”), Jerrika Hinton (“Grey’s Anatomy”), Josh Radnor (“How I Met Your Mother”), Carol Kane (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), Saul Rubinek (“Warehouse 13”), Tiffany Boone (“The Chi”), Louis Ozawa Changchien (“Bosch”), Greg Austin (“Class”), Lena Olin (“A Insustentável Leveza do Ser”) e Dylan Baker (“Homem-Aranha”), e ainda vai acrescentar Jennifer Jason Leigh, indicada ao Oscar por “Os Oito Odiados” (2015). Os novos episódios estreiam em 13 de janeiro na plataforma Prime Video.

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    Teaser anuncia data de estreia da série musical “Daisy Jones & The Six”

    6 de dezembro de 2022 /

    A Prime Video, da Amazon, divulgou um teaser de “Daisy Jones & The Six” para anunciar a data de estreia da atração, que foi marcada para 3 de março em streaming. Adaptação do romance de mesmo nome da escritora Taylor Jenkins Reid – também lançado no Brasil com o título em inglês – , a série vai apresentar os altos e baixos de uma renomada banda de rock dos anos 1970, liderada pela personagem do título. Daisy Jones é descrita como uma garota que nasceu em uma família privilegiada e abandona os pais para seguir a carreira como cantora, começando a participar da cena musical roqueira de Los Angeles. O papel principal é desempenhado pela atriz Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”), que é nada menos que neta de Elvis Presley. E, por sinal, já viveu uma roqueira dos anos 1970 no cinema. Em “The Runaways”, de 2010, ela interpretou a cantora Marie Currie, irmã de Cherie Currie (Dakota Fanning). “Daisy Jones & The Six” foi criada pela dupla Scott Neustadter e Michael H. Weber, roteiristas dos sucessos “A Culpa é das Estrelas” (2014) e “Artista do Desastre” (2017), e terá episódios dirigidos pela cineasta neozelandesa Niki Caro (do filme “Mulan” e da série “Anne with an E”). A produção foi realizada pela empresa Hello Sunshine, de Reese Witherspoon (“The Morning Show”), e o elenco também inclui a atriz e modelo Suki Waterhouse (“Miss Revolução”), a também modelo e atriz Camila Morrone (do remake de “Valley Girl”), Josh Whitehouse (que igualmente estrelou “Valley Girl”), o astro Sam Claflin (“Enola Holmes”), o novato Will Harrison (visto em “Madam Secretary”), Nabiyah Be (“Pantera Negra”) e Sebastian Chacon (“Penny Dreadful: City of Angels”).

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    Hector Bonilla, galã de “Chaves”, morre aos 83 anos

    25 de novembro de 2022 /

    O ator mexicano Hector Bonilla morreu na tarde desta sexta (25/11), vítima de câncer renal, aos 83 anos. A informação foi confirmada pela Secretaria de Cultura do Governo do México. Em seu comunicado, a entidade ressalta que ele era “considerado um dos melhores atores do México”. Bonilla tinha sido diagnosticado em 2019 com um tumor maligno nos rins e fazia tratamento desde então. Embora tenha uma vasta carreira, iniciada nos anos 1960, ele ficou conhecido no Brasil por sua participação na série “Chaves”, como uma celebridade que visita a vila e é tietado pelas personagens femininas, como Chiquinha (María Antonieta de las Nieves) e Dona Florinda (Florinda Meza). Sua participação foi originalmente gravada em 1979, época em que era galã de telenovelas, como “Viviana” e “Pacto de Amor”. Além de interpretar, Bonilla também exerceu a função de diretor na Televisa e na TV Azteca, trabalhando nos bastidores de novelas e programas. Seu último trabalho como ator foi numa comédia natalina da Netflix, “Natal, mas Pouco”, lançada no fim do ano passado. Ele deixa uma viúva, a também atriz Sofía Álvarez, e três filhos, Leonor, Sergio e Fernando Bonilla.

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  • Série

    Atriz de “Downton Abbey” vai estrelar série sobre ska inglês dos anos 1980

    24 de novembro de 2022 /

    A atriz Michelle Dockery, conhecida pelo seu trabalho em “Downton Abbey” e “Good Behavior”, vai estrelar a série “This Town”, mais uma criação do prolífico roteirista Steven Knight (criador de “Peaky Blinders”, “See” e “Taboo”). A série vai contar a história de uma família e de quatro jovens que são atraídos para o mundo do ska e do movimento antirracista das bandas da gravadora 2 Tone (fundada pelo tecladista Jerry Dammers do The Specials), que explodiram na Inglaterra em meio ao punk rock do final dos anos 1970 e início dos 1980, unindo jovens negros e brancos numa irmandade musical. “Este é um projeto muito próximo do meu coração”, disse Knight, em comunicado. “É sobre uma época que vivi e conheço bem e envolve personagens com quem sinto que cresci. É uma carta de amor para [as cidades de] Birmingham e Coventry, mas espero que pessoas de todo o mundo se identifiquem com ela.” Desenvolvida para a rede britânica BBC, a série chegou a considera o título “Two Tone” antes de adotar o nome de “This Town”, as primeiras palavras do hit “Ghost Town” (1981) da banda The Specials. Serão seis episódios, que contarão ainda com Nicholas Pinnock (“Marcella”) e David Dawson (“Meu Policial”) no elenco. Ainda não há previsão de estreia. Michelle Dockery será vista a seguir no thriller de ação “Boy Kills World”, estrelado por Bill Skarsgård (“It – A Coisa”), sem previsão de estreia. Steven Knight tem diversos projetos encaminhados, entre eles a minissérie “The Veil”, estrelada por Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”), e uma série sobre o mundo do boxe clandestino do final do século 19, ambas sem previsão de lançamento. Veja abaixo o clipe de “Ghost Town” e do hit “A Message to You Rudy” (1979), ska jamaicano clássico que virou hino da geração 2 Tone em gravação dos Specials.

