12 séries pra entrar no clima da parada LGBTQIAP+
A maior parada LGBTQIAP+ brasileira acontece neste domingo (19/6) em São Paulo, e para entrar no clima destacamos 12 séries com gays, lésbicas, bissexuais, trans, não binários e queers em geral. A lista tem até cenas gravadas durante uma parada pré-pandêmica na capital paulista, e tanto pode servir de aquecimento como pós-festa. Entre minisséries e produções de até sete temporadas, as opções também podem servir como lição de História ou simples passatempo, já que abraçam gêneros tão diversos quanto seus personagens. | POSE | STAR+ Com três temporadas brilhantes, a produção de Ryan Murphy, Brad Falchuk e Steven Cannals contou os bastidores das festas de ballroom de Nova York na virada dos anos 1980 para 1990, onde surgiu a dança Vogue popularizada pela música de mesmo nome de Madonna. Mas além deste lado festivo, também mostrou o avanço da Aids e as lutas do período contra vários preconceitos. O detalhe é que, enquanto fazia isso, “Pose” também derrubou muitos preconceitos do presente, ao reunir o maior elenco transexual já visto na TV, estabelecer a carreira da roteirista-produtora-diretora trans Janet Mock, além de transformar Michaela Jaé (MJ) Rodriguez em superstar, como a primeira estrela trans indicada ao Emmy de Melhor Atriz de Drama, e confirmar o talento do ícone gay da Broadway Billy Porter, também vencedor do Emmy como Melhor Ator. | VENENO | HBO MAX A minissérie biográfica celebra La Veneno, ícone transgênero e personalidade da TV espanhola. Após se tornar reclusa, sua vida é narrada em flashback para um fã que descobre seu endereço, no momento em que atravessa a angústia da transição sexual. | IT’S A SIN | HBO MAX Passada em 1981, a minissérie gira em torno de um grupo de jovens atraídos à Londres pela agitada vida noturna gay da cidade. Mas essa alegria é rapidamente impactada pela epidemia de Aids. A produção foi criada por Russell T. Davies, que também criou a versão moderna de “Doctor Who” em 2005 e foi responsável pela série que introduziu o universo gay na televisão, “Queer as Folk” (não disponível em streaming), em 1999 – fez tanto sucesso que ganhou dois remakes americanos: o primeiro em 2000 e o segundo em junho passado na plataforma (indisponível no Brasil) Peacock. | LOVE, VICTOR | STAR+ A primeira série adolescente LGBTQIAP+ é baseada no filme “Com Amor, Simon”, sobre um adolescente que saía do armário e assumia seu romance gay em 2018. “Love, Victor” é a extensão daquela história, passada na mesma escola, mas acompanhando uma classe mais nova. A adaptação é de Isaac Aptaker e Elizabeth Berger, roteiristas do filme original e showrunners de “This Is Us”. Na trama, Victor Salazar (Michael Cimino, de “Annabelle 3: De Volta Para Casa”) é um adolescente recém-chegado na cidade e na Creekwood High School, que inicia sua jornada de autodescoberta e seu primeiro namoro gay com o colega Benji (George Sear, de “As Crônicas de Evermoor”). Os episódios da 3ª e última temporada foram lançados na quarta (15/6) em streaming. | HEARTSTOPPER | NETFLIX Comédia romântica fofa, “Heartstopper” gira em torno de dois estudantes britânicos do Ensino Médio: Charlie (vivido pelo estreante Joe Locke), um jovem abertamente gay e muito intenso, e Nick (Kit Connor, de “Rocketman”), um jogador de rúgbi atlético e de coração mole, que um dia são forçados a sentar juntos na classe e rapidamente se conectam, tentando timidamente expressar o que realmente sentem. A história de Alice Oseman foi originalmente lançado em 2015 como quadrinhos na web, antes de ser posteriormente publicado pela divisão infantil da editora Hachette numa coleção de graphic novels que virou best-seller. | LOOKING | HBO MAX A atração acompanha as vidas e os casos de amor de melhores amigos em São Francisco, cidade conhecida por ter uma das cenas gays mais vibrantes do mundo. A trama estrelada por Jonathan Groff (“Mindhunter”) foi completada por um telefilme (também disponível na HBO Max) após duas temporadas da série. | SENSE8 | HBO MAX Criada pelas irmãs Wachowski (diretoras trans de “Matrix”) e J. Michael Straczynski (da cultuada “Babylon 5”), a atração parte de uma premissa sci-fi para virar uma exploração despudorada da sexualidade, com personagens de várias faixas do arco-íris e cenas orgásticas. A produção americana, por sinal, faz parte da história das paradas de orgulho LGBTQIAP+ de São Paulo, por