Episódio animado de One Day at a Time ganha primeira prévia
O canal pago americano Pop TV divulgou uma cena do episódio animado de “One Day at a Time”, produzido remotamente durante a pandemia do coronavírus. No trecho, Penelope (Justina Machado) imagina como poderia convencer a família a seguir suas posições políticas e preferência por boy bands. Confira abaixo. O especial, intitulado “The Politics Episode”, mostra um enfrentamento de Penelope contra a visão conservadora de seus tios e primos, com participações especiais de Melissa Fumero (“Brooklyn Nine-Nine”), da cantora Gloria Estefan (“Música do Coração”) e do dramaturgo Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”). Com a proximidade das eleições, eles não conseguem evitar brigas por política. “One Day at a Time” foi salva do cancelamento pela Pop TV, após ser dispensada pela Netflix ao final de sua 3ª temporada. Por conta disso, a 4ª temporada, que estreou em 24 de março nos EUA, não tem expectativa de transmissão no Brasil. Elogiadíssima pela crítica, a série é um reboot latino da atração homônima, um marco da TV americana, exibido ao longo de nove temporadas entre 1975 e 1984, com produção de Norman Lear, um dos principais roteiristas-produtores de sitcoms de famílias americanas dos anos 1970 – também criou “Os Jefferson”, “Maude”, “Tudo em Família” e “Good Times”. A nova versão latinizou os personagens, girando em torno de três gerações de uma família de origem cubana que vive sob um mesmo teto. A mãe e veterana militar Penélope (Justina Machado) alista a “ajuda” de sua mãe cubana Lydia (a lendária Rita Moreno, de “Amor, Sublime Amor”) e do rico proprietário do imóvel Schneider (Todd Grinnell), enquanto cria dois adolescentes: sua filha radical Elena (Isabella Gomez) e o filho introvertido Alex (Marcel Ruiz). Com isso, além de fazer graça com situações do cotidiano familiar, a trama também passou a discutir raça e imigração. Mais que isso, como a filha assumiu uma namorada, também pautou homofobia, sem esquecer de alcoolismo, drogas, ansiedade e estresse pós-traumático, em seu – por incrível que pareça – bom humor.
Netflix começa a produção da série baseada na trilogia Dinheiro Fácil
A Netflix deu início em Estocolmo à produção de uma série baseada na trilogia criminal sueca “Dinheiro Fácil” (Snabba Cash), que projetou internacionalmente o ator Joel Kinnaman (“Esquadrão Suicida”) e o diretor Daniel Espinosa (“Protegendo o Inimigo”). O anúncio foi feito por meio de um vídeo da Netflix Nordic. Veja abaixo, com legendas em inglês. Kinnaman estrelou a franquia iniciada em 2010 no papel de JW, um jovem que vira traficante para manter uma vida de luxo e acaba se envolvendo com criminosos perigosos. A série, porém, terá uma protagonista feminina, vivida por Evin Ahmad (da série dinamarquesa “The Rain”), que teve sua primeira foto oficial na atração divulgada (acima). O projeto está a cargo do roteirista Oskar Söderlund (criador de “Greyzone”) e do escritor Jens Lapidus, autor dos livros originais em que a trama se baseia. E será uma continuação da história vista no cinema, passando-se em Estocolmo dez anos depois dos eventos mostrados no terceiro longa, “Dinheiro Fácil: Vida de Luxo” (2013). Segundo a sinopse oficial, a ação vai acontecer em “um ambiente movimentado onde o desejo por status e dinheiro está mais forte do que nunca. O jet set empreendedor e o mundo do crime se tornaram ainda mais brutal, caóticos