Hereditário é um dos grandes filmes de terror deste século
O cineasta estreante Ari Aster inicia “Hereditário” como um filme sobre luto, sobre como qualquer família jamais será a mesma após a morte de um ente querido. Com esse clima de dor no ar, ele adiciona mais um tema na trama: como herdamos os demônios de nossos pais e não conseguimos fugir disso. Mas o que parece um drama, aos poucos revela suas entranhas de filme de terror. Toda a primeira metade de “Hereditário” trata esse horror de forma metafórica, abordando cada ponto que despedaça uma família após o falecimento de sua matriarca (fato explicado no primeiro frame na forma de obituário), incluindo uma tragédia, que é a melhor cena do filme, e que você jamais esquecerá. A linha tênue entre os gêneros faz com que ambos se complementem e é muito bem conduzida pelo jovem diretor, de apenas 31 anos. Ele aposta 100% no talento de Toni Collette como Annie, que entrega provavelmente sua melhor performance desde “O Sexto Sentido”. Aliás, pode-se até fazer um paralelo entre os dois filmes, imaginando Collette como a mesma mãe quase duas décadas após o longa que tirou da obscuridade o cineasta M. Night Shyamalan. Há uma cena especialmente dramática durante um jantar, em que a protagonista desabafa contra o filho adolescente, Peter (Alex Wolff), que é mais assustadora que qualquer cena de horror do filme e serve muito bem para ilustrar qualquer indicação de Collette a prêmios de Melhor Atriz. Ela só é menos assustadora que a cena trágica já mencionada, mas a atriz se converte num terror em forma de mulher nesse momento. Vale esmiuçar a tal cena trágica, ainda que sem revelar muito, para destacar sua construção. Há uma morte inesperada. Ari Aster corta o violento fragmento de segundo e foca imediatamente no rosto de Alex Wolff, que reage com espanto ao mesmo tempo em que a ficha insiste em não cair. A câmera não sai de seu rosto nem mesmo quando a personagem vivida por Collette encontra o corpo e grita com todo o horror do mundo nas costas. Tudo isso ocorre num ambiente escuro e, de repente, Aster corta sem dó para a luz do dia com a câmera grudada numa parte do corpo que jamais imaginamos que seria mostrada. É horrível (no bom sentido) e um exemplo perfeito de como o explícito pode tomar conta do filme após uma antecipação muito bem construída pelo implícito. Sinal de surgimento de um novo grande diretor. Aster ainda reafirma que veio para ficar com outras transições impecáveis. Há uma cena elegante em que o rosto da filha mais nova, Charlie (a incrível Milly Shapiro, com seu tique clássico desde já), é substituído pela face da mãe quando uma luz estoura na tela. Também há outra parte em que Peter está sentado na cama e, num piscar de olhos, Aster corta a situação para o rapaz sentado na cadeira da sala de aula. Perspectiva é mais uma parte do show. Por exemplo, o detalhe da maquete da casa onde se passa 90% do filme, que faz alusão a uma força externa que manipula quem está lá dentro. Enquadramentos geniais também, como a cena em que Peter acorda no meio da madrugada e fica sentado em sua cama. Do lado de cá da tela, nossos olhos se esforçam para identificar um vulto ao fundo e, quando confirmamos que realmente algo está ali, a reação é de gelar a alma. Não se pode esquecer que nada disso seria ressaltado se Aster não dominasse a habilidade de contar bem uma história. Sucesso que passa pelo espectador disposto a embarcar numa viagem sem volta rumo ao inferno, pois uma vez que o diretor admite o sobrenatural na trama, ele pede para que a lógica seja desligada na hora em que tentamos ligar os pontos da trama. Claro que podemos entender o sobrenatural como o clímax sem esperança para a inevitável desestruturação de uma família traumatizada. Mas não ignore o que seus olhos finalmente estão vendo: as pistas estão todas em seus devidos lugares e ajuda muito fazer uma segunda sessão de “Hereditário”, um terror que se inspira mais no medo do desconhecido do que nos sustos fáceis. Por isso mesmo, jamais será um filme popular, mas tem tudo para figurar entre os grandes do gênero neste século, como um sucessor direto de clássicos como “O Bebê de Rosemary”, “O Exorcista”, “A Profecia” e “O Iluminado”.
