Bob Esponja vai ganhar série derivada centrada em Patrick Estrela
A Nickelodeon está desenvolvendo um spin-off de “Bob Esponja” centrado do melhor amigo do protagonista, chamado “The Patrick Star Show” — em tradução não oficial, “O Show do Patrick Estrela”. Segundo apurou o site Deadline, 13 episódios foram encomendados para a 1ª temporada, que será realizada pela mesma equipe criativa por trás da série original. O spin-off deve mostrar Patrick em um talk show, entrevistando outros personagens da Fenda do Biquíni. Os personagens centrais seriam a estrela-do-mar e sua família, com outros membros de “Bob Esponja” fazendo aparições eventuais. Vale avisar que o canal pago Nickelodeon ainda não confirmou o projeto. Caso seja oficializada, a série de Patrick será a segunda atração derivada de “Bob Esponja”. No ano passado, o estúdio da Nickelodeon anunciou a produção de “Kamp Koral”, que vai mostrar Bob Esponja criança em um acampamento de verão. Esta série será exibida pela plataforma de streaming CBS All Access, que, por enquanto, só é acessível para o público americano. Na ocasião do anúncio de “Kamp Koral”, circularam informações de que outros spin-offs estavam sendo avaliados. Além de uma série para Patrick, os produtores ainda consideravam desenvolver derivados de Sandy Bochechas, a esquilo que mora na Fenda do Biquíni e é grande amiga dos protagonistas Bob Esponja e Patrick, e até do Plankton, dono do restaurante Balde de Lixo, que vive tentando roubar a receita do famoso hambúrguer de siri.
Hoops: Nova série animada adulta ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o primeiro pôster e o trailer legendado de “Hoops”, nova animação voltada para o público adulto. A atração gira em torno de Ben Hopkins, um treinador de basquete colegial que não consegue vencer e só se destaca pelo mau temperamento e a boca suja – e por ser filho de um antigo astro do basquete. Mas ele acredita que sua vida miserável pode mudar completamente se conseguir fazer seu terrível time do ensino médio se tornar vencedor nas quadras. “Hoops” é uma criação de Ben Hoffman, roteirista do “The Late Late Show with James Corden”, e tem produção-executiva da dupla Chris Miller e Phil Lord, produtores-roteiristas de “Homem-Aranha no Aranhaverso”. O papel principal é dublado pelo ator Jake Johnson, que volta a trabalhar com mais três atores de “New Girl” na produção, Max Greenfield, Damon Wayans Jr. e Hannah Simone. Além deles, o elenco vocal também inclui Will Forte (“O Último Cara da Terra”), Nick Swardson (“Os 6 Ridículos”), Sam Richardson (“Veep”) e W. Earl Brow (“Deadwood”). Com 10 episódios, a 1ª temporada estreia em 21 de agosto em streaming.
Scooby! O Filme faz fãs perguntarem “Scooby-Doo, cadê você?”
