A Vida Invisível é o filme escolhido para representar o Brasil no Oscar 2020
O filme “A Vida Invisível”, do diretor Karim Aïnouz, foi escolhido pela ABC (Academia Brasileira de Cinema) para representar o Brasil na disputa de uma vaga no Oscar 2020. O longa escolhido vai concorrer a uma indicação na categoria de Melhor Filme Internacional (novo nome da categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira) na premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. O anúncio foi feito nesta terça (27/8) na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Segundo Anna Mulayert, diretora da comissão da ABC, a escolha foi acirrada e se deu por diferença mínima de votos. “Estamos felizes com a qualidade dos filmes inscritos, com três filmes que estiveram em Cannes. Houve uma discussão de alto nível. Não houve unanimidade, embora todos tenham gostado do filme escolhido”, comentou a cineasta. “A Vida Invisível” foi a escolha de cinco votantes, enquanto “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho, foi o 2º colocado com quatro. Muylaert revelou que um grupo de votantes desejava passar uma mensagem política mais forte, escolhendo “Bacurau”, enquanto outros priorizavam a viabilidade do escolhido para o Oscar. Ao contrário deste raciocínio, nos últimos anos, a Academia tem privilegiado escolhas mais politizadas, conforme demonstram as vitórias do iraniano “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, em 2017, num protesto contra a política migratória do presidente Trump, o chileno “Uma Mulher Fantástica”, de Sebastián Lelio, em 2018, a favor da causa LGBTQIA+, e o mexicano “Roma”, de Alfonso Cuarón, em 2019, filmado em preto e branco e centrado numa empregada pobre e descendente de indígenas, num tom de inclusão social. “A Vida Invisível”, porém, também é socialmente engajado, já que sua temática é feminista. A trama acompanha Eurídice e Guida, duas irmãs jovens e inseparáveis que enfrentam os pais conservadores no Rio de Janeiro dos anos 1950 para realizar seus sonhos. Eurídice (Carol Duarte, de “O Sétimo Guardião”) quer ser pianista na Áustria e Guida (Julia Stockler, da série “Só Garotas”) quer ir atrás de seu amor na Grécia. Nada sai como planejado, mas as duas contam com o apoio de outras mulheres para sobreviver ao mundo machista. Os cinco membros que preferiram “A Vida Invisível” citaram preocupações como o levantamento de verba para o lançamento e divulgação de “Bacurau” nos Estados Unidos. Vencedor do troféu de Melhor Filme da mostra Um Certo Olhar, no último Festival de Cannes, o filme de Karim Aïnouz tem produção da RT Features, do brasileiro Rodrigo Teixeira, que já disputou o Oscar de Melhor Filme com “Me Chame pelo Seu Nome”. Além disso, fechou distribuição nos Estados Unidos com a Amazon, que deve investir alto para dar visibilidade à produção. Em setembro, “A Vida Invisível” terá a sua primeira exibição na América do Norte, no Festival de Toronto. A seleção, porém, frustra mais uma vez o cineasta Kleber Mendonça Filho, que novamente apareceu com um filme favorito, “Bacurau”, e voltou a ser preterido. Em 2017, seu filme “Aquarius” perdeu a indicação para “Pequeno Segredo”, de David Shürmann, e, na ocasião, a escolha foi considerada política, devido a um protesto de Mendonça Filho e sua equipe contra o “golpe” (nome dado pela esquerda ao Impeachment de Dilma Rousseff) no tapete vermelho do Festival de Cannes. A atual presidente da comissão da ABC, Anna Muylaert chegou a ridicularizar o “Pequeno Segredo”, chamando-o de “O Pequeno Golpe”, “dirigido por Michel Temer e cia”. Importante destacar ainda que apenas 12 filmes se inscreveram para disputar o Oscar 2020, num período em que cerca de 150 produções nacionais foram lançadas. No ano passado, quando “O Grande Circo Místico” foi escolhido, 22 produções participaram da disputa. A grande diferença causa estranheza. Ainda mais que um dos favoritos, “Amor Divino”, de Gabriel Mascaro, não participou da seleção. Premiado em festivais internacionais e com 100% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes, “Amor Divino” tem potencial mais polêmico que “Bacurau”, ao mostrar o Brasil do futuro como uma nação subjugada pela extrema direita evangélica, que proibiu até o carnaval. Era provavelmente o representante que mais desagradaria Jair Bolsonaro, primeiro presidente brasileiro ativamente envolvido na censura de obras culturais desde a ditadura militar no país. A escolha de “A Vida Invisível” não significa que o filme brasileiro concorrerá ao Oscar. Apenas que este será o título enviado aos organizadores do prêmio para representar o Brasil numa relação de filmes de todo o mundo. A lista completa passará a seguir por uma triagem de um comitê da Academia, que divulgará uma relação dos melhores, geralmente nove pré-selecionados, no final do ano. Dentro desses, cinco serão escolhidos para disputar o Oscar. Os indicados ao Oscar 2020 serão divulgados no dia 13 de janeiro e a premiação está marcada para o dia 9 de fevereiro, em Los Angeles.
