Neil Gaiman compartilha foto e vídeo da produção da 2ª temporada de American Gods
O escritor Neil Gaiman compartilhou uma foto e vídeo com o elenco de “American Gods” nesta segunda-feira (30/4) para anunciar o começo das gravações da 2ª temporada da série. O longo hiato na produção se deve a problemas de bastidores, que levaram o canal Starz a precisar trocar showrunners. Os criadores da série, Bryan Fuller (criador também de “Hannibal” e “Star Trek: Discovery”) e Michael Green (indicado ao Oscar 2018 pelo roteiro de “Logan”), abandonaram a produção depois de um impasse com a produtora FremantleMedia. Segundo a revista Variety, a dupla estava exigindo um orçamento maior para a 2ª temporada do programa (que já estaria perto de US$ 10 milhões por episódio). Além da disputa sobre orçamento, os showrunners queriam seguir um rumo diferente com a série do que a produtora tinha em mente. Como as partes não chegaram um acordo, os dois deixaram “American Gods”, preocupando os fãs da adaptação da obra de Neil Gaiman em relação aos rumos e a qualidade da produção. Relatos indicam que os dois deixaram a maioria dos roteiros prontos, mas eles não teriam sido integralmente aprovados em razão dos custos. Para complicar, alguns atores também deixaram o elenco em solidariedade aos produtores originais, que foram substituídos por Jesse Alexander, assistente de Fuller em “Hannibal” e “Star Trek: Discovery”. O final da 1ª temporada foi ao ar em junho de 2017. Mas, devido aos problemas citados, a série só vai retornar com novos episódios em 2019. No Brasil, “American Gods” é disponibilizada pelo serviço de streaming da Amazon. If you’re wondering what the fuss is about here’s footage of American Gods Season 2 at the House on the Rock. It’s what Season 1 was leading up to. Out in 2019 on @AmericanGodsSTZ Starz in the US, @GodsOnAmazon Amazon Prime Video in the rest of the world. pic.twitter.com/xYe2To63g3 — Neil Gaiman (@neilhimself) April 30, 2018 Me? What am I doing? Oh, just hanging out with gods and mortals at the House on the Rock. Why, yes, that is the Biggest Carousel in the World. Nothing special. (YES, IT WAS AMAZING. YES, IT WAS AS AMAZING AS YOU WOULD THINK.) @GodsOnAmazon @AmericanGodsSTZ pic.twitter.com/BhLEPLTp7d — Neil Gaiman (@neilhimself) April 30, 2018
Premiadíssimo terror brasileiro As Boas Maneiras ganha trailer e cartaz
A Imovision divulgou o pôster e o trailer do terror “As Boas Maneiras”, um dos filmes brasileiros mais premiados dos últimos meses. A prévia revela uma gravidez monstruosa, acompanhada por elogios da crítica internacional. Na trama, uma enfermeira da periferia de São Paulo (Isabél Zuaa, de “Joaquim”) é contratada por uma mulher rica, grávida e misteriosa (Marjorie Estiano, de “Sob Pressão”), para ajudar na casa e, após o nascimento, ser babá de seu filho. As duas desenvolvem uma forte relação de amizade, mas a gravidez se revela um horror, especialmente nas noites de lua cheia, a ponto de transformar a mulher conforme chega a hora do parto. O segundo longa realizado em parceria pelos diretores Juliana Rojas e Marco Dutra (de “Trabalhar Cansa”) foi o grande vencedor do Festival do Rio 2017, onde arrematou os troféus de Melhor Filme, Atriz Coadjuvante (Marjorie Estiano) e Fotografia (o português Rui Poças, de “Uma Mulher Fantástica”). Além disso, também venceu o Festival do Uruguai, o Prêmio Especial do Júri no Festival de Locarno, na Suiça, o Prêmio do Público no L’Etrange Festival, na França, e o Prêmio da Crítica no Festival de Sitges, na Espanha, entre muitas outras consagrações internacionais. A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para 7 de junho.