Susan Sarandon é presa junto a 500 mulheres em protesto contra Trump
A veterana atriz Susan Sarandon foi presa na quinta-feira (29/6) junto a outras 500 mulheres (incluindo uma congressista) durante um ato na capital americana contra a política de “tolerância zero” do presidente Donald Trump em relação aos imigrantes em situação ilegal. Segundo a Polícia do Capitólio, 575 pessoas fizeram um protesto sentadas no átrio de um edifício de escritórios do Senado e foram acusadas de manifestar-se ilegalmente, autuadas no local e liberadas. Muitas das detidas cantavam e gritavam palavras de ordem e usavam cobertores prateados de emergência, similares aos utilizados pelas crianças nos centros de detenção. Susan Sarandon disse que foi detida perto do Departamento de Justiça, onde também houve protesto. “Presa. Permaneçam fortes. Se mantenham lutando. #WomenDisobey”, ela escreveu no Twitter. Trump e o Congresso estão em um embate para resolver a crise que separou mais de 2 mil crianças de seus pais imigrantes desde que o governo anunciou, no começo de maio, uma política na fronteira de “tolerância zero”. A política exige o estrito cumprimento de leis que estabelecem que qualquer imigrante que atravesse a fronteira de modo irregular seja preso e processado. Após protestos da comunidade internacional e de críticas feitas por democratas e republicanos, Trump pediu recentemente que seja interrompida a separação das famílias, mas efetivamente nada foi feito para resolver a crise, já que as crianças continuam separadas dos pais, inclusive bebês.
Diretor de Corra! vai produzir série sci-fi futurista para o YouTube
O cineasta Jordan Peele, premiado com o Oscar pelo roteiro de “Corra!”, emplacou uma série sci-fi no YouTube Premium (antigo YouTube Red). O projeto se chama “Weird City” e será uma antologia de ficção científica, com episódios passados na cidade futurista de Weird. Criada pelo roteirista Charlie Sanders (da série “Key & Peele”), a série produzida por Peele combinará comédia com sci-fi e terá seis episódios em sua 1ª temporada. A estreia de “Weird City” vai acontecer em 2019, sem data definida até o momento. Esta é a segunda produção de Peele encomendada nos últimos dias. Ele também está produzindo a série de terror “Lovecraft Country” para a HBO. Sua empresa Monkeypaw Productions também desenvolve um remake de “Além da Imaginação” (The Twilight Zone) para a plataforma CBS All Access, e “The Hunt”, sobre caçadores de nazistas, ainda sem canal definido, além de já ter lançado com sucesso a comédia “The Last O.G.”, renovada para a 2ª temporada no canal pago TBS.
Filho do roteirista de Os Caçadores da Arca Perdida vai escrever o novo Indiana Jones
Vai demorar ainda mais que o previsto para “Indiana Jones 5” chegar às telas. O filme deve ter sua data de estreia adiada, de acordo com a Variety, porque os produtores encomendaram um novo roteiro. Os responsáveis pela produção não teriam ficado felizes com a história entregue por David Koepp, que escreveu o filme anterior da franquia, “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (2009). A Lucasfilm não fez declaração oficial, mas rumores indicam que Jonathan Kasdan, filho de Lawrence Kasdan – que foi o roteirista do primeiro filme, “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981) – recebeu a missão de criar uma nova trama. Pai e filho trabalharam juntos recentemente em “Han Solo – Uma História Star Wars”. Por conta disso, a estreia previamente marcada para o dia 10 de julho de 2020 deve sofrer um atraso significativo. O cineasta Steven Spielberg, o ator Harrison Ford e o compositor John Williams são esperados de volta, para completar seu quinto trabalho conjunto na franquia.