A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, terá distribuição da Amazon nos Estados Unidos
O filme brasileiro “A Vida Invisível” fechou distribuição nos cinemas dos Estados Unidos. O longa de Karim Aïnouz chegará ao circuito cinematográfico americano e ao streaming via Amazon, tornando-se o primeiro título latino-americano a ter seus direitos adquiridos pela empresa americana. Isso pode aumentar as chances do filme no Oscar. A Amazon esteve à frente da distribuição de títulos como “O Apartamento”, que venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2017, e “Guerra Fria”, que concorreu a três estatuetas. Vencedor do troféu de Melhor Filme da mostra Um Certo Olhar, no último Festival de Cannes, “A Vida Invisível” é um dos 12 títulos inscritos na Secretaria do Audiovisual para representar o Brasil na disputa do Oscar de Melhor Filme Internacional (novo nome da categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira) na premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Ele é um dos favoritos à vaga, ao lado de “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. “A Vida Invisível” é uma adaptação do romance de Martha Batalha “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão” e tem produção da RT Features, do brasileiro Rodrigo Teixeira. A trama acompanha Eurídice e Guida, duas irmãs jovens e inseparáveis que enfrentam os pais conservadores no Rio de Janeiro dos anos 1950 para realizar seus sonhos. Eurídice (Carol Duarte, de “O Sétimo Guardião”) quer ser pianista na Áustria e Guida (Julia Stockler, da série “Só Garotas”) quer ir atrás de seu amor na Grécia. Nada sai como planejado, mas as duas contam com o apoio de outras mulheres para sobreviver ao mundo machista. Em setembro, o longa terá a sua primeira exibição na América do Norte, no Festival de Toronto. A estreia no Brasil está marcada para 31 de outubro.
Maravilhosa Sra. Maisel viaja para Miami no teaser da 3ª temporada
A Amazon divulgou o primeiro teaser da 3ª temporada da “Maravilhosa Sra. Maisel” (The Marvelous Mrs. Maisel), que revela a data de estreia da produção. Os novos episódios chegam em 6 de dezembro ao catálogo da plataforma Prime Video. Estrelada por Rachel Brosnahan no papel-título, “Maravilhosa Sra. Maisel” conta a história de uma dona de casa de classe alta da Nova York dos anos 1950 que, após o divórcio e uma crise existencial, decide seguir carreira na então emergente cena de comédia stand-up na cidade. A nova temporada vai acompanhar a ascensão da comediante em sua primeira turnê para Miami. Entre as novidades, a prévia também revela a participação de Sterling K. Brown (“This Is Us”), que vai se juntar ao elenco, formado também por Alex Borstein, Tony Shalhoub, Michael Zegen, Kevin Pollak, Marin Hinkle e Leroy McClain. Antes do estouro da atração, sua criadora, Amy Sherman-Palladino, era mais conhecida por ter criado “Gilmore Girls”, um fenômeno de popularidade do começo dos anos 2000, estrelado por Lauren Graham e Alexis Bledel, que, entretanto, nunca foi reconhecido com prêmios. Já a nova atração é vencedora de oito Emmys, incluindo Melhor Série de Comédia, além de três Globos de Ouros, cinco Critics Choice Awards, dois PGA Awards, um WGA Award e um Peabody Award.
