Mais um vilão de “Karatê Kid” volta em “Cobra Kai”
A Netflix divulgou diversas fotos da vindoura 5ª temporada da série “Cobra Kai”. E uma das fotos destaca a presença do ator Sean Kanan, que retorna ao papel de Mike Barnes, personagem que ele interpretou em “Karatê Kid 3: O Desafio Final” (1989). Barnes foi o grande antagonista de Daniel LaRusso (Ralph Macchio) em “Karatê Kid 3”, contratado por Terry Silver (Thomas Ian Griffith) para enfrentar o herói da franquia no combate decisivo da competição daquele filme, que definiu o destino do dojo Cobra Kai. Com isso, Kanan se junta à crescente lista de atores da franquia original que retornaram para a série. Alimentada pela nostalgia da década de 1980, “Cobra Kai” foi criada pelos Josh Heald, Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg (os dois últimos de “American Pie: o Reencontro”) e segue os personagens clássicos Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e Johnny Lawrence (William Zabka) mais de 30 anos após os eventos da franquia original. Na trama da 5ª temporada, Terry Silver, o sensei sinistro que assumiu novamente o controle do Cobra Kai, planeja expandir os seus negócios pelo Vale de San Fernando, em Los Angeles. Diante disso, os antigos inimigos Daniel LaRusso e Johnny Lawrence precisaram formar uma aliança e agora vão recrutar alguns rostos novos (e outros familiares) com o intuito de combater o vilão Silver. Outros membros da franquia original que também retornaram para a série são Randee Heller e Yuji Okumoto. O elenco ainda conta com Tanner Buchanan, Xolo Maridueña, Mary Mouser, Courtney Henggeler, Jacob Bertrand, Peyton List e Vanessa Rubio. A 5ª temporada de “Cobra Kai” vai estrear em 9 de setembro.
Netflix revela teaser da série com as cantoras Lucy Alves e Agnes Nunes
A Netflix também está entrando no universo dramático da música mais popular brasileira. A plataforma divulgou pôsteres e o primeiro teaser da série nacional “Só Se For Por Amor”, protagonizada pela cantora Lucy Alves (“Tempo de Amar”) e Felipe Bragança (“Dom”), que estreia em 21 de setembro. A prévia apresenta os protagonistas, que também incluem a cantora Agnes Nunes, em sua estreia como atriz. Na trama, que se passa em Goiás, Deusa (Lucy Alves) e Tadeu (Filipe Bragança) são um casal apaixonado que decide criar uma banda, a Só Se For por Amor. Mas assim que começam a fazer sucesso, Deusa recebe uma proposta de carreira solo. Ao seguirem rumos diferentes, a relação deles sofre abalos, enquanto o grupo procura uma nova vocalista. É quando surge a misteriosa Eva (Agnes Nunes). Lucy Alves aproveitou a divulgação para comentar o lançamento nas redes sociais. “Um conto quente que nem sertão, cheio de prazer e de paixão. Deusa está chegando, minha gente! Ansiosa pra dividir com vocês. ‘Só Se For Por Amor’ é um presente e um projeto que eu tenho o imenso prazer em fazer parte. Obrigada, Netflix Brasil! Tô pronta! Estreia dia 21 de Setembro”, ela escreveu.