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    Amazon vai encerrar “Hunters” em sua 2ª temporada

    15 de novembro de 2022 /

    A Amazon Prime Video não pretende continuar a produzir “Hunters” após sua 2ª temporada, que deve concluir a série no começo de 2023. A atração chamou atenção por ter sido a primeira série da carreira do veterano ator Al Pacino (“O Irlandês”) e foi renovada em 2020, poucos meses após sua estreia. Escrita por David Weil (do vindouro “Moonfall”) e produzida por Jordan Peele (diretor de “Corra!”), a 1ª temporada seguiu um grupo diversificado de caçadores de nazistas, que descobre um complô para criar o Quarto Reich nos Estados Unidos em 1977. Já a trama do segundo ano será focada em uma busca mundial por Adolph Hitler, que teria forjado sua morte e escapado da Alemanha no final da 2ª Guerra Mundial. O líder nazista será interpretado pelo ator alemão Udo Kier (“Bacurau”) e o elenco também contará com a atriz Jennifer Jason Leigh, indicada ao Oscar por “Os Oito Odiados” (2015). Além de Pacino, o primeiro ano da atração também contou com Logan Lerman (“As Vantagens de Ser Invisível”), Jerrika Hinton (“Grey’s Anatomy”), Josh Radnor (“How I Met Your Mother”), Carol Kane (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), Saul Rubinek (“Warehouse 13”), Tiffany Boone (“The Chi”), Louis Ozawa Changchien (“Bosch”), Greg Austin (“Class”), Lena Olin (“A Insustentável Leveza do Ser”) e Dylan Baker (“Homem-Aranha”). A 2ª temporada será lançada em 13 de janeiro na plataforma Prime Video. Lembre abaixo o trailer do lançamento da atração.

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    Marcos Palmeira vai viver delegado de “A Divisão” em nova série

    22 de outubro de 2022 /

    Marcos Palmeira vai estrelar a Parte 2 de “O Jogo que Mudou a História”, nova série criminal da Globoplay, atualmente em produção. Na trama, ele voltará a interpretar o delegado Benício, de “A Divisão”, com gravações previstas apenas para outubro do ano que vem. O ator já estava cotado para a 1ª temporada, mas seu compromisso com a novela “Pantanal” impediu a participação. “O Jogo que Mudou a História” pode ser considerado um prólogo de “A Divisão”, já que se passa dez anos antes Além disso, há uma espécie de “crossover” de bastidores na produção, que é uma criação da equipe de “Arcanjo Renegado”, o roteirista José Júnior e o diretor Heitor Dhalia. “O Jogo que Mudou a História” retratará a guerra do narcotráfico no Rio. A produção mostrará o surgimento das grandes facções criminosas, situando sua trama entre os anos de 1977 e 1989. Os episódios da leva inicial já foram gravados. No elenco, estão Raphael Logam, Jonathan Azevedo, Babu Santana, Vanessa Giácomo e Otávio Müller. Atualmente, Palmeira está envolvido com a série documental “A Era dos Humanos”, também do Globoplay. A produção, dirigida por Iara Cardoso, mostra como as ações do homem estão impactando o meio ambiente.

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    Austin Stoker, ator de “Assalto à 13ª DP”, morre aos 92 anos

