Brooklyn Nine-Nine é resgatada e voltará para sua 6ª temporada em outro canal
O cancelamento de “Brooklyn Nine-Nine” durou só 24 horas. Aproveitando os protestos e o clamor popular, os produtores iniciaram intensas negociações para resgatar a série em outro canal e comemoraram o apoio da NBC para continuar no ar. A série foi resgatada e voltará para sua 6ª temporada. Apenas em outro canal. As negociações foram rápidas, porque “Brooklyn Nine-Nine” é uma produção da NBCUniversal, estúdio que faz parte do mesmo conglomerado da rede NBC (Comcast). “Desde que vendemos este programa para a Fox, eu me arrependi de deixá-lo escapar, e já era hora de voltar para sua legítima casa”, disse o presidente de entretenimento da NBC, Robert Greenblatt, no comunicado do resgate/renovação. “Mike Schur, Dan Goor e Andy Samberg cresceram na NBC, e estamos todos entusiasmados com o fato de que uma das mais inteligentes, mais engraçadas e melhores comédias de elenco em muito tempo ocupará seu lugar em nossa programação de comédia”. Após o anúncio de resgate, o elenco foi às redes sociais agradecer aos fãs, em reconhecimento pelo apoio. Em seus posts, assumiram que a permanência no ar não aconteceu apenas por boa vontade da NBC, mas devido ao barulho causado por quem se mostrou inconformado com o cancelamento. Nem os próprios atores sabiam que a série era tão adorada. Veja abaixo alguns dos posts emocionados de Andy Samberg (via o Twitter de seu grupo Lonely Island), Melissa Fumero, Joe Lo Truglio, Terry Crews, Stephanie Beatriz, Chelsea Peretti, Joel McKinnon Miller e Dirk Blocker, além dos agradecimentos dos co-criadores da série, Mike Schur (Ken Tremendous) e Dan Goor, aos “melhores fãs do mundo”. #Brooklyn99 IS COMING BACK FOR SEASON 6 YOU GUYS ON NBC!!!!! You did this!! You got loud and you were heard and you saved our show!! Thank you!! Thank you to NBC!! NINE NINE!!!!! pic.twitter.com/cTycfF4FoR — Melissa Fumero (@melissafumero) May 12, 2018 Thank you to everyone for the crazy outpouring of support. It means the world to us. It wouldn’t have happened without you. — The Lonely Island (@thelonelyisland) May 12, 2018 It’s NINE o’clock and the NINE NINE is now on NBC. We are so grateful for our fans. THANK YOU. You made this happen. And we’re excited about this amazing new chapter for Brooklyn Nine-Nine. ❤️??? — JoeLoTruglio (@JoeLoTruglio) May 12, 2018 WE ARE BACK! @NBC PICKED US UP FOR A 6TH SEASON!!!???????????THANK YOU INTERNET!!!!!!!!!!!! "NINE NINE" pic.twitter.com/JSiILkHQes — terrycrews (@terrycrews) May 12, 2018 SQUAD YOU DID IT #BROOKLYN99 WILL BE ON NBC FOR OUR 6th SEASON! — Stephanie Beatriz (@iamstephbeatz) May 12, 2018 NBC TAKIN B99 OFFA FOXES HANDSIES BBBBBSSSSSSssss pic.twitter.com/qXFr3Ic27G — Chelsea Peretti (@chelseaperetti) May 12, 2018 Thanks NBC!!!Thanks our amazing Fans!!We’re back on!!!More Brooklyn coming your way!!!#brookyln99 — Joel McKinnon Miller (@JoelMcKMiller) May 12, 2018 Just learned – NBC, baby!!!99! GOBSMACKED, and oh so excited! My wife and I will begin sufficient celebrations immediately! — Dirk Blocker (@DirkBlocker) May 12, 2018 pic.twitter.com/10LLG2mNMC — Ken Tremendous (@KenTremendous) May 12, 2018 Hey everyone, just wanted to say no big deal but….NBC JUST PICKED #BROOKLYN99 UP FOR SEASON 6!!!Thanks in no small part to you, the best fans in the history of the world! Nine-nine!!!!!!!!! — Dan Goor (@djgoor) May 12, 2018
Um ano após ser cancelada, The Last Man Standing tem volta confirmada à televisão
A Fox confirmou o resgate de “Last Man Standing”, que havia sido cancelada há um ano pela rede ABC. A série de comédia protagonizada por Tim Allen tem, assim, o revival mais rápido já visto – em comparação com “Arquivo X” e “Roseanne”, por exemplo. Ou o resgate mais demorado de todos os tempos – em comparação com “The Mindy Project” e “Nashville”. O próprio Allen já tinha vazado a existência de negociações para o revival há uma semana. Mas a Fox aguardou para anunciar o retorno numa data simbólica: no aniversário de um ano do cancelamento. Na época, a decisão da ABC foi considerada incompreensível, já que a série tinha público de renovação, vista em média por 6,4 milhões de telespectadores ao vivo. “‘Last Man Standing’ terminou cedo demais, e o clamor dos fãs tem sido ensurdecedor”, disseram em comunicado os presidentes da Fox TV, Gary Newman e Dana Walden. “Queríamos remontar o show desde a gravação final, há um ano, e Tim também não perdeu a esperança. Graças aos milhões de telespectadores dedicados e ao irreprimível Tim Allen, o cancelamento não foi o fim de ‘Last Man Standing’. ” Allen vai reprisar seu papel como Mike Baxter, o único homem numa família repleta de mulheres – esposa e três filhas – , que se sentia extremamente incomodado pelo crescente empoderamento feminino do mundo atual. Na descrição oficial: um homem “que tenta manter sua masculinidade em um mundo cada vez mais dominado por mulheres”. “Claro que estou animado!”, Allen disse em um comunicado. “Quando eu ouvi a oferta para criar mais episódios de ‘Last Man Standing’, eu dei um soco no ar com tanta força que acabei com um mau jeito nas costas… Eu não poderia ser mais grato aos fãs que escreveram petições e mantiveram a paixão e o incrível apoio pelo programa”, completou. A série de comédia protagonizada por Tim Allen entre 2011 e 2017 voltará para sua 7ª temporada no outono norte-americano (entre setembro e novembro). Sua volta pela Fox é estimulada por dois fatores. Trata-se de uma produção da casa, mais especificamente da 20th Century Fox Television, o que facilitou o acordo. O outro detalhe determinante foi o enorme sucesso do revival de “Roseanne”, sitcom que compartilha o mesmo viés político conservador de “Last Man Standing”. Muitos críticos comentaram, há um ano, que a ABC tinha cometido um erro estratégico ao cancelar a série criada por Jack Burditt (roteirista das clássicas “Mad About You” e “Just Shoot Me”), porque ela tinha boa audiência na demografia dos eleitores de Donald Trump, perfil raro entre as séries exibidas nos Estados Unidos. Afinal, os produtores de TV tendem a priorizar uma agenda progressista, evitando ao máximo ideais reacionários, como as preocupações machistas do personagem de Allen em sua sitcom. Mas, ao mesmo tempo que cancelou “Last Man Standing”, a ABC reforçou a produção de séries sobre famílias inclusivas, mostrando claramente um viés politizado em sua programação. Ou seja, o cancelamento foi mesmo uma decisão política. E não é só a ABC que torcia o nariz para a própria série. Vale observar que “Last Man Standing” nem sequer tem avaliação no site Rotten Tomatoes, porque a crítica simplesmente não se interessa por ela. Só o povão que elegeu Trump prestigiava. Não por acaso, Allen chegou até a se fantasiar de Trump num episódio. Já a Fox não compartilha da mesma agenda da ABC, a ponto de o canal Fox News, do mesmo conglomerado, ser considerado quase porta-voz de Trump. Uma curiosidade dessa negociação é que ela acontece após a Disney (dona da ABC) comprar o estúdio Fox, que detém os direitos de produção de “Last Man Standing”. Ainda não há previsão para a troca de comando, que depende de aprovação do governo (de Trump), e tampouco está claro como se dará a relação entre o estúdio Fox e o canal Fox, que continuará com os proprietários atuais.
