Donald Trump chama discurso de Spike Lee no Oscar 2019 de “ataque racista”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou o Twitter para criticar o cineasta Spike Lee, que citou as próximas eleições presidenciais do país em seu discurso após receber o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por “Infiltrado na Klan”. “Seria bom se Spike Lee conseguisse ler seu discurso no papel, ou, melhor ainda, não usar papel nenhum, enquanto fazia um ataque racista ao seu presidente”, escreveu Trump. “Eu fiz mais por afro-americanos (reforma da justiça criminal, menor número de desempregados da história, cortes de impostos, etc) do que quase qualquer presidente na história”, completou. Em seu discurso, Lee não citou o nome de Trump. Ele apenas incentivou o público – e seus colegas de Hollywood – a ser mais politicamente ativo nas eleições presidenciais de 2020, quando Trump poderá ser reeleito. “A eleição está logo ali”, disse Lee. “Vamos nos mobilizar. Vamos ficar do lado certo da história. Vamos fazer a escolha moral entre o amor e o ódio. Vamos fazer a coisa certa!”. A última frase, claro, é uma referência ao título de seu clássico de 30 anos anos atrás – “Faça a Coisa Certa” (1989). Para Donald Trump, esta fala foi um “ataque racista”. Ao mesmo tempo, o presidente americano, sutilmente, chamou Spike Lee de analfabeto. O que não teria sido um “ataque racista”. Be nice if Spike Lee could read his notes, or better yet not have to use notes at all, when doing his racist hit on your President, who has done more for African Americans (Criminal Justice Reform, Lowest Unemployment numbers in History, Tax Cuts,etc.) than almost any other Pres! — Donald J. Trump (@realDonaldTrump) February 25, 2019
Spike Lee surta e protesta contra a vitória de Green Book no Oscar 2019
Spike Lee surtou com a vitória de “Green Book: O Guia” como Melhor Filme no Oscar 2019. O site Deadline registrou que o cineasta ficou tão indignado quando ouviu o nome do filme ser chamado por Julia Roberts, que se levantou de sua cadeira para ir embora. Ele andou até os fundos do Dolby Theatre, onde conversou brevemente com o amigo Jordan Peele, que o ajudou a produzir “Infiltrado na Klan”. Peele deve tê-lo acalmado, porque ele logo voltou para o seu lugar. Entretanto, deu as costas para o palco enquanto os produtores de “Green Book” faziam seus agradecimentos. Em entrevista após a cerimônia, Lee demonstrou sua contrariedade sobre a vitória de “Green Book”. Usando uma metáfora de basquete, seu esporte favorito, ele disse: “Eu senti que estava sentado bem perto da quadra em um jogo, e vi o árbitro fazendo uma marcação errada”. O cineasta já havia dado a entender que não ficaria feliz com uma vitória do filme. Em uma entrevista realizada antes do Oscar, Lee comparou uma possível vitória de “Green Book” com o triunfo de “Conduzindo Miss Daisy” no Oscar de 1990. O longa com Morgan Freeman venceu a estatueta de Melhor Filme no mesmo ano em que “Faça a Coisa Certa”, clássico de Lee, foi lançado – e esnobado pela Academia. Na ocasião, a Academia também optou por um filme sobre racismo de diretor e roteirista brancos, focado no arco da personagem branca. “Toda vez que alguém dirige alguém, eu perco”, brincou Lee na entrevista pós-cerimônia. “Desta vez eles mudaram uma coisa, no entanto: em 1990, eu não fui indicado. Este ano eu fui”. Muitos ativistas negros americanos também fazem objeções a “Green Book”, especialmente depois da família de Don Shirley (o pianista interpretado por Mahershala Ali no filme) contestar a veracidade de vários eventos do roteiro.
