Shane Rimmer (1929 – 2019)
O ator e dublador Shane Rimmer, que deu voz ao piloto Scott Tracy na série de marionetes “Thunderbirds”, morreu em sua casa na madrugada desta sexta (29/3). Ele tinha 89 anos. Canadense, nascido em Toronto em 1929, Rimmer se mudou para o Reino Unido na década de 1950, onde trabalhou em várias séries (incluindo “Doctor Who”) e iniciou uma carreira repleta de figurações no cinema, iniciada pelo clássico “Dr. Fantástico” (1964), de Stanley Kubrick, e com direito a três filmes de 007 nos anos 1970 – “007 – Os Diamantes São Eternos” (1971), “Com 007 Viva e Deixe Morrer” (1973) e “007: O Espião que me Amava” (1977), sempre como personagens diferentes. Rimmer também tinha uma relação afetiva com as adaptações da DC Comics. Após aparecer nos três primeiros filmes de “Superman” estrelados por Christopher Reeve, ainda figurou em “Batman Begins” (2005). Sua ficha no IMDb cita 165 créditos, incluindo “Guerra nas Estrelas” (1977) e o vencedor do Oscar “Gandhi” (1982), mas a maioria de seus papéis de cinema foi tão pequena que nem sequer tinha nome – em vez disso, eram identificados como o “técnico mais velho”, o “treinador”, o “coronel”, o “comentarista”. Seu trabalho mais consistente se deu nas séries do produtor Gerry Anderson. Além de dar voz ao líder da tripulação dos Thunderbirds entre 1964 e 1966, ele também dublou personagens de outras duas atrações famosas de bonecos, “Capitão Escarlate” (1967-68) e “Joe 90” (1968-69). Para completar, apareceu em carne e osso nas séries live-action de ficção científica do produtor, “Projeto UFO” (1970-71) e “Espaço: 1999” (1975–1977). Um de seus últimos trabalhos foi uma minissérie em que voltou a dublar o líder dos Thunderbirds. Foram três episódios lançados em 2015. Entretanto, quando a série original foi refeita no mesmo ano, os novos produtores não o chamaram de volta, encerrando sua longa ligação com o legado de Gerry Anderson (1929–2012).
June Harding (1940 – 2019)
A atriz June Harding, que fez sucesso nos anos 1960, ao estrelar a comédia “Anjos Rebeldes” (1966), morreu no dia 22 de março em uma casa de repouso no Maine. Ela tinha 78 anos. Com aparência bem mais jovem que sua idade real, Harding registrou seu primeiro trabalho numa pequena participação na longeva novela “As the World Turns” aos 16 anos, de onde partiu para Nova York, buscando virar atriz de teatro. Após se apresentar em peças pequenas, ela estreou na Broadway aos 21 anos, em dezembro de 1961, como a filha mais nova de Art Carney na peça de sucesso “Take Her, She’s Mine”, mas logo voltou para a TV, virando integrante da série de antologia “The Richard Boone Show”, entre 1963 e 1964. Ela ainda apareceu em episódios de “Dr. Kildare”, “Os Defensores” e “O Fugitivo” antes de ser escalada em seu primeiro e único filme. Já tinha 26 anos quando protagonizou “Anjos Rebeldes” ao lado da estrelinha da Disney Hailey Mills, então com 19. No clássico dirigido por Ida Lupino, as duas viviam as personagens do título, estudantes espirituosas de um internato de meninas, administrado por uma Madre Superiora durona (Rosaland Russell). O filme fez grande sucesso e rendeu uma homenagem para a atriz em sua cidade natal de Emporia, na Virginia. Ela recebeu a chave da cidade e foi comemorada com um novo feriado municipal, o “Dia de June Harding”. Mas Harding não deu sequência na carreira, aposentando-se logo no começo dos anos 1970. Seu último papel foi no telefilme “The Cliff” (1970). Desde então, vinha se dedicando à pintura.
