Clipe animado junta Robert Smith e a banda Gorillaz
A banda Gorillaz divulgou o sexto “capítulo” de sua temporada de parcerias. Em novo clipe, os personagens animados vão à lua, que tem a cara de Robert Smith. O líder da banda The Cure canta “Strange Times”, acompanhando Damon Albarn (também do Blur) e companhia no desenho espacial de Jamie Hewlett, o criador do visual dos Gorillaz. A faixa faz parte de um projeto chamado “Song Machine – Season One”, uma coleção de parcerias que o grupo liderando por Albarn e o animador Hewlett tem feito com vários artistas ao redor do mundo, “Strange Times” é o sexto “episódio” de “Song Machine”, série iniciada em janeiro com “Momentary Bliss”, em parceria com o rapper Slowthai e a banda punk Slaves. A “temporada” que já teve participações de Peter Hook (ex-New Order), Skepta, ScHoolboy Q e Fatoumata Diawara, e que a seguir vai incluir St. Vicent, Beck e até Elton John na lista de convidados.
Novo curta de Frozen vai explorar a origem de Olaf
A Disney anunciou a produção de um novo curta derivado da animação “Frozen”. Intitulado, em inglês, “Once Upon A Snowman” (era uma vez um boneco de neve, em tradução livre), o desenho vai explorar a origem do amado boneco de neve Olaf. O curta vai mostrar o que aconteceu com Olaf depois que Elsa o criou e antes de Anna e Kristoff o encontrarem na floresta, seguindo os primeiros passos do personagem enquanto ele ganha vida e busca sua identidade nas montanhas nevadas fora de Arendelle. Josh Gad, que dublou Olaf em “Frozen” (2013) e “Frozen 2” (2019), voltará a atuar como a voz original do personagem na nova animação. Já a direção ficou a cargo de Trent Correy, supervisor de animação de Olaf em “Frozen 2”, e do veterano animador Dan Abraham, que trabalhou na sequência musical de Olaf (“When I Am Older”) em “Frozen 2”. O lançamento vai acontecer com exclusividade na plataforma Disney+ (Disney Plus) em 23 de outubro. Ainda não disponível no Brasil, o serviço de streaming da Disney tem previsão de chegada no mercado nacional em novembro.
Nickelodeon cancela estreia de série acusada de plagiar curta vencedor do Oscar
A Nickelodeon resolveu cancelar a estreia da série animada “Made by Maddie”, após um trailer da atração criar polêmica nas redes sociais. O motivo foi a semelhança entre seus personagens e os do curta-metragem “Hair Love”, de Matthew A. Cherry, vencedor do Oscar de Melhor Curta Animado deste ano. A série tinha previsão de estreia em 13 de setembro no Nick Jr., o canal pré-escolar da rede ViacomCBS, mas agora terá seu histórico examinado com cuidado, segundo os executivos do Nickelodeon. “‘Made by Maddie’ é um programa que adquirimos há vários anos da Silvergate Media, uma renomada produtora com a qual já trabalhamos em outras séries. Desde o anúncio da data de estreia do programa esta semana, temos ouvido atentamente os comentários, críticas e preocupação vindo de espectadores e membros da comunidade criativa”, disse a Nickelodeon em um comunicado. “Em resposta, e por respeito a todas as vozes na conversa, estamos removendo a série de nossa programação, enquanto obtemos mais informações sobre a jornada criativa do programa. Somos gratos à Silvergate Media por todo o seu trabalho. E nós temos Matthew A. Cherry e o maravilhoso e inspirador ‘Hair Love’ na mais alta consideração”, completa o texto. A série “Made by Maddie” deveria mostrar uma menina negra de 8 anos que usa seu senso de moda e habilidades de design para resolver problemas, juntamente com a ajuda de alguns amigos e seus pais, Dee e Rashad. Maddie freqüentemente usa uma faixa rosa no cabelo, enquanto Dee é retratada com cabelo natural e Rashad com dreadlocks. As semelhanças vão desde os cabelos dos personagens até o uso da bandana rosa. Além disso, as famílias em ambos os projetos também têm gatos de estimação. Por esses detalhes, muitos usuários acusaram a Silvergate Media e a Nickelodeon de plagiarem “Hair Love”. Matthew A. Cherry não comentou a polêmica, mas retuitou várias postagens chamando a atenção para a semelhança. Recentemente, ele fechou um contrato com a HBO Max para transformar “Hair Love” numa série animada. A Silvergate Media, por sua vez, afirma que começou a desenvolver a série (anteriormente chamada de “Fashion Ally”) em 2015. Ou seja, antes de Cherry lançar sua campanha no Kickstarter para financiar “Hair Love” em 2017. A Nickelodeon encomendou a então chamada “Fashion Ally” em abril de 2018, enquanto “Hair Love” fez sua estreia no cinema em agosto de 2019. “A Silvergate Media tem trabalhado na série nos últimos cinco anos e ao longo da produção tomou medidas para garantir uma equipe de produção diversificada e um elenco de voz apropriado, que emprestassem suas experiências e talentos”, disse o CEO da companhia, Waheed Alli, em comunicado. “Como criadores, temos o maior respeito e admiração por Matthew A. Cherry e ‘Hair Love’, e nossa esperança é que, quando as pessoas assistirem ao nosso programa, verão que é sua própria história com suas próprias aventuras.” Veja abaixo o trailer de “Made by Maddie”, o curta “Hair Love” e um dos muitos tuítes sobre a polêmica logo em seguida. This series idea is so cute and I know it will make a lot of little girls happy… but this is still plagiarism…? Like, why not just hire black creatives like @MatthewACherry…? — ❥ (@softblackgirls) September 2, 2020
Mulan divide crítica internacional: lindo, mas superficial
Prestes a chegar ao público em vários países, “Mulan” dividiu a crítica internacional. As primeiras resenhas publicadas nos EUA e no Reino Unido elogiam o visual, as cenas de ação e o trabalho da diretora Niki Caro, mas lamentam a falta de profundidade do roteiro. Entre os comentários que chamaram mais atenção, é possível reparar que os críticos acharam a vilã Xianniang, vivida pela excepcional Gong Li (“Memórias de uma Gueixa”), muito mais interessante que a heroína interpretada por Liu Yifei (“O Reino Perdido”). Também houve um coro contra a transformação de Mulan numa guerreira jedi, cuja Força é chamada de chi. E até questionamento sobre sua causa. Supostamente uma guerreira feminista, ela lutaria em defesa do velho patriarcado. Na largada, a produção da Disney atingiu 77% de aprovação no Rotten Tomatoes – e um pouco menos, 71%, entre os críticos Top, dos grandes veículos de comunicação. Primeiro filme de fábulas live-action da Disney dirigido por uma mulher, “Mulan” também é a produção de maior orçamento (supostamente, mais de US$ 200 milhões) comandada por uma cineasta feminina, a neozelandesa Niki Caro (de “O Zoológico de Varsóvia”). Após vários adiamentos devido a pandemia de covid-19, a superprodução terá uma estreia diferenciada nesta sexta (4/9), chegando como VOD premium na Disney+ (Disney Plus). Ou melhor, a Disney prefere outra nomenclatura para definir o lançamento: Premier Access – o VOD mais caro de todos os tempos. Já nos territórios sem Disney+ (Disney Plus), o filme será exibido nos cinemas. O mais curioso, porém, é o caso do Brasil, onde ainda não há nem Disney+ (Disney Plus) nem cinemas abertos. A estreia por aqui vai acontecer não se sabe como nem quando. Veja abaixo alguns comentários da grandes veículos da imprensa falada em inglês sobre o filme. The Times “Pobre Mulan… Ela é uma heroína para nossos tempos, entregue à Disney em uma bandeja de 22 anos que não exigia nada além de uma pincelada de tinta e alguns figurantes a cavalo para produzir um blockbuster icônico para os tempos atuais e um que poderia apagar os flashes indutores de arrepios das atrocidades recentes dos remake live-action do estúdio, de ‘Dumbo’ a ‘Aladdin’. Em vez disso, essa Mulan, interpretada de maneira inexpressiva por Liu Yifei, é um reboot extremamente caro (há rumores de que o orçamento superou US$ 200 milhões) e estruturalmente calamitoso, que luta para apelar simultaneamente aos censores em Pequim (a China é o alvo demográfico primário), os banqueiros de Hollywood e os guardiões da moral online, que cada vez mais agem como um corretivo para os instintos politicamente indelicados de contar histórias dos cineastas.” The New York Post “Embora não seja totalmente original, ‘Mulan’ faz a transição da animação para o live-action com coragem e reinvenção. Sim, senti falta da música cativante do filme de animação de 1998 e os animais falantes – Eddie Murphy como um dragão brincalhão chamado Mushu poderia ser difícil de equilibrar com o filme de 2020 – , mas fui varrido