As aventuras do cachorro medroso Scooby-Doo e sua turma acompanharam a infância de muitos, que devem ter ficado animados quando souberam da produção deste longa-metragem estrelado pelo personagem. A alegria, porém, não dura muito. Ao tentar modernizar a trama com computação gráfica para as novas gerações, “Scooby! O Filme” entrega um resultado genérico, incapaz de alimentar a nostalgia pelo material original. Escrito a oito mãos, o roteiro acompanha Salsicha durante sua infância, quando ele era um garoto solitário, com dificuldade de fazer amigos. Isso se resolve a partir do primeiro encontro com o personagem-título. Ainda na infância, a dupla conhece o restante do grupo e solucionam o seu primeiro caso “sobrenatural”. E é justamente quando o filme parece trilhar um caminho conhecido que os roteiristas resolvem inovar, abandonando a fórmula que funcionava perfeitamente. Após as cenas de “origem”, o filme dá um salto temporal e se coloca como uma espécie de continuação do desenho, em que o grupo – já adulto – é reconhecido pelas suas investigações bem-sucedidas e se prepara para alçar novos voos. O desenho sempre contou com a sua parcela de participações bizarras (como Batman, Sherlock Holmes e a Família Dó Ré Mi). Entretanto, estes encontros se encaixam bem no tom impresso às pequenas aventuras televisivas. Já em “Scooby!”, os encontros com outros personagens clássicos da Hanna-Barbera (Falcão Azul, Bionicão, Capitão Caverna, Dick Vigarista) prejudicam a narrativa em vez de auxiliá-la. O diretor Tony Cervone (“Tom e Jerry: De Volta à Oz”) tenta utilizar metalinguagem e diversas sequências de ação como forma de disfarçar a superficialidade da trama. Nesse caldeirão de alusões, o terror dá lugar à ficção científica, a tensão dá lugar à ação, e o vilão mascarado dá lugar a monstros gigantes e de outros mundos. Ou seja, deixa de ser o Scooby-Doo que gerações se acostumaram a ver. Em meio a tantas mudanças, as principais atrações do filme são mesmo o visual computadorizado e a dublagem em inglês, incluindo nomes como Will Forte (como Salsicha), Zac Efron (Fred), Amanda Seyfried (Daphne), Gina Rodriguez (Velma), além de Jason Isaacs e Mark Wahlberg, que dão voz a personagens de outros desenhos conhecidos. Vale lembrar, porém, que o elenco também era a principal atração daquelas péssimas adaptações em live-action lançadas no início dos anos 2000. E essa é a principal comparação que se pode fazer entre “Scooby! O Filme” e qualquer outra coisa relacionada a Scooby-Doo, o que dá a medida do tamanho da decepção.
Aggretsuko enfrenta problemas financeiros no trailer da 3ª temporada
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado da 3ª temporada de “Aggretsuko”, série animada sobre uma simpática panda vermelha que é estagiária de contabilidade durante o dia, mas à noite se transforma numa estrela de karaokê, soltando vômito pelas entranhas como cantora endemoniada de death metal. Na nova temporada, ela finalmente recebe uma promoção, mas percebe que na verdade o que aumentou foi seu trabalho, enquanto se vê cada vez mais endividada. “Aggretsuko” foi concebida pela empresa Sanrio, especializada em produtos voltados para a subcultura kawaii (fofa), como representação de uma parcela da população japonesa que sofre com o excesso de trabalho. Para quem não sabe o que é kawaii, basta mencionar que Hello Kitty é seu maior representante. Por sinal, a criadora da personagem, conhecida apenas como Yeti, descreveu Aggretsuko para a rede CNN justamente como a “irmã metaleira, cervejeira e raivosa da Hello Kitty”. A 3ª temporada estreia em 27 de agosto em streaming.
Revival de Animaniacs ganha data de estreia
A volta de “Animaniacs” já tem data. A cultuada série animada dos anos 1990 vai ganhar capítulos inéditos na plataforma Hulu a partir de 20 novembro, data que marca 22 anos da exibição de seu último episódio original. A estreia vai acontecer dois anos depois que a Hulu anunciou a produção de duas novas temporadas da atração. Além dos irmãos Warner, a série também resgatará dois outros personagens favoritos da animação, Pinky e o Cérebro. Cada temporada terá 13 episódios. Quem também vai retornar à produção é o cineasta Steven Spielberg, representando a produtora Amblin. Ele será produtor executivo ao lado de Sam Register, presidente da Warner Bros. Animation. O desenho original era uma parceria de Amblin e WB. Inspirada nas animações históricas e histéricas da Warner, “Animaniacs” girava em torno de personagens que tinham sido esquecidos nos arquivos do estúdio: os verdadeiros irmãos Warner – o tagarela Yakko, o guloso e sagaz Wakko e a fofa Dot – , estrelas de clássicos animados, que após sua fase de sucesso e fama foram trancados, por serem considerados perigosamente malucos, e agora moravam na famosa torre d’água do estúdio Warner Bros. Enquanto espera pelos novos episódios, a Hulu disponibilizou todas as cinco temporadas da série original, além do spin-off de Pink e o Cérebro.