e implacáveis. Quando esses dois mundos colidirem, a lealdade, as amizades e os parceiros de negócios serão todos testados na incessante busca por dinheiro fácil”. Evin Ahmad terá o papel de Leya, uma jovem mãe solteira que tenta entrar na cena das startups e acaba se envolvendo no mundo do crime. A direção está a cargo de Jesper Ganslandt, que recentemente filmou Daniel Radciffe em “Beast of Burden” (2018). A previsão de estreia é para 2021. New times calls for new players. Evin Ahmad stars in Jens Lapidus and Oskar Söderlund's Snabba Cash. Coming soon to Netflix. pic.twitter.com/irGV46snSL — Netflix Nordic (@NetflixNordic) June 12, 2020
Dark: Última temporada ganha trailer enigmático e apocalíptico
A Netflix divulgou o sete fotos e o trailer legendado da 3ª e última temporada de “Dark”, uma das primeiras séries não americanas a fazer sucesso global na plataforma. O trailer é cheio de cenas enigmáticas, repletas de artes plásticas e destruição apocalíptica, além de sugerir situações que desafiam teorias sobre viagens no tempo e apontam para mundos paralelos, de onde vem Martha (Lisa Vicari), usando a mesma jaqueta amarela que marcou Jonas (Louis Hofmann) na 1ª temporada, como se tivesse se transformado nele. Uma das séries mais populares da Netflix, apesar de não ser falada em inglês, “Dark” venceu recentemente uma votação entre os usuários do site Rotten Tomatoes como a melhor produção original da plataforma, batendo “Black Mirror”, “Stranger Things” e “Peaky Blinders”. A criação de Baran bo Odar e da roteirista alemã Jantje Friese (ambos de “Invasores: Nenhum Sistema Está Salvo”) retorna em 27 de junho em streaming, data importante na mitologia da série, por ser o dia em que se inicia o evento apocalíptico que acomete a cidade fictícia de Winden.
Zoey’s Extraordinary Playlist: Série musical estrelada por Jane Levy é renovada
A rede NBC renovou “Zoey’s Extraordinary Playlist”, até aqui seu único lançamento da atual temporada a garantir uma 2ª temporada. O anúncio foi feito após os cancelamentos de “Perfect Harmony”, “Lincoln Rhyme: Hunt for the Bone Collector”, também anunciados nesta quinta (11/6), e “Sunnyside”, tirada do ar ainda no ano passado. A série acompanha a personagem da atriz Jane Levy (“O Homem nas Trevas”), uma jovem inteligente, mas socialmente deslocada, que de uma hora para outra passa a escutar os pensamentos de todos ao seu redor. O detalhe é que eles se manifestam de uma forma peculiar: por meio de canções e grandes números musicais. Em suma, todos passam a cantar e dançar à sua volta, expressando o que realmente estão pensando. “Zoey’s Extraordinary Playlist” foi criada por Austin Winsberg, escritor da adaptação do musical “A Noviça Rebelde Ao Vivo!” (2013), e tem produção do cineasta Paul Feig, diretor de “Missão Madrinha de Casamento” (2011), “Caça-Fantasmas” (2015) e “Um Pequeno Favor” (2018). Além de Jane Levy, o elenco também inclui Lauren Graham (“Gilmore Girls”), Skylar Astin (“A Escolha Perfeita”), Alex Newell (“Glee”), John Clarence Stewart (“Luke Cage”), Peter Gallagher (“Covert Affairs”) e Mary Steenburgen (“The Last Man on Earth”/”O Último Cara da Terra”). A série não tem muita audiência – 1,9 milhão de espectadores ao vivo – , mas aumenta seu público nas plataformas digitais – atingindo até 3,6 milhões. Para completar, tem fãs bastante entusiasmados entre a crítica americana, o que lhe rende 75% de aprovação no site Rotten Tomatoes.