    11 de outubro de 2022 /

    O ator Austin Stoker, conhecido por estrelar “Assalto à 13ª DP” (1976), morreu na última sexta (7/10), data em que completou 92 anos. Ele faleceu em decorrência de insuficiência renal. Stoker também era conhecido pelas suas participações em clássicos como “A Batalha do Planeta dos Macacos” (1973) e “Aeroporto 75” (1974), além de diversos filmes e séries de TV, numa carreira que se estendeu por mais de 50 anos. Austin Stoker era o nome artístico de Alphonso Marshall, nascido em 7 de outubro de 1930, em Porto da Espanha, capital de Trindade e Tobago. Ele se mudou para Nova York em busca do seu sonho de trabalhar na indústria do entretenimento. Em 1954, Stoker tocou tambores na peça da Broadway “House of Flowers”, escrita por Truman Capote e Harold Arlen, e estrelada por Pearl Bailey (“Amor Sem Barreiras”) e Diahann Carroll (“Claudine”). Ele também fazia apresentações em boates e gravou dois álbuns. Depois de servir no Exército, estudou atuação com a lendária Lee Grant em Nova York e se mudou para a Califórnia. Em 1969, ele conseguiu o seu primeiro papel em um episódio da série “The Mod Squad”. Sua estreia no cinema aconteceu em 1973 em “A Batalha do Planeta dos Macacos”, quinto e último capítulo cinematográfico da saga sci-fi original da 20th Century Fox, onde interpretou o personagem MacDonald, a influência humana positiva do macaco César (Roddy McDowall). Após o filme, ele continuou ligado à franquia ao dar voz a Jeff Allen, um dos protagonistas da série animada “De Volta ao Planeta dos Macacos”, que foi ao ar dois anos depois. O ator começou a se destacar ainda mais ao participar do filme-catástrofe “Aeroporto 75” (1974) e do blaxploitation “Sheba, Baby” (1975), em que viveu o interesse amoroso de Pam Grier. Porém, seu maior papel foi no suspense “Assalto à 13ª DP” (1976), dirigido por John Carpenter, no qual interpretou o policial Ethan Bishop, que precisa liderar um grupo de criminosos, civis e outros policiais no interior de uma delegacia cercada por uma gangue fortemente armada de criminosos, que tentavam invadir o lugar à força. Rodado em apenas 20 dias por cerca de US$ 100 mil, “Assalto à 13ª DP” (1976) foi uma versão de Carpenter para o famoso western “Rio Bravo”, de Howard Hawks, e acabou se tornando cultuadíssimo, a ponto de ganhar um remake embranquecido em 2005, com Ethan Hawke no papel de Bishop. Mas a escalação de um branco como protagonista diluiu toda a discussão racial que a obra tinha despertado na década de 1970. Depois do principal filme da carreira, Stoker não voltou a ter novos papéis importantes, equilibrando a carreira entre longas de baixo orçamento e participações em séries. Na TV, Stoker apareceu em “Kojak” (em 1974), “S.W.A.T.” (1975), “O Homem de Seis Milhões de Dólares” (de 1975 a 1977) e “O Incrível Hulk” (1979), entre outras atrações, e ainda brilhou na clássica minissérie “Raízes” (1977) como Virgil Harvey, o pai da personagem Mathilda (Olivia Cole). Seus últimos créditos como ator foram em “Os 3 Infernais” (2019), dirigido por Rob Zombie, “Double Down” (2020), filme escrito, dirigido e estrelado por Sterling Macer Jr., e “Give Till It Hurts”, comédia de humor negro comandada por Thomas L. Callaway. Veja o trailer de “Assalto à 13ª DP”.

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    Insatisfação com “Halloween – Ressurreição” fez Jamie Lee Curtis voltar à franquia

    10 de outubro de 2022 /

