Vídeo mostra os Minions na série “The Office”
O conglomerado NBCUniversal lançou um vídeo divertido, que coloca Gru e os Minions no cenário de “The Office”. A iniciativa é um esforço de sinergia para promover diferentes conteúdos ao mesmo tempo: a série clássica da NBC na plataforma Peacock e a nova animação da Universal, “Minions 2: A Origem de Gru”, nos cinemas. O que junta estas duas atrações é que o malvado favorito Gru é dublado nos EUA por Steve Carell, o patrão da série “The Office”. No Brasil, ele tem a voz de Leandro Hassum (“Amor sem Medida”). Apesar da presença de Gru, a nova animação não é sequência de “Meu Malvado Favorito 3”, mas sim do primeiro “Minions”. Faz sentido, não apenas porque as criaturinhas amarelas se tornaram os personagens mais populares da franquia, mas devido à ordem cronológica. O filme “Minions” terminava com a introdução do pequeno Gru. O filme vai explorar o desejo da versão juvenil de Gru de entrar num time de supervilões. Ao ser ridicularizado, ele decide provar que é criminoso ao roubar os vilões, o que dá início a uma perseguição e introduz a ajuda atrapalhada dos Minions. “Minions: A Origem de Gru” é dirigido por Kyle Balda, que assinou os dois últimos filmes da franquia (justamente “Minions” e “Meu Malvado Favorito 3”), e Brad Ableson (animador de “Os Simpsons”), que estreia no estúdio Illumination. Mas mesmo cedendo seu lugar atrás das câmeras, o diretor Pierre Coffin segue fazendo as vozes macarrônicas dos Minions. A animação tem estreia marcada para 30 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Animação do “Pequeno Nicolau” vence Festival de Annecy
A produção animada francesa “Little Nicholas – Happy As Can Be” conquistou o prêmio Cristal de Melhor Filme do Festival de Annecy, considerado o Cannes da animação. Dirigido por Benjamin Massoubre e Amandine Fredon, o filme é uma adaptação das histórias criadas pelo escritor René Goscinny (cocriador dos quadrinhos de Asterix) e o ilustrador Jean-Jacques Sempé em 1959. Amada pelos franceses, a série de aventuras do “Pequeno Nicolau”, um menino de aproximadamente sete anos, já vendeu cerca de 15 milhões de livros em todo o mundo e recentemente rendeu dois filmes live-action de sucesso. Os vencedores de Annecy costumam disputar o Oscar de Melhor Animação, como aconteceu com “Flee” no ano passado e o também francês “Perdi Meu Corpo” em 2019 – que por sinal foi editado por Massoubre. Dois anos depois de vencer Annecy, “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu, também se tornou a primeira animação brasileira indicada ao Oscar – em 2016. O desenho do “Le Petit Nicolas” (nome original do personagem) será lançado comercialmente na França em outubro e ainda não tem previsão de estreia em outros países. Adorado pelos fãs de stop-motion em Annecy, “No Dogs or Italians Allowed”, dirigido pelo também francês Alain Ughetto e baseado nas dificuldades de seu avô, um imigrante italiano, conquistou o Prêmio do Júri, enquanto “My Love Affair With Marriage”, de Signe Baumane, sobre uma mulher submetida às pressões de gênero, recebeu uma Distinção do Júri e o artisticamente ambicioso “Blind Willow, Sleeping Woman” – que mistura rotoscopia, 2D e 3D – rendeu uma Menção do Júri para Pierre Földes, compositor renomado em sua estreia na direção.
“Jurassic World” devora “Lightyear” nos EUA
“Jurassic World: Domínio” conseguiu se manter como o filme mais visto na América do Norte em seu segundo fim de semana em cartaz, mesmo enfrentando a estreia de “Lightyear”, animação derivada da adorada franquia “Toy Story”. De acordo com a Comscore, os dinossauros digitais superaram o astronauta animado com US$ 58,7 milhões de faturamento em 4.679 salas de cinema nos EUA e Canadá. Em 10 dias de exibição, o total doméstico já chega a US$ 247,8 milhões, enquanto a soma mundial atingiu US$ 622,2 milhões. A produção da Universal foi apenas o sétimo título de Hollywood a ultrapassar US$ 600 milhões na era da pandemia. O terceiro “Jurassic World” também é o maior sucesso americano lançado na China desde a pandemia, com faturamento de US$ 92,8 milhões no país. “Lightyear” ficou em 2º lugar, abaixo das projeções da Disney, com US$ 51 milhões em 4.255 telas. No exterior, o desenho da Pixar arrecadou US$ 34,6 milhões em 43 mercados, chegando a US$ 85,6 milhões mundiais. Era o que a Disney esperava obter apenas nos EUA. O filme teria sofrido retaliação conservadora em mais de um sentido. Além de protestos por promover “ideologia de gênero” (sinalização que constou em seu lançamento no Peru), devido a uma personagem lésbica, também teria sido prejudicado pela nova onda de covid-19. Crianças de famílias conservadoras correspondem a um dos segmentos de pior cobertura vacinal e que ainda não estariam indo aos cinemas. Com o lançamento de “Lightyear”, este também foi o primeiro fim de semana, desde o começo da pandemia, em que quatro blockbusters ocuparam o topo do ranking como os filmes mais vistos na América do Norte. “Top Gun: Maverick” ficou em 3º lugar com uma queda de apenas 15% em relação ao período anterior. Faturou US$ 44 milhões só nos últimos três dias, chegando a US$ 466,2 milhões em bilheteria doméstica e impressionantes US$ 885,2 milhões mundiais. Tem tudo para virar o primeiro lançamento bilionário de Tom Cruise. Bem distante desses valores, “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” ficou em 4ª lugar com US$ 4,2 milhões. Há seis semanas em cartaz, conta com uma arrecadação doméstica de US$ 405,1 milhões e de US$ 942,5 milhões em todo o mundo. A animação “Bob’s Burgers: O Filme”, que deve chegar ao Brasil direto em streaming, completa o Top 5 com US$ 1,1 milhão e uma soma doméstica de US$ 29,8 milhões.
Everett Peck (1950–2022)
O artista Everett Peck, criador do personagem de quadrinhos Duckman e da sua adaptação animada do final dos anos 1990, morreu na terça (14/6) de câncer, aos 71 anos na Califórnia. A série “Duckman: Detetive Particular” foi desenvolvida por Peck em parceria com o casal Gabor Csupo e Arlene Klasky, criadores de “Rugrats: Os Anjinhos” e “Os Thornberrys”. O desenho durou quatro temporadas, de 1994 a 1997, e foi indicado a três prêmios Emmy de Melhor Série Animada. O personagem era um pato detetive magrelo, bocudo, enfezado, mulherengo e pai solteiro, que tinha sido concebido para uma história em quadrinhos de 1990 publicada pela Dark Horse Comics. A adaptação contou com dublagem de Jason Alexander (de “Seinfeld”). “Foi uma honra dar voz à sua amada criação e uma alegria ter conhecido Everett”, tuitou Alexander em sua homenagem nesta sexta (17/6). Apesar de ser mais conhecido por sua obra autoral, Peck trabalhou com outros personagens. De fato, iniciou na animação antes mesmo de criar Duckman, tendo desenvolvido o design da série animada “Os Caça-Fantasmas” de 1986. Posteriormente, ele também concebeu o visual dos personagens de “Os Novos Caça-Fantasmas”, da adaptação do filme “Jumanji” e de “Godzilla: A Série”. Seu último desenho foi outra obra original: “Andy e o Esquilo” (Squirrel Boy), que durou duas temporadas no Cartoon Network – de 2006 a 2008. Ele também trabalhou em design publicitários para empresas como Nike e Honda.
Diretor de “Aladdin” vai filmar “Hércules” para a Disney
O diretor Guy Ritchie, que assinou a versão live-action de “Aladdin”, vai comandar uma nova adaptação de desenho animado da Disney: “Hércules”. O desenho de 1997 distinguia-se das inúmeras produções sobre o semideus grego por ser um musical, mas os nomes envolvidos no projeto sugerem a abordagem tradicional, já que são todos relacionados ao cinema de ação. Além do próprio diretor, responsável por “Sherlock” e vários thrillers de gângsteres, o primeiro rascunho do roteiro foi escrito por Dave Callaham (“Os Mercenários”, “Mortal Kombat”). Para completar, o filme conta com produção de Anthony e Joe Russo, diretores de “Vingadores: Ultimato”. Quando mencionaram o projeto pela primeira vez em 2020, os irmãos Russo confirmaram que, embora inspirado na animação original, a adaptação não seria um remake tradicional. “Acho que vamos fazer uma coisa que tem o mesmo sentimento do original, que é inspirado nele, mas trazer alguns elementos novos”. Ainda não há maiores detalhes sobre elenco ou previsão de lançamento.
Tim Sale (1956–2022)
O famoso artista de quadrinhos Tim Sale, que influenciou os filmes mais recentes de Batman, morreu na quinta-feira (17/6) aos 66 anos. Na semana passada, o diretor criativo e editor da DC Comics, Jim Lee, anunciou que Sale não estava bem, escrevendo no Twitter sobre sua internação num hospital “com graves problemas de saúde”. Os principais trabalhos do desenhista foram realizados nos anos 1990 em parceria com o escritor Jeph Loeb (que virou produtor-roteirista de “Smallville”, “Lost”, “Heroes” e chefiou a extinta Marvel Television). A dupla criou quadrinhos de Batman, Superman e Mulher-Gato que marcaram época, como “Superman As Quatro Estações” (1998), “Batman: O Longo Dia das Bruxas” (1996-1997), “Batman: Vitória Sombria” (1999) e “Mulher Gato: Cidade Eterna” (2004). “Batman: O Longo Dia das Bruxas” é disparada sua publicação mais famosa. A trama foi mencionada por Christopher Nolan como influência em seus filmes do “Cavaleiro das Trevas” e está na base do mais recente “Batman”, de Matt Reeves – que traz “agradecimentos” ao artista em seus créditos. Os quadrinhos originais foram transformados em longa animado pela Warner Bros. Animation, lançado digitalmente em duas partes em 2021. A parceria de Sale e Loeb também se estendeu para a Marvel, onde lançaram uma coleção de títulos “Coloridos”: “Demolidor: Amarelo” (2001), “Hulk: Cinza” (2003), “Homem-Aranha: Azul” (2002) e “Capitão América: Branco” (2015). Em comunicado nas redes sociais, a DC declarou: “Tim Sale foi um artista incrível, cuja visão dos personagens icônicos tinha uma profundidade humana real, e seus designs de página inovadores mudaram a maneira como uma geração inteira pensa sobre a narrativa dos quadrinhos”. Tim Sale was an incredible artist, whose take on iconic characters had real human depth, and his groundbreaking page designs changed the way an entire generation thinks about comic book storytelling. Our condolences go to Tim’s family and friends. He will be deeply missed. pic.twitter.com/VgXxu7O0V4 — DC (@DCComics) June 16, 2022
Trailer apresenta primeira série animada do “Kung Fu Panda”
A Netflix divulgou o trailer da série “Kung Fu Panda: O Cavaleiro Dragão”, que em sua versão em inglês destaca a volta do ator Jack Black ao papel-título. Esta é a primeira série em que o ator de “Escola do Rock” e da franquia “Jumanji” empresta sua voz ao protagonista Po, que ele dublou em três filmes e também em curtas. O último trabalho do ator na franquia animada tinha sido em 2016, no longa “Kung Fu Panda 3”. Os filmes originais também traziam vários outros dubladores famosos – até Angelina Jolie, por exemplo. Mas como trazer todos tornaria a série muito cara, os produtores resolveram partir para uma aventura solo – ou quase – do personagem, longe de seus amigos. A 1ª temporada vai contar uma história contínua, que é bem apresentada na prévia. Para evitar que um misterioso par de doninhas roube uma coleção de quatro armas poderosas, que podem destruir o mundo, Po se alia a uma ursa britânica (dublada em inglês pela cantora Rita Ora) e embarca em uma jornada ao redor do mundo por redenção e justiça. A estreia vai acontecer em 14 de julho. Veja abaixo o trailer em duas versões: dublada em português e com a voz de Jack Black.
10 séries que chegam ao streaming no feriadão
Planeja passar o feriadão no sofá, aproveitando o frio para colocar as série sem dia? A lista de novos lançamentos favorece as maratonas. Todas as estreias chegam com temporadas inteiras e até, no caso de duas produções clássicas, com séries completas pra emendar madrugadas adentro. Da seleção da semana, apenas dois títulos chegam na sexta: “O Verão que Mudou Minha Vida” e “Vocês Não Me Conhecem”. O resto pode começar a ser visto já. Confira abaixo os títulos, os trailers e os detalhes dos destaques da programação de streaming. | MALDIVAS | NETFLIX Lançamento nacional mais promovido da História da Netflix, “Maldivas” chegou na quarta (15/6) acompanhada por muita expectativa, graças também a seu elenco estrelado. As personagens caricatas e a trama, que gira em torno de um “quem matou”, lembra novelas. Mas o acabamento de primeiro mundo também sugere similares americanos, como “Desperate Housewives”. Além disso, o subtexto de crítica à vida das ricas e famosas contém ironia suficiente para valorizar a maratona, que é leve e ligeira (capítulos de 30 minutos). Maldivas é o nome do condomínio em que a goiana Liz (Bruna Marquezine) se infiltra para descobrir pistas da morte de sua mãe, incendida em seu apartamento. Lá, ela se depara com personagens exóticas, como Milene (Manu Gavassi), a síndica e rainha do Maldivas, com um corpo e uma vida aparentemente perfeitos junto ao marido, o cirurgião plástico Victor Hugo (Klebber Toledo), e Rayssa (Sheron Menezzes), uma ex-dançarina de axé convertida em empresária de sucesso, casada com o ex-vocalista de sua banda, Cauã (Samuel Melo). Há também Kat (Carol Castro), uma mãezona cujo marido, Gustavo (Guilherme Winter), cumpre prisão domiciliar. E ainda estão na trama Verônica (Natalia Klein), uma outsider meio gótica que destoa das mulheres do Maldivas, Miguel (Danilo Mesquita), o noivo interiorano de Liz, e o detetive Denilson (Enzo Romani). Para completar, o papel da mãe da protagonista é encarnado por Vanessa Gerbelli, que foi mãe de Bruna Marquezine quando ela era criança na novela “Mulheres Apaixonadas”, de 2003. O roteiro irônico é assinado pela atriz Natalia Klein (que já tinha criado “Adorável Psicose”) e a direção luxuosa é do cineasta José Alvarenga (“Divã”). | LOVE, VICTOR | STAR+ A primeira série adolescente LGBTQIAP+ chega ao fim em sua 3ª temporada com o término de relacionamentos e formações de novos casais. E o protagonista que batiza a atração é um dos personagens que balançam entre a dor de cotovelo e a esperança de um final feliz. Muito antes de “Heartstopper” existiu o filme “Com Amor, Simon”, sobre um adolescente que saía do armário e assumia seu romance gay em 2018. “Love, Victor” é a extensão daquela história, passada na mesma escola, mas acompanhando uma classe mais nova. A adaptação é de Isaac Aptaker e Elizabeth Berger, roteiristas do filme original e showrunners de “This Is Us”. Na trama, Victor Salazar (Michael Cimino, de “Annabelle 3: De Volta Para Casa”) é um adolescente recém-chegado na cidade e na Creekwood High School, que inicia sua jornada de autodescoberta e seu primeiro namoro gay com o colega Benji (George Sear, de “As Crônicas de Evermoor”). Mas o relacionamento é sempre testado e acaba fraturado. Ao mesmo tempo em que fica com o coração partido, Victor conhece outro rapaz e tenta entender se é possível recomeçar ou se alguns finais são o começo de novas experiências. O elenco também inclui Ana Ortiz (“Whiskey Cavalier”) e James Martinez (“House of Cards”) como os pais de Victor, Isabella Ferreira (“Orange Is the New Black”) e Mateo Fernandez (“Grrr”) como os irmãos, além de Rachel Hilson (“This Is Us”), Bebe Wood (“The Real O’Neals”), Anthony Turpel (“No Good Nick”) e Mason Gooding (“Fora de Série”) como colegas de classe, amigos e vizinhos. | O VERÃO QUE MUDOU A MINHA VIDA | AMAZON PRIME VIDEO A série baseada na “Trilogia de Verão” da escritora Jenny Han – que é mais conhecida por outra trilogia: “Para Todos os Garotos” – gira em torno de uma garota chamada Belly e dois irmãos, que, após passarem muitas férias de verão juntos, tornaram-se melhores amigos de infância. Essa amizade, porém, transforma-se quando eles chegam à adolescência e os garotos decidem disputar o coração da menina, colocando-a num dilema terrível aos 15 anos de idade. Com oito episódios e uma música inédita de Taylor Swift em sua trilha sonora, “O Verão Que Mudou Minha Vida” é estrelada pela estreante Lola Tung, Gavin Casalegno (“Walker”) e o também novato Christopher Briney, que formam o triângulo amoroso. A responsável pela produção é Gabrielle Stanton, produtora-roteirista de “The Flash” e “Haven”, que já garantiu a renovação da série para sua 2ª temporada. | AMOR E ANARQUIA | NETFLIX Continuação da comédia sueca safadinha sobre a transformação de Sofie (Ida Engvoll), uma consultora dedicada à carreira, casada e mãe de dois filhos, numa fetichista. Incumbida de modernizar uma editora antiquada, ela acaba conhecendo um jovem funcionário chamado Max (Björn Mosten), com quem se envolve num inesperado jogo de sedução. Ela logo percebe que gosta do jogo, mas algo inesperado acontece na 2ª temporada: uma promoção, que torna o relacionamento ainda mais proibido. Será que ela consegue dar um basta ou vai optar por seguir os mau exemplo dos colegas, também envolvidos com relações inapropriadas? A série é uma criação da cineasta Lisa Langseth (“Euforia”), que lançou a estrela Alicia Vikander no cinema – em “Pure” (2010). | ALL AMERICAN: HOMECOMING | HBO MAX Spin-off de “All American”, a atração acompanha a jovem Simone Hicks, interpretada por GeffriMaya, enquanto ela frequenta uma faculdade historicamente negra. Em “All American”, a personagem era uma veterana da escola de ensino médio Beverly High, além de ser namorada de um dos personagens centrais, e na atração derivada vive os altos e baixos do início da idade adulta. A série é a primeira criação da showrunner de “All American”, Nkechi Okoro, e conta com produção de Greg Berlanti (criador do Arrowverso). | VOCÊS NÃO ME CONHECEM | NETFLIX A minissérie criminal britânica gira em torno de um homem negro acusado de homicídio. As provas são esmagadoras. Mas ao final do julgamento, ele pede a palavra e conta uma história extraordinária. Uma história de amor. Os críticos britânicos realmente amaram a forma como a trama envolve e cria dúvidas, o tempo inteiro, sobre o caráter do personagem vivido por Samuel Adewunmi (“Angela Black”). Seria ele o herói injustiçado da história (o nome dele é Hero!) ou o vilão? Adaptada de um best-seller por Tom Edge (“Strike” e “Vigil”), a atração é dirigida por Sarmad Masud, responsável pelo primeiro longa selecionado pelo Reino Unido para disputar o Oscar de Melhor Filme Internacional – “Minha Terra” (2017), falado em urdu. | FAIRFAX | AMAZON PRIME VIDEO A animação explora o mundo de Los Angeles – especificamente a Fairfax Avenue, um lugar real que tem sua própria cultura, desde as roupas até a comida. Os criadores da série cresceram na região e usam o velho truque o choque cultural – a mudança de um garoto do interior para a cidade grande – para apresentar esse universo, refletindo modismos, gírias e várias manias da chamada Geração Z, que usa telefones para tudo, menos para telefonar. A 2ª temporada revela-se ainda mais divertida, com aumento de diversidade e inclusão de novos personagens, resultado de excursões dos protagonistas para o mundo além da avenida Fairfax. Criada pelos amigos de longa data Matthew Hausfater, Aaron Buchsbaum e Teddy Riley (que também assinam o roteiro do vindouro “Bater ou Correr 3”), a série é dublada por Skyler Gisondo (de “Santa Clarita Diet”) como o novato que tenta se encaixar entre os jovens descolados de Fairfax, Kiersey Clemons (“A Dama e o Vagabundo”), Peter S. Kim (“Dia do Sim”) e Jaboukie Young-White (“Alguém Especial”), e chama atenção por ter participações especiais de vários famosos, como Billy Porter (“Pose”), Zoey Deutch (“The Politician”), Camila Mendes (“Riverdale”), Rob Delaney (“Deadpool 2”), Yvette Nicole Brown (“Community”), Ben Schwartz (“Space Force”), JB Smoove (“Curb Your Enthusiasm”), John Leguizamo (“Olhos que Condenam”), Pamela Adlon (“Better Things”), Henry Winkler (“Barry”) e Colton Dunn (“Superstore”). | LUPIN III PARTE 6 | HBO MAX Exibida entre outubro e março passado no Japão, a sétima (sim, sétima) série anime de Lupin III traz o célebre descendente do ladrão Arséne Lupin perseguido por ninguém menos que Sherlock Holmes, que o considera o principal suspeito da morte de seu assistente, Dr. Watson. Além disso, ele é investigado pela Scotland Yard e a agência de espionagem MI6, já que o novo alvo do personagem é a Raven, uma organização misteriosa que manipula o governo britânico nas sombras e que supostamente guarda um grande tesouro. Diversão garantida no melhor estilo da franquia, que também já rendeu 11 longas animados e dois filmes