Love Life: HBO Max renova sua primeira – e única – série original
A plataforma HBO Max anunciou sua primeira renovação de série. Quinze dias após o seu lançamento, em 27 de maio, o serviço de streaming da WarnerMedia encomendou novos episódios da antologia romântica “Love Life”, estrelada por Anna Kendrick (“A Escolha Perfeita”) e produzida pela Lionsgate. A confirmação da 2ª temporada acontece após a HBO Max acelerar a exibição dos episódios. Em vez de durar oito semanas, conforme o plano original, a série será completada já na semana que vem. A decisão se deve ao fato de “Love Life” também ser a única série live-action original da plataforma, que foi ao ar em meio à paralisação das produções televisivas devido à pandemia de coronavírus. O público respondeu positivamente à estratégia. “É muito gratificante ver ‘Love Life’ como um sucesso imediato. Estamos orgulhosos de ter uma 2ª temporada de nossa primeira comédia original”, disse Kevin Reilly, diretor de conteúdo da HBO Max. “Saudamos Anna, nossa equipe criativa e parceiros da Lionsgate, e estamos encantados com o fato de o público ter gravitado Love Life de maneira tão significativa”. A 1ª temporada segue a jovem Darby (Kendrick) em sua jornada do “primeiro ao último amor”, representando vários relacionamentos diferentes ao longo de 10 episódios. Mas a 2ª temporada acompanhará uma nova personagem, explorando o que acontece quando você vive a vida inteira sabendo quem é sua alma gêmea, apenas para descobrir anos depois, em seu casamento, que aquele não era o parceiro certo. Apesar de completar sua história nos primeiros episódios, Darby deve aparecer em participação especial no segundo ano, já que a trama vai se manter em Nova York. “Love Life” é produzida pelo cineasta Paul Feig, com quem Kendrick trabalhou no recente “Um Pequeno Favor”. Criada por Sam Boyd, roteirista do similar “Em um Relacionamento Sério” (2018), a 1ª temporada também incluiu Zoe Chao (“Living with Yourself”), Sasha Compère (“Miracle Workers”), Scoot McNairy (“Narcos: México”), Peter Vack (“The Bold Type”) e a menina Audrey Bennett (“Evil”) como a versão mirim de Darby. A plataforma HBO Max ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Keira Knightley vai estrelar série criminal de época
A atriz inglesa Keira Knightley (“Colette”) vai estrelar e produzir uma série criminal de época na plataforma Hulu. Trata-se da adaptação de “The Other Typist”, romance de Suzanne Rindell, que Keira pretendia originalmente levar ao cinema. Publicado em 2013, a trama de suspense acompanha Rose, uma datilógrafa comum do Departamento de Polícia de Nova York na era da Lei Seca, que se vê atraída para o mundo sombrio de sua fascinante nova colega de trabalho, Odalie (Knightley). Mas as aparências enganam. A sinopse oficial da obra diz que “quando o crime definitivo é cometido, não se sabe qual das duas mulheres é mais traiçoeira”. O projeto marca o maior compromisso já assumido por Keira Knightley com uma série. Anteriormente, ela tinha aparecido apenas nas minisséries de duas partes “Neverland”, em 2011, e “Doctor Zhivago”, em 2002, concentrando sua carreira no cinema – o que já lhe rendeu duas indicações para o Oscar. A adaptação está a cargo de Ilene Chaiken, criadora de “The L Word”, que assinará os roteiros e atuará como showrunner para a Searchlight Television e a 20th Century Fox TV. A produção vai encontrar na Hulu uma plataforma que vem se especializando em adaptações literárias, incluindo “The Handmaid’s Tale”, “Normal People” e “Little Fires Everywhere”.
Hightown: Série com ex-estrela de Chicago Fire é renovada para 2ª temporada
O canal pago americano Starz renovou “Hightown”, série criminal estrelada por Monica Raymund (Gabriela Dawson em “Chicago Fire”), para sua 2ª temporada. A renovação acontece após exibição da metade dos 8 episódios encomendados no primeiro ano da produção. Em suas primeiras quatro semanas, “Hightown” obteve uma média de 250 mil espectadores ao vivo, que representa um público 50% superior à “Vida”, exibida no mesmo dia e canal. O grande desempenho da série, entretanto, estaria na plataforma digital do canal, que aumentaria esses números para 1,5 milhão por episódio, segundo a Starz. A série acompanha as investigações de uma agente federal do Departamento de Pesca Marinha (Raymond), que decide encerrar seu histórico festeiro e ficar sóbria após encontrar um cadáver na região litorânea de Cape Cod, em Massachusetts, o que a faz bater de frente com a polícia local. O bom elenco da produção inclui ainda James Badge Dale (“Homem de Ferro 3”), Riley Voelkel (“The Originals”), Shane Harper (“Code Black”), Amaury Nolasco (“Prison Break”), Atkins Estimond (“The Resident”) e Dohn Norwood (“Mindhunter”) “O público já está profundamente envolvido com esses personagens falhos e complexos e, em uma 2ª temporada, continuaremos a aprofundar as relações entre eles em meio às mudanças das marés no mundo”, disse Christina Davis, presidente de programação original da Starz, em comunicado. A série é uma criação de Rebecca Perry Cutter (produtora-roteirista de “Gotham”) e tem entre seus produtores o poderoso Jerry Bruckheimer (de “CSI” e “Piratas do Caribe”). “Hightown” pode ser vista no Brasil pela plataforma Strazplay. Se ainda não conhece, fica a dica: a série tem 79% de aprovação no Rotten Tomatoes. Aproveite e veja o trailer abaixo.
Jas Waters (1981 – 2020)
A roteirista Jas Waters faleceu na terça (9/6) aos 39 anos. A informação foi revelada por seus colegas da série “This Is Us”, na qual ela trabalhou entre 2017 e 2018. A equipe da produção expressou seu pesar pela morte de Waters em um post no Twitter, chamando-a de uma “brilhante contadora de histórias e uma força da natureza”. O criador da série, Dan Fogelman, acrescentou: “Jas era absolutamente brilhante e ainda tinha muitas histórias para contar. Ela deixou uma marca indelével em nosso programa e meu coração se parte por seus entes queridos”. Entre 2018 e 2020, ela também escreveu para “Kidding”, estrelada por Jim Carrey, e o criador desta série, Dave Holstein, também se pronunciou comovido. “Jas era uma voz única e… essa é uma perda devastadora para quem a conhecia e vivia sob sua luz. Uma das minhas frases favoritas dos roteiros dela está ressonando especialmente alto comigo: ‘Nossas cicatrizes não significam que estamos quebrados. Elas são a prova de que estamos curados'”. Waters nasceu em Evanston, Illinois, e cresceu em um lar de idosos, onde morava com os avós. Aos 20 e poucos, lançou seu próprio site e virou colunista da revista Vibe, o que a fez ser convidada para participar do programa de variedades “The Gossip Game”, da VH1, em 2013. Depois disso, virou roteirista, trabalhando nas séries “Hood Adjacent with James Davis”, do Comedy Central, e “The Breaks”, da VH1. Ela ganhou mais destaque como escritora da 2ª temporada de “This Is Us” e foi contratada como editora das histórias de “Kidding”, deixando sua marca em cada um dos episódios das duas temporadas da série. Atualização: Em pronunciamento na tarde desta quinta (11/6), a equipe médica legista de Los Angeles revelou que a causa da morte foi enforcamento e considerou o falecimento como suicídio. Leia mais aqui.
Amazon resgata Flack, série estrelada por Anna Paquin
A plataforma Amazon resgatou a série “Flack”, que tinha sido cancelada inesperadamente em março pelo canal pago americano Pop TV, na véspera da estreia de sua 2ª temporada. A atração terá as duas temporadas produzidas disponibilizadas em streaming nos EUA e no Canadá, em data ainda não divulgada. Além de “Flack”, a Pop TV também cancelou “Florida Girls” e “Best Intentions” após a ViacomCBS assumir completamente o controle do canal, que era uma joint venture com o estúdio Lionsgate. Todas as séries canceladas eram feitas por produtoras de fora do conglomerado da rede CBS, incluindo a própria Lionsgate, e seus destinos refletem a linha adotada por Bob Bakish, CEO da ViacomCBS, que em fevereiro determinou priorizar franquias e conteúdo produzido pelo próprio conglomerado. “Nossa estratégia não é gastar mais, mas valorizar nosso conteúdo por toda a nossa vasta base de comunicação”, ele discursou um mês antes dos cortes. O cancelamento mais chocante tinha sido mesmo o de “Flack”. A produção da comédia estrelada por Anna Paquin (de “True Blood”), no papel de uma profissional de relações públicas especializada em resolver escândalos de celebridades, recebeu a notícia de que deixaria de ser exibida uma semana antes da estreia de sua 2ª temporada, prevista para 13 de março. Os episódios da 2ª temporada ficaram inéditos nos EUA, mas passaram em abril e maio no Reino Unido, já que a série é uma coprodução do canal pago britânico UKTV. O desmonte do Pop remete ao que aconteceu recentemente com outro canal do conglomerado ViacomCBS, o TVLand, que atualmente também só tem uma série original no ar, “Younger”. Veja abaixo os trailers das duas temporadas de “Flack”, com direito a várias participações especiais – Sam Neill (“Jurassic Park”), Daniel Dae Kim (“Hawaii Five-0”), Bradley Whitford (“The Handmaid’s Tale”), Amanda Abbington (“Sherlock”) etc.
As Telefonistas vira The Handmaid’s Tale no trailer da temporada final
A Netflix divulgou o pôster e o trailer da parte final da 5ª temporada de “As Telefonistas” (Las Chicas del Cable), sua primeira série espanhola, que conclui sua trama em clima de distopia. A prévia chega a evocar várias cenas da premiada série sci-fi “The Handmaid’s Tale”, com prisão de rebeldes, destruição da cultura liberal, repressão à homossexualidade e campos de reeducação para mulheres. Só que “As Telefonistas” não se passa num futuro terrível, mas na primeira parte do século 20 e demonstra em sua reta final os horrores do fascismo, durante a ascensão do generalíssimo Franco ao poder na Espanha. O final da história se afasta dramaticamente do início idealista da atração, que acompanhava originalmente quatro mulheres empregadas como telefonistas na Madri dos anos 1920, conquistando independência financeira numa sociedade ainda dominada pelo machismo. O tom de melodrama virou terror, conforme a história chegou nos anos 1930, apresentando a repressão fascista contra a liberdade democrática e todos os avanços da sociedade, em nome de um conservadorismo brutal. A série foi criada pelo trio Ramón Campos, Teresa Fernández-Valdés e Gema R. Neira, que escreveram juntos “Seis Hermanas”, uma novela passada quase na mesma época. Já o elenco é liderado por Blanca Suárez (“A Pele que Habito”), Ana Polvorosa (“Mentiras y Gordas”), Nadia de Santiago (“Ninho de Musaranho”) e Maggie Civantos (“Temporal”), que na reta final ainda contracenou com sua filha da vida real, Anahí Civantos, estreante no papel de filha de sua personagem, uma jovem idealista que se torna guerrilheira contra os exércitos franquistas. Os últimos episódios estreia em 3 de julho em streaming.
Séries novatas Perfect Harmony e Lincoln Rhyme são canceladas nos EUA
A rede NBC cancelou dois de seus lançamentos da temporada, a comédia “Perfect Harmony” e o thriller policial “Lincoln Rhyme: Hunt for the Bone Collector”. Apenas a segunda era exibida no Brasil, pelo canal pago AXN. Nenhuma das duas conseguiu atrair grande público nos EUA. A comédia foi um desastre completo, com média de 1,9 milhão de espectadores, enquanto a atração criminal conseguiu quase o dobro da atenção, vista por 3,6 milhões ao vivo. Elas se juntam ao destino de “Sunnyside”, primeira série cancelada da temporada, após quatro episódios assistidos por apenas 1,3 milhão de pessoas. “Perfect Harmony” era uma espécie de “Glee” da meia-idade ou, ainda, um “Glee” evangélico. A trama acompanhava o ex-professor de música Arthur Cochran (interpretado por Bradley Whitford, de “The Handmaid’s Tale”), que, desiludido com a vida, enche a cara, sai dirigindo e resolve se matar com pílulas. Mas, na última hora, pede um sinal a Deus. Como ele estacionou seu carro justamente diante de uma igreja, a deixa faz um coral sacro ressoar. Para resumir, ela acorda de ressaca dentro da igreja, cercado por um grupo de cantores desafinados que mal podem esperar para começar a ter aulas com seu novo professor. Diante dos personagens conflitantes a seu redor, Arthur logo percebe que aquela dissonância é o que ele precisa para se reinventar e redescobrir um pouco de felicidade. Com direito a muitas versões de músicas conhecidas em arranjos de coral. Daí, a referência a “Glee”. Com 64% de aprovação no Rotten Tomatoes, a série foi criada por Lesley Wake (roteirista de “Life in Pieces”) e o elenco desafinado também destacava Anna Camp, que tem experiência no gênero como uma das estrelas da trilogia musical “A Escolha Perfeita”, além de Tymberlee Hill (“Search Party”), Rizwan Manji (“The Magicians”), Will Greenberg (“Wrecked”), Geno Segers (“Banshee”) e Spencer Allport (“Zero”). “Lincoln Rhyme: Hunt for the Bone Collector”, por sua vez, era baseada na franquia literária do escritor Jeffery Deaver, iniciada por “O Colecionador de Ossos” em 1997 e que teve até o momento 13 continuações – a mais recente, “The Cutting Edge”, foi lançada em 2018. Todos os livros centram-se no personagem Lincoln Rhyme, que foi vivido por Denzel Washington no cinema e era interpretado por Russell Hornsby (o Hank da série “Grimm”) na TV. Investigador forense aposentado, Lincoln Rhyme se tornou quadriplégico ao sofrer um acidente e é relutantemente transformado em consultor pela polícia de Nova York para ajudar a pegar um serial killer. Ele acaba formando parceria com a policial novata Amelia Sachs, que já no primeiro caso o impressiona por seus instintos dedutivos e vira suas “pernas” nas investigações. No filme, Amelia era interpretada por ninguém menos que Angelina Jolie. Na série, foi vivida por Arielle Kebbel (“Midnight Texas”). A adaptação de 1999 dirigida pelo australiano Phillip Noyce (“Salt”) foi destruída pela crítica (28% no Rotten Tomatoes) e deu prejuízo financeiro (bilheteria mundial de US$ 151,4 milhões contra um orçamento de produção de US$ 73 milhões). E, por isso, “O Colecionador de Ossos” não virou franquia cinematográfica. A série não teve destino muito melhor, com 36% no Rotten Tomatoes e cancelamento após 10 episódios. Mas era previsível. A produção tinha sido desenvolvida por VJ Boyd e Mark Bianculli, que trabalharam juntos em dois pilotos, “The Jury” (2016) e “Doomsday” (2017), ambos recusados na rede ABC. A NBC ainda não anunciou o destino de outras quatro atrações da temporada – uma das mais fracas do canal. Mas a julgar pelas audiências de “Bluff City Law” (3,6 milhões), “Council of Dads” (2,8 milhões), “Indebted” (1,5 milhões) e “Zoey’s Extraordinary Playlist” (1,9 milhão) não deve demorar para a guilhotina cair novamente.
Reality Z: Série de zumbis brasileiros divide opiniões do público internacional
Disponibilizado pela Netflix na quarta (10/6), “Reality Z” tem dividido opiniões em todo o mundo. A série de zumbis com Sabrina Sato atingiu nota 5,1 (numa escala até 10) dos resenhistas voluntários do site americano IMDb e, sem nenhuma crítica oficial indexada, 64% de aprovação dos usuários do Rotten Tomatoes. Um dos poucos sites internacionais que apresentou resenha no lançamento da atração, o Decider sugeriu a seus leitores evitarem perder tempo. O principal consenso é que “Reality Z” agrada mais quem não conhece “Dead Set”. Por outro lado, alguns fãs do original reclamam contra o que percebem como um plágio descarado, cena por cena. Muitos lamentam que haja personagens demais, que são rapidamente dispensados sem dar tempo para o público se importar com seus destinos. Mas há quem veja essa matança como ponto positivo. Outros tantos apontam para a forma como a metade final dos 10 episódios parece uma série diferente da metade inicial, inclusive com nova protagonista. O fato é que o público internacional percebeu a colagem narrativa da produção, que é uma adaptação bastante reverente de “Dead Set” até seu quinto episódio e uma série completamente diferente do sexto ao décimo capítulos. Houve quem apontasse que a segunda metade seria a 2ª temporada nunca produzida de “Dead Set”. Quem dera. Entre os pontos positivos destacados estão efeitos visuais superiores aos de “Dead Set”, com zumbis que não fariam feio em “The Walking Dead”, e a principal mudança em relação à história original, que substituiu um namorado traído por uma mãe e seu filho desesperados para chegar na casa mais segura do Brasil. Infelizmente, esse detalhe não é muito aproveitado na trama. Também disponível na Netflix, “Dead Set” foi uma minissérie britânica de 2008 concebida por ninguém menos que Charlie Brooker, o criador de “Black Mirror”. A grande diferença em relação a “Reality Z” é que a produção original usava os cenários, o nome, a apresentadora (Davina McCall), o narrador oficial (Marcus Bentley) e até concorrentes do