Eva Longoria será filha de Carmen Maura em minissérie
A atriz Eva Longoria (de “Desperate Housewives”) vai estrelar e produzir a minissérie “Land of Women”, desenvolvida para o serviço de streaming Apple TV+. Baseada no livro homônimo de Sandra Barneda, a série vai acompanhar Gala (papel de Longoria), uma mulher cuja vida vira de cabeça para baixo quando seu marido é acusado de crimes financeiros. Diante da situação, ela é forçada a fugir de Nova York ao lado da mãe idosa e da filha universitária. Elas se escondem em uma pequena cidade no interior da Espanha, de onde a mãe de Gala fugiu há mais de 50 anos. Mas as fofocas se espalham rapidamente na pequena cidade, revelando segredos sobre aquela família. O elenco ainda conta com a veterana Carmen Maura, estrela de inúmeros filmes de Pedro Almodóvar, no papel da mãe da protagonista. A série foi criada pela dupla Ramón Campos e Gema R. Neira, responsáveis por “Now and Then – O Segredo Que Nos Une”, também na plataforma da Apple. O projeto ainda marca o reencontro de Campos e Neira com Longoria, depois de trabalharem juntos na série “Grand Hotel” (2019). “Land of Women” ainda não tem previsão de estreia. Entre os projetos seguintes de Eva Longoria estão os filmes “Un Cuento de Circo & A Love Song”, que marca a estreia na direção do ator Demián Bichir (“A Freira”), e uma nova adaptação do clássico “A Guerra dos Mundos”, ambos sem data de estreia definida.
Netflix cancela “Força Queer” após uma temporada
A Netflix cancelou a série animada “Força Queer” (Q-Force), sobre um grupo desvalorizado de superespiões LGBTQIAP+ em aventuras pessoais e profissionais. Como a plataforma não anuncia cancelamentos, a notícia foi dado por um dos dubladores, Matt Rogers (do podcast “Las Culturistas”), durante uma aparição no podcast “Attitudes!”. “As pessoas que adoraram realmente adoraram, e a boa notícia é que sempre estará na Netflix”, disse Rogers. “Não teve uma 2ª temporada, mas saiu e existe.” Lançada em setembro do ano passado, a série girava em torno de Steve Maryweather, mais conhecido como Agente Mary, que é punido com uma relocação após revelar ser homossexual para a empresa em que trabalha, a Agência de Inteligência Americana (AIA). Entretanto, em vez de se acomodar com a “punição”, Mary acaba formando sua própria equipe de agentes queer. A atração lembrava a animação brasileira “Super Drags”, também da Netflix, com super-heróis LGBTQIAP+, que também foi precocemente cancelada após a 1ª temporada. A animação americana foi criada por Gabe Liedman (roteirista de “Brooklyn Nine-Nine”), Sean Hayes (o Jack de “Will & Grace”) e Michael Schur (criador de “Brooklyn Nine-Nine”) e destacava em seu seu elenco o próprio Sean Hayes como a voz do agente Mary.
Joe Keery vai estrelar 5ª temporada de “Fargo”
O ator Joe Keery vai trocar provisoriamente Hawkins, Indiana, por Fargo, na Dakota do Norte. O intérprete de Steve em “Stranger Things” foi confirmado no elenco da 5ª temporada da série “Fargo”, do canal pago FX. Ele interpretará um personagem chamado Gator Tillman, mas as informações são escassas no momento. Com um formato de antologia, “Fargo” traz uma nova história criminal e um elenco diferente a cada temporada. E a principal pista sobre os novos episódios foi revelado em fevereiro passado, quando a produção foi confirmada com uma descrição em forma de perguntas: “Quando é que um rapto não é um rapto, e se a sua mulher não fosse a sua mulher?”. Keery se junta a um elenco grandioso, que já tinha confirmado as participações de Jon Hamm (“Mad Men”), Juno Temple (“Ted Lasso”) e Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”), e agora anunciou também Lamorne Morris (“New Girl”) e Richa Moorjani (“Eu Nunca…”). As gravações devem começar em poucas semanas e ainda não há previsão de estreia dos novos episódios.
