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    BIFA 2018: A Favorita bate recorde de prêmios no “Oscar” do cinema indie britânico

    3 de dezembro de 2018 /

    A comédia de época “A Favorita” foi a grande vencedora da principal premiação do cinema independente britânico, conhecida pela sigla BIFA (British Independent Film Awards). A obra do grego Yorgos Lanthimos conquistou impressionantes 10 prêmios de seu total de 13 indicações, inclusive Melhor Filme. O número de vitórias é recorde na premiação. A cerimônia, que aconteceu na noite de domingo (2/12) em Londres, acrescentou mais cinco conquistas ao total, já que cinco vitórias nas categorias técnicas foram anunciadas antecipadamente há duas semanas. Além de Melhor Filme, o longa conquistou os BIFAs de Melhor Direção, Roteiro, Atriz (Olivia Colman) e Atriz Coadjuvante (Rachel Weisz). Os prêmios anteriores foram de Melhor Elenco, Fotografia, Figurino, Melhor Maquiagem/Penteado e Cenografia. Na prática, “A Favorita” só perdeu em duas categorias que disputava: Melhor Edição e Som. E viu uma de suas candidatas (Emma Stone) ser derrotada pela outra (Rachel Weisz) na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante. O longa se passa na Inglaterra no começo do século 18 e traz Colman como a demente rainha Anne, que prefere se entreter com corridas de patos e se deliciar com abacaxis que saber da guerra que seu país trava contra a França. Assim, permite que sua melhor amiga, a duquesa Sarah Churchill (Weisz), comande o país. Mas uma nova criada, Abigail (Stone), encanta sua majestade, deixando a posição de Sarah ameaçada, e não demora para as duas se verem como rivais pela atenção – e o poder – do trono britânico. “A Favorita” já tinha vencido dois troféus no Festival de Veneza 2018: o Grande Prêmio do Júri (Leão de Prata) e o de Melhor Atriz, conquistado por Olivia Colman. A estreia no Brasil está marcada para 24 de janeiro. O segundo filme com mais indicações foi o thriller “American Animals”, de Bart Layton, que disputava 11 categorias e venceu duas: Melhor Estreia na Direção e Edição. O prêmio de Melhor Ator ficou com Joe Cole, por “A Prayer Before Dawn” e o de Ator Coadjuvante com Alessandro Nivola, por “Desobediência”. Além disso, Judi Dench foi homenageada com um prêmio pela carreira. Para completar, vale destacar que “Roma”, produção da Netflix dirigida por Alfonso Cuarón, venceu como Melhor Filme Estrangeiro, aumentando as aspirações do longa ao Oscar. Confira abaixo a lista completa dos premiados. Melhor Filme Independente Britânico “A Favorita”, de Yorgos Lanthimos Melhor Direção Yorgos Lanthimos, por “A Favorita” Melhor Roteiro Deborah Davis & Tony McNamara, por “A Favorita” Melhor Atriz Olivia Colman, por “A Favorita” Melhor Ator Joe Cole, por “A Prayer Before Dawn” Melhor Atriz Coadjuvante Rachel Weisz, por “A Favorita” Melhor Ator Coadjuvante Alessandro Nivola, por “Desobediência” Melhor Revelação Jessie Buckley, por “Beast” Melhor Estreia em Direção Richard Billingham, por “Ray & Liz” Melhor Estreia em Roteiro Bart Layton, por “American Animals” Melhor Estreia em Produção Jacqui Davies, por “Ray & Liz” Melhor Documentário “Evelyn”, de Orlando von Einsiedel Melhor Filme Independente Internacional “Roma”, de Alfonso Cuarón Melhor Elenco “A Favorita” Melhor Elenco “A Favorita” Melhor Fotografia Robbie Ryan (“A Favorita”) Melhor Edição Nick Fenton, Julian Hart & Chris Hill (“American Animals”) Melhor Figurino Sandy Powell (“A Favorita”) Melhor Cenografia Fiona Crombie (“A Favorita”) Melhor Maquiagem e Penteados Nadia Stacey (“A Favorita”) Melhor Trilha Sonora Jonny Greenwood (“Você Nunca Esteve Realmente Aqui”) Melhor Som Paul Davies (“Você Nunca Esteve Realmente Aqui”) Melhores Efeitos Especiais Howard Jones (“O Homem das Cavernas”) Melhores Efeitos Especiais “O Homem das Cavernas” “Dead in a Week (Or Your Money Back)” “Paterloo”

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    Críticos de Nova York elegem Roma como o Melhor Filme do ano

