Executivos da Netflix choraram ao conhecer final de “Stranger Things”
Os criadores de “Stranger Things”, Ross e Matt Duffer, participaram de um evento em Los Angeles no último domingo (13/11), e aproveitaram para falar sobre a aguardada 5ª e última temporada da série. Segundo eles, os executivos da Netflix choraram ao ouvir o que eles tinham planejado. Os irmãos disseram que poucas pessoas sabem como a série vai terminar, mas eles apresentaram a ideia da temporada final para a Netflix, numa reunião que durou duas horas. “Conseguimos que nossos executivos chorassem, o que achei que era um bom sinal”, disse Matt Duffer. “As únicas outras vezes que os vi chorar foram em reuniões de orçamento”, completou ele, e a multidão riu. “Aquelas eram lágrimas diferentes”, brincou o diretor e produtor Shawn Levy (“Free Guy – Assumindo o Controle”), que também participou do evento ao lado de parte do elenco da série. “Como testemunha e tendo estado naquela reunião de duas horas, e tendo lido o primeiro roteiro, estou paralisado com medo de estragar qualquer coisa, mas vou dizer que a característica desses irmãos Duffer é que mesmo que a série tenha se tornado tão famosa e que os personagens tenham se tornado tão icônicos e que haja tantas referências aos anos 1980 e ao sobrenatural e ao gênero, a série é sobre essas pessoas, é sobre esses personagens. A 5ª temporada está claramente cuidando dessas histórias dos personagens porque essa sempre foi a força vital de ‘Stranger Things’”, acrescentou Levy. “Entregamos o primeiro roteiro há algumas semanas e estamos no segundo. Está a todo vapor”, explicou Ross Duffer. “Lembro-me que na 1ª temporada ficamos surpresos que a Netflix estava nos deixando fazer a série, mas a 2ª temporada foi quando realmente nós, com os roteiristas, desenvolvemos um plano geral e uma história pregressa e garantimos que, com o Mundo Invertido, tudo seria realizado.” Ele ainda disse que a série começou a revelar muito desse plano na 4ª temporada, “mas temos um pouco mais para contar. Mas tão importante quanto o sobrenatural, temos tantos personagens agora – a maioria que ainda está viva – e é importante encerrar esses arcos. Muitos desses personagens estão crescendo desde a 1ª temporada, então é um ato de equilíbrio entre dar a eles tempo para completar seus arcos de personagens e também amarrar pontas soltas e fazer nossas revelações finais.” Quando questionado sobre as influências do terror da década de 1980 e da cultura pop no final da série, Ross Duffer disse que eles veem a 5ª temporada como “o culminar de todas as temporadas, então meio que tem um pouco de cada uma”. “Enquanto antes cada temporada era distintamente separada – a 3ª era a nossa temporada de grandes blockbusters de verão, com nosso grande monstro; e a 4ª foi o horror psicológico. Acho que o que estamos tentando fazer é voltar um pouco ao início do tom da 1ª temporada mas, em termos de escala, ela está mais alinhada com o que foi a 4ª temporada. Espero que tenha um pouco de tudo”, adiantou. A 5ª e última temporada de “Stranger Things” ainda não tem previsão de estreia.
1923: Teaser da nova série destaca Helen Mirren e Harrison Ford
A Paramount+ divulgou nos EUA o primeiro teaser da série “1923”, segundo spin-off de “Yellowstone”, que é estrelado por ninguém menos que Helen Mirren (“A Rainha”) e Harrison Ford (o “Indiana Jones”). Os dois aparecem em destaque na prévia, de armas em punho. Depois de “1883”, passada no Velho Oeste, a nova atração vai se passar no período entre a 1ª Guerra Mundial e a Grande Depressão, marcado pela pandemia, seca histórica, crise econômica, Lei Seca e a ascensão dos gângsteres, que substituíram os cowboys foras-da-lei no noticiário criminal e inspiraram um filão cinematográfico de Hollywood. A nova série está programada para durar duas temporadas, compostas por oito episódios cada. Além de Ford e Mirren como membros da família Dutton, que encabeça todas as atrações, a série também é estrelada por Brandon Sklenar (“Westworld”), Darren Mann (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Michelle Randolph (“A Noite da Bruxa”), James Badge Dale (“O Mensageiro do Último Dia”), Marley Shelton (“Pânico 4”), Brian Geraghty (“Big Sky”), Aminah Nieves (“V/H/S/99”), Julia Schlaepfer (“The Politician”), Jerome Flynn (“Game of Thrones”) e Timothy Dalton (“Patrulha do Destino”). As três séries do universo “Yellowstone” são criações de Taylor Sheridan, indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original por “A Qualquer Custo” (2016).
