Silêncio: Veja o primeiro trailer épico do aguardado novo filme de Martin Scorsese
A Paramount divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Silêncio”, o aguardado novo filme de Martin Scorsese. Ainda sem legendas, a prévia demonstra a grandiosidade da produção, marcando a volta do cineasta aos épicos históricos e também à religião. Com “A Última Tentação de Cristo” (1988), Scorsese causou polêmica. Desta vez, trilha o caminho da exaltação da fé, em meio às privações e ao martírio. As imagens mostram tanto conversões quanto violência e desespero, sob tortura e o fio de espadas samurais. Adaptação do romance homônimo de Shusaku Endo, o filme acompanha padres jesuítas portugueses, que viajam ao Japão feudal para localizar seu mentor desaparecido e espalhar o evangelho do cristianismo no século 17. Estrelado por Andrew Garfield (“O Espetacular Homem-Aranha”), Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”) e Liam Neeson (“Busca Implacável”), o longa chegará aos cinemas americanos em 23 de dezembro, em distribuição limitada, visando atender as regras do Oscar. O lançamento mais amplo acontece em janeiro. No Brasil, por sinal, a estreia está marcada para 26 de janeiro. A produção vem sendo desenvolvida por Scorsese há décadas e a perspectiva de sua finalização neste ano era uma das grandes dúvidas em relação à disputa do Oscar 2017. Os dois últimos filmes do cineasta, “O Lobo de Wall Street” e “A Invenção de Hugo Cabret”, receberam um total de 16 indicações ao Oscar.
Silêncio, o novo filme de Scorsese, terá première mundial no Vaticano
“Silêncio”, o aguardado novo filme de Martin Scorsese, terá première mundial no Vaticano, tendo sua primeira exibição pública diante de padres jesuítas e convidados. Não foi revelado se o Papa Francisco, que também é jesuíta, irá participar da sessão, mas Scorsese deve se encontrar com o pontífice na época da projeção, seja em um encontro previamente combinado ou durante as reuniões semanais do Papa com o público. O Vaticano mantém projeções sazonais de filmes ligados à espiritualidade e à Igreja, já tendo feito exibição pública de “Invencível” (2014), de Angelina Jolie, e, de forma privada, até de “Spotlight”, que lidou com o tema dos padres pedófilos. Embora seja raro o Papa comparecer a esses eventos, Francisco é muito mais aberto em relação a suas aparições públicas que seus predecessores. Ele, inclusive, deve fazer sua estréia no cinema em “Beyond the Sun”, que marcará a primeira participação de um Papa num filme. Estrelado por Liam Neeson (“Busca Implacável”), Andrew Garfield (“O Espetacular Homem-Aranha”) e Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”), o filme de Scorsese acompanha padres jesuítas portugueses, que viajam ao Japão feudal para localizar seu mentor e espalhar o evangelho do cristianismo no século 17. A história é uma adaptação do romance “Silêncio”, de Shusaku Endo. O longa chegará aos cinemas americanos em 23 de dezembro, em distribuição limitada, visando atender as regras do Oscar. A produção vem sendo desenvolvida por Scorsese há décadas e a perspectiva de seu lançamento neste ano era uma das grandes dúvidas em relação à disputa do Oscar 2017. Os dois últimos filmes do cineasta, “O Lobo de Wall Street” e “Hugo”, receberam um total de 16 indicações ao Oscar.
Adam Driver e Rooney Mara negociam estrelar musical do diretor de Holy Motors
O diretor francês Leos Carax (“Holy Motors”) irá comandar seu primeiro filme falado em inglês, um musical que pode ser estrelado por Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”) e Rooney Mara (“Carol”). Os dois astros negociam participar da produção, intitulado “Annette”, que também deve contar com participação da cantora Rihanna em um pequeno papel, segundo o site da revista Variety. “Annette” vai narrar o começo e o fim de uma intensa história de amor. Tudo isso com o estilo visual e a atmosfera característica dos filmes de Carax. As músicas serão todas originais e compostas pela banda americana Sparks, que fez sucesso nos anos 1970, no auge do movimento glam, quando gravava discos com Toni Visconti, o produtor favorito de David Bowie. O filme vai se passar em diversos locais ao redor do planeta, incluindo Los Angeles. Por conta dessa ambição global, o período de filmagens deve abranger 15 semanas, a partir da segunda metade de 2017.
Silêncio: Novo filme de Martin Scorsese ganha fotos oficiais
“Silêncio”, o novo filme de Martin Scorsese, ganhou sete fotos oficiais, que destacam o elenco e o período da trama, além de registrar uma imagem do próprio diretor. Adaptação do romance homônimo de Shusaku Endo, o filme acompanha padres jesuítas portugueses, que viajam ao Japão feudal para localizar seu mentor e espalhar o evangelho do cristianismo no século 17. Estrelado por Liam Neeson (“Busca Implacável”), Andrew Garfield (“O Espetacular Homem-Aranha”) e Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”), o longa chegará aos cinemas americanos em 23 de dezembro, em distribuição limitada, visando atender as regras do Oscar. O lançamento mais amplo acontece em janeiro. A produção vem sendo desenvolvida por Scorsese dá décadas e a perspectiva de lançamento ou não neste ano era uma das grandes dúvidas em relação à disputa do Oscar 2017. Os dois últimos filmes do cineasta, “O Lobo de Wall Street” e “Hugo”, receberam um total de 16 indicações ao Oscar.
Paterson: Elogiado drama de Jim Jarmusch com Adam Driver ganha 20 fotos e primeiro trailer
A Amazon divulgou 20 fotos, o pôster e o primeiro trailer de “Paterson”, novo longa do cultuado diretor indie Jim Jarmusch (“Amantes Eternos”). O filme acompanha um motorista de ônibus chamado Paterson na cidade que se chama Paterson. Mas também inclui outra peculiaridade: o motorista é interpretado por Adam Driver (driver, claro, é motorista em inglês). A redundância faz parte da estratégia do diretor, que busca apresentar a banalidade do cotidiano, de onde seu protagonista extrai poesia. Literalmente. Enquanto não dirige seu ônibus pela cidadezinha de Nova Jersey, o motorista Driver escreve poemas. E a trama é contada em estrofes, uma para cada dia da semana, ao longo de uma semana em sua vida. A escolha da locação não foi casual. Paterson foi lar dos poetas Allen Ginsberg e William Carlos Williams. Ambos tinham em comum o uso da linguagem coloquial e versos que refletiam o cotidiano. Paterson, o personagem, também escreve sobre o que vive. Mas sua vida é monótona, com uma mulher dona de casa (a iraniana Golshifteh Farahani, de “Êxodo: Deuses e Reis”), um cachorro e um emprego tedioso. Exibido no Festival de Cannes, “Paterson” arrancou muitos elogios da crítica – alguns destacados no cartaz e na prévia, que pincela o cotidiano do protagonista. A estreia está marcada para 28 de dezembro nos EUA, data final para filmes que aspiram ao Oscar, mas não há previsão de lançamento no Brasil.
Silêncio: Novo filme de Martin Scorsese será lançado em dezembro para disputar o Oscar
“Silence”, o novo filme de Martin Scorsese, ganhou data de estreia para tentar se qualificar ao Oscar 2017. Adaptação do romance “Silêncio”, de Shusaku Endo, o filme acompanha padres jesuítas portugueses, que viajam ao Japão feudal para localizar seu mentor e espalhar o evangelho do cristianismo no século 17. Estrelado por Liam Neeson (“Busca Implacável”), Andrew Garfield (“O Espetacular Homem-Aranha”) e Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”), o longa chegará aos cinemas americanos em 23 de dezembro, em distribuição limitada, visando atender as regras do Oscar. O lançamento mais amplo acontece em janeiro. A produção vem sendo desenvolvida por Scorsese há décadas e a perspectiva de lançamento ou não neste ano era uma das grandes dúvidas em relação à disputa do Oscar 2017. Os dois últimos filmes do cineasta, “O Lobo de Wall Street” e “Hugo”, receberam um total de 16 indicações ao Oscar.
Novo filme de Scorsese terá mais de três horas de duração
O novo filme do diretor Martin Scorsese terá mais de 3 horas de duração. Segundo o site da revista Variety, o drama de época “Silence” terá 195 minutos (3 horas e 15 minutos). Apesar de sua duração ter sido revelada, o filme ainda não tem um corte final, nem data prevista para seu lançamento, por conta de atrasos nas filmagens, após um acidente em que um membro da equipe faleceu. “O filme deve estar pronto em torno de outubro, mas não sei quando eles vão querer lançá-lo”, disse Scorsese em entrevista ao Showbiz 411. A princípio, a expectativa é que o filme seja lançado no final do ano, visando qualificação para concorrer ao Oscar 2017. Scorsese desenvolve a adaptação do romance escrito pelo japonês Shusaku Endo há mais de 15 anos. O roteiro foi escrito por Jay Cocks, repetindo a parceria de “Gangues de Nova York” (2002). Ambientado no século 17, o longa acompanha o jovem jesuíta português Sebastião Rodrigues, enviado ao Japão para investigar o seu mentor, Frei Cristóvão Ferreira, que é acusado de ter cometido apostasia. O elenco grandioso inclui Liam Neeson (“Busca Implacável”), Andrew Garfield (“O Espetacular Homem-Aranha”), Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”) e Ciarán Hinds (“Hitman: Agente 47”)
Steven Soderbergh prepara filme sobre o escândalo dos Panama Papers
O cineasta Steven Soderbergh (“Doze Homens e um Segredo”) vai produzir e pode dirigir um longa-metragem sobre os “Panama Papers”, nome dado ao escândalo mundial que revelou contas secretas de políticos e celebridades no paraíso fiscal do Panamá. A informação é do site The Hollywood Reporter. Para isso, ele pretende voltar a trabalhar com o roteirista Scott Z. Burns, repetindo as parcerias de “O Desinformante” (2009), “Contágio” (2011) e “Terapia de Risco” (2013), baseando a trama no livro “The Secrecy World”, que o premiado repórter Jake Bernstein prepara sobre o caso. Ele é um dos participantes do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, instituição que ajudou a chamar a atenção para a história, a partir de cerca de 11 milhões de documentos que citavam personalidades como o presidente russo Vladimir Putin, o cineasta Pedro Almodóvar e empresários brasileiros, entre muitos outros. A produção será dividida com Michael Sugar, um dos responsáveis por “Spotlight — Segredos Revelados”, longa vencedor do Oscar deste ano, que também tratava de uma investigação jornalística sobre um escândalo mundial – no caso, dos padres pedófilos da Igreja Católica. Soderbergh chegou a anunciar que não faria mais cinema, dedicando-se a projetos televisivos, como as séries “The Knick”, “The Girlfriend Experience”, a vindoura “Mosaic” e o premiado telefilme “Minha Vida com Liberace” (2013). Mas recentemente anunciou um novo filme, a comédia “Logan Lucky”, com um superelenco.
Hilary Swank e Katherine Waterston reforçam superelenco do novo filme de Steven Soderbergh
A comédia “Logan Lucky”, que marca a volta do cineasta Steven Soderbergh (“Onze Homens e um Segredo”) ao cinema, após três anos realizando telefilmes e séries, ampliou seu já grandioso elenco com duas atrizes famosas, Hilary Swank (“Menina de Ouro”), duas vezes vencedora do Oscar, e Katherine Waterston (“Vício Inerente”), a nova “it girl” de Hollywood. Elas vão se juntar a Daniel Craig (“007 Contra Spectre”), Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”), Channing Tatum (“Magic Mike”), Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Katherine Heigl (“A Verdade Nua e Crua”) e Seth MacFarlane (“Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola”). “Logan Lucky” vai girar em torno de dois irmãos caipiras que planejam um ambicioso crime durante uma corrida de automóveis. Hilary deverá viver uma agente do FBI que caça os criminosos. E não há informação a respeito dos papeis dos demais intérpretes. A previsão é que as filmagens comecem no segundo semestre deste ano, mas ainda não há data de estreia oficial.
Daniel Craig vai estrelar novo filme de Steven Soderbergh
Três anos após anunciar a aposentadoria do cinema, período em que se dedicou a telefilmes e séries, o diretor Steven Soderbergh planeja retornar à tela grande. Ele vai dirigir “Logan Lucky”, comédia que contará com grande elenco. Segundo o site Deadline, os atores contratados incluem Daniel Craig (“007 Contra Spectre”), Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”), Channing Tatum (“Magic Mike”), Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Katherine Heigl (“A Verdade Nua e Crua”) e Seth MacFarlane (“Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola”). “Logan Lucky” vai girar em torno de dois irmãos (Driver e Tatum) que executam um crime durante uma corrida da Nascar em Charlotte. A pré-produção do projeto começou neste fim de semana e conta com o apoio dos organizadores da competição de automobilismo mais popular dos EUA. A previsão é que as filmagens comecem no segundo semestre deste ano. A confirmação de Daniel Craig o afasta de um retorno imediato à franquia 007. Mas não há planos para uma continuação iminente, ao contrário do que vem sendo noticiado por tabloides britânicos que até já escalaram o ator Tom Hiddleston (“Thor”) como novo James Bond. Ao contrário do que insinuam os boatos, os produtores executivos da franquia ainda nem sequer iniciaram as negociações com seus parceiros de Hollywood. Eles precisam decidir se o novo longa irá continuar com a Sony ou ser distribuído pela Warner, que fez uma proposta comercial tentadora. E só depois disso encomendarão a criação de um novo roteiro. Ou seja, a pré-produção propriamente dita só deve começar em 2017.
Cannes: Adam Driver encarna a poesia de Jim Jarmusch em Paterson
O ator Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”) é um predestinado. Seu sobrenome, em inglês, significa motorista. E a melhor interpretação de sua carreira surge nas telas do Festival de Cannes justamente com esta profissão. As coincidências em torno dos nomes não param aí. Seu personagem, Paterson, dirige um ônibus numa cidade chamada Paterson, num filme intitulado “Paterson”. A redundância faz parte da estratégia do diretor Jim Jarmusch (“Amantes Eternos), que busca apresentar a banalidade do cotidiano, de onde seu protagonista extrai poesia. Literalmente. Enquanto não dirige seu ônibus pela cidadezinha de Nova Jersey, o motorista Driver escreve poemas. E a trama é contada em estrofes, uma para cada dia da semana, ao longo de uma semana em sua vida. “O filme é uma celebração dos pequenos detalhes da vida, por mais simples que sejam”, definiu Jarmusch, na entrevista coletiva do festival. A escolha da locação não foi casual. Paterson foi lar dos poetas Allen Ginsberg e William Carlos Williams. Ambos tinham em comum o uso da linguagem coloquial e versos que refletiam o cotidiano. Paterson, o personagem, também escreve sobre o que vive. Mas sua vida é monótona, com uma mulher dona de casa (a iraniana Golshifteh Farahani, de “Êxodo: Deuses e Reis”) e um cachorro. Se William Carlos Williams trazia profundidade à descrição de um carrinho de mão vermelho, Paterson luta para que caixinhas de fósforos e cadernos encontrem rimas. Mesmo assim, sua vida seria mais banal se não fosse a poesia. Logo, ele descobre que outras pessoas da cidade também escrevem poemas. E o filme sugere que qualquer um, seja um motorista de ônibus, uma dona de casa ou um mero espectador de cinema, pode se tornar o poeta de sua vida. Outra alternativa é enlouquecer, como a mulher de Paterson, que, quando não está sonhando em virar uma cantora, pinta a casa (e a roupa e os cupcakes) em padrões de preto e branco. Jarmusch confessa-se fã de padrões. Ele já manifestou obsessão por tons de xadrez em “Coffee and Cigarettes” (2003). Agora busca a padronagem da monotonia, da vida em preto e branco. “Cada dia de nossas vidas é apenas uma pequena variação da nossa vida do dia anterior”, ele filosofou em Cannes. Mas, às vezes, quando se presta bastante atenção, a rotina pode revelar surpresas. No caso de “Paterson”, elas incluem dois passageiros inusitados no ônibus de Paterson, o casal adolescente de “Moonrise Kingdom”, de Wes Anderson. Trata-se de uma das muitas citações que Jarmusch escondeu em plena vista, na paisagem. “Sou fã de Wes Anderson. Penso que seus últimos filmes estão cada vez mais belos e infantis”, ele elogiou. Porém, não quis citar outras referências do longa, que os cinéfilos se divertirão em descobrir por conta própria. Driver, que tirou uma folga das filmagens de “Star Wars: Episódio VIII” para vir à França acompanhar a première, explicou que também precisou submergir na paisagem para entronizar a rotina de Paterson. “Para me preparar, procurei apenas ouvir o som ambiente, passear pela cidade e me desligar do celular. Era parte desse personagem ser totalmente offline”, disse na coletiva. “O roteiro era muito forte, e os personagens muito transparentes. Eu tentei simplesmente não me intrometer no processo”, resumiu. Sua performance foi muito elogiada pela crítica internacional. Mas há quem aposte na premiação de outro astro do filme, o expressivo buldogue Marvin, o cachorro de Paterson, que deve ganhar a “Palma Dog” (versão da Palma de Ouro para animais). “Ele foi excelente nas improvisações. E se mostrou muito bom para escrever os seus próprios diálogos”, brincou o diretor. Jarmusch já foi selecionado diversas vezes para o Festival de Cannes, desde sua estreia, “Stranger Than Paradise”, premiada com a Câmera de Ouro em 1984, passando por “Flores Partidas”, vencedor do Prêmio do Júri em 2005, até seu longa anterior, “Amantes Eternos”, cuja première aconteceu há dois anos. “Paterson” é seu 9º filme em competição. Mas, fora da competição, ele também exibe seu 9º trabalho no festival, o documentário “Gimme Danger”, sobre Iggy Pop e os Stooges. “Os dois filmes são muito diferentes estilisticamente, mas ambos reforçam a ideia de que você pode escolher o seu caminho”, o diretor comparou. “Você pode escolher o que quer fazer de sua vida. No fundo, ‘Paterson’ é simplesmente sobre isso.”
Star Wars: O Despertar da Força é o grande vencedor do MTV Movie Awards 2016
Em sua premiação cinematográfica anual, o público da MTV confirmou a força da popularidade. O MTV Movie Awards 2016 consagrou “Star Wars: O Despertar da Força”, maior bilheteria do ano, com três troféus-pipoca, inclusive o de Melhor Filme. Além deste prêmio, o filme levou para casa as pipocas douradas de Melhor Revelação para Daisy Ridley e Melhor Vilão para o personagem Kylo Ren, vivido por Adam Driver. A cerimônia de premiação aconteceu na noite de sábado (9/4), em Los Angeles, com apresentação da dupla Dwayne Johnson e Kevin Hart, astros da comédia “Um Espião e Meio” (que estreia só em junho no Brasil). Mas a exibição só vai acontecer na noite deste domingo, tanto nos EUA quanto no Brasil. Ou seja, sem o menor suspense. Os demais prêmios foram divididos entre outros blockbusters do ano. Favorito da crítica, “Mad Max: Estrada da Fúria” levou apenas um prêmio: Melhor Atriz para Charlize Theron. Já o troféu de Melhor Ator ficou com Leonardo DiCaprio, pelo papel em “O Regresso” que também lhe rendeu o Oscar. Como não possuiu prêmios técnicos, a votação da MTV ainda distribuiu meia dúzia de troféus a outros atores. Ryan Reynolds faturou duas estatuetas: Melhor Performance Cômica e Melhor Luta (contra Ed Skrein) por “Deadpool”. Jennifer Lawrence levou a pipoca de Melhor Heroína como Katniss Everdeen, em “Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 2”. Chris Pratt faturou a pipoca da Melhor Performance em Filme de Ação, por “Jurassic World”. E os astros de “A Escolha Perfeita 2” ficaram com os troféus de Melhor Elenco e Melhor Beijo (para Rebel Wilson e Adam DeVine). Para completar a lista, “Amy” venceu na categoria de Melhor Documentário, claro, e “Straight Outta Compton” foi eleito o Melhor Filme Baseado em Fatos Reais. Vencedores do MTV Movie Awards 2016 Filme do ano: Star Wars – O Despertar da Força Melhor filme baseado em história real: Straight Outta Compton Melhor documentário: Amy Melhor atriz: Charlize Theron – Mad Max: Estrada da Fúria Melhor ator: Leonardo DiCaprio – O Regresso Melhor ator ou atriz revelação: Daisy Ridley – Star Wars – O Despertar da Força Melhor performance em filme de comédia: Ryan Reynolds – Deadpool Melhor performance em filme de ação: Chris Pratt – Jurassic World Melhor herói ou heroína: Jennifer Lawrence – Jogos Vorazes – A Esperança: Parte 2 Melhor vilão: Adam Driver – Star Wars – O Despertar da Força Melhor performance virtual: Amy Poehler – Divertida Mente Melhor elenco: A Escolha Perfeita 2 Melhor beijo: Rebel Wilson e Adam DeVine, A Escolha Perfeita 2 Melhor luta: Deadpool vs. Ajax – Deadpool
Berlim: Jeff Nichols revela que fantasia de Midnight Special exorciza trauma pessoal
O norte-americano Jeff Nichols dividiu a crítica e o público de Berlim com o seu “Midnight Special”, que pode decepcionar os fãs de sua carreira indie de sucesso – que inclui títulos como “O Abrigo” e “Amor Bandido”. O filme narra a bizarra história de um menino com superpoderes em fuga (do FBI e de uma sinistra organização religiosa) com o pai e não terá facilidade para convencer a audiência no seu lançamento comercial. Na entrevista coletiva, Nichols bem tentou dar uma explicação coerente, falando na óbvia influência de Steven Spielberg (filmes como “E.T.” e “Contatos Imediatos de Terceiro Grau”) para que o público percebesse essa conexão por vezes bizarra que traz elementos dos quadrinhos (o menino os lê o tempo todo) e, claro, da ficção científica (as visitas extraterrestres). “O que eu acho que este tipo de filme faz especialmente bem é construir um senso de mistério, que leva a um maravilhamento”, disse o diretor. “É um sentimento positivo”, resumiu. Ele também explicou que a ideia para a trama surgiu de sua necessidade de superar o medo de perder seu próprio filho pequeno, quando uma crise de febre muito elevada o fez ter espasmos. “Eu corri com ele para o hospital e achei que estivesse morrendo”, contou o diretor. “Foi um momento muito assustador, em que eu percebi que não tinha controle da situação, e que se algo acontecesse com ele eu ficaria devastado”, ponderou. “Assim, ‘Midnight Special’ surgiu como uma forma para eu processar esse medo. Acho que a razão pela qual amamos tanto nossas crianças é por causa do medo de perdê-las e eu fiz um filme sobre isso”. Estrelado por Michael Shannon (“O Homem de Aço”), ator-fetiche do diretor, além de Kirsten Dunst (“Melancolia”), Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”), Joel Edgerton (“Aliança do Crime”) e o menino Jaeden Lieberher (“Um Santo Vizinho”), o filme estreia no Brasil em março e resta saber até que ponto a audiência vai se deixar embalar por seu enredo, cujas emoções vêm dos fortes laços familiares e afetivos entre os protagonistas, mas que, no âmbito da sci-fi, envereda por caminhos sinuosos e de difícil credibilidade.