    29 de novembro de 2018 /

    A associação dos críticos de cinema de Nova York (New York Film Critics Circle) anunciou nesta quinta-feira (29/11) sua lista anual de melhores títulos e artistas. E o resultado dá o que falar, já que elegeu “Roma”, de Alfonso Cuarón, como o Melhor Filme do ano. Produzido pela Netflix, o projeto do filme em preto e branco foi recusado por vários estúdios, devido aos custos e falta de apelo comercial. Mesmo assim, foi esnobado pela primeira associação de críticos a revelar sua listinha de melhores de 2018, a National Board of Review, que ignorou produções em streaming em seu evento. Já o NYFCC deixou claro, em sua votação, que considera o conteúdo mais importante que a forma como é distribuído, dando um aval importante para as pretensões da Netflix em relação ao Oscar 2019. Para enfatizar ainda mais como gostaram de “Roma”, os críticos de Nova York premiaram o longa triplamente, já que ele ainda rendeu reconhecimento a Cuarón nas categorias de Melhor Direção e Fotografia. “Roma”, que também venceu o Festival de Veneza 2018 e chega em 14 de dezembro em streaming, não se passa na cidade italiana, mas num bairro de classe média da Cidade do México com o mesmo nome, onde trabalha a protagonista, uma empregada doméstica. O filme acompanha a jornada da doméstica Cleo (a estreante Yalitza Aparicio), que testemunha as mudanças sociais e políticas no México durante os anos 1970. Curiosamente, a consagração de “Roma” como Melhor Filme, mesmo não sendo falado em inglês, permitiu que seu principal rival ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, o polonês “Guerra Fria”, de Pawel Pawlikowski – e que também é em preto e branco – ficasse com a distinção de Melhor Estrangeiro, bisando o NBR. Quem também reforçou seu favoritismo inicial foi Ethan Hawke, considerado pela terceira vez consecutiva o Melhor Ator do ano por “First Reformed”, e Paul Schrader, que também venceu pela terceira vez como Melhor Roteirista pelo mesmo filme. Ambos conquistaram anteriormente o Gotham Awards e o NBR. O prêmio de Melhor Atriz ficou com Regina Hall, por “Support the Girls”. E, refletindo a adoração da crítica, “Homem-Aranha no Aranhaverso” foi considerada a Melhor Animação, atravessando o que parecia ser uma unanimidade em torno de “Os Incríveis”. Ou seja, vai ter briga de super-heróis pelo Oscar de Animação. Confira abaixo os eleitos dos críticos nova-iorquinos em todas as categorias. Melhor Filme “Roma” Melhor Direção Alfonso Cuarón (“Roma”) Melhor Ator Ethan Hawke (“First Reformed”) Melhor Atriz Regina Hall (“Support the Girls”) Melhor Ator Coadjuvante Richard E. Grant (“Poderia me Perdoar?”) Melhor Atriz Coadjuvante Regina King (“Se a Rua Beale Falasse”) Melhor Roteiro Paul Schrader (“First Reformed”) Melhor Fotografia Alfonso Cuarón (“Roma”) Melhor Documentário “Minding the Gap”, de Bing Liu Melhor Filme Estrangeiro “Guerra Fria” (Polônia), de Pawel Pawlikowski Melhor Animação “Homem-Aranha no Aranhaverso”, de Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman

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    Roma: Filme de Afonso Cuarón que venceu o Festival de Veneza ganha impactante trailer legendado

    13 de novembro de 2018 /

    A Netflix divulgou o pôster, quatro fotos e o segundo trailer legendado de “Roma”, filme vencedor do Festival de Veneza 2018. O título não diz respeito à cidade italiana, mas a um bairro de classe média da Cidade do México, onde trabalha a protagonista, uma empregada doméstica. A prévia impactante mostra uma evolução dramática de momentos intimistas para cenas épicas de revolta popular, ao acompanhar a doméstica Cleo (a estreante Yalitza Aparicio), que testemunha as mudanças sociais e políticas no México durante os anos 1970. A trama filmada em preto e branco é baseada nas lembranças de infância do diretor Alfonso Cuarón, em seu primeiro filme após vencer o Oscar por “Gravidade” (2013). A sinopse oficial define o longa como “uma homenagem de Cuarón às mulheres que o criaram” e como o seu “projeto mais pessoal até hoje”. Cuarón não fazia um filme situado no México há 17 anos, desde “E Sua Mãe Também” (2001). “Roma” terá uma estreia em circuito limitado de cinemas – regra para disputar o Oscar – antes de chegar no serviço de streaming em todo o mundo, no dia 14 de dezembro.

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    Netflix altera estratégia e decide exibir filmes de prestígio nos cinemas antes do streaming

    1 de novembro de 2018 /

    A Netflix deu o braço a torcer e lançará três de seus novos filmes originais em um número limitado de cinemas antes de estreá-los na plataforma de streaming. A nova estratégia da empresa visa cumprir qualificação para o Oscar e justificar escalações em festivais que enfrentam pressões do parque exibidor. Mas também é uma forma de atrair ainda mais diretores e astros de prestígio para seus projetos, já que muitos cineastas importantes são contra a ideia de que seus filmes sejam vistos apenas em telas pequenas. Os primeiros lançamentos que terão esta janela cinematográfica são “Roma”, de Alfonso Cuarón, “The Ballad of Buster Scruggs”, dos irmãos Coen, e “Bird Box”, de Susanne Bier. Os dois primeiros foram exibidos no Festival de Veneza, por sinal vencido por “Roma”. “Há uma grande resposta aos nossos filmes na temporada de festivais, incluindo ‘Outlaw King’, que estará nos cinemas e na Netflix na semana seguinte. O plano é construir um ‘momento’”, explicou Scott Stuber, chefe do grupo de cinema da Netflix, sobre a decisão. “A prioridade da Netflix é sempre seus assinantes e produtores de filmes, e estamos constantemente inovando para os servir”. A verdade é que não é de hoje que a Netflix tenta emplacar seus filmes no cinema. Quem não quer os filmes da Netflix é o circuito exibidor, que exige uma janela mínima de três meses de exclusividade, algo que a plataforma de streaming nem cogita. O investimento da Netflix em filmes de prestígio e sua obsessão em vê-los premiados resultou numa manifestação dura da Associação Nacional dos Donos de Cinema dos Estados Unidos, durante o Festival de Toronto, sobre o esforço da plataforma para levar aos cinemas filmes disponíveis em streaming. “Esse gesto no meio do caminho vai falhar em satisfazer tanto o público quanto os cineastas e assinantes da Netflix. A Netflix tem de entender que não é cinema x streaming – tem de ser cinema e depois streaming, com a sequência correta”, afirmou o comunicado. Mas o paradigma começa a mudar. Se antes a Netflix buscava distribuir no cinema títulos que lançava no mesmo dia em streaming, agora quer dar de uma a três semanas de exclusividade para a exibição em tela grande. Ainda é pouco para o gosto dos exibidores. Na França, por exemplo, a janela é de quase um ano, o que impede essa estratégia de ganhar simpatia do Festival de Cannes, que barrou os lançamentos da Netflix de competir pela Palma de Ouro, justamente por pressão dos donos de cinema. Por outro lado, o aval dos festivais de Veneza, Toronto e até a Mostra de São Paulo aos longas da Netflix também colocam pressão sobre o circuito exibidor para refrear suas exigências. De olho nesse desenvolvimento, também está a Amazon, que produz diversos filmes de prestígio, como o premiado no Oscar “Manchete à Beira-Mar”, mas segue à risca a janela cinematográfica.