Trailer da 2ª temporada de “Gossip Girl” traz mais esquemas e escândalos
A HBO Max divulgou o pôster e o trailer legendado da 2ª temporada de “Gossip Girl”. A prévia é repleta de olhares arregalados, empurrões, água na cara e até perseguição policial, prometendo mais esquemas ardilosos, triângulos e quadriláteros amorosos e, claro, muitos escândalos. Além disso, o vídeo encerra com o retorno da Georgina Sparks (Michelle Trachtenberg), a malvadinha da série original dos anos 2000. Continuação da série que foi sucesso entre 2007 e 2012 na TV americana, a nova “Gossip Girl” é escrita por Joshua Safran e tem produção de Josh Schwartz e Stephanie Savage, criadores da primeira atração. Para reforçar a ligação entre as duas gerações de personagens, a atração manteve a narração de Kristen Bell como a voz informal de Gossip Girl, mas se passa quase uma década depois que o blog da “garota fofoqueira” foi desativado. A trama revela uma nova Gossip Girl, desta vez concebida pelos professores da escola de elite da trama, que surge para controlar a atual geração de estudantes sem noção de limites. O elenco da versão 2.0 destaca Emily Alyn Lind (“A Babá”), Jordan Alexander (“Sacred Lies”), Whitney Peak (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Eli Brown (“Pretty Little Liars: The Perfeccionists”), Johnathan Fernandez (“Lethal Weapon”), Tavi Gevinson (“Scream Queens”), Thomas Doherty (“Legacies”), Adam Chanler-Berat (“Next to Normal”), Zion Moreno (“Claws”), o veterano da Broadway Jason Gotay (“Peter Pan Live!”) e Elizabeth Lail (a vítima da 1ª temporada de “Você”). A 2ª temporada vai estrear em 1 de dezembro no streaming.
Lauren Cohan diz que final de “The Walking Dead” terá mortes dolorosas
Prestes a se despedir do público, a série “The Walking Dead” está a apenas dois episódios do tão esperado e temido final. E a atriz Lauren Cohan, intérprete de Maggie, resolveu avisar aos fãs para preparar os lenços. O fim da série, após 11 temporadas, terá mortes dolorosas de personagens importantes. “Há algumas coisas que acontecem que serão muito, muito emocionantes, mas uma parte deste mundo é a morte e um grande sentimento de perda”, ela disse, em entrevista à revista Entertainment Weekly. “Mas, para mim, a experiência de fazer essas partes foi sublimemente bela e só aumentou a conexão e o vínculo entre os sobreviventes da atração”, ressaltou. “Essa sempre foi o norte da série para mim: o quanto tudo isso que conseguimos superar juntos cimenta o senso de propósito e a força que todos nós precisamos encontrar dentro de nós mesmos? Porque mesmo que não saibamos como, há uma razão para seguir em frente”, acrescentou. Ela, obviamente, não contou quem enfrentará a morte, mas destacou que as perdas serão sentidas e valorizadas como incentivo para os sobreviventes. “É emocionante, porque abre a narrativa para onde as pessoas restantes estarão e para onde irão.” A atriz também aproveitou para elogiar a showrunner Angela Kang pela forma como entregou o final da série. “Acho que ela fez um trabalho muito bom diante da realidade de um final de série, permitindo que experimentássemos isso através de coisas que podem acontecer com certos personagens”, apontou. “E ainda mostrou o horizonte de onde podemos ir daqui pra frente, com as pessoas que amamos que ainda estão aqui”, concluiu. “The Walking Dead” exibe seu penúltimo episódio, intitulado “Family”, neste domingo (13/11), com transmissão exclusiva pela plataforma Star+ no Brasil. A série acaba no próximo domingo (20/11) com um capítulo chamado “Rest in Peace” (descanse em paz), que terá 65 minutos de duração – 20 minutos a mais que o habitual.
HBO Max prepara nova série documental sobre Flordelis. Veja o teaser
A HBO Max também prepara uma série documental sobre Flordelis. O primeiro teaser foi divulgado na sexta-feira (11/11), enquanto a ex-deputada ocupava a mídia em seu julgamento pelo assassinato de seu ex-marido pastor. Intitulada “Flordelis: Em Nome da Mãe”, a produção foi realizada simultaneamente à “Flordelis: Questiona ou Adora”, lançada pela Globoplay em 4 de novembro, na véspera do julgamento. A nova atração tem lançamento previsto para dezembro, após o término do julgamento. E a diferença de tempo é justamente para incluir o veredito do caso. Dirigida por Suemay Oram (“Bandidos na TV”), a produção tem como tema central o assassinato do marido de Flordelis dos Santos de Souza, o pastor Anderson do Carmo, em 2019. A também pastora e ex-deputada pelo Rio de Janeiro foi acusada de ter orquestrado o crime, junto com seis de seus mais de 50 filhos e uma neta. Desde a acusação, dois de seus filhos foram considerados culpados e um foi considerado inocente. As outras três jovens indiciadas pelo assassinato de Anderson, assim como a neta, estão sendo julgadas ao lado de Flordelis no Rio de Janeiro. Flordelis ficou conhecida nacionalmente na década 1990 pela adoção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Ela ganhou a mídia após adotar 37 crianças que estavam fugindo de um ataque na Central do Brasil, no centro do Rio de Janeiro. A missionária pregava que a família era “seu bem maior”. Após o assassinato, a equipe de gravação do documentário acompanhou Flordelis por mais de um ano e teve acesso aos principais marcos do caso, como a cassação de seu mandato e sua prisão. A série também apresenta cenas da intimidade de Flordelis com sua família e seus amigos mais próximos, além de entrevistar investigadores da polícia, testemunhas-chave e equipes jurídicas de defesa e acusação. Por meio das reviravoltas do caso, a série propõe perguntas sobre ganância, fama, religião, o papel da mídia no sistema de justiça e o significado da família na sociedade atual. A diferença para a produção da Globoplay é que a obra continua a ser gravada, esperando a conclusão do julgamento para apresentar aos espectadores não apenas os temas centrais em torno do crime que chocou o País, mas também o desfecho da história para os envolvidos.