Vídeo legendado de Han Solo traz aliens, robôs e mundos sombrios sob domínio do Império
A Disney divulgou um novo vídeo legendado de “Han Solo: Uma História Star Wars”, repleto de cenas inéditas e acompanhado por comentários do diretor, roteirista e elenco, com destaque para o trio formado por Han Solo (Alden Ehrenreich, de “Ave César!”), Chewbacca (Joonas Suotamo) e Lando Calrissian (Donald Glover, de série “Atlanta”), além de Qi’Ra (Emilia Clarke, de “Game of Thrones”). O vídeo faz um serviço melhor em apresentar a produção que os trailers oficiais, ao descrever o clima e a época em que a ação se passa. Totalmente diferente das produções da saga “Star Wars”, a trama de “Han Solo” é um prólogo que antecede a rebelião, portanto é o primeiro filme da franquia a mostrar como era a vida há muito tempo, numa galáxia distante, sob o domínio do Império. A prévia também enfatiza o design ambicioso – e sombrio – de diferentes planetas e muitos efeitos visuais, com diferentes alienígenas, robôs e naves, demonstrando a grandiosidade do longa-metragem. “Han Solo: Uma História Star Wars” tem roteiro do veterano Lawrence Kasdan (“O Império Contra-Ataca”) e de seu filho Jon Kasdan (“A Primeira Vez”), e Ron Howard assina a direção final, após a demissão da dupla Christopher Miller e Phil Lord (“Anjos da Lei”) pela Lucasfilm, no meio das filmagens. A estreia está marcada para 24 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Rodrigo Santoro estrela clipe cinematográfico do DJ Alok
A Spinnin’ Records disponibilizou no YouTube o aguardado clipe de “Ocean”, do DJ Alok, que chegou a ter première em cinema de São Paulo na terça passada (24/4) e foi apresentado em primeira mão no programa “Fantástico”, da Globo, na noite de domingo (29/4). O vídeo é realmente cinematográfico, desde o elenco, encabeçado por Rodrigo Santoro (“Ben-Hur”), até o senso estético da produção, dirigida por Thiago Eva, da Bossa Nova Filmes, um diretor de publicidade que deve ambicionar outros voos após esse trabalho. Com roteiro dramático que conta uma história completa de vida e morte, entremeada por acensão, queda e redenção, numa narrativa não linear, “Ocean” se foca no personagem de Santoro. Ele é um marido, pai de família e empresário bem-sucedido, que um dia vê todas suas realizações e conquistas desmoronarem, ao ser diagnosticado com um tumor no cérebro. Este drama é condensado nos primeiros minutos da produção, mas logo se desdobra em revelações embutidas nas entrelinhas, que aos poucos revelam as imperfeições do personagem, um homem mulherengo, que trai a esposa, dá pouca atenção ao filho e tem uma longa desavença com o pai. Com os dias contados, ele resolve passar tudo isso a limpo, dedicando-se a resolver os conflitos e fazer as pazes com as pessoas mais importantes de sua vida. O tema do oceano, que dá título à canção, é explorado de forma simbólica, com imagens poderosas que reúnem os efeitos visuais da produção. O primeiro desmaio do personagem de Santoro é comparado a um mergulho no fundo do mar. A correção de rumo em sua vida passa pelo resgate de um desenho de baleia, feito ainda criança, e o reencontro com o prazer da pintura, após abandonar o emprego, culminando na entrega de um quadro de baleia para o pai, que o reprimia. Ao mesmo tempo, ele passa a incentivar o filho, cujo prazer de discotecar ele também recriminava. Ao final de oito minutos de duração, o protagonista morre, mas seu filho sobe ao palco para se revelar, já crescido, como o DJ Alok. Perfeito. A história é inspirada na vida de Alok, que assina o roteiro em parceria com o diretor e dois roteiristas, Gustavo Gessullo e Willame Morais. Além de Santoro, que estrela o primeiro clipe de sua carreira, o elenco destaca Marina Ruy Barbosa (novela “Deus Salve o Rei”), Maria Manoella (também de “Deus Salve o Rei”) e Genésio de Barros (“Polícia Federal: A Lei é para Todos”). Produzido pela Bossa Nova, o clipe foi filmado durante cinco dias em locações como a Reserva Ecológica da Jureia, litoral norte de São Paulo, no apartamento do DJ na capital paulista e em um de seus shows na cidade de Belo Horizonte.
Fear the Walking Dead: Morte inesperada de protagonista foi pedido de intérprete
Um dos personagens principais de “Fear the Walking Dead”, presente desde o começo da série, despediu-se da produção no episódio exibido no domingo (29/4), numa cena de morte trágica. Para quem não viu “Good Out Here”, o terceiro capítulo da 4ª temporada, a revelação a seguir é spoiler. Nick, interpretado por Frank Dillane, teve a conclusão mais triste da série, já que sua morte não foi causada por zumbis, mas por alguém supostamente “inocente”, num arco que sugeria uma trajetória de redenção do personagem – um junkie que, durante boa parte da série, pensava primeiro em si mesmo. De acordo com Andrew Chambliss, um dos novos showrunners da série (ao lado de Ian Goldberg), a morte de Nick foi um pedido do ator, feito ainda na temporada anterior. “Na verdade, isso vem desde a 3ª temporada, antes de Ian e eu assumirmos. Frank Dillane perguntou aos produtores e à AMC se ele poderia sair da série, pois queria ir atrás de outras oportunidades”, contou o produtor ao site TVLine. “Uma das nossas primeiras tarefas para a 4ª temporada foi encontrar uma trama que oferecesse à Nick uma despedida apropriada. Ele estava na série desde o primeiro episódio, então era muito importante para nós e para Frank encontrar uma morte que fosse emotiva e que impactasse o restante da história a ser contada”, completou. Ian Goldberg, o outro showrunner, elogiou o trabalho de Dillane, em entrevista ao site The Hollywood Reporter. “Devemos dizer que trabalhar com Frank foi incrível. Somos grandes fãs do trabalho dele com o desenvolvimento de Nick nas temporadas anteriores. Ele foi muito receptivo quando apresentamos a ideia para a morte de Nick. Achamos que ele interpretou a cena lindamente e compreendeu as ramificações emocionais”. O próprio ator pediu para contar ao resto do elenco sobre sua morte, o que, segundo testemunho dos produtores, abateu os demais intérpretes, que tiveram dificuldades em aceitar a situação. A tristeza foi transmitida na cena da morte, já que naquele instante eles estavam perdendo um colega querido na produção. A morte do personagem terá grande impacto nos rumos da produção. Mas apesar da cena brutal, Nick ainda vai continuar aparecendo em flashbacks durante a atual temporada, já que os episódios deste ano estão sendo estruturados em duas linhas de tempo distintas. Não é a primeira vez que um ator principal de “Fear the Walking Dead” pede para sair da série. Travis, personagem de Cliff Curtis, foi morto na 3ª temporada a para que o ator pudesse se dedicar às sequências de “Avatar”. Frank Dillane, porém, não tem nenhum projeto grandioso em vista – que se saiba. Ele será visto a seguir em dois filmes de diretores estreantes, o terror britânico “Astral” e o drama australiano “Maestro”. Spin-off de “The Walking Dead”, “Fear the Walking Dead” é exibida no Brasil pelo canal pago AMC.
James Gunn confirma que Guardiões da Galáxia Vol. 3 vai se passar após Vingadores 4
O calendário é claro, mas muita gente ainda acha que o final apocalíptico de “Vingadores: Guerra Infinita” poderia afetar o lançamento de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”. Atenção: o texto a seguir contém os spoilers do filme que atualmente quebra recordes nas bilheterias. No cronograma da Marvel, “Guardiões da Galáxia Vol. 3” só será lançado um ano após “Vingadores 4”. E por um motivo óbvio. É que sua trama depende da reversão programada de algumas mortes de “Guerra Infinita”. Perguntado sobre esta cronologia, o diretor James Gunn confirmou os planos, sem assumir a ressurreição coletiva, que deve virar meme entre os fãs da DC Comics que nunca levaram a sério a morte do Superman. Gunn esclareceu a dúvida ao responder a uma seguidora no Instagram, num post sobre spoilers com uma foto do primeiro encontro do Senhor das Estrelas (Chris Pratt) com Gamora (Zoe Saldana). Mas a pergunta foi mais longa que a resposta. “Questão importante, mas tudo bem se você não puder ou quiser responder. Gostaria de saber se as sequências de ‘Homem-Aranha: de Volta ao Lar’ ou ‘Guardiões da Galáxia Vol. 3’ vão se passar depois de ‘Vingadores 4’, ou literalmente antes de ‘Guerra Infinita'”, quis saber a seguidora. O cineasta então respondeu: “‘Guardiões da Galáxia’ é depois. Eu sei a resposta para a pergunta sobre ‘Homem-Aranha’, mas não cabe a mim responder”. “Vingadores 4” estreia em 2 de maio de 2019 no Brasil, a continuação de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” dois meses depois, em 5 de julho, e “Guardiões da Galáxia Vol. 3” em 2020. Quem ainda acredita que a Marvel possa lançar um filme do Homem-Aranha sem o Homem-Aranha e um dos Guardiões da Galáxia sem os principais Guardiões, deve considerar tudo o que leu acima também como spoiler de “Vingadores 4”. Mas os espectadores menos inocentes de “Guerra Infinita” já sabiam de tudo isso.