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    Gotham Awards: A Favorita e First Reformed lideram indicações ao primeiro grande prêmio de cinema do ano

    18 de outubro de 2018 /

    A primeira grande premiação americana da temporada, o Gotham Awards 2018, anunciou seus indicados. O troféu, dedicado aos melhores do cinema independente, tradicionalmente abre a temporada de premiações da indústria cinematográfica americana e serve para apontar os primeiros favoritos aos prêmios mais cobiçados, entre eles o Oscar. Nos últimos anos, os vencedores do Gotham foram “Birdman” (2014), “Spotlight” (2015), “Moonlight” (2016) e “Me Chame pelo Seu Nome” (2017) – três deles também venceram o Oscar de Melhor Filme. A lista de indicados deste ano destaca “First Reformed”, inédito no Brasil, e “A Favorita”, exibido pela primeira vez no país na noite de quarta (17/10), durante a abertura da Mostra de São Paulo. Em “First Reformed”, do veterano Paul Schrader (roteirista de “Taxi Driver”), o ator Ethan Hawke interpreta um padre em crise com sua própria fé, enquanto “A Favorita”, do grego Yorgos Lanthimos (“O Sacrifício do Cervo Sagrado”), acompanha a luta de duas confidentes (Emma Stone e Rachel Weisz) pela atenção de uma fragilizada Rainha Ana (Olivia Colman). Por sinal, a organização do Gotham Awards resolveu premiar as três atrizes desse filme com um troféu especial, em reconhecimento ao seu desempenho. Mas isso também as tirou da competição do prêmio de Melhor Atriz. Os dois títulos também disputam o prêmio de Melhor Filme com “If Beale Street Could Talk”, de Barry Jenkins (o diretor de “Moonlight”), “Madeline’s Madeline”, de Josephine Decker (diretora de dramas indies inéditos no Brasil) e “Domando o Destino” (The Rider), da chinesa Chloé Zhao, que curiosamente foi lançado em 2017, indicado ao Spirits Award do ano passado – a premiação rival do Gotham – e saiu direto em VOD no Brasil. Quem notou a ausência do badalado “Roma”, de Alfonso Cuarón, talvez não tenha reparado que o filme da Netflix é uma produção mexicana, falada em espanhol, e, portanto, não se qualifica para premiações de melhores filmes dos Estados Unidos. Mas sua intérprete, Yalitza Aparicio, foi lembrada na categoria de Revelação. Os responsáveis pela seleção do Gotham Awards são críticos de cinema, organizadores de festivais e curadores. Por isso, supostamente, não deveria haver muita relação entre o troféu e as consagrações seguintes, feitas por profissionais da indústria. Mas, como revela a coincidência de prêmios, os vencedores do primeiro grande prêmio da temporada acabam chamando atenção para si e passam a aparecer no radar das demais premiações. A entrega do Gotham Awards acontece em 26 de novembro, dando o pontapé inicial para a enxurrada de prêmios que fecha 2018 e abre 2019. Confira abaixo a lista completa de indicados. Melhor Filme “A Favorita” “First Reformed” “If Beale Street Could Talk” “Madeline’s Madeline” “Domando o Destino” Melhor Documentário “Bisbee ’17” “Hale County This Morning, This Evening” “Minding the Gap” “Shirkers” “Won’t You Be My Neighbor?” Melhor Ator Adam Driver, por “Infiltrado na Klan” Ben Foster, por “Leave No Trace” Richard E. Grant, por “Can You Ever Forgive Me?” Ethan Hawke, por “First Reformed” Lakeith Stanfield, por “Sorry to Bother You” Melhor Atriz Glenn Close, por “The Wife” Toni Collette, por “Hereditário” Kathryn Hahn, por “Mais Uma Chance” Regina Hall, por “Support the Girls” Michelle Pfeiffer, por “Where is Kyra?” Ator/Atriz Revelação Yalitza Aparicio, por “Roma” Elsie Fisher, por “Eighth Grade” (A24) Helena Howard, por “Madeline’s Madeline” KiKi Layne, por “If Beale Street Could Talk” Thomasin Harcourt McKenzie, por “Leave No Trace” Diretor Revelação Ari Aster, por “Hereditário” Bo Burnham, por “Eighth Grade” Jennifer Fox, por “O Conto” Crystal Moselle, por “Skate Kitchen” Boots Riley, por “Sorry to Bother You” Melhor Roteiro “A Favorita”, de Deborah Davis e Tony McNamara “First Reformed”, de Paul Schrader “Mais Uma Chance”, de Tamara Jenkins “Support the Girls”, de Andrew Bujalski “Thoroughbreds”, de Cory Finley Melhor Série Estreante “Alias Grace” (Netflix) “The End of the F***ing World” (Netflix) “Killing Eve” (BBC America) “Pose” (FX) “Sharp Objects” (HBO) Prêmio Especial de Melhor Elenco Olivia Colman, Emma Stone e Rachel Weisz, por “A Favorita”.