pelos cenários chineses de tirar o fôlego e pelas batalhas de alto risco. E há muitos delas. Com uma classificação PG-13 [para maiores de 13 anos nos EUA], este ‘Mulan’ faz uma abordagem muito mais violenta da história antiga.” The New York Times “Ambientado numa mistura no Velho Mundo e aquele novo reino mítico do empoderamento feminino do felizes para sempre, esta versão live-action de ‘Mulan’, dirigida por Niki Caro, é praticamente o que acontece quando uma lenda atende aos objetivos globais da Disney. É um pouco divertido e um pouco triste, cheio de paisagens arrebatadoras e enriquecido com lutas cinéticas (embora não o suficiente). Tem violência anti-séptica, elevação emocional e o tipo de protagonista que as pessoas do cinema gostam de chamar de identificável: uma jovem bonita e corajosa (a apropriadamente atraente Liu Yifei), que ama sua família, mas não se encaixa (ainda). Ela também não canta, uma pequena misericórdia dado o gorjeio desafinado da animação de 1998 da Disney.” The Washington Post “Inspirando-se no balé de violência do diretor John Woo e do ator Jet Li (que aparece em uma participação especial como o imperador chinês) e nos épicos históricos de Zhang Yimou e Bernardo Bertolucci, que se apropriam das telas grandes, ‘Mulan’ é indiscutivelmente impressionante, levando sua jovem heroína da aldeia em que nasceu até campos de batalha e redutos imperiais, que a diretora Niki Caro filma com intensidade arrebatadora (até surgir o ocasional momento estranho de CGI e edição superficial). Mas, mesmo em seu aspecto mais espetacular, não significa que ‘Mulan’ é sempre divertido de assistir… Embora apenas algumas gotas de sangue visível sejam derramadas, ‘Mulan’ é basicamente um filme de guerra, com batalhas quase constantes, emboscadas e confrontos, que apesar de meticulosamente coreografados, começam a parecer longos e repetitivos conforme a contagem de corpos se acumula.” Variety “Ao contrário de ‘O Rei Leão’ ou ‘A Bela e a Fera’, que aderiu servilmente à franquia subjacente, ‘Mulan’ parece ter sido feito por alguém que não necessariamente amou o tratamento anterior da Disney. Isso pode decepcionar os fãs que cresceram com essa versão, mas não deve representar nenhum obstáculo para uma nova geração que certamente será inspirada por este tributo em escala épica ao empoderamento feminino. Mas… ‘Mulan’ apresenta mais do que sua cota de referências a ‘Star Wars’, nada mais óbvio do que a ideia de que sua Força deriva de seu chi interior, se ao menos ela pudesse aprender a controlá-lo… Com vários autores, porém sem voz clara, o roteiro desajeitado de ‘Mulan’ freqüentemente coloca a trama acima do personagem, privando Mulan de uma personalidade robusta”. BBC “‘Mulan’ da Disney é uma obra-prima: divertido, brilhantemente engraçado, impressionante no uso de ângulos artísticos e imagens, e ousado em seu feminismo e sua representação positiva de personagens asiáticos. Agora chega de falar sobre o desenho animado que saiu em 1998…. No lado positivo, Niki Caro e sua equipe adicionaram algumas sequências de ação enérgica de wire-fu em que os combatentes correm pelas paredes e pelos telhados, e a câmera se vira para acompanhá-los. Não há nada que se compare às deslumbrantes lutas que desafiam a gravidade em ‘O Tigre e o Dragão’ ou ‘Herói’ (estrelado por Jet Li), mas Mulan servirá aos espectadores mais jovens como uma introdução emocionante ao cinema de artes marciais. É certamente mais violento do que a maioria dos filmes da Disney, embora os pais não precisem se preocupar. Dezenas de soldados não identificados são esfaqueados, mas todos eles têm honra e lealdade demais para sangrar… A mensagem é que as mulheres não deveriam ter que suprimir suas habilidades e ser subservientes, mas o filme não é tão progressivo quanto parece sugerir. Os feitiços de Xian Lang são tão poderosos que é difícil saber por que ela não dispensa o enfadonho Bori e governa a China por conta própria. E a proposta inspiradora de que Mulan deveria se orgulhar de suas habilidades fantásticas é prejudicada pela ideia de que ela deveria usar essas habilidades apenas para servir a seu país e/ou sua família. Quaisquer aspirações além disso não são uma opção.” The