2ª temporada de The Boys começa a ser gravada
O produtor Eric Kripke anunciou em seu Twitter que as filmagens da 2ª temporada de “The Boys” já estão em andamento. Para comemorar, ele divulgou uma foto dos bastidores, com o elenco ensanguentado e fazendo sinais obscenos. Disponível há pouco mais de duas semanas no Amazon Prime, a série já se tornou um dos maiores sucessos da plataforma. “The Boys” é baseada na publicação homônima de quadrinhos adultos de Garth Ennis, que também criou “Preacher”. Por sinal, os responsáveis pela produção são os mesmos que transformaram “Preacher” na série mais escatológica do canal pago AMC, o ator Seth Rogen e seu parceiro Evan Goldberg, que agora se juntaram a Eric Kripke, criador de “Supernatural” e “Timeless”, na nova atração. Nos quadrinhos, os protagonistas são um grupo de vigilantes truculentos que investigam as atividades clandestinas dos super-heróis. O motivo é que, a grosso modo, pessoas comuns se transformam em babacas quando ganham super-poderes e passam a acreditar que são intocáveis. Para completar, na série os boys surgem como um grupo típico de “supervilões”, com motivações similares às de Lex Luthor para odiar Superman – culpando os heróis por suas tragédias. Só que, numa reviravolta narrativa, desta vez eles têm razão. O elenco inclui Karl Urban (“Thor: Ragnarok”), Karen Fukuhara (“Esquadrão Suicida”), Jack Quaid (“Jogos Vorazes”), Tomer Capon (“7 Dias em Entebbe”) e Laz Alonso (“Velozes e Furiosos 4”) como os Boys – e uma girl – do título, enquanto Antony Starr (série “Banshee”), Chace Crawford (série “Gossip Girl”), Dominique McElligott (série “House of Cards”), Nathan Mitchell (“Scorched Earth”), Jessie T. Usher (“Independence Day: Ressurgimento”) e Erin Moriarty (série “Jessica Jones”) interpretam os super-heróis babacas. Além deles, Simon Pegg (“Missão Impossível: Efeito Fallout”) tem participação especial como o pai do personagem de Jack Quaid. Com 8 episódios, a 1ª temporada estreou em 27 de julho, com o capítulo inaugural assinado pelo cineasta Dan Trachtenberg (“Rua Cloverfield, 10”). A 2ª temporada ainda não tem previsão de estreia. A small token for #TheBoysTV fans. World's first pic of #Season2. As you can see, we're up to our old tricks. If you haven't seen, JOIN US. Streaming now on @PrimeVideo @TheBoysTV #TheBoys #SPN #SPNFamily #Timeless pic.twitter.com/3z29mVBfNl — Eric Kripke (@therealKripke) 10 de agosto de 2019
The Boys se torna uma das séries mais vistas da Amazon