    A atriz Jamie Lee Curtis revelou ter aceitado voltar à franquia “Halloween” porque estava insatisfeita com o final dado à personagem Laurie Strode nos filmes anteriores. A revelação foi feita pela própria atriz, durante a Comic Con de Nova York. Na ocasião, Curtis lembrou que ela já tinha retornado à franquia no filme “Halloween H20: Vinte Anos Depois” (1998), que tinha o propósito de dar um fim à saga de Laurie Strode e Michael Meyers. Entretanto, na ocasião, os produtores não queriam que o filme terminasse com a morte do assassino. “Agora, isto foi dito com o trem em movimento, quero dizer, quando estávamos prontos para filmar”, contou ela. “Eu bati o pé: ‘Não vou fazer isso, não vou provocar o público novamente'”. Assim, “Halloween H20: Vinte Anos Depois” terminou com Laurie decapitando Michael, numa cena que deveria ter encerrado a franquia. Mas os roteiristas deixaram uma porta aberta e, quatro anos depois, “Halloween – Ressurreição” mostrou outra versão do desfecho. A explicação dada foi a de que Meyers havia trocado de roupa com um paramédico, e que a pessoa que Strode decapitou era, na verdade, um homem inocente. Curtis falou que não se importou com a mudança, desde que aquilo significasse a sua despedida da franquia. Mas estipulou uma condição para aceitar esta possibilidade. “Eu disse: ‘OK, se vocês vão fazer isso, e parece que terminou para Laurie, e meu público sente que acabou, então eu farei. Mas vocês terão que me pagar muito dinheiro no próximo filme e me matar nos primeiros dez minutos do filme, porque então ficará claro que eu [na verdade, Laurie] matei um homem inocente e não poderia viver com isso.” “Halloween – Ressurreição” mostrou Michael Meyers finalmente matando Laurie Strode logo no início do filme, numa cena de deveria marcar o fim da participação de Curtis na franquia. Mas tudo mudou quando ela recebeu o roteiro do reboot, “Halloween” (2018), co-escrito pelo cineasta David Gordon Green. “Ele me enviou um roteiro [que desconsiderava os filmes anteriores] e disse que ela passou 40 anos se escondendo atrás de arame farpado, emocionais e físicos”, explicou Curtis. “Às custas de sua filha e neta, porque ela sabe que Michael Meyers está voltando. E era esse filme incrível sobre Laurie e seu trauma.” A conexão do novo filme com os tempos atuais também foi um fator determinante para que ela aceitasse retornar. “Era esse lindo filme sobre uma mulher assumindo o controle de sua vida e coincidiu com as mulheres ao redor do mundo se levantando e assumindo o controle de suas vidas e dizendo ‘Me Too’, ‘Me Too’, ‘Time’s’ Up’ e ‘Me Too.'” Agora, Curtis está empolgada em compartilhar com o público o verdadeiro final da sua personagem, que será revelado em “Halloween Ends”, último capítulo da trilogia iniciada em 2018. Numa entrevista anterior, concedida à revista Total Film, ela falou um pouco sobre o que o público pode esperar desse novo filme. “Quando encontramos Laurie Strode, ela já conseguiu ajuda”, contou. “Ajuda para processar o nível de violência que foi perpetrado contra ela e sua família. Ela fez o trabalho. E há um momento no início do filme em que você realmente conhece Laurie – não vou dizer que ela é tão inocente quanto era aos 17 anos – mas há uma camada de esperança sobre ela. Esse é um belo lugar para começar um final realmente trágico e incrivelmente violento”, completou. A trama do novo filme vai se passar quatro anos após os eventos mostrados em “Halloween Kills” (2021). Agora, Laurie está morando com sua neta, Allyson (Andi Matichak) e terminando de escrever suas memórias. Laurie decidiu se libertar do medo e da raiva e abraçar sua vida. Mas quando um jovem, Corey Cunningham (Rohan Campbell), é acusado de matar um menino que ele estava cuidando, isso desencadeia uma cascata de violência e terror que forçará Laurie a finalmente enfrentar o mal que ela não pode controlar. Além de Curtis, a nova trilogia também resgatou Kyle Richards, que viveu originalmente uma das crianças cuidadas pela então babá Laurie em 1978, e introduziu a filha e a neta da heroína, vividas por Judy Greer e Andi Matichak. Com direção de David Gordon Green (dos dois “Halloween” anteriores), o filme derradeiro tem estreia marcada para quinta-feira (13/10) no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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    Morre Sacheen Littlefeather, atriz indígena que fez História no Oscar