Série de bombeiros Station 19 é renovada para 2ª temporada
A rede ABC anunciou a renovação de “Station 19” para a 2ª temporada. A série de bombeiros é atualmente a terceira maior audiência entre os dramas do canal, atrás apenas das médicas “Grey’s Anatomy” e “The Good Doctor”. O spin-off de “Grey’s Anatomy” é assistido em média por 5,2 milhões de telespectadores ao vivo e rende 1 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. “Station 19” acompanha o trabalho dos bombeiros na cidade de Seattle, cuja estação – além de dar nome à série – fica a três quadras do hospital Grey Sloan Memorial. Alguns integrantes do hospital, entre eles a própria Meredith Grey (Ellen Pompeo), chegaram a participar do primeiro episódio – originalmente concebido como um capítulo de “Grey’s Anatomy”. Para completar, um dos atores da série médica se mudou para a nova atração: o Dr. Ben Warren, interpretado por Jason George. O resto do elenco inclui Jaina Lee Ortiz (série “Rosewood”), Miguel Sandoval (“Medium”), Gray Damon (“Aquarius”), Jay Hayden (“The Catch”), Okieriete Onaodowan (da peça “Hamilton”), Danielle Savre (“Too Close To Home”), Barrett Doss (“Punho de Ferro”) e Alberto Frezza (“Dead of Summer”). Com a volta de “Station 19”, a ABC renovou todas as séries produzidas por Shonda Rhimes para mais uma temporada, inclusive “For the People”, que também estreou neste ano, mas com baixa audiência. O canal perdeu “Scandal”, que encerrou sua trajetória em abril, mas mantém ainda “Grey’s Anatomy” e “How to Get Away with Murder”. As renovações garantem quatro séries da produtora na ABC, após Shonda Rhimes assinar contrato para desenvolver novas atrações com exclusividade para a Netflix.
Spin-offs de The Originals e Supernatural têm destinos definidos – e diferentes
Produtores adiantaram as decisões da rede CW sobre o desenvolvimento dos spin-offs (séries derivadas) de “The Originals” e “Supernatural”. Ambos os projetos eram centrados em protagonistas femininas introduzidas nas séries principais, mas apenas um deles foi aprovado. Apesar do frisson despertado, o spin-off de “Supernatural”, intitulado “Wayward Sisters”, foi recusado pelo canal, revelou um dos criadores, Robert Berens, no Twitter. A premissa tinha sido apresentada num episódio da atual temporada da série original, que conseguiu boa repercussão em termos de audiência e nas redes sociais. Por isso, a decisão de não dar prosseguimento ao projeto deve frustrar fãs, que já alimentavam expectativas pela estreia, além de ter deixado Berens, como ele próprio assumiu, desentendido e com raiva. O spin-off estava sendo desenvolvido por Berens e Andrew Dabb, ambos roteiristas de “Supernatural”, e seria centrado na xerife Jody Mills (Kim Rhodes) e nas adolescentes problemáticas que ela adotou: Claire Novak (Kathryn Newton), filha do receptáculo humano de Castiel (Misha Collins), Alex Jones (Katherine Ramdeen), jovem raptada por vampiros, e a médium Patience Turner (Clark Backo). Sob o treinamento e proteção das xerifes Jody Mills e sua amiga Donna Hanscum (Briana Buckmaster), as jovens formariam uma equipe de caçadoras de monstros, num contraponto feminino à série original – sobre dois irmãos, Sam (Jared Padalecki) e Dean (Jensen Ackles), originalmente treinados por um pai caçador. Já a série derivada de “The Originals” era, até aqui, apenas uma ideia da produtora Julie Plec, que vinha mencionando – já há dois anos – a possibilidade de continuar o universo vampírico inaugurado em “The Vampire Diaries” com uma série centrada na filha adolescente de Klaus Mikaelson. Com o fim previsto de “The Originals”, que acaba na 5ª e atual temporada, os personagens continuarão vivos na nova atração. Vale lembrar que a série da família Mikaelson já era um spin-off de “The Vampire Diaries”. A nova produção de Julie Plec ganhou o título de “Legacies” e uma sinopse: “Dando sequência à tradição de ‘The Vampire Diaries’ e ‘The Originals’, chega a história da próxima geração de seres sobrenaturais na Escola Salvatore para Jovens e Superdotados. A filha de Klaus Mikaelson, Hope Mikaelson, de 17 anos, as gêmeas de Alaric Saltzman, Lizzie e Josie Saltzman, e outros jovens adultos amadurecem da maneira mais anticonvencional possível, formados para serem a melhor versão de si mesmos… apesar de seus piores impulsos. Essas jovens bruxas, vampiros e lobisomens se tornarão os heróis que eles querem ser ou os vilões que nasceram para virar?”. Além de Danielle Rose Russell (“Extraordinário”), que fez sua estréia como a Hope adolescente na atual temporada de “The Originals”, a série terá participação de um veterano de “The Vampire Diaries”: o ator Matthew Davis, intérprete de Alaric Saltzman, que se tornou responsável pela criação de Hope durante a passagem de tempo entre as duas últimas temporadas de “The Originals”. Completam o elenco já confirmado os atores Aria Shahghasemi (“No Alternative”), Quincy Fouse (“The Goldbergs”), Kaylee Bryant (“Santa Clarita Diet”) e Jenny Boyd (“A Jornada dos Vikings”), cujos personagens estão sendo mantidos em segredo.