A chefe do Amazon Studios, Jennifer Salke, anunciou que “The Boys” é uma das séries mais vistas da plataforma Prime Vídeo. “Nós estamos muito orgulhosos em anunciar que ‘The Boys’ ultrapassou todas as nossas expectativas nessas duas semanas de lançamento e se tornou uma das séries mais vistas do Amazon Prime Vídeo. É algo que traz confiança para a 2ª temporada ser ainda melhor”, disse a executiva em comunicado. Vale notar que a estreia aconteceu há apenas duas semanas. E que, mesmo ao fazer um anúncio oficial sobre o desempenho da série, a Amazon não revelou um número sequer – o que poderia servir de parâmetro de desempenho em relação aos números propagandeados pela Netflix. “The Boys” é baseada na publicação homônima de quadrinhos adultos de Garth Ennis, que também criou “Preacher”. Por sinal, os responsáveis pela produção são os mesmos que transformaram “Preacher” na série mais escatológica do canal pago AMC, o ator Seth Rogen e seu parceiro Evan Goldberg, que agora se juntaram a Eric Kripke, criador de “Supernatural” e “Timeless”, na nova atração. Nos quadrinhos, os protagonistas são um grupo de vigilantes truculentos que investigam as atividades clandestinas dos super-heróis. O motivo é que, a grosso modo, pessoas comuns se transformam em babacas quando ganham super-poderes e passam a acreditar que são intocáveis. Para completar, na série os boys surgem como um grupo típico de “supervilões”, com motivações similares às de Lex Luthor para odiar Superman – culpando os heróis por suas tragédias. Só que, numa reviravolta narrativa, desta vez eles têm razão. O elenco inclui Karl Urban (“Thor: Ragnarok”), Karen Fukuhara (“Esquadrão Suicida”), Jack Quaid (“Jogos Vorazes”), Tomer Capon (“7 Dias em Entebbe”) e Laz Alonso (“Velozes e Furiosos 4”) como os Boys – e uma girl – do título, enquanto Antony Starr (série “Banshee”), Chace Crawford (série “Gossip Girl”), Dominique McElligott (série “House of Cards”), Nathan Mitchell (“Scorched Earth”), Jessie T. Usher (“Independence Day: Ressurgimento”) e Erin Moriarty (série “Jessica Jones”) interpretam os super-heróis babacas. Além deles, Simon Pegg (“Missão Impossível: Efeito Fallout”) tem participação especial como o pai do personagem de Jack Quaid. Com 8 episódios, a 1ª temporada estreou em 27 de julho, com o capítulo inaugural assinado pelo cineasta Dan Trachtenberg (“Rua Cloverfield, 10”). A série já se encontra renovada para o segundo ano.
Série animada baseada no mangá Blade of the Immortal ganha primeiro teaser
A Amazon divulgou o primeiro teaser da nova série animada de “Blade of the Immortal”, adaptação do famoso mangá homônimo de Hiroaki Samura. Os quadrinhos, que começaram a ser publicados em 1993 e se encerraram em 2012, contam a história Manji, um samurai amaldiçoado com a imortalidade e que precisa matar mil homens malvados para poder quebrar a maldição. A trama já rendeu uma série animada em 2008 e um filme live-action em 2017, dirigido por ninguém menos que Takashi Miike (“13 Assassinos”) e lançado no Brasil com o título aleatório de “O Habitante do Infinito”. O novo anime tem roteiro de Makoto Fukami (“Resident Evil: A Vingança”) e direção de Hiroshi Hamasaki (“Homem de Ferro: A Batalha Contra Ezekiel Stane” e “Orange: Futuro”). A previsão de lançamento é para outubro, exclusivamente na plataforma de streaming.