Big Brother inglês real, levando a metalinguagem ao limite. Como a marca Big Brother pertence à Globo no Brasil, a série teve que criar outro reality de confinamento, chamado “Olimpo, a Casa dos Deuses”, em que os concorrentes se vestem como gregos antigos – embora o visual lembre mais orgias romanas – e os paredões sejam chamados de “sacrifícios”. Isolada e autossustentável, a casa do reality logo se torna cobiçada para um punhado de pessoas que tenta escapar da pandemia zumbi no Rio de Janeiro. Mas enquanto o mundo acaba, os integrantes do reality seguem alheios ao que acontece do lado de fora, ignorando completamente o surto zumbi. Até ser tarde demais. Sabrina Sato vive a apresentadora do reality, o que permite uma ligação tênue com o Big Brother Brasil, já que ela foi revelada no programa. O elenco também inclui Guilherme Weber (“O Negócio”), Jesus Luz (“Aquele Beijo”), Ana Hartmann (“Me Chama de Bruna”), Emilio de Mello (“Psi”), Carla Ribas (“Casa de Alice”), Luellem de Castro (“Malhação”) e Ravel Andrade (“Sessão de Terapia”). A adaptação é assinada por Cláudio Torres (“A Mulher Invisível”, “O Homem do Futuro”), que além de escrever os roteiros com João Costa, compartilhou a direção com Rodrigo Monte (“Magnífica 70”). A produção é da Conspiração Filmes. Confira o trailer abaixo.
Patrulha do Destino: 2ª temporada ganha primeiro trailer
A plataforma HBO Max divulgou o primeiro trailer da 2ª temporada de “Patrulha do Destino” (Doom Patrol), que destaca uma nova personagem: Dorothy (Abigail Shapiro), filha do Chefe (Timothy Dalton). A prévia revela que a missão dos heróis será salvá-la. Lançada pela DC Universe, a série será disponibilizada simultaneamente pela HBO Max em seu segundo ano de produção. “Patrulha do Destino” será a única atração compartilhada pelos dois serviços. De fato, a maior parte do material do streaming da editora de quadrinhos continua exclusivo de seu serviço – detalhe que diversos sites geeks chamaram atenção ao pesquisar pelos títulos na HBO Max, lançada em 27 de maio nos EUA. Segunda produção live-action da DC Universe, “Patrulha do Destino” dá vida aos personagens mais estranhos da DC Comics, criados ainda nos anos 1960. Todos tiveram origens traumáticas, que os deixaram mutilados ou tão diferentes que causam medo e repulsa, em vez das reações positivas mais associadas aos super-heróis. Os personagens foram introduzidos em live-action num episódio de outra série da plataforma, “Titãs”, mas seu elenco mudou bastante desde a primeira aparição – embora isso não fique claro, já que a maioria aparece sob disfarces. Apenas April Bowlby (a Stacy de “Drop Dead Diva”) foi mantida como Mulher-Elástica, enquanto o Homem-Robô e o Homem-Negativo, encarnados por figurantes em suas estreias, estão sendo dublados e interpretados em cenas de flashbacks por Brendan Fraser (da trilogia “A Múmia” e “Viagem ao Centro da Terra”) e Matt Bomer (de “White Collar” e “American Horror Story”), respectivamente. Uma mudança, porém, é indisfarçável. Vivido por Bruno Bichir (série “Narcos”) em “Titãs”, Niles Caulder, o Chefe, ganhou a imponência de Timothy Dalton (ex-007 e protagonista de “Penny Dreadful”) na série própria. Além disso, a Patrulha foi reforçada por Diane Guerrero (a Martiza de “Orange Is the New Black”) no papel de Crazy Jane e Joivan Wade (Rigsy na série “Doctor Who”) como o herói Ciborgue. Elogiadíssima, a 1ª temporada superou as expectativas da crítica americana, atingindo 95% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Trata-se da mais bem-avaliada dentre todas as adaptações atuais de quadrinhos na televisão. A série chegou ao Brasil apenas em março deste ano, com exibição pelo canal pago HBO. A estreia da próxima leva de episódios foi marcada para 25 de junho nos dois streamings americanos, que ainda não têm previsão para chegar ao Brasil.