Kaley Cuoco vai estrelar série de comédia sobre “true crime”
A atriz Kaley Cuoco já tem uma nova série de comédia engatilhada. Após 12 temporadas de “The Big Bang Theory” e duas de “The Flight Attendant”, a atriz vai estrelar a série “Based on a True Story”, produzida pelo ator Jason Bateman (“Ozark”). A atração vai narrar uma história real em que as vidas de uma corretora de imóveis (possível papel de Cuoco), um encanador e uma ex-estrela do tênis se colidem inesperadamente, expondo a obsessão dos EUA por crimes reais e assassinatos. Criada por Craig Rosenberg (roteirista de “The Boys”), “Based On a True Story” está sendo desenvolvida para a plataforma de streaming Peacock. Segundo o site Deadline, Cuoco já fechou contrato para estrelar duas temporadas da nova atração. Kaley Cuoco recebeu recentemente sua primeira indicação ao Emmy de Melhor Atriz pela 2ª temporada de “The Flight Attendant”. Ainda não há confirmação se a série da HBO Max terá uma nova temporada. Entretanto, o contrato de Cuoco permite que ela retorne a “The Flight Attendant”, caso seja necessário. Os projetos futuros da atriz também incluem a comédia “Meet Cute”, com viagem no tempo, e o suspense “Role Play”, sobre segredos num casamento, ambos sem previsão de lançamento.
Diretor de “1917” e criador de “Veep” farão sátira de filmes de super-heróis
O cineasta Sam Mendes, vencedor do Oscar por “Beleza Americana” (2000) e indicado por “1917” (2020), vai dirigir o piloto de uma nova série de comédia de Armando Iannucci, o criador de “Veep”. Intitulada de “The Franchise” e desenvolvida para o canal pago HBO, a atração pretende satirizar a Hollywood atual, acompanhando uma equipe que trabalha na produção de um filme de super-herói. Iannucci e Mendes vão produzir o projeto, que está sendo escrito pelos roteiristas Jon Brown (“Dead Pixels”) e Keith Akushie (“Siblings”). Embora seja mais conhecido por seus filmes, Sam Mendes tem uma longa carreira como produtor televisivo, tendo trabalhado em séries como “Penny Dreadful”, “Informer” e “Britannia”. Mas essa será a primeira vez que ele vai dirigir um episódio de série. Atualmente, o cineasta trabalha na pós-produção do seu mais novo filme, intitulado “Empire of Light”, uma declaração de amor aos cinemas de outrora, que tem previsão de lançamento para dezembro.
Andy Serkis fará série sobre criadora do museu Madame Tussaud
O ator/cineasta Andy Serkis (“Venom: Tempo de Carnificina”) vai dirigir a série “Madame!”, sobre a vida de Marie Tussaud, a artista francesa visionária conhecida por suas esculturas de cera, que batiza o famoso museu Madame Tussaud. A série vai acompanhar a vida de Marie Tussaud a Paris do século 18, durante o Iluminismo, passando pela Revolução Francesa e pelo Reinado do Terror, até ela viajar para a Inglaterra, onde abriu seu célebre museu, dedicado a figuras de cera de celebridades, que virou uma verdadeira franquia, atualmente com mais de 20 unidades ao redor do mundo. “Este não é um drama de época convencional, é uma loucura hilária, sem limites, anárquica e punk”, disse Serkis. “Marie sabia de uma coisa muito claramente – se você vai contar sua própria história de vida, torne-a divertida, mesmo que tenha que inventar, e aconteça o que acontecer, corte as partes chatas.” Além de dirigir, Serkis também vai atuar como showrunner da atração, que ainda não tem data de lançamento definida. Andy Serkis atualmente está envolvido no terceiro filme da franquia “Venom” e na adaptação do clássico da literatura “A Revolução dos Bichos”. Ambos os projetos ainda não têm previsão de estreia.