Honey Boy: Shia LaBeouf vive seu pai em trailer de filme sobre sua vida
A Amazon divulgou o primeiro trailer de “Honey Boy”, drama escrito e estrelado por Shia LaBeouf. A história é baseada na vida do astro de “Transformers”, e as primeiras cenas da prévia reconstituem a fase explosiva de sua carreira, antes de se concentrar em seu começo como um ator mirim do Disney Channel – na série “Mano a Mana” (Even Stevens) – , que vive um relacionamento complicado com seu pai. O próprio LaBeouf interpreta seu pai. Ele aparece calvo, de óculos e envelhecido como Jeffrey Craig LaBeouf, que cuidava da carreira do pequeno astro da família, enquanto usava os lucros para bancar seu vício em drogas. Já o papel de Shia é interpretado por Lucas Hedges (“Boy Erased”) e Noah Jupe (de “Um Lugar Silencioso”), respectivamente como as versões jovem e criança do autor da história. A direção é assinada pela premiada documentarista israelense Alma Har’el, que já venceu os festivais de Tribeca e Karlovy Vary, em sua estreia na ficção. Ela conheceu LaBeouf ao dirigi-lo num clipe da banda islandesa Sigur Rós, em 2012. O elenco ainda inclui Maika Monroe (“Corrente do Mal”), Natasha Lyonne (série “Orange Is the New Black”), Clifton Collins Jr. (série “Westworld”), Laura San Giacomo (série “NCIS”) e Martin Starr (série “Silicon Valley”). Premiado no Festival de Sundance, o filme tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes – e a prévia é repleta de frases elogiosas da imprensa. A estreia está marcada para 8 de novembro nos Estados Unidos e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Carnival Row ganha novo trailer com fadas e monstros
A Amazon divulgou um novo trailer de “Carnival Row”, série que vai reunir Orlando Bloom (“O Senhor dos Anéis”) e Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”) numa história de fadas e serial killer monstruoso. A prévia é repleta de efeitos visuais e chega após o anúncio da renovação antecipada da produção, que só estreia no dia 30 de agosto. Criada por Travis Beacham (roteirista de “Círculo de Fogo”) e René Echevarria (que também criou “The 4400”), “Carnival Row” se passa numa cidade chamada Burgue, que lembra a Londres vitoriana. A diferença é que é habitada por humanos e criaturas místicas. Essas criaturas fugiram de suas terras destruídas por uma guerra em busca de refúgio entre a humanidade. Mas, como acontece com os imigrantes no mundo real, sua chegada faz nascer guetos e tensões. E logo uma série de assassinatos começa a abalar a frágil paz da cidade. Delevigne interpreta a fada Vignette Stonemoss, que enfrenta preconceitos e precisa lidar com segredos que tentou deixar para trás, enquanto Bloom vive um inspetor de polícia chamado Rycroft Philostrate, que descobre o surgimento de um serial killer de fadas. O elenco também conta com os atores Jared Harris (“Chernobyl”), Indira Varma (“Game of Thrones”), David Gyasi (“Interestelar”), Karla Crome (“Misfits”) e Tamzin Merchant (“Salem”). Curiosamente, “Carnival Row” foi concebido como um filme, que deveria ter sido dirigido por Guillermo Del Toro (“A Forma da Água”). O roteiro original de Travis Beacham chegou a figurar na Black List de 2015, mas Del Toro não conseguiu financiamento para rodar o longa. Echevarria fez a adaptação para o novo formato e contou com outro cineasta, Paul McGuigan (“Victor Frankenstein”), na direção do piloto.
Diretor de Godzilla vs. Kong desenvolve série baseada na sci-fi O Enigma do Horizonte
O serviço de streaming Amazon Prime Video está desenvolvendo uma série inspirada em “O Enigma do Horizonte”, terror espacial dirigido por Paul W.S. Anderson em 1997. A premissa do filme já vinha inspirando várias séries, como “Nightflyer” e “Origin”, além do filme “O Paradoxo Cloverfield” (2018). Estrelado por Laurence Fishburne (“Matrix”) e Sam Neill (“Jurassic Park”), “O Enigma do Horizonte” acompanhava um missão espacial para investigar o reaparecimento misterioso de uma nave, anos depois de um incidente envolvendo um buraco negro. Lá, os astronautas descobrem algo que testa suas convicções: o contato com uma dimensão demoníaca. A série está sendo produzida pelo cineasta Adam Wingard, que tem no currículo o terror original “Você É o Próximo” (2011), a continuação “Bruxa de Blair” (2016) e o remake de “Death Note” (2017), além de dirigir o mashup “Godzilla vs. Kong”, previsto para 2020. O projeto ainda está em fase inicial.