Observer “Oh, o que 22 anos – e a abertura do mercado global – podem fazer com nossas fábulas! Quando Mulan foi lançado em 1998 – parte da alardeada renascença da animação da Disney – os críticos notaram principalmente seu humor, resultado de um dragão vermelho tagarela chamado Mushu, dublado por Eddie Murphy, e canções atrevidas, embora esquecíveis, que se referiam a ‘travesti’ em letras que muitas vezes soavam como piadas. O racismo casual do filme – especialmente os saqueadores hunos bigodudos – mal foi notado. Para uma geração de pessoas trans que assistiu ao DVD em suas salas de estar de infância, o que era implicado assumia um significado mais significativo. Ao contar a história de um jovem desajeitado e conflituoso que se sentia preso dentro de um corpo de mulher e por expectativas sociais que não correspondiam ao que ele sentia sobre si mesmo, Mulan tornou-se uma pedra de toque para jovens transgêneros e inconformados. Mas no ‘Mulan’ de 2020, a estranheza foi exorcizada. (Adeus, soldados vestidos como concubinas; mal os conhecíamos.) Embora essa Mulan (habilmente trazida à vida por Liu Yifei) ainda se irrite com a expectativa da sociedade, ela perdeu seu peso; a sensação de estar preso no corpo errado e na hora errada não faz mais parte dela. Em vez disso, esta figura do folclore chinês foi Skywalkerizada e Neozizada. Ela é um super-herói. Ela é a Escolhida – basicamente um Harry Potter do Leste Asiático, mas em vez do Garoto que Viveu, ela é a Garota que Viveu como Garoto por Algumas Semanas”.
Desenho baseado em Jurassic World volta a soltar dinossauros do parque
Você levaria seus filhos para um parque de diversões em que há seguidas tragédias com vítimas fatais e ameaças constantes de segurança? Pois é. Não importa quantas vezes as criaturas fujam, causem caos, morte e destruição, sempre é possível ver o Parque dos Dinossauros lotado de crianças nas produções da franquia. A nova animação “Jurassic World: Acampamento Jurássico” não é exceção. No trailer dublado em português, divulgado pela Netflix, as crianças que viajam ao parque não demoram a ser perseguidas por dinossauros furiosos. Nos filmes, o parque da ilha Nublar, mais conhecida como ilha dos dinossauros, já foi desativado, evacuado e destruído durante uma explosão vulcânica – em “Jurassic World: Reino Ameaçado” (2018) – , porque não dava mais para contar sempre a mesma história da rebelião de criaturas no parque. Mas o desenho insiste e retoma a premissa tradicional. A animação foi desenvolvida por Scott Kreamer (“Kung Fu Panda: Lendas do Dragão Guerreiro”) e Lane Lueras (“Star vs. As Forças do Mal”) e conta com produção de Steven Spielberg e Colin Trevorrow, respectivamente diretores de “Jurassic Park” (1993) e “Jurassic World” (2015). A estreia está marcada para 18 de setembro na Netflix. Confira abaixo também um novo pôster e o trailer com a dublagem original em inglês.
Katy Perry evoca diferentes fases da carreira em novo clipe animado
A cantora Katy Perry continua sua maratona de clipes animados do álbum “Smile”. Nesta segunda-feira (31/9), ela liberou o vídeo de “Resilient”, uma produção em stop-motion, feita com bonecos, papel, celofane e massinhas. Dirigida por Aya Tanimura, nascida em Hong Kong, mas criada na Austrália, a animação mostra a capacidade da natureza de crescer em meio a situações adversas. Além de exemplificar a resiliência necessário para enfrentar percalços, o crescimento de uma árvore no clipe funciona como metáfora para a força da cantora para superar obstáculos. Ela aparece em várias fases da carreira, enquanto o tempo passa acelerado. “Porque eu sou resiliente. Um momento de flor completo. Não vou deixar o concreto me impedir, oh, não. Eu sou resiliente. Nascida para ser brilhante. Você me verá crescer bem entre as rachaduras”, diz a letra. Repleto de easter eggs, o clipe faz referência até ao cachorro do ator Orlando Bloom, Mighty, que faleceu em julho, e termina com uma imagem de Katy com a filha recém-nascida, Daisy Dove Bloom. “Esse vídeo é para todos vocês, KatyCats [fãs de Katy Perry], que cresceram comigo ao longo do tempo”, escreveu a cantora em sua conta no Twitter. O álbum “Smile” foi lançado na sexta (28/8) nas lojas digitais.