Era uma Vez em Hollywood: Novo filme de Tarantino ganha trailer dublado e legendado
A Sony divulgou o primeiro trailer de “Era uma Vez em Hollywood”, próximo filme de Quentin Tarantino, em versões dublada e legendada. A prévia destaca os principais protagonistas, Leonardo DiCaprio (“Django Livre”) e Brad Pitt (“Bastardos Inglórios”), que aparecem num set de gravações, sendo entrevistados para a TV. No primeiro filme em que contracenam, os dois vivem respectivamente um ator de faroestes em decadência e seu dublê de longa data. Mas o grande destaque do vídeo é a reconstituição de época, mostrando como era Hollywood em 1969, repleta de cinemas de rua, minissaias e astros lendários. Figuras famosas que aparecem no vídeo incluem o astro de ação Bruce Lee, praticamente reencarnado por Mike Moh (o Triton da série “Inhumans”), e, claro, Sharon Tate, atriz casada com Roman Polanski que teve uma morte sangrenta nas mãos dos seguidores de Charles Manson. Ela é vivida por Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”), enquanto Damon Herriman (da série “Justified”) aparece sorridente como Manson. Além destes, há muitos outros astros famosos no elenco, como Al Pacino (“O Poderoso Chefão”), James Marsden (“Westworld”), Dakota Fanning (“The Alienist”), Damian Lewis (“Billions”), Timothy Olyphant (série “Santa Clarita Diet”), Emile Hirsch (“O Grande Herói”), Clifton Collins Jr (série “Westworld”), Nicholas Hammond (ele mesmo, o Homem-Aranha dos anos 1970), Keith Jefferson, Kurt Russell, Michael Marsden, Tim Roth, Bruce Dern (quinteto de “Os Oito Odiados”), a menina Julia Butters (Anna-Kat Otto em “American Housewife”), Lena Dunham (criadora e protagonista da série “Girls”), Austin Butler (“The Shannara Chronicles”), a chilena Lorenza Izzo (“Bata Antes de Entrar”), Maya Hawke (“Stranger Things”), filha de Uma Thurman e Ethan Hawke, além do recém-falecido Luke Perry (série “Riverdale”). A estreia está marcada para 26 de julho nos Estados Unidos e apenas em 15 de agosto no Brasil.
Capitão Pike não fará parte da 3ª temporada de Star Trek: Discovery
A série “Star Trek: Discovery” vai perder mais um capitão ao final da 2ª temporada. O ator Anson Mount (“Os Inumanos”) não retornará como capitão Christopher Pike no terceiro ano da produção. O contrato de Mount foi para apenas uma temporada. Além dele, também Rebecca Romijn (“X-Men”), que viveu outra personagem clássica de “Star Trek”, a Número 1, primeira oficial da Enterprise, deixará a atração, apesar de sua presença quase não ter sido notada – apareceu em um único episódio. Ao contrário das atrações anteriores da franquia, centradas num capitão de espaçonave ou comandante de estação espacial, o personagem de Mount foi o segundo capitão da Discovery desde o lançamento da série. Pike assumiu provisoriamente o comando da nave Discovery após a morte do capitão Lorca (Jason Isaacs) na 1ª temporada. A participação de Pike, da Número 1 e até do jovem Spock (Ethan Peck) ajudou a estabelecer a cronologia de “Star Trek: Discovery” em relação à série “Jornada nas Estrelas” original, conectando-se aos eventos do piloto original, recusado em 1964 – , que acompanhava a Enterprise comandada por Pike. A existência de um capitão anterior a Kirk (William Shatner) tornou-se parte do cânone devido ao reaproveitamento das cenas do piloto num episódio de “flashback”, que foi ao ar em 1966, mostrando Spock (Leonard Nimoy) rebelando-se para ajudar seu ex-capitão a chegar ao planeta Talos IV. Essa história de 1966 agora faz parte do futuro de “Discovery”, após a série atual viajar a Talos IV e explorar a ligação de Pike com o lugar, que ele já teria visitado – no piloto de 1964. Isto ainda indica que a saída de cena do personagem deve ser trágica. Para completar, demonstra que “Star Trek: Discovery” se passa na cronologia antiga, que ignora as mudanças feitas pelo reboot cinematográfico de 2009. Vale lembrar que o filme “Star Trek” mostrou Pike (Bruce Greenwood) como mentor de Kirk (Chris Pine) e apagou a relação do antigo capitão com Spock (Zachary Quinto). Enquanto o Pike dos anos 1960 (Jeffrey Hunter) acabou desfigurado e paraplégico, encontrando alento final em Talos IV, o Pike dos anos 2000 foi assassinado por Khan (Benedict Cumberbatch) em “Além da Escuridão: Star Trek” (2013). Ironicamente, os dois longas da fase de reboot foram escritos por Alex Kurtzman, que agora é produtor de “Star Trek: Discovery”. Muitos fãs gostariam de ver Pike, a Número 1 e Spock numa série sobre a tripulação original da Enterprise. Mas, embora muitos projetos derivados de “Star Trek” estejam atualmente em desenvolvimento, essa narrativa não está entre eles.