The Man in the High Castle: Cena inédita da temporada final explora o multiverso da série
A Amazon divulgou uma cena completa da 4ª e última temporada de “The Man in the High Castle”, que já foi a série mais assistida de seu serviço de streaming. A prévia é um mergulho literal da protagonista (Alexa Davalos, de “Fúria de Titãs”) no multiverso da trama, saindo da ocupação nazista da América do Norte para adentrar o mundo em que Hitler perdeu a guerra e os Beach Boys surfam nos USA. A série é baseada no clássico sci-fi “O Homem do Castelo Alto”, de Philip K. Dick (autor das histórias que viraram “Blade Runner”, “O Vingador do Futuro” e “Minority Report”, entre outros filmes), bem como no projeto de sua continuação literária, que o escritor planejava escrever, mas nunca conseguiu ir além dos esboços. Criada por Frank Spotnitz (“Arquivo X”) e produzida pelo cineasta Ridley Scott, a adaptação é uma história de realidade alternativa, que acompanha a luta da resistência contra a opressão nazista nos Estados Unidos dos anos 1960, após a vitória da Alemanha e do Japão na 2ª Guerra Mundial. O elenco inclui Rupert Evans (“Boneco do Mal”), Rufus Sewell (“Deuses do Egito”), Luke Kleintank (série “Pretty Little Liars”), Cary-Hiroyuki Tagawa (“Revenge”), DJ Qualls (“Z Nation”), Bella Heathcote (“Demônio de Neon”) e Jason O’Mara (“Agents of SHIELD”). A produção sofreu com a burocracia da Amazon e amargou atrasos, o que fez com a 3ª temporada demorasse quase dois anos para ser exibida. Mesmo assim, manteve-se popular o suficiente para ganhar autorização de encerrar sua trama numa temporada adicional. Os dez episódios finais concluirão a história, levando a série ao seu desfecho natural. A estreia está marcada para 15 de novembro.
Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado vai virar série com direção de James Wan
O terror adolescente “Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado” vai virar série com direção de James Wan, responsável pelos sucessos de “Invocação do Mal” e “Aquaman”. Em desenvolvimento para a plataforma de streaming da Amazon, a série foi desenvolvida pelo roteirista Shay Hatten (“John Wick 3: Parabellum”) e inclui Neal H. Moritz, que produziu os filmes originais da franquia, à frente do projeto para a Sony Television. Ainda não há informações sobre a trama, elenco nem a previsão de estreia. “Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado” marcou o terror dos anos 1990 no cinema, reunindo Jennifer Love Hewitt, Freddie Prinze Jr., Ryan Phillippe e Sarah Michelle Gellar no elenco. A franquia mostrava um grupo de jovens que, após atropelar e esconder uma morte na estrada, era perseguida por um misterioso assassino. Baseado no livro homônimo de Lois Duncan (“Por um Corredor Escuro”), o roteiro do primeiro filme foi escrito por Kevin Williamson logo após o sucesso de “Pânico” e consolidou a carreira do futuro criador da série “The Vampire Diaries”. O sucesso do primeiro filme lançado em 1997 rendeu uma continuação, “Eu Ainda Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado”, em 1998. Sem nenhum dos personagens originais, um terceiro longa ainda foi lançado direto em vídeo em 2006.
Amazon cancela cinco séries originais
A Amazon confirmou o cancelamento de cinco séries originais da plataforma Prime Video: “The Romanoffs”, “Too Old To Die Young”, “Patriot”, “Lore” e “Forever”. A chefe do Amazon Studios, Jennifer Salke, deu as más notícias neste sábado (22/7), durante o encontro semestral entre executivos da indústria televisiva e imprensa organizado pela TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). No mesmo evento, ela também anunciou renovações (leia aqui). Das cinco, a melhor era “Forever”. A comédia acompanhava o casal formado por Maya Rudolph e Fred Armisen (veteranos do programa “Saturday Night Live”) em sua vida confortável, porém monótona em Riverside, na Califórnia, até que decidem sair da rotina com uma viagem de esqui, adentrando situações completamente desconhecidas. Criada pelos roteiristas Alan Yang (“Master of None”) e Matt Hubbard (“30 Rock”), ambos