ter gravado cenas durante a edição de 2016, com direito a um beijo encenado no alto de um carro alegórico protagonizado pelos personagens Lito (Miguel Ángel Silvestre) e Hernando (Alfonso Herrera). Além deles, todo o elenco central (Jamie Clayton, Brian J Smith, Max Riemelt, Freema Agyeman, Doona Bae, Tina Desai e novato Toby Onwumere) e a diretora Lana Wachowski estiveram presentes nas gravações da capital paulista – e o resultado pode ser visto no vídeo acima. | THE L WORD: GENERATION Q | AMAZON PRIME VIDEO A continuação da pioneira “The L Word” (não disponível em streaming) reúne Jennifer Beals, Kate Moennig e Leisha Hailey com uma nova geração de jovens de Los Angeles. A letra Q do novo subtítulo se refere à “queer”, uma das palavras da sigla LGBTQIAP+, que reflete a fluidez sexual da atual geração. | GENTLEMAN JACK | HBO MAX A série de época é baseada na história real da primeira lésbica moderna, Anne Lister, que foi uma mulher de negócios rica e bem-sucedida, conhecida não apenas por se vestir com ternos masculinos, mas por ter se casado com a noiva Ann Walker numa igreja em 1834, no primeiro casamento lésbico do mundo. | ORANGE IS THE NEW BLACK | NETFLIX Basicamente uma trama de prisão feminina, mostrou a diversidade lésbica com personagens butch e femme, além de destacar a trans vivida por Laverne Cox, primeira atriz transexual indicada ao Emmy – quatro vezes pela série, na categoria de Melhor Atriz Convidada. Taylor Schilling (“Um Homem de Sorte”) e Laura Prepon (a Donna de “That ’70s Show”) viveram o casal protagonista. | FEEL GOOD | NETFLIX Em sua primeira série, a comediante canadense Mae Martin – que já teve seu próprio especial de stand-up na Netflix – vive uma versão de si mesma, encontrando o amor após uma apresentação de stand-up em Londres. Na trama, ela se envolve com uma mulher previamente heterossexual e com vergonha de se assumir, ao mesmo tempo em que reluta em se abrir sobre seu passado problemático. Lisa Kudrow (de “Friends”) vive sua mãe fictícia. | TODXS NÓS | HBO MAX O representante nacional da lista tem como gancho questões de gênero e apresenta o primeiro personagem não binário da TV brasileira. Criada pelos cineastas Vera Egito (“Amores Urbanos”), Daniel Ribeiro (“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”) e Heitor Dhalia (“Tungstênio”), exagera no didatismo e também discute feminismo e igualdade racial em seus oito episódios de 30 minutos, que acompanham o cotidiano dos personagens vividos por Clara Gallo (“Mãe Só Há Uma”), Kelner Macêdo (“Corpo Elétrico”) e Juliana Gerais (“Selvagem”).
Acidente causa morte de dois atores em produção da Netflix
A produção da série “The Chosen One” teve seus trabalhos interrompidos após um acidente de carro causar a morte de dois atores e ferir mais seis integrantes da equipe. A atração da Netflix está sendo gravada na região da Baixa Califórnia, no México, e a notícia foi confirmada pelo Departamento de Cultura do estado, que faz fronteira com a Califórnia americana. O acidente não teria acontecido durante as gravações nem perto do set. A mídia local informou que a tragédia ocorreu na quinta-feira (16/6), quando uma van que transportava a equipe saiu da estrada e capotou em uma área deserta no município de Loreto. Parentes das vítimas tem atacado a Netflix e os responsáveis pela produção por providenciar serviço de transporte de baixa qualidade, queixando-se que reclamações anteriores de perigo teriam sido ignoradas. A Netflix ainda não se pronunciou, mas os nomes dos atores falecidos já foram divulgados. São Raymundo Garduño Cruz e Juan Francisco González Aguilar. O segundo é mais conhecido pelo pseudônimo Paco Mufote e já tinha trabalhado anteriormente para a Netflix, numa participação em “Selena: A Série”, lançamento do ano passado. Ambos tinham carreira consolidada no teatro local. “The Chosen One” tem produção da Redrum, empresa com experiência em blockbusters, como “Mulher-Maravilha 1984” e “Bad Boys para Sempre”. A série é inspirada nos quadrinhos “American Jesus”, de Mark Millar e Peter Gross, sobre um menino de 12 anos que acredita ser a reencarnação de Jesus Cristo. Assim como o originador do cristianismo, ele tem poderes sobrenaturais e um destino traçado desde o nascimento. A produção é comandada pelo diretor Everardo Gout (“Uma Noite de Crime: A Fronteira”) e começou a ser gravada em 25 abril. Ainda não há previsão de estreia.