Jason Isaacs vai viver Cary Grant em série
O ator Jason Isaacs, da série “Star Trek: Discovery” e da franquia “Harry Potter”, vai estrelar a série “Archie”, que não é sobre o personagem de “Riverdale”, mas sobre a vida de Cary Grant, um dos grandes astros da era de ouro de Hollywood. Criada pelo roteirista Jeff Pope (“Philomena”), a série vai cobrir desde o nascimento do ator, em 1904, em Bristol, na Inglaterra, passando pela sua infância difícil (na qual enfrentou problemas como a pobreza extrema, o adultério do pai e a perda do irmão) e mostrar um pouco da sua adolescência, quando ele ingressou numa banda e se mudou para os EUA. A atração vai apresentar os detalhes da juventude de Grant intercalados com cenas passadas em 1961, quando o ator (nesse ponto, interpretado por Isaacs) estava no auge da sua fama, mas vivia um momento de infelicidade após o término do seu segundo casamento. Nessa época, ele conheceu a atriz Dyan Cannon, que era 30 anos mais nova do que ele e com quem ele viria a se casar. Cary Grant atuou em mais de 70 títulos, incluindo grandes clássicos como “Suspeita” (1941), “Ladrão de Casaca” (1955) e “Intriga Internacional” (1959), só para citar as vezes em que foi dirigido por Alfred Hitchcock, numa carreira que se estendeu por 34 anos. Em vez de se focar no seu sucesso como ator, porém, a série vai seguir por outro caminho. O título “Archie” é uma referência ao nome de batismo de Grant, Archibald Alexander Leach, e sugere um tom mais intimista na atração. “Havia apenas um Cary Grant e eu nunca seria tolo de tentar entrar em seus sapatos icônicos. Archie Leach, por outro lado, não poderia estar mais longe do personagem que ele inventou para se salvar”, disse Isaacs. “Archie” está sendo desenvolvida pela ITV e BritBox International e ainda não tem previsão de lançamento. Jason Isaacs será visto em breve nos filmes “Spinning Gold”, “Mother Russia” e “A Winter’s Journey”, todos ainda sem data de estreia definida.
Roger E. Mosley: Ator da série “Magnum” morre aos 83 anos
O ator Roger E. Mosley, que viveu o piloto de helicóptero Theodore “TC” Calvin na série de televisão clássica “Magnum”, morreu na manhã deste domingo (7/8) aos 83 anos. A causa da morte não foi revelada. Mosley participou de todos os 158 episódios, da estreia ao capítulo final das oito temporadas de “Magnum”, entre 1980 e 1988. Sua forte ligação com a atração clássica lhe rendeu um convite para aparecer na 1ª temporada do reboot atual, numa participação especial de 2019 como um personagem diferente. Fez tanto sucesso que ainda voltou mais uma vez em 2021, numa nova participação que acabou se tornando sua última aparição nas telas. Depois da “Magnum” original, Mosley foi escalado como protagonista da sitcom “You Take the Kids”, que só durou uma temporada em 1990. Ele também teve papéis recorrentes em “Hangin’ with Mr. Cooper” e “Rude Awakening” durante os anos 1990. Mas com uma carreira iniciada duas décadas antes, sua lista de aparições em episódios eventuais é enorme e variada, incluindo “Barco do Amor”, “Galeria do Terror”, “Kung Fu”, “Kojak”, “San Francisco Urgente”, “Arquivo Confidencial”, “Justiça em Dobro” e “Las Vegas”, entre outras atrações. Já seus créditos cinematográficos datam da era da Blaxploitation – filmes de ação dos anos 1970 estrelados por atores negros e acompanhados por trilha funk – e destacam o cultuadíssimo “The Mack” (1973), além dos dramas biográficos “Leadbelly” (1976), em que viveu o lendário cantor de blues/folk Huddie Ledbetter, e “O Maior de Todos” (1977), cinebiografia de Muhammad Ali, na qual interpretou o pugilista Sonny Liston. Sua filmografia ainda conta com policiais clássicos como “Os Novos Centuriões” (1972) e “McQ – Um Detetive Acima da Lei” (1974), e as comédias “O Guarda-Costas” (1976), do recém-falecido Bob Rafelson, “A Disputa dos Sexos” (1977), com Burt Reynolds, e “Entre Tapas e Beijos” (1996), com Martin Lawrence.