20 séries são canceladas em 24 horas nos Estados Unidos
As últimas 24 horas representaram momentos de tensão para as equipes de produções das séries da TV aberta americana, conforme as redes ABC, NBC, CW e Fox revelaram dezenas de títulos nas listas de cancelamentos e renovações do ano. Ao todo, o período trouxe 20 cancelamentos, o que inclui “The Expanse”, contrabandeado da TV paga. A lista inclui algumas séries estabelecidas, como “Brooklyn Nine-Nine” (5 temporadas), “The Last Man on Earth” (4), “Lucifer” e “Quantico” (ambas com 3 temporadas), mas a maioria não passou do primeiro turno. Os produtores de “The Expanse” já prometeram tentar emplacar a continuação da série em outra plataforma. Os de “Brooklyn Nine-Nine” negociam voltar em outro canal (atualização: conseguiram!). E os de “Lucifer” só pediram desculpas aos fãs, porque a série será encerrada na próxima segunda (14/5) com um grande cliffhanger – isto é, ficará sem final. O objetivo desse limpa é liberar a grade dos canais para as estreias da próxima temporada. A concentração dos cortes nesta sexta (11/5) também foi consequência da proximidade dos upfronts, em que as redes de TV dos Estados Unidos revelam para a imprensa e anunciantes suas novas programações para o outono (entre setembro e janeiro). Neste ano, os upfronts começam na segunda-feira (14/5), com apresentações da NBC e da Fox, seguidas pelos anúncios da ABC na terça, CBS na quarta e CW na quinta. Confira abaixo a lista completa das séries canceladas nas últimas 24 horas. Clique nos títulos de cada atração para saber mais sobre cada uma delas, inclusive dados de audiência e o que motivou seus cancelamentos. E lembre-se: as próximas 48 horas trarão mais novidades. Séries cultuadas como “Gotham”, na Fox, “Agents of SHIELD”, na ABC, e “Criminal Minds”, na CBS, ainda não tiveram seus destinos revelados. “Alex, Inc.” “The Brave” “Brooklyn Nine-Nine” “The Crossing” “Deception” “Designated Survivor” “The Exorcist” “The Expanse” “Great News” “Inhumans” “Kevin (Probably) Saves the World” “The Last Man on Earth” “Life Sentence” “Lucifer” “The Mick” “Quantico” “Rise” “Taken” “Ten Days in the Valley” “Valor”
Rise: Série musical com revelações de Moana e Stranger Things é cancelada
A rede NBC cancelou a série musical “Rise” em sua 1ª temporada. A atração de temática edificante vinha registrando uma média de 4,4 milhões de telespectadores e 0,85 pontos na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. “Rise” é baseada numa história real – narrada no livro “Drama High” – e traz o ator Josh Radnor (“How I Met Your Mother”) como um professor que afeta a vida de adolescentes de uma escola deteriorada, ao recuperar o departamento de teatro da instituição. O elenco também inclui Auli’i Cravalho (dubladora de “Moana”, em seu primeiro papel de carne e osso), Shannon Purser (a Barb de “Stranger Things”), a veterana Rosie Perez (“Segurando as Pontas”) e alguns jovens estreantes, como Ellie Desautels, Erin Kommor, Sergio King e Damon J. Gillespie. A trama foi desenvolvida por Jason Katims, que criou “Friday Night Lights”, cultuadíssima série que também se passava no colegial. Além dele, a produção contava com a dupla Flody Suarez e Jeffrey Seller, do fenômeno musical da Broadway “Hamilton”. O último episódio da série será exibido na terça (15/5) nos Estados Unidos.