Cafu vai voltar a jogar futebol em série da Globoplay
Capitão do pentacampeonato mundial e ídolo do São Paulo FC, Cafu vai voltar a entrar em campo, agora na ficção. Ele demonstrou seu talento como jogador de futebol numa participação especial na série “O Jogo que Mudou a História”, atualmente em produção na Globoplay. As primeiras imagens foram disponibilizada na internet – veja abaixo. Apesar do título, a atração narra a escalada do tráfico no Rio. Na trama, duas comunidades vizinhas fictícias, Padre Nosso e Parada Geral, vivem um momento de grande rivalidade e violência entre os moradores. Para piorar, os times das duas localidades são finalistas num campeonato de futebol. O personagem de Cafu é o capitão da equipe da Padre Nosso. Além de Cafu, que estreou como ator no filme “Eu Sou Brasileiro” (2019), os times contam com participação de outros atletas da vida real, como Djalminha, Grafite, Odvan e o ex-goleiro da Seleção Brasileira Carlos Germano. Segundo a colunista Patricia Kogut, do jornal O Globo, eles jogaram uma partida de verdade para as gravações. O elenco de “O Jogo que Mudou a História” é grandioso e ainda inclui, entre outros, Raphael Logam (“Impuros”), Alli Willow (atriz franco-americana de “Bacurau”), Jonathan Azevedo (“Verdades Secretas 2”), Marcelo Serrado (“Galeria Futuro”), Dandara Mariana (“A Força do Querer”), Vanessa Giacomo (“Filhas de Eva”), Bukassa Kabengele (“Pacificado”), Júlio Andrade (“Sob Pressão”), o ex-BBB Babu Santana (“Tim Maia”) e emerson D’Alvaro, que chamou atenção em abril passado ao viver o Exu da Sapucaí, principal destaque da escola de samba Grande Rio, campeã do carnaval carioca deste ano. A trama desenvolvida pela equipe de “Arcanjo Renegado”, o roteirista José Júnior e o diretor Heitor Dhalia, mostrará o surgimento das grandes facções criminosas entre os anos de 1977 e 1989, e ainda fará crossover com outra atração da Globoplay, incluindo personagens de “A Divisão” e “Arcanjo Renegado”. Ainda não há previsão de estreia.
Everett Peck (1950–2022)
O artista Everett Peck, criador do personagem de quadrinhos Duckman e da sua adaptação animada do final dos anos 1990, morreu na terça (14/6) de câncer, aos 71 anos na Califórnia. A série “Duckman: Detetive Particular” foi desenvolvida por Peck em parceria com o casal Gabor Csupo e Arlene Klasky, criadores de “Rugrats: Os Anjinhos” e “Os Thornberrys”. O desenho durou quatro temporadas, de 1994 a 1997, e foi indicado a três prêmios Emmy de Melhor Série Animada. O personagem era um pato detetive magrelo, bocudo, enfezado, mulherengo e pai solteiro, que tinha sido concebido para uma história em quadrinhos de 1990 publicada pela Dark Horse Comics. A adaptação contou com dublagem de Jason Alexander (de “Seinfeld”). “Foi uma honra dar voz à sua amada criação e uma alegria ter conhecido Everett”, tuitou Alexander em sua homenagem nesta sexta (17/6). Apesar de ser mais conhecido por sua obra autoral, Peck trabalhou com outros personagens. De fato, iniciou na animação antes mesmo de criar Duckman, tendo desenvolvido o design da série animada “Os Caça-Fantasmas” de 1986. Posteriormente, ele também concebeu o visual dos personagens de “Os Novos Caça-Fantasmas”, da adaptação do filme “Jumanji” e de “Godzilla: A Série”. Seu último desenho foi outra obra original: “Andy e o Esquilo” (Squirrel Boy), que durou duas temporadas no Cartoon Network – de 2006 a 2008. Ele também trabalhou em design publicitários para empresas como Nike e Honda.