Teaser de “La Casa de Papel: Coreia” anuncia data da Parte 2
A Netflix divulgou um pôster, o teaser e a data de estreia da Parte 2 de “La Casa de Papel: Coreia”. Repleta de ação, a prévia também revela a inclusão de uma nova personagem na trama, a ladra Seul, vivida por Lim Ji Yeon (do filme “Spiritwalker: Identidade Perdida”). Ela se junta a Yoo Ji-tae (“Oldboy”) como o Professor, Park Hae-soo (“Round 6”) como Berlim, Jeon Jong-seo (“Em Chamas”) como Tóquio, Lee Won-jong (“Hand: The Guest”) como Moscou, Kim Ji-hun (“The Flower of Evil”) como Denver, Jang Yoon-ju (“Three Sisters”) como Nairóbi, Lee Hyun-woo (“To the Beautiful You”) como Rio, Kim Ji-hoon (“Voice”) como Helsinki, Lee Kyu-ho (“#Alive”) como Oslo e a sumida Kim Yunjin (de “Lost”) como Woo Jin, a versão sul-coreana da inspetora Raquel. A adaptação introduz elementos políticos e contexto totalmente coreanos, ao se passar após uma imaginária unificação das Coreias. Replicando o que aconteceu na unificação da Alemanha, após o fim das fronteiras entre Sul e Norte, os antigos norte-coreanos reparam que continuam pobres, enquanto os milionários do Sul se tornam mais ricos. O desejo de ajuste de contas move o novo Professor e seu grupo, que resolvem tomar posse da fortuna do país num grande assalto. Em vez das célebres máscaras de Salvador Dali, os coreanos também adotam um disfarce diferente: Yangban, um dos 12 personagens tradicionais das máscaras usadas em celebrações de ruas pela população pobre coreana desde o século 12. Yangban representa um aristocrata que costuma ser objeto de zombaria na dança com máscaras. Muito apropriado, já que os ladrões pretendem atacar o sistema que sustenta os mais ricos. Os roteiros da adaptação sul-coreana são assinados por Ryu Yong-jae (“Invasão Zumbi 2: Península”) e a direção é de Kim Hong-sun (das séries “Black” e “Voice”). Os novos episódios estreiam em 9 de dezembro.
Ash se torna mestre Pokémon 25 anos após estreia da série
O personagem principal da série animada japonesa “Pokémon”, Ash Ketchum, finalmente conseguiu realizar o objetivo de sua vida e se tornou um mestre Pokémon. Ash tentava vencer o campeonato mundial desde o início do desenho e, no episódio mais recente, exibido no Japão, conseguiu realizar seu sonho. Levou apenas 25 anos para isso. A página oficial do Pokémon no Twitter comemorou o feito: “Ele conseguiu! Ash se tornou um campeão mundial”, diz a postagem, que ainda compartilhou uma imagem do protagonista comemorando a vitória ao lado de criaturas já conhecidas pelo público, como Pikachu, seu Pokémon de estimação. Fenômeno de público, a série baseada no videogame da Nintendo foi lançada em 1999 quando Ash era um menino de 10 anos. Na época, ele amargava o 16º lugar na liga local de Pokémon, em que bichinhos poderosos são treinados e escalados para lutarem entre si. Ao longo dos anos, sua colocação foi melhorando e ele chegou à 8ª posição diversas vezes. Em 2016, finalmente atingiu o pódio, levando a medalha de prata. Então, em 2019, conseguiu se consagrar campeão no campeonato local. Mas só agora, em 2022, conquistou o tão sonhado troféu da competição mundial. Atualmente em sua 25ª temporada, a série começou a ser exibida no Brasil em 1999, no programa “Eliana & Alegria”, da Record. Com mais de 1,2 mil episódios, a série principal já rendeu várias atrações derivadas, além de filmes animados e uma adaptação live-action. Os novos desenhos podem ser vistos nas plataformas de streaming Amazon Prime Video e Netflix, e os filmes da franquia também estão disponíveis na Telecine. He's done it! Ash has become a World Champion! 🏆🎉 pic.twitter.com/a2jPb8pym3 — Pokémon (@Pokemon) November 11, 2022
Mandy Moore vai procurar alma gêmea em nova série