Sophie Turner diz que última temporada de Game of Thrones será a mais sangrenta de todas
O elenco de “Game of Thrones” vai cansar de dar entrevistas até a estreia da 8ª e última temporada da série, prevista apenas para 2019 na HBO. Por isso, cuidado com os spoilers. Especialmente ao considerar as declarações recentes de Sophie Turner, que interpreta Sansa Stark. Durante entrevista ao canal Gold Derby, do YouTube, ela afirmou que a última temporada “será muito mais sangrenta, terá mais mortes e será mais emocionalmente torturante que todos os anos anteriores”. A atriz ainda adiantou: “Eu posso contar que definitivamente terá uma união de pessoas que vão lutar contra uma desgraça iminente. Há muita tensão entre esse pequeno grupo, lutando pelo que eles acreditam ser certo”. Sobre Sansa, a sua personagem, Sophie afirmou que ela vai ganhar mais força. “Eu sempre vi algo de guerreira na Sansa que eu não acho que as pessoas conseguiram ver. Eu sempre tive a sensação que ela estava aprendendo e se adaptando e, em certo ponto, isso iria se manifestar de alguma forma. E ela manifestará isso sendo uma guerreira. Foi muito satisfatório quando aconteceu, e eu estou muito feliz sobre como a história termina para ela”. Veja a entrevista completa no vídeo abaixo, sem legendas.
Greta Gerwig vai filmar remake de Adoráveis Mulheres com Saoirse Ronan e Emma Stone
A atriz e cineasta Greta Gerwig, duplamente indicada ao Oscar 2018 pela direção e pelo roteiro de “Lady Bird”, já tem novo projeto como diretora. Ela vai comandar uma nova versão do clássico literário “Adoráveis Mulheres” (Little Women), escrito por Louisa May Alcott em 1868. Trata-se de uma das histórias femininas mais filmadas de todos os tempos. O que leva à pergunta: por quê? Não se trata sequer de uma história desconhecida das novas gerações. Uma adaptação como minissérie foi apresentada na TV britânica em dezembro passado. E esta já tinha sido a terceira versão do livro de Alcott realizada pela BBC, após minisséries nas décadas de 1950 e 1970. Hollywood também usou a obra como fonte de várias produções, desde o cinema mudo. As mais famosas foram “As Quatro Irmãs” (1933) com a jovem Katharine Hepburn, “Quatro Destinos” (1949) com a adolescente Elizabeth Taylor e “Adoráveis Mulheres” (1994), que reuniu simplesmente Winona Ryder, Kirsten Dunst, Claire Danes e Trini Alvarado como as irmãs March, além de Susan Sarandon e Christian Bale. Desta vez, a ideia é trazer Meryl Streep como mãe de Saoirse Ronan, Emma Stone e mais duas a serem escaladas, além de Timothée Chalamet como interesse romântico de uma das irmãs. Ou seja, marcará um novo encontro de Gerwig com Ronan e Chalamet, que trabalharam juntos em “Lady Bird”. Ronan interpretará a jovem protagonista Jo, enquanto Stone viverá sua irmã Meg, Streep encarnará a Sra. Marsh e Chalamet dará vida a Theodore “Laurie” Laurence, futuro marido de Amy, ainda não escalada. Mas o estúdio Tri-Star negocia com a britânica Florence Pugh (“Lady Macbeth”) para assumir o papel de Amy, faltando definir ainda a intérprete de Beth. Gerwig foi contratada inicialmente pelo estúdio para polir o roteiro, mas, após o sucesso de “Lady Bird”, os executivos decidiram dar mais responsabilidades à jovem cineasta. O romance homônimo de Louisa May Alcott foi baseada em sua própria vida, inspirada pela juventude passada entre as irmãs, e há décadas é considerado leitura obrigatória para os estudantes dos Estados Unidos.