Universo de “The Vampire Diaries” deve continuar após fim de “Legacies”
A produtora Julie Plec, criadora do universo formado pelas séries “The Vampire Diaries”, “The Originals” e “Legacies”, falou com os sites Deadline TVLine na noite de quinta-feira (17/6), após o final da última série dessa franquia, para revelar que o cancelamento de “Legacies” não representa ainda o fim de uma era. Plec anunciou que está desenvolvendo um novo projeto derivado de “The Vampire Diaries”. Agradecendo à rede The CW e ao estúdio Warner Bros. Television pela informação antecipada de um possível cancelamento, que lhe permitiu dar a “Legacies” um final adequado, Plec ressaltou que isso não a impediu de se sentir “incomodada” pelo encerramento antes do planejado. E esse inconformismo a mantém motivada a resgatar esse universo. Ela confirmou que já está conversando com a Warner sobre uma nova fase da franquia. “Seria parte da linha do tempo compartilhada desse universo, mas ambientada em um cenário diferente e com personagens diferentes”, contou ao Deadline. “Acho que não é segredo que esse não era o final que esperávamos ter”, explicou Plec. “Você sabe, em nossas mentes, ‘Legacies’ teria continuado por muitos anos. Mas os grandes movimentos de negócios, que estão fora do nosso controle, meio que escreveram um final diferente para nós.” Mas a continuação “está vindo, eventualmente”, contou Plec. “Estamos tendo conversas muito boas e divertidas sobre como relançar a franquia em sua próxima fase”. Ela deu mais detalhes ao TVLine: “Este é o fim de um capítulo, mas podemos usá-lo para lançar o início de outro capítulo, que é o que queremos fazer quando tudo estiver confirmado”. E disse mais: a possível nova série contará com participação do cocriador de “The Vampire Diaries”, Kevin Williamson (criador também da franquia “Pânico” no cinema), que não participou da produção dos spin-offs, e do showrunner de “Legacies”, Brett Matthews. “Brett, Kevin e eu temos uma ideia penetrando em nossos cérebros que ainda não tivemos tempo de colocar no papel. Mas definitivamente queremos incluir outro galho nessa árvore. É apenas uma questão de quando, não se.” Diante desses comentários, vale observar que o desfecho de “Legacies” foi um convite para o ingresso de novos personagens no universo televisivo baseado nos livros de L.J. Smith, introduzido por Plec e Williamson em 2009 com a estreia de “The Vampire Diaries”. “Legacies” completou um círculo completo, ao girar em torno de filhas de personagens daquela atração e da derivada “The Originals”, e se despedir num episódio com a participação de um pai e uma mãe das séries que a antecederam. A trama da derradeira produção se passava na Escola Salvatore para adolescentes sobrenaturais, fundada para ensinar seus alunos a lidar com poderes e maldições, e evitar que se tornassem monstros. A escola foi estabelecida na antiga residência Salvatore, lar dos irmãos vampiros de “The Vampire Diaries”, era administrada pelo ex-caçador de vampiros Alaric Saltzman (Matthew Davis) e financiada com a herança do falecido vampiro original Klaus Mikaelson (Joseph Morgan), com o objetivo de assegurar um futuro para sua filha Hope Mikaelson (Danielle Rose Russell, introduzida em “The Originals”), a jovem mais poderosa do mundo. Além de Hope, herdeira de bruxas, vampiros e lobisomens, a série também destacava as filhas gêmeas de Alaric, as bruxas Josie (Kaylee Bryant, de “Santa Clarita Diet”) e Lizzie Saltzman (Jenny Boyd, de “A Jornada dos Vikings”), e diversos jovens sobrenaturais interpretados por Aria Shahghasemi (“No Alternative”), Quincy Fouse (“The Goldbergs”), Chris Lee (“The Chi”), Ben Levin (“Caindo na Real”), Omono Okojie (“Trees of Peace”), Leo Howard (“Porque as Mulheres Matam”), Courtney Bandeko (“Dead of Night”) e Peyton Alex Smith (“Detroit em Rebelião”), entre outros. “The Vampire Diaries”, “The Originals” e “Legacies” foram exibidas no Brasil pelo canal pago Warner e estão disponíveis completas na plataforma HBO Max – que, curiosamente, traduziu o nome da última para “Legados” no streaming.