Marlen Khutsiev (1925 – 2019)
O cineasta Marlen Khutsiev, considerado o pai da “new wave” do cinema soviético dos anos 1960, morreu em Moscou aos 93 anos, anunciou a União de Cineastas da Rússia nesta terça (18/3). “Viveu uma vida cheia de drama e alegria”, declarou a porta-voz da organização, Tatiana Nemchinskaya. Ele nasceu em Tiflis (atualmente, parte Georgia) em 1925 logo após a Revolução Bolchevique, e seu nome Marlen era um acrônimo de Marx e Lênin. Apesar desse batismo, o regime comunista não foi benevolente com sua família. Sua mãe era uma ex-aristocrata que perdeu tudo e seu pai um dirigente do partido que acabou executado em 1937, durante os expurgos stalinistas. Sua carreira floresceu após a morte de Stalin, em 1953, representando um sopro de renovação nas artes soviéticas. “Primavera na Rua Zarechnaya”, lançado em 1956, o ano em que Nikita Khrushchev denunciou o culto à personalidade de Stalin, surpreendeu pelo realismo de sua história, ao retratar a vida de uma jovem professora que chega a uma cidade de província para dar aulas noturnas a operários. A obra chamou atenção por não seguir os enredos soviéticos: a mulher bem-educada da cidade grande não se apaixonava imediatamente por um trabalhador bruto, mas charmoso. Apesar disso, foi visto por mais de 30 milhões de espectadores nos cinemas, tornando-se cultuadíssimo na União Soviética. Seu segundo filme, “Two Fyodors” (1959), focou a reconstrução das famílias no período do pós-guerra, acompanhando um soldado que volta do front e adota um órfão com quem compartilha o nome (ambos se chamam Fyodor). Mas esse relacionamento é quase destruído quando ele se casa. Apesar das críticas sutis, seus problemas com o governo só começaram em seu filme seguinte, sobre a juventude soviética dos anos 1960. A história de “I Am Twenty” contrapunha os sonhos da idade com as limitações impostas pelo comunismo, acompanhando três jovens que ansiavam pela liberdade e não expressavam o menor fervor socialista. O filme venceu o Prêmio do Júri do Festival de Veneza em 1965, mas foi condenado por Khrushchev, que só liberou sua estreia comercial dois anos depois, após ser completamente reeditado. A versão original foi reconstituída e exibida para o público russo apenas em 1988, durante a abertura da glasnost. O diretor também chamou atenção com “July Rain”, filmado em 1967 de maneira similar a nouvelle vague francesa, usando câmera na mão, ao estilo dos documentários, atores não profissionais e um enredo que parecia inexistente. A partir de 1968, o regime o designou para trabalhar na TV estatal, sob censura ainda mais rígida, acabando com sua liberdade para filmar. Por conta disso, somente voltou ao cinema em 1984 com “Epilogue”. Khutsiev lançou apenas mais um longa de ficção depois disso, “Infinitas”, premiado no Festival de Berlim de 1992. Mas os poucos filmes que lançou durante a Guerra Fria representaram uma das principais resistências culturais da juventude russa à ditadura comunista, com enredos discretos e repletos de ambiguidades, que serviram de inspiração para gerações de cineastas que se seguiram, além de fornecerem algumas das imagens mais icônicas daquele período. Ele ainda foi premiado com um Leopardo de Ouro pela carreira no Festival de Locarno em 2015 e trabalhava num novo filme, que marcaria o seu retorno.