Vídeo destaca a participação de Cher na continuação de Mamma Mia!
A Universal divulgou um vídeo de bastidores da continuação do musical “Mamma Mia!”, que destaca a participação da cantora Cher. Ela interpreta a mãe de Meryl Streep e vó de Amanda Seyfeld na trama, e aparece na prévia cantando “Fernando”, hit do Abba. O curioso é que, além dos comentários de elenco e equipe técnica, até os integrantes do Abba se deliciam com sua participação na produção. “Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo!” volta a reunir o elenco do primeiro filme, mas acrescenta várias novidades, graças a uma trama paralela de flashback – que revela que Meryl Streep costumava ser Lily James nos anos 1970. A premissa dos flashbacks é a gravidez da personagem de Amanda Seyfried, filha de Streep no musical. Enquanto o primeiro filme mostrou a jovem tentando descobrir qual dos ex-namorados da mãe era seu verdadeiro pai, o novo mostra como sua mãe lidou com a gravidez na adolescência, revelando seu envolvimento com os três galãs de seu passado – vividos, no presente, por Pierce Bronsan, Stellan Skarsgård e Colin Firth. O roteiro e a direção estão a cargo de Ol Parker (“O Exótico Hotel Marigold”) e as novidades do elenco incluem as versões jovens dos protagonistas: a citada Lily James (“Cinderela”), Alexa Davies (série “Harlots”), Jeremy Irvine (“A Mulher de Preto 2: O Anjo da Morte”), Josh Dylan (“Aliados”) e Hugh Skinner (também de “Harlots”), além de Andy Garcia (“Caça-Fantasmas”) como o Fernando cantado por Cher. A estreia está marcada para 19 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Rapper XXXTentacion aparece em seu próprio funeral em clipe póstumo
O rapper XXXTentacion ganhou um clipe póstumo e bastante mórbido, dez dias após ser assassinado. No vídeo, que foi escrito e dirigido pelo próprio rapper, ele aparece em uma cena que retrata seu próprio funeral. Ele também aparece em outro plano, diante de um personagem inteiramente vestido preto. E ao final precisa lutar contra si mesmo na cerimônia fúnebre, quando o cadáver sai do caixão e parece enfrentar seu espírito. A música é “Sad”, seu maior sucesso, que mal toca durante a produção, desenvolvida praticamente como um curta-metragem de 6 minutos. O rapper de 20 anos foi baleado e morto enquanto comprava uma moto na cidade de Deerfield Beach, na Flórida, a cerca de 70 km de Miami, no dia 18 de junho. De acordo com um comunicado oficial da polícia, divulgado após a confirmação da morte, XXXTentacion estava deixando a concessionária quando foi abordado por dois homens negros armados. Um dos suspeitos atirou diversas vezes, acertando o músico, que foi levado para o hospital, mas não resistiu.
Rebecca Ferguson negocia estrelar a continuação de O Iluminado
A atriz sueca Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Nação Secreta”) negocia se juntar ao escocês Ewan McGregor (“Trainspotting”) na adaptação de “Doutor Sono” (“Doctor Sleep”, em inglês), que continua a trama do clássico “O Iluminado” no cinema. O papel de Ferguson não foi revelado, mas muito provavelmente se trata da vilã Rose, a Cartola (no original, Rose the Hat), líder de uma seita psíquica chamada Verdadeiro Nó (True Knot), que enfrenta na trama o personagem de McGregor. Ele interpreta a versão adulta de Danny Torrance, que no clássico de terror de 1980 era apenas um menino. Stephen King escreveu “Doutor Sono” como sequência oficial do livro original e a obra venceu o Bram Stoker Award (dedicado a publicações de terror) de Melhor Romance de 2013. A trama acompanha Danny Torrence, que cresceu traumatizado após seu pai (Jack Nicholson no cinema) enlouquecer e tentar matar a família no Overlook Hotel. Já adulto, o rapaz continua enfrenta problemas com álcool, até que volta a manifestar poderes mediúnicos e entra em contato com uma garota perseguida por um perigoso grupo de paranormais. A direção do filme está a cargo de Mike Flanagan (“Ouija: Origem do Mal”), que recentemente filmou outro livro de Stephen King, “Jogo Perigoso”, para a Netflix. Ele também reescreveu o roteiro originalmente encomendado para Akiva Goldsman (responsável por destruir “A Torre Negra”, mais uma obra de Stephen King) A produção é da Warner Bros., estúdio que levou às telas a mais bem-sucedida adaptação de um livro do escritor, “It: A Coisa”, que faturou US$ 700 milhões nas bilheterias mundiais. A previsão de estreia é para 2020.