A atriz Mandy Moore, que se despediu de “This Is Us” neste ano, após seis temporadas, já está planejando o seu retorno para a TV. Ela vai estrelar e produzir a série “Twin Flames”, desenvolvida para o serviço de streaming Hulu. Criada por Rebecca Addelman (“Guilty Party”), a série vai contar a história real de duas mulheres que foram seduzidas pelos ensinamentos online de um casal que pregava que cada pessoa tem uma alma gêmea, chamada “Chama Gêmea”, e que era preciso fazer de tudo para estar com essa pessoa. Desesperadas para encontrar o amor verdadeiro, as duas mulheres são arrastados pelas águas perigosas desse casal. A série será produzida por Isaac Aptaker e Elizabeth Berger (ambos de “This Is Us”). O projeto é baseado em um podcast homônimo de bastante sucesso, que ficou em 1º lugar no Apple Podcast e deve se tornar o podcast mais ouvido do ano na plataforma Wondery. “Twin Flames” faz parte de um acordo de produção fechado por Mandy Moore com o estúdio 20th Television, de propriedade da Disney. Outro projeto que será desenvolvido por meio desse acordo é uma série baseada no artigo “My Mom Has No Friends”, de Monica Corcoran Harel, que será produzida (mas não estrelada) por Moore. O artigo conta a história real da mãe de Monica, Veronica, de 80 anos, que depois de ficar viúva se mudou para Los Angeles para ficar perto da filha e da neta. Veronica é extrovertida, mas não tem amigos em Los Angeles. Então, cabe a Monica tentar encontrar amizades para sua mãe. “Mandy é uma daquelas artistas raras e excepcionalmente talentosas que é tão brilhante na tela quanto fora dela, com um olhar aguçado e instinto natural para descobrir material fascinante”, disse Karey Burke, presidente da 20th Television, em comunicado. “Trabalhar com Mandy ao longo de seus premiados seis anos em ‘This Is Us’ cimentou nosso desejo de estender nosso relacionamento com ela, e estamos incrivelmente empolgados em desenvolver projetos juntos nos próximos anos.” “Twin Flames” e “My Mom Has No Friends” ainda não têm previsão de estreia.
Novo comercial de “Grey’s Anatomy” mostra despedida de Ellen Pompeo da série
O canal americano ABC divulgou um comercial da segunda parte da 19ª temporada da série “Grey’s Anatomy”, que só irá ao ar em fevereiro de 2023 nos EUA. O vídeo é focado na despedida da protagonista Meredith Grey (interpretada por Ellen Pompeo), que se prepara para deixar o hospital Grey Sloan Memorial e se mudar para Boston. O comercial mostra Grey conversando sobre a sua mudança com os colegas e amigos do hospital e, em determinado momento, é possível ver sua festa de despedida. A mudança vai acontecer para se encaixar na agenda da atriz. Em agosto, Pompeo anunciou que iria diminuir a sua participação para apenas oito episódios na temporada, para se dedicar a outro projeto. Porém, ela continuará envolvida em todos os capítulos, inclusive nos que não aparece, como narradora e produtora da série. Quanto ao futuro de “Grey’s Anatomy”, a criadora e produtora executiva Shonda Rhimes disse há anos que a série iria continuar no ar enquanto Pompeo quisesse e que não haveria “Grey’s Anatomy” sem Meredith Grey. Porém, essa afirmação será colocada à prova nessa temporada. Para lidar com a ausência da protagonista, a showrunner Krista Vernoff decidiu introduzir uma nova leva de residentes, basicamente realizando um reboot da série. As novidades no elenco incluem Niko Therho (“Sweetbitter”), Adelaide Kane (“SEAL Team”), Midori Francis (“Dash & Lily”), Harry Shum Jr. (“Shadowhunters – Caçadores de Sombras”) e Alexis Floyd (“Inventando Anna”). Além disso, a temporada também dará mais destaque aos personagens já conhecidos da série, como Chandra Wilson (Bailey), Kevin McKidd (Owen), Kim Raver (Teddy), James Pickens Jr. (Webber), Camilla Luddington (Jo Wilson), Caterina Scorsone (Beth Whitman), Kelly McCreary (Maggie Pierce), Jake Borelli (Levi Schmitt) e Anthony Hill (Winston Ndugu). Caso a audiência se mantenha sem Pompeo, essa pode ser a configuração das próximas temporadas, que contariam com apenas pequenas participações da atriz. Mas se o público se afastar, o sumiço da estrela pode decretar o fim da produção. A segunda parte 19ª temporada da série “Grey’s Anatomy” estreia em 23 de fevereiro de 2023 no canal americano ABC. No Brasil, a série é disponibilizada pelo canal pago Sony e pelo serviço de streaming Star+.