Estreia do novo filme de Quentin Tarantino vai acontecer no Festival de Cannes
Quentin Tarantino vai retornar a Cannes 25 anos depois da estreia de “Pulp Fiction: Tempo de Violência” (1994) no festival francês. A revista The Hollywood Reporter furou o anúncio oficial, afirmando que o novo filme do cineasta, “Era uma Vez em Hollywood”, terá sua grande estreia no evento. A organização do festival ainda não confirmou a notícia. O Festival de Cannes 2019 acontece entre os dias 14 e 25 de maio, e a ideia é exibir o novo longa exatamente no mesmo dia da estreia de “Pulp Fiction”, em 21 de maio. Após vencer a Palma de Ouro pelo filme estrelado por John Travolta e Uma Thurman, Tarantino ainda voltou para Cannes com “À Prova de Morte” (2007) e “Bastardos Inglórios” (2009). Mas nenhum dos dois dois teve a mesma repercussão que “Pulp Fiction”, que venceu a Palma de Ouro no festival e depois rendeu o primeiro Oscar do diretor, como Melhor Roteiro em 1995. Passado em 1969, “Era uma Vez em Hollywood” tem como pano de fundo as atrocidades cometidas pelos seguidores de Charles Manson. Mas os dois personagens principais são Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), ex-estrela de uma série de western, e seu dublê de longa data Cliff Booth (Brad Pitt). Ambos estão lutando para manter as carreiras numa Hollywood que não reconhecem mais. Mas Rick tem uma vizinha muito famosa ao lado de sua casa… Sharon Tate (Margot Robbie). Outro destaque do elenco é Al Pacino, que interpreta o agente do personagem de DiCaprio. “Era Uma Vez em Hollywood” vai marcar a primeira colaboração de Pacino com Tarantino, que se declara fã do ator veterano. O elenco grandioso ainda inclui James Marsden (“Westworld”), Dakota Fanning (“The Alienist”), Damian Lewis (“Billions”), Timothy Olyphant (série “Santa Clarita Diet”), Emile Hirsch (“O Grande Herói”), Clifton Collins Jr (série “Westworld”), Nicholas Hammond (ele mesmo, o Homem-Aranha dos anos 1970), Keith Jefferson, Kurt Russell, Michael Marsden, Tim Roth, Bruce Dern (quinteto de “Os Oito Odiados”), a menina Julia Butters (Anna-Kat Otto em “American Housewife”), Lena Dunham (criadora e protagonista da série “Girls”), Austin Butler (“The Shannara Chronicles”), a chilena Lorenza Izzo (“Bata Antes de Entrar”), Maya Hawke (“Stranger Things”), filha de Uma Thurman e Ethan Hawke, além de registrar o último papel do recém-falecido Luke Perry (série “Riverdale”). A estreia está marcada para 26 de julho nos Estados Unidos e apenas em 15 de agosto no Brasil
Margot Robbie é Sharon Tate em novo pôster do próximo filme de Tarantino
A Sony divulgou o segundo pôster de “Era uma Vez em Hollywood”, próximo filme de Quentin Tarantino. E depois de destacar Leonardo DiCaprio e Brad Pitt, é a vez de Margot Robbie. Ela aparece na pele de Sharon Tate, atriz casada com o cineasta Roman Polanski (“O Bebê de Rosemary”) que teve uma morte sangrenta nas mãos dos seguidores de Charles Manson. Passado em 1969, o longa tem como pano de fundo as atrocidades cometidas pelos seguidores de Manson. Mas os dois personagens principais são Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), ex-estrela de uma série de western, e seu dublê de longa data Cliff Booth (Brad Pitt). Ambos estão lutando para manter as carreiras numa Hollywood que não reconhecem mais. Mas Rick tem uma vizinha muito famosa ao lado de sua casa… Sharon Tate (Margot Robbie). Outro destaque do elenco é Al Pacino, que interpreta o agente do personagem de DiCaprio. “Era Uma Vez em Hollywood” vai marcar a primeira colaboração de Pacino com Tarantino, que se declara fã do ator veterano. O elenco grandioso ainda inclui James Marsden (“Westworld”), Dakota Fanning (“The Alienist”), Damian Lewis (“Billions”), Timothy Olyphant (série “Santa Clarita Diet”), Emile Hirsch (“O Grande Herói”), Clifton Collins Jr (série “Westworld”), Nicholas Hammond (ele mesmo, o Homem-Aranha dos anos 1970), Keith Jefferson, Kurt Russell, Michael Marsden, Tim Roth, Bruce Dern (quinteto de “Os Oito Odiados”), a menina Julia Butters (Anna-Kat Otto em “American Housewife”), Lena Dunham (criadora e protagonista da série “Girls”), Austin Butler (“The Shannara Chronicles”), a chilena Lorenza Izzo (“Bata Antes de Entrar”), Maya Hawke (“Stranger Things”), filha de Uma Thurman e Ethan Hawke, além de registrar o último papel do recém-falecido Luke Perry (série “Riverdale”). A estreia está marcada para 26 de julho nos Estados Unidos e apenas em 15 de agosto no Brasil
Brad Pitt e Leonardo DiCaprio se juntam no primeiro pôster do novo filme de Quentin Tarantino