Netflix vai transformar best-seller Filhos da Meia-Noite, de Salman Rushdie, em série
O romance “Filhos da Meia-Noite”, de Salman Rushdie, vai virar uma série da Netflix. Publicado em 1981, o livro se ancora no realismo fantástico para contar a história da independência da Índia. A obra ganhou diversos prêmios, incluindo o Booker Prize – duas vezes. “‘Filhos da Meia-Noite’ é um dos maiores romances do planeta, e seus temas ainda são relevantes para a Índia contemporânea”, afirmou Erik Barmack, vice-presidente de conteúdo original da Netflix. Segundo fontes ouvidas pela publicação, um dos objetivos de transformar o livro em série é expandir os negócios da empresa na Índia. Ainda não há informações sobre elenco e data de lançamento. O livro já foi adaptado para o cinema em 2012, com direção de Deepa Mehta. Na época, a estreia na Índia foi cercada de polêmica, já que Salman Rushdie é mal-visto pelos muçulmanos. Seu romance “Os Versos Satânicos”, de 1988, foi considerado blasfêmia e é proibido no país. Por causa de “Os Versos Satânicos”, Rushdie sofreu uma fatwa e teve seu assassinato ordenado pelo Aiatolá Ruhollah Khomeini, líder do Irã, em 1989. A fatwa contra ele foi renovada em 2005 por Ali Khamenei, que declarou: “Mesmo que Salman Rushdie se arrependa ao ponto de se tornar o homem mais piedoso do nosso tempo, a obrigação permanece para cada muçulmano, de o enviar para o inferno, não importa a que preço, e mesmo fazendo o sacrifício de sua própria vida.”
Festival É Tudo Verdade passa a qualificar seus vencedores para o Oscar de Melhor Documentário
Principal festival de documentários do Brasil, o É Tudo Verdade agora vai classificar para o Oscar da categoria. Ele foi selecionado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos como evento classificatório para o Oscar de documentário de longa-metragem. Criado pelo crítico Amir Labaki em 1996, o festival faz parte da lista inaugural de 28 eventos convidados pela primeira vez pela Academia para qualificar a disputa do Oscar. Além do É Tudo Verdade, também serão considerados classificados a disputar o prêmio os vencedores do IDFA (Amsterdã), Hot Docs (Canadá), Leipzig (Alemanha) e Yamagata (Japão), além dos filmes premiados como Melhor Documentário de festivais como Cannes (França) e Berlim (Alemanha). Os vencedores do É Tudo Verdade deste ano já serão inscritos no Oscar. Foram eles “O Distante Latido dos Cães”, do dinamarquês Simon Lereng Wilmont, na disputa internacional, e “Auto de Resistência”, de Natasha Neri e Lula Carvalho, na competição nacional. Este filme, por sinal, entrou em cartaz nos cinemas na quinta-feira (28/6). É dele a foto acima. É Tudo Verdade também qualifica, desde 2015, os vencedores da competição brasileira e internacional de curtas-metragens para concorrer ao Oscar de Melhor Curta de Documental. Os vitoriosos neste ano foram “Ressonâncias”, do libanês Nicolas Khoury, e “Nome de Batismo – Alice”, de Tila Chitunda. As inscrições para a próxima edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, a 24ª do evento, serão abertas em setembro.