Mike Tyson detona minissérie sobre sua vida e diz que foi roubado
Mike Tyson usou seu perfil no Instagram para criticar “Mike: Além de Tyson”, minissérie biográfica sobre sua vida. O ex-campeão dos pesos-pesados disse que não foi consultado e nem foi compensado financeiramente pelo projeto, e acusou a plataforma de streaming Hulu de “roubar sua história de vida”. Numa postagem feita no sábado (6/8), Tyson comparou a produção a atitude dos escravagistas no passado. “Não seja enganado pelo Hulu. Não aprovo a história deles sobre a minha vida. Não estamos em 1822, é 2022. Eles roubaram a minha história de vida e não me pagaram. Para os executivos do Hulu, eu sou só um negão (ele usa propositalmente uma expressão racista) que eles podem vender num leilão de escravos”. A postagem recebeu o apoio de personalidades como o ator Jamie Foxx, o rapper B-Real, líder do Cypress Hill, e o lutador de MMA Francis Ngannou. Quando a série foi anunciada, em fevereiro de 2021, o ex-boxeador já havia chamado o projeto de “apropriação cultural indébita”. Um dos motivos da raiva de Tyson é que ele queria fazer uma minissérie chapa-branca sobre sua vida, que seria estrelada por Jamie Foxx. Por conta disso, tentou impedir a produção rival. Quando não conseguiu, passou a atacar a série com muitos xingamentos nas redes sociais. “Mike: Além de Tyson” foi escrita por Steven Rogers, dirigida por Craig Gillespie e produzida por Margot Robbie – que são, respectivamente, o roteirista, o diretor e a protagonista-produtora de “Eu, Tonya”, filme premiado sobre outra estrela violenta dos esportes norte-americanos, Tonya Harding. Além deles, Karin Gist (produtora-roteirista de “Star” e “Mixed-ish”) integra a equipe como showrunner. O elenco destaca Trevante Rhodes (“Moonlight”) como a versão adulta do esportista e também inclui o veterano Harvey Keitel (“Cães de Aluguel”) na pele do técnico de boxe Cus D’Amato, Laura Harrier (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”) como a atriz Robin Givens, que foi a primeira mulher do boxeador, e Li Eubanks (“All Rise”) como Desiree Washington, a modelo que acusou Tyson de estupro. A produção chega ao Brasil pela plataforma Star+ em 25 de agosto, mesmo dia do lançamento nos EUA. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mike Tyson (@miketyson)
Anne Heche está intubada com queimaduras graves após acidente
A atriz Anne Heche, que sofreu um grave acidente de carro e queimaduras no corpo na sexta-feira (6/8) em Los Angeles, nos Estados Unidos, está intubada e apresenta condição de saúde estável, segundo informou um de seus representantes. Ela colidiu em alta velocidade contra uma casa no bairro Mar Vista, causando um incêndio. “Anne está em condição estável no momento”, afirma nota divulgada por sua assessoria. “A família dela pede suas orações e pensamentos positivos. Também pedimos para respeitarem a privacidade dela neste momento difícil” Segundo apurou a CNN, a atriz está na UTI, tem queimaduras graves e uma longa recuperação pela frente. “Ela tem sorte em estar viva”, teria dito uma fonte do canal. Sua equipe e sua família ainda estão tentando entender o que levou ao acidente. O site TMZ traçou a rota da atriz e pode ter encontrado a origem de tudo. Testemunhas relataram que Heche se envolveu em um acidente na garagem de um prédio pouco antes de colidir com a casa. Ela bateu em uma garagem e, quando pessoas se aproximaram, a atriz acelerou e fugiu do local. Imagens de câmeras de segurança mostram o veículo que Heche dirigia trafegando em alta velocidade no bairro Mar Vista, e só parou ao colidir de frente com um casa, pegando fogo imediantamente. A