A Sony divulgou o primeiro pôster de “Era uma Vez em Hollywood”, próximo filme de Quentin Tarantino. E a imagem destaca os principais protagonistas, Leonardo DiCaprio e Brad Pitt. Os dois vivem, respectivamente, um ator de faroestes em decadência e seu dublê de longa data, que procuram por uma forma de voltar aos holofotes em 1969. A produção marca o primeiro longa que eles estrelam juntos. Além deles, há muitos outros astros famosos no elenco, como Margot Robbie na pele de Sharon Tate, atriz casada com Roman Polanski que teve uma morte sangrenta nas mãos dos seguidores de Charles Manson. Outro destaque é Al Pacino, que interpretada o agente do personagem de DiCaprio. “Era Uma Vez em Hollywood” vai marcar a primeira colaboração de Pacino com Tarantino, que se declara fã do ator veterano. O elenco grandioso ainda inclui James Marsden (“Westworld”), Dakota Fanning (“The Alienist”), Damian Lewis (“Billions”), Timothy Olyphant (série “Santa Clarita Diet”), Emile Hirsch (“O Grande Herói”), Clifton Collins Jr (série “Westworld”), Nicholas Hammond (ele mesmo, o Homem-Aranha dos anos 1970), Keith Jefferson, Kurt Russell, Michael Marsden, Tim Roth, Bruce Dern (quinteto de “Os Oito Odiados”), a menina Julia Butters (Anna-Kat Otto em “American Housewife”), Lena Dunham (criadora e protagonista da série “Girls”), Austin Butler (“The Shannara Chronicles”), a chilena Lorenza Izzo (“Bata Antes de Entrar”), Maya Hawke (“Stranger Things”), filha de Uma Thurman e Ethan Hawke, além de registrar o último papel do recém-falecido Luke Perry (série “Riverdale”). A estreia está marcada para 26 de julho nos Estados Unidos e apenas em 15 de agosto no Brasil
Dick Dale (1937 – 2019)
Morreu Dick Dale, o músico conhecido como “rei da guitarra do surfe”, que integrou o universo dos filmes da Turma da Praia nos anos 1960 e cedeu suas hits instrumentais para diversos momentos icônicos da história do cinema, como a cena do assalto na lanchonete de “Pulp Fiction”. “É um dia triste para o rock’n’roll”, disse o baixista de sua banda, ao comunicar o falecimento, que aconteceu na noite de sábado (16/3). A causa da morte não foi informada, mas Dale já vinha com a saúde debilitada, embora continuasse a fazer shows como se mais nada importasse. Ele tinha 81 anos de idade. O “Rei da Surf Guitar” fazia parte da cena musical do sul da Califórnia do começo dos anos 1960. Surfista de verdade, Richard Anthony Monsour adorou a mudança da família de Boston para El Segundo, na California, no final dos anos 1950, onde ainda adolescente se juntou à banda Del-Tones. Em 1962, lançou sua música emblemática, “Misirlou”, com o som de guitarra mais imitado de sua geração, resultado de experiências com escalas e reverberação. Ele foi um dos primeiros guitarristas a usar o efeito de “reverb” para estender as notas arrancadas à base de palhetadas firmes. Vieram outros hits, como “Pipeline”, “The Wedge” e “Let’s Go Trippin'”. E suas inovações foram aumentando sua fama. Para tirar seu som lendário, Dale começou a criar amplificadores caseiros que atingissem o volume e a reverberação que desejava. Com isso, inventou o primeiro amplificador de guitarra com capacidade para 100 watts. Sua obsessão em tocar cada mais alto o fez estourar inúmeros amplificadores. Mas também o transformou em “piloto de testes” de Leo Fender para o desenvolvimento de amplificadores mais potentes e da guitarra Fender Stratocaster, mais tarde associada a Jimi Hendrix. Por isso, também chegou a ser considerado, pela revista Guitar Player, como “o pai do heavy metal”. Curiosamente, ele estreou no cinema antes de ser associado à surf music. E no papel de ninguém menos que Elvis Presley, numa pequena participação na comédia “Adorável Pecadora” (1960), estrelada por Marilyn Monroe. A aparição seguinte foi como outro roqueiro famoso: ele mesmo. Dick Dale teve papel de destaque no primeiro filme da Turma da Praia, “A Praia dos Amores” (1963), do qual participou com sua banda. Ao contrário dos artistas convidados do resto da franquia (Stevie Wonder, The Kingsmen, etc), ele apareceu no filme inteiro e era considerado por Frank Avalone como um integrante da turma dos surfistas. Tanto que voltou a cruzar com Frankie e Annette Funicello na sequência “Quanto Mais Músculos Melhor” (1964). Décadas mais tarde, os três voltaram a se reencontrar no nostálgico “De Volta à Praia” (1987), em que Frankie e Annette levaram os filhos adolescentes à praia em que costumavam namorar na juventude. E onde Dick Dale ainda reinava com sua guitarra. O músico também apareceu em “A Swingin’ Affair” (1963), num