For the People, nova série de Shonda Rhimes, é renovada para a 2ª temporada
A rede ABC anunciou a renovação de “For the People”, a mais nova série da produtora Shonda Rhimes, responsável por “Grey’s Anatomy”, “Scandal” e “How to Get Away With Murder”. Apesar disso, a série vem demonstrando um desempenho abaixo do esperado, com uma audiência baixíssima. O episódio mais recente, exibido na terça (8/5), registrou 2 milhões de telespectadores e 0,5 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. A série é o segundo drama jurídico da Shondaland, mas se diferencia de “How to Get Away With Murder” por mostrar não uma, mas duas equipes rivais de advogados iniciantes, que trabalham sob supervisão de veteranos na promotoria e na defensoria pública. Ou seja, como “Raising the Bar”, exibida há dez anos no canal pago TNT. Vale lembrar que a ABC quase rejeitou a série, que para ser aprovada precisou ter seu piloto refilmado com mudanças no elenco. A atriz principal, Britt Robertson (das séries “Under the Dome” e “Girlboss”), foi acrescentada em cima da hora, em substituição a Britne Oldford (série “Hunter”). Por isso, a ABC não pôde aproveitar imagens do piloto gravado para iniciar a divulgação, o que prejudicou o marketing da série. Mesmo assim, os primeiros materiais (vídeos, fotos, cartazes) traziam a atriz dispensada. A série foi criada por Paul William Davies (roteirista de “Scandal”) e se passa nos tribunais de Nova York, mas também acompanha as vidas pessoais de seus jovens personagens. Os demais atores são Jasmin Savoy Brown (série “Leftovers”), Ben Rappaport (“Mr. Robot”), Susannah Flood (“Chicago Fire”), Wesam Keesh (“Awkward.”), Regé-Jean Page (minissérie “Raízes/Roots”), Ben Shenkman (“Royal Pains”), Hope Davis (“Wayward Pines”), Vondie Curtis-Hall (“Demolidor”) e Anna Deavere Smith (“Nurse Jackie”). A 1ª temporada, com apenas 10 episódios, encerra-se em 22 de maio.
Cancelamentos de Inhumans e Ten Days in the Valley são oficializados
A rede ABC oficializou os cancelamentos das séries “Inhumans” e “Ten Days in the Valley”. Ambas já eram tratadas como canceladas em decorrência de baixas audiências, críticas negativas e falta de novidades sobre seus futuros, apesar das temporadas inaugurais terem ido ao ar no ano passado. Baseada nos quadrinhos dos Inumanos, “Inhumans” foi o primeiro grande fracasso da Marvel, encerrada com público de 1,9 milhão e 0,4 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Alardeada como uma superprodução, a primeira série a estrear no cinema com projeção grandiosa no circuito Imax, tornou-se uma frustração de tamanho colossal, com a escalação de um diretor especialista em continuações de filmes trash para o projeto. Não por acaso, foi considerada a pior atração televisiva de 2017, com apenas 10% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Com isso, a Marvel queimou a franquia, que a certa altura esteve cotada para chegar aos cinemas com Vin Diesel no papel principal – como o herói mudo Raio Negro. Por sua vez, “Ten Days in the Valley” foi a primeira série virtualmente cancelada da temporada passada. Devido à falta de interesse do público, o programa passou a ser exibido com episódios duplos aos sábados, dia em que tradicionalmente não há séries na TV aberta americana. e durante o período de fim de ano, quando as demais séries estavam em pausa. A audiência, que já era baixa, chegou a 1,3 milhão e 0,2 ponto. Criada por Tassie Cameron (que criou a bem-sucedida série canadense “Rookie Blue”), a série misturava suspense e trama novelesca, e marcava a volta de Kyra Sedgwick à TV após cinco anos. A atriz, que estrelou a série policial “The Closer” por sete temporadas, vivia uma mãe solteira e produtora de televisão, que passa por um divórcio turbulento. Quando sua filha desaparece, seu mundo – e a controversa série policial que ela produz – implode.
The Crossing, Deception, Kevin (Probably) Saves the World e Alex, Inc são canceladas na 1ª temporada
A rede ABC cancelou quatro séries recém-lançadas. Os dramas “The Crossing” e “Deception” e as comédias “Kevin (Probably) Saves the World” e “Alex, Inc” não voltarão para uma 2ª temporada. Ainda em exibição, “The Crossing” e “Deception” até tiveram boas estreias, entre as melhores da ABC em três anos. A primeira abriu 5,4 milhões de telespectadores ao vivo e 1,0 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes) no começo de abril, mas a trama repleta de clichês do gênero sci-fi não segurou o público, que caiu para 3,6 milhões e 0,5 ponto. Criada por Dan Dworkin e Jay Beattie (da série “Scream”), “The Crossing” trazia Steve Zahn (série “Treme”) como o xerife de uma cidadezinha que tem que lidar com a chegada de refugiados em sua praia. De forma misteriosa, eles