vencedores do Emmy, a série tinha 94% de aprovação da crítica. Igualmente bem cotada, a sátira de espionagem “Patriot” teve duas temporadas e acompanhava o espião relutante e depressivo John Tavner (Michael Dorman), em uma trama de intriga internacional recheada de humor negro. Criada por Steven Conrad (roteirista de “A Vida Secreta de Walter Mitty”), tinha 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas foi prejudicada por um hiato muito longo entre as temporadas. Os primeiros 10 episódios foram disponibilizados em 2015 e os seguintes apenas em novembro passado. Também com duas temporadas, “Lore” era uma antologia de terror, baseada num podcast sobre histórias supostamente reais que deram origem aos mitos e lendas dos dias atuais, e combinava documentário, animação e encenação com produção de Ben Silverman (série “The Office”), Howard T. Owens (reality “Planet of the Apps”), Gale Anne Hurd (série “The Walking Dead”), Brett-Patrick Jenkins (reality “Face Off”), Glen Morgan (série “Arquivo X”) e Aaron Mahnke, o criador do podcast. Outra antologia, bem mais badalada e cara, “The Romanoffs” foi um fiasco de Matt Weiner, criador de “Mad Men”, em que cada capítulo girava em torno de pessoas diferentes que se diziam descendentes dos Romanoff, a família real russa assassinada pelos comunistas. Apesar da grande quantidade de famosos em seu elenco, os 8 episódios não repercutiram com a crítica. Chegou a ser considerada medíocre, com aprovação de apenas 51% no Rotten Tomatoes. Por fim, “Too Old To Die Young” era uma produção do cineasta dinamarquês Nicolas Winding Refn (“Drive”) e foi lançada quase secretamente no mês passado. Não há um vídeo sequer na página do YouTube da plataforma para avisar sobre a existência da série, que também não apareceu na home do serviço e teve divulgação basicamente pelo Twitter do diretor. A trama acompanhava um policial em luto (Miles Teller, de “Whiplash”), que se torna amigo do assassino de seu parceiro. Refn dirigiu todos os 10 episódios, que atingiram 66% de aprovação no Rotten Tomatos e, como quis a Amazon, não foram descobertos pelos leitores do site – é a única das cinco sem avaliação do público. Veja abaixo os trailers das cinco produções canceladas. Dear Friends! Please allow me to introduce the first trailer for TOO OLD TO DIE YOUNG. ??❤️ See you on Prime Video June 14. ? @TOTDYTV #byNWR pic.twitter.com/kl118mhbQK pic.twitter.com/Vyj3GmxH2K — Nicolas Winding Refn (@NicolasWR) April 3, 2019
Undone: Série sci-fi animada da Amazon ganha novo trailer
A Amazon divulgou um novo trailer de “Undone”, que revela a data de estreia da série de animação adulta. A prévia evoca o visual foto-realista de “O Homem Duplo” (2006), mas foi concebida pelo criador de um tipo completamente diferente de animação. “Undone” é o novo projeto de Raphael Bob-Waksberg, autor de “BoJack Horseman” – em parceria com Kate Purdy, também roteirista de “BoJack Horseman”. E desta vez eles não escrevem sobre animais falantes em crise. Os novos personagens são humanos com vozes e faces de atores conhecidos. Apesar disso, há elementos fantasiosos na trama, que entra no terreno surreal ao explorar a mente e habilidades paranormais da protagonista. A personagem principal é Alma, interpretada por Rosa Salazar (“Alita: Anjo de Combate”), que, após um acidente de carro, descobre uma nova relação com o tempo. Ela passa a ver seu pai falecido (Bob Odenkirk, de “Better Call Saul”), que tenta lhe explicar suas habilidades e como ela pode viajar no tempo para impedir a morte dele. Entretanto, as visões, que mostram diferentes etapas temporais simultâneas à sua frente, só fazem ela questionar sua própria sanidade mental. O elenco da animação ainda conta com Angelique Cabral (“Life in Pieces”), Constance Marie (“Switched at Birth”), Daveed Diggs (“Extraordinário”) e Siddarth Dhananjay (“Patti Cake$”). Já o belo visual é criação de Hisko Hulsing, artista responsável pelas animações do documentário “Kurt Cobain: Montage of Heck” (2015). Com oito episódios, a série estreia em 13 de setembro em streaming.