    3 de outubro de 2022 /

    A atriz e ativista Sacheen Littlefeather, que causou furor ao discursar contra a representação indígena de Hollywood no Oscar de 1973, morreu no domingo (2/10) aos 75 anos, na cidade de Novato, no norte da Califórnia, cercada por seus entes queridos. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que se reconciliou com Littlefeather em junho e organizou uma celebração em sua homenagem há apenas duas semanas, revelou a notícia em suas mídias sociais durante a noite. Littlefeather divulgou em 2018 que havia sido diagnosticada com câncer de mama em estágio 4, com metástase. Em seus últimos meses de vida ela recebeu um pedido formal de desculpas da Academia pela maneira como a tratou em 1973, quando ela subiu ao palco como representante enviado por Marlon Branco para receber o Oscar que ele ganhou pelo trabalho em “O Poderoso Chefão” (1972). Na ocasião, Littlefeather leu uma mensagem de Brando na qual criticava, entre outras coisas, os estereótipos nativos americanos perpetuados pela indústria do entretenimento. “Quando vocês nos estereotipam, vocês nos desumanizam”, ela apontou, sob uma mistura sonora de vaias e aplausos. Naquele momento, John Wayne, que estava nos bastidores, precisou ser seguro por seis seguranças para não invadir o palco e comprar briga com a jovem indígena. Ninguém estava preparado para o que aconteceu. Foi o primeiro discurso político num Oscar – e a única vez que o troféu foi recusado por seu vencedor. A surpresa causou indignação e foi considerado uma brincadeira de mau gosto na época. De fato, durante muito tempo, o feito foi reduzido a uma pegadinha de Marlon Brando. O desdém foi potencializado quando veio à tona que Sacheen Littlefeather era uma atriz. De fato, Sacheen Littlefeather era uma atriz. Mas uma atriz apache legítima, que atuou em “O Julgamento de Billy Jack” e “A Volta dos Bravos”, mas após seu discurso histórico perdeu o registro do sindicato e precisou abandonar a profissão. Em 2022, a Academia admitiu que o discurso levou Littlefeather a ser “boicotada profissionalmente, pessoalmente atacada, assediada e discriminada pelos últimos 50 anos”. A própria Littlefeather já havia afirmado isso em um documentário curta-metragem intitulado “Sacheen”, que foi lançado em 2019. No curta, ela disse que até Brando a abandonou após a repercussão negativa. Além disso, a polêmica a colocou na lista negra de Hollywood e, consequentemente, ela não conseguiu mais nenhum trabalho como atriz. Já envolvida com ativismo político, ela passou então a se dedicar de vez às causas indígenas, mas se voltou à questão da saúde. Formada em saúde holística pela Universidade de Antioch com especialização em medicina nativa americana, ela passou a escrever uma coluna de saúde para o jornal da tribo Kiowa em Oklahoma, deu aulas no programa de medicina tradicional indígena no Hospital St. Mary em Tucson, Arizona, e trabalhou com Madre Teresa para ajudar pacientes com AIDS na área da baía de San Francisco, posteriormente tornando-se membro do conselho fundador do Instituto Indígena-Americano de AIDS de San Francisco. Littlefeather também continuou seu envolvimento com as artes, fundando uma organização nacional de atores indígenas no início dos anos 1980 e continuando a ser uma defensora da inclusão dos nativos americanos em Hollywood, para que atores brancos não fossem escalados – e pintados de “redface” – em papéis indígenas. Seu discurso por inclusão e representatividade hoje é considerado um marco histórico, precursor de uma reviravolta completa em Hollywood. Num reconhecimento tardio, a Academia resolveu lhe pedir desculpas por meio de uma carta assinada por seu presidente, David Rubin, e enviada em junho passado, e convidá-la participar de uma atividade do Museu do Cinema, com direito a uma programação totalmente desenvolvida por ela, que aconteceu em 17 de setembro. “Em relação ao pedido de desculpas da Academia para mim, nós indígenas somos pessoas muito pacientes – faz apenas 50 anos! Precisamos manter nosso senso de humor sobre isso o tempo todo. É o nosso método de sobrevivência”, ela disse, por meio de um comunicado à imprensa. Duas semanas antes de sua morte, ela participou de um evento da Academia pela segunda vez em sua vida, na comemoração do museu em sua homenagem. Na ocasião, deixou claro que sabia que seu fim era iminente. “Em breve, estarei cruzando para o mundo