Katy Perry lança novos clipes animados com temática LGBTQIA+
A cantora Katy Perry lançou mais dois clipes animados no fim de semana, após um par inicial na quinta (27/8). Dirigido pelo ilustrador inglês Sykosan, “Cry About It Later” tem estética de anime e transforma a cantora numa bruxinha estilizada, que é parcialmente inspirada em Samantha, da série “A Feiticeira”, e na versão animada de “Sabrina”, dos anos 1970. Já “Tucked” remete aos quadrinhos românticos dos anos 1950, muitos deles criados pelo lendário Jack Kirby, e que viraram sinônimos de pop art quando copiados com a assinatura de Roy Lichtenstein. A direção desse vídeo é da dupla Hoku Uchiyama e Adam Bolt, que também concebeu o acompanhamento visual de “Harleys in Hawaii”, lançado na quinta passada. Ambos mostram a protagonista trocando de parceiros. No primeiro, ela resolve beijar de príncipes a vampiros para curar um coração partido. No segundo, encarna uma dona de casa entediada, casada com um brócoli, que se torna infiel ao encontrar um homem com forma de bombom gostoso. A coincidência também se estende aos finais de temática LGBTQIA+ – seja no felizes-para-sempre lésbico da “Sabrina” Perry (ela beijou uma garota e gostou), seja na descoberta de um prazer inesperado da “Dotty” Perry bela, recatada e do lar, ao se tornar voyeur de sexo gay. As duas faixas fazem parte do álbum “Smile”, lançado na sexta (28/8) nas lojas digitais.
Arquivo X vai virar série animada
A série “Arquivo X” vai ganhar um spin-off animado. A Fox encomendou a adaptação de um projeto de comédia animada, baseada no universo de mistério e ficção científica da atração clássica. Intitulada “Arquivo X: Albuquerque” (ou, em inglês, “X-Files: Albuquerque”), a produção está sendo desenvolvida por Rocky Russo e Jeremy Sosenko, roteiristas de outras duas séries animadas – “Paradise PD”, da Netflix, e “Brickleberry”, do Comedy Central. A iniciativa lembra a recém-lançada “Star Trek: Lower Decks”, com personagens inéditos e pouco capacitados. Baseados em Albuquerque, no Novo México, os protagonistas da nova série serão agentes desajustados que investigam os casos considerados malucos demais, ridículos ou simplesmente estúpidos, que não merecem a atenção de Mulder e Scully. Eles são basicamente o time B dos Arquivos X. A produção está a cargo da 20th Television, da Fox Entertainment e do Bento Box, estúdio de animação de propriedade da Fox. Chris Carter, criador de “Arquivo X”, também está a bordo, mas David Duchovny e Gillian Anderson, intérpretes de Mulder e Scully, não estão envolvidos na série, pelo menos neste momento. Vale lembrar que Mulder e Scully já apareceram animados, e com dublagem de Duchovny e Anderson, numa atração da Fox. Eles foram os convidados especiais de um episódio de “Os Simpsons” (“The Springfield Files”) exibido em 1997 – por sinal, a imagem que ilustra esse post é assinada pelo criador dos Simpsons.
Christina Aguilera canta nova versão de Reflection em clipe da trilha de Mulan
Christina Aguilera lançou o clipe da nova versão de “Reflection”, que faz parte da trilha sonora do filme de “Mulan”. A faixa é uma regravação da música do longa animado original da Disney, que projetou a carreira da então iniciante cantora em 1998, ao receber indicação ao Oscar. E é o que se chama de “balada épica”, quase toda cantada no volume 11. “O filme ‘Mulan’ e a música ‘Reflection’ coincidiram com o meu primeiro contrato com gravadora. É sensacional voltar a um filme tão incrível, cheio de poder e significado, e esse significado sustenta o teste do tempo: permanecer fiel a si mesmo, ser quem você é e ensinar como ser destemido”, disse Aguilera em comunicado. Além dessa faixa, ela gravou uma música inédita para a adaptação live action, “Loyal Brave True”, que também ganhou clipe (veja aqui). As duas músicas estarão no disco trilha sonora, que será lançado em 4 de setembro, mesma data da estreia do filme na plataforma Disney+ (Disney Plus) nos EUA. Como o Brasil ainda não tem Disney+ (Disney Plus), a estreia nacional de “Mulan” permanece uma incógnita.