aparecem sem barco e dizendo fugir de uma guerra devastadora. O detalhe é que a guerra só vai acontecer no futuro. Para completar, alguns deles começam a demonstrar superpoderes. “Deception” tinha mais público, mas experimentou uma queda maior, de 5,9 milhões de telespectadores ao vivo e 1,2 ponto na demo para 3,9 milhões e 0,7 ponto. A trama girava em torno de um mágico famoso, chamado Cameron Black, que decide ajudar o FBI a resolver um mistério e logo passa a solucionar um caso por semana, usando os truques e segredos de sua profissão como guia para a resolução de crimes impossíveis. Criada por Chris Fedak (criador de “Chuck”), a ideia remete a “Truque de Mestre” (2013), além de evocar a interação volátil entre um leigo presunçoso e uma policial/agente federal sexy, que é o lugar-comum de “The Mentalist” (2008-2015), “Castle” (2009–2016), “Limitless” (2015–2016), “Rosewood” (2015-2017), “Lucifer” (2015-) e inúmeras outras séries de procedimento. O mágico é vivido por Jack Cutmore-Scott (“Kingsman: Serviço Secreto”) e a agente sexy por Ilfenesh Hadera (“Baywatch”). Já as comédias nunca flertaram com a possibilidade de renovação. Estrelada por Jason Ritter (série “Parenthood”), “Kevin (Probably) Saves the World” começou com 4,2 milhões telespectadores e 1 ponto, desabando episódio a episódio, até terminar em março com 2,5 milhões e 0,7 – a pior audiência dentre as séries de comédia do canal. Na trama, Kevin era um divorciado fracassado que passa a ser assediado por uma mulher que só ele vê. Dizendo ser do céu, ela afirma que ele foi escolhido para salvar o mundo. Mas, para cumprir seu destino, precisará melhorar de atitude e de vida. Curiosamente, a premissa foi concebida por Tara Butters e Michele Fazekas, que já tinham produzido uma narrativa inversa, sobre um cara comum aliciado pelo diabo na divertida – e cultuada – série “Reaper” (2007–2009). Por fim, “Alex, Inc” estreou em março com 4,6 milhões de telespectadores e 1,12 ponto, mas seu episódio mais recente foi visto por 3 milhões e registrou 0,7 na demo. A série marcou a volta de Zach Braff à televisão, sete anos após o final de “Scrubs”. E era basicamente uma extensão das ideias de “Lições em Família” (2014), a comédia indie em que o diretor-roteirista-ator interpretava um sonhador em crise, forçado a reexaminar sua vida e carreira, tendo mulher e filhos para sustentar. Apesar dessa semelhança, não foi o ator quem criou a premissa, mas o roteirista Matt Tarses (criador de “Mad Love”). Os dois tinham trabalho juntos em “Scrubs”.
Rede ABC renova cinco séries de comédia
A rede ABC anunciou a renovação de cinco séries de comédia sobre famílias modernas: “Black-ish”, “Fresh Off the Boat”, “Speechless”, “American Housewife” e “Splitting Up Together”. Elas se juntam a “Modern Family”, que chegará à sua 10ª e possivelmente última temporada no canal. O quarteto renovado tem famílias de várias configurações, inclusive de pais separados, caso de “Splitting Up Together”, a caçula da turma. Lançada em março deste ano, a série marca a volta de Jenna Fischer aos sitcoms, após marcar época como a recepcionista Pam, de “The Office”. Na trama, ela e o marido (Oliver Hudson, de “Rules of Engagement”) resolvem se separar, mas sem se separar de verdade, já que também decidem continuar a morar juntos, para acomodar suas finanças e a criação dos filhos. Após seis episódios, a atração desenvolvida por Emily Kapnek (criadora de “Suburgatory”) foi aprovada com uma média de 4,4 milhões de telespectadores e 1,3 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Já “Speechless” e “American Housewife” vão chegar aos seus terceiros anos, após desempenhos similares – respectivamente: 4,3 milhões e 1,1 ponto, e 4,5 milhões e 1,2 ponto. Criada por Scott Silveri (criador de “Joey”, “Perfect Couples” e “Go On”), “Speachless” tem o diferencial de lidar com a família de um adolescente cadeirante. A atração é estrelada por Minnie Driver (“Dou-lhes Um Ano”) como Maya, uma mãe apaixonada por seu marido e os três filhos pré-adolescentes, um deles com necessidades especiais. O elenco também inclui Cedric Yarbrough (“Meu Nome é Taylor, Drillbit Taylor”) como o cuidador do menino, cuja presença na trama evoca imediatamente o filme francês “Intocáveis” (2011). “American Housewife” é uma criação de Sarah Dunn (roteirista da clássica “Spin City”) e gira em torno da mãe vivida por Katy Mixon (série “Mike & Molly”). Sua personagem é Katie, que também é mãe de três crianças complicadas e sofre com seu temperamento forte, enquanto tenta criar sua família normal de classe média em uma cidade rica, repleta de esposas perfeitas e filhos ideais. Única série sobre família asiática na TV americana – e a primeira com protagonistas