espiritual”, ela comentou. “Estou aqui para aceitar esse pedido de desculpas, não por mim mesma, mas por todas as nossas nações que também precisam ouvir e merecem este pedido de desculpas. Olhem para o nosso povo. Olhem uns para os outros e tenham orgulho de sermos sobreviventes, todos nós. Por favor, quando eu me for, lembrem-se que, sempre que defenderem sua verdade, vocês manterão minha voz e as vozes de nossas nações e nosso povo vivas”, completou, sob aplausos. Leia abaixo a íntegra do pedido de desculpas da Academia à atriz. “Cara Sacheen Littlefeather, Escrevo para você hoje uma carta que devo há muito tempo em nome da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, com humilde reconhecimento de sua experiência no 45º Oscar. Quando você subiu no palco em 1973 para não aceitar o Oscar em nome de Marlon Brando, mencionando a deturpação e maus-tratos dos nativos americanos pela indústria cinematográfica, você fez uma declaração poderosa que continua a nos lembrar da necessidade de respeito e a importância da dignidade humana. O abuso que você sofreu por causa dessa declaração foi descabido e injustificado. A carga emocional que você viveu e o custo para sua própria carreira em nossa indústria são irreparáveis. Por muito tempo, a coragem que você demonstrou não foi reconhecida. Por isso, oferecemos nossas mais profundas desculpas e nossa sincera admiração. Não podemos realizar a missão da Academia de ‘inspirar a imaginação e conectar o mundo através do cinema’ sem o compromisso de facilitar a mais ampla representação e inclusão que reflita nossa diversificada população global. Hoje, quase 50 anos depois, e com a orientação da Academy’s Indigenous Alliance, estamos firmes em nosso compromisso de garantir que as vozes indígenas – os contadores de histórias originais – sejam contribuintes visíveis e respeitados para a comunidade cinematográfica global. Dedicamo-nos a promover uma indústria mais inclusiva e respeitosa que alavanque um equilíbrio entre arte e ativismo para ser uma força motriz para o progresso. Esperamos que você receba esta carta com espírito de reconciliação e como reconhecimento de seu papel essencial em nossa jornada como organização. Você está para sempre respeitosamente enraizado em nossa história. Com calorosas saudações, David Rubin Presidente, Academia de Artes e Ciências Cinematográficas”.

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    Trailer e vídeo de bastidores marcam final da franquia “Halloween”

    27 de setembro de 2022 /

    A Universal divulgou o trailer e um vídeo de bastidores de “Halloween Ends”, filme anunciado como encerramento da longeva saga de terror. Por isso, as prévias são centradas na última luta entre o serial killer Michael Myers e a final girl Laurie Strode (Jamie Lee Curtis). Desde que os dois se enfrentaram pela primeira vez em 1978, eles já tiveram três finais anunciados como definitivos – o primeiro foi a continuação direta, “Halloween II”, de 1980, seguido por “Halloween H20: Vinte Anos Depois” em 1998 e, por fim, “Halloween: Ressurreição” em 2002, o filme em que Laurie morre. Todos foram ignorados pela nova trilogia, inaugurada em 2018 como uma sequência direta do longa original de John Carpenter. O papel de Laurie deu à Jamie Lee Curtis, filha de Tony Curtis (“Quanto Mais Quente Melhor”) e Janet Leigh (“Psicose”), a fama de maior “scream queen” (rainha do grito) e mais popular “final girl” (última garota sobrevivente) de todos os tempos. Ela reconhece o impacto causado pelo filme em sua carreira num dos vídeos recém-disponibilizados, emocionando-se com a despedida do papel. Além dela, o ator e diretor Nick Castle, que viveu a primeira versão mascarada do psicopata Michael Myers, também retornou na nova trilogia, como homenagem em alguns closes. Uma vez que ele é septuagenário, as cenas de ação ficaram a cargo de um dublê (James Jude Courtney). A nova trilogia também resgatou Kyle Richards, que viveu originalmente uma das crianças cuidadas pela então babá Laurie em 1978, e introduziu a filha e a neta da heroína, vividas por Judy Greer e Andi Matichak. Uma delas foi despachada pelo bicho papão da franquia no longa anterior. Com direção de David Gordon Green (dos dois “Halloween” anteriores), o filme derradeiro – ou apenas o final da trilogia – tem estreia marcada para 13 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA e 18 antes do Halloween.