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    Mostra de São Paulo 2018 vai do cinema mudo à realidade virtual, passando pela Netflix

    18 de outubro de 2018 /

    A Mostra de São Paulo abre suas portas para o público nesta quinta (18/10), chegando à sua 42ª edição mais imponente que nunca. A programação é um absurdo cinéfilo, juntando todos os grandes vencedores dos festivais de Cannes, Veneza, Berlim e até Locarno, além de 18 obras indicadas por seus países para disputar uma vaga no Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira no ano que vem — incluindo o representante brasileiro, “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues. Apesar do aperto financeiro – menor investimento estatal em período eleitoral – , a seleção reafirma a vitalidade da Mostra, que continua insuperável como maior evento internacional de cinema do Brasil, mesmo tendo perdido seu criador, Leon Cakoff, há sete anos – completados justamente nesta semana. Aberta para convidados na noite de quarta, com a exibição de “A Favorita”, do grego Yorgos Lanthimos, no auditório do Ibirapuera, a Mostra vai até 31 de outubro, com encerramento marcado pela projeção do vencedor do Festival de Veneza, “Roma”, de Alfonso Cuarón. O longa também é o indicado do México ao Oscar. Mas antes de ser consagrada, a “obra-prima” (na definição da revista Variety) foi rejeitada por Cannes, que se recusou a inclui-la em sua competição por ser uma produção da Netflix. Sob pressão do parque exibidor francês, o festival preferiu abrir mão das produções do gigante de streaming. Como resultado, realizou sua competição mais fraca dos últimos anos e viu a concorrência se fortalecer. Após Veneza, o Festival de Toronto foi além e programou sua abertura com um filme da Netflix. Agora, a Mostra traz esta discussão ao Brasil, sobre meio e mensagem, streaming e tamanho de tela, posicionando-se ao lado dos que veem filmes como uma forma de arte que não se confunde com arquitetura (sala de projeção). “É uma questão que teríamos de enfrentar, mais cedo ou mais tarde. Mas, para mim, o que importa é o filme, que ele seja visto”, disse Renata Almeida, diretora da Mostra, em entrevista para a imprensa durante a divulgação da programação. A seleção inclui muitos outros longas premiados, como “Assunto de família”, do japonês Hirokazu Kore-eda, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, “Não Me Toque”, da romena Adina Pintilie, vencedor do Urso de Ouro em Berlim, “Uma Terra Imaginada”, do singapurense Siew Hua Yeo, que levou o Leopardo de Ouro em Locarno, além de obras que deram o que falar no circuito dos festivais, como “Infiltrado na Klan”, do americano Spike Lee, e “A Casa que Jack Construiu”, do dinamarquês Lars von Trier. Junto da exibição de seu novo filme, Kore-eda será homenageado com o Prêmio Humanidade, pelo conjunto e a natureza humanista de sua obra, e terá uma retrospectiva na Mostra. A mesma homenagem será concedida ao médico oncologista Drauzio Varella por sua relação com a escrita e o audiovisual. Outro homenagem será feita ao iraniano Jafar Panahi, que está em prisão domiciliar e não pode sair de seu país. Ele receberá o Prêmio Leon Cakoff e terá seu filme mais recente, “3 Faces”, vencedor do prêmio de Melhor Roteiro em Cannes, exido na programação. O cinema brasileiro também será celebrado com exibições de cópias restauradas de alguns clássicos, como “Central do Brasil”, de Walter Salles, que comemorará 20 anos com a presença do diretor e parte do elenco, além de obras mais antigas, como “Feliz Ano Velho”, de Roberto Gervitz, que completa 30 anos, e “O Bandido da Luz Vermelha”, de Rogério Sganzerla, e “O Bravo Tuerreiro”, de Gustavo Dahl, que comemoram 50 anos. Entre os clássicos internacionais, o grande destaque fica com a exibição ao ar livre de “A Caixa de Pandora” (1929), do alemão Georg Pabst, com Louise Brooks no papel de Lulu. Programada para o Parque do Ibirapuera no dia 27, a projeção a obra-prima do cinema mundo terá acompanhamento musical da Orquestra Jazz Sinfônica. Do cinema mudo para a Netflix, a evolução do cinema é contínua. E a Mostra segue as inovações tecnológicas ao destacar até uma instalação em realidade virtual, “Chalkroom”, criada pela artista multimídia Laurie Anderson e o taiuanês Hsin-Chien Huang. Montada no novo Anexo do CineSesc e escolhida para ilustrar o pôster oficial do evento deste ano, a obra permite imersão do público, e é a antítese mais completa da experiência da Netflix, uma sala que é o próprio filme.

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    Academia anuncia candidatos que disputarão indicação ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira

    8 de outubro de 2018 /

    A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos divulgou nesta segunda-feira (8/10) a lista completa dos filmes inscritos para disputar o Oscar 2019 de Melhor Filme de Língua Estrangeira. Ao todo, 87 filmes foram selecionados por seus países para a disputa, o que representa uma diminuição de interesse, diante dos 92 inscritos no ano passado, quando o chileno “Uma Mulher Fantástica” foi premiado. O Brasil é representado por “O Grande Circo Místico”, do diretor Cacá Diegues, um dos poucos títulos da lista que não passou pelo escrutínio de festivais de cinema, critério básico para saber se o filme é competitivo. A seleção foi feita por uma comissão da Academia Brasileira de Cinema. Os favoritos deste ano são produções em preto e branco: o mexicano “Roma” e o polonês “Guerra Fria”. O filme de Alfonso Cuarón (vencedor do Oscar por “Gravidade”) venceu o Festival de Veneza e conta com apoio financeiro da Netflix, enquanto o longa de Pawel Pawlikowski, que já venceu a categoria com “Ida” (2013), conquistou o troféu de Melhor Direção no Festival de Cannes. Outros países com candidatos fortes incluem o Líbano (com “Capernaum”, da diretora Nadine Labaki), a Alemanha (com “Never Look Away”, de Florian Henckel von Donnersmarck), a Bélgica (“Girl”, de Lukas Dhont), a Hungria (com “Sunset”, de Laszlo Nemes), o Japão (“Assunto de Família”, de Hirokazu Kore-eda), o Paraguai (“As Herdeiras”, de Marcelo Martinessi), a Romênia (“I Do Not Care If We Go Down in History As Barbarians”, de Radu Jude), a Ucrânia (“Donbass”, de Sergei Loznitsa) e o Uruguai (“A Noite de 12 Anos”, de Álvaro Brechner). As indicações ao Oscar 2019 serão anunciadas em 22 de janeiro, e a premiação ocorre em 24 de fevereiro. Confira abaixo a lista completa do filmes que disputam a vaga. Afeganistão: “Rona Azim’s Mother”, de Jamshid Mahmoudi África do Sul: “Sew the Winter to My Skin”, de Jahmil X.T. Qubeka Alemanha: “Never Look Away”, de Florian Henckel von Donnersmarck Algéria: “Until the End of Time”, de Yasmine Chouikh Argentina: “El Ángel”, de Luis Ortega Armênia: “Spitak”, de Alexander Kott Austrália: “Jirga”, de Benjamin Gilmour Áustria: “The Waldheim Waltz”, de Ruth Beckermann Bangladesh: “No Bed of Roses”, de Mostofa Sarwar Farooki Belarus: “Crystal Swan”, de Darya Zhuk Bélgica: “Girl”, de Lukas Dhont Bolívia: “The Goalkeeper”, de Rodrigo “Gory” Patiño Bósnia e Herzegovina: “Never Leave Me”, de Aida Begi? Brasil: “O Grance Circo Místico”, de Carlos Diegues Bulgária: “Omnipresent”, de Ilian Djevelekov Camboja: “Graves without a Name”, de Rithy Panh Canadá: “Family Ties”, de Sophie Dupuis Cazaquistão: “Ayka”, de Sergey Dvortsevoy Chile: “…And Suddenly the Dawn”, de Silvio Caiozzi China: “Hidden Man”, de Jiang Wen Cingapura: “Buffalo Boys”, de Mike Wiluan Colômbia: “Birds of Passage”, de Cristina Gallego & Ciro Guerra Coreia do Sul: “Burning”, de Lee Chang-dong Costa Rica: “Medea”, de Alexandra Latishev Croácia: “The Eighth Commissioner”, de Ivan Salaj Dinamarca: “The Guilty”, de Gustav Möller Egito: “Yomeddine”, de A.B. Shawky Equador: “A Son of Man”, de Jamaicanoproblem Eslováquia: “The Interpreter”, de Martin Šulík Eslovênia: “Ivan”, de Janez Burger Espanha: “Champions”, Javier Fesser Estônia: “Take It or Leave It”, de Liina Trishkina-Vanhatalo Filipinas: “Signal Rock”, de Chito S. Roño Finlândia: “Euthanizer”, de Teemu Nikki França: “Memoir of War”, de Emmanuel Finkiel Georgia: “Namme”, de Zaza Khalvashi Grécia: “Polyxeni”, de Dora Masklavanou Holanda: “The Resistance Banker”, de Joram Lürsen Hong Kong: “Operation Red Sea”, de Dante Lam Hungria: “Sunset”, de László Nemes Iêmen: “10 Days before the Wedding”, de Amr Gamal Índia: “Village Rockstars”, de Rima Das Indonésia: “Marlina the Murderer in Four Acts”, de Mouly Surya Irã: “No Date, No Signature”, de Vahid Jalilvand Iraque: “The Journey”, de Mohamed Jabarah Al-Daradji Islândia: “Woman at War”, de Benedikt Erlingsson Israel: “The Cakemaker”, de Ofir Raul Graizer Itália: “Dogman”, de Matteo Garrone Japão: “Assunto de Família”, de Hirokazu Kore-eda Kosovo: “The Marriage”, de Blerta Zeqiri Letônia: “To Be Continued”, de Ivars Seleckis Líbano: “Capernaum”, de Nadine Labaki Lituânia: “Wonderful Losers: A Different World”, de Arunas Matelis Luxemburgo: “Gutland”, de Govinda Van Maele Macedônia: “Secret Ingredient”, de Gjorce Stavreski Malawi: “The Road to Sunrise”, de Shemu Joyah Marrocos: “Burnout”, de Nour-Eddine Lakhmari México: “Roma”, de Alfonso Cuarón Montenegro: “Iskra”, de Gojko Berkuljan Nepal: “Panchayat”, de Shivam Adhikari Níger: “The Wedding Ring”, de Rahmatou Keïta Noruega: “What Will People Say”, de Iram Haq Nova Zelândia: “Yellow Is Forbidden”, de Pietra Brettkelly Palestina: “Ghost Hunting”, de Raed Andoni Panamá: “Ruben Blades Is Not My Name”, de Abner Benaim Paquistão: “Cake”, de Asim Abbasi Paraguai: “The Heiresses”, de Marcelo Martinessi Peru: “Eternity”, de Oscar Catacora Polônia: “Guerra Fria”, de Pawel Pawlikowski Portugal: “Pilgrimage”, de João Botelho Quênia: “Supa Modo”, de Likarion Wainaina Reino Unido: “I Am Not a Witch”, de Rungano Nyoni República Dominicana: “Cocote”, de Nelson Carlo De Los Santos Arias República Tcheca: “Winter Flies”, de Olmo Omerzu Romênia: “I Do Not Care If We Go Down in History as Barbarians”, de Radu Jude Rússia: “Sobibor”, de Konstantin Khabensky Sérvia: “Offenders”, de Dejan Zecevic Suécia: “Border”, de Ali Abbasi Suíça: “Eldorado”, de Markus Imhoof Tailândia: “Malila The Farewell Flower”, de Anucha Boonyawatana Taiwan: “The Great Buddha+”, de Hsin-Yao Huang Tunísia: “Beauty and the Dogs”, de Kaouther Ben Hania Turquia: “The Wild Pear Tree”, de Nuri Bilge Ceylan Ucrânia: “Donbass”, de Sergei Loznitsa Uruguai: “A Noite de 12 Anos”, de Álvaro Brechner Venezuela: “The Family”, de Gustavo Rondón Córdova Vietnã: “The Tailor”, de Buu Loc Tran & Kay Nguyen

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    Primeiro drama da carreira do diretor de Debi e Lóide vence o Festival de Toronto