Estreias online: Confira 7 séries para maratonar no fim de semana
Sete séries lançam episódios em streaming nesta semana, oferecendo maratonas de aventura, ficção científica, comédia, drama e ação para os espectadores. A lista inclui três minisséries completas: a elogiada “Devs”, de Alex Garland, e a francesa “A Última Onda”, ambas de temática sci-fi, além da brasileira “Um Dia Qualquer”, trama policial que agradou na TV paga e agora começa a ser oferecida em VOD. Os destaques ainda incluem o final da premiada “Gatunas” e a transferência de “Cobra Kai”, do implodido YouTube Premium para a Netflix. Confira abaixo mais detalhes destes e dos demais lançamentos do gênero em streaming. Devs | EUA | Minissérie Criada pelo visionário cineasta Alex Garland, diretor de “Ex-Machina” (2014) e “Aniquilação” (2018), a série aborda física quântica, tecnologia de ponta e determinismo, por meio de uma história de ficção científica. O título “Devs” é o apelido dado aos “desenvolvedores” de programas de informática e a trama acompanha uma engenheira de computação novata, Lily Chan (Sonoya Mizuno, de “Ex_Machina”), funcionária de uma companhia tecnológica de São Francisco, que secretamente investiga a divisão de desenvolvimento da empresa após o desaparecimento misterioso de seu namorado. O elenco também conta com Nick Offerman (série “Parks and Recriation”), Cailee Spaeny (“Círculo de Fogo: A Revolta”) e Alison Pill (“Star Trek: Picard”). Lançada no começo do ano nos EUA, atingiu 81% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Disponível na Fox Play. Cobra Kai | EUA | 1ª e 2ª Temporadas O maior sucesso do YouTube Premium, agora na Netflix, retoma os personagens de “Karatê Kid”, mais de três décadas depois dos acontecimentos do filme. A trama se concentra na renovada rivalidade entre Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e Johnny Lawrence (William Zabka), que se enfrentaram em 1984. Depois de vencer Lawrence no antigo duelo de karatê, LaRusso é um bem-sucedido empresário, enquanto seu velho rival tem problemas com o alcoolismo e o filho adolescente. No meio disso, Lawrence resolve reabrir o infame dojo Cobra Kai como sensei, o que traz de volta o conflito com Daniel. Macchio e Zabka também são produtores da série, que é uma criação dos roteiristas Josh Heald (“A Ressaca”), Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg (ambos de “American Pie: o Reencontro”). Os dois últimos ainda assinam a direção dos primeiros episódios. Disponível na Netflix. Gatunas | EUA | 2ª Temporada A 1ª temporada foi premiada com o Emmy de Melhor Série Juvenil do ano passado e os novos episódios encerram a trama, sobre três garotas viciadas em furtos de lojas, que nunca foram pegas e se desafiam a ser cada vez mais ousadas. A série adapta best-seller homônimo de Kirsten Smith, roteirista de Sessões da Tarde clássicas como “10 Coisas que Eu Odeio em Você” (1999) e “Legalmente Loira” (2001). A própria escritora assina a adaptação, estrelada por Brianna Hildebrand (a Míssil Adolescente Megassônico de “Deadpool”), Kiana Madeira (a vilã Spin em “The Flash”) e a novata Quintessa Swindell. Disponível na Netflix. Masaba Masaba | Índia | 1ª Temporada Neena e Masaba Gupta, mãe e filha na vida real, interpretam versões de si mesmas numa divertida comédia sobre a vida no mundo da moda indiana. Disponível na Netflix. Aggretsuko | Japão | 3ª Temporada A simpática panda vermelha, que é estagiária de contabilidade durante o dia e metaleira de karaokê à noite, finalmente recebe uma