Estreias: 10 séries para retomar ou descobrir em streaming
A programação da semana traz novas temporadas de séries aguardadas, novas produções e até a disponibilização de uma série clássica inédita em streaming. Confira abaixo 10 sugestões, voltadas a diferentes públicos, que se destacam na avalanche de lançamentos do período. | THE CROWN 5 | NETFLIX A 5ª temporada de “The Crown” chega ao streaming acompanhada de acusações de sensacionalismo. Mas na prática não explora as polêmicas verídicas desse período da monarquia, marcado pela infidelidade do Príncipe Charles, que levou ao fim de seu casamento com a Princesa Diana, além de ignorar completamente as ligações criminosas do Príncipe Andrew com pedófilos e traficantes (hoje) condenados. Em vez disso, valoriza mais uma vez a devoção da Rainha Elizabeth II, como tem feito desde seu primeiro capítulo, e apresenta um retrato bastante positivo do atual Rei Charles como um nobre progressista. Os novos episódios se concentram na crise criada pela indiscrição de Charles, que teve uma bizarra conversa íntima com a amante – e atual rainha consorte Camilla Parker Bowles – vazada para a imprensa, bem como no comportamento de Diana, que estimularia a impressão de ser vista como outsider na família real. A nova fase também marca uma mudança completa no elenco, com Imelda Staunton (a Dolores Umbridge da saga “Harry Potter”) assumindo o protagonismo como última intérprete da rainha Elizabeth II, após Claire Foy (nos dois primeiros anos) e Olivia Colman (3ª e 4ª temporadas). O resto do elenco também foi alterado para refletir a passagem do tempo, trazendo Jonathan Pryce (“Game of Thrones”) como o príncipe Philip, Lesley Manville (de “Trama Fantasma”) como a princesa Margaret, Dominic West (“The Affair”) como o príncipe Charles, Elizabeth Debicki (“Tenet”) como a princesa Diana, Olivia Williams (“Meu Pai”) como Camilla Parker Bowles, Claudia Harrison (“Humans”) como a Princesa Anne, Jonny Lee Miller (“Elementary”) como o primeiro ministro John Major e Khalid Abdalla (“O Caçador de Pipas”) como Dodi Al-Fayed. | WARRIOR NUN 2 | NETFLIX A ordem das noviças rebeldes retoma sua luta contra o anjo do mal e suas criaturas das trevas em novos capítulos concebidos por Simon Barry, responsável pela cultuada série sci-fi canadense “Continuum” e a menos incensada “Ghost Wars”. Baseada nos quadrinhos “Warrior Nun Areala”, de Ben Dunn, publicados desde 1994 em estilo mangá, a atração virou febre quando foi lançada pela Netflix há dois anos. A pandemia, porém, adiou os planos de produção do segundo ano, criando um longo hiato entre os episódios. Além de lutas marciais muito bem coreografadas e uma trama cheia de reviravoltas, a série também reúne um grupo promissor de atrizes europeias e americanas, como a portuguesa Alba Baptista (de “Linhas de Sangue”) em seu primeiro papel em inglês, Toya Turner (vista em “Chicago Med”), Lorena Andrea (“House on Elm Lake”), a estreante Kristina Tonteri-Young (que rouba as cenas com seu kung fu) e a mais experiente Olivia Delcán (da série espanhola “Vis a Vis”), nos papéis das jovens freiras guerreiras. O elenco ainda inclui o português Joaquim de Almeida (“Velozes e Furiosos 5”), a holandesa Thekla Reuten (“Operação Red Sparrow”), o francês Tristán Ulloa (“O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”), a italiana Sylvia De Fanti (“Medici: Mestres de Florença”) e o inglês William Miller (o vilão McCreary em “The 100”), numa produção que é gravada em cenários deslumbrantes da Espanha. | MYTHIC QUEST 3 | APPLE TV+ Uma das melhores sitcoms da atualidade também é das menos incensadas. Semelhante a “The Office” e “Brooklyn Nine-Nine”, a série é uma comédia de local de trabalho, que acompanha o proprietário de uma empresa bem-sucedida de videogame e sua equipe problemática, enquanto lutam para manter o sucesso de seu jogo principal. O criador da série, Rob McElhnney (“It’s Always Sunny in Philadelphia”), vive o proprietário em eterno embate com a personagem de Charlotte Nicdao (“Content”). O ótimo elenco também inclui F. Murray Abraham (“The White Lotus”), Danny Pudi (“Community”), Imani Hakim (“Todo Mundo Odeia o Chris”), Jessie Ennis (“Alma da Festa”), David Hornsby (“Good Girls”), Naomi Ekperigin (“De Férias da Família”), Caitlin McGee (“Home Economics”) e a atriz de videogames Ashly Burch (“Critical Role”), além do fortão Joe Manganiello (“Magic Mike”), que entrou no elenco nesta 3ª temporada. | CATARINA, A GRANDE | GLOBOPLAY A minissérie britânica traz a atriz Helen Mirren (“A Rainha”) no papel-título. Especialista em interpretar rainhas, ela dá vida na produção à imperatriz Catarina da Rússia, uma das mulheres mais poderosas da História. A trama explora tanto a expansão do império russo no século 18 quanto a vida amorosa da monarca em sua fase mais madura, com destaque para seu caso com Grigori Potemkin, vivido na produção por Jason Clarke (“Cemitério Maldito”). Vale lembrar que a juventude de Catarina está sendo coberta por outra série, “The Great”, estrelada por Elle Fanning numa chave cômica. A produção volta a reunir Mirren com o roteirista Nigel Williams, autor da minissérie “Elizabeth I”, que rendeu o Emmy para a atriz em 2006. A direção