    16 de setembro de 2018 /

    O filme “Green Book”, de Peter Farrelly, foi o vencedor do Festival de Toronto 2018. Drama sobre racismo nos Estados Unidos, “Green Book” foi também um dos longas mais elogiados pela crítica durante a realização do evento, surpreendendo a imprensa americana por não ter integrado nenhuma lista prévia de filmes que mereciam maior atenção nessa arrancada rumo ao Oscar. De subestimado, virou favorito a chegar forte na premiação da Academia. Filmes premiados em Toronto costumam ter reconhecimento no Oscar, como aconteceu com “La La Land”, “12 Anos de Escravidão”, “O Quarto de Jack”, “Quem Quer Ser um Milionário?” e muitos outros. A razão de ter pego a mídia desprevenida reflete a ficha corrida de seu diretor. Peter Ferrelly pautava sua carreira, até então, por besteiróis realizados com seu irmão Bobby Farrelly, uma parceria que durou 20 anos, de “Debi e Lóide” (1994) a “Debi e Lóide 2” (2014). “Green Book” é seu primeiro filme solo. E também seu primeiro drama. Comparado a um “Conduzindo Miss Daisy” (1989) às avessas, traz Viggo Mortensen (“Capitão Fantástico”) como um caipira que arranja emprego como motorista de um pianista erudito negro, vivido por Mahershala Ali (“Moonlight”). Conforme os dois embarcam numa longa viagem pelo sul dos Estados Unidos, cumprindo uma turnê do pianista em apresentações para ricaços brancos nos anos 1960, as diferenças entre os dois se tornam evidentes, mas também os aproximam. O pianista ensina um pouco de refinamento para o grosso motorista, que, por sua vez, apresenta ao patrão alguns dos prazeres simples da vida. Entretanto, essa situação da dupla chama atenção de racistas. Por curiosidade, “Green Book” era o nome de um guia de viagens para negros, vendido nos Estados Unidos do período, com endereços que aceitavam hospedar e alimentar negros. A obra bateu outro drama sobre racismo aguardado com muito mais expectativa, “If Beale Street Could Talk”, de Barry Jenkins (o diretor de “Moonlight”), além do badalado “Roma”, de Alfonso Cuarón (“Gravidade”), vencedor do Festival de Veneza 2018, que também aborda diferenças sociais. Estes acabaram em 2º e 3º lugares, respectivamente. Os principais troféus de Toronto são decididos pelo voto popular. E o público também elegeu “Free Solo” de E. Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin, como Melhor Documentário, e “The Man Who Feels no Pain”, do indiano Vasam Bala, o Melhor Filme da Seção da Meia-noite. Já a crítica internacional preferiu “Skin”, do isralense Guy Nativ, história real de um skinhead arrependido (vivido por Jaime Bell) que faz um acordo com o FBI e oferece provas de crimes de sua antiga gangue em troca de ajuda para remover tatuagens racistas de seu corpo. Além do voto aberto em todos os filmes de sua programação, Toronto também tem uma seção competitiva, incluída em 2015, cujos vencedores são definidos por um júri especializado. E a produção que venceu a seção Plataforma (Platform) neste ano foi “City of Last Things”, uma coprodução entre China, Taiwan, Estados Unidos e França, dirigida pelo malaio Wi Ding Ho. Em sua 43ª edição, o Festival de Toronto exibiu 345 filmes ao todo. Na cerimônia de premiação foram ressaltados os esforços para aumentar a participação feminina na indústria do cinema, apontando que 35% dos longas da programação deste ano foram dirigidos por mulheres.

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    Roma, de Alfonso Cuarón, vira maior favorito ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira

    14 de setembro de 2018 /

    O Oscar 2019 de Melhor Filme em Língua Estrangeira já tem favorito. O México oficializou nesta sexta-feira (14/9) a candidatura do filme “Roma”, primeiro filme de Alfonso Cuarón desde vencer o Oscar de Melhor Direção por “Gravidade”, em 2013. O longa foi o vencedor do prestigiado Leão de Ouro do Festival de Veneza neste ano. E além de disputar o prêmio “estrangeiro”, deve aparecer em várias outras categorias, já que a Netflix pretende investir em sua consagração. Rodada em preto e branco, “Roma” altera momentos intimistas com cenas épicas de revolta popular, ao acompanhar Cleo (a estreante Yalitza Aparicio), empregada doméstica que testemunha as mudanças sociais e políticas no México durante os anos 1970. A produção deverá ganhar um lançamento limitado nos cinemas para atender ao critério da Academia e, depois disso, chegará ao serviço de streaming da Netflix em 14 de dezembro. Outros concorrentes fortes à vaga na disputa de Melhor Filme em Língua Estrangeira incluem o japonês “Shoplifters”, de Hirokazu Koreeda, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes, o belga “Girl”, de Lukas Dhont, consagrado com a Câmera de Ouro em Cannes, o paraguaio “As Herdeiras”, de Marcelo Martinessi, premiado no Festival de Berlim, o romeno “I Do Not Care If We Go Down in History As Barbarians”, de Radu Jude, vencedor do Festival de Karlovy Vary, e o ucraniano “Donbass”, de Sergei Loznitsa, premiado na mostra Um Certo Olhar, em Cannes. Ainda falta a definição dos candidatos de muitos países. A comissão da Academia Brasileira de Cinema escolheu “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues, que não disputou nem ganhou nenhum prêmio em festival internacional, para representar o país, com pouquíssimas chances de obter uma vaga entre os cinco indicados ao Oscar. Há 20 anos o Brasil não emplaca nenhum representante na disputa do Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira.