“Expresso do Amanhã” vai acabar na próxima temporada
A série “Expresso do Amanhã” (Snowpiercer) vai acabar na próxima temporada, a 4ª da atração. O cancelamento é decorrência da fusão da antiga WarnerMedia com a Discovery. A orientação do novo conglomerado, Warner Bros. Discovery, é que os canais pagos TNT e TBS, do grupo Turner, não produzam mais conteúdo original de ficção. Embora exibida no Brasil pela Netflix, a série é uma produção original do TNT. A decisão veio à tona quando os contratos do elenco não foram renovados, liberando os atores para trabalhar em outros projetos. Após esta informação se tornar pública, a TNT emitiu um comunicado. “Podemos confirmar que ‘Snowpiercer’ terminará após uma várias temporadas bem-sucedidas na TNT. Seus talentosos escritores, atores e equipe pegaram uma premissa extraordinária e a trouxeram à vida de maneiras emocionantes. Foi aclamada pela crítica, teve um impacto significativo no gênero pós-apocalíptico e agora permanecerá nos corações e mentes dos fãs para sempre”, diz o texto oficial. Desenvolvida por Graeme Mason (co-criador de “Orphan Black”), “Expresso do Amanhã” é baseada em quadrinhos franceses e no longa-metragem homônimo dirigido pelo sul-coreano Bong Joon-ho (grande vencedor do Oscar 2020 com seu trabalho mais recente, “Parasita”), e destaca em seu elenco Daveed Diggs (da série “The Get Down”) e Jennifer Connelly (de “Noé”). A trama se passa a bordo de um trem de quase mil vagões, que carrega os últimos sobreviventes da humanidade, depois que um desastre climático criou uma nova era do gelo. A 3ª temporada terminou com um grande reviravolta, com a separação dos vagões, divididos em dois trens que decidem rumar em direções opostas, e a descoberta de um lugar descongelado na África. O grande elenco também inclui Sean Bean (o Ned Stark de “Game of Thrones”), Mickey Sumner (“Mistress America”), Annalise Basso (“Ouija: A Origem do Mal”), Sasha Frolova (“Operação Red Sparrow”), Hiro Kanagawa (série “The Man in the High Castle”), Susan Park (série “Vice-Principals”), Ryan Robbins (série “Continuum”), Roberto Urbina (série “Narcos”), Jonathan Walker (“A Coisa”), Aleks Paunovic (“Van Helsing”), Alison Wright (série “The Americans”) e, desde a 2ª temporada, Rowan Blanchard (“Garota Conhece o Mundo”). “Expresso do Amanhã” era última série original restante na TNT, que no domingo (19/5) estreia a 5ª e última temporada de “Animal Kingdom”. A 4ª temporada, atualmente em produção, contará com participação de Clark Gregg e um novo showrunner, Paul Zbyszewski, que já comandou o ator em “Agents of SHIELD”. Ainda não há previsão de estreia para os últimos capítulos, que só devem ser exibidos em 2023.
Tyler Sanders (2004-2022)
O ator Tyler Sanders, que estrelou a série infantil “Uma Pitada de Magia: Cidade Misteriosa”, foi encontrado morto em sua casa na quinta (16/6) aos 18 anos. O empresário do jovem, Pedro Tapia, confirmou a notícia sem dar mais detalhes sobre o ocorrido, pois a morte está sendo investigada pela polícia de Los Angeles. Ele era considerado um talentoso ator mirim, que atuava desde os dez anos de idade, e no ano passado foi indicado ao Daytime Emmy, premiação voltada às atrações diurnas e infantis dos EUA, como Melhor Ator pelo papel de Leo na série da Amazon Prime Video. Sanders viveu o personagem pela primeira vez em 2019, num episódio da série original “Uma Pitada de Magia”, da Amazon. A aparição serviu para lançar um spin-off centrado nos meio-irmãos Leo (Sanders) e Zoe (Jolie Hoang-Rappaport) e seu vizinho Ish (Jenna Qureshi) em 2020. Na trama de “Cidade Misteriosa”, o personagem de Sanders torna-se o novo protetor de um livro de receitas mágicas. Antes disso, ele participou de episódios de “Fear the Walking Dead” (em 2017) e do drama policial “The Rookie” (em 2018). Sua última aparição na TV foi num episódio de “911: Lone Star”, exibido nos Estados Unidos em abril. O ator deixou pronta sua atuação no suspense “The Price We Pay”, que será lançado ainda neste ano.