está a cargo de Philip Martin (da série “The Crown”). | MULHERES DO MOVIMENTO | GLOBOPLAY Baseado em fatos reais, a minissérie dramatiza a história de Emmett Till, adolescente negro de 14 anos, que em 1955 viajou de sua casa em Chicago para visitar familiares no Mississippi. Acostumado com a cidade grande, ele não sabe que os negros do Sul não podem interagir com mulheres brancas e acaba morto por isso. Os assassinos são presos e julgados, mas o júri branco se recusa a condená-los. Revoltada com essa Justiça racista, sua mãe se torna uma poderosa voz de protesto social nos EUA, levantando ativistas em todo o país. Criada por Marissa Jo Cerar (roteirista de “The Handmaid’s Tale”), a atração tem direção de Gina Prince-Bythewood (“A Mulher Rei”), que também produz os episódios em parceria com o rapper Jay-Z e o astro Will Smith (“King Richard: Criando Campeãs”). Já o elenco destaca Adrienne Warren (de “A Mulher Rei”) como Mamie Till-Mobley e o jovem Cedric Joe (“Space Jam: Um Novo Legado”) na pele de Emmett Till. Vale apontar que esta mesma história está sendo levada aos cinemas no filme “Till”, de Chinonye Chukwu (“Clemência”), com estreia prevista para janeiro nos EUA. | VIDA DE CASAL | AMAZON PRIME VIDEO A comédia traz o apresentador James Corden (“A Festa de Formatura”) e a atriz Sally Hawkins (“A Forma da Água”) como irmãos. Corden vive um chef que descobre segredos chocantes sobre sua esposa grávida (Melia Kreiling, de “Salvation”) e procura respostas com a ajuda de seu cunhado (Colin Morgan, de “Humans”). Mas nisso se depara com os problemas do casamento de sua irmã. Os seis episódios são escritos por Jez Butterworth (roteirista de “Ford vs. Ferrari”), produzidos por James Richardson (“Britannia”) e dirigidos por Stephanie Laing (“Perfeita pra Você”). | A TAÇA É NUESTRA | STAR+ Em clima de Copa do Mundo, a série apresenta a história de um torcedor argentino (Joaquín Furriel, de “Vosso Reino”), que após investir todas as suas economias para viajar com seu filho para a Copa do Mundo, vê a seleção argentina ser desclassificada por uma sanção nas eliminatórias. Revoltado, ele resolve reunir um grupo prestes a perder seus empregos para fazer justiça com as próprias mãos, dando início a um plano mirabolante para roubar o troféu oficial da FIFA, em sua turnê promocional pela Argentina, e assim defender a honra do país. Criada por Gabriel Nicoli (“El Grito de las Mariposas”), a produção conta com a participação de conhecidos craques da seleção argentina, como Sergio Goycochea, Oscar Ruggeri e Maximiliano Rodriguez, além de cronistas esportivos e atores como Benjamín Amadeo (“Entre Laços”), Carla Quevedo (“O Segredo dos Seus Olhos”) e Javier Gómez (“Luis Miguel: A Série”). | NO MUNDO DA LUNA | HBO MAX A nova comédia brasileira é uma sitcom jornalística com um toque sobrenatural, que traz Marina Moschen (“Deus Salve o Rei”) em seu primeiro papel como protagonista. Ela interpreta a Luna do título, uma jornalista recém-formado que vem de uma família cigana. Para conseguir seu primeiro emprego e entrar na profissão, a jovem acaba aceitando fazer a sessão de horóscopo de um portal de notícias, usando cartas do baralho de sua família. Só que as cartas, com séculos de História, começam a falar com ela. Literalmente. A atração adapta o livro homônimo de Carina Rissi (autora do filme “Procura-se”) e conta com direção geral de Roberto d’Ávila (“Eliana em O Segredo dos Golfinhos”). A estreia acontece no domingo (13/11). | THE KINGDOM | MUBI A plataforma MUBI está disponibilizando as duas primeiras temporadas da série clássica de terror, iniciada na década de 1990 pelo cineasta Lars von Trier (“Ninfomaníaca”), antes de lançar a nova leva da produção, que foi retomada neste ano pelo diretor. Além de produzir, Von Trier assina a maioria dos roteiros e direção dos episódios. “The Kingdom” é ambientada em um hospital construído em cima das antigas lagoas de branqueamento (cheias de químicas da indústria têxtil) em Copenhague, onde o mal se enraizou. As primeiras temporadas foram exibidas em 1994 e 1997, e acompanharam os médicos se convencendo, por meio de eventos estranhos e inexplicáveis, de que o lugar era assombrado. A 3ª temporada vai chegar em 27 de novembro, trazendo respostas para as questões não resolvidas da série, além de apresentar um esforço final para impedir o hospital de se transformar em ruínas. | ZOOTOPIA+ | DISNEY+ A série animada traz seis episódios curtos centrados nos personagens do longa de 2016. Nos moldes de uma antologia, cada episódio apresenta diferentes membros da sociedade dos animais, como os talentosos tigres dançarinos, a popstar Gazelle, a dupla Flecha e Priscilla, que são as preguiças que trabalham no Departamento de Trânsito, a família da policial Judy Hopps e Fru Fru, filha do Mr. Big, líder dos musaranhos do crime organizado de Zootopia. O elenco de dubladores é o mesmo do filme, incluindo Ginnifer Goodwin como Judy Hopp, Kristen Bell como Priscilla, Idris Elba como o Chefe Bogo da polícia, Maurice LaMarche como Mr. Big e a cantora colombiana Shakira como Gazelle. Vale lembrar que a produção original arrecadou US$ 1,02 bilhão nas bilheterias e venceu o Oscar de Melhor Animação em 2017.