Deadpool parabeniza Vingadores nas redes sociais
Ryan Reynolds já está em clima de sinergia com a Marvel (pós-aquisição da Fox pela Disney). O astro de “Deadpool” usou as redes sociais para parabenizar os colegas do filme “Vingadores: Guerra infinita” pela bilheteria recorde, usando como ilustração uma carta de rejeição ao pedido de seu personagem para ingressar nos Vingadores. Assinada por Tony Stark, a carta responde ao apelo de Deadpool para virar Vingador de forma breve: “Não. Absolutamente, não. Vai encher o saco do Professor Xavier. Não. Sinceramente, Tony Stark”. Na legenda, Reynolds completou a brincadeira: “De um cara que nunca soube quando desistir, estou feliz por vocês nunca desistirem. Parabéns, Vingadores”. Corajoso, o super-herói vai ter que encarar o fenômeno dos Vingadores logo na sequência. “Deadpool 2” estreia em 17 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. From a guy who never knows when to quit, I’m glad you guys never did. Congrats #Avengers. pic.twitter.com/voJshTKx5E — Ryan Reynolds (@VancityReynolds) April 29, 2018
Agora é oficial: Recordes de Vingadores Guerra Infinita são ainda maiores que o previsto
As estimativas do desempenho recorde de “Vingadores: Guerra Infinita”, divulgadas na tarde de domingo (29/4), eram elevadas. Mas os números oficiais, computados nesta segunda, são ainda maiores. Isto significa que os recordes de arrecadação do filme aumentaram mais. Originalmente estimada em US$ 250M (milhões), a arrecadação do terceiro “Vingadores” na América do Norte foi, na verdade, de US$ 258,2M. Trata-se, como já era na previsão de domingo, a maior bilheteria de fim de semana de estreia já registrada nos Estados Unidos e no Canadá, agora com mais folga para o 2º lugar, “Star Wars: O Despertar da Força”, que arrancou com US$ 247,9M há dois anos. Isto aconteceu devido à maior venda de ingressos já registrada num domingo na América do Norte: US$ 69,2M. Ou seja, US$ 8M acima das projeções de especialistas no mercado cinematográfico. Nos demais países, o filme faturou US$ 382,7M, elevando a conta total para 640,9M de bilheteria mundial, um salto de mais de US$10M em relação aos US$ 630M que tinham sido estimados. Com isso, o filme abriu mais de US$ 100 milhões de vantagem para o antigo detentor do recorde, “Velozes e Furiosos 8” (US$ 532,5M no ano passado). O faturamento no Brasil foi de R$ 65,1M, também recorde de bilheteria nacional.