mulher que vivia na casa atingida sobreviveu por pouco. A rede americana CBS mostrou que o veículo atravessou a sala em que a mulher estava sentada. Os Bombeiros de Los Angeles informaram que levaram mais de uma hora para “acessar, confinar e extinguir totalmente as chamas dentro da estrutura fortemente danificada”. Outro vídeo mostra o veículo completamente destruído sendo rebocado do local. Vidros e portas estão quebrados e uma das rodas se perdeu, tamanho foi o impacto da colisão. A atriz de 53 anos tem uma longa carreira em filmes e séries, iniciada nos anos 1980 na novela “Outro Mundo”. Ela estrelou filmes como “Donnie Brasco” (1997), “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado” (1997), o remake de “Psicose” (1998) e “Seis Dias, Sete Noites” (1998), no qual foi par romântico de Harrison Ford. Mas a partir daí sua carreira cinematográfica foi afetada, de forma preconceituosa, quando ela assumiu seu namoro com a Ellen DeGeneres. Anos depois, ela se revelou bissexual, ao se envolver com um assistente de câmera e, mais tarde, James Tupper, seu par romântico na série “Men in Trees”, com quem teve um filho. A série de 2006, por sinal, foi seu maior sucesso e antecipou um modelo de trama reprisado até hoje com sucesso, veja-se “Virgin River” na Netflix. Na TV, ela também fez “Hung”, “Dig”, “Aftermath”, “The Brave” e “Chicago PD”, entre muitas outras atrações. Here’s the now mangled vehicle owned by actress Anne Heche being towed away after speeding and crashing into a Mar Vista home and sparking a fire. @CBSLA pic.twitter.com/rRSqnM1YDt — Rachel Kim (@CBSLARachel) August 6, 2022
Clu Gulager, de “A Volta dos Mortos Vivos”, morre aos 93 anos
O ator Clu Gulager, que estrelou a série clássica “O Homem de Virgínia” e o terrir cult “A Volta dos Mortos Vivos”, morreu na sexta-feira (5/8) em sua casa em Los Angeles, de causas naturais aos 93 anos. William Martin Gulager nasceu em 16 de novembro de 1928, em Holdenville, uma cidade arborizada a cerca de 120 quilômetros de Oklahoma City, e era descendente de indígenas da nação Cherokee. Seu pai, John, era um ator da Broadway que se tornou juiz do condado, e seu primo em segundo grau era ninguém menos que o cowboy cantor Will Rogers. O nome artístico “Clu” foi um apelido carinhoso de seu pai, imitando o piado de pássaros que faziam ninhos ao redor da casa da família. Após o ensino médio e serviço no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Gulager recebeu uma bolsa para estudar em Paris com o famoso ator e mímico Jean Louis Barrault. E ao voltar começou a trabalhar em teleteatros transmitidos ao vivo de Nova York, antes de se mudar para Los Angeles em 1959. Ele pegou o começo da febre dos westerns televisivos, trabalhando em atrações que marcaram época, como “Procurado Vivo ou Morto”, “Paladino do Oeste”, “Caravana” e “Laramie”, até ser contratado para seu primeiro papel fixo, passando a viver o famoso pistoleiro Billy the Kid em “The Tall Man”. “Eu era um cowboy de Oklahoma. Eu andava pelas cercas [ao redor do gado] no inverno e, no verão, adentrava o campo atrás de cascavéis”, disse Gulager em uma entrevista de 2019. “Um dia imaginei que poderia interpretar um cowboy, e vi que era fácil pra mim montar a cavalo e usar um chapéu.” “The Tall Man” durou duas temporadas muito longas – de 75 episódios – exibidas entre 1960 e 1962. E só foi cancelada porque o Congresso dos EUA se opôs à forma como o fora-da-lei Billy the Kid era “incorretamente” retratado como um herói para os jovens telespectadores do programa. Mas o cancelamento acabou sendo a melhor providência do destino para a vida de Gulager. “Eu estava