asiáticos da TV aberta desde 1994 – , “Fresh off the Boat” vai chegar a sua 5ª temporada com a menor audiência da turma – 3,8 milhões de telespectadores e 1 ponto na demo. Criada por Nahnatchka Khan (série “Apartment 23”), a trama é inspirada no livro de memórias do chef Eddie Huang e investe no tom nostálgico, ao estilo de “Todo Mundo Odeia o Cris”, “Os Goldbergs” e “Anos Incríveis”. Passada nos anos 1990, conta como a família taiwanesa do menino Eddie se adapta ao choque cultural de morar em Orlando, na Flórida. O elenco é encabeçado por Randall Park (que estará em “Homem Formiga e a Vespa”) e Constance Wu (que estará em “Podres de Ricos”), e a produção conta com o cineasta Jake Kasdan (do fenômeno “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”). “Black-ish” também chega na 5ª temporada, mas em meio a muitas tensões nos bastidores. Seu criador, Kenya Barris (autor dos roteiros de “Viagem das Garotas” e do novo “Shaft”), estaria ensaiando trocar a TV pelo streaming, após ter se desentendido publicamente com o canal. No mês passado, a ABC vetou a exibição de um episódio politicamente temático do “Black-ish”, citando “diferenças criativas” com Barris. “Dadas as nossas diferenças criativas, nem ABC nem eu estávamos felizes com a direção do episódio e concordamos em não colocá-lo no ar”, Barris disse na época. Além disso, a rede não tem apostado em novas criações do roteirista, tendo recusado “Libby e Malcolm”, série política que seria estrelada por Felicity Huffman e Courtney B. Vance, “Unit Zero”, que mostraria Toni Collette na CIA, além de uma comédia com Alec Baldwin, que implodiu após o ator desistir do projeto. Assistida por 4,2 milhões de telespectadores ao vivo, com 1,1 ponto na demo, “Black-ish” já foi mais popular, mas, em compensação, rende frutos para o ABC Studios, como o spin-off “Grown-ish”, exibido no canal pago Freeform – do mesmo conglomerado. A série tem seis indicações ao Emmy e Tracee Ellis Ross venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz, por sua performance como a mãe sofredora da família Johnson.
How to Get Away With Murder terá 5ª temporada
A rede ABC anunciou a renovação da série “How to Get Away With Murder”, estrelada por Viola Davis (vencedora do Oscar por “Um Limite entre Nós”), para sua 5ª temporada. A série tinha encerrado sua 4ª temporada em março com uma média de 3,6 milhões telespectadores e 0,9 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. A trama dos novos episódios irá abordar o mistério introduzido na season finale, quando um estudante chamado Gabriel Maddox deu a entender, em sua chegada, que é filho de um personagem do elenco central. “How to Get Away With Murder” é exibida no Brasil pelo canal pago Sony
iZombie é renovada para a 5ª temporada
A rede americana CW anunciou a renovação de “iZombie” para sua 5ª temporada. A série era a última atração da emissora que ainda não tinha seu destino definido, e a baixa audiência – 770 mil ao vivo e 0,25 na demo – parecia indicar um desfecho trágico para a história de Liv (vivida por Rose McIver). Mas a produção acabou se juntando às outras 11 séries renovadas do canal, que só anunciou dois cancelamentos na temporada: “Life Sentence” e “Valor”. Além destas, “The Originals” também chegou ao fim, mas com encerramento programado. Como boa parte da programação do CW, “iZombie” é baseada em quadrinhos (criados por Chris Roberson e Michael Allred, e publicados pelo selo Vertigo da DC Comics). A adaptação é de Rob Thomas, criador da cultuada série “Veronica Mars”, em parceria com Diane Ruggiero (roteirista de “Veronica Mars”), e não por acaso a série evoca o humor ácido da antiga atração. A trama gira em torno de Liv (Rose McIver), uma estudante de medicina que arruma emprego como legista após ser transformada em zumbi, para assim ter acesso a cadáveres e disfarçar seu hábito de comer cérebros humanos. O problema é que, a cada cérebro que ela consome, ela herda as memórias e os hábitos do cadáver, e com a ajuda de seu chefe no necrotério e de um detetive de polícia, ela passa a resolver casos de homicídio, a fim de acalmar as vozes perturbadoras em sua cabeça. Esta rotina bem administrada só não contava com uma explosão populacional de zumbis em Seattle, que acabou com seu segredo na temporada anterior. O elenco também incluiu Malcolm Goodwin, Rahul Kohli, Robert Buckley, David Anders, Aly Michalka e Robert Knepper, que recentemente foi denunciado por assédio sexual. Já a principal novidade da temporada é a participação da atriz Izabela Vidovic, que interpretou a jovem Kara Danvers em um episódio recente de “Supergirl”. A 4ª temporada encerra-se em 28 de maio nos Estados Unidos. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.
