Intérprete de Superman entra para a polícia nos Estados Unidos
O ator Dean Cain, que viveu Superman na série clássica de TV “Lois e Clarke – As Novas Aventuras do Superman”, entrou para a polícia de Idaho, nos Estados Unidos. Depois de auxiliar a corporação com doações e campanhas para arrecadar fundos, ele agora integra o pessoal do Departamento Policial de St. Anthony. Cain fez seu juramento e ganhou uniforme, mas está entre os reservistas e só fará patrulhas em caso excepcional, se for convocado para a ação. Terry Harris, policial chefe já aposentado, explicou as atribuições de Cain. “Ele está elegível a participar da patrulha uniformizada em período integral, patrulhar a comunidade e participar de projetos especiais”. Em entrevista ao jornal local Daily Caller, Cain disse: “Heróis reais não usam capas. Eles usam uniformes, distintivos, estetoscópios. São integrantes da nossa polícia e serviços de emergência”. Não é a primeira vez que um ator entra para os reservistas da polícia americana. Erik Estrada, que estrelou a série “CHiPs”, fez o mesmo em 2016.
Netflix renova Cara Gente Branca para a 3ª temporada
A Netflix publicou no Twitter o anúncio da renovação de “Cara Gente Branca” (Dear White People) para a 3ª temporada. Veja abaixo. Baseada no aclamado filme independente de mesmo nome, a série satiriza a “América pós-racial” ao retratar a vida de estudantes negros em uma conceituada universidade predominantemente branca. A atração faz um questionamento extensivo do racismo no mundo moderno, sem poupar sequer o pensamento politicamente correto e condescendente a respeito da diversidade racial. A série foi criada pelo diretor e roteirista Justin Simien, responsável pelo longa original, premiado no Festival de Sundance de 2014, e além de explorar questões de raça, também discute classes sociais e sexualidade. Com mais 10 episódios, a atração retorna em 2019. Venho em nome da Ordem do X, passar a mensagem: Cara Gente Branca retornará à Netflix para uma terceira temporada. Boa noite. — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) 22 de junho de 2018
The Connors: Série Roseanne ganhará spin-off com todo o elenco, menos Roseanne
A rede americana ABC deu sinal verde para a produção de um spin-off de “Roseanne”, após a série original ser cancelada devido a um tuíte racista de sua protagonista Roseanne Barr. Intitulado “The Connors”, o projeto reunirá todos os integrantes do elenco, menos Roseanne. E irá estrear já no final deste ano. “As histórias de ‘The Connors’ demonstram que famílias sempre podem encontrar assuntos comuns entre conversas, risadas e amor. O spin-off vai continuar a explorar problemas contemporâneos que são tão relevantes quanto eram há 30 anos”, definiu a ABC em comunicado, aludindo à época da exibição original de “Roseanne”. A série foi um sucesso imenso de público e crítica nos anos 1990, e grande influência nas sitcoms que a sucederam. Vencedora de três Globos de Ouro e quatro Emmys, acompanhava os problemas cotidianos de uma família típica da classe trabalhadora. E esta era a grande diferença. Enquanto as famílias televisivas anteriores eram todas bem resolvidas, os episódios de “Roseanne” refletiam a realidade vivida pela audiência, como dificuldades para pagar contas, criar os filhos e aturar a convivência familiar. Em meio à onda nostálgica que marca o retorno de atrações clássicas para a televisão, o revival da série liderou a audiência dos Estados Unidos assistido por 18 milhões de espectadores ao vivo e marcando 5,1 pontos na demo (entre espectadores na faixa demográfica de 18 a 49 anos), um feito incrível que só costuma ser registrado em transmissões de grandes eventos esportivos ao vivo. Isto inspirou uma renovação antecipada da produção. Mas, logo ao final da temporada, a protagonista e produtora Roseanne Barr resolveu disparar um tuíte racista e gratuito sobre Valerie Jarrett, mulher negra, nascida no Irã, que foi assessora do ex-presidente americano Barack Obama. Roseanne escreveu: “Irmandade Muçulmana e ‘Planeta dos Macacos’ tiveram um filho = vj”. A repercussão foi tão negativa que a emissora ABC optou por cancelar a série, mesmo ela tendo estourado os índices de audiência. Até Sara Gilbert, que interpreta uma filha de Roseanne na série, condenou a atriz. “Os comentários recentes de Roseanne sobre Valerie Jarrett, e muito mais, são abomináveis e não refletem as crenças de nosso elenco e equipe ou de qualquer um associado ao nosso programa. Estou