Maldição de Dom Quixote ataca Festival de Cannes 2018
O Festival de Cannes 2018 pode ficar sem seu filme de encerramento. Trata-se de mais um capítulo da maldição de “The Man Who Killed Don Quixote” (O Homem que Matou Dom Quixote, em tradução literal), que atormenta o diretor Terry Gilliam há 20 anos, criando todo o tipo de contratempo possível e imaginável para dificultar a realização e, agora, o lançamento do longa-metragem. A organização do evento denunciou nesta segunda-feira (30/4) estar sofrendo “intimidações” do produtor português Paulo Branco, que exige o cancelamento da exibição do filme no encerramento do evento, marcado para o dia 19 de maio. A Alfama Films, controlada por Branco e ex-produtora do filme de Gilliam, recorreu à Justiça para proibir a première mundial, alegando que isso “viola os direitos de divulgação da obra”. Em resposta, a organização de Cannes acusou Branco de proceder com “intimidações e afirmações difamatórias tão irrisórias como grotescas”. Em comunicado, o presidente do festival Pierre Lescure e o delegado geral Thierry Frémaux afirmaram que Cannes “respeitará a decisão” que será tomada pela Justiça numa audiência marcada para o dia 7 de maio, “seja ela qual for”. Mas ressaltaram no texto seu compromisso com o cinema. Após citar que os advogados de Branco prometeram uma “derrota desonrosa” ao festival, afirmaram que a única derrota “seria ceder à ameaça”. No mesmo comunicado, os representantes do festival reiteraram que “os artistas necessitam mais que nunca que sejam defendidos, não atacados”. Por isto, neste ano, além do filme de Gilliam, incluíram na seleção de Cannes obras de iraniano Jafar Panahi e do russo Kirill Serebrennikov, que estão presos em seus países. Além disso, decidiram suspender o veto ao cineasta dinamarquês Lars von Trier, que tinha sido considerado “persona non grata” no evento em 2011. A briga judicial com Paulo Branco apenas prolonga a via crucis de Terry Gilliam, que começou a pré-produção de “The Man Who Killed Don Quixote” em 1998, há exatos 20 anos. A filmagem original teve início em 2000, com Johnny Depp (“Piratas do Caribe”) no papel principal, e foram tantos problemas, incluindo inundações, interferências das forças armadas espanholas e uma hérnia sofrida pelo astro, que a produção precisou ser interrompida e o filme abandonado. Todas as dificuldades enfrentadas pelo projeto foram registradas num documentário premiado, “Lost in La Mancha” (2002). Uma década depois, em 2010, Gilliam voltou a ficar perto de realizar seu projeto, chegando a filmar Ewan McGregor (“O Escritor Fantasma”) como protagonista e Robert Duvall (“O Juiz”) no papel de Dom Quixote, mas a produção precisou ser novamente interrompida, desta vez por problemas financeiros. Em 2015, ele chegou a anunciar uma nova tentativa, agora estrelada por Jack O’Connell (“Invencível”) e John Hurt (“O Espião que Sabia Demais”), mas a briga com o produtor português adiou o projeto. Os dois se desentenderam durante a pré-produção, o que levou o diretor a entrar na justiça francesa para anular a cessão de direitos, enquanto realizava o longa com apoio de outra produtora. Neste meio tempo, John Hurt acabou morrendo e precisou ser substituído na quarta filmagem anunciada, desta vez definitiva. Assim, quem acabou nos papéis principais foram Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”) e Jonathan Pryce (série “Game of Thrones”). O elenco final também inclui Olga Kurylenko (“Oblivion”), Stellan Skarsgård (“Ninfomaníaca”), Óscar Jaenada (“Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas”), Jordi Mollà (“Riddick”), Sergi López (“Faces de uma Mulher”), Jason Watkins (série “Taboo”) e Rossy de Palma (“Madame”). Mas enquanto Gilliam comemorava a conclusão das filmagens amaldiçoadas no ano passado, um tribunal de Paris se pronunciou em primeira instância em favor do produtor português, embora tenha rejeitado seu pedido de parar as filmagens. O cineasta recorreu e uma nova audiência da justiça francesa foi marcada para 15 de junho, data em que se saberá qual será o destino do filme. Uma prévia desta sentença será conhecida antes. A organização de Cannes entrou com uma liminar para exibir o filme e a decisão da justiça foi marcada para 7 de maio, data aludida no comunicado do evento, e que cai um dia antes do início do festival. Inspirado no clássico de Miguel de Cervantes, o longa gira em torno de um cansado diretor de comerciais que viaja para a Espanha para uma gravação, mas acaba embarcando numa jornada bizarra de volta no tempo, onde encontra Dom Quixote, que imediatamente o confunde com Sancho Pança e o arrasta para uma série de aventuras catastróficas. Mas não tão catastróficas como a história de bastidores do próprio filme.