Filmes online: Scooby-Doo é um dos 10 destaques digitais do fim de semana
Originalmente produzido para telas grandes, “Scooby! O Filme” é o título mais conhecido dentre os lançamentos digitais da semana. O longa seria o primeiro desenho do Scooby-Doo feito para o cinema e apostou em alguns atrativos, como revelar a origem da turma animada, desde o primeiro encontro de Scooby-Doo e Salsicha ainda crianças, além de trazer diversos personagens clássicos do estúdio Hanna-Barbera, como o Falcão Azul, o Capitão Caverna e o malvado favorito da “Corrida Maluca”, Dick Vigarista. O esforço criativo, com direito a repaginação visual dos personagens por computação gráfica, acabou sofrendo redirecionamento após a pandemia de coronavírus. Mas a locação digital permite uma opção que os cinemas brasileiros não costumam dar ao público: assistir a versão legendada. Afinal, os dubladores originais são astros famosos. Zac Efron (“Vizinhos”) dubla Fred, Amanda Seyfried (“Mamma Mia!”) faz Daphne, Will Forte (“O Último Cara na Terra”) interpreta Salsicha e Gina Rodriguez (“Jane the Virgin”) dá voz a Velma. Já Scooby continua a ter a voz do veterano Frank Welker. Ele foi o primeiro dublador de Fred, em 1969, mas desde 2002 assumiu o papel do cachorrão falante nas séries e DVDs animados da franquia. Como mostrará a versão mirim dos personagens, “Scooby!” ainda tem um time de famosinhos, com as participações de Iain Armitage (“Young Sheldon”) como o Salsicha criança, Mckenna Grace (“Annabelle 3: De Volta para Casa”) como a pequena Daphne, Pierce Gagnon (“Twin Peaks: O Retorno”) dando voz ao jovem Fred e Ariana Greenblatt (“A Irmã do Meio”) como a Velma mirim. Sem esquecer, claro, que a nova aventura envolve vários personagens clássicos das animações da Hanna-Barbera, com Mark Wahlberg (“Pai em Dose Dupla”) na dublagem do Falcão Azul, Ken Jeong (“Se Beber, Não Case”) como o Bionicão, Jason Issacs (“Star Trek: Discovery”) incorporando Dick Vigarista, Tracy Morgan (“30 Rock”) como o Capitão Caverna e Kiersey Clemons (“A Dama e o Vagabundo”) como sua parcerinha Dee Dee. Para os fãs da dublagem brasileira, o filme também traz netos do centenário Orlando Drummond, voz nacional do protagonista Scooby-Doo por mais de 30 anos, dublando Fred e o filhote Scooby. Mas vale avisar que, apesar desse investimento, a Warner não teve muitas dúvidas para se decidir pelo “rebaixamento” da animação. A troca dos cinemas pela internet foi informada rapidamente, nas primeiras semanas da pandemia. E a péssima cotação conquistada no Rotten Tomatoes ajuda a explicar porquê. Já na parte mais aplaudida da programação, o grande destaque é o russo “Uma Mulher Alta”, que entrou na lista da Pipoca Moderna de Melhores Filmes de 2019 (Leia a crítica) e chega com exclusividade ao Mubi com o título em inglês, “Beanpole”. Confira abaixo mais detalhes destes e de outros destaques digitais da programação, limitados a 10 filmes nesta semana – lembrando que a curadoria não inclui títulos clássicos (são muitos) e produções trash (como um dos piores filmes do ano passado, “O Fanático”, com John Travolta, ou “O Espelho”, com Nicolas Cage) que, em outros tempos, sairiam diretamente em vídeo. Scooby! O Filme | EUA | 2020 A origem da Turma do Scooby-Doo, o encontro entre Scooby e o Bionicão e a escalação de Dick Vigarista como vilão são os principais atrativos para os fãs dos desenhos clássicos da Hanna-Barbera. Há também o apelo do visual computadorizado, que soube renovar sem descaracterizar os personagens. Mas é bom avisar que o roteiro de Matt Lieberman (“Dr. Dolittle 4”) e a direção de Tony Cervone (“Scooby-Doo e Kiss: O Mistério do Rock and Roll”) desencantaram a crítica, rendendo cotação medíocre, de apenas 48% de aprovação ao longa no Rotten Tomatoes. Para desestimular um pouco mais, o lançamento está com preço nas alturas, sob a alegação de que se trata de PVOD e não VOD. A diferença entre as duas abreviaturas? Uns R$ 30 a mais. Disponível em Apple TV, Cinema Virtual, Google Play, Microsoft Store, Play Station Store, Sky Play, Uol Play, Vivo Play e YouTube Filmes. Dançarina Imperfeita | EUA | 2020 A comédia musical adolescente traz a atriz e cantora Sabrina Carpenter (“Garota Conhece o Mundo”) se esforçando para derrotar dançarinos em uma competição da escola. Ela precisa se dar bem na disputa para conseguir uma vaga na universidade dos seus sonhos. E para derrotar os melhores dançarinos da escola, ela forma uma equipe escolhida a dedo. A partir daí é só questão de detalhe. Um pequeno detalhe: aprender a dançar. Este enredo típico de Sessão da Tarde é bem amarrado pelo roteiro de Alison Peck (roteirista de “UglyDolls”) e pela direção de Laura Terruso (“Good Girls High”) e garante uma boa diversão para o público alvo. O elenco também inclui Keiynan Lonsdale (o Kid Flash de “The Flash”) e Drew Ray Tanner (o Fangs de “Riverdale”). Disponível na Netflix. Beanpole (Uma Mulher Alta) | Rússia | 2019 Premiado nos festivais de Cannes, Londres, Estocolmo, Torino, Montreal, etc. e candidato da Rússia ao Oscar, o drama narra a luta de duas mulheres para reconstruir suas vidas sobre os escombros de Leningrado, no final da 2ª Guerra Mundial, enquanto ainda estão abaladas pelos traumas do conflito. Com 91% de aprovação no Rotten Tomatoes, o segundo filme do jovem Kantemir Balagov (de “Tesnota”), de 29 anos, é uma obra-prima do moderno cinema europeu, perfeito da direção à interpretação – o papel da Mulher Alta do título consagrou Viktoria Miroshnichenko, indicada ao troféu de Melhor Atriz da Academia Europeia de Cinema. Disponível no Mubi. Não Mexa com Ela | Israel | 2019 O drama israelense tem 98% no Rotten Tomatoes com uma trama sob medida para os tempos de empoderamento feminino e movimento #MeToo. A história acompanha uma funcionária em ascensão numa grande empresa que, enquanto busca equilibrar o trabalho intenso com as tarefas de mãe de família, sofre assédio do patrão. O que começa com comentários sobre sua roupa e cabelo logo viram sugestões agressivas, mas a trama nunca perde de vista a autenticidade – o que a torna ainda mais perturbadora. Disponível no Now. As Invisíveis | França | 2018 Comédia francesa com temática social e um enfoque quase documental, acompanha assistentes sociais que, diante do fechamento de um abrigo feminino, fazem de tudo para conseguir reintegrar na sociedade as mulheres do local (ex-presidiárias, sem-teto e sem documentos), incluindo crimes como falsificação, roubos e muitas mentiras. Disponível em Now e Vivo Play. Giraffe | Alemanha/Dinamarca | 2019 A construção de um túnel para conectar a Dinamarca e a Alemanha reúne diversos personagens, desde a etnóloga, que chega para documentar as casas marcadas para demolição, até os trabalhadores imigrantes da construção e as famílias que deixarão suas casas, na qual moravam há gerações. Premiado em alguns festivais europeus, o drama de Anna Sofie Hartmann (“Limbo”) tem 100% no Rotten Tomatoes – mas são apenas cinco críticas avaliadas. Disponível no Mubi. Deerskin: Estilo Matador | França | 2019 O novo filme estranho do provocador Quentin Dupieux (“Rubber, O Pneu Assassino”) traz Jean Dujardin (“O Artista”) obcecado por sua jaqueta de couro, que passa a exercer uma influência maligna sobre ele, levando-o a cometer crimes. O absurdo da trama alimenta uma performance insana e o resultado é mais um filme cult do diretor francês, com participação de Adèle Haenel (“Retrato de uma Jovem em Chamas”) e 87% de aprovação no Rotten Tomatoes. Disponível em Apple TV e Looke. A Fotografia | EUA | 2020 Issa Rae (“Insecure”) e LaKeith Stanfield (“Atlanta”) vivem uma história de amor sensível, interligada por uma antiga fotografia da mãe da personagem de Rae. Este é o segundo drama romântico de Stella Meghie, que antes dirigiu “Tudo e Todas as Coisas” (2017). A diferença é que desta vez a diretora fez um filme para adultos e atingiu 74% no Rotten Tomatoes. Disponível na Apple TV. Unbreakable Kimmy Schmidt: Kimmy x Reverendo | EUA | 2020 O filme interativo, ao estilo de “Black Mirror: Bandersnatch”, permite aos espectadores fazer escolhas para os personagens durante a história, dando diferentes finais para a trajetória da protagonista. Além de interativa, a produção também serve de epílogo para ” Unbreakable Kimmy Schmidt”, uma das primeiras séries de comédia originais na Netflix, encerrada em janeiro passado. Entre os desfechos possíveis, o espectador poderá escolher se Kimmy (Ellie Kemper) terá um final feliz num casamento com um novo personagem, vivido por Daniel Radcliffe (o Harry Potter), ou embarcará numa aventura para salvar outras vítimas do Reverendo (Jon Hamm), responsável por mantê-la em cativeiro por vários anos. Os criadores da série, Robert Carlock e Tina Fey (ambos de “30 Rock”), escreveram o especial, descrito como “a maior aventura de Kimmy”. Disponível na Netflix. Antologia da Pandemia | Vários Países | 2020 Organizada pelo festival Fantaspoa, a produção reúne curtas de terror feitos por 13 diretores do Brasil, Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Reino Unido e Chipre em suas próprias casas, em meio à pandemia de coronavírus. O tema é a realidade e o resultado é assustador. Disponível em Apple TV, Google Play, Now e YouTube Filmes.
Phineas e Ferb: Candace contra o Universo ganha primeiro trailer
A Disney+ (Disney Plus) divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Phineas e Ferb: Candace contra o Universo”, que será centrado na irmã mais velha dos protagonistas. Sentindo-se ignorada pela mãe e deixada de lado pelos irmãos, Candace acaba abduzida por alienígenas, fazendo Phineas e Ferb embarcarem numa missão de salvamento intergaláctico. “Phineas e Ferb: Candace contra o Universo” é o segundo longa animado derivado da série “Phineas e Ferb”, sucesso do Disney Channel, mas será o primeiro a estrear em streaming, na plataforma Disney+ (Disney Plus). A estreia está marcada para o dia 28 de agosto nos EUA. Já a plataforma Disney+ (Disney Plus) só deve ser lançada em novembro no Brasil.