decepcionada com suas ações, para dizer o mínimo”, escreveu ela. O showrunner de “Roseanne”, Bruce Helford, também resolveu se pronunciar “em nome de todos os roteiristas e produtores que trabalharam duro para criar uma série incrível”. “Eu fiquei pessoalmente horrorizado e entristecido pelos comentários que não refletem, de forma alguma, os valores das pessoas que trabalharam para fazer dessa série icônica o que ela é”. A decisão do canal não tardou. Mas, mesmo diante do clamor público, a ação surpreendeu o mercado. Afinal, na onda de revivais da TV americana, a comédia de Roseanne Barr era disparada a mais bem-sucedida. O detalhe é que o cancelamento foi defendido até pelo CEO da Disney, Bob Iger, que é o poderoso chefão do conglomerado, no qual se inclui a ABC. “Só havia uma coisa a se fazer aqui, e era fazer a coisa certa”, ele tuitou. A atriz pediu desculpas, e mais tarde voltou a rede social para culpar um calmante pela declaração polêmica. O cancelamento súbito, porém, deixou diversas pessoas desempregadas e anunciantes em polvorosa, e a ABC prometeu trabalhar para remediar isso. A solução veio com o projeto do spin-off, que acompanhará a família de Roseanne, mas sem a presença de Roseanne.
Série animada Daria vai ganhar reboot da MTV
A versão “live action” de “Aeon Flux” não será o único resgate feito pela MTV de suas ótimas séries animadas dos anos 1990. O MTV Studios anunciou que também fará um reboot de “Daria”, a adolescente cínica criada por Glenn Eichler e Susie Lewis, que rendeu cinco temporadas entre 1997 e 2001 no canal pago americano. A nova série vai se chamar “Daria & Jodie”, e acompanhará a protagonista original ao lado de sua amiga Jodie Landon. Esta versão está sendo desenvolvida por Grace Edwards, roteirista de “Unbreakable Kimmy Schmidt” que já trabalhou na MTV na série “Loosely Exactly Nicole”. Além disso, o MTV Studios pretende reviver outras atrações famosas de sua trajetória, como os reality shows “The Real World” e “Made”. Mas a ideia não é retomar o rumo do canal e sim vender o que a MTV já fez de melhor para seus concorrentes na TV paga e em streaming. Os projetos fazem parte de uma iniciativa da Viacom para transformar seus canais em produtores de conteúdo. Além de explorar o catálogo da MTV, a Viacom também quer transformar a biblioteca do canal infantil Nickelodeon em fábrica de franquias.
Disney aumenta oferta e retoma compra da Fox
A Disney está disposta a pagar para ver até onde a Comcast está disposta a chegar na disputa pelo controle da Fox. A empresa do CEO Bob Iger fez uma nova oferta bilionário pelos ativos da 21st Century Fox, de cerca de US$ 71,3 bilhões, entre dinheiro vivo e ações. O montante é US$ 6 bilhões maior que a quantia oferecida pela Comcast para superar a primeira oferta da Disney – uma transação que seria originalmente fechada por US$ 52,4 bilhões. Mas não é só. A Disney também assumirá a dívida líquida da 21st Century Fox, de cerca de US$ 13,7 bilhões, o que eleva o negócio ao valor de US$ 85 bilhões. Por conta disso, os acionistas da Fox deram sinal verde para prosseguir com os planos originais de fusão com a Disney, que devem ser aprovados internamente nos próximos dias, caso a Comcast não apresente uma contraproposta. Em dezembro do ano passado, a Disney ofereceu um prêmio de US$ 28 por ação da Fox, o que resultava A nova proposta aumenta a oferta para US$ 38. A transação inclui os estúdios de cinema e TV, canais pagos, participação no serviço Hulu e empresas internacionais de TV do conglomerado do magnata Rupert Murdoch. “Nós estamos extremamente orgulhosos do negócios que construímos na 21st Century Fox, e acreditamos firmemente que essa combinação com a Disney irá liberar ainda mais valor aos acionistas à medida que a Disney mantenha o ritmo nesse tempo dinâmico para nossa indústria”, afirmou Murdoch, em comunicado, diante da nova oferta. O negócio leva para o portfólio da Disney franquias como X-Men, Avatar, Simpsons, além de canais como FX Networks e National Geographic. A compra também inclui a Endemol, que é dona dos formatos de populares reality shows, como “Big Brother”, “Masterchef”, além da série “Black Mirror”, atualmente exibida na Netflix. Ao assumir os 30% da participação da Fox no serviço de streaming Hulu, a Disney também obterá o controle majoritário de um dos principais concorrentes da Netflix. Além disso, a Fox também é a principal acionista da rede europeia de TV paga Sky, além da indiana Star India.