Oscar “temático” consagra o Conduzindo Miss Daisy de 2019
A noite do Oscar 2019 foi “temática”, reflexo de uma Academia empenhada em ser cada vez mais politicamente correta, após o #OscarSoWhite, ainda que o resultado final represente uma visão liberal dessa abordagem. Do principal vencedor da cerimônia, realizada no domingo (24/2) em Los Angeles, aos prêmios menos badalados, a mensagem que a distribuição de troféus buscou transmitir foi de incentivo à diversidade. Homens brancos venceram menos prêmios que o costume, resultando em maior reconhecimento para mulheres (15 estatuetas) e pessoas negras (7). São números que representam recordes de diversidade para a Academia das Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Isto permitiu que o mais famoso dos cineastas negros, que já deveria ter sido premiado há 30 anos, finalmente vencesse seu primeiro Oscar – Spike Lee, pelo roteiro de “Infiltrado na Klan”. Dois atores negros foram premiados como coadjuvantes, Regina King (por “Se a Rua Beale Falasse”) e Mahershala Ali (“Green Book”). E Ali se tornou o segundo ator negro a vencer dois Oscars, após Denzel Washington. Marcas de segregação técnica ruíram em várias categorias. Peter Ramsey foi o primeiro diretor negro a vencer o Oscar de Melhor Animação – por “Homem-Aranha no Aranhaverso”. A veterana Ruth E. Carter virou a primeira figurinista negra a conquistar sua categoria – por “Pantera Negra”. Sua colega, Hannah Beachler, consagrou-se como a primeira mulher negra indicada e vencedora do Oscar de Design de Produção (cenografia) – também por “Pantera Negra”. E não ficou nisso. Asiáticos tiveram destaque por meio do casal Elizabeth Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin, vencedores do Oscar de Melhor Documentário por “Free Solo”, e com Domee Shi, diretora do Melhor Curta Animado, “Bao”. O Oscar de Melhor Ator foi para Rami Malek, filho de egípcios, que comentou sua origem ao agradecer o prêmio, lembrando que Freddie Mercury, seu papel em “Bohemian Rhapsody”, também era filho de imigrantes africanos. O mexicano Alfonso Cuarón representou os latinos conquistando três estatuetas – Melhor Direção, Fotografia e Filme Estrangeiro por “Roma”. Por isso, o fecho da noite, com “Green Book” eleito o Melhor Filme, poderia (pseudo) representar uma conclusão do tema. Afinal, trata-se de drama que critica o racismo, ao celebrar a amizade entre um motorista branco sem educação e seu passageiro refinado, um músico negro em turnê pelo sul segregado dos Estados Unidos dos anos 1960. Entretanto, trata-se de um filme sobre racismo escrito, dirigido e produzido por brancos – o cineasta Peter Farrelly e os roteiristas Nick Vallelonga e Brian Hayes Currie – , que privilegia o arco de redenção de seu protagonista branco, um racista bruto, que se transforma ao longo de sua jornada. Vale lembrar que o intérprete do personagem negro venceu o Oscar de Ator Coadjuvante, o que deixa claro sua menor importância em comparação ao branco da trama. O vencedor do Oscar é, portanto, o “Conduzindo Miss Daisy” de 2019. Um filme sobre racismo para branco ver e aplaudir, numa abordagem bastante convencional sobre tensões raciais, que considera o ponto de vista negro mero coadjuvante. “Green Book” é similar ao filme de 30 anos atrás até do ponto de vista narrativo, na história do motorista e seu passageiro, apenas mudando quem conduz o veículo, para chegar no mesmo destino: a transformação positiva do personagem branco. Além disso, assim como “Conduzindo Miss Daisy”, o diretor de “Green Book” sequer foi considerado merecedor de indicação na categoria de Melhor Direção. Para completar as comparações, vale ainda lembrar que apesar da vitória do drama de Bruce Beresford, o favorito da crítica e filme mais lembrado daquele Oscar era “Faça a Coisa Certa”, de Spike Lee, muito negro para a época. O tema da diversidade pode ter embalado o Oscar 2019, mas, na hora de definir o prêmio principal, a Academia decidiu ignorar novamente Spike Lee, que tratou de racismo de forma mais contundente em “Infiltrado na Klan”. Pior ainda: barrou “Se a Rua Beale Falasse”, de Barry Jenkins, melhor abordagem do “tema”, que sequer foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, embora tenha vencido, 24 horas mais cedo, o Spirit Awards de filme indie do ano. A vitória de “Green Book” também é o “Crash” de 2019. Em 2006, os eleitores da Academia elegeram outro filme mediano, “Crash: No Limite”, como opção para derrotar “O Segredo de Brokeback Mountain”, de temática homossexual, que irritava a maioria conservadora da época. Até a vitória de “Green Book”, a conquista de “Crash” era considerada a pior decisão da Academia em todos os tempos. O filme que a Academia não queria que vencesse em 2019 era “Roma”. Não porque seria a primeira vez que uma obra falada em outra língua levaria o Oscar – o francês “O Artista” era mudo. Mas porque “Roma” é produção de uma plataforma de streaming. A discussão sobre se as produções da Netflix são cinema tem dividido a comunidade cinematográfica. Uma vitória no Oscar representaria o aval da principal instituição da indústria. Para que isso não acontecesse, “Green Book” ganhou o voto dos contrários. E se juntou a “Crash” na história dos Oscars da mediocridade humana. Um esforço inútil, pois as conquistas de “Roma”, especialmente na categoria de Melhor Direