Anime baseado no Esquadrão Suicida ganha primeiro teaser
A Warner Bros. do Japão divulgou o pôster e o primeiro teaser de “Suicide Squad ISEKAI”, um anime do Esquadrão Suicida, durante a Anime Expo 2023. A animação é produzida pelo Wit Studio, responsável por “Ataque dos Titãs”. A prévia sugere que a trama deve focar na Arlequina e no Coringa, mas não há uma sinopse oficial. A palavra isekai, presente no título, significa “outro mundo” e costuma ser usada para definir animes que envolvem personagens transportados para universos mágicos. O design dos personagens é de Akira Amano, responsável pelo visual da franquia “Psycho-Pass”. Os roteiros foram escritos por Tappei Nagatsuki e Eiji Umehara (ambos de “Vivy: Fluorite Eye’s Song”) e a direção está a cargo de Eri Osada (“The World’s Finest Assassin”). “Suicide Squad ISEKAI” ainda não tem previsão de estreia. 💗#SuicideSquadISEKAI💙 Harley Quinn, The Joker, and the Suicide Squad cause havoc in ISEKAI*, an all-new original anime series from Warner Bros. Japan and WIT Studio! *ISEKAI(異世界): Term for “another world” in Japanese! ⚔️ 🐲 pic.twitter.com/s2s1xWvfy7 — DC (@DCOfficial) July 3, 2023
“Indiana Jones” fatura menos que “The Flash” em estreia mundial
A última aventura de Indiana Jones não impressionou o público de cinema. A estreia de “Indiana Jones e a Relíquia do Destino” faturou “apenas” US$ 60 milhões durante o fim de semana nos EUA e Canadá. Nas bilheterias internacionais, o Reino Unido liderou com US$ 8,9 milhões, seguido por França, Japão, Coreia do Sul e Alemanha. Mas o filme fracassou na China, arrecadando apenas US$ 2,3 milhões. Com isso, a bilheteria total ficou em US$ 130 milhões em todo o mundo. O valor é menor que a estreia mundial de “The Flash”, considerada um fracasso para a Warner – o filme do super-herói abriu com US$ 139 milhões globalmente. Além disso, “Indiana Jones e a Relíquia do Destino” também teve desempenho pior que outros filmes “complicados” da Luscafilm. O fiasco de “Han Solo: Uma História Star Wars” teve uma abertura doméstica de US$ 84,4 milhões. E até o mal falado filme anterior da franquia, “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, estreou com US$ 100 milhões na América do Norte. Há 15 anos. Custos elevados e críticas negativas Agravando a situação, a produção teve um custo elevado de quase US$ 300 milhões, mais US$ 100 milhões em despesas de P&A (cópias e publicidade), o que dá a seu começo um indício de prejuízo financeiro de centenas de milhões de dólares, mesmo diante do feriado de 4 de julho nos Estados Unidos. Projeções do mercado indicam que o filme, dirigido por James Mangold, deverá terminar a terça-feira com um total doméstico de US$ 82 milhões. O principal problema é que o longa não recebeu recomendações positivas. O boca a boca foi prejudicado por um nota B+ no CinemaScore (pesquisa na saída dos cinemas) e críticas mornas, que lhe renderam 68% de aprovação no Rotten Tomatoes. A nota é bem mais baixa que os 77% de “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, até então considerado o mais fraco da franquia, e se encontra na média de “The Flash” (64%), considerado uma decepção pelo hype gerado por seu estúdio. Outras decepções Apesar das atenções voltadas para “Indiana Jones”, o fim de semana teve outra estreia ampla, que fracassou de forma ainda mais contundente. A animação “Ruby Marinho – Monstro Adolescente” amargou a 6ª posição, arrecadando US$ 5,2 milhões. No mercado externo, o filme abriu com US$ 7,6 milhões, o que somou US$ 12,8 milhões mundiais. Trata-se de um desempenho pífio para uma produção de orçamento de US$ 70 milhões. Pior destino teve “The Flash”, que desabou de forma acelerada em sua terceira semana em cartaz. A produção da Warner sofreu uma queda de 67% em sua arrecadação, faturando apenas US$ 5 milhões, o equivalente ao 8º lugar na América do Norte. De forma simbólica, o filme ainda não conseguiu atingir a marca de US$ 100 milhões domésticos. Em todo o mundo, soma US$ 245 milhões. O Top 5 das bilheterias dos EUA Entre as demais exibições, “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” garantiu o 2º lugar nas bilheterias norte-americanas com US$ 11,5 milhões, acumulando um total doméstico de US$ 339,9 milhões e US$ 607,3 milhões mundiais. Em 3º lugar, “Elementos” demonstrou resiliência após um início problemático, faturando US$ 11,3 milhões para um total de US$ 88,8 milhões nos EUA e US$ 186,8 milhões globais. Mas a Disney ainda precisa dobrar esse montante para pensar em equilibrar as despesas. A comédia sexual “Que Horas Eu te Pego?”, estrelada por Jennifer Lawrence, sofreu uma queda de 50% em seu segundo fim de semana, faturando US$ 7,5 milhões. Mais modesta em custos e marketing, a produção para maiores da Sony totalizou US$ 29,3 milhões domésticos e US$ 49,3 milhões globais. “Transformers: O Despertar das Feras” fecha o Top 5 com US$ 7 milhões. Após quatro fins de semana em cartaz, o longa da Paramount contabiliza US$ 381,3 milhões mundiais. Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | INDIANA JONES E A RELÍQUIA DO DESTINO | 2 | HOMEM-ARANHA: ATRAVÉS DO ARANHAVERSO 3 | ELEMENTOS 4 | QUE HORAS EU TE PEGO? | 5 | TRANSFORMERS: O DESPERTAR DAS FERAS
10 séries: “The Witcher”, “Jack Ryan” e as novidades da semana
A programação de séries da semana está cheia de ação, com as novas lutas de “The Witcher”, as últimas explosões de “Jack Ryan”, o final de “Titãs” e o começo de “Sequestro no Ar”, sem esquecer do kung fu de “Warrior” e as investigações do policial estreante “Joe Pickett”. Além disso, as novidades da streaming também incluem drama, comédia e terror. Confira o Top 10. | THE WITCHER 3 | NETFLIX A temporada que marca a despedida de Henry Cavill (“O Homem de Aço”) do papel de Geralt de Rivia, protagonista da série, traz o personagem enfrentando feiticeiros e monstros perigosos com sua espada para defender sua protegida Siri (Freya Allan), alvo de várias facções inimigas. Mas a jovem também revela destreza, após o treinamento com Geralt na temporada passada. Além disso, a dupla passa a contar com a ajuda de Yennefer (Anya Chalotra), que volta a praticar magia, além de aprofundar sua aliança e romance com o protagonista. Esta parceria, entretanto, é malvista por todos os poderosos do Continente. Baseada numa famosa saga literária de fantasia, criada pelo escritor polonês Andrzej Sapkowski, a série se passa num mundo medieval repleto de monstros e mágica, onde as guerras e as conspirações são constantes. A 3ª temporada será dividida em duas partes: o volume 2 chega daqui a um mês, em 27 de julho. Cada vez mais comum, essa divisão tem ajudado as produções da Netflix a conquistarem audiências mais elevadas. | JACK RYAN 4 | AMAZON PRIME VIDEO A série de ação estrelada por John Krasinski (“Um Lugar Silencioso”) chega ao fim com uma última aventura do personagem criado pelo escritor Tom Clancy. Na história, Jack Ryan é encarregado de desenterrar a corrupção da CIA como novo vice-diretor interino da agência. E ao fazê-lo, descobre uma série de operações suspeitas que expõem a convergência de um cartel de drogas com uma organização terrorista. A temporada volta a contar com o elenco de apoio tradicional, que inclui Wendell Pierce (“The Wire”), Michael Kelly (“House of Cards”), Betty Gabriel (“Corra!”) e Abbie Cornish (“Segredo Entre Amigas”), mas também traz novos rostos, principalmente Michael Peña (“Homem-Formiga”) como um aliado pouco usual de Ryan no submundo sul-americano das drogas. O título completo da atração é “Tom Clancy’s Jack Ryan”, mas ironicamente a série não é uma adaptação literal dos livros do escritor Tom Clancy, como foram os primeiros filmes do personagem nos anos 1990. As histórias acompanham o começo da carreira de Ryan na CIA em situações originais concebidas pelo primeiro showrunner, Carlton Cuse (séries “Lost”, “Bates Motel”), em parceria com o ex-marine Graham Roland (roteirista das séries “Lost” e “Fringe”). A produção é da Platinum Dunes, empresa de Michael Bay (o diretor de “Transformers”), e a realização dos seis episódios finais é comandada por Vaun Wilmott (criador de “Dominion”). | SEQUESTRO NO AR | APPLE TV+ O thriller estrelado e produzido por Idris Elba (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”) é praticamente todo passado num avião sequestrado por homens armados, com seus episódios acompanhando a ação em tempo real. Elba vive um dos passageiros, que também é um negociador profissional de reféns. Diante da situação, ele decide usar sua astúcia para salvar sua vida e dos demais passageiros do voo com destino a Londres. O projeto é o primeiro resultado do contrato de exclusividade fechado entre a Apple TV+ e o ator britânico, por meio de sua produtora Green Door Pictures, e foi desenvolvido por George Kay, criador do maior sucesso francês da Netflix, “Lupin”. O elenco também inclui Archie Panjabi (“Departure”), Holly Aird (“A Descoberta das Bruxas”), Kate Phillips (“Peaky Blinders”), Max Beesley (“Esquema de Risco – Operação Fortune”), Ben Miles (“The Crown”), James Burrows (“Lutando pela Família”) e Neil Maskell (“Utopia”). | SOU DE VIRGEM | AMAZON PRIME VIDEO A comédia surreal traz Jharrel Jerome (premiado com o Emmy por “Olhos que Condenam”) como Cootie, um adolescente negro gigante de 4 metros. A série acompanha suas experiências enquanto ele lida com restrições físicas, busca amizade e amor, e enfrenta os desafios de crescer em uma sociedade marcada pelo preconceito e pelo impacto da cultura comercial. Embora seja uma comédia, a atração criada pelo cineasta Boots Riley (“Desculpe te Incomodar”) é apresentada como parábola com questões profundas sobre identidade, justiça e sobrevivência em um mundo que nem sempre é acolhedor para pessoas negras que queiram fazer coisas grandes na vida. Aplaudida pela crítica dos EUA, tem 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. | SWIMMING WITH SHARKS | AMAZON PRIME VIDEO Kiernan Shipka, que protagonizou “O Mundo Sombrio de Sabrina”, volta às séries nessa atração baseada no filme “O Preço da Ambição” (Swimming with Sharks). Com seis episódios, a minissérie é uma versão feminina do longa de 1995, em que Frank Whaley vivia um jovem e ingênuo assistente de estúdio de Hollywood, que virava o jogo contra seu chefe produtor incrivelmente abusivo, interpretado por Kevin Spacey. Na nova versão, Shipka interpreta uma estagiária da Fountain Pictures, que parece uma ingênua recém-chegada a Hollywood, impressionada com a notória CEO do estúdio. Mas, na verdade, ela fez uma extensa pesquisa sobre sua chefe e não foi por acidente que conseguiu o estágio. À medida que sua obsessão cresce, ela demonstra ser capaz de tudo para se aproximar da produtora poderosa. O papel da chefe do estúdio é vivido pela alemã Diane Kruger (“As Agentes 355”) e o bom elenco também inclui Donald Sutherland (“Jogos Vorazes”), Thomas Dekker (“O Círculo Secreto”), Finn Jones (“Punho de Ferro”), Erica Alexander (“Raio Negro/Black Lightning”), Ross Butler (“Shazam!”) e Gerardo Celasco (“Next”). | JOE PICKETT | PARAMOUNT+ O neo-western contemporâneo é baseado na obra literária de C.J. Box, que também inspirou a série “Big Sky”. A trama policial rural se passa em Wyoming, nos EUA, e acompanha um guarda florestal – vivido de forma convincente por Michael Dorman (“Patriota”) – que se encontra no meio de uma série de homicídios. Na trama, Joe Pickett, um homem modesto e de princípios inabaláveis, se muda com sua esposa Marybeth (Julianna Guill, de “The Resident”) e suas duas filhas para a pequena cidade de Saddlestring. Ao começar seu novo trabalho como guarda florestal, ele imediatamente enfrenta a resistência da comunidade quando multa o governador por pescar sem licença. O clima piora quando um caçador local aparece morto em sua propriedade, levando Joe e Marybeth a um emaranhado de mistérios e perigos. Criada pelos irmãos Drew Dowdle e John Erick Dowdle (“Waco”), a série já produziu uma 2ª temporada. | WARRIOR 3 | HBO MAX Inspirada num projeto antigo do astro Bruce Lee (“Operação Dragão”), a série repleta de ação e artes marciais foi concebido antes do astro morrer subitamente em 1973, aos 32 anos de idade. Os manuscritos que detalhavam a trama acabaram recuperados por sua filha, Shannon Lee (“Operação Águia”), e ganharam roupagem moderna com roteiro de Jonathan Tropper, cocriador da série “Banshee”. A trama acompanha um lutador talentoso, mas moralmente corrupto, na Chinatown de San Francisco durante a segunda metade do século 19. O protagonista é Ah Sahm (Andrew Koji, da série “The Innocents”), um prodígio das artes marciais que chega da China em circunstâncias misteriosas para virar um dos principais integrantes de uma organização criminosa. A série tem produção do cineasta Justin Lin (franquia “Velozes e Furiosos”), que também assinou o piloto da atração, e seu elenco inclui Hoon Lee (“Banshee”), Olivia Cheng (“Deadly Class”), Jason Tobin (“Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio”), Dianne Doan (“Vikings”), Joe Taslim (“Operação Invasão”), Rich Ting (“The Man in the High Castle”), Dean Jagger (“Game of Thrones”), Langley Kirkwood (“Dominion”), Kieran Bew (“Rellik”) e, na 2ª temporada, Chen Tang (“Mulan”). | TITÃS 4 | NETFLIX A temporada final homenageia os quadrinhos de Marv Wolfman e George Perez – que ancoraram a 1ª temporada – , ao narrar a história do Irmão Sangue, um dos mais famosos vilões dos Titãs nos anos 1980. Na produção, o líder religioso carismático é vivido por Joseph Morgan, intérprete de Klaus Mikaelson em “The Originals”. A princípio relutante, ele se revela aos poucos um psicopata sádico com planos apocalípticos. Mas há mais vilões na trama. Franka Potente (“Identidade Bourne”) vive May Bennett, a Matriarca do Caos, braço direito e sacerdotiza de Sangue, Lisa Ambalavanar (“The A List”) interpreta Jinx, uma poderosa feiticeira capaz de manipular os elementos da Terra, e Titus Welliver (“Bosch”) aparece como Lex Luthor. Feita para encerrar a série criada por por Greg Berlanti (criador do “Arrowverse”), Akiva Goldsman (criador de “Star Trek: Picard”) e Geoff Johns (criador de “Stargirl”), a trama também envolve um dilema de Superboy (Joshua Orpin), dividido entre sua aliança com os Titãs e a herança de Luthor, e revela grandes mudanças nos poderes e destinos dos personagens principais, Asa Noturna (Brenton Thwaites), Ravena (Teagan Croft), Estelar (Anna Diop), Mutano (Ryan Potter) e Robin/Tim Drake (Jay Lycurgo). | DELETE | NETFLIX A produção tailandesa explora os aspectos mais sombrios das relações humanas através da premissa intrigante de um celular misterioso, capaz de fazer pessoas desaparecerem completamente. Criada por Parkpoom Wongpoom, roteirista-diretor do cultuado terror tailandês “Espíritos: A Morte Está ao seu Lado” (Shutter), a série mergulha na dinâmica intrincada das relações, segredos e as profundas consequências que surgem quando se recebe o poder de apagar alguém. O elenco inclui Chutimon Chuengcharoensukying, conhecida por sua participação no sucesso tailandês “Fome de Sucesso” (2023), Nat Kitcharit (“Soco no Estômago”) como um escritor famoso, Ice Natara (“Voice”) como o herdeiro de uma família rica, e ah-Sarika Sartsilpsupa (“A Escola Amaldiçoada”) como uma mulher presa em um casamento controlador. Embora oficialmente seja classificada como uma série de suspense, “Delete” é na verdade um híbrido de gêneros, incorporando elementos de drama, mistério e até mesmo horror, especialmente no final chocante da temporada. | GRANDES EXPECTATIVAS | STAR+ A série baseada no clássico literário de Charles Dickens, conhecido no Brasil com o título de “Grandes Esperanças”, segue o caminho de “Bridgerton” em sua proposta mais inclusiva, ao trazer atores e atrizes negros interpretando personagens descritos como brancos no livro original. A conhecida história acompanha um órfão chamado Pip a quem foi concedida uma fortuna para que se transforme num cavalheiro. Entretanto, sem saber a origem do dinheiro, ele comete o erro de dar às costas às suas origens humildes, nutrindo uma paixão não correspondida por uma jovem aristocrata fria. A adaptação foi escrita por Steven Knight (criador de “Peaky Blinders”), a produção ficou por conta do ator Tom Hardy (“Venom: Tempo de Carnificina”) e do cineasta Ridley Scott (“Casa Gucci”), e o elenco grandioso reúne Fionn Whitehead (“Dunkirk”), a vencedora do Oscar Olivia Colman (“A Favorita”), Matt Berry (“O Que Fazemos nas Sombras”), Shalom Brune-Franklin (“The Tourist”) e Ashley Thomas (“Eles”).
10 filmes: “Nimona”, “O Pacto” e os destaques da semana
A animação “Nimona”, da Netflix, e o drama de guerra “O Pacto”, da Prime Video, são os principais lançamentos da semana nas plataformas de streaming por assinatura, enquanto filmes vistos recentemente nas telonas chegam às locadoras digitais – incluindo o fraco “Cavaleiros do Zodíaco”. Ainda há opções cult no Mubi e o excelente thriller “Desaparecida”, do novo gênero screenlife, que desembarca do cinema na HBO Max. Confira 10 novidades da programação para ver em casa. | NIMONA | NETFLIX A animação segue uma garota aventureira que cria caos por onde passa com sua capacidade de mudar de forma e se transformar em qualquer bicho. Determinada a se tornar uma das vilãs mais famosas do reino que habita, ela busca parceria com um criminoso acusado de matar a Rainha. O detalhe é que o cavaleiro Ballister Boldheart jura que é inocente e do bem, mas nem seu grande amor acredita. A única pessoa disposta a ajudá-lo a encontrar o verdadeiro culpado é a garota radical. O elenco de vozes destaca Chloë Grace Moretz (“Carrie, A Estranha”) no papel-título e Riz Ahmed (“O Som do Silêncio”) como Ballister. Baseada nos ilustrações que foram febre no Tumblr, “Nimona” foi criada como um webcomic pelo ilustrador ND Stevenson em 2012 e transformado logo depois num best-seller, lançado pela editora HarperCollins em 2015. Inicialmente, a graphic novel seria transformada em filme pela 20th Century Fox Animation (atual 20th Century Animation), mas o projeto foi cancelado quando a Disney adquiriu o estúdio em 2019. A Netflix aproveitou a oportunidade e trouxe a adaptação para seu streaming com os diretores Nick Bruno e Troy Quane, que trabalharam juntos em “Um Espião Animal” (2019). | O PACTO | AMAZON PRIME VIDEO O novo filme de ação de Guy Ritchie (“Infiltrado”) leva Jake Gyllenhaal (“Homem-Aranha: De Volta para Casa”) para a guerra no Afeganistão. Na trama, o ator vive um soldado que é ferido pelos talibãs e só sobrevive por causa do heroísmo de seu intérprete. Seu personagem é o sargento John Kinley, que em sua última missão no Afeganistão se juntou a um intérprete local chamado Ahmed para fazer um levantamento da região. Quando sua unidade é emboscada durante uma patrulha, Kinley e Ahmed são os únicos sobreviventes. Com combatentes inimigos em perseguição, Ahmed arrisca a própria vida para carregar Kinley ferido, por quilômetros de terreno extenuante, até a segurança. Sentindo uma dívida de vida, o militar pretende enviar passagens para Ahmed e sua família escaparem do talibã. Mas, ao voltar aos EUA, descobre que o tradutor não recebeu o salvo conduto que lhe foi prometido e se encontra visado, em meio à volta do talibã ao poder. Determinado a proteger seu amigo e pagar sua dívida, Kinley retorna sozinho ao pais para resgatar Ahmed e sua família antes que as milícias locais os alcancem primeiro. Ritchie encontrou inspiração para a história após conversar com soldados que combateram no Afeganistão e no Iraque, comovendo-se com suas relações com os intérpretes que arriscaram suas vidas para ajudá-los nas regiões de conflitos. O elenco também destaca Alexander Ludwig (“Vikings”), Antony Starr (“The Boys”), Emily Beecham (“1899”) e Dar Salim (“Caranguejo Negro”) como Ahmed. | DESAPARECIDA | HBO MAX Continuação temática de “Buscando…” (2018), o filme usa a mesma abordagem estética, mas apresenta novos personagens e uma mudança na dinâmica da situação: em vez de ser um pai buscando pela filha (como no original), agora é uma filha que investiga o desaparecimento da mãe. Storm Reid (“Euphoria”) passa o final de semana sozinha enquanto sua mãe (Nia Long, de “Como Seria Se…?”) viaja com o namorado. Porém, ao notar o sumiço da mãe e sem ajuda da polícia, a jovem resolve investigar o que aconteceu por contra própria – e tudo pela tela de seu computador. Realizado num formato conhecido como “desktop horror” ou “desktop film”, na qual toda a ação acontece na tela de um computador, “Buscando…” foi um sucesso de público e de crítica, com mais de US$ 75 milhões nas bilheterias e uma avaliação positiva de 92% no Rotten Tomatoes. A sequência foi escrito e dirigido por Nicholas D. Johnson e Will Merrick, que trabalharam como editores no longa de 2018, e atingiu 87% de aprovação. | O SONHO DE GRETA | MUBI A comédia ambientada na Austrália dos anos 1970 acompanha Greta Driscoll (Bethany Whitmore, de “Picnic at Hanging Rock”), uma adolescente que no seu primeiro dia em uma nova escola faz amizade com Elliott (Harrison Feldman, de “Upper Middle Bogan”), um nerd com uma grande personalidade, que é rejeitado pelos descolados da turma. O grande conflito do filme se dá quando os pais de Greta decidem fazer uma festa de aniversário de 15 anos para ela, convidando todos os seus colegas de escola, para seu desespero. A festa acaba desencadeando uma série de eventos surrealistas e fantásticos que a transportam para um mundo onde ela encontra criaturas míticas, e enfrenta seus próprios medos e inseguranças sobre o amadurecimento. Marcado por características visuais distintas, que lembram “Napoleon Dinamite”, e uma estética surrealista, a estreia cinematográfica da diretora de teatro australiana Rosemary Myers conquistou a crítica e foi indicado a oito prêmios da Academia Australiana de Cinema, vencendo a categoria de Melhor Figurino. | GILFRIENDS AND GIRLFRIENDS | MUBI A comédia romântica lésbica passada em Barcelona faz homenagem à nouvelle vague e, especificamente, ao naturalismo de Éric Rohmer, refletido no título do filme, que remete à “Boyfriends and Girlfriends” de 1987. Além de dirigir, Zaida Carmona estrela a produção como uma personagem com seu próprio nome, que volta para Barcelona com o coração partido após ter sido abandonada pela ex-namorada. Enquanto Zaida se envolve na vida amorosa de suas amigas, o espectador é levado a uma série de encontros e desencontros românticos envolvendo um círculo de amizades lésbicas. Apesar de seu orçamento reduzido e da aparente simplicidade, o romance indie conseguiu captar a atenção da crítica e do público durante sua passagem por diversos festivais de cinema, pela forma descontraída com que lida com a temática do amor e relacionamentos e pela habilidade de Zaida Carmona de entrelaçar a iconografia cinéfila e sáfica. | MEU VIZINHO ADOLF | VOD* A comédia sombria traz o veterano ator britânico David Hayman (“Macbeth: Ambição e Guerra”) interpretando Polsky, um imigrante europeu de 70 anos vivendo em um país sul-americano em 1960. Sua vida tranquila é perturbada pela chegada de um misterioso alemão, “Sr. Herzog” (Udo Kier, de “Bacurau”), que ele suspeita ser ninguém menos que o próprio Adolf Hitler. Grande parte do filme gira em torno das tentativas de Polsky de provar a identidade do vizinho de forma bastante farsesca, mantendo o público em suspense sobre a verdade até os momentos finais. Embora a narrativa se desdobre puramente da perspectiva de Polsky, Kier comanda a tela como o enigmático Herzog, oscilando entre um valentão de pavio curto e um homem envelhecido tentando escapar de seu passado turbulento. A direção é do russo Leon Prudovsky (“Five Hours from Paris”). | PALAVRAS NAS PAREDES DO BANHEIRO | NETFLIX O drama dirigido por Thor Freudenthal, de “Diário de um Banana” (2010) e “Percy Jackson e o Mar de Monstros” (2013), encaixa-se na tendência mórbida dos romances com adolescentes doentes, que se popularizou após o sucesso de “A Culpa É das Estrelas” (2014). A adaptação do best-seller de Julia Walton acompanha um garoto que descobre sofrer de esquizofrenia. A diferença em relação a outras produções sobre o tema é que o filme traz o ponto de vista do doente, mostrando as visões que o afligem. Além disso, como mencionado, é um romance entre dois atores atraentes, Charlie Plummer (“Espontânea”) e Taylor Russell (“Até os Ossos”). | TEMPO | STAR+ O terror de M. Night Shyamalan oferece uma premissa instigante, que literalmente morre na praia. Uma praia isolada, cercada por falésias, em que turistas, atraídos pela promessa de uma paisagem única e exclusiva, são aterrorizados por um inesperado envelhecimento em ritmo acelerado. Em poucos minutos, crianças viram jovem adultos, enquanto os pais começam a enrugar e ninguém consegue deixar o local, sofrendo a ação brutal do tempo. O filme é uma adaptação da graphic novel francesa “Sandcastle”, de Pierre Oscar Levy e do artista Frederik Peeters, roteirizada pelo próprio Shyamalan. E tem um grande elenco, formado por Gael Garcia Bernal (“Wasp Network”), Thomasin Mackenzie (“Jojo Rabbit”), Vicky Krieps (“Trama Fantasma”), Alex Wolff (“Hereditário”), Eliza Scanlen (“Adoráveis Mulheres”), Aaron Pierre (“Krypton”), Embeth Davidtz (“O Espetacular Homem-Aranha”), Abbey Lee (“Lovecraft Country”), Nikki Amuka-Bird (“Avenue 5”), Rufus Sewell (“O Homem do Castelo Alto”), Emun Elliott (“Fale com as Abelhas”) e Ken Leung (“Inumanos”). | MAFIA MAMMA – DE REPENTE CRIMINOSA | VOD* Toni Collette (“Hereditário”) viva uma dona de casa que, após ser traída pelo marido, descobre que seu avô distante morreu e ela precisará assumir os negócios da família: um verdadeiro império da máfia. Com a ajuda de sua assistente de confiança (Monica Bellucci, de “Assassino Sem Rastro”), ela pretende desafiar as expectativas de todos, inclusive as dela própria, ao embarcar em sua empreitada no mundo do crime. Mas faz isso da forma mais atrapalhada do mundo e sem ter nunca visto “O Poderoso Chefão”. A direção é de Catherine Hardwicke (“Crepúsculo”). | OS CAVALEIROS DO ZODÍACO – SAINT SEIYA: O COMEÇO | VOD* Baseado no popular mangá de Masami Kurumada e no anime que foi uma grande febre no Brasil da década de 1990, a trama acompanha jovens recrutados para se tornarem cavaleiros de Atena e defensores da humanidade, com destaque para Seiya, que recebe a Armadura de Pégaso e, ao lado de seus amigos, luta para proteger Saori Kido, a reencarnação da deusa, de seus inimigos. O detalhe é que esta versão live-action é uma produção de orçamento mediano, com efeitos visuais questionáveis e um diretor estreante, o polonês Tomasz Baginski (produtor de “The Witcher”). Para completar, um elenco ocidental se soma às opções problemáticas, destacando Famke Janssen (Jean Grey/Fênix Negra na primeira trilogia de “X-Men”), Sean Bean (“Game of Thrones” e “Expresso do Amanhã”), Madison Iseman (“Jumanji: Próxima Fase”), Mark Dacascos (“John Wick 3”), Nick Stahl (“O Exterminador do Futuro 3”) e Mackenyu Arata (“Círculo de Fogo: A Revolta”), que vive o protagonista Seiya. Só há um detalhe positivo: as lutas são coreografadas pelo veterano Andy Cheng, que trabalhou como coordenador de dublês de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que funcionam como locadoras digitais sem a necessidade de assinatura mensal.
Futurama: Star+ revela trailer dublado da volta da série após 10 anos de hiato
A plataforma Star+ divulgou a versão dublada em português do trailer da 11ª temporada de “Futurama”, que marca a volta Fry, Leela e Bender após uma década longe da TV. Desde seu lançamento original em 1999, a série passou por vários intervalos e trocas de canais, tendo sua última exibição inédita em 2013. Inicialmente, a série foi exibida pela rede Fox por quatro temporadas. Em seguida, passou para o canal Comedy Central, que a transmitiu até sua 10ª temporada. Depois de uma década, a produção é agora retomada pela Hulu nos EUA – a Star+ americana. A nova temporada abordará o desenrolar da épica história de amor entre Fry e Leela, os segredos ocultos na caixa de areia de Nibbler, a história misteriosa do malévolo Papai Noel robô e o paradeiro dos girinos de Kif e Amy. Mas as tramas também refletirão o mundo atual, mostrando os personagens diante de uma nova pandemia, explorando o futuro das vacinas, bitcoin, cultura do cancelamento e TV por streaming – além de fazer referências à filmes e séries sci-fi recentes, como “Duna” e “Westworld”. “Futurama” foi criada por Matt Groening (“Os Simpsons”) e desenvolvida em parceria com David X. Cohen (“Futurama”). A equipe ainda retorna com os produtores originais Ken Keeler e Claudia Katz, além de todos os dubladores, incluindo Billy West, Katey Sagal, Tress MacNeille, Maurice LaMarche, Lauren Tom, Phil LaMarr, David Herman e John DiMaggio, que continuarão a dar voz aos personagens centrais. A estreia da nova temporada está marcada para o dia 24 de julho no Brasil, mesmo dia do lançamento nos EUA.
“Chaves” terá novas animações e spinoff em live-action do Seu Madruga
A produtora mexicana THR3 Media Group anunciou que o universo do fenômeno “Chaves” vai ganhar três novas produções. As informações foram divulgadas durante um evento em Los Angeles, onde a empresa revelou que duas das atrações serão animações, enquanto a terceira será um spinoff em live-action centrado no Seu Madruga. A série original foi transmitida entre 1973 e 1980, com mais de 300 episódios lançados. Distribuída em diversos países pelo mundo, “Chaves” ganhou uma popularidade atemporal que alcançou diversas gerações – com destaque para o público do Brasil. De acordo as informações divulgadas, a intenção da empresa é reviver os personagens do seriado com um visual mais moderno, preservando seus traços característicos. Durante o evento, foram exibidas imagens do novo projeto que revelaram os primeiros visuais, que ainda não foram divulgados na mídia. Novas animações de Chaves e Chapolim A primeira atração será uma nova versão da série animada, produzida em 3D (isto é, com animação computadorizada). Vale lembrar que a série já teve uma versão animada, “Chaves Animado”, entre 2006 e 2014, com mais de 130 episódios. O detalhe é que essa versão não contava com Chiquinha, devido a uma disputa judicial com sua interprete Maria Antonieta de las Nieves. A atriz mexicana detinha os direitos autorais da personagem. A nova série, porém, contará com todos os personagens clássicos da turma. Já a outra animação será focada no Chapolin Colorado, e terá desenhos em 2D (isto é, com animação tradicional). Em 2015, o personagem heroico também ganhou seu “Chapolin em Desenho Animado”, que teve apenas 74 episódios. Intitulada “Los Colorados”, a nova produção mostrará a vida dupla do protagonista, equilibrando suas missões como herói atrapalhado e sua rotina comum ao lado da família. Série do Seu Madruga Em paralelo às animações, a produtora também vai lançar uma série em formato de live-action centrada no Seu Madruga, interpretado por Ramón Valdés no seriado original. O ator faleceu em 1988, aos 64 anos, na mesma época que “Chaves” ganhou popularidade internacional. Ainda sem um título oficial, a atração deve se aprofundar no personagem conhecido pelo seu jeito ranzinza e sem paciência. Apesar disso, não ficou claro se a trama abordará um período anterior a “Chaves” ou o mostrará como morador da vila. Também não há informações sobre o ator que dará vida ao personagem. Série biográfica sobre Roberto Gómez Bolaños Vale mencionar que a THR3 Media Group já havia anunciado uma série biográfica sobre Roberto Gómez Bolaños, criador e interprete original de Chaves e Chapolin Colorado. O projeto está sendo desenvolvido pela produtora em parceria com a HBO Max e deve chegar no streaming entre o final de 2024 e o início de 2025. A atração vai se chamar “Sin Querer Queriendo”, referência à famosa frase que Chaves usava de justificativa para suas traquinagens – “Foi sem querer querendo”, na tradução nacional. Além disso, o projeto terá a supervisão de Roberto Gómez Fernández, filho do criador de “Chaves”. Roberto Gómez Bolaños faleceu em 2014, aos 85 anos, em decorrência de um estado de saúde fragilizado. As novas produções ainda não tem previsão de lançamento.
Futurama: Trailer apresenta novos episódio após 10 anos de hiato
A plataforma americana de streaming Hulu divulgou o pôster e o trailer da tão esperada 11ª temporada de “Futurama”. Após uma década fora do ar, Fry, Leela, Bender e o restante da equipe retornam em novas aventuras animadas. Desde seu lançamento original em 1999, a série passou por vários intervalos e trocas de canais, tendo sua última exibição inédita em 2013. Inicialmente, a série foi exibida pela rede Fox por quatro temporadas. Em seguida, passou para o canal Comedy Central, que a transmitiu até sua 7ª temporada. Depois de uma década, a produção é agora retomada pela Hulu. A nova temporada abordará o desenrolar da épica história de amor entre Fry e Leela, os segredos ocultos na caixa de areia de Nibbler, a história misteriosa do malévolo Papai Noel robô e o paradeiro dos girinos de Kif e Amy. Mas as tramas também refletirão o mundo atual, mostrando os personagens diante de uma nova pandemia, explorando o futuro das vacinas, bitcoin, cultura do cancelamento e TV por streaming – além de fazer referências à filmes e séries sci-fi recentes, como “Duna” e “Westworld”. “Futurama” foi criada por Matt Groening (“Os Simpsons”) e desenvolvida em parceria com David X. Cohen (“Futurama”). A equipe ainda retorna com os produtores originais Ken Keeler e Claudia Katz, além de todos os dubladores, incluindo Billy West, Katey Sagal, Tress MacNeille, Maurice LaMarche, Lauren Tom, Phil LaMarr, David Herman e John DiMaggio, que continuarão a dar voz aos personagens centrais. A estreia da nova temporada está marcada para o dia 24 de julho nos EUA. Os episódios inéditos devem chegar no Brasil pela plataforma Star+, que já disponibilizou as temporadas anteriores.
Bilheteria de “The Flash” desaba e “Aranhaverso” retoma liderança nos EUA
Em um fim de semana de grandes ultrapassagens, “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” retornou ao 1º lugar nas bilheterias da América do Norte, arrecadando impressionantes US$ 19,3 milhões em sua quarta semana de exibição. Raramente um filme recupera o 1º lugar após cair para 3º, especialmente em meio à acirrada concorrência da temporada de blockbusters. Com isso, o “Aranhaverso” passou a acumular um total de US$ 317,1 milhões na América do Norte e US$ 560,3 milhões globalmente. Já o líder da semana passada, “The Flash”, experimentou uma queda brutal de 72% em relação a sua bilheteria de estreia na semana passada, faturando US$ 15,3 milhões e caindo para o 3º lugar. Ao todo, seu total doméstico está em US$ 87,6 milhões. Os números internacionais foram ligereiramente melhores, com o filme ganhando US$ 26,6 milhões em seu segundo final de semana em 76 mercados. Com isso, o longa da DC/Warner acumulou um total internacional de US$ 123,3 milhões e US$ 210,9 milhões mundiais. Fracasso de “The Flash” Em um anúncio digno de universo alternativo, “The Flash” foi promovido pela Warner Bros. como “um dos maiores filmes de super-heróis de todos os tempos”, mas no mundo o real está sendo rejeitado pelo público como uma bomba. Internamente, os produtores já admitem que o longa estrelado por Ezra Miller é um grande fracasso, com culpas distribuídas para todos os lados, mas principalmente para o comportamento do ator, que se envolveu em todo o tipo de confusão após as filmagens – prisão por violência, investigação por sequestro e condenação por roubo. Com isso, ele foi escondido na divulgação e o filme não pôde contar com uma campanha tradicional de lançamento. Há também a questão do timing e decisões criativas derivados da fundação do DC Studios, que pretende reiniciar o DCU (Universo DC) no cinema. Os acontecimentos de “The Flash”, que foi filmado na antiga configuração do estúdio, não terão relevância para o futuro desse universo, desestimulando o público a se envolver com o filme. A queda de 73% entre os dois fins de semana supera todos os desempenhos negativos dos outros filmes da DC lançados até agora. Até então, as maiores quedas pertenciam a “Batman vs Superman” (2016) e “O Esquadrão Suicida” (2016), que perderam cerca de 70% de seu público no segundo fim de semana de exibição. Mas esses filmes pelo menos arrecadaram mais de US$ 160 milhões em suas estreias. Outros desempenhos A animação “Elementos”, da Disney/Pixar, reagiu em seu segundo fim de semana, registrando uma queda de apenas 39% nas bilheterias, com arrecadação de US$ 18,5 milhões. Com isso, também passou à frente de “The Flash”, segurando o 2º lugar. O total doméstico do filme em 10 dias é de US$ 65,5 milhões e US$ 121,1 milhões mundiais. E o longa ainda tem muitos mercados importantes para estrear, como Espanha e Japão. “Que Horas Eu te Pego?”, a nova comédia de Jennifer Lawrence, abriu com estimados US$ 15,1 milhões em 4º lugar. No exterior, a produção da Sony começou com US$ 9,5 milhões em 48 mercados, com uma abertura global de US$ 24,6 milhões. “Transformers: O Despertar das Feras” fecha o Top 5 com US$ 11,6 milhões. Após três fins de semanas em exibição, o filme dos robôs gigantes arrecadou um total de US$ 122,9 milhões. Internacionalmente, ganhou mais US$ 218,3 milhões, o que leva o total global a US$ 341,2 milhões. Isso é uma boa notícia para a Paramount e Skydance, considerando que o filme tinha um orçamento de produção de US$ 200 milhões. “Asteroid City”, de Wes Anderson, também se saiu melhor do que o esperado em sua expansão do circuito alternativo para o circuito comercial dos EUA. O filme da Focus Features ficou em 6º lugar com estimados US$ 9 milhões, acumulando um total nacional de US$ 10,2 milhões. A quantia é recorde para o cineasta Wes Anderson, que nunca faturou esse valor num único fim de semana de exibição. A presidente de distribuição da Focus, Lisa Bunnell, celebrou em comunicado: “É fantástico ver o melhor final de semana que Wes Anderson já teve nas bilheterias para reacender o mercado de filmes especializados.” Ranking Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | HOMEM-ARANHA: ATRAVÉS DO ARANHAVERSO 2 | ELEMENTOS 3 | THE FLASH 4 | QUE HORAS EU TE PEGO? | 5 | TRANSFORMERS: O DESPERTAR DAS FERAS
“Star Trek: Prodigy” é cancelada com temporada inédita pronta
Entre as séries canceladas pela Paramount+ nesta sexta (23/6), a maior surpresa ficou por conta do fim de “Star Trek: Prodigy”, sua mais recente série animada do universo trekker. O susto se deve ao fato de a série ter uma temporada inteira inédita. A animação foi renovada para a 2ª temporada em novembro de 2021 e os trabalhos na 2ª temporada estavam praticamente prontos. Por conta disso, a produtora CBS Studios resgatou os direitos da série para oferecê-la ao mercado, num pacote com as duas temporadas completas, incluindo os episódios inéditos. “Star Trek: Prodigy” foi a primeira série da famosa franquia espacial voltada para crianças, além da primeira animação em CGI (computadorizada) e o primeiro conteúdo desse universo em que a maioria dos personagens era alienígena. Agora, também se tornou a primeira série “Star Trek” cancelada na Paramount+, na era do streaming e em 18 anos – desde “Star Trek: Enterprise” em 2005. Desenvolvida pelos irmãos Dan e Kevin Hageman, que venceram o Emmy como roteiristas (de “Caçadores de Trolls: Contos de Arcadia”), “Star Trek: Prodigy” foi concebido originalmente para o canal pago infantil Nickelodeon, mas acabou indo parar na plataforma de streaming Paramount+ por decisão do conglomerado ViacomCBS. Além de apresentar novos personagens, a série resgatou uma presença icônica da franquia, a Capitã Kathryn Janeway, novamente interpretada (no caso, dublada) por Kate Mulgrew, só que desta vez como um holograma de computador baseado na Capitã original da nave Voyager. Ela serve como guia para os novatos da série, adolescentes de diferentes planetas que encontram, por acaso, uma nave abandonada da Frota Estelar e decidem usá-la para viver várias aventuras, aprendendo com o holograma de bordo a navegar pelo espaço. Os irmãos Hageman comentaram o cancelamento no Twitter: “‘Star Trek’ ensinou meu irmão e eu a lutar por um futuro melhor. Embora as notícias de ‘Star Trek: Prodigy’ não retornar ao Paramount+ sejam decepcionantes… Temos fé que esta série será escolhida por uma nova casa para ajudar a aumentar nossa fervorosa base de fãs e inspirar a próxima geração de fãs de ‘Star Trek’. Nossa talentosa e apaixonada equipe de artistas está trabalhando incansavelmente para concluir a 2ª temporada. E estamos otimistas e esperançosos de que nossos incríveis fãs possam vê-la em breve! Janeway nunca desistiria, então por que nós desistiríamos? Vamos seguir suas ordens e ‘ir audaciosamente'”. #StarTrek has taught my brother and me to strive for a better future. While news of #StarTrekProdigy not returning to Paramount+ is disappointing… — Dan & Kevin Hageman (@brothershageman) June 23, 2023 And we are staying positive and hopeful that our amazing fans will get to see it soon! Janeway would never give up, so why would we? Let’s follow her orders and ‘Go Boldly.’ — Dan & Kevin Hageman (@brothershageman) June 23, 2023
É 10: As melhores estreias de filmes para ver em casa
A lista de filmes novos para ver em casa vai do terror sangrento à comédia rasgada. Depois de passar nos cinemas e nas locadoras digitais (VOD), “A Morte do Demônio – A Ascenção” é o destaque entre os lançamentos de streaming, entre outros longas lançados recentemente nas salas de exibição. Uma curiosidade dos títulos é que quatro são obras brasileiras. O Top 10 da semana pode ser conferido abaixo com mais detalhes. | A MORTE DO DEMÔNIO – A ASCENSÃO | HBO MAX O resgate da franquia dos anos 1980 surpreende ao se mostrar um dos melhores filmes de toda a saga. Visceral e sangrento, o longa mostra a assustadora possessão demoníaca de uma mulher, que tenta matar a irmã e os próprios filhos. A trama tira em torno de duas irmãs distantes, vividas por Alyssa Sutherland (“Vikings”) e Lily Sullivan (“Mental”), que decidem reatar após longo afastamento, apenas para ter sua reunião atrapalhada por uma possessão, que coloca a vida de seus entes queridos em risco. Além de novos personagens, o filme também inova em relação à premissa original. Em vez de se passar numa cabana no meio da floresta, desta vez os ataques demoníacos acontecem num apartamento comum. Rodado na Nova Zelândia, o terrorzão é o segundo longa do diretor irlandês Lee Cronin, selecionado pessoalmente por Sam Raimi, produtor e criador da franquia, após sua estreia com o horror indie “The Hole in the Ground” – premiado em 2019 no Fant, festival de cinema fantástico de Bilbao, na Espanha. E atingiu nada menos que 96% de aprovação no Rotten Tomatoes. | 65 – AMEAÇA PRÉ-HISTÓRICA | HBO MAX A ficção científica traz Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”) como um astronauta que sofre um acidente espacial e cai na Terra de 65 milhões de anos atrás, dominada por dinossauros. Lá, ele e a única outra sobrevivente da nave (a menina Ariana Greenblatt, de “Awake”) precisam atravessar um terreno desconhecido e repleto de criaturas pré-históricas para conseguir sobreviver. Só que, com menos dinossauros que a premissa sugere, o filme acaba não entregando o que sua premissa promete. Produzido pelo cineasta Sam Raimi (“Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”), o longa tem roteiro e direção da dupla Scott Beck e Bryan Woods (roteiristas do primeiro “Um Lugar Silencioso”). | ANÔNIMO | STAR+ O thriller de ação do criador de “John Wick” traz Bob Odenkirk (“Better Call Saul”) como um pai de família que, ao ter a casa invadida por assaltantes, começa um processo de transformação, até finalmente revelar suas habilidades secretas como matador profissional. Por 12 anos, o aparente homem comum trabalhou para pessoas perigosas, mas deixou tudo para trás ao se casar. Entretanto, inimigos à espreita aguardavam apenas um sinal de seu paradeiro para cobrar uma antiga pendência. Com a família ameaçada, ele demonstra porque era melhor que o deixassem permanecer anônimo. A história do personagem chega a lembrar a trajetória original de John Wick nos filmes estrelados por Keanu Reeves. Não por acaso, o roteirista de “Anônimo” é justamente o responsável pela trilogia de “John Wick”, Derek Kolstad. A direção, por sua vez, está a cargo do russo Ilya Naishuller (“Hardcore: Missão Extrema”) e o elenco ainda inclui Connie Nielsen (“Mulher-Maravilha”), Gage Munroe (“A Cabana”), Aleksey Serebryakov (“Leviatã”), RZA (“Os Mortos Não Morrem”) e Christopher Lloyd (“De Volta para o Futuro”). | BEAU TEM MEDO | VOD* O novo filme do cineasta Ari Aster (diretor dos terrores “Hereditário” e “Midsommar: O Mal Não Espera a Noite”) é uma odisseia neurótica de três horas estrelada por Joaquin Phoenix (“Coringa”). Longe de ser um lançamento acessível como as obras anteriores do diretor, é puro surrealismo, apesar da premissa enganosamente simples. Na trama, Beau (Phoenix) precisa viajar para o funeral de sua mãe, mas memórias da infância, encontros bizarros, invasões de mendigos, um serial killer em sua casa, um veterano traumatizado de guerra na floresta e pesadelos sobre um futuro distópico surgem em seu caminho. Tudo ao som de “Goodbye Stranger”, sucesso de 1979 da banda Supertramp. O filme se assume como um grande surto psicótico com referências freudianas e mais cenas inesperadas/inusitadas que a expectativa mais louca de qualquer espectador. O elenco também conta com Parker Posey (“Perdidos no Espaço”), Amy Ryan (“Medo da Verdade”), Nathan Lane (“Only Murders in the Building”), Michael Gandolfini (“Os Muitos Santos de Newark”) e Kylie Rogers (“Yellowstone”). | THE PAINTED BIRD | MUBI Inédito nos cinemas brasileiros, o drama em preto e branco da República Tcheca foi classificado pela revista americana Variety como a “experiência mais excruciante” de 2020. Filme de jornada, a obra do cineasta Václav Marhoul (“Tobruk”) segue um menino judeu que busca refúgio durante a perseguição nazista na 2ª Guerra Mundial e acaba encontrando muitos personagens diferentes ao longo do caminho, além de abuso e dificuldades extremas. Venceu 18 prêmios internacionais, inclusive o Czech Lion de Melhor Filme (o Oscar tcheco) e um prêmio da UNICEF no Festival de Veneza, e ainda foi indicado ao troféu de Melhor Filme Europeu do ano. O elenco multinacional inclui o alemão Udo Kier (“Bacurau”), o dinamarquês Stellan Skarsgård (“Duna”), o americano Harvey Keitel (“O Irlandês”) e o inglês recentemente desaparecido Julian Sands (“Warlock: O Demônio”). | UM ANO INESQUECÍVEL – PRIMAVERA | AMAZON PRIME VIDEO O quarto e último filme da quadrilogia romântica “Um Ano Inesquecível” acompanha Jasmine, uma garota sonhadora que está concluindo o Ensino Médio. Ela tem alma de artista, mas sofre com matemática. Para não repetir de ano, passa a estudar com o melhor aluno da classe, Davi, que acaba se revelando mais que um bom colega ao apoiar seu sonho de estudar belas artes e não administração como quer sua família. Os filmes de “Um Ano Inesquecível” adaptam uma antologia de contos com o mesmo nome, escritos por Thalita Rebouças, Paula Pimenta, Bruna Vieira e Babi Dewet. A adaptação da história de Bruna Vieira tem direção de Bruno Garotti (“Confissões de uma Garota Excluída”) e Jamile Marinho (assistente de Garotti em “Ricos de Amor 2”), e é estrelada por Lívia Silva (“Todos os Mortos”) e Ronald Sotto (“Tudo Igual… SQN”). | ATRAVÉS DA MINHA JANELA: ALÉM-MAR | NETFLIX A continuação do romance espanhol acompanha o casal Raquel e Ares na expectativa de um reencontro quente de verão, depois de um longo período namorando à distância. Os protagonistas Clara Galle e Julio Peña retornam às telas nos papéis principais e ainda são acompanhados por uma nova dupla, interpretado por Andrea Chaparro e Ivan Lapadula, numa tentativa de apimentar o enredo ou, no mínimo, criar situações de ciúmes. A franquia é baseada nos livros da autora Ariana Godoy. | O RIO DO DESEJO | GLOBOPLAY O diretor Sergio Machado retoma os temas de “Cidade Baixa” (2005), filme que o projetou, com essa nova história de ribeirinhos apaixonados pela mesma mulher. A diferença é que, agora, trata-se de um triângulo/quadrilátero entre irmãos. Na trama, Dalberto abandona seu trabalho na polícia e se torna comandante de um barco ao se apaixonar pela bela e misteriosa Anaíra. Mas quando o casal passa a viver na casa que Dalberto divide com os dois irmãos, às margens do Rio Negro, desejos proibidos vêm à tona. Enquanto o irmão mais velho luta para controlar a atração que sente pela cunhada, o caçula se lança perigosamente, criando uma situação insustentável. O elenco destaca Sophie Charlotte (“Todas as Flores”) como a desejada e Daniel de Oliveira (“Daniel de Oliveira”), Gabriel Leone (“Dom”) e Rômulo Braga (“Rota 66: A Polícia que Mata”) como os irmãos. A estreia em streaming vai acontecer no sábado (24/6). | MATO SECO EM CHAMAS | VOD* Passada na Ceilândia, em Brasília, o filme de Adirley Queirós (“Branco Sai, Preto Fica”) e Joana Pimenta acompanha três mulheres que recolhem petróleo de oleodutos subterrâneos e o refinam para transformá-lo em gasolina no mercado negro. A ação é um ato de resistência para sua comunidade em Sol Nascente, uma das maiores favelas da América do Sul. A filmagem combina ficção e documentário, imersão e observação, para fornecer uma personificação multifacetada da feminilidade marginalizada no Brasil contemporâneo. O filme venceu o Festival de Cinema de Vanguarda de Atenas, na Grécia, foi o mais premiado no último Festival de Brasília, com sete Troféus Candangos, incluindo Melhor Direção e Atriz (um empate entre Lea Alves e Joana Darc), e ainda levou o Troféu Redentor de Melhor Fotografia e o Prêmio Especial do Júri do Festival do Rio passado. | BARRACO DE FAMÍLIA | VOD* A comédia traz Cacau Protásio como mãe de fukeira, que junta a vizinhança para salvar a filha de um cancelamento, após a jovem ser gravada maltratando fãs. A disposição para o melodrama e a determinação da matriarca de fazer tudo pela filha chega a lembrar a Dona Hermínia do saudoso Paulo Gustavo. A direção é de Maurício Eça (“A Menina que Matou os Pais”) e o elenco majoritariamente negro é formado também por Lellê (“Malhação”), Jeniffer Nascimento (“Cara e Coragem”), Robson Nunes (“Quatro Amigas numa Fria”), Yuri Marçal (“Barga, Cabelo e Bigode”), Nany People (“Quem Vai Ficar com Mário”) e os cantores Sandra de Sá (“Antônia”) e Péricles. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que funcionam como locadoras digitais sem a necessidade de assinatura mensal.
É 10: Série da Marvel abre lista das melhores estreias da semana
A programação de séries da semana tem novidade da Marvel, spin-off de “Sex and the City” e série teen brasileira como principais destaques, mas a lista tem muitos outros atrativos, incluindo as novas temporada de “iCarly” e “Fantasmas”. Confira abaixo o Top 10 das melhores estreias. | INVASÃO SECRETA | DISNEY+ Mais lenta que os fanboys podiam esperar, e sem os famosos super-heróis do estúdio, a nova série da Marvel chega em clima de thriller de espionagem ao streaming. A trama dá continuidade ao gancho de “Capitã Marvel” (2019), que apresentou os skrulls – alienígenas que podem mudar de forma, assumindo a aparência de qualquer pessoa. Baseado nos quadrinhos homônimos publicados em 2008, a história mostra uma facção maligna dos alienígenas que planeja se infiltrar nos governos da Terra, usando sua capacidade metamorfas para dominar o planeta sem que ninguém saiba. Diante da ameaça, Nick Fury (Samuel L. Jakcson) retorna do exílio para impedir que isso aconteça. O personagem conta com a ajuda do skrull Talos (Ben Mendelsohn) e Maria Hill (Cobie Smulders), e logo no primeiro episódio vê um importante aliado morrer em seus braços. Essa surpresa dá um tom mais sério à produção, que ainda inclui entre seus personagens o agente Everett Ross (Martin Freeman) e James “Rhodey” Rhodes (Don Cheadle), também conhecido como Máquina de Combate, além de marcar a estreia das atrizes Olivia Colman (“A Filha Perdida”) e Emilia Clarke (“Game of Thrones”) no Universo Compartilhado Marvel (MCU). Colman interpreta a agente do serviço secreto britânico Sonya Falsworth, que tem uma história de longa data com Fury, enquanto Clarke dá vida a G’iah, a filha rebelde de Talos. A atração foi escrita por Kyle Bradstreet (“Mr. Robot”) e tem direção de Thomas Bezucha, que fez sucesso durante a pandemia com o thriller “Deixe-o Partir” (estrelado por Kevin Costner). | A VIDA PELA FRENTE | GLOBOPLAY Representação intensa da adolescência no final dos anos 1990 no Rio de Janeiro, a nova série brasileira acompanha a jornada de Liz (interpretada por Nina Tomsic), uma estudante do ensino médio que se muda para uma escola de elite e é absorvida por um grupo diversificado de amigos. Tal como em “Elite”, a história é impulsionada por uma tragédia – a morte de uma das amigas do grupo, Beta (Flora Camolese) – e a incerteza sobre se foi um acidente ou suicídio. O enredo mistura flashbacks e momentos atuais para explorar as circunstâncias em torno da morte de Beta e o impacto em todos os envolvidos, um dispositivo narrativo também usado em “Elite”. A série também não foge de cenas intensas e sem censura, apresentando o consumo de drogas e a energia sexual dos jovens de forma bastante direta, mas tem sua própria identidade. A autenticidade se deve ao fato de ser inspirada pelas vivências das criadoras e amigas de infância Leandra Leal, Rita Toledo e Carol Benjamin, que narram as angústias que experimentaram às vésperas do bug do milênio. A trilha sonora, composta por sucessos das décadas de 1990 e 2000, contribui para o tom nostálgico. A produção combina um misto de jovens talentos e veteranos consagrados, como Ângelo Antônio, Stella Rabello, Gustavo Vaz, e a própria Leandra Leal, e chega em dois blocos de cinco episódios, com o segundo previsto para o dia 6 de julho. | AND JUST LIKE THAT… 2 | HBO MAX Os novos episódios do spin-off de “Sex and The City” vão se passar um ano após a repentina morte do Mr. Big (Chris Noth) no início da série, com Carrie (Sarah Jessica Parker) finalmente pronta para seguir em frente e aberta a reencontrar um amor do passado, o carinhoso Aidan Shaw (John Corbett) – um dos principais interesses amorosos da protagonista nos anos 1990. Paralelamente, Carrie, Miranda (Cynthia Nixon) e Charlotte (Kristin Davis) seguirão em suas trajetórias de autodescobertas. Para completar, os produtores decidiram oferecer um pouco mais de nostalgia para os fãs com um brevíssimo retorno da icônica Samantha Jones, interpretada por Kim Cattrall no desfecho da temporada. A participação é praticamente uma figuração, mas está dando muito o que falar, porque Cattrall exigiu a garantia de que não teria que se encontrar com Sarah Jessica Parker ou qualquer outro membro do elenco, nem gravaria se o showrunner da série, Michael Patrick King, estivesse presente. Desde que descobriu ter uma grande diferença salarial em relação a Parker em “Sex and The City”, Cattrall não quis mais saber de nada relacionado à franquia. Deve ter recebido um caminhão de dinheiro. | GLAMOROUS | NETFLIX A nova série queer acompanha Marco (Miss Benny), um jovem não-binário que consegue um emprego na empresa de uma magnata do ramo de cosméticos, interpretada por – ela novamente – Kim Cattrall (“Sex and The City”), que quer rejuvenescer a marca com a ajuda do influencer. Enfrentando desafios pessoais e um novo trabalho, Marco tem nos episódios a chance de descobrir ainda mais sobre si mesmo. A série havia sido encomendada pelo o canal norte-americano The CW em 2019, com a atriz Brooke Shields (“Um Castelo para o Natal”) no papel de Cattrall. Com a produção passando para a Netflix, o streaming encomendou 10 episódios da série e mudou o elenco. O piloto foi dirigido por Todd Strauss-Schulson (“Megarromântico”) a partir de um roteiro escrito por Jordon Nardino (“Quantico”), e ambos também atuam como produtores executivos. | FANTASMAS 2 | PARAMOUNT+ Um mês depois de lançar a 1ª temporada, a Paramount+ corre atrás do atraso e libera todos os episódios do segundo ano de “Ghosts” (título original), uma das grandes surpresas recentes da TV americana. Enorme sucesso, a série se tornou uma das comédias mais vistas dos EUA – só fica atrás de “Young Sheldon”. Além disso, aumentou sua aprovação na 2ª temporada, conseguindo atingir 100% de críticas positivas no Rotten Tomatoes. Desenvolvida por Joe Port e Joe Wiseman (produtores-roteiristas de “Zoey e a Sua Fantástica Playlist”), a produção é remake de uma comédia britânica de mesmo nome e segue um jovem casal em dificuldades, que acha que tirou a sorte grande ao herdar uma bela casa de campo. Ao se mudarem, porém, descobrem que a residência está caindo aos pedaços e ainda é habitada por seus falecidos moradores. Felizmente, os fantasmas se revelam inofensivos, transformando-se em amigos do casal formado por Rose McIver (a “iZombie”) e Utkarsh Ambudkar (“Projeto Mindy”). | SWAGGER 2 | APPLE TV+ O drama esportivo é baseado na vida do jogador de basquete Kevin Durant – que é um dos produtores. Criada por Reggie Rock Bythewood (roteirista do filme “Notorious” e criador da série “Shots Fired”), a atração gira em torno de um prodígio do basquete, que precisa driblar inúmeras pressões se quiser superar as desvantagens de sua vida e realizar seu sonho de virar um atleta profissional. O estreante Isaiah R. Hill tem o papel principal e o elenco também destaca O’Shea Jackson Jr. (“Obi-Wan Kenobi”), filho do rapper Ice Cube. | BASTIDORES DE UMA CONSPIRAÇÃO | NETFLIX A série policial alemã estrelada por Max Riemelt (“Sense8”) gira em torno de um “cold case”. Após uma nova morte levantar dúvidas sobre um caso de assassinato que já estava encerrado, um ex-detetive, que virou sem teto após a repercussão do caso original, decide buscar a verdade. Mas ao fazer isso coloca em risco sua própria família. A trama é baseada numa série isrealense (“The Exchange Principle”) e foi adaptada por Christoph Darnstädt, roteirista do clássico “A Experiência” (2001). | AGENTES DO FBI | STAR+ O thriller de suspense acompanha uma turma de agentes do FBI formada em 2009. A trama abrange vários anos, desde o aliciamento para ingressar na polícia federal americana, o treinamento, a formatura da turma e as missões, que parecem colocar uns contra os outros num aparente complô. Criada e produzido por Tom Rob Smith (criador de “American Crime Story”), a história é contada em linhas do tempo entrelaçadas e destaca em seu elenco Kate Mara (“Quarteto Fantástico”), Brian Tyree Henry (“Trem-Bala”), Sepideh Moafi (“Black Bird”) e Brian J. Smith (“Sense 8”). | iCARLY 3 | PARAMOUNT+ Um dos maiores sucessos do canal pago infantil Nickelodeon dos anos 2000 segue seu revival com os personagens adultos, que agora até se envolvem em triângulos amorosos. Exibida entre 2007 e 2012, a série original seguia uma estudante do ensino médio (Miranda Cosgrove) que apresentava um webcast ao lado de seus amigos. Fez tanto sucesso que ganhou um spin-off, “Sam & Cat”, que terminou após uma única temporada vitaminada (de 35 episódios), supostamente por brigas de bastidores entre suas protagonistas Jennette McCurdy (a Sam de “iCarly”) e ninguém menos que Ariana Grande (a Cat de “Brilhante Victoria”). O revival se passa cerca de 10 anos após o final original de “iCarly” e mostra o que aconteceu com Carly e seus amigos, incluindo Spencer (Jerry Trainor) e Freddie (Nathan Kress), ao iniciarem a vida adulta. Mas sem Sam (McCurdy) e Gibby (Noah Munck), substituídos por novas personagens, vividas por Laci Mosley (de “Florida Girls”) e Jaidyn Triplett (“The Affair”). A primeira é colega de quarto e nova melhor amiga de Carly, enquanto a segunda interpreta a enteada sarcástica de Freddie. Os novos episódios têm roteiro e produção de Jay Kogen (um veterano de “Os Simpsons”) e Ali Schouten (“Feliz Natal e Tal”), e vão mostrar um desenvolvimento chocante para as crianças dos anos 2000: o fim da “friend zone” entre Carly e Freddie, que finalmente vão ter que lidar com o que sentem um pelo outro. | A ILHA DA CAVEIRA | NETFLIX A animação passada no Monstroverso da Legendary/Warner explora os horrores da terra natal do King Kong. Inspirada no filme “Kong: A Ilha da Caveira” (2017), a trama se passa nos anos 1980 e acompanha um grupo de exploradores que, após resgatar uma mulher misteriosa no mar, vai parar na traiçoeira ilha do título, lar de criaturas bizarras e monstros assustadores, incluindo o próprio King Kong. A série é criada, escrita e produzida por Brian Duffield, roteirista do filme similar “Love and Monsters” (2020), e conta com animação da Powerhouse Animation, conhecida por seu trabalho em séries como “Castlevania” (2017) e “O Sangue de Zeus” (2020). Para quem for assistir em inglês, o elenco de dubladores conta com Mae Whitman (“As Vantagens de Ser Invisível”), Nicolas Cantu (“The Walking Dead: World Beyond”), Darren Barnet (“Eu Nunca”), Benjamin Bratt (“Poker Face”) e Betty Gilpin (“GLOW”).
Animação da Pixar e comédia com Jennifer Lawrence são destaques nos cinemas
A animação “Elementos” começa a ser exibida em 1,2 mil telas nesta quinta (22/6), dando sequência aos lançamentos amplos de Hollywood, que toda semana trazem um novo candidato a blockbuster ao circuito. A estreia original da produção da Disney Pixar não encontrou muito sucesso nos EUA, onde chegou na semana passada, junto com “The Flash”. Mas a Disney optou por distanciar sua estreia brasileira do filme de super-herói, atrasando a distribuição nacional em uma semana. Com isso, “Elementos” virou a principal opção para o público de todas as idades, já que a segunda novidade de maior alcance, “Que Horas Eu te Pego?”, ao estilo das comédias sexuais dos anos 1980, foi classificada como imprópria para menores de 16 anos. Confira abaixo mais detalhes de todos os títulos que chegam aos cinemas. | ELEMENTOS | A nova animação da Pixar se passa numa cidade onde os elementos do fogo, água, terra e ar vivem juntos em harmonia. Apesar disso, a família de Ember sempre ensinou à jovem que os elementos não se misturam. Mas um encontro fortuito faz com que a garota quente embarque numa jornada de descobertas com um jovem aguado, buscando entender até que ponto água e fogo podem se aproximar. O cineasta Peter Sohn (“O Bom Dinossauro”) diz ter buscado inspiração na sua infância como filho de imigrante coreano em Nova York, quando conviveu com muitas pessoas de culturas diferentes. Mas a analogia se perde numa história confusa, abaixo do padrão que costuma acompanhar a grife Pixar, embora o visual e a técnica de animação mantenha-se de primeiro nível. | QUE HORAS EU TE PEGO? | A comédia sexual traz Jennifer Lawrence (“Não Olhe para Cima”) tentando seduzir um adolescente da geração Z. Ela interpreta uma motorista de Uber sem carro que, em crise financeira, responde a um anúncio preocupado de pais na internet, que buscam alguém capaz de “namorar” seu filho esquisito de 19 anos antes que ele vá para a faculdade. Achando que seria dinheiro fácil, ela acaba tendo mais trabalho que poderia imaginar. Claramente inspirado por clássicos de VHS da década da 1980, o filme tem roteiro e direção de Gene Stupnitsky, conhecido por fazer comédias politicamente incorretas como “Professora sem Classe” (2011) e “Bons Meninos” (2019). Fãs de comédias juvenis dos anos 1980 também vão reconhecer o pai do adolescente: ninguém menos que Ferris Bueller, ou melhor, o ator Matthew Broderick. | SEDE ASSASSINA | A estreia em Hollywood do cineasta argentino Damian Szifrón (“Relatos Selvagens”) é um thriller policial sobre a caça a um sniper assassino. Profissional que mata seus alvos à distância sem deixar pistas, o serial killer escapa de todas as tentativas de captura, até que uma policial inexperiente é recrutada para o caso num palpite do chefe da investigação, e demonstra que seu perfil desajustado pode ser a chave para entender a mente desse assassino. O elenco destaca Shailene Woodley (“Divergente”), Ben Mendelsohn (“Capitã Marvel”) e Jovan Adepo (“Babilônia”). | AO SEU LADO | Dois jogadores de rugbi acabam se envolvendo sexualmente e tentam esconder o caso, não apenas de seus próprios parceiros, mas também de seus companheiros de equipe. O drama esportivo do britânico Matt Carter venceu o prêmio de Melhor Filme de Estreia no festival LGBTQIAPN+ FilmOut, de San Diego, nos EUA. | DERRAPADA | O novo filme de Pedro Amorim (“Dissonantes”) é um drama sobre gravidez adolescente, que transporta a trama de “Slam”, livro do inglês Nick Hornby (“Alta Fidelidade”), para cenários e realidade brasileiros. O protagonista é um skatista, filho de mãe solteira, que se envolve com uma poeta de slam e acaba engravidando a jovem – apesar de saber tudo o que a mãe passou na juventude, por engravidar aos 16 anos e precisar criar o filho de um pai irresponsável e ausente. No livro, o skatista acaba tendo uma luz ao conhecer a história de seu ídolo, Tony Hawk. Na versão brasileira, o ídolo é Bob Burnquist. O resto do elenco destaca Matheus Costa (“Desapega!”), Heslaine Vieira (“As Five”) e Nanda Costa (“Monster Hunter”). | TINNITUS | O drama esportivo de Gregorio Graziosi (“A Obra”) tem uma inesperada guinada para o terror. A trama gira em torno de Marina (Joana de Verona), uma atleta de Saltos Ornamentais que sofre de um terrível zumbido nos ouvidos. Após sofrer um acidente, ela troca a perigosa e desafiadora plataforma de saltos por uma pacata vida no aquário, onde trabalha fantasiada de sereia. No entanto, busca voltar ao esporte que ama, o que faz aumentar os desafios, o zumbido e o perigo. O roteiro é de um especialista em terrores não convencionais, o cineasta Marco Dutra (“As Boas Maneiras”). | SEUS OSSOS E SEUS OLHOS | Filme antigo, o segundo longa de Caetano Gotardo (“Todos os Mortos”) foi exibido na Mostra de Tiradentes de 2019. A abordagem é de cinema autoral, mas o clima teatralizado explica a relutância do circuito comercial em programá-lo. O próprio diretor vive o protagonista, um cineasta gay de classe média, passando por uma série de encontros com pessoas diversas, incluindo uma amiga, o namorado e um rapaz que vê no metrô e com quem se envolve sexualmente, entre outros conhecidos e desconhecidos. Esses encontros o afetam e revelam aos poucos um jogo de tempos que mistura vida e processo de criação, presente e memória.
Capitão Fall: Nova animação adulta da Netflix ganha seu primeiro trailer
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Capitão Fall”, nova animação adulta do streaming. A série é produzida pela dupla Jon Iver Helgaker e Jonas Torgersen, criadores da série “Norseman”. Durante a prévia, a produção se mostra como uma comédia que envolve mistérios e crimes – com direito a tiros e explosões. A trama segue Jonathan Fall, um capitão de marinha inexperiente e incapaz, mas de bom coração, que acidentalmente se encontra no comando de um navio de contrabando para um terrível cartel internacional. Apesar de ser o pior capitão de todos os tempos, ele foi contratado com uma missão importante: servir de bode expiatório caso as autoridades detenham o navio contrabandista. O protagonista é dublado pelo ator Jason Ritter, conhecido por ser a voz original de Dipper em “Gravity Falls” (2012). O restante do elenco de vozes inclui Christopher Meloni (“Lei e Ordem”), Lesley-Ann Brandt (“Lucifer”), Anthony Carrigan (“Barry”), Alejandro Edda (“Narcos: México”), Adam Devine (“The Righteous Gemstones”) e Trond Fausa (“Neste sommer”). Dos mesmos criadores de Vikingane Anunciada em 2020, a série é a primeira animação de Helgaker e Torgersen e marca a segunda parceria da dupla com a Netflix. Eles também foram responsáveis pela criação de “Norseman” (2016-2020), comédia norueguesa sobre um grupo de guerreiros vikings do século VIII. Os dois atuam como produtores ao lado de Joel Trussell na nova série animada. Ao contrário da dupla, Trussel já é experiente no universo das animações, tendo produzido a comédia da Disney “Picles e Amendoim” (2015) e dirigido a animação sci-fi “Electric City” (2012). “Capitão Fall” estreia seus 10 episódios no dia 28 de julho na Netflix.