Vida de Silvio Santos vai render dois filmes com atores diferentes
Rodrigo Faro não será o único Sílvio Santos do cinema. O projeto da Paris Filmes, baseado no livro “Silvio Santos — A Biografia”, terá concorrência de outra produção simultânea. Segundo o colunista do UOL Flavio Ricco, o outro projeto é uma produção da Film Land, que foi escrita pelo roteirista Paulo Cursino (dos blockbusters “De Pernas pro Ar” e “Até que a Sorte os Separe”) e será dirigida por Pedro Amorim (“Divórcio”). A ideia é definir o protagonista nos próximos dias e começar as filmagens no segundo semestre. Já o primeiro filme anunciado definiu até agora apenas o intérprete principal. A produção está em ritmo de Copa do Mundo, com tudo parado, a espera do final dos jogos da seleção brasileira para começar a escolher diretor, roteirista e elenco. Neste ritmo, as filmagens só devem acontecer em 2019. Por conta disso, o filme de Cursino e Amorim tende, inclusive, a chegar bem antes nos cinemas.
Trailer revela nova comédia romântica adolescente da Netflix
Quando os algoritmos da Netflix identificam um filão bem sucedido, a plataforma se joga com tudo. A tendência do momento são comédias românticas adolescentes. E trailer e fotos de “Para Todos os Garotos que Já Amei” revelam que a empresa não perde tempo para repetir experiências bem-sucedidas. Como o fenômeno “A Barraca do Beijo”, trata-se de uma nova historinha de garota tímida que reluta para se declarar ao crush – no caso, crushes – , até ser empurrada pelo destino, tropeçando pelo constrangimento até chegar ao final feliz indefectível do gênero. A jovem Lara Jean Covey tem a mania de escrever cartas para todos os garotos que ama. Ela nunca pensou em enviá-las, usando a escrita como forma de se consolar por sua falta de iniciativa. Até que, um dia, descobre que todas as cartas foram enviadas – e descobre isso da pior maneira possível, ao levar um fora de um dos endereçados. Semelhanças com “Awkward” à parte – na série da MTV, um blogue privado entrava online e revelava a paixonite da protagonista – , o filme é baseado num best-seller juvenil e aposta na diversificação ao escalar uma atriz asiática no papel principal: Lana Condor (a Jubileu de “X-Men: Apocalipse”). No livro, a personagem também tem descendência asiática. O elenco ainda destaca Noah Centineo (da série “The Fosters”), Israel Broussard (“A Morte Te Dá Parabéns”), Janel Parrish (série “Pretty Little Liars”), Anna Cathcart (série “Esquadrão Bizarro/Odd Squad”), Emilija Baranac (série “Riverdale”), Andrew Bachelor (“A Babá”), John Corbett (“Casamento Grego”), Madeleine Arthur (série “The Magicians”) e Trezzo Mahoro (série “Van Helsing”). O roteiro é de Sofia Alvarez (da série “Man Seeking Woman”), a direção de Susan Johnson (da comédia indie “Carrie Pilby”) e a estreia está marcada para 17 de agosto.
Marco Pigossi vai estrelar série sobrenatural do diretor do Touro Ferdinando na Netflix
O ator Marco Pigossi irá estrelar uma segunda série da Netflix. Após ser confirmado na primeira série australiana do serviço de streaming, intitulada “Tidelands”, ele foi anunciado como protagonista de “Cidades Invisíveis”, produção brasileira criada por Carlos Saldanha, diretor das animações “O Touro Ferdinando”, “Rio” e “A Era do Gelo”. Na trama, o ator viverá um detetive que, ao embarcar na investigação de um assassinato, descobrirá um submundo habitado por criaturas míticas que evoluíram de uma linhagem do folclore brasileiro. Atualmente no ar na novela “Onde Nascem os Fortes”, Pigossi também será visto em dois filmes neste ano, “A Última Chance” e “O Nome da Morte”. “Cidades Invisíveis” deve começar a se gravada no final de 2018.