live-action. Para quem não sabe, Lupin III faz parte até da história de Hayao Miyazaki, o Walt Disney japonês, vencedor do Oscar de Melhor Animação por “A Viagem de Chihiro” (2001). Miyazaki dirigiu o anime original de 1977 e estreou no cinema com o segundo longa animado de Lupin III, “O Castelo de Cagliostro” (1979). Criado por Monkey Punch (pseudônimo de Kato Kazuhiko) num mangá de 1967, Arsène Lupin III, neto de Arsène Lupin, o mais famoso ladrão da literatura francesa, mantém a tradição da família viajando pelo mundo para roubar objetos de valor inestimável – por isso, a nova aventura se passa em Londres. Mais que isto, ele anuncia suas intenções antes de realizar os assaltos, apenas para provocar a polícia. Apesar da ousadia, Lupin não está sozinho nessa empreitada. Junto com ele, agem o exímio atirador e braço direito Daisuke Jigen e o mestre espadachim Goemon Ishikawa XIII, além da femme fatale Fujiko Mine, uma eterna rival e interesse romântico do ladrão, que às vezes é aliada, mas geralmente só quer passar a perna em Lupin. Todos eles ainda são perseguidos pelo inspetor Koichi Zenigata, que tem como missão de vida pegar a quadrilha. | SHERLOCK | HBO MAX A série premiada tem suas quatro temporadas disponibilizadas em streaming. Com três capítulos (com tamanho de filme) por temporada, a produção foi responsável pelo reconhecimento da indústria televisiva ao talento do ator Benedict Cumberbatch, que venceu o BAFTA e o Emmy pelo papel-título, deslanchando sua carreira internacional. Criação de Steven Moffat (que depois foi fazer “Doctor Who”) e Mark Gatiss, a série exibida entre 2010 e 2017 transporta as tramas clássicas do maior detetive do mundo, escritas por Arthur Conan Doyle na virada do século 19 para o 20, para a Inglaterra contemporânea. E além de Cumberbatch como Sherlock Holmes, destaca Martin Freeman (“Pantera Negra”) como o Dr. Watson e um elenco grandioso de apoio – o próprio Gatiss tem o papel de Mycroft Holmes, irmão de Sherlock. Vale lembrar que Basil Rathbone foi pioneiro neste tipo de experimento, quando se tornou o primeiro Sherlock do mundo contemporâneo – enfrentando nazistas nos anos 1940. Mas seus filmes do período se desviavam muito dos livros de Doyle, ao contrário da série moderna. Além dos 12 episódios disponibilizados, há mais dois especiais que ficaram de fora do lançamento – um deles traz a única produção dessa equipe encenada na era vitoriana, numa adaptação mais tradicional, que venceu o Emmy de Melhor Telefilme. | BABYLON 5 | HBO MAX As cinco temporadas de uma das melhores séries sci-fi de todos os tempos, “Babylon 5”, desembarcam em streaming no momento em que uma nova versão está sendo desenvolvida pelo criador original, J. Michael Straczynski – o piloto foi encomendado pela rede americana The CW. “Babylon 5” teve seu piloto original exibido como um telefilme em 1993, fez um sucesso inesperado e acabou estendendo sua história por cinco temporadas até 1998, além de ter originado uma série derivada, “Crusade” em 1999, e vários telefilmes até 2007, sem esquecer livros, quadrinhos e games. Straczynski, que também foi cocriador de “Sense8” na Netflix, concebeu um verdadeiro fenômeno cultural. O título se refere a...
“Os Smurfs” vão ganhar animação do diretor de “Gato de Botas”
A Paramount fechou com Chris Miller, diretor de “Shrek Terceiro” (2007) e “Gato de Botas” (2011), o projeto de um novo filme animado de “Os Smurfs”. Parceria com a Nickelodeon Animation, o desenho será um musical. O anúncio integra a apresentação da Paramount e da Nickelodeon no Festival de Annecy, considerado o Cannes da animação, que vai até sábado (18/6) na França. O roteiro foi escrito por Pam Brady (“South Park”) e a produção vai começar ainda neste ano. Criados em 1958 pelo quadrinista belga Peyo (pseudônimo de Pierre Culliford), as criaturinhas azuis simpáticas tiveram seus direitos adquiridos pela Nickelodeon, após renderem dois longas live-action e uma animação na Sony. “A Nickelodeon é a casa de algumas das produções mais populares do mundo para toda a família, e estamos honrados em adicionar ‘Os Smurfs’ a essa lista”, disse Ramsey Naito, presidente de Animação da Paramount Animation e da Nickelodeon Animation, ao anunciar a nova animação em fevereiro passado. “Estamos empolgados em contar uma história que permanece fiel às suas origens, mas com um toque musical para novos públicos e com base no universo dos personagens e suas histórias maravilhosas”, completou.