“Game of Thrones” terá sequência centrada em Jon Snow
A HBO está desenvolvendo sua primeira sequência de “Game of Thrones”. Após produzir o prólogo “A Casa do Dragão”, o canal pago americano decidiu ouvir os fãs, até hoje inconformados com o desfecho da história original, e dar início ao projeto de uma série centrada em Jon Snow. De acordo com as revistas The Hollywood Reporter e Variety, o ator Kit Harington já fechou contrato para estrelar a produção, que ainda não foi anunciada de forma oficial. A nova atração deverá mostrar o que acontece com Jon Snow após descobrir sua verdadeira origem, como legítimo herdeiro do Trono de Ferro, e ser exilado para além da Muralha. Em “Game of Thrones”, ele é visto pela última vez rumando para as terras geladas do Norte. Embora essa premissa tenha potencial para afastá-lo dos personagens principais e locações anteriores, nada impede uma reviravolta capaz de mudar a conclusão da série original, escrita por David Benioff e D.B. Weiss. A produção também voltará a condenar Harington à gravações em regiões gélidas. Suas cenas foram as mais cansativas de todo o programa, incluindo 11 semanas de trabalho noturno no rigor do inverno da Irlanda do Norte para a temporada final. A decisão de continuar “Game of Thrones” pode estar refletindo a expansão do universo Marvel, que tem se multiplicado em séries que se entrelaçam numa mesma linha temporal, além de valorizar um ator consagrado como seu personagem – outra característica das atrações derivadas dos filmes da Marvel. Vale lembrar que, logo que “Game of Thrones” acabou, muitos fãs clamaram por spin-offs nas redes sociais, mas a maioria estava mais interessada em ver novas aventuras de Arya Stark, vivida por Maisie Williams, que partia num barco rumo a mares desconhecidos de Westeros. A iniciativa da HBO de só encomendar prólogos foi um banho de água fria no entusiasmo do público. Quem sabe, a série de Jon Snow seja apenas a primeira de uma leva de atrações sobre o futuro de Westeros. Em teoria, a volta de Jon Snow pode permitir que outros personagens sobreviventes das batalhas de “Game of Thrones” reapareçam – além de Arya, Sansa Stark (Sophie Turner), Bran Stark (Isaac Hempstead Wright), Tyrion Lannister (Peter Dinklage) e Brienne of Tarth (Gwendoline Christie), entre outros. A HBO está desenvolvendo outras três séries do mesmo universo, mas que se passam antes de “Game of Thrones”: “10.000 Ships” (também conhecida como “Nymeria”) com a showrunner Amanda Segel, “9 Voyages” (também conhecido como “The Sea Snake”) com o showrunner Bruno Heller e “Dunk and Egg” com o showrunner Steve Conrad. Há também três projetos de prólogos animados animados, incluindo “The Golden Empire”, que se passa na terra de Yi Ti, inspirada na China. A única série totalmente produzida desse universo é “A Casa do Dragão”, passada 200 anos antes dos eventos de “Game of Thrones” e centrada na família Targaryen, que tem estreia marcada para 21 de agosto.