Mauricio de Sousa se diz surpreso com polêmica despertada pelo filme com atores da Turma da Mônica
O primeiro filme com atores da Turma da Mônica só vai estrear em 2019, mas já virou polêmica nas redes sociais. Usuários do Twitter acusam o longa “Turma da Mônica: Laços” de embranquecer o personagem Cascão com a escalação de Gabriel Moura, de 9 anos, que não cabelo liso e não é negro. “Eu fiquei meio ‘assim’ (surpreso) quando vi esta repercussão porque, nas histórias em quadrinhos, nunca deixamos essa posição clara. Cascão nunca foi desenhado negro”, disse seu criador, Mauricio de Sousa, ao jornal Extra. “Nós temos o Jeremias e outros personagens que são decididamente negros. Cascão, não. Isso foi surpresa para mim.” O público esperava um garoto com cabelo crespo, aparado e negro. No entanto, o cartunista defendeu a escolha do ator. “A seleção foi fruto de um trabalho meticuloso. E, por incrível que pareça, deu um resultado tão bacana que ficamos mais do que satisfeitos. Eles incorporaram os personagens tão bem, brincavam como eles”, afirmou. Ele confirma que houve “algumas concessões”, mas que foi fruto da diferença entre desenho e realidade. “Chegamos à conclusão, por exemplo, de que o cabelo do Cascão não deveria ser igual ao cabelo do desenho. Encontramos no Rio de Janeiro um menino que era o próprio Cascão na gesticulação, no jeito, no físico e no corpo: aquela perninha magrinha, a esperteza e tudo mais”, diz. A produção do filme selecionou o elenco infantil entre mais de 5 mil candidatos, e Mauricio acompanhou as etapas e opinou sobre os candidatos. “A seleção foi fruto de um trabalho meticuloso. E, por incrível que pareça, deu um resultado tão bacana que ficamos mais do que satisfeitos”, concluiu. Para encerrar o assunto, basta olhar os desenhos de Mauricio, que nunca desenhou Cascão com cor diferente de Mônica, Cebolinha e Magali, desde que o criou em 1961. E isto é, na verdade, um dado muito positivo, pois o personagem é em sua essência considerado sujo, por odiar banho. Fica até estranho o povo politicamente correto cobrar uma versão que propagaria preconceito, numa analogia horrível entre pele escura e sujeira.
Ozark: Série criminal com Jason Bateman ganha teaser e fotos da 2ª temporada
A Netflix divulgou o teaser e quatro fotos da 2ª temporada de “Ozark”, série criminal estrelada por Jason Bateman. A prévia pondera as consequências dos atos do protagonista e sua mulher, vivida por Laura Linney (“Sully: O Herói do Rio Hudson”), e anuncia a data de estreia dos novos episódios. Criada por Bill Dubuque (roteirista de “O Contador”), “Ozark” acompanha o casal e seus filhos, que fogem para uma região remota dos Estados Unidos depois de o personagem de Bateman se envolver com um cartel do narcotráfico mexicano. O elenco também inclui Skylar Gaertner (o jovem Matt Murdock de “O Demolidor”) e Sofia Hublitz (série “Louie”) como os filhos do casal. A atração não virou um fenômeno, mas tampouco desagradou, com 66% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Os novos episódios chegam na Netflix no dia 31 de agosto.