promoção. Mas não demora a perceber que na verdade o que aumentou foi seu trabalho, enquanto se vê cada vez mais endividada. Concebida pela empresa Sanrio, especializada em produtos voltados para a subcultura kawaii (fofa), “Aggretsuko” foi concebida como representação de uma parcela da população japonesa que sofre com o excesso de trabalho. Para quem não sabe o que é kawaii, basta mencionar que Hello Kitty é seu maior representante. Disponível na Netflix. A Última Onda | França | Minissérie completa Neste thriller sobrenatural, uma nuvem sinistra encontra uma onda gigantesca durante uma competição de surf em uma cidade no sudoeste da França, fazendo os banhistas desaparecerem. Algumas horas depois, eles reaparecem sem nenhuma consequência aparente, mas também sem qualquer lembrança do que aconteceu. E todos começam a demonstrar poderes excepcionais e inexplicáveis. O detalhe é que a nuvem continua a pairar no horizonte, enquanto a natureza começa a se manifestar de forma ameaçadora e os moradores da cidadezinha se apavoram com a possibilidade de algo pior se materializar, numa vingança do meio ambiente contra a humanidade. Disponível na Globoplay. Um Dia Qualquer | Brasil | 1ª Temporada Depois de passar no canal pago Space, a nova série brasileira chega aos serviços VOD. A produção aborda as milícias do Rio em cinco episódios, que registram 24 horas de violência, drama e corrupção, a partir da jornada de uma mãe em busca da verdade sobre o seu filho desaparecido. Sua única pista é que o jovem foi visto pela última vez com um ex-policial, que atualmente se autodenomina “dono do bairro”. A direção é de Pedro von Krüger, que trabalhou na equipe de câmera dos filmes “Tropa de Elite” e foi diretor de fotografia da série “Tudo ou Nada: Seleção Brasileira”, da Amazon. Ele também assina a história com outros roteiristas, incluindo Leonardo Gudel, que já trabalhou em duas séries criminais: “A Lei e o Crime” e “Acerto de Contas”. Já o elenco destaca Mariana Nunes (“Alemão”), Augusto Madeira (“Bingo, o Rei das Manhãs”), Jefferson Brasil (“Ilha de Ferro”), Tainá Medina (“O Doutrinador”), André Ramiro (“Tropa de Elite”) e Vinícius de Oliveira (o menino agora adulto de “Central do Brasil”). Disponível na Now, Sky Play e Vivo Play.
Katy Perry lança segundo clipe do dia após dar a luz
Katy Perry se entusiasmou com a maternidade e lançou não apenas um, mas dois clipes animados nesta quinta (27/8). Após liberar a animação computadorizada de “Never Really Over” pela manhã, ela disponibilizou o clipe de “Harleys in Hawaii”, inspirado em animações clássicas em preto e branco. O vídeo tem o estilo dos antigos desenhos de “Betty Boop” e “Popeye” e acompanha as personagens enquanto andam de motocicleta (Harley) e dançam Hula (in Hawaii). O resgate do visual retrô dos cartoons dos anos 1940 anda em voga, e recentemente Dua Lipa também embarcou na nostalgia de “Betty Boop” (no clipe de “Hallucinate”). Assim como “Never Really Over”, “Harleys in Hawaii” também já tinha um vídeo, lançado no ano passado. A direção da versão animada é da dupla Hoku Uchiyama e Adam Bolt, que vem da publicidade. A divulgação prepara o lançamento de “Smile”, álbum gravado por Perry durante a pandemia, que chegará nas plataformas digitais nesta sexta (28/9). Ao mesmo tempo, a cantora também comemora o começo de uma nova etapa em sua vida, como mamãe de Daisy Dove Bloom, sua filha com o ator Orlando Bloom, cujo nascimento foi anunciado pelas redes sociais da UNICEF nas primeiras horas do dia. Saiba mais aqui.