“Astro Boy” vai ganhar nova série do criador de “Ladybug”
O famoso anime “Astro Boy” vai ganhar uma nova versão, produzida e dirigida pelo francês Thomas Astruc, criador do sucesso “Miraculous: As Aventuras de Ladybug”. Pra quem não sabe, o personagem foi criado por Osamu Tezuka, um dos maiores mangakas de todos os tempos, e publicado em mangás a partir de 1952. Mas seu grande impacto na cultura japonesa se deve à sua adaptação em anime. Lançada em 1963, a série se tornou um fenômeno global. “Astro Boy” foi um dos primeiros desenhos japoneses exibidos com sucesso no Ocidente – inclusive no Brasil – , e se destacou por um detalhe: os olhos grandes dos personagens. Graças à popularidade da série, esse detalhe passou a fazer parte da estética de todas as animações japonesas desde então. A origem do personagem-título foi concebida como uma versão sci-fi de “Pinóquio”: um robô construído por um cientista à imagem e semelhança do filho que perdera. Além disso, antes de tornar-se o herói da história, o menino-robô passa um tempo “perdido” numa espécie de circo, exatamente como na história do boneco de pau de Carlo Collodi popularizado por Walt Disney. A diferença é que o personagem acredita ser um menino de carne e osso e, mesmo depois de descobrir a sua verdadeira origem, continua agindo como tal. Isto, claro, quando não está salvando o mundo de algum dano criado pela própria humanidade ou pregando o pacifismo e ensinando respeito. A nova série deverá ser bem diferente da produção original, já que sua animação será computadorizada – como o longa-metragem lançado em 2009. Mas os temas básicos serão mantidos, com abordagens contemporâneas para expressar o impacto da internet, redes sociais e a devastação do meio-ambiente. “Demoramos vários meses para garantir os direitos e, é claro, havia muitas empresas japonesas e americanas circulando essa propriedade, mas no final (os detentores dos direitos de Tezuka) confiaram e nós, porque temos uma sensibilidade e cultura semelhantes de quadrinhos em ambos nossos países, e o que conseguimos com ‘Ladybug’ no Japão e em todo o mundo também teve um grande papel em convencê-los”, disse em comunicado Aton Soumache, presidente da Method Animation, empresa francesa que vai produzir a nova versão da série. Thomas Astruc, que se tornou um superstar com a criação de “Ladybug”, também se manifestou sobre o projeto, afirmando que “não tinha palavras para descrever o quanto Osamu Tezuka influenciou (sua) vida e (seu) trabalho”. “’Astroboy’ é uma série cult que vislumbrou o futuro como nenhuma outra propriedade. No mundo estranho em que vivemos hoje, todo mundo precisa que o Astroboy volte!” acrescentou Astruc, comparando o impacto cultural do trabalho de Tezuka ao de Victor Hugo e Jack Kirby. “’Astroboy’ desencadeou o boom dos mangás e criou a indústria do anime moderno”, resumiu. A 1ª temporada terá 52 episódios de meia-hora, mas ainda não há previsão de estreia.
Vídeo mostra transformação de Joseph Quinn no Eddie de “Stranger Things”
Depois de divulgar um vídeo mostrando como o ator Jamie Campbell Bower vira o monstro Vecna, a Netflix revelou a maquiagem transformadora de outro personagem novo de “Stranger Things”. Desta vez, o processo é bem mais simples. Mas não deixa de ser impressionante como a colocação de uma peruca realista muda totalmente a fisionomia do ator inglês Joseph Quinn (de “Howards End”) para torná-lo Eddie Munson, o líder do Clube do Inferno na 4ª temporada da série. Quinn foi muito elogiado por sua interpretação. E como mostra sua participação sem disfarces, ele é completamente diferente de seu primeiro papel numa produção feita nos EUA – inclusive no sotaque britânico. O ator e seu personagem ainda vão voltar em mais dois episódios da parte 2 da temporada, que estreiam em 1 de julho e terão tamanho de filmes. O 8º capítulo dura cerca de 1 hora e 25 minutos, enquanto o 9º e derradeiro terá quase 2 horas e meia. the two people with best hair in hawkins in the same room? sign me up. pic.twitter.com/Io92gCoCKB — Stranger Things (@Stranger_Things) June 16, 2022
4ª temporada de “Westworld” ganha trailer apocalíptico
A HBO Max divulgou o pôster nacional e o segundo trailer legendado da 4ª temporada de “Westworld”. Conduzida por uma versão instrumental da música “Perfect Day”, de Lou Reed, a prévia começa com Evan Rachel Wood em clima de “Matrix” e revela o retorno de vários outros atores, além de introduzir novos integrantes do elenco. A prévia também faz um relato parcial do plano de Charlotte (Tessa Thompson), transformada em principal antagonista, que pretende realizar um aparente ataque apocalíptico contra a humanidade. Outras cenas trazem a revelação de um parque temático da era dos gângsteres (anos 1930), jornadas pelo deserto e insetos assassinos. Já lista de atores vislumbrados inclui Jeffrey Wright, Ed Harris, Thandiwe Newton, Angela Serafyan, Aaron Paul, Luke Hemsworth e as novidades representadas por Aurora Perrineau (“Prodigal Son”) e Ariana DeBose (vencedora do Oscar por “Amor, Sublime Amor”). Os novos episódios da série criada pelo casal Jonathan Nolan e Lisa Joy estreiam em 26 de junho – 25 meses após o final da 3ª temporada.