Com destaque para Hereditário, filmes da semana dão o que falar
Com “Jurassic World: Reino Ameaçado” repetindo sua “estreia” nesta quinta (21/6) nas mesmas 1,5 mil salas da semana passada, os lançamentos inéditos ficaram com um circuito bem mais restrito. São seis filmes e praticamente todos dão o que falar. O mais divisivo é o terror “Hereditário”, que rachou público e crítica da mesma forma que “Mãe!” no ano passado. O longa tem 90% de aprovação dos críticos relacionados pelo Rotten Tomatoes, mas apenas 56% na votação do público. A pesquisa do CinemaScore, que avalia opiniões de espectadores após as sessões, resultou numa nota D+, muito baixa, especialmente quando se leva em conta que o público costuma gostar de quase tudo. Para contrastar ainda mais, foi o filme mais elogiado do Festival de Sundance 2018, e na época atingiu impressionantes 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, num impacto comparado ao de outro longa que eletrificou o festival no passado: “A Bruxa” (2013). A reação extrema se deve à presença de cenas muito perturbadoras e gritos extremamente incômodos de Toni Collette (“xXx: Reativado”), além de um final daqueles que rendem múltiplas interpretações e discussões, a ponto de gerar uma profusão de artigos que tentam explicá-lo. Escrito e dirigido pelo estreante em longa-metragens Ari Aster, o filme aborda a história de uma família que, após perder sua matriarca, começa a descobrir segredos inquietantes sobre sua origem. E quanto mais eles descobrem, mais tentam fugir do destino sinistro que podem ter herdado. “O Amante Duplo”, novo trabalho do diretor francês François Ozon (“Uma Nova Amiga”), evoca os suspenses eróticos do final do século passado, com muita nudez e cenas de tensão. A trama reflete a manipulação sofrida pela jovem e bela Marine Vacth (de “Jovem e Bela”) como uma mulher frágil que se apaixona por seu psicanalista, vivido por Jérémie Renier (“Potiche”). Mas ela não demora a perceber que o seu amante está escondendo parte de sua identidade. Comparado às melhores obras de Brian de Palma e David Cronenberg, o filme teve sua avant-premiére mundial no Festival de Cannes do ano passado e ficou com 71% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ainda melhor, o drama britânico “Disobedience” narra uma história de amor proibido entre Rachel Weisz (“A Luz Entre Oceanos”) e Rachel McAdams (“Doutor Estranho”), com direção do premiado chileno Sebastián Lélio (do filme vencedor do Oscar “Uma Mulher Fantástica”). Na história, adaptada do romance homônimo da escritora Naomi Alderman, Weisz vive a ovelha negra da família, que volta a encontrar seus parentes judeus ortodoxos depois de muitos anos, no enterro do pai, o rabino da comunidade, chocando sensibilidades ao decidir reviver o que a levou a sair de casa: seu amor reprimido pela melhor amiga (McAdams), que agora é casada com seu primo profundamente religioso (Alessandro Nivola, de “Ginger & Rosa”). Além de dirigir, Lélio trabalhou no roteiro com a inglesa Rebecca Lenkiewicz (do premiado drama polonês “Ida”), e o resultado tem 84% no Rotten Tomatoes. Outro longa que a crítica amou, mas não agrada tanto ao público, “Rei” tem 100% no Rotten Tomatoes. Dirigido pelo também chileno Niles Atallah (“Lucia”), parte de uma trama típica de épico histórico, sobre um aventureiro francês que se declarou rei da Patagônia. Mas sua abordagem é extremamente experimental, valorizando o baixo orçamento com imagens delirantes, de dar orgulho em outro mestre chileno, o surrealista psicodélico Alejandro Jodorowsky. O resultado é a opção mais cinéfila da semana. Dois dramas brasileiros também se destacam na programação. O cineasta Heitor Dhalia (“Serra Pelada”) dirige “Tungstênio”, adaptação da graphic novel de Marcello Quintanilha, premiada no festival francês de quadrinhos de Angoulême (o Cannes dos quadrinhos), que tem roteiro de uma dupla de peso, Marçal Aquino (“Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios”) e Fernando Bonassi (“Carandiru”). A trama é centrada nos conflitos de quatro personagens tipicamente brasileiros que se cruzam. São eles um policial movido por instintos, sua mulher, que está decidida a se separar, um traficante, cujo principal interesse é apenas sobreviver, e um ex-sargento do exército saudoso da vida no quartel. Para completar, o que acaba movendo os protagonistas é um crime ambiental. E Caio Sóh (“Por Trás do Céu”) assina “Canastra Suja”, um retrato de família mergulhada na violência e sordidez, estrelado por Marco Ricca (“Chatô, o Rei do Brasil”) e Adriana Esteves (“Real Beleza”). Confira abaixo mais detalhes de todos os filmes, com sinopses oficiais e trailers. Hereditário | EUA | Terror Após a morte da reclusa avó, a família Graham começa a desvendar algumas coisas. Mesmo após a partida da matriarca, ela permanece como se fosse um sombra sobre a família, especialmente sobre a solitária neta adolescente, Charlie, por quem ela sempre manteve uma fascinação não usual. Com um crescente terror tomando conta da casa, a família explora lugares mais escuros para escapar do infeliz destino que herdaram. O Amante Duplo | França | Suspense Chloé (Marina Vacht) é uma mulher reprimida sexualmente que, constantemente, sente dores na altura do estômago. Acreditando que seu problema seja psicológico, ela busca a ajuda de Paul (Jérémie Renier), um psicólogo. Só que, com o andar as sessões de terapia, eles acabam se apaixonando. Diante da situação, Paul encerra a terapia e indica uma colega para tratá-la. Chloé, no entanto, decide ir a outro profissional, o irmão gêmeo de Paul, que ela nunca tinha ouvido falar até então. Desobediência | Reino Unido, EUA | Drama A fotógrafa Ronit (Rachel Weisz) retorna para a cidade natal pela primeira vez em muitos anos em virtude da morte do pai, um respeitado rabino. Seu afastamento foi bastante abrupto e o reaparecimento é visto com desconfiança na comunidade, mas ela acaba acolhida por um amigo de infância (Alessandro Nivola), para sua surpresa atualmente casado sua paixão de juventude, Esti (Rachel McAdams). Tungstênio | Brasil | Drama Quando pessoas começam a utilizar explosivos para pescar na orla de Salvador, na Bahia, um sargento do exército aposentado, um policial e sua esposa e um traficante vão se unir e farão de tudo para acabar com esse crime ambiental. Canastra Suja | Brasil | Drama Batista (Marco Ricca) e Maria (Adriana Esteves) formam um casal que, aparentemente, é muito feliz em seu casamento. No entanto, a verdade é que as aparências enganam e muito. Batista, um alcoólatra inveterado, e Maria, que tem um caso com o namorado de sua filha mais velha, Emília (Bianca Bin), representam uma família que está à beira das ruínas. Rei | Chile | Drama Antoine de Tounens (Rodrigo Lisboa) foi um aventureiro francês corajoso, que decidiu viajar pelo continente sul-americano em 1860 e fundar sua própria monarquia. Com o aval dos índios do sul do Chile, criou o Reino da Araucania e da Patagônia, declarando-se rei do local. Mas o governo chileno decide tomar as devidas providências para impedir o reinado deste estrangeiro em suas terras. Baseado numa história real.
The Walking Dead terá salto temporal e mais destaque para personagens femininas na 9ª temporada
A nova showrunner de “The Walking Dead“, Angela Kang, confirmou que a 9ª temporada trará um salto temporal na trama. “Estamos trabalhando para que a temporada tenha um ar renovado. E ela vai lidar com o tempo. Teremos um salto temporal na história”, afirmou durante um evento de imprensa do canal pago AMC, nos Estados Unidos. Nos quadrinhos, logo após o confronto final com Negan – mostrado na última temporada da série – também há um salto temporal: de dois anos. A produtora também acrescentou que os novos episódios destacarão mais as mulheres da série. “Veremos algumas histórias fantásticas com as mulheres do nosso programa”, resumiu, citando até Anne, a personagem do lixão, vivida por Pollyanna McIntosh. Kang, porém, preferiu não comentar sobre as saídas de Andrew Lincoln e Lauren Cohan da série, após a notícia de que eles apareceriam apenas em mais meia dúzia de episódios. Em vez disso, disse que a série ainda contaria histórias importantes com seus personagens centrais. A 9ª temporada será exibida no outono norte-americano, entre setembro e novembro, com transmissão no Brasil pelo canal pago Fox.
Tartarugas Ninja vão ganhar terceiro filme produzido por Michael Bay
A Paramount não desistiu das “Tartarugas Ninja”. Apesar do fracasso do último filme, o estúdio encomendou uma nova continuação ao cineasta Michael Bay, produtor dos dois longas mais recentes. Segundo o site The Hollywood Reporter, o roteirista Andrew Dodge, que escreveu a comédia indie “Palavrões” (2013) e assina o vindouro longa infantil “Space Jam 2”, foi contratado para desenvolver uma história que reinicie a franquia. A ideia é recomeçar tudo do zero, de novo. Vale lembrar que as “Tartarugas Ninja” de 2017 já eram um reboot das “Tartarugas Ninja” de 1990. O segundo filme da nova fase, “As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras” (2016), custou US$ 135 milhões e rendeu apenas US$ 82 milhões no mercado doméstico. No mundo inteiro, o valor ficou em US$ 245 milhões, o que deve ter rendido um prejuízo de cerca de US$ 150 milhões, sem considerar as despesas de marketing. Para completar, nenhum dos filmes produzidos por Michael Bay foi bem recebido pela crítica especializada.