episódio de “Barrados no Baile” (Beverly Hills 90201), no filme de surfistas adolescentes “No Calor do Verão” (2002) e até dublou a si mesmo numa aventura surfista de Scooby-Doo, “Aloha, Scooby-Doo!” (2005). Sua carreira experimentou um renascimento quando Quentin Tarantino selecionou “Misirlou” para uma cena-chave de “Pulp Fiction” (1994). A mesma música voltou às telas em mais dois blockbusters, “Space Jam: O Jogo do Século” (1996) e “As Panteras: Detonando” (2003). E continuou tocando tanto que, meio a esses lançamentos, Dale foi introduzido na Calçada da Fama de Hollywood em 1996 e recebeu um troféu por suas realizações da revista LA Weekly em junho de 2000. Ele ainda recebeu uma fatia do lucro do hit “Pump It”, da banda Black Eyed Peas, pelo uso do sample de “Misirlou” em 2006. Em uma entrevista de 2015 para a revista Billboard, finalmente admitiu que a idade e as doenças tinham lhe debilitado, assumindo que sofria de insuficiência renal, diabetes e muito mais. Mas também que isto não o impediria de continuar tocando. “Mesmo com minhas doenças, sou mais rápido com minhas mãos do que jamais fui”, ele afirmou, defendendo seu reinado até o fim. Reveja abaixo a performance de Dick Dale para seu maior sucesso em cena do filme “A Swingin’ Affair” e uma de suas participações musicais em “A Praia dos Amores”.
Matt Smith vira Charles Manson em trailer dramático sobre seita assassina dos anos 1960
A IFC Films divulgou quatro pôsteres e o trailer de “Charlie Says”, filme que examina a influência do psicopata Charles Manson sobre sua família de seguidoras e como ele as convenceu a executar um dos crimes mais brutais dos anos 1960. O foco da prévia se concentra na reflexão sobre os assassinatos de 1969, mostrando o antes e o depois da barbárie, que rendeu prisões perpétuas para as integrantes da seita. O destaque das cenas é de Hannah Murray (a Gilly de “Game of Thrones”) como a ingênua levada à extremos. Mas é impossível deixar de reparar em como Matt Smith (o ex-Doctor Who que virou o Príncipe Philip de “The Crown”) magnetiza a tela como Manson. O elenco também inclui Merritt Wever (“Perfeita pra Você”), Suki Waterhouse (“Orgulho e Preconceito e Zumbis”), Annabeth Gish (“A Maldição da Residência Hill”), Chace Crawford (“Gossip Girl”), Sosie Bacon (“13 Reasons Why”), Grace Van Dien (“The Village”) e Marianne Rendón (“Imposters”). O filme tem roteiro de Guinevere Turner e direção de Mary Harron, a dupla que levou às telas outra história famosa de psicopata, o clássico “Psicopata Americano” (2000). A estreia está marcada para 17 de maio nos Estados Unidos, um mês depois do lançamento de “The Haunting of Sharon Tate” (2019), que conta a mesma história sob o ponto de vista da vítima mais famosa de Manson, e um mês antes do filme mais esperado sobre os 50 anos dos assassinatos, “Era uma Vez em Hollywood”, de Quentin Tarantino.
Mitzi Hoag (1932 – 2019)
Morreu a atriz Mitzi Hoag, que ficou conhecida pelas séries “E as Noivas Chegaram” (Here Come the Brides) e “Vivendo e Aprendendo” (The Facts of Life). Ela faleceu na terça (26/2), aos 86 anos, em sua casa em Sherman Oaks, na Califórnia. Nascida Margaret Myrtle Hoag em 25 de setembro de 1932, em Illinois, ela se mudou para Nova York para estudar no Actors Studio e virou atriz nos anos 1950. Após aparecer em algumas peças off-Broadway, mudou-se para Los Angeles e encontrou trabalho no cinema e na TV. Sua estreia nas telas foi na comédia “Artimanhas do Amor” (1963). Ela ainda apareceu no filme de motoqueiros “Anjos do Inferno” (1967) e no lisérgico “Viagem ao Mundo da Alucinação” (1967). Mas sua carreira acabou emplacando na televisão, ao entrar no elenco da série de comédia “E as Noivas Chegaram” em 1968. Ela viveu uma das noivas do título, que viajam para encontrar maridos entre os madeireiros do Norte distante dos Estados Unidos, no final do século 19. Após o fim da série, cancelada em sua 2ª temporada em 1970, ela fez diversas participações em “O Jogo Perigoso do Amor”, “Bonanza”, “Mod Squad”, “A Família Dó-Ré-Mi”, “O Incrível Hulk”, “Police Woman”, “Arquivo Confidencial”, “Os Waltons”, “O Barco do Amor” e outras séries que marcaram época, além de ter integrado o elenco de “We’ll Get By”, uma sitcom que não passou dos 13 episódios iniciais. Até ser lembrada em 1982 para o papel recorrente de Evie Green, a mãe adotiva de Natalie (Mindy Cohn) em “Vivendo e Aprendendo”. Ela ainda teve um arco extenso na novela “Santa Barbara”, em 1990, antes de encerrar a carreira com uma participação na série “Grace Under Fire”, três anos depois.