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    Irene Papas, maior atriz da Grécia, morre aos 93 anos

    14 de setembro de 2022 /

    A atriz grega Irene Papas, conhecida por clássicos como “Os Canhões de Navarone” (1961), “Zorba, o Grego” (1964) e “Z” (1969), morreu nesta quarta (14/9) aos 93 anos. O anúncio foi feito pelo Ministério da Cultura da Grécia sem divulgar a causa da morte, mas o estado de saúde da estrela estava frágil há anos. Em 2013, ela foi diagnosticada com Alzheimer. Atriz grega de maior renome internacional, Irene Papas estreou mais de 60 filmes ao longo da carreira e foi homenageada com um Leão de Ouro honorário do Festival de Veneza em 2009 por suas realizações. Filha de um professor de teatro, ela nasceu Eirini Lelekou em uma aldeia perto de Corinto, e frequentou a escola real de teatro em Atenas. Ela virou Papas em 1948, após se casar com o diretor de teatro Alkis Papas, que levou a então cantora ao cinema. Depois de dois filmes menores na Grécia, Erini Papas teve o nome latinizado para estrelar produções na Itália, tornando-se Irene em papéis coadjuvantes em várias produções do país, como as “As Infiéis” (1953), de Mario Monicelli, e “Uma Daquelas Mulheres” (1953), com Totó, além do épico de “espadas e sandálias” “A Invasão dos Bárbaros” (1954), no qual coadjuvou para Sophia Loren e Anthony Quinn. Papas logo viraria coestrela de Quinn em vários filmes, formando uma dupla lendária. Sua estreia em Hollywood aconteceu em 1956, no western “Honra a um Homem Mau”, de Robert Wise. Mas foi só quando viveu uma líder da resistência grega em “Os Canhões de Navarone”, que Hollywood reparou estar diante de uma estrela. Na aventura passada na 2ª Guerra Mundial, ela conduzia soldados britânicos interpretados por David Niven, Gregory Peck e Anthony Quinn numa incursão secreta para destruir uma fortificação nazista na costa da Grécia. Mas mesmo formando seu primeiro par romântico com Quinn no filme, revelava-se mais fria e heroica que os militares durante toda a missão. Ela ainda apareceu na aventura da Disney “O Segredo das Esmeraldas Negras” (1964), estrelada pela adolescente Hayley Mills, antes de ter uma participação marcante em “Zorba, o Grego” (1964), novamente ao lado de Quinn. Papas interpretou uma viúva solitária que, depois de fazer amor com um escritor inglês (Alan Bates), era apedrejado pelos aldeões cretenses. Apesar das produções internacionais, a estrela nunca largou o cinema de seu país. Ao contrário, virou o rosto oficial das grandes adaptações das tragédias gregas, protagonizando “Antigona” (1961) e “Electra, a Vingadora” (1962) nos papéis-títulos. Com “Electra”, a atriz iniciou uma duradoura parceria com o cineasta Michael Cacoyannis, com quem completou uma trilogia baseada nas peças de Eurípedes, formada ainda por “As Troianas” (1971), na qual viveu Helena de Tróia, e “Ifigênia” (1976). Tão famosa como sua trajetória como artista foi sua vida pessoal. Ela tinha apenas 21 anos quando se casou pela primeira vez com o diretor de cinema Alkis Papas, e o relacionamento durou apenas quatro anos, encerrado em 1951. Mas três anos depois, Irene encontrou o amor de sua vida, ninguém menos que Marlon Brando. “Desde então, nunca amei um homem como amei Marlon. Ele foi a grande paixão da minha vida, absolutamente o homem com quem eu mais me importava e também o que eu mais estimava, duas coisas que geralmente são difíceis de conciliar”, ela chegou a admitir numa entrevista. Irene também não tinha papas na língua. Liberal assumida – no Brasil de Bolsonaro, seria chamada de comunista – ela liderou a conclamação de um “boicote cultural” contra o “Quarto Reich”, como chamava a ditadura grega. Acabou exilada em 1967. No exterior, sua carreira continuou a florescer. Ela atuou no drama “Sangue de Irmãos” (1968) do americano Martin Ritt, no épico histórico “Ana dos Mil Dias” (1969) do britânico Charles Jarrott, em giallos dos italianos Umberto Lenzi (“Um Lugar Ideal para Matar”, 1971) e Lucio Fulci (“O Segredo do Bosque dos Sonhos”, 1972), e no grande clássico político “Z” (1969), de seu compatriota em exílio Costa-Gavras, proibidíssimo na Grécia – e até pela ditadura militar brasileira, por sinal. Mesmo com a queda da junta militar em 1974, quando pôde regressar ao seu país, Papas manteve os contatos internacionais, trabalhando em Hollywood com Terence Young (o primeiro diretor de “007”) em “A Herdeira” (1979) e com John Landis em “Um Romance Muito Perigoso” (1985), em dois dramas do italiano Francesco Rosi, “Cristo Parou em Éboli” (1979) e “Crônica de uma Morte Anunciada” (1987), e em dois épicos árabes do sírio Moustapha Akkad, “Maomé – O Mensageiro de Alá” (1976) e “O Leão do Deserto” (1980), ambos novamente ao lado de Anthony Quinn. Irene Papas também atuou em filmes falados em português, incluindo a produção brasileira “Erêndira” (1981), de Ruy Guerra, onde contracenou com Claudia Ohana, e em três longas do português Manoel de Oliveira, que a chamava de “a mãe da civilização ocidental” – “Party” (1996), “Inquietude” (1998) e “Um Filme Falado” (2003), o penúltimo lançamento da sua carreira no cinema. A atriz ainda estrelou “O Capitão Corelli”, do inglês John Madden, ao lado de Nicolas Cage e Penélope Cruz, e se despediu das telas com um filme que ela própria dirigiu, “Hécuba”, uma nova adaptação de Eurípedes, lançada em 2004. Além da carreira teatral, ela brilhou em superproduções épicas da televisão, incluindo duas minisséries baseadas na “Odisseia”, de Homero, vivendo Penélope em 1968 e Anticleia em 1997, e numa outra sobre o êxodo judeu, “A Terra Prometida – A Verdadeira História de Moisés”, como Zipporah em 1974. Também seguiu carreira nos palcos por várias décadas, adaptando seu favorito Eurípedes, mas também Shakespeare, Ibsen e vários outros clássicos teatrais. A sua carreira estendeu-se ainda à música. Em 1969, gravou um álbum de canções de outro artista grego exilado, o compositor Mikis Theodorakis (autor da trilha de “Zorba, o Grego”). E causou escândalo com a sua participação no álbum conceptual “666”, do grupo de rock progressivo Aphrodite’s Child, interpretando “orgasmos vocais”. Desse álbum nasceu sua parceria com o tecladista Vangelis, um dos integrantes da banda, com quem trabalhou em mais dois discos: “Odes” (1979), com canções populares gregas, e “Rapsodies” (1986), com hinos litúrgicos bizantinos. Uma artista completa, que, em 1995, foi condecorada com a insígnia da Ordem da Fénix, uma das maiores condecorações da Grécia, lhe conferida pelo então Presidente Konstantinos Stephanopoulos.