Jack Black e Cate Blanchett são bruxos bonzinhos no segundo trailer de O Mistério do Relógio na Parede
A Universal Pictures divulgou o novo pôster e o segundo trailer legendado de “O Mistério do Relógio na Parede”, aventura infantil estrelada por Jack Black (“Jumanji”) e Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”). A trama é uma adaptação do livro de fantasia de John Bellairs, mas a maior curiosidade deste história de terror para menores é quem dá os sustos nas crianças: um time especializado em horrores sangrentos. O roteiro foi escrito por Eric Kripke, criador da série “Supernatural”, e a direção está a cargo de Eli Roth, do ultraviolento “O Albergue”. Já a produção é da Amblin Entertainment, empresa de Steven Spielberg – que fez “ET”, mas também “Poltergeist”. O filme gira em torno de Lewis Barnavelt (Owen Vaccaro, de “Pai em Dose Dupla”), um órfão de 10 anos que descobre um mundo de passagens escondidas, magia e perigo na casa do tio, que é feiticeiro. Antiga moradia de um bruxo maligno, o local faz tique-taque sem parar, já que seu coração é um relógio antigo, e guarda inúmeros segredos, potencialmente perigosos. O pior acontece quando Lewis tenta impressionar um amigo com o pouco de magia que aprendeu, conseguindo, em vez disso, ressuscitar quem que quer trazer o apocalipse. Lançado em 1973, o livro fez tanto sucesso que originou uma trilogia centrada em Lewis Barnavelt – que foi retomada após a morte de Bellairs e rende aventuras sobrenaturais até hoje. O primeiro livro já tinha sido adaptado anteriormente, como um dos três episódios da antologia televisiva de terror “Once Upon a Midnight Dreary”, apresentada por Vincent Price em 1979. O elenco também inclui Kyle MacLachlan (série “Twin Peaks”), Colleen Camp (“Joy”), Renée Elise Goldsberry (série “Altered Carbon”) e Sunny Suljic (“O Sacrifício do Cervo Sagrado”). A estreia está marcada para 20 de setembro no Brasil, um dia antes dos Estados Unidos.
(Des)encanto: Novo desenho animado do criador de Os Simpsons ganha primeiro teaser
A Netflix divulgou o primeiro teaser de “Disenchantment”, nova série animada de Matt Groening, o criador de “Os Simpsons”, que no Brasil será chamada de “(Des)encanto” (com parêntesis “criativos” que não existem no título original). A prévia foi disponibilizada na página do YouTube da Netflix Brasil apenas em versão dublada em português, mas é possível encontrar a versão com as vozes originais no endereço da Netflix americana – sem legendas. Veja os dois vídeos abaixo. Esta é a primeira produção de Groening em quase duas décadas, desde o lançamento de “Futurama” em 1999, e a narração faz questão de salientar que ele só desenvolveu três séries em toda a carreira, ao citar que uma delas se passa no presente, outra no futuro e, logicamente, a terceira só poderia se situar no passado. A história é uma fantasia animada que se passa em um lugar mágico chamado Dreamland, descrito como “um reino medieval em ruínas”. A trama acompanhará a vida de uma princesa alcoólatra chamada Bean, ao lado do amigo Elfo e de um demônio chamado Luci. Ao longo de sua jornada épica, o trio vai se deparar com ogros, trolls, e humanos. O personagens serão dublados em inglês por Abbi Jacobson (série “Broad City”), Nat Faxon (“Friends from College”) e Eric Andre (série “2 Broke Girls”). Em recente declaração, Groening descreveu “(Des)encanto” como um show “sobre vida e morte, amor e sexo, e como continuar rindo em um mundo cheio de sofrimento e idiotas, apesar do que os anciãos, magos e outros idiotas lhe dizem”. A estreia está marcada para 17 de agosto.