“Homem-Aranha Através do Aranhaverso” revela seu vilão
A Sony divulgou nas redes sociais a primeira imagem do vilão de “Homem-Aranha Através do Aranhaverso”, nova animação do herói da Marvel. O personagem escolhido para atormentar Miles Morales foi o Mancha (The Spot, em inglês), que será dublado por Jason Schwartzman (“Moonrise Kingdom”). Na publicação no Twitter, o estúdio descreveu o personagem, introduzido nos quadrinhos em 1984, como o “inimigo mais formidável de Miles Morales até hoje”. Os três diretores do filme também falaram sobre a produção e a escolha do vilão nesta segunda (13/6) durante um painel no Festival de Annecy, na França. “Para aqueles que não são nerds hardcore, o Mancha é uma das referências mais obscuras da galeria de vilões do Homem-Aranha”, disse o codiretor Kemp Powers no evento. “Mas ele tem um superpoder que realmente empolgou toda a nossa equipe: todo o seu corpo está coberto por pequenos portais interdimensionais que podem enviá-lo a qualquer lugar que ele queira.” No filme, o vilão usará esses portais como armas contra os lançadores de teias Miles Morales (dublado por Shameik Moore) e Gwen Stacy (Hailee Steinfeld). Além da dupla, que retorna de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, a produção também contará com novos heróis, como Homem-Aranha 2099 (Oscar Isaac) e Jessica Drew (Issa Rae). O novo trio de diretores, formado por Kemp Powers (roteirista e co-diretor de “Soul”), o português Joaquim dos Santos (“Avatar: A Lenda de Korra”) e Justin K. Thompson (especialista em backgrounds que trabalhou em “Star Wars: Clone Wars”), substitui o trio original de “Homem-Aranha no Aranhaverso” – Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman – , que venceu o Oscar de Melhor Animação. “Homem-Aranha Através do Aranhaverso” tem estreia marcada em 1 de junho de 2023 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Meet The Spot, Miles Morales's most formidable foe yet. 🕳 Voiced by Jason Schwartzman, see him in action in Spider-Man: Across the #SpiderVerse, exclusively in movie theaters June 2, 2023. pic.twitter.com/1aAmMjMcpX — Spider-Man: Across The Spider-Verse (@SpiderVerse) June 13, 2022
“Lightyear” é proibido em três países por beijo lésbico
A nova animação da Disney/Pixar, “Lightyear”, teve sua exibição proibida na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Malásia. O filme derivado da popular franquia “Toy Story” não poderá ser mostrado nestes países por incluir um beijo entre duas mulheres. “Lightyear” inclui uma personagem lésbica chamada Alisha e a mostra beijando e começando uma família com sua parceira. Foi a primeira vez que uma animação distribuída pela Disney incluiu uma cena de afeto entre pessoas do mesmo sexo. Ironicamente, o estúdio chegou a cortar o beijo durante o desenvolvimento do projeto. Mas numa reviravolta agora se recusa a eliminá-lo para permitir que o filme entre em cartaz em países que não toleram a comunidade LGBTQIAP+. Esta decisão foi tomada após a Disney enfrentar seus próprios problemas com o tema, em meio à denúncias de animadores da Pixar de censura contra seus esforços de representatividade e no bojo da controvérsia da lei conhecida como “Don’t Say Gay” na Flórida, que proíbe ensino de questões ligadas à identidade sexual em escolas do Ensino Fundamental do estado. A Disney chegou a financiar os responsáveis pela elaboração da lei, antes de se ver pressionada pela comunidade artística a condenar esta iniciativa. O filme foi inicialmente aprovado para lançamento nos Emirados Árabes Unidos, onde as restrições de censura estão diminuindo. No entanto, a licença para exibi-lo foi revogada após grupos religiosos começarem a organizar protestos nas redes sociais acusando a Disney e “Lightyear” de insultar os muçulmanos e o Islã. A animação chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira (16/6), trazendo em sua dublagem nacional a voz de Marcos Mion.
Vin Diesel vira guerreiro brasileiro no trailer do game “Ark II”
A empresa de videogames Studio Wildcard divulgou o primeiro trailer de “Ark II”, que destaca as participações de Vin Diesel (“Velozes e Furiosos”) e Auli’i Cravalho (“Moana”), e anunciou o elenco principal de dubladores de uma série animada derivada da atração. Revelado em primeira mão durante o evento Xbox & Bethesda Games Showcase neste domingo (12/5), o trailer do jogo de aventura e sobrevivência, passado num mundo de dinossauros vorazes, anuncia a sequência de “Ark: Survival Evolved” de 2015, e traz Diesel como o herói protagonista, um guerreiro brasileiro chamado Santiago. Já a jovem dubladora original de “Moana” vive a filha do personagem, Meeka. “Ark II” tem previsão de estreia apenas em 2023 e está sendo criado no Unreal Engine 5 com tecnologia de iluminação fotorrealista em tempo real. Além de dublar e servir de molde para o protagonista, Diesel também é produtor executivo do jogo do Xbox. Já a série animada, “Ark: The Animated Series”, terá 14 episódios de 30 minutos e será lançada na HBO Max. Atualmente em pós-produção, contará novamente com Diesel dando voz a seu personagem, além de um elenco de peso nos demais papéis, incluindo Michelle Yeoh (“Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”), Gerard Butler (“Invasão ao Serviço Secreto”), Russell Crowe (“A Múmia”), Jeffrey Wright (“Westworld”), Karl Urban (“The Boys”) e David Tennant (“Belas Maldições”), entre muitos outros. Criada pelos mentores da franquia de jogos, Jesse Rapczak e Jeremy Stieglitz, a série tem direção a cargo de Jay Oliva, responsável por várias animações da DC Comics, como “Batman: O Cavaleiro das Trevas” e “Liga da Justiça Sombria”. Veja abaixo o trailer, um vídeo anterior (sem dublagens) com cenas cinemáticas do jogo e a arte dos personagens da série animada, que identifica os intérpretes principais.
“Jurassic World” domina bilheterias dos EUA
“Jurassic World: Domínio” dominou mesmo as bilheterias dos EUA e Canadá com um lançamento em 4.676 cinemas neste fim de semana. A produção da Universal Pictures abriu com US$ 143,4 milhões de arrecadação, de acordo com projeções do estúdio Universal e da consultoria Comscore. Para a era pandêmica, trata-se de um valor monstruoso, que representa a segunda maior abertura do ano na América do Norte – atrás apenas de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” (US$ 187,4 milhões). Mas na era jurássica (antes da pandemia), o desempenho se mostra inferior ao dos capítulos anteriores da trilogia, ficando atrás do “Reino Ameaçado” de 2018 (US$ 148 milhões) e do primeiro “Jurassic World” de 2015 (US$ 208,8 milhões). O filme também teve a pior avaliação crítica de toda a trilogia, com apenas 30% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas foi abraçado pelo público, com avaliação de A- no CinemaScore – nota que resulta de pesquisa de opinião feita na saída dos cinemas dos EUA. Lançado com uma semana de antecedência no mercado internacional, “Jurassic World: Domínio” também chegou a 57 novos países, assumindo o 1º lugar em 52 deles. Com isso, seu faturamento mundial já está em US$ 389 milhões. Só na China, faturou US$ 52,5 milhões nos últimos três dias, resultando na maior estreia de um título de Hollywood neste mercado em 2022. O feito é significativo diante da nova onda de infecções de covid-19 no país, onde 20% de cinemas permanecem fechados, incluindo todos os de Xangai e alguns de Pequim. Diante do sucesso dos dinossauros, “Top Gun: Maverick” passou a voar mais baixo, mas continua a ter um desempenho indomável, ocupando o 2º lugar na América do Norte com US$ 50 milhões. Após três fins de semana, a produção da Paramount Pictures soma quase US$ 400 milhões de arrecadação doméstica e está prestes, inclusive, a tornar-se o filme de maior bilheteria do ano nos EUA e Canadá. Ao todo, chegou a US$ 393,3 milhões, apenas US$ 4 milhões atrás de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”. A briga entre jatos supersônicos e super-heróis também é mundial. “Top Gun: Maverick” atingiu US$ 747 milhões globalmente, depois de adicionar outros US$ 52,7 milhões do mercado internacional entre sexta e este domingo (12/6). Na próxima semana, o blockbuster de Tom Cruise deve ultrapassar os US$ 770,3 milhões de “Batman”, que ocupa atualmente o 2º lugar do ranking mundial. O líder é a continuação de “Doutor Estranho”, com US$ 930,2 milhões. Apesar dos planos da Disney de lançar o filme da Marvel em streaming em dez dias, “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” permanece no Top 3 da América do Norte após seis fins de semana. O longa faturou US$ 4,9 milhões nos últimos três dias, praticamente a diferença que o mantém à frente da produção da Paramount no ranking doméstico. O Top 5 norte-americano se completa com duas animações: “Bob’s Burgers: O Filme” (US$ 2,3 milhões e um total doméstico de US$ 27.1 milhões) e “Os Caras Malvados” (US$ 2,2 milhões, total doméstico de US$ 91,5 milhões e uma soma global de US$ 229,6 milhões).