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  • Etc,  Filme

    Gary Nelson, diretor de clássicos da Disney, morre aos 87 anos

    11 de setembro de 2022 /

    O cineasta Gary Nelson, que dirigiu os clássicos da Disney “Se Eu Fosse Minha Mãe” (1976) e “O Abismo Negro” (1979), morreu em 25 de maio de causas naturais em Las Vegas, aos 87 anos. Apesar do falecimento ter acontecido há mais de três meses, a notícia só foi comunicada por seus filhos neste fim de semana. Gary era filho de Sam Nelson, que atuou como assistente de direção em filmes marcantes como “A Dama de Shanghai” (1947) e “Quanto Mais Quente Melhor” (1959), e foi um dos co-fundadores do DGA, o Sindicado dos Diretores dos EUA. Ele também começou como assistente de obras icônicas. Seu primeiro trabalho na função foi simplesmente “Juventude Transviada” (1955), dirigido por Nicholas Ray e estrelado por James Dean. Depois disso, ainda foi assistente de John Ford em “Rastros de Ódio” (1956), de Stanley Donen em “Cinderela em Paris” (1957) e de John Sturges em “Sem Lei e Sem Alma” (1957), antes de passar para a TV. Na televisão, evoluiu de assistente em 66 capítulos de “Paladino do Oeste” para diretor da série em 1962. Mas essa transição contou com uma ajuda de sua futura esposa. Gary Nelson conheceu a atriz Judi Meredith (“O Matador de Gigantes”) nos bastidores da produção durante a primeira participação dela na série e os dois se apaixonaram quase instantaneamente. Quando os produtores quiseram trazê-la de volta, ela impôs uma condição: que Nelson dirigisse o episódio. Foi o começo da carreira do diretor. Nelson e Meredith se casaram, tiveram dois filhos e ficaram juntos por 54 anos, até a morte dela em 2014. Após dirigir seis episódios de “Paladino do Oeste”, ele passou a ser cotado para comandar séries icônicas como “The Patty Duke Show” (1963–1966), “A Ilha dos Birutas” (1964–1967), “Agente 86” (1965-1970), “Nós e o Fantasma” (1968–1970) e “Nanny” (1970-1971), assinando dezenas de capítulos, e logo foi trabalhar no cinema em faroestes B de produtoras independentes – “Molly and Lawless John” (1972) e “Santee – O Caçador de Recompensas” (1973). Em 1974, foi contratado pela Disney para dirigir o telefilme de aventura “O Rapaz que Falava com Texugos”, que iniciou sua bem-sucedida relação com o estúdio. Seu trabalho em “Se Eu Fosse Minha Mãe” marcou época. O filme estrelado pela jovem Jodie Foster como uma adolescente que troca de corpo com a mãe (Barbara Harris) acabou originando uma febre de comédias sobre troca de corpos e até um remake, “Sexta-Feira Muito Louca” (2003), com Lindsay Lohan e Jennifer Lee Curtis. Graças a esse sucesso, a Disney o escalou para realizar “O Abismo Negro”, um dos filmes mais ambiciosos e caros do estúdio até então. A produção era uma ficção científica espacial inspirada por “Guerra nas Estrelas” (Star Wars) e se tornou o primeiro longa do estúdio lançado sem censura livre (foi considerado impróprio para menores de 10 anos no Brasil). Só que não agradou a crítica e nem estourou nas bilheterias – ainda que hoje seja considerado cult. Numa guinada na carreira, Nelson fez imediatamente o thriller policial “Falcões da Noite” (1981), estrelado por Sylvester Stallone, que retomou sua popularidade. Mas se complicou com os filmes seguintes, a comédia “Jimmy the Kid” (1982), estrelada pelo astro mirim Gary Coleman, e “Allan Quatermain e a Cidade do Ouro Perdido” (1986), uma espécie de Indiana Jones da 2ª Divisão, que foi o segundo e último filme da franquia estrelada por Richard Chamberlain (antes de se assumir gay) e Sharon Stone (bem antes de estourar). A implosão de “Allan Quatermain” encerrou sua carreira cinematográfica, mas ele seguiu ativo na TV por muitos anos. Entre outros trabalhos, dirigiu todos os seis episódios da aclamada minissérie “Washington: Behind Closed Doors” (1977), que rendeu um Emmy de Melhor Ator para Robert Vaughn. Ele se aposentou depois de dirigir e atuar como co-produtor executivo na série “Early Edition”, de 1996 a 2000.

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  • Série

    João Vicente de Castro vai viver o próprio pai em série sobre O Pasquim

    27 de agosto de 2022 /

    O ator e apresentador João Vicente de Castro (da novela “Espelho da Vida” e do programa “Papo de Segunda”) vai viver o próprio o pai, Tarso de Castro, numa série dramática da Paramount+ sobre a história do jornal O Pasquim. Tarso foi um dos fundadores da famosa publicação de humor, comportamento e política que marcou o Brasil nos anos 1970. João Vicente é um dos produtores do projeto, atualmente em fase de piloto. Se tudo der certo, será sua segunda produção para o streaming, após a série de comédia e suspense “As Seguidoras”, lançada em março. Ele vai trabalhar na produção com a equipe do Porta dos Fundos. A atração terá seis episódios escritos por Murilo Hauser. “Vai ser uma loucura”, disse o ator-produtor ao jornal O Globo. “Ainda não sabemos quando vamos gravar. E estamos fazendo convites para o elenco”. “O Pasquim” foi fundado por Tarso de Castro, Jaguar e Sérgio Cabral em 1969 para enfrentar a ditadura militar com uma revolução comportamental. A publicação, editada até 1991, abordava temas como sexo, drogas, feminismo e trazia muitas tiras de humor, incomodando para valer a dita “moral e os bons costumes” que a ditatura pretendia impor com a força da censura no Brasil. De fato, em função de uma entrevista lendária feita por Tarso, Jaguar e Cabral com Leila Diniz em 1969, foi instaurada a censura prévia aos meios de comunicação no país, a infame Lei de Imprensa, que por um tempo se tornou popularmente conhecida pelo nome da atriz. Em novembro de 1970, a maior parte da redação de O Pasquim foi presa porque o jornal ousou satirizar o célebre quadro da Proclamação da Independência, de Pedro Américo. Mas Millôr Fernandes, que escapou da prisão, manteve o jornal funcionando com colaborações de Chico Buarque, Antônio Callado, Rubem Fonseca, Odete Lara, Glauber Rocha e diversos intelectuais cariocas, vendendo cerca de 100 mil exemplares por semana, mais do que as revistas Veja e Manchete somadas. Ao longo de sua trajetória icônica, O Pasquim também contou com colaborações de Ziraldo, Manoel “Ciribelli” Braga, Miguel Paiva, Prósperi, Luiz Carlos Maciel, Henfil, Paulo Francis, Ivan Lessa, Carlos Leonam, Sérgio Augusto, Ruy Castro, Fausto Wolff, Claudius e Fortuna. Tarso foi editor de 80 edições do jornal e morreu de cirrose hepática em maio de 1991, aos 49 anos. Seis meses depois, O Pasquim fechou.

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