Atriz de “High School Musical” vai transformar sua vida em série de comédia
A atriz Ashley Tisdale (a eterna Sharpay de “High School Musical”) está desenvolvendo uma série de comédia vagamente inspirada em sua vida. Intitulada “Brutally Honest”, a atração vai mostrar como ter um bebê pode arruinar, salvar, mudar, destruir e inspirar um casamento, mais ou menos como aconteceu com a própria atriz no ano passado – quando ela deu à luz a filhinha Jupiter. A atração está sendo desenvolvida para a rede americana CBS pela dupla Sarah Haskins e Emily Halpern, responsável pela sitcom “Trophy Wife” e pelo roteiro do elogiado filme “Fora de Série” (2019). As roteiristas também dividem a produção com Tisdale. As três trabalharam juntas anteriormente na sitcom “Carol’s Second Act”, que durou uma temporada entre 2019 e 2020 no mesmo canal. Atualmente em processo de roteirização, “Brutally Honest” ainda vai gravar um piloto antes de ganhar (ou não) previsão de estreia.
Teaser de “The Witcher: A Origem” destaca lutas violentas
A Netflix divulgou um novo teaser de “The Witcher: A Origem” (The Witcher: Blood Origin), que destaca a atriz Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”) e muitas cenas de lutas e violência. A atração derivada é ambientada no mundo élfico, 1200 anos antes dos acontecimentos de “The Witcher”, e contará a história de origem do primeiro Witcher/Bruxo e dos eventos que levaram à crucial “conjunção das esferas”, quando o mundo de monstros, homens e elfos fundiu-se para se converter em um só. A produção foi desenvolvida por um dos roteiristas de “The Witcher”, Declan de Barra, além da showrunner da série original, Lauren Schmidt, e inclui supervisão de Andrzej Sapkowski, o autor dos livros que inspiraram a franquia. Além de Michelle Yeoh como uma líder guerreira dos elfos, o elenco inclui Sophia Brown (“Giri/Haji”), Laurence O’Fuarain (“O Limite”), Lenny Henry (“Broadchurch”), Jacob Collins-Levy (“The White Princess”), Mirren Mack (“Sex Education”), Francesca Mills (“Harlots”), Dylan Moran (“Maratona do Amor”) e Nathaniel Curtis (“It’s a Sin”). A estreia vai acontecer em pleno Natal, dia 25 de dezembro, em streaming.
Sensacionalista? 5ª temporada de “The Crown” é o oposto: complacente com família real
A 5ª temporada de “The Crown” gerou muitas polêmicas antes da sua estreia na Netflix, que aconteceu na quarta-feira (9/11). Porém, uma vez disponibilizada no serviço de streaming, ficou comprovado que tudo não passou de muito barulho por nada. As acusações foram alimentadas, basicamente, por especulações sem fundamento. No lugar do “sensacionalismo bruto”, conforme a denúncia da atriz Judi Dench, o que o público de fato encontrou foi uma temporada que trata a família real com admiração e respeito. Logo na primeira aparição da Rainha Elizabeth II (com Imelda Staunton no papel, que já pertenceu a Olivia Colman e Claire Foy), é possível notar o tom respeitoso adotado pela atração. A rainha é vista numa consulta com um médico, que a aconselha a não trabalhar tanto. “Correndo o risco de soar como um disco quebrado, quanto menos tempo você passar de pé, melhor”, diz ele. E a Rainha apenas responde: “Risco ocupacional, receio”. Ou seja, a série faz questão de mostrar a Rainha Elizabeth II como alguém que continuava viajando de um extremo ao outro do país para participar de eventos sociais, fazer discursos, apertar as mãos e conversar com as pessoas, sempre sem reclamar de nada, embora ela já tivesse passado da idade de se aposentar. Mais do que isso, o criador da série Peter Morgan faz questão de humanizar a sua personagem, mostrando um lado da sua história que é pouco conhecido do público. É possível notar, por exemplo, a decepção dela com os relacionamentos fracassados dos seus filhos, a tensão com sua mãe nonagenária e a contradição entre ser uma rainha, uma irmã, uma mãe e uma esposa, tudo ao mesmo tempo. Os diálogos também reforçam essa representação heroica dela. Em certo momento, a princesa Margaret, interpretada por Lesley Manville, pergunta a ela: “Quantas vezes Philip fez alguma coisa? Interveio quando você não pôde? Foi forte quando você não pôde ser? Ficou bravo quando você não pôde ficar?”