Ren & Stimpy: Série animada clássica vai ganhar revival
“Ren & Stimpy”, uma das primeiras séries animadas para adultos da TV, vai voltar a ser produzida, cerca de 25 anos após a exibição de seu último episódio. O canal pago Comedy Central anunciou a encomenda de uma versão “repaginada” da série cultuada, com uma nova equipe criativa a cargo de sua atualização. Mas não foram reveladas informações adicionais, como roteiristas, contagem de episódios e data de estréia. A série é uma produção do Nickelodeon Animation Studio, que faz parte do mesmo conglomerado do Comedy Central, a ViacomCBS. O revival de “Ren & Stimpy” segue a tendência de resgate de várias animações clássicas para adultos da companhia, que incluem os relançamentos de “Beavis & Butt-Head” e “Clone High” e a produção de “Jodie”, spin-off de “Daria” – séries originalmente exibidas na MTV, que integrarão uma nova programação do Comedy Central. “‘Ren & Stimpy’ se junta à nossa lista de animações adultas que está em rápida expansão, incluindo ‘South Park’, ‘Beavis e Butt-Head’ e ‘Clone High’, enquanto continuamos a reimaginar nosso amado baú de propriedades intelectuais para novas gerações”, disse o presidente do grupo de entretenimento juvenil da ViacomCBS, Chris McCarthy, em comunicado. O responsável pela criação de “Ren & Stimpy” é John Kricfalusi, animador polêmico que foi “cancelado” durante o auge do movimento #MeToo, após ser acusado por duas animadoras de assédio sexual em 2018. Instável e com uma namorada menor de idade, ele foi demitido pela Nickelodeon em 1992, ocasião em que também perdeu os direitos da atração. A série, que gira em torno das aventuras de Ren, um chihuahua temperamental, e seu companheiro estúpido Stimpy, foi lançada em 1991 como parte da campanha Nicktoons da Nickelodeon, que também revelou “Rugrats – Os Anjinhos” e “Doug”. Conforme a série se tornou um fenômeno da cultura pop, a Nickelodeon sofreu críticas por incluir conteúdo adulto e sem valor educativo em sua programação. Sob pressão de grupos conservadores, vários episódios da série foram editados para remover referências a religião, política e álcool. Mesmo assim, a atração original durou cinco temporadas, totalizando quase 100 episódios. Novidade na época de “Ren & Stimpy”, a animação adulta se consolidou no século 21 como um dos gêneros de maior crescimento na TV aberta, paga e em streaming, impulsionada por produções longevas como “Os Simpsons” (dois anos mais velha que “Ren & Stimpy”), “Uma Família da Pesada” (Family Guy) e novidades como “Rick and Morty”, “BoJack Horseman”, “Big Mouth”, “Solar Opposites” e “Bob’s Burgers”, entre muitas outras. Relembre abaixo a insanidade da animação, numa cena com sua música mais famosa.
Billie Eilish vira desenho animado em novo clipe
A cantora Billie Eilish é a mais recente artista a aderir à animação como forma de superar as limitações impostas à produção de videoclipes – e filmes e séries – pela pandemia de covid-19. Nos últimos dias, vários artistas lançaram clipes animados – como Dua Lipa, The Weeknd e até Pabllo Vittar. Num arranjo de bossa nova eletrônica que lembra a saudosa dupla Everything But the Girl, a música “My Future” é acompanhada por uma versão animada da cantora. Ou melhor, desanimada. Billy aparece numa floresta, melancólica e entediada em meio à chuva. Mas o clipe demonstra que a frustração pelo clima “ruim” é temporária, pela função importante da água para a vegetação. Conforme o sol se abre, a fotossíntese faz o verde crescer, ao mesmo tempo em que a iluminação natural dá aos pingos uma aparência brilhante, transformando o visual da floresta de forma “mágica”. A animação serve de metáfora ecológica para a letra da canção, em que Billy reflete a expectativa das pessoas por ela estar sozinha e infeliz. Só que ela está com ela mesma, então tem boa companhia, e arremata afirmando estar apaixonada por seu futuro, quando encontrará alguém que não está aqui agora. A direção do vídeo é de Andrew Onorato, que trabalha na série animada australiana “Kitty Is Not a Cat”.