Vingadores: Guerra Infinita tem a maior estreia de todos os tempos no Brasil
O filme de super-heróis da Marvel bateu o recorde de bilheteria de estreia de cinema no Brasil. Entre quinta e domingo (29/4), “Vingadores: Guerra Infinita” vendeu 3,6 milhões de ingressos e somou R$ 65,1M (milhões) de arrecadação no país, segundo dados da Rentrak. O valor recordista já tinha sido antecipado no domingo por publicações americanas e pulveriza a melhor marca anterior, que pertencia a outro filme de super-heróis no Brasil: “Liga da Justiça”, com R$ 46,4M. A distância é ainda mais brutal para o campeão nacional, “Nada a Perder”, cinebiografia de Edir Macedo, que vendeu 2,1 milhões de ingressos, rendendo um total de R$ 25,8M em sua primeira semana – apesar da venda antecipada de supostos 4 milhões de ingressos. “Vingadores: Guerra Infinita” também quebrou o recorde de melhor fim de semana de estreia nos Estados Unidos e Canadá com US$ 250M (milhões). Foi a primeira vez que um lançamento abriu com este valor na América do Norte, superando a maior bilheteria até então, de “Star Wars: O Despertar da Força”, que arrancou com US$ 247,9M há dois anos. O filme também destruiu o recorde de maior abertura mundial de todos os tempos, que pertencia a “Velozes e Furiosos 8” (US$ 532,5M no ano passado). Fez impressionantes US$ 100M a mais, atingindo US$ 630M. E isto que ainda não foi lançado na China, o segundo maior mercado de cinema do mundo. Além de Brasil e América do Norte, a produção da Marvel quebrou recordes de bilheteria na Coreia do Sul (US$ 39,2M), México (US$ 25,1 million), Filipinas (US$ 12,5M), Tailândia (US$ 10M), Indonésia (US$ 9,6M) e Malásia (US $8,4M). Também se tornou a maior abertura de um filme de super-herói na Austrália (US$ 23M), Índia (US$ 18,6M), França (US$ 17,7M), Alemanha (US$ 14.7M) e Espanha (US$ 8,3M). Um fenômeno.
Bertolucci condena Ridley Scott por substituir Kevin Spacey em Todo o Dinheiro do Mundo
O veterano diretor italiano Bernardo Bertolucci resolveu polemizar com o colega inglês Ridley Scott, ao criticar sua decisão de substituir o ator Kevin Spacey no filme “Todo o Dinheiro do Mundo”, após ele ter sido denunciado por assédio sexual. As declarações foram dadas durante a estreia mundial da versão restaurada de “Último tango em Paris” (1972), no Festival Internacional de Cinema de Bari. Bertolucci disse que, quando soube que Scott havia concordado em apagar todas as cenas de Spacey no filme, sua primeira reação foi mandar uma mensagem para o editor dos filmes de Scott, Pietro Scalia, “para dizer que ele deveria se envergonhar” por aquilo. “E então eu imediatamente quis fazer um filme com Spacey”, continuou o diretor. Vale observar que Pietro Scalia trabalhou com Scott em vários filmes, entre “Gladiador” e “Perdido em Marte”, mas não em “Todo o Dinheiro do Mundo”. Paradoxalmente, Bertolucci também afirmou que apoia completamente o movimento #MeToo e o elogiou por conscientizar a violência contra as mulheres em todo o mundo. Ele próprio se envolveu numa polêmica recente, quando veio à tona que planejou com Marlon Brando realizar a cena da estupro com manteiga de “Último tango em Paris” sem o conhecimento ou o consentimento da atriz Maria Schneider, cujos protestos registrados no filme foram autênticos – apesar de ser uma encenação. Kevin Spacey foi acusado de assédio pelo ator Anthony Rapp (de “Star Trek: Discovery”), por integrantes de um teatro inglês e pela produção da série “House of Cards”, pelo filho do ator Richard Dreyfuss, além da mãe de uma vítima, que classificou eu comportamento como de “predador sexual”. No filme de Scott, o ator foi substituído por Christopher Plummer, que recebeu uma indicação ao Oscar 2018 na categoria de Melhor Ator Coadjuvante pelo papel do magnata Jean Paul Getty.