. Ao mesmo tempo, ela lê notícias de jornal que a chamam de “irrelevante” e “velha”. O 4ª episódio da temporada, intitulado “Annus Horribilis”, apresenta uma dramatização de um discurso real que a rainha deu em 1992. Nesse discurso, ela refletiu publicamente sobre o período em que os casamentos dos seus filhos desmoronaram e sobre o incêndio no Castelo de Windsor que causou danos catastróficos. E se isso não fosse suficiente, ela fez o discurso enquanto estava com um resfriado tão forte que quase a deixou sem voz. As críticas anteriores a “The Crown” foram influenciadas pela morte recente da Rainha Elizabeth II e pelo medo em relação à maneira como ela poderia ter sido retratada na série. Parte desse receio foi alimentado pelo fato de que a trama dessa temporada seria centrada num período polêmico da vida da família real, a década de 1990, quando a popularidade do agora Rei Charles (interpretado por Dominic West) estava em baixa depois que seu caso com Camilla Parker Bowles (Olivia Williams) vir à tona, enquanto ainda era casado com a Princesa Diana (Elizabeth Debicki). Porém, até ao abordar esses temas, a série foi respeitosa. Um dos momentos mais constrangedores para Charles envolve as gravações de telefonemas entre ele e Camilla, quando ele diz que queria reencarnar como um absorvente interno para poder viver dentro dela. Nesse caso, a série foca na maneira como as reputações das pessoas envolvidas foram destruídas porque a mídia publicou transcrições desses telefonemas. Não só isso, mas na época o público podia ligar para um determinado número de telefone e escutar as gravações feitas de maneira ilícita. Ou seja, a abordagem feita por “The Crown” é a de que Charles e Camilla eram um casal apaixonado que na época não pôde ficar junto por ter sofrido uma enorme invasão de privacidade. Outro momento da série que foi alvo de críticas foi uma encenação do momento em que Charles tenta persuadir o primeiro ministro John Major (Jonny Lee Miller) de que ele deveria apoiar a abdicação da rainha em favor de sua ascensão imediata ao trono. Nesse caso, o verdadeiro Major descreveu a cena como “um barril de bobagens maliciosas”. Entretanto, a cena serve mais para mostrar o personagem de Charles como um sujeito progressista, que se irrita com as maneiras antiquadas da sua família. Ao longo de toda a temporada, Charles é retratado sob uma luz positiva, como o membro mais realista de toda a realeza. Ele é visto apoiando a decisão do governo de desativar o iate real em vez de gastar o dinheiro dos contribuintes para reformá-lo e também demonstra uma clara paixão pelo meio ambiente e pela medicina alternativa. Em certo momento, o príncipe aparece fazendo um discurso apaixonado para um grupo de jovens antes de se divertir na pista de dança com alguns dançarinos de break. E se isso não fosse suficiente para vender uma imagem positiva do agora Rei, a cena ainda é intercalada com os dizeres: “O príncipe Charles fundou o The Prince’s Trust em 1975 para melhorar a vida de jovens desfavorecidos. Desde então, o Prince’s Trust ajudou um milhão de jovens a atingirem o seu potencial”. Por sinal, o ator Dominic West já trabalhou com o verdadeiro Charles em eventos da instituição de caridade e é um entusiasta desta iniciativa. Igualmente criticada de forma prematura foi a maneira como a série iria representar a figura da Princesa Diana e sua relação com Charles. Mas a série os retrata como duas pessoas muito diferentes que enfrentaram uma pressão global para que seu casamento fosse bem-sucedido. Quando saem de férias com a família, Diana quer fazer compras e ir para a praia, mas Charles está mais interessado em museus e escavações arqueológicas. “Não é extraordinário como a compreensão de duas pessoas sobre diversão pode ser tão completamente diferente?”, Charles pergunta a um amigo, desanimado. Nesse caso, quem sai perdendo é Diana, que acaba sendo vista como desprendida, imprudente e até egoísta. Ela é mostrada como alguém que está afastada do irmão e tem uma relação de dependência com seus filhos pequenos. Ela também é vista como uma pessoa determinada a derrubar a monarquia, embora a Rainha sempre a trate com bondade. “Você é esposa do meu filho mais velho, mãe dos meus netos e um valioso membro sênior desta família”, a rainha diz para ela em certo momento. Assim, de acordo com a série, foi a determinação de Diana em ser uma forasteira dentro da família real – e não a intenção da família real de torná-la uma – que colocou a princesa no caminho trágico que eventualmente levou à sua morte (fato que só vai ser mostrado na 6ª temporada). A série também não mostra nenhuma cena de sexo e não aborda temas mais polêmicos, como a amizade do príncipe Andrew com o pedófilo condenado Jeffrey Epstein e a traficante sexual Ghislaine Maxwell (amizade esta que aconteceu justamente na época em que a 5ª temporada se passa). Neste sentido, a série prova-se o oposto do que vinha sendo acusada: complacente com a família real, suavizando todas as polêmicas que pudessem comprometer a monarquia. Todos os episódios da 5ª temporada de “The Crown” já estão disponíveis na Netflix. Assista ao trailer abaixo.