Beverley Owen (1937 – 2019)
A atriz Beverley Owen, que interpretou a inesquecível Marilyn da série clássica “Os Monstros”, morreu na quinta-feira (21/2) em sua casa em Vermont, aos 81 anos. A notícia foi compartilhada no domingo pelo ator Butch Patrick, que interpretou o menino-lobo Eddie Monstro na produção dos anos 1960. Ela enfrentou uma batalha de dois anos contra o câncer de ovário e estava cercada por amigos e familiares na hora da morte, segundo contou uma de suas filhas ao site TMZ. A carreira da bela atriz foi curta. Lançada na novela “As the World Turns” aos 24 anos, ela chegou a aparecer em episódios de “Caravana” e “O Homem de Virginia” antes de ser escalada no papel que a tornou famosa. Adotando um peruca platinada – era morena – e um visual estilizado que referenciava a beleza de Marilyn Monroe, a jovem estrelou o piloto e os primeiros 13 episódios da série “Os Monstros”, chamando atenção pela aparência deslumbrante, que causava grande contraste com os demais personagens. A sitcom foi lançada em 1964 e mostrava uma família de monstros vivendo nos subúrbios, como uma típica família americana. O elenco e os personagens eram geniais. O chefe da família era Herman Monstro (Fred Gwynne, de “Cemitério Maldito”), que parecia o monstro Frankenstein. Ele era casado com Lily (Yvonne De Carlo, de “Os Dez Mandamentos”), uma vampira, assim como o pai dela, o Vovô Monstro (Al Lewis, de “Vovô É um Vampiro”), que usava capa como o Conde Drácula. Ainda havia Eddie (Butch Patrick), um pequeno lobisomem, e a perfeita e linda adolescente Marilyn (o papel de Owen), a única com aparência humana, que era considerada “feia” por seus familiares. “Os Monstros” durou só duas temporadas, exibidas entre 1964 e 1966 em resposta ao sucesso de “A Família Addams”, mas sobreviveu por muito mais tempo na memória dos fãs, graças a suas inúmeras reprises na televisão. Considerada cult, a série acabou “voltando à vida” em diversos telefilmes com o elenco original. Mas sem Beverley Owen. A atriz foi substituída por Pat Priest na metade da 1ª temporada – que acabou adotada como a Marilyn oficial em todos os reencontros. A substituição aconteceu porque Owen teria ficado com o coração partido quando se viu presa à série, gravando em Los Angeles, enquanto seu namorado emplacava uma carreira em Nova York. Ela passou a ser vista deprimida e chorando nos estúdios. Al Lewis contou, em uma entrevista de 2001, que ele e Fred Gwynne a ajudaram a romper o contrato para que pudesse se casar e se mudar para Nova York. Como as mulheres da época, Beverley preferiu um marido à carreira, e viveu feliz ao lado de Jon Stone, futuro diretor e produtor da série infantil “Vila Sésamo”… até o divórcio em 1974. Na época de “Os Monstros”, ainda estrelou seu único filme, o western “Balas para um Bandido” (1964), ao lado do herói-galã Audie Murphy. Ela não retomou a carreira de atriz após se separar. Mas voltou a estudar, formando-se em História americana em 1989.