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    Filme da Netflix vence Festival de Veneza e o mundo cinematográfico nunca mais será o mesmo

    8 de setembro de 2018 /

    E agora? A cerimônia de premiação do Festival de Veneza 2018, realizada nesta sábado (8/9), consagrou a Netflix, com o Leão de Ouro conquistado por “Roma”, um dos três filmes da plataforma que disputava a competição e um dos mais aplaudidos do evento. Filmado em preto e branco e falado em espanhol, “Roma” retrata as memórias da infância do diretor Alfonso Cuarón, na Cidade do México no começo dos anos 1970, pela ótica da empregada doméstica Cleo. Durante a première, Cuarón, que já tem o Oscar de Melhor Diretor no currículo por “Gravidade”, comentou que “Roma” jamais seria feito sem o apoio da Netflix, por se tratar de um filme em preto e branco. Subentende-se que, além do pouco interesse de outros estúdios, nenhuma distribuidora de cinema consideraria apoiar seu lançamento, pela pouca viabilidade comercial da produção. Mas a Confederação Internacional dos Cinemas de Arte e Experimentais (CICAE) lançou um manifesto pedindo para Veneza voltar atrás e retirar os filmes da Netflix da competição. A entidade conclamava que os festivais de cinema deveriam ser reservados para longas que terão distribuição em salas apropriadas ao redor do mundo. A nota citou como exemplo positivo o Festival de Cannes, da França, que barrou os longas da Netflix. Só que esta decisão custou caro ao festival francês, que reuniu uma das seleções mais fracas de sua existência, e fortaleceu Veneza, que trouxe obras-primas produzidas pela Netflix, entre elas a versão restaurada e finalizada de “O Outro Lado do Vento”, último filme de Orson Welles, que morreu antes de completá-lo. Produtora que mais lança filmes no mundo na atualidade, a Netflix também assinou o longa que abriu o Festival de Toronto nesta semana, “Outlaw King”, de título mal-traduzido como seu antônimo no Brasil, “Legítimo Rei”. “Roma” também marcou o segundo ano seguido em que o Leão de Ouro de Veneza foi para uma obra de cineasta mexicano. Em 2017, o prêmio ficou com “A Forma da Água”, de Guillermo del Toro, que acabou depois vencendo o Oscar. Del Toro presidiu o júri deste ano. A consagração do prêmio principal chama atenção. Mas não foi a única vitória da Netflix em Veneza. Outra produção da plataforma conquistou um prêmio importante. Os irmãos Joel e Ethan Coen conquistaram o troféu de Melhor Roteiro pelo western “The Ballad of Buster Scruggs”. Ambos os filmes devem ganhar exibição limitada em cinemas nos Estados Unidos para se qualificar para a disputa do Oscar. “Roma” está fora da briga pelo Oscar de Melhor Filme por ser falado em espanhol, mas deve despontar em várias outras categorias, inclusive Melhor Direção. Por outro lado, a conquista em Veneza deve mobilizar ainda mais as entidades de proprietários de cinema para impedir maiores reconhecimentos a filmes da plataforma. Trata-se de um feudo histórico que a empresa de tecnologia de streaming tenta invadir. E deter sua invasão é encarada como uma luta até a morte, a morte do circuito cinematográfico tradicional. A vitória em Veneza dá mais armas para a Netflix, confirmando que seus lançamentos podem, sim, ter qualidade artística. Ao mesmo tempo, o reconhecimento de “Roma” deve acirrar ainda mais a discussão sobre o que é cinema. E nisto vale lembrar que a projeção cinematográfica é hoje completamente digitalizada e feita em telas de multiplexes cada vez menores. Afinal, quem defende as salas de cinema jamais se importou à mínima com a preservação do filme em si – a película. Hoje em dia, produções feitas para o streaming ou para serem projetados numa tela são exatamente iguais, rodadas pelas mesmas câmeras digitais e finalizadas pelo mesmo processo de pós-produção. E nenhuma delas são filmes no sentido estrito da palavra. A conquista de “Roma” dá início a uma discussão que pode conduzir à queda de um império. Sobre os demais prêmios, vale destacar que “The Nightingale”, o único filme dirigido por mulher na competição, venceu dois troféus após a australiana Jennifer Kent ser chamada de prostituta por um crítico italiano. Levou o Prêmio Especial do Júri e o de Melhor Ator ou Atriz Novo, vencido pelo aborígene Baykali Ganambarr. “The Favourite”, do grego Yorgos Lanthimos, também conquistou dois troféus: o Grande Prêmio do Júri, também conhecido como Leão de Prata, destinado ao segundo melhor longa do festival, e Melhor Atriz para Olivia Colman (que estrelará a 3ª temporada de “The Crown” na… Netlix). O prêmio de Melhor Ator ficou com Willem Dafoe, por sua interpretação do pintor Van Gogh na cinebiografia “At Eternity’s Gate”, e o de Melhor Direção para o francês Jacques Audiard por seu primeiro filme falado em inglês, o western “The Sisters Brothers”. Confira abaixo a lista completa dos prêmios. Melhor Filme (Leão de Ouro) “Roma”, de Alfonso Cuarón Grande Prêmio do Júri (Leão de Prata) “The Favourite”, de Yorgos Lanthimos Prêmio Especial do Júri “The Nightingale”, de Jennifer Kent Melhor Diretor Jacques Audiard (“The Sisters Brothers”) Melhor Atriz Olivia Colman (“The Favourite”) Melhor Ator Willem Dafoe (“At Eternity’s Gate”) Melhor Roteiro Joel & Ethan Coen (“The Ballad Of Buster Scruggs”) Melhor Ator ou Atriz Novo Baykali Ganambarr (“The Nightingale”)

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    Roma: Primeiro filme da Netflix no Festival de Veneza é aplaudido de pé

    1 de setembro de 2018 /

    A exibição de “Roma”, novo filme de Alfonso Cuarón, foi aplaudida de pé no Festival de Veneza 2018, marcando a estreia da Netflix na competição. Foram sete minutos de aplausos efusivos ao fim da sessão, com vivas para o elenco feminino da produção. Assim como aconteceu em Cannes, os donos de cinema da Itália também se juntaram para pressionar os responsáveis pelo Festival de Veneza, com o objetivo de barrar a Netflix da competição. Mas desta vez não conseguiram. E “Roma” pode agora ganhar reconhecimento do júri. Já há quem acredite que o longa deva ganhar algum prêmio, aumentando a polêmica sobre a participação de filmes da Netflix em festivais de prestígio. A obra atingiu 94% de aprovação da crítica, na média aferida pelo site Rotten Tomatoes. “’Roma’ não é um filme de gênero, não tem elenco internacional, foi filmado em preto e branco e é falado em espanhol. É um tipo de projeto que teria enormes dificuldades para encontrar espaço no mercado”, disse o diretor mexicano sobre a importância da Netflix para tirar seu projeto do papel. Excluída de Cannes por não lançar seus filmes em salas de cinema, a Netflix tem outros cinco títulos espalhados por diversas seções do evento italiano, entre eles dois outros candidatos ao Leão de Ouro: “The Ballad of Buster Scruggs”, dos irmãos Coen, e “22 july”, de Paul Greengrass.