Limpa de séries: Quantico, Designated Survivor, Taken e The Brave são canceladas
As redes americanas ABC e NBC promoveram uma limpa em suas séries de ação. Cada canal cancelou um par de séries do gênero. Os cortes mais sentidos aconteceram na ABC, responsável por tirar do ar duas atrações anteriormente badaladas, que se perderam pelo caminho ao passar por reinvenções. Mais longeva das séries, “Quantico” vai acabar em sua 3ª temporada. A decisão foi tomada após a exibição de apenas três episódios do atual arco narrativo, que confirmaram o desgaste, com 2,2 milhões de telespectadores e 0,5 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Vale lembrar que “Quantico” teve 4,3 milhões de telespectadores e 1,24 pontos na temporada inaugural. Contribuíram para esta queda três anos com elencos e missões diferentes, sem falar que a trama já não tinha nada a ver com o título da produção – o centro de treinamento de agentes do FBI de Quantico só apareceu nos primeiros episódios. O fim de “Designated Survivor” acontece com a conclusão da 2ª temporada, após atingir seu pior público: 3,2 milhões na quarta-passada (9/5). A série, que traz Keifer Sutherland (“24 Horas”) como presidente dos EUA, caiu de 5,8 milhões de telespectadores em seu primeiro ano para uma média 3,9 milhões e 0,72 ponto. Os produtores tentaram reverter a tendência com mudanças no elenco – entraram Kim Raver (também de “24 Horas”) e até Michael J. Fox (o eterno Marty McFly de “De Volta ao Futuro”). Mas não teve jeito. A trama criada por David Guggenheim, roteirista do filme de ação “Protegendo o Inimigo” (2011), despede-se do público na próxima quarta (16/5). Na NBC, os cortes causaram menos abalo por atingirem “Taken”, que nunca decolou, e a estreante “Valor”. Inspirada na franquia “Busca Frenética”, “Taken” era uma espécie de prólogo dos filmes estrelados por Liam Neeson, mas com muita liberdade criativa. Apesar de acompanhar a juventude do agente Bryan Mills, a trama era ambientada nos dias atuais e não nos anos 1970, como seria o caso se a idade do ator original fosse levada em conta. A atração já era considerada virtualmente cancelada, ao voltar irreconhecível após intervenção do canal, que reagiu à aprovação de apenas 32% de seu primeiro ano no site Rotten Tomatoes. Ela só chegou na 2ª temporada devido ao interesse internacional. Por se basear numa franquia conhecida, atraiu interesse de muitos mercados estrangeiros, tornando-se lucrativa para o estúdio NBCUniversal, parceiro da EuropaCorp (estúdio do filme) na produção. Mas o público do canal não aprovou as mudanças a rodo. Diante de uma sintonia de 2,7 milhões ao vivo e 0,4 ponto na demo, a NBC optou por tirar a série do ar após a exibição de 11 episódios de sua 2ª temporada. Os capítulos que restam serão despejados nos sábados, dia em que não há outras séries no ar, durante o verão americano. Já o cancelamento de “The Brave” reflete a saturação do gênero das séries de ação militar na atual safra da TV aberta dos Estados Unidos. Após o sucesso de “Six” na TV paga, as redes americanas lançaram nada menos que três atrações similares, centradas em missões perigosas realizadas por equipes de elite das forças armadas do país. “The Brave” é a segunda cancelada, após “Valor” na rede CW. Em compensação, “SEAL Team” foi renovada na rede CBS. Criada por Dean Georgaris (roteirista de “Lara Croft: Tomb Raider – A Origem da Vida”), “The Brave” destacava em seu elenco Mike Vogel (série “Under the Dome”) e Anne Heche (série “Aftermath”), e tinha o maior público entre todas as séries canceladas desta leva: 4,6 milhões ao vivo e 0,9 ponto. O último episódio foi exibido em janeiro. No Brasil, “Quantico” e “The Brave” são exibidas pelo canal pago AXN, “Designated Survivor” pela Netflix e “Taken” pela Amazon Prime.