Peter Tork (1942 – 2019)
O músico e ator Peter Tork, que ficou conhecido como integrante da banda The Monkees, morreu nesta quinta (21/2), aos 77 anos. Baixista e vocalista dos Monkees, Tork foi diagnosticado em 2009 com um carcinoma que afetou sua língua, mas não há informações se este mal teve relação com a morte. Banda criada especificamente para estrelar uma série de televisão, os Monkees chegaram a rivalizar com os Beatles e os Rolling Stones no final dos anos 1960. A formação artificial aconteceu por meio de testes realizados com centenas de jovens, pelo produtor Bob Rafelson e seu sócio Bert Schneider (futuro produtor de “Easy Rider”), que queriam lançar um programa inspirado nos filmes dos Beatles “Os Reis do Iê-Iê-Iê” (A Hard Day’s Night, 1964) e “Help!” (1965). Os jovens escolhidos foram Peter Tork, Davy Jones, Mike Nesmith e Micky Dolenz, graças à boa aparência, afinação e capacidade de tocar instrumentos. Tork foi o último escolhido. Ele vinha tocando na cena folk de Greenwich Village e soube dos testes por meio de Stephen Stills (de Crosby, Stills, Nash & Young), que Rafelson e Schneider já tinham rejeitado no programa. Lançada em 1966, a série acompanhava uma banda fictícia que, quando não estava nos palcos, se metia em aventuras completamente nonsense. O sucesso foi instantâneo – de público, não de crítica. Músicos e críticos de rock ridicularizaram o fenômeno, acusando os atores de serem mímicos, fingindo que tocavam na série, já que os instrumentos eram gravados por profissionais. Ainda assim, músicas como “I’m a Believer” e “Daydream Believer” alcançaram o topo das paradas. A própria banda reagiu mal ao ver seu primeiro álbum estourar nas paradas de sucesso. Os quatro ficaram furiosos por a série ter cruzado uma fronteira perigosa, já que eles foram contratados como atores e o disco com a trilha sonora tinha saído como se fossem uma banda real, sem créditos para quem realmente tocou. A partir daí, decidiram assumir o controle dos rumos do programa, o que gerou uma crise, com demissão do supervisor musical – Don Kirshner, que depois estouraria as músicas da série animada “Os Archies”. Os Monkees decidiram tocar todas as músicas dali para frente. E, para deixar bem claro, o último episódio da 1ª temporada foi “The Monkees on Tour”, com imagens gravadas em shows da banda, mostrando que eles eram músicos de verdade. A série durou dois anos e conquistou dois Emmys (Melhor Série de Comédia e de Direção). Mas o mais interessante é que seu cancelamento apenas fortaleceu a carreira musical verdadeira da banda. Isto é, os artistas se uniram após o final da produção televisiva, transformando de vez a banda fictícia num atração do mundo real, graças à disposição em fazer mais shows e lançar mais discos. Com o fim da série, eles também passaram a compor seu próprio repertório – que até então era criado por compositores contratados. E o resultado surpreendeu até quem minimizava seus talentos. Os discos “Headquarters” (1967) e “Pisces, Aquarius, Capricorn & Jones” (1968) foram considerados os melhores da carreira da banda. E “Headquarters” ainda conseguiu uma façanha, ao atingir o 1º lugar da parada de sucessos sem render singles. Nesta época, eles também chegaram a ter seu próprio longa-metragem, “Os Monkees Estão Soltos” (Head, de 1968), co-escrito pelo ator Jack Nicholson e dirigido por Rafelson, em sua estreia como cineasta – depois, faria clássicos como “Cada um Vive como Quer” (1970) e “O Destino Bate à sua Porta” (1981). O filme virou cult e a rede NBC ainda produziu um telefilme da banda em 1969, “33⅓ Revolutions Per Monkee”. Mas a falta de hits, motivada pela necessidade de provar seus próprios talentos, acabou criando atrito entre os integrantes. Desentendimentos forçaram a saída de Tork em 1968 e, um ano depois, o guitarrista Michael Nesmith também largou o grupo. The Monkees foi dissolvido oficialmente no início dos anos 1970, mas voltou à moda no final dos anos 1980, com o surgimento da MTV, que reprisou a série e despertou interesse sobre a banda entre uma nova geração. Pouco a pouco, os músicos ensaiaram um reencontro, até que, nos anos 1990, voltaram a se reunir, resultando no especial para TV “Hey, Hey, É o Monkees” (Hey, Hey, It’s the Monkees, 1997). Houve um novo encontro em 2001 e outro em 2011. Eles tinham muitos fãs famosos, inclusive entre roqueiros inesperados, como John Lennon, que os chamava de “os irmãos Marx do rock”, Frank Zappa, que participou de seu longa-metragem, e até Sid Vicious, que tocou uma música da banda nos pouco shows que realizou após sair dos Sex Pistols. Tork se manteve ativo na música, acompanhando outros artistas e também à frente de sua própria banda. E desde os anos 1990 tinha voltado a aparecer na TV, em breves participações nas séries “O Mundo É dos Jovens” (Boy Meets World), “O Rei do Queens” (The King of Queens) e “Sétimo Céu” (7th Heaven). Ele foi o segundo integrante da banda a morrer. O cantor Davy Jones faleceu aos 66 anos em 2012, após um ataque cardíaco.