Super-herói Magnum vai ganhar série da Marvel
O super-herói Magnum (Wonder Man) será o próximo personagem da Marvel a ganhar sua própria série na plataforma Disney+. O projeto tem produção de Destin Daniel Cretton, diretor de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, que se juntou ao roteirista Andrew Guest (“Brooklyn Nine-Nine”) para realizar a atração. Guest será o roteirista principal da série, enquanto Cretton será o produtor executivo e possivelmente dirigirá um episódio ou mais. O projeto faz parte de um contrato de produção firmado entre Cretton e o Marvel Studios, assinado no final do ano passado no auge do sucesso de “Shang-Chi”. Ainda em estágios iniciais, as gravações não devem começar antes de 2023. Criado em 1964 por Stan Lee, Jack Kirby e Don Heck, Simon Williams (a identidade de Magnum) surgiu como capanga do Barão Zemo, mas foi reconfigurado nos anos 1970 como herói (e um dos Vingadores), até passar a usar sua superforça para trabalhar como dublê e astro de filmes de ação de Hollywood. Enquanto estava nos Vingadores, o personagem também desenvolveu fortes laços com Visão e Wanda, a Feiticeira Escarlate. Histórias chegaram a sugerir que Magnum e Visão era praticamente irmãos. Ele também desenvolveu sentimentos por Wanda, depois que o Visão foi desmantelado. Ainda não está claro qual fase do personagem a série da Disney+ vai abordar. Mas vale lembrar que “Guardiões da Galáxia Vol. 2” chegou a filmar – e posteriormente descartar – uma cena cheia de pôsteres de cinema em que o ator Nathan Fillion (“Castle”, “The Rookie”) aparecia como o astro Simon Williams. Fillion acabou encarnando o personagem apenas como dublador, na série animada “M.O.D.O.K” – que não faz parte oficialmente do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Após o recente lançamento de “Ms. Marvel”, as próximas séries da Marvel são “Mulher-Hulk” em agosto, “Invasão Secreta”, estrelada por Samuel L. Jackson, e “Coração de Ferro”, ambas previstas para o final deste ano. Além disso, há uma 2ª temporada de “Loki” encomendada e o desenvolvimento de uma nova série do “Demolidor”. Além deste projeto, Cretton está atualmente trabalhando na sequência de “Shang-Chi” e irá dirigir e produzir uma série baseada na graphic novel “American Born Chinese” para a Disney+.
“Hacks” é renovada para 3ª temporada
A HBO Max anunciou a renovação de “Hacks” para sua 3ª temporada. O anúncio chega duas semanas após o final da 2ª temporada, que foi considerado um encerramento perfeito de toda a trama. Apesar disso, a plataforma da Discovery Warner Bros. quer novos episódios. “Parabenizamos os produtores executivos e o elenco extraordinariamente talentosos de ‘Hacks’ e nossos parceiros da Universal Television”, disse Sarah Aubrey, chefe de conteúdo original da HBO Max, no comunicado sobre a renovação. “Estamos muito felizes com o público e a resposta da imprensa para a nova temporada, e felizes em dar aos espectadores ainda mais desta série linda, hilária e comovente.” Rara série com 100% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, “Hacks” venceu três prêmios Emmy em sua temporada inaugural – Melhor Roteiro, Direção e Atriz. Criação de Paul W. Downs, Lucia Aniello e Jen Statsky, todos roteiristas de “Broad City”, a atração traz Jean Smart (“Watchmen”) como uma lendária comediante de Las Vegas. Enfrentando a decadência e a falta de humor, ela se vê compelida a contratar uma jovem estrela da internet para lhe escrever novas piadas, mas as duas se odeiam à primeira vista, até perceberem que o desprezo de uma pela outra é o ingrediente ideal para uma boa parceria. A “estagiária” do humor é interpretada pela novata Hannah Einbinder. Além de co-escrever e co-produzir a série, Aniello também dirige e Downs integra o elenco da atração – que ainda inclui Carl Clemons-Hopkins (“Chicago Med”), Kaitlin Olson (“It’s Always Sunny in Philadelphia”), Christopher McDonald (“Professor Iglesias”), Mark Indelicato (“Ugly Betty”), Poppy Liu (“Sunnyside”), Johnny Sibilly (“Pose”), Meg Stalter (“The Megan Stalter Show”) e Rose Abdoo (“Duas Tias Loucas de Férias”) no elenco. We're climbing a mountain. Hacks has been renewed for Season 3! #hacksonhbomax pic.twitter.com/M0MK3asd5J — HBO Max (@hbomax) June 16, 2022