falido quando entrei [naquela série]”, disse ele em 2014. Por isso, com o fim dos trabalhos, procurou o produtor da atração, Frank Price (futuro presidente da Universal e da Columbia Pictures), para pedir um novo emprego. “Ele demitiu um ator em pleno set e me contratou”, contou. Gulager foi encaixado num episódio da 1ª temporada de “O Homem de Virgínia” (The Virginian), em 1963, e depois voltou em outro capítulo do segundo ano como um personagem diferente. Nesse meio tempo, fez outras séries e estreou no cinema, chamando atenção como um gângster raivoso no clássico neo-noir “Os Assassinos” (1964), de Don Siegel. Embalado pelo filme, recebeu o convite para voltar a “O Homem de Virgínia” na 3ª temporada, agora como integrante do elenco, no papel do pistoleiro Emmett Ryker, que, numa reviravolta, vira um homem da lei na cidadezinha de Medicine Bow. Ele apareceu em mais de 100 episódios até 1968. Uma das séries de maior audiência dos anos 1960, “O Homem de Virgínia” tornou Gulager bastante popular. E ele aproveitou para se lançar de vez ao cinema, coadjuvando em “500 Milhas” (1969), como o mecânico do piloto vivido por Paul Newman, e em “A Última Sessão de Cinema” (1971), na pele do capataz do campo petrolífero que se envolve com Ellen Burstyn e seduz a adolescente Cybill Shepherd em um salão de bilhar. Ele também atuou ao lado de John Wayne no policial “McQ – Um Detetive Acima da Lei” (1974), de John Sturges, e juntou-se a Chuck Norris em “Força Destruidora” (1979). Mas sua carreira de tipos viris deu uma reviravolta após ser assassinado no slasher “Iniciação” (1984). De repente, Gulager enveredou pelo terror e encontrou novo público com alguns clássicos do gênero, especialmente “A Volta dos Mortos-Vivos” (1985), a primeira comédia de zumbis, onde viveu o dono do armazém em que os mortos-vivos “reais” estavam guardados desde a contaminação original dos anos 1960 – aquela registrada no filme “A Noite dos Mortos-Vivos” (1968), que supostamente seria um documentário e não uma ficção. Com cenas antológicas de punks num cemitério, o longa de Dan O’Bannon (criador da franquia “Alien”) marcou época, ganhou continuações e popularizou o subgênero terrir. “Eu particularmente não queria fazer aquele filme”, ele lembrou em 2017. “Eu pensei que estava um pouco acima daquilo. E acabou que, se eu for lembrado, se é que serei lembrado… será por este filme!” Depois disso, ele se tornou figurinha fácil em produções fantásticas. Entre outras produções do gênero, apareceu em “A Hora do Pesadelo 2: A Vingança de Freddy” (1985), contracenou com Vincent Price em “Do Sussurro ao Grito” (1987) e entrou em outro cult, vivendo um oficial da lei na sci-fi “O Escondido” (1987), de Jack Sholder. Ele ainda voltou a se destacar em 2005 em “Banquete do Inferno”, trabalho especial em sua filmografia porque marcou a estreia de seu filho, John Gulager, como diretor de cinema. Com produção de Wes Craven (diretor de “A Hora do Pesadelo” e “Pânico”) e dos astros Matt Damon e Ben Affleck, o filme foi outro que virou culto e ganhou sequências (lançadas direto em vídeo). Nas duas continuações, ele ainda contracenou com seu outro filho, o caçula Tom Gulager. O filho cineasta comandou o pai mais uma vez em “Piranha 2”, de 2012, mesmo ano em que o veterano lançou sua única incursão como diretor de longa-metragem, “Memories”, exibido apenas em festivais. Clu Galager ainda colheu elogios por sua performance em “Tangerina” (2015), filme de estreia de Sean Baker (“Projeto Flórida”), antes de se despedir das telas em 2019, com uma pequena participação em “Era uma Vez em… Hollywood”, de Quentin Tarantino.












