Angela Basset receberá Oscar honorário após duas indicações na premiação
Angela Basset (“Pantera Negra”) finalmente receberá seu Oscar após duas indicações na premiação. A atriz foi anunciada como uma das homenageadas pela Academia de Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (AMPAS) com o Oscar honorário, prêmio pelas realizações de sua carreira. Ao lado dela, o ator e diretor Mel Brooks (“O Jovem Frankenstein”) e a editora Carol Littleton (“E.T. – O Extraterrestre”) também receberão o troféu. Além disso, a Academia também premiará a produtora Michelle Satter, fundadora do Sundance Institute, com o troféu humanitário Jean Hersholt. A cerimônia é um evento paralelo à premiação principal e está agendada para o dia 18 de novembro, sem transmissão ao vivo. Apesar disso, trechos de discursos dos homenageados devem ser disponibilizados nas redes da Academia. O evento também concede o Prêmio Humanitário Jean Hersholt para Michelle Satter, diretora do Instituto de Sundance. “A junta de Governadores da Academia está emocionada em homenagear quatro pioneiros que transformaram a indústria cinematográfica e inspiraram gerações de cineastas e fãs de cinema”, declarou Janet Yang, presidente da Academia. “Ao longo de sua carreira de décadas, Angela Bassett continuou a entregar performances transcendentes que estabelecem novos padrões na atuação”. “Mel Brooks ilumina nossos corações com seu humor, e seu legado teve um impacto duradouro em todos os aspectos do entretenimento”, completou. “A carreira de Carol Littleton na edição de filmes serve como um modelo para aqueles que a seguem. Michelle Satter, um pilar da comunidade de filmes independentes, desempenhou um papel vital nas carreiras de inúmeros cineastas ao redor do mundo”. No ano passado, a cerimônia concedeu os Oscars honorários para a diretora Euzhan Palcy (“Sugar Cane Alley”), a compositora Diane Warren (“Armageddon”) e o diretor Peter Weir (“O Show de Truman”). O Prêmio Humanitário Jean Hersholt foi para o ator Michael J. Fox, conhecido como Marty McFly na franquia “De Volta para o Futuro”. Indicação histórica no Oscar Vale mencionar que Basset fez história na última edição da premiação como a primeira atriz da Marvel a ser indicada ao Oscar. Ela concorreu ao troféu de Melhor Atriz Coadjuvante por “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre”, mas perdeu para Jamie Lee Curtis (“Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”). Por outro lado, ela foi vencedora da mesma categoria no Globo de Ouro. Anteriormente, a atriz já havia sido indicada na categoria de Melhor Atriz pelo drama biográfico “Tina – A Verdadeira História de Tina Turner” (1993), que lhe rendeu seu primeiro Globo de Ouro. Ela também acumula vitórias no Critics’ Choice e tem um troféu do Sindicato dos Atores (SAG, na sigla em inglês) por “Pantera Negra” (2019). Vencedora do Emmy Ao longo de seus 40 anos de carreira, a atriz se envolveu em diversas produções renomadas, como o drama criminal “Os Donos da Rua” (1991). O longa foi dirigido por John Singleton, que se tornou o primeiro cineasta negro e a pessoa mais jovem indicada ao Oscar de melhor diretor. Ela fez sua estreia no Universo Cinematográfico Marvel com o aclamado “Pantera Negra” (2019), que entrou para a história da Academia como o primeiro filme de super-herói indicado ao Oscar de Melhor Filme. Outras produções de destaque estreladas pela atriz incluem “Malcolm X” (1992), “A Nova Paixão de Stella” (1998), “Missão: Impossível – Efeito Fallout” (2018) e “Soul” (2020). Já na televisão, a atriz deixou seu legado com sete indicações ao prêmio Emmy, incluindo participações em “Os Jacksons: Um Sonho Americano” (1992), “A História de Rosa Parks” (2002) e “História de Horror Americana” (2011). Vale mencionar que ela está entre as apostas para a próxima edição do Emmy como atriz principal em drama pela série “9-1-1” e como narradora do documentário “Boa Noite, Oppy”. Cerimônia celebra um vencedor do EGOT Aos 96 anos, o diretor, produtor, escritor, compositor e ator Mel Brooks também terá sua carreira homenageada pela Academia durante a cerimônia. Conhecido pelos seus trabalhos na comédia, ele é uma das 18 pessoas a conquistarem o renomado EGOT, termo que reúne vitórias nas quatro principais premiações americanas: Emmy, Grammy, Oscar e Tony. Ele foi um dos criadores da sitcom “Agente 86”, lançada em 1965. A série ganhou popularidade por parodiar o conceito de agente secreto, que estava em ascensão na época com os filmes de “OO7”. Nas telonas, ele ganhou destaque por dirigir e escrever “Primavera para Hitler” (1967), que venceu o clássico “2001: Uma Odisseia no Espaço” (1968) na categoria do Oscar de Melhor Roteiro Original. Com a adaptação do longa para o teatro, a história se tornou um aclamado musical da Broadway, que conquistou o recorde de maior número de vitórias no prêmio Tony, vencendo 12 categorias – três das quais foram para Brooks. Ele também ganhou destaque na década de 1970 por “Banzé no Oeste” (1974) e “O Jovem Frankenstein” (1974), que juntos somaram cinco indicações ao Oscar, além de “Alta Ansiedade” (1977), uma paródia cultuada dos filmes de Alfred Hitchcock, e “S.O,S: Tem um Louco Solto no Espaço” (1987), sua sátira de “Star Wars”. Recentemente, seu clássico “A História do Mundo – Parte 1” (1981) virou uma série de comédia da plataforma Star+, “A História do Mundo – Parte 2”. Demais homenageadas Já a editora de filmes Carol Littleton acumula mais de 50 anos de carreira com apenas uma indicação ao Oscar de Melhor Edição, conquistada pelo seu trabalho em “E.T. – O Extraterrestre” (1982). Ela também se destaca pelos filmes “O Reencontro” (1983), “Um Lugar no Coração” (1984) e “Sob o Domínio do Mal” (2004). Já Michelle Satter, homenageada com o Prêmio Humanitário Jean Hersholt, atua como diretora sênior dos Programas de Artistas do Sundance Institute, que se concentra no impacto cultural do apoio a contadores de histórias independentes. Ao longo de 40 anos de carreira, ela incentivou centenas de cineastas pela organização sem fins lucrativos.
Oscar muda exigências da disputa de Melhor Filme em resposta aos streamings
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou uma mudança significativa para as produções que almejam entrar na disputa pelo Oscar de Melhor Filme. A organização reformulou os requisitos que devem ser cumpridos para concorrer na categoria. Com isso, foi determinado que os filmes precisam ser exibidos em mais cidades e por mais tempo que apenas os habituais fins de semana em Los Angeles e Nova York. Agora, as exibições foram expandidas a sete dias, consecutivos ou não consecutivos, em 10 dos 50 principais mercados dos EUA, que devem acontecer no máximo 45 dias após o lançamento inicial. “Em apoio à nossa missão de celebrar e honrar as artes e as ciências da produção cinematográfica, esperamos que essa expansão da presença nas salas de cinema aumente a visibilidade dos filmes em todo o mundo e incentive o público a experimentar nossa forma de arte em um ambiente cinematográfica”, declarou a organização em comunicado. “Com base em muitas conversas com parceiros da indústria, sentimos que essa evolução beneficia tanto os artistas quanto os amantes do cinema”. Reação ao streaming As mudanças foram motivadas pela entrada dos streamings na competição nos últimos anos, com destaque para Netflix e Apple (que venceu o Oscar de Melhor Filme com “No Ritmo do Coração” no ano passado). O avanço dos streamings foi facilitado pelo relaxamento das exigências de exibições nos cinemas durante o auge da pandemia de covid-19. Agora, a Academia reverte a marcha e engata uma ré acelerada. O prazo prolongado e o alcance maior visa incentivar a retomada do público nas salas de exibição. Por coincidência, a tendência já vinha sendo antecipada por Amazon Prime Video e Apple TV+, que declararam planos de levar seus principais lançamentos aos cinemas antes de lançá-los em streaming – algo que a Netflix só faz timidamente, oferecendo uma semana de exibição a títulos selecionados. No início do ano, a Amazon investiu pesado na exibição presencial de “Air – A História por trás do Logo”, dirigido por Ben Affleck. O longa foi lançado em mais de 3 mil cinemas ao redor do mundo e arrecadou mais de US$ 50 milhões nas bilheterias antes de estrear no streaming. A Apple também planeja um lançamento especial em outubro de “Assassinos da Lua das Flores”, novo longa de Martin Scorsese, que valorizará a experiência cinematográfica. Prazo para a mudança É importante ressaltar que as novas exigências só vão começar a valer para os filmes da 97ª edição do Oscar, que acontece em 2025, e são exclusivas da categoria principal. Outro detalhe é que filmes lançados no final do ano, com expansões previstas para após 10 de janeiro de 2025, deverão enviar seu planos de lançamento com antecedência à Academia para verificação. Isso força os estúdios a se planejarem melhor para a distribuição dos títulos no prazo da competição.
Mira Sorvino critica Oscar por esquecer seu pai em homenagens póstumas
A atriz Mira Sorvino, vencedora do Oscar por “Poderosa Afrodite” criticou a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas por ignorar seu pai, o também ator Paul Sorvino (“Godfather of Harlem”), no segmento “In Memoriam” do Oscar 2023, que visava homenagear os artistas que morreram no último ano. “Eu, pelo menos, estou lembrando do meu pai nesta noite de Oscar”, escreveu ela numa publicação no seu Twitter. “É incrivelmente desconcertante que meu amado pai e muitos outros atores incríveis e brilhantes que já se foram tenham sido deixados de fora. O Oscar esqueceu de Paul Sorvino, mas o resto de nós nunca esquecerá!”, completou. Paul Sorvino morreu de causas naturais em julho passado, aos 85 anos. Além dele, também ficaram de fora da homenagem as atrizes Anne Heche (“Jogando com Prazer”) e Charlbi Dean, entre outros. No caso de Dean, sua ausência foi ainda mais marcante, visto que ela estrelou “Triângulo da Tristeza”, que estava concorrendo ao Oscar de Melhor Filme. Mas a omissão de Paul Sorvino foi igualmente marcante, porque a Academia lembrou de homenagear o ator Ray Liotta com uma cena de “Os Bons Companheiros”, ignorando que o filme também tinha em seu elenco o pai de Mira Sorvino. Ao final do “In Memoriam” foi apresentando um QR code que levava os espectadores ao site do Oscar, onde foi disponibilizada uma lista mais extensa do que aquela apresentada na cerimônia. Paul Sorvino, Anne Heche e Charlbi Dean foram todos incluídos na lista do site. Mas, segundo a família do ator, isso não foi suficiente. “Paul não foi a única alma merecedora deixada de fora, e um QR code não é aceitável”, disse a viúva de Paul Sorvino, Dee Dee, em comunicado à imprensa. “A Academia precisa pedir desculpas, admitir o erro e fazer melhor. Paul Sorvino merece melhor, a audiência merece melhor. A Academia está tão cínica que esquece as pessoas que são amadas, e que deram seus corações para esta indústria?” “Vergonha para a Academia se isso não for corrigido”, continuou Dee Dee. “Erros são cometidos, este foi um grande erro. Por favor, façam algo para consertar.” Diante das críticas em relação às ausências no “In Memoriam”, a organização do Oscar emitiu um comunicado dizendo que: “a Academia recebe centenas de solicitações para incluir entes queridos e colegas da indústria no segmento ‘In Memoriam’ do Oscar. Um comitê executivo representando todas as áreas considera a lista e faz seleções para a transmissão com base no tempo limitado disponível. Todas as inscrições estão incluídas na A.frame [revista digital da Academia] e permanecerão no site ao longo do ano.” Como se vê, a Academia acha que não deve desculpas. It is baffling beyond belief that my beloved father and many other amazing brilliant departed actors were left out. The Oscars forgot about Paul Sorvino, but the rest of us never will!! https://t.co/dbgcfb1qy3 via @forthewin — Mira Sorvino (@MiraSorvino) March 13, 2023 I for one am remembering Dad on this Oscars night… https://t.co/h7rZ0994HN — Mira Sorvino (@MiraSorvino) March 13, 2023
Walter Mirisch, produtor de “No Calor da Noite”, morre aos 101 anos
Walter Mirisch, ex-presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e produtor vencedor do Oscar por “No Calor da Noite” (1967), faleceu na sexta-feira (24/2) de causas naturais em Los Angeles. Ele tinha 101 anos. Dono de uma carreira longeva e impressionante, Mirisch também produziu filmes como “Sete Homens e um Destino” (1960) e “Amor, Sublime Amor” (1961). Além do seu trabalho como produtor, Mirisch ainda atuou como Presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de 1973 a 1977. Nascido em 8 de novembro de 1921, na cidade de Nova York, Mirisch não serviu na 2ª Guerra Mundial por causa de um problema cardíaco. Em vez disso, ele se mudou para Burbank para trabalhar em uma fábrica de aviões. Ele começou a carreira cinematográfica como gerente da produtora Monogram Pictures desde 1945, onde produziu filmes de baixo orçamento, incluindo “Bomba, O Filho das Selvas” (1949), uma franquia que durou 12 filmes. Mirisch continuou a fazer filmes B durante a década de 1950, até que lançou sua própria produtora, a Mirisch Company. Então, a produtora assinou um contrato de distribuição com o estúdio United Artists, o que elevou o seu trabalho como produtor. Em pouco tempo, Mirisch estava produzindo futuros clássicos de Billy Wilder, como “Quanto mais Quente Melhor” (1959) e “Se Meu Apartamento Falasse” (1960), ambos estrelados por Jack Lemmon, além de Marilyn Monroe e Shirley MacLaine, respectivamente. Ele também inovou o western com “Sete Homens e um Destino” (1960), remake hollywoodiano do clássico “Os Sete Samurais” (1954), de Akira Kurosawa. A versão americana, que conta a história de um grupo de pistoleiros contratados para proteger uma pequena vila, foi dirigida por John Sturges e estrelada por Yul Brenner, Eli Wallach, Robert Vaughn, Charles Bronson e James Coburn. Apesar do grandioso elenco, o filme fracassou nas bilheterias americanas, mas foi salvo pelo público internacional, especialmente o europeu e asiático, que ajudaram a tornar “Sete Homens e um Destino” um dos westerns mais famosos de todos os tempos e a transformar sua trama em franquia – com três continuações, uma série e um remake. Em 1961, a Mirisch Company produziu nada menos do que “Amor, Sublime Amor”, o musical baseado em uma premiada peça da Broadway. Narrando uma versão moderna da história de “Romeu e Julieta”, o filme estrelado por Natalie Wood e Richard Beymer venceu um total de 10 Oscars, incluindo Melhor Diretor, prêmio dividido entre Robert Wise e Jerome Robbins. Mas Mirisch recebeu seu próprio Oscar como produtor do filme “No Calor da Noite” (1967), em que Sidney Poitier interpretou Virgil Tibbs, um dos principais detetives de homicídios da Filadélfia que investiga o assassinato de um industrialista rico numa região rural – e racista – do Mississippi. O filme marcou época por mostrar Tibbs revidando racistas. Ele entra em conflito com o xerife local (Rod Steiger) e, em alguns dos momentos mais icônicos da história do cinema, responde a um tapa de um homem branco com um tapa ainda mais forte, e entrega uma fala que se tornou icônica na luta por justiça social: “Eles me chamam de Senhor Tibbs!”. A frase acabou batizando a sequência da produção – que no Brasil foi chamada de “Noite Sem Fim” (1970). Outros clássicos produzidos pela Mirisch Company foram “Fugindo do Inferno” (1963), “A Pantera Cor-de-Rosa” (1963), “Uma Loura por um Milhão” (1966), “Os Russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando!” (1966), “Crown, o Magnífico” (1968), “Um Violinista no Telhado” (1971) e “Tudo Bem no Ano que Vem” (1978), além das continuações de “A Pantera Cor-de-Rosa”. Aos poucos, Mirisch diminuiu a sua rotina de trabalho. Depois de um “Drácula” (1979) romântico e “Uma Comédia Romântica” (1983), ele se afastou do cinema e passou a investir na TV, atingindo novo pico de sucesso com a bem-sucedida série animada de “A Pantera Cor de Rosa” (1993-1996) e seus derivados. Ele também participou de uma série baseada em “Sete Homens e um Destino” e no remake do filme original, lançado em 2016. Em 2008, Mirisch publicou seu livro de memórias, intitulada “I Thought We Were Making Movies, Not History”. Ao longo da sua carreira, ele também ganhou dois Oscars honorários por suas realizações: o Prêmio Memorial Irving G. Thalberg em 1978 e o Prêmio Humanitário Jean Hersholt em 1983, além do Prêmio de Conjunto da Obra do Sindicato dos Produtores da América, em 1996. Ao saber da morte de Mirisch, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas emitiu um comunicado em sua homenagem. “A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas lamenta profundamente a morte de Walter”, disseram o CEO da Academia, Bill Kramer, e a Presidente da Academia, Janet Yang. “Walter foi um verdadeiro visionário, tanto como produtor quanto como líder da indústria. Ele teve um impacto poderoso na comunidade cinematográfica e na Academia, atuando como nosso Presidente e como governador da Academia por muitos anos. Sua paixão pela produção cinematográfica e pela Academia nunca vacilou, e ele permaneceu um querido amigo e conselheiro. Enviamos nosso amor e apoio a sua família durante este momento difícil.” O cineasta Steven Spielberg (“Os Fabelmans”) também prestou sua homenagem. “Walter foi uma figura gigantesca na indústria cinematográfica, e seus filmes foram clássicos pioneiros que cobriam todos os gêneros, sem deixar de entreter o público em todo o mundo”, disse o diretor, em comunicado. “Ele conquistou tanto na vida e na indústria – se você viver até os 101 anos e produzir ‘Se Meu Apartamento Falasse’, eu diria que foi uma boa jornada – e Walter permaneceu um cavalheiro e um fervoroso defensor de bons filmes, apoiando várias gerações de cineastas dedicados. Acima de tudo, ele conhecia uma boa história quando a encontrava e lutava com unhas e dentes para colocá-la na tela. Ele amou a Academia mais que muitos em nossa história, cumprindo quatro mandatos como presidente. Eu apreciei nossos almoços no Comissário Universal ao longo dos anos e ele foi tão generoso com seus conselhos quanto com sua amizade. Sou um diretor melhor e uma pessoa melhor por ter conhecido Walter.”
“Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” lidera indicações ao Oscar
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA anunciou nessa terça-feira (24/1) os indicados à 95ª cerimônia do Oscar. E a sci-fi indie “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” foi a grande campeã de nomeações, sendo mencionada em 11 categorias, incluindo Melhor Filme. O filme do estúdio A24 também foi nomeado na categoria de Melhor Direção, Melhor Roteiro (ambos para Daniel Kwan & Daniel Scheinert), Melhor Atriz (para Michelle Yeoh), Melhor Ator Coadjuvante (para Ke Huy Quan, grande favorito da premiação) e duas vezes em Melhor Atriz Coadjuvante (para Jamie Lee Curtis e Stephanie Hsu). A produção alemã “Nada de Novo no Front” e a comédia irlandesa “Os Banshees de Inisherin”, também se destacaram com nove indicações, seguidas pela cinebiografia “Elvis”, com oito, e o drama autobiográfico “Os Fabelmans”, de Steven Spielberg, mencionado em sete categorias. Além destes, a disputa pelo prêmio de Melhor Filme ainda conta com “Avatar: O Caminho da Água”, “Tár”, “Top Gun: Maverick”, “Triângulo da Tristeza” e “Entre Mulheres”. Nas categorias de atuação, Austin Butler (“Elvis”), Colin Farrell (“Os Banshees de Inisherin”), Brendan Fraser (“A Baleia”), Paul Mescal (“Aftersun”) e Bill Nighy (“Living”) disputam o prêmio de Melhor Ator. E Cate Blanchett (“Tár”), Ana de Armas (“Blonde”), Andrea Riseborough (“To Leslie”) e Michelle Williams (“Os Fabelmans”) concorrem ao lado de Michelle Yeoh pelo troféu de Melhor Atriz. A cerimônia do Oscar vai acontecer em 12 de março no Dolby Theatre, em Los Angeles, EUA, com apresentação de Jimmy Kimmel. Confira abaixo a lista completa dos indicados. Melhor Filme “Nada de Novo no Front” “Avatar: O Caminho da Água” “Os Banshees de Inisherin” “Elvis” “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” “Os Fabelmans” “Tár” “Top Gun: Maverick” “Triângulo da Tristeza” “Entre Mulheres” Melhor Direção Martin McDonagh, por “Os Banshees de Inisherin” Daniel Kwan & Daniel Scheinert, por “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” Steven Spielberg, por “Os Fabelmans” Todd Field, por “Tár” Rubem Östlund, por “Triângulo da Tristeza” Melhor Atriz Cate Blanchett, por “Tár” Ana de Armas, por “Blonde” Andrea Riseborough, por “To Leslie” Michelle Williams, por “Os Fabelmans” Michelle Yeoh, por “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” Melhor Ator Austin Butler, por “Elvis” Colin Farrell, por “Os Banshees de Inisherin” Brendan Fraser, por “A Baleia” Paul Mescal, por “Aftersun” Bill Nighy, por “Living” Melhor Atriz Coadjuvante Angela Bassett, por “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre” Hong Chau, por “A Baleia” Kerry Condon, por “Os Banshees of Inisherin” Jamie Lee Curtis, por “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” Stephanie Hsu, por “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” Melhor Ator Coadjuvante Brendan Gleeson, por “Os Banshees de Inishering” Brian Tyree Henry, em “Passagem” Judd Hirsch, em “Os Fabelmans” Berry Keoghan, por “Os Banshees de Inisherin” Ke Huy Quan, por “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” Melhor Roteiro Adaptado “Nada de Novo no Front” “Glass Onion: Um Mistério Knives Out” “Living” “Top Gun: Maverick” “Entre Mulheres” Melhor Roteiro Original “Os Banshees de Inisherin” “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” “Os Fabelmans” “Tár” “Triângulo da Tristeza” Melhor Fotografia “Nada de Novo no Front” “Bardo: Falsa Crônica de Algumas Verdades” “Elvis” “Império da Luz” “Tár” Melhor Edição “Os Banshees de Inisherin” “Elvis” “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” “Tár” “Top Gun: Maverick” Melhor Design de Produção “Nada de Novo no Front” “Avatar: O Caminho da Água” “Babilônia” “Elvis” “Os Fabelmans” Melhor Figurino “Babilônia” “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre” “Elvis” “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” “Sra. Harris Vai a Paris” Maquiagem e Penteado “Nada de Novo no Front” “Batman” “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre” “Elvis” “A Baleia” Efeitos Visuais “Nada de Novo no Front” “Avatar: O Caminho da Água” “Batman” “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre” “Top Gun: Maverick” Melhor Som “Nada de Novo no Front” “Avatar: O Caminho da Água” “Batman” “Elvis” “Top Gun: Maverick” Melhor Trilha Sonora “Nada de Novo no Front” “Babilônia” “Os Banshees de Inisherin” “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” “Os Fabelmans” Canção Original Sofia Carson – “Applause” (de “Tell it Like a Woman”) Lady Gaga – “Hold My Hand” (de “Top Gun: Maverick”) Rihanna – “Lift Me Up” (de “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre”) M.M. Keeravaani – “Naatu Naatu” (de “RRR”) Son Lux – “This is a Life” (de “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”) Melhor Filme Internacional “Nada de Novo no Front” (Alemanha) “Argentina, 1985” (Argentina) “Close” (Bélgica) “EO” (Polônia) “The Quiet Girl” (Irlanda) Melhor Animação “Pinóquio de Guillermo Del Toro” “Marcel the Shell with Shoes On” “Gato de Botas 2: O Último Pedido” “A Fera do Mar” “Red – Crescer é uma Fera” Melhor Documentário “All That Breathes” “All The Beauty and the Bloodshed” “Fire of Love” “A House Made of Splinters” “Navalny” Melhor Curta-Metragem “An Irish Goodbye” “Ivalu” “Le Pupille” “Night Ride” “The Red Suitcase” Melhor Curta de Animação “O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo” “The Flying Sailor” “Ice Merchants” “My Year of Dicks” “An Ostrich Told Me the World is Fake and I Think I Believe It” Melhor Documentário de Curta-Metragem “The Elephant Whisperers” “Haulout” “How do You Measure a Year?” “The Martha Mitchell Effect” “Stranger at the Gate”
Brasil fica fora da disputa pelo Oscar de Melhor Filme Internacional
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou nesta terça-feira (21/12) as listas dos finalistas de 10 categorias do Oscar 2023, incluindo Melhor Filme Internacional. E a produção mineira “Marte Um”, escolhida para representar o Brasil na disputa por uma indicação, ficou de fora dessa lista. A última vez que uma produção brasileira foi indicada à Melhor Filme Internacional aconteceu em 1999, quando a categoria ainda se chamava Melhor Filme em Língua Estrangeira. O feito coube a “Central do Brasil”, que também obteve uma indicação para Fernanda Montenegro como Melhor Atriz. O longa brasileiro perdeu para o italiano “A Vida É Bela”, enquanto Gwyneth Paltrow tirou – controvertidamente – o Oscar de Fernanda com “Shakespeare Apaixonado”. Dirigido por Gabriel Martins (“Temporada”), “Marte Um” acompanha uma família de periferia que tenta viver seus sonhos. Enquanto a mãe comemora mais trabalhos de faxina, o filho mais novo revela seu desejo de deixar de jogar futebol para virar astrofísico e ir à Marte. O filme foi vencedor do Prêmio do Público, Prêmio Especial do Júri, Melhor Roteiro e Trilha no Festival de Gramado. “Marte Um” estava concorrendo por uma vaga com outros 92 longas-metragens. Agora, essa lista foi reduzida para apenas 15 títulos. A relação marca a primeira vez que um filme do Paquistão chegou tão longe. “Joyland”, de Saim Sadiq, já tinha vencido o Prêmio do Júri na mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes. Entre os títulos, também se destacam duas produções da Netflix, “Bardo, Falsa Crônica de Algumas Verdades”, do mexicano Alejandro Gonzalez Inarritu, e “Nada de Novo no Front”, do alemão Edward Berger, e outros favoritos da temporada, como “Decisão de Partir”, que deu o prêmio de Melhor Direção ao sul-coreano Park Chan-wook no Festival de Cannes, “Argentina, 1985”, do argentino Santiago Mitre, que venceu o Festival de San Sebastian, “Saint Omer”, da francesa Alice Diop, vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Veneza, além do austríaco “Corsage”, o belga “Close” e o dinamarquês “Holy Spider”, também premiados em Cannes. O anúncio dos cinco finalistas será feito no dia 24 de janeiro (quando serão divulgados todos os filmes indicados). Já a premiação do Oscar, apresentada por Jimmy Kimmel, acontecerá no dia 12 de março em Los Angeles. Veja a lista dos 15 títulos que ainda estão em busca de indicação: “Argentina, 1985” (Argentina) “Bardo, Falsa Crônica de Algumas Verdades” (México) “Cairo Conspiracy” (Suécia) “Close” (Bélgica) “Corsage” (Áustria) “Decisão de Partir” (Coreia do Sul) “Eo” (Polônia) “Holy Spider” (Dinamarca) “Joyland” (Paquistão) “Last Film Show” (Índia) “Nada de Novo no Front” (Alemanha) “O Caftan Azul” (Marrocos) “Return to Seoul” (Camboja) “Saint Omer” (França) “The Quiet Girl” (Irlanda)
Jimmy Kimmel vai apresentar o Oscar de 2023
O apresentador Jimmy Kimmel foi escolhido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas para apresentar a 95ª cerimônia do Oscar, que vai acontecer em 2023. Essa será a terceira vez de Kimmel à frente da cerimônia. A primeira vez foi em 2017, quando “La La Land” foi anunciado por engano como Melhor Filme, em vez do vencedor real “Moonlight”, num equívoco que virou uma das maiores falhas do Oscar. Ele também apresentou a cerimônia em 2018, e foi o último apresentador solitário do evento, após a Academia optar por realizar as três cerimônias seguintes (de 2019, 2020 e 2021) sem um apresentador fixo. Foi somente em 2022 que a organização retomou o formato de apresentadores fixos, mas com três pessoas: as comediantes Regina Hall, Amy Schumer e Wanda Sykes. E resultou num fracasso de audiência. Jimmy Kimmel tem bastante experiência com eventos ao vivo. Ele apresenta o programa de entrevistas “Jimmy Kimmel Live!” há quase 20 anos. O incidente em 2017 também comprovou que ele sabe improvisar quando acontece algum imprevisto – algo que, aparentemente, é necessário nessas cerimônias. “Jimmy é o anfitrião perfeito para nos ajudar a reconhecer os incríveis artistas e filmes do nosso 95º Oscar. Seu amor por filmes, experiência em TV ao vivo e capacidade de se conectar com nosso público global criará uma experiência inesquecível para nossos milhões de espectadores em todo o mundo”, disseram o CEO da Academia, Bill Kramer, e a Presidente da Academia, Janet Yang, em comunicado. A escolha por trazer Kimmel de volta é também uma tentativa de aumentar a audiência da cerimônia. Quando ele apresentou o Oscar em 2017, o evento teve uma audiência de 32,9 milhões de espectadores. E embora esse número tenha diminuído no ano seguinte (quando ele também apresentou), ainda ficou muito à frente dos 16,6 milhões de espectadores que viram o Oscar em 2022. Quando o canal ABC (que transmite a cerimônia nos EUA) teve a audiência do Emmy afetada pela pandemia em 2020, eles também recorreram a Kimmel, que recebeu elogios por realizar uma transmissão inventiva, apesar de também ter registrado uma audiência baixa – embora ele não possa ser culpado por isso, visto que todas as premiações foram prejudicadas pela pandemia. “Ter Jimmy Kimmel de volta como apresentador do ‘Oscar’ é um sonho tornado realidade. Como vemos todas as noites em seu próprio programa, Jimmy pode lidar com qualquer coisa com coração e humor, e sabemos que ele entregará as risadas e os momentos comemorativos que definem o Oscar”, disse Craig Erwich, presidente da ABC Entertainment. “Adoramos ser a casa da maior noite de Hollywood e mal podemos esperar para brindar ao sucesso do cinema e da narrativa deste ano.” O apresentador também agradeceu ao convite, mantendo o seu bom humor característico. “Ser convidado para apresentar o Oscar pela terceira vez é uma grande honra ou uma armadilha. De qualquer forma, sou grato à Academia por me perguntar tão rapidamente depois que todos os bons disseram não”, brincou Kimmel. A cerimônia do Oscar está marcada para acontecer em 12 de março de 2023, e contará com a produção de Glenn Weiss e Ricky Kirshner.
Morre Sacheen Littlefeather, atriz indígena que fez História no Oscar
A atriz e ativista Sacheen Littlefeather, que causou furor ao discursar contra a representação indígena de Hollywood no Oscar de 1973, morreu no domingo (2/10) aos 75 anos, na cidade de Novato, no norte da Califórnia, cercada por seus entes queridos. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que se reconciliou com Littlefeather em junho e organizou uma celebração em sua homenagem há apenas duas semanas, revelou a notícia em suas mídias sociais durante a noite. Littlefeather divulgou em 2018 que havia sido diagnosticada com câncer de mama em estágio 4, com metástase. Em seus últimos meses de vida ela recebeu um pedido formal de desculpas da Academia pela maneira como a tratou em 1973, quando ela subiu ao palco como representante enviado por Marlon Branco para receber o Oscar que ele ganhou pelo trabalho em “O Poderoso Chefão” (1972). Na ocasião, Littlefeather leu uma mensagem de Brando na qual criticava, entre outras coisas, os estereótipos nativos americanos perpetuados pela indústria do entretenimento. “Quando vocês nos estereotipam, vocês nos desumanizam”, ela apontou, sob uma mistura sonora de vaias e aplausos. Naquele momento, John Wayne, que estava nos bastidores, precisou ser seguro por seis seguranças para não invadir o palco e comprar briga com a jovem indígena. Ninguém estava preparado para o que aconteceu. Foi o primeiro discurso político num Oscar – e a única vez que o troféu foi recusado por seu vencedor. A surpresa causou indignação e foi considerado uma brincadeira de mau gosto na época. De fato, durante muito tempo, o feito foi reduzido a uma pegadinha de Marlon Brando. O desdém foi potencializado quando veio à tona que Sacheen Littlefeather era uma atriz. De fato, Sacheen Littlefeather era uma atriz. Mas uma atriz apache legítima, que atuou em “O Julgamento de Billy Jack” e “A Volta dos Bravos”, mas após seu discurso histórico perdeu o registro do sindicato e precisou abandonar a profissão. Em 2022, a Academia admitiu que o discurso levou Littlefeather a ser “boicotada profissionalmente, pessoalmente atacada, assediada e discriminada pelos últimos 50 anos”. A própria Littlefeather já havia afirmado isso em um documentário curta-metragem intitulado “Sacheen”, que foi lançado em 2019. No curta, ela disse que até Brando a abandonou após a repercussão negativa. Além disso, a polêmica a colocou na lista negra de Hollywood e, consequentemente, ela não conseguiu mais nenhum trabalho como atriz. Já envolvida com ativismo político, ela passou então a se dedicar de vez às causas indígenas, mas se voltou à questão da saúde. Formada em saúde holística pela Universidade de Antioch com especialização em medicina nativa americana, ela passou a escrever uma coluna de saúde para o jornal da tribo Kiowa em Oklahoma, deu aulas no programa de medicina tradicional indígena no Hospital St. Mary em Tucson, Arizona, e trabalhou com Madre Teresa para ajudar pacientes com AIDS na área da baía de San Francisco, posteriormente tornando-se membro do conselho fundador do Instituto Indígena-Americano de AIDS de San Francisco. Littlefeather também continuou seu envolvimento com as artes, fundando uma organização nacional de atores indígenas no início dos anos 1980 e continuando a ser uma defensora da inclusão dos nativos americanos em Hollywood, para que atores brancos não fossem escalados – e pintados de “redface” – em papéis indígenas. Seu discurso por inclusão e representatividade hoje é considerado um marco histórico, precursor de uma reviravolta completa em Hollywood. Num reconhecimento tardio, a Academia resolveu lhe pedir desculpas por meio de uma carta assinada por seu presidente, David Rubin, e enviada em junho passado, e convidá-la participar de uma atividade do Museu do Cinema, com direito a uma programação totalmente desenvolvida por ela, que aconteceu em 17 de setembro. “Em relação ao pedido de desculpas da Academia para mim, nós indígenas somos pessoas muito pacientes – faz apenas 50 anos! Precisamos manter nosso senso de humor sobre isso o tempo todo. É o nosso método de sobrevivência”, ela disse, por meio de um comunicado à imprensa. Duas semanas antes de sua morte, ela participou de um evento da Academia pela segunda vez em sua vida, na comemoração do museu em sua homenagem. Na ocasião, deixou claro que sabia que seu fim era iminente. “Em breve, estarei cruzando para o mundo espiritual”, ela comentou. “Estou aqui para aceitar esse pedido de desculpas, não por mim mesma, mas por todas as nossas nações que também precisam ouvir e merecem este pedido de desculpas. Olhem para o nosso povo. Olhem uns para os outros e tenham orgulho de sermos sobreviventes, todos nós. Por favor, quando eu me for, lembrem-se que, sempre que defenderem sua verdade, vocês manterão minha voz e as vozes de nossas nações e nosso povo vivas”, completou, sob aplausos. Leia abaixo a íntegra do pedido de desculpas da Academia à atriz. “Cara Sacheen Littlefeather, Escrevo para você hoje uma carta que devo há muito tempo em nome da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, com humilde reconhecimento de sua experiência no 45º Oscar. Quando você subiu no palco em 1973 para não aceitar o Oscar em nome de Marlon Brando, mencionando a deturpação e maus-tratos dos nativos americanos pela indústria cinematográfica, você fez uma declaração poderosa que continua a nos lembrar da necessidade de respeito e a importância da dignidade humana. O abuso que você sofreu por causa dessa declaração foi descabido e injustificado. A carga emocional que você viveu e o custo para sua própria carreira em nossa indústria são irreparáveis. Por muito tempo, a coragem que você demonstrou não foi reconhecida. Por isso, oferecemos nossas mais profundas desculpas e nossa sincera admiração. Não podemos realizar a missão da Academia de ‘inspirar a imaginação e conectar o mundo através do cinema’ sem o compromisso de facilitar a mais ampla representação e inclusão que reflita nossa diversificada população global. Hoje, quase 50 anos depois, e com a orientação da Academy’s Indigenous Alliance, estamos firmes em nosso compromisso de garantir que as vozes indígenas – os contadores de histórias originais – sejam contribuintes visíveis e respeitados para a comunidade cinematográfica global. Dedicamo-nos a promover uma indústria mais inclusiva e respeitosa que alavanque um equilíbrio entre arte e ativismo para ser uma força motriz para o progresso. Esperamos que você receba esta carta com espírito de reconciliação e como reconhecimento de seu papel essencial em nossa jornada como organização. Você está para sempre respeitosamente enraizado em nossa história. Com calorosas saudações, David Rubin Presidente, Academia de Artes e Ciências Cinematográficas”.
Academia pede desculpas à atriz indígena que causou furor no Oscar 1973
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pela premiação do Oscar, pediu desculpas publicamente pela maneira como tratou a atriz indígena Sacheen Littlefeather (“A Volta dos Bravos”) depois que ela apareceu em nome de Marlon Brando para recusar o Oscar que o ator venceu pelo trabalho em “O Poderoso Chefão” (1972). Na ocasião, Littlefeather leu uma mensagem de Brando na qual destacava, entre outras coisas, os estereótipos nativos americanos perpetuados pela indústria do entretenimento. O discurso causou furor e foi considerado uma brincadeira de mau gosto na época. Agora, a Academia admitiu que o ato levou Littlefeather a ser “boicotada profissionalmente, pessoalmente atacada, assediada e discriminada pelos últimos 50 anos”. A própria Littlefeather já havia afirmado isso em um documentário curta-metragem intitulado “Sacheen” (2019). No curta, ela disse que o próprio Brando elogiou a postura dela no Oscar, mas depois a abandonou. Segundo Littlefeather, a polêmica a colocou na lista negra de Hollywood e, consequentemente, ela não conseguiu mais nenhum trabalho. O pedido de desculpas foi feito por meio de uma carta assinada pelo presidente da Academia, David Rubin, e enviada em junho. Além de divulgar o conteúdo da carta (que pode ser lida abaixo), a Academia também programou uma aparição de Littlefeather no Museu do Cinema, em setembro. “Em relação ao pedido de desculpas da Academia para mim, nós indígenas somos pessoas muito pacientes – faz apenas 50 anos! Precisamos manter nosso senso de humor sobre isso o tempo todo. É o nosso método de sobrevivência”, ela disse, por meio de um comunicado à imprensa. Littlefeather elogiou a iniciativa do programa no Museu de Cinema, que será totalmente desenvolvido por ela e vai acontecer em 17 de setembro. “Eu nunca pensei que viveria para ver o dia deste programa acontecer, com artistas nativos tão maravilhosos e Bird Runningwater, um produtor de televisão e cinema, que também guiou o compromisso do Instituto Sundance com cineastas indígenas por 20 anos através dos Laboratórios do Instituto e Festival de Cinema de Sundance. Este é um sonho tornado realidade. É profundamente animador ver o quanto mudou desde que não aceitei o Oscar há 50 anos. Estou muito orgulhosa de cada pessoa que vai aparecer no palco.” Leia abaixo a carta de David Rubin na íntegra. “Cara Sacheen Littlefeather, Escrevo para você hoje uma carta que devo há muito tempo em nome da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, com humilde reconhecimento de sua experiência no 45º Oscar. Quando você subiu no palco em 1973 para não aceitar o Oscar em nome de Marlon Brando, mencionando a deturpação e maus-tratos dos nativos americanos pela indústria cinematográfica, você fez uma declaração poderosa que continua a nos lembrar da necessidade de respeito e a importância da dignidade humana. O abuso que você sofreu por causa dessa declaração foi descabido e injustificado. A carga emocional que você viveu e o custo para sua própria carreira em nossa indústria são irreparáveis. Por muito tempo, a coragem que você demonstrou não foi reconhecida. Por isso, oferecemos nossas mais profundas desculpas e nossa sincera admiração. Não podemos realizar a missão da Academia de ‘inspirar a imaginação e conectar o mundo através do cinema’ sem o compromisso de facilitar a mais ampla representação e inclusão que reflita nossa diversificada população global. Hoje, quase 50 anos depois, e com a orientação da Academy’s Indigenous Alliance, estamos firmes em nosso compromisso de garantir que as vozes indígenas – os contadores de histórias originais – sejam contribuintes visíveis e respeitados para a comunidade cinematográfica global. Dedicamo-nos a promover uma indústria mais inclusiva e respeitosa que alavanque um equilíbrio entre arte e ativismo para ser uma força motriz para o progresso. Esperamos que você receba esta carta com espírito de reconciliação e como reconhecimento de seu papel essencial em nossa jornada como organização. Você está para sempre respeitosamente enraizado em nossa história. Com calorosas saudações, David Rubin Presidente, Academia de Artes e Ciências Cinematográficas”
Academia da Televisão muda regras para impedir que indicados ao Oscar concorram ao Emmy
Após a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas relaxar suas regras para permitir que alguns filmes lançados direto em streaming possam concorrer ao Oscar, a Academia da Televisão dos EUA estabeleceram um limite, avisando que nenhuma produção indicada ao Oscar poderá disputar o Emmy. A mudança no Emmy começa a valer em 2021 — e, ao contrário da que ocorreu nas regras do Oscar, deve ser permanente. A decisão deve ter efeito maior nas categorias de documentário, que antes mesmo da flexibilidade do Oscar já vinha produzindo nomeações duplas. A produção “O.J.: Made in America”, por exemplo, foi lançada originalmente no canal ESPN como uma série documental em sete episódios. Por isso, foi indicado a seis Emmys, incluindo na categoria de Melhor Série Documental, levando dois prêmios técnicos. Depois, a emissora reeditou o material para lançar “O.J.: Made in America” nos cinemas, como um filme de quase 8 horas de duração. Neste formato, ele disputou e venceu o Oscar de Melhor Documentário. Situações de duplas nomeações ainda ocorreram com “Ícaro” (2017), que também venceu o Oscar, além de “A 13ª Emenda” (2016), “What Happened, Miss Simone?” (2015) e “The Square” (2014), todos da Netflix. Em nota, a Academia da Televisão (antigamente chamada de Academia de Artes e Ciências Televisivas) deixou claro que apóia a decisão dos organizadores do Oscar, mas precisou estabelecer uma separação entre as duas áreas, numa mudança de regra complementar. A entidade ainda destacou que a mudança estava sendo discutida desde março, antes do agravamento da pandemia. Entretanto, como o Emmy e o Oscar acontecem em datas distantes, a possibilidade de dupla indicação ainda existe, se ela aparecer primeiro no Emmy, e depois no Oscar, como aconteceu com “O.J.: Made in America”. Neste caso, a responsabilidade de premiar um produto televisivo ficará por conta exclusiva da Academia Cinematográfica.
Chris Rock compara Oscar ao Ano Novo no primeiro comercial da premiação
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou o primeiro comercial da cerimônia do Oscar 2016. O vídeo traz o apresentador deste ano, Chris Rock, vestido à rigor para comparar a premiação com o Ano Novo. “Assim como a véspera do Ano Novo, será uma noite que termina com muitos bêbados e pessoas pessoas desapontadas, jurando que vão fazer melhor no próximo ano”, ele diz. Os indicados à 88ª edição do Oscar serão conhecidos em 14 de janeiro e a cerimônia que premiará os vencedores está marcada para 28 de fevereiro, em Los Angeles, com transmissão no Brasil pela rede Globo e o canal pago TNT.
Mad Max e Aliança do Crime estão entre os pré-indicados ao Oscar de Melhor Maquiagem
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood divulgou, na tarde desta terça-feira (15/12), a lista dos filmes pré-selecionados para disputar uma indicação na categoria de Melhor Maquiagem e Penteado do Oscar 2016. Curiosamente, há apenas uma ficção científica na seleção, “Mad Max: Estrada da Fúria”. Os demais são dramas. Entre eles, a transformação impressionante de Johnny Depp, realizada em “Aliança do Crime”. Apenas três filmes disputarão o Oscar da categoria. Os finalistas serão conhecidos junto dos demais indicados ao Oscar no dia 14 de janeiro. Já a cerimônia do Oscar, que premiará o vencedor, está marcada para 28 de fevereiro. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir a lista completa dos pré-selecionados ” state=”closed”] PRÉ-INDICADOS AO OSCAR DE MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO Legend Sr. Holmes O Regresso Aliança do Crime Um Homem entre Gigantes Mad Max: Estrada da Fúria The 100-Year-Old Man Who Climbed out the Window and Disappeared [/symple_toggle]