Uma Mulher Fantástica é o grande vencedor do Prêmio Platino 2018
O drama “Uma Mulher Fantástica” foi o grande vencedor do Prêmio Platino do Cinema Ibero-Americano, evento que almeja ser o Oscar das produções faladas em português e espanhol. A produção chilena venceu, ao todo, cinco prêmios, entre eles alguns dos principais da cerimônia: Melhor Filme, Direção e Roteiro para Sebastían Lelio, além de Melhor Edição e o esperado troféu de Melhor Atriz para Daniela Vega, com direito a tombo no palco. “Caí muitas vezes na vida, e tive oportunidade de sentir a humanidade daqueles que me ajudaram a levantar”, ela disse, aproveitando para criar uma metáfora. “Uma Mulher Fantástica” já tinha vencido o Oscar 2018 de Melhor Filme Estrangeiro, ocasião em que os telespectadores brasileiros da transmissão passaram a conhecer Daniela Vega como “aquela moça (que) na verdade é um rapaz”, na explicação do comentarista Rubens Ewald Filho. Realizada na noite de domingo (29/4) em um resort de Cancún, a premiação também rendeu um troféu para uma profissional brasileira. Renata Pinheiro venceu a categoria de Direção de Arte por “Zama”, coprodução entre Argentina e Brasil com direção da cineasta argentina Lucrecia Martel. E fez questão de demonstrar suas raízes tupiniquins com um “Lula livre”. Confira abaixo a lista completa dos premiados. Melhor Filme: “Uma Mulher Fantástica”, de Sebastían Lelio (Chile) Melhor Direção: Sebastián Lelio, por “Uma Mulher Fantástica” (Chile) Melhor Atriz: Daniela Veiga, por “Uma Mulher Fantástica” (Chile) Melhor Ator: Alfredo Castro, por “Los Perros” (Chile) Melhor Documentário: “Muchos Hijos, un Mono y un Castillo”, de Gustavo Salmerón (Espanha) Melhor Fotografia: Rui Poças, por “Zama” (Argentina/Brasil) Melhor Direção de Arte: Renata Pinheiro, por “Zama” (Argentina/Brasil) Melhor Edição: Soledad Salfate, por “Uma Mulher Fantástica” (Chile) Melhor Som: Guido Berenblum e Manuel de Andres, por “Zama” (Argentina/Brasil) Melhor Música Original: Alberto Iglesias, por “Cordilheira” (Argentina) Melhor Animação: “As Aventuras de Tadeo 2: O Segredo do Rei Midas”, de Enrique Gato e David Alonso (Espanha) Melhor Roteiro: Sebastián Lelio e Gonzalo Maza, por “Uma Mulher Fantástica” (Chile) Melhor Filme de Estreia: “Verano 1993”, de Carla Simón (Espanha) Prêmio ao Cinema de Educação de Valores: “Handia”, de Aitor Arregi e Jon Garaño (Espanha) Prêmio Honorário pela Carreira: Adriana Barraza (México) Melhor Minissérie ou Telessérie: “El Misterio del Tiempo” (Espanha) Melhor Atriz em Minissérie ou Telessérie: Blanca Suárez, por “Las Chicas Del Cable” (Espanha) Melhor Ator em Minissérie ou Telessérie: Julio Chávez, por “El Maestro” (Argentina)
Pamela Gidley (1965 – 2018)
Morreu a atriz Pamela Gidley, de “Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer” (1992), dirigido por David Lynch. Ela faleceu em sua casa, aos 52 anos, no dia 16 de abril, mas a informação só foi divulgada na noite de domingo (29/4) por um jornal de Seabrook, onde vivia. Pamela começou a carreira como modelo infantil e fez sua estreia no cinema em 1986, coestrelando o filme “O Desafio” (Thrashin’), sobre gangues de skatistas, ao lado de Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”). Os dois chegaram a namorar. No Instagram, o ator lamentou a morte da colega. “Tenho memórias incríveis e inocentes dela. Uma mulher de personalidade forte e uma pessoa realmente engraçada”. Ela participou de dois filmes marcantes do final dos anos 1980, a sci-fi “Cherry 2000” (1987) e o drama “Para Sempre na Memória” (1988), antes de viver Teresa Banks no filme derivado da série “Twin Peaks”. A atriz ainda trabalhou com o pai de Josh Brolin, James Brolin, em “Trapaças do Coração” (1993), antes da carreira estagnar. Sua carreira também incluiu algumas séries de curta duração. Gidley chegou a estrelar “Angel Street”, como uma detetive policial parceira de Robin Givens, que só teve uma temporada em 1992, e “Strange Luck”, com a mesma sina em 1995. Ambas duraram mais que “Skin”, cancelada após seis episódios em 2003. Um episódio a mais que sua participação como a técnica forense Terri Miller e possível interesse romântico do protagonista (William Petersen) de “CSI”, entre a 1ª e a 3ª temporadas (2000-2003). Na reportagem do jornal de Seabrook, a família afirmou que a atriz morreu pacificamente em sua casa, mas a causa da morte não foi divulgada.