Kelly Marie Tran vai virar princesa da Disney em nova animação
A atriz Kelly Marie Tran, que ficou conhecida como a rebelde Rose Tico em “Star Wars: O Último Jedi” (2017) e “Star Wars: A Ascensão Skywalker” (2019), vai virar uma princesa na próxima animação da Disney. Ela foi anunciada como voz da personagem principal de “Raya and the Last Dragon” (Raya e o Último Dragão, em tradução literal). Originalmente, a personagem seria dublada por Cassie Steele (da série “Degrassi: A Próxima Geração”), que é descendente de família filipina. mas a Disney mudou de ideia após o movimento espontâneo feito por dubladoras que renunciaram a seus trabalhos para reforçar a importância de escalar vozes da mesma etnia dos personagens. As atrizes Kristen Bell e Jenny Slate chamaram atenção para o problema, denunciando a si mesmas em junho passado, como mulheres brancas que estavam dando vozes para personagens mestiças (meninas negras, filhas de mães brancas). A iniciativa deu início a uma questionamento sobre a prática de escalar brancos para dublarem pessoas de cor. Apesar de “Raya and the Last Dragon” ser ambientada em uma terra de fantasia fictícia chamada Kumandra, a personagem tem traços asiáticos e foi criada pelo roteirista vietnamita-americano Qui Nguyen (“The Society”) e a roteirista malaia Adele Lim (“Podres de Ricos”). A animação é dirigida por Don Hall (“Moana”), Carlos López Estrada (“Ponto Cego”) e os estreantes na função Paul Briggs e John Rippa, veteranos da Disney que trabalharam em várias animações famosas do estúdio, de “A Princesa e o Sapo” (2009) a “Zootopia” (2016). No longa, Raya é uma guerreira destemida que busca salvar seu reino das forças do mal, e para isso contará apoio de um raro dragão chamado Sisu, que pode se transformar em um ser humano. Sisu também será dublado por uma atriz asiática, a comediante Awkwafina, anteriormente confirmada na produção. “Eu não sabia que ansiava tanto por ver alguém que se parecesse comigo”, disse Tran à revista Entertainment Weekly sobre sua escalação na animação e sobre o fato de se tornar a primeira Princesa de descendência vietnamita da Disney – os pais da atriz são imigrantes refugiados da Guerra do Vietnã. A atriz também ponderou que tipo de Princesa ela representará nas telas. “Raya é alguém que é tecnicamente uma princesa, mas acho que o que é realmente legal sobre esse projeto, sobre esse personagem especificamente, é que todo mundo está tentando inverter a narrativa sobre o que significa ser uma princesa.” Em fase de pós-produção, “Raya and the Last Dragon” deveria estrear nos cinemas em novembro, mas a pandemia de coronavírus adiou seu lançamento para 12 de março de 2021.
Joe Ruby (1933 – 2020)
Joe Ruby, o veterano da animação que co-criou o personagem Scooby-Doo, morreu na quarta-feira (26/8) em sua casa em Los Angeles, aos 87 anos. Quatro vezes indicado ao Emmy, Joseph Clemens Ruby começou a carreira desenhando quadrinhos e se tornou animador no Walt Disney Studios. Mas ele achava que animar desenhos dava muito trabalho, então aceitou virar editor e escrever episódios no então nascente estúdio Hanna-Barbera, fundado em 1959 com o projeto pioneiro de fazer desenhos exclusivamente para a TV. Assim, trabalhou em “Zé Colmeia”, “Manda-Chuva”, “Os Flintstones” e “Os Jetsons”, entre outras séries clássicas. O artista conheceu seu parceiro na criação de Scooby-Doo, Ken Spears, quando ambos trabalhavam como editores e escritores da equipe da Hanna-Barbera, assinando histórias de “Space Ghost”, “A Turma da Gatolândia” e “Os Apuros de Penélope Charmosa”. Foi deles a ideia de criar um programa sobrenatural para crianças, que girava em torno de um cachorro dinamarquês falante e seus amigos caçadores de mistérios. Dos 25 episódios da 1ª temporada de “Scooby-Doo, Cadê Você?”, lançados em 1969, apenas quatro não foram concebidos pela dupla. O sucesso do desenho foi tanto que, logo em seguida, o então presidente da programação infantil da CBS, Fred Silverman, contratou Ruby e Spears para supervisionarem a programação de desenhos animados da rede nas manhãs de sábado. Eles repetiram o trabalho também na ABC, quando o executivo mudou de canal, em 1975. Paralelamente, escreveram diversos episódios de “Josie e as Gatinhas”, “Fantasminha Legal”, “O Urso do Cabelo Duro” e criaram alguns dos desenhos mais famosos da Hanna-Barbera, como “Capitão Caverna e as Panterinhas”, “Dinamite, o Bionicão” e “Tutubarão”. Na segunda metade dos anos 1970, fundaram sua própria produtora, a Ruby-Spears Productions que também lançou séries live-action, como “Se meu Buggy Falasse” (Wonderbug), “O Menino Selvagem” (Bigfoot and Wildboy) e “Electra Woman & Dyna Girl”, todas criadas pela dupla. Mas as produções não repetiram o mesmo sucesso dos desenhos e a empresa acabou comprada em 1981 pela Taft, que então era proprietária da Hanna-Barbera. Ruby também escreveu um filme de terror, “Distorcido no Inferno” (1995), e dois anos depois ainda ajudou a criar o visual de “Johnny Bravo” para o Cartoon Network.