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    Festival de Veneza começa com mais prestígio e mais polêmicas que nunca

    29 de agosto de 2018 /

    O Festival de Veneza começa nesta quarta (29/8) com o prestígio de ter premiado o último vencedor do Oscar e de ser o tapete vermelho mágico que mais vezes levou à consagração da Academia dos Estados Unidos neste século. Mas também com muitas polêmicas, as novas e as velhas de sempre. Enquanto seu diretor artístico Alberto Barbera celebra o número de talentos e astros que desfilarão pelo Lido até 8 de setembro, “tão grande que é impossível lembrar todos os nomes agora”, o cineasta Guillermo del Toro, vencedor do festival passado (e do Oscar) por “A Forma da Água” e presidente do júri deste ano, apelou para a organização do evento para que aumente o número de filmes dirigidos por mulheres. Pelo segundo ano seguido, a seleção principal do Festival de Veneza tem só um filme dirigido por mulher – “The Nightingale”, de Jennifer Kent. “Eu acho que o objetivo tem que ser 50% [de filmes dirigidos por mulheres] até 2020. Se conseguirmos alcançar até 2019, ainda melhor”, comentou Del Toro, durante a entrevista coletiva que deu início ao festival. “Esse é um problema de verdade, na nossa cultura em geral”. “Não é uma questão de estabelecer uma ‘cota’, mas uma questão de se sincronizar ao tempo em que vivemos, ao momento em que estamos tendo essa conversa. Eu acho que isso é necessário há décadas, senão séculos. Não é uma polêmica, é um problema de verdade”, concluiu. Barbera tinha dito que se demitiria se implementassem cotas no festival, justificando que qualidade não tem gênero. Mas até o Brasil já demonstrou que isso é falácia, ao apresentar os candidatos a representar o país no Oscar, numa lista com 40% de filmes dirigidos por mulheres. Além disso, o Festival de Toronto, que acontece quase simultaneamente a Veneza, fez o compromisso descrito por del Toro, de ter metade de sua programação preenchida por filmes de cineastas femininas até 2020. Mais que isso, está apoiando uma marcha de mulheres, com pautas de igualdade de direitos, durante sua programação. O problema de Veneza, festival mais antigo do mundo, é a cultura machista italiana, alimentada por séculos de educação católica. Por isso, enquanto mulheres se preparam para celebrar suas conquistas na América do Norte, outras mulheres planejam protestar contra a dificuldade de encontrar espaço no festival de cinema europeu. O choque de visões de mundo é enorme. Mas esta não é a única polêmica alimentada pela programação do Festival de Veneza. O evento também estendeu seu tapete para as produções da Netlix, apresentando seis no total, e nisso entrou em sintonia com Toronto, seu rival do outro lado do Atlântico. Ambos aceitaram a realidade dos fatos, de que a Netflix é hoje a maior produtora de filmes do mundo e, em busca por validação, tem investido em cineastas consagrados, de Martin Scorsese a Alfonso Cuarón. Enquanto Cannes se deixou intimidar pelo bullying dos donos de cinema, a ponto de barrar a Netflix de competir pela Palma de Ouro, Veneza terá produções de streaming disputando o Leão de Ouro. E, considerando o impacto obtido pelos filmes do festival italiano no Oscar, virou peça estratégica dos planos de dominação mundial da plataforma. Quando Ryan Gosling pisar no Lido para a première de “O Primeiro Homem”, de Damien Chazelle, que abrirá o festival, será um pequeno passo para o ator de Hollywood, mas um grande passo para o cinema mundial. Visto cada vez mais como marco inaugural da temporada de prêmios, para destacar quem tem potencial de Oscar, Veneza pode colocar “Roma”, produção da Netflix dirigida por Cuarón, na rota da consagração da Academia. E até comprovar que Lady Gaga é atriz e Bradley Cooper é diretor, com a colaboração dos dois em “Nasce uma Estrela”. O festival que começa nesta quarta apontará muitos rumos para o cinema nos próximos meses, mas nem por isso deixará de ser convocado a entrar em maior sintonia com os rumos do mundo em geral.

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    Roma: Trailer legendado do novo filme de Alfonso Cuarón vai de cenas épicas a tom intimista em preto e branco

    16 de agosto de 2018 /

    A Netflix divulgou uma foto oficial de bastidores e o primeiro trailer legendado de “Roma”, novo filme do diretor mexicano Alfonso Cuarón – e o primeiro após vencer o Oscar por “Gravidade”. O título não diz respeito à cidade italiana, mas a um bairro classe média da Cidade do México, onde trabalha a protagonista. Rodada em preto e branco, a prévia altera momentos intimistas com cenas épicas de revolta popular, ao acompanhar Cleo (a estreante Yalitza Aparicio), empregada doméstica que testemunha as mudanças sociais e políticas no México durante os anos 1970. A sinopse oficial define o filme como “uma homenagem de Cuarón às mulheres que o criaram” e como o seu “projeto mais pessoal até hoje”. Cuarón não fazia um filme no México há 17 anos, desde “E Sua Mãe Também” (2001). “Roma” terá première mundial no Festival de Veneza, será exibido nos festivais de Toronto, Nova York e ainda deve estrear em circuito limitado de cinemas – regra para disputar o Oscar – , antes de chegar no serviço de streaming. A data do lançamento na Netflix ainda não foi definida.

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