Luca: Pixar revela primeira imagem de sua nova animação
O estúdio Pixar divulgou a primeira imagem de uma nova animação, intitulada “Luca”. A imagem (acima) registra o adolescente do título e seu novo melhor amigo, que na verdade esconde um segredo: ele é, na verdade, um monstro marinho que conseguiu se transformar em ser humano por um verão. O filme se passa numa bela cidade litorânea da Riviera Italiana e é um relato de amadurecimento sobre um garoto que vive um verão inesquecível, repleto de gelato, massas e passeios de scooter com seu novo amigo, sem saber que ele veio de outro mundo abaixo da superfície marinha. “Esta é uma história profundamente pessoal para mim, não apenas porque se passa na Riviera italiana onde eu cresci, mas porque no centro deste filme é uma celebração da amizade. As amizades de infância geralmente definem o caminho de quem queremos nos tornar e são esses laços que estão no centro de nossa história em ‘Luca’” , disse o diretor do filme, Enrico Casarosa, no comunicado de apresentação do filme. “Luca” será o primeiro longa dirigido por Casarosa, mas ele já assinou o curta “A Lua” (2011), indicado ao Oscar, e trabalhou na animação de vários projetos desde os anos 1990, incluindo os filmes da Pixar “Toy Story 4” (2019), “Os Incríveis 2” (2018) “Viva: A Vida é uma Festa” (2016), “Up: Altas Aventuras” (2009) e “Ratatouille” (2007). Ainda não há previsão de estreia para “Luca”, mas antes dele a Pixar lançará o filme “Soul”, animação sobre um músico de jazz que se vê preso no mundo das almas após um acidente. A estreia, adiada pelo coronavírus, está marcada para janeiro de 2021 no Brasil.
Os Simpsons previram as notas de R$ 200 no Brasil
Após o Banco Central anunciar a criação da nota de R$ 200 na quarta-feira (29/7), muitos fãs de um certo desenho animado se lembraram do fatídico episódio de 2014 em que a família de Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie vieram ao Brasil. Isto porque, no mesmo episódio em que “previu” a derrota do Brasil para a Alemanha na Copa do Mundo, a série “Os Simpsons” também antecipou a criação da nota de R$ 200 no país. Para quem não lembra, o capítulo envolvia a transformação de Homer em árbitro de futebol e uma tentativa de suborno com uma maleta cheia de notas de… R$ 200! Como ele não aceita, as notas começam a ser entregues até debaixo de seu travesseiro. Intitulado “You Don’t Have to Live Like a Referee”, o episódio da 25ª temporada da série também ficou famoso por render uma piada diplomática, envolvendo um protesto do Brasil contra a produção da Fox por retratar o país de forma pouco realista. A gente podia dizer que desenho animado não é exatamente documentário, mas é mais divertido afirmar que os episódios só erraram porque seus “fatos” aconteceram após a exibição. A capacidade dos roteiristas da longeva série animada para “prever” o futuro é um tema sempre lembrado pela forma espantosa como que suas sátiras acabam se tornando realidade. Entre outras coisas que pareciam impossíveis de acontecer, “Os Simpsons” previu que Donald Trump se tornaria presidente dos EUA e até a pandemia de coronavírus, incluindo o detalhe do adoecimento de Tom Hanks! Veja abaixo as cenas das notas de R$ 200 com dublagem em português.
Universal e maior rede de cinema dos EUA fecham acordo histórico para diminuir janela de exibição
Depois de enfrentar ameaça de boicote das redes de cinema dos EUA por sua decisão de lançar “Trolls 2” em VOD, o estúdio Universal virou o jogo e conseguiu diminuir a janela de exibição nos EUA, fechando um acordo com a maior empresa de distribuição de filmes do país, a AMC. A mudança é histórica. Pelo novo contrato, os filmes do Universal poderão ser lançados em plataformas de vídeo sob demanda (aluguel digital) depois de apenas 17 dias de exibição nas salas. Em termos de mercado, isto representa três fins de semana consecutivos. Um número muito menor que a janela até então vigente, de cerca de três meses, que os filmes precisavam esperar para serem oferecidos de forma digital. “A experiência cinematográfica continua sendo o coração do nosso negócio”, iniciou Donna Langley, diretora da Universal Filmed Entertainment Group, no comunicado. A frase de elogio às salas de cinema, claro, é seguida por um “mas” retórico. “A associação forjada com a AMC é impulsionada por nosso desejo mútuo de assegurar um futuro próspero para o ecossistema de distribuição de filmes e satisfazer a demanda dos consumidores”, acrescentou. As empresas não revelaram detalhes do acordo, mas a AMC, que tem mais de 8 mil salas, receberá parte dos lucros da Universal com a exibição dos vídeos sob demanda. “A AMC abraça com entusiasmo este novo modelo de indústria, tanto porque estamos participando da totalidade da economia da nova estrutura, quanto porque o vídeo premium ‘à la carte’ cria o potencial agregado de aumentar a rentabilidade dos estúdios cinematográficos, o que por sua vez deverá levar à produção de mais filmes”, disse o diretor-executivo da AMC, Adam Aron. “Este acordo plurianual preserva a exclusividade da exibição em salas de cinema durante pelo menos os três primeiros fins de semana de estreia de um filme, quando normalmente é gerada a maior parte da receita de bilheteria”, acrescentou. “Universal e AMC acreditam que isto expandirá o mercado e beneficiará a todos”, concluiu. O acordo é considerado surpreendente, porque a AMC foi uma das primeiras distribuidoras a atacar a Universal Pictures, após o estúdio antecipar “Trolls 2” e outras estreias digitais devido à pandemia de coronavírus, que levou ao fechamento de salas e paralisou produções. Em abril, a AMC anunciou que não projetaria mais nenhum filme da Universal em suas salas enquanto o estúdio mantivesse essa postura. Três meses depois, as salas da AMC ainda continuam fechadas pela pandemia e a Universal comemora lucro surpreendente com as locações digitais. A covid-19 começou a antecipar tendências econômicas que muitos acreditavam inevitáveis, mas nunca que aconteceriam tão rapidamente. O negócio deve ser seguido por outros estúdios e distribuidoras e criar uma nova situação, em que os cinemas terão ciclos menores de exibição e, por consequência, precisarão receber mais filmes. Isto pode estimular a maior produção dos estúdios. Ou baratear os filmes para que mais títulos sejam produzidos pelo mesmo orçamento. Outro efeito é o fortalecimento no mercado de VOD, que parecia destinado a desparecer diante da proliferação das plataformas de streamings por assinatura dos estúdios. Pouco explorado, o VOD ganhou força com a pandemia e transformou “Trolls 2” num fenômeno comercial, que rendeu mais de US$ 100 milhões nos EUA e mostrou à Universal um caminho que agora vai impactar toda a indústria. É a volta das videolocadoras. Agora digitais.
Acampamento Jurássico: Netflix revela trailer de série animada de Jurassic World
A Netflix divulgou os pôsteres e o trailer dublado em português da primeira série animada derivada da franquia “Jurassic Park”. A prévia de “Acampamento Jurássico” (Jurassic World: Camp Cretaceous) revela que a trama é basicamente a mesma de “Jurassic World”, com crianças correndo perigo após ataques de animais pré-históricos, à solta no parque temático. Nos filmes, o parque da ilha Nublar, mais conhecida como ilha dos dinossauros, já foi desativado, evacuado e destruído durante uma explosão vulcânica – em “Jurassic World: Reino Ameaçado” (2018). A animação foi desenvolvida por Scott Kreamer (“Kung Fu Panda: Lendas do Dragão Guerreiro”) e Lane Lueras (“Star vs. As Forças do Mal”) e conta com produção de Steven Spielberg e Colin Trevorrow, respectivamente diretores de “Jurassic Park” (1993) e “Jurassic World” (2015). A estreia está marcada para 18 de setembro. Confira abaixo também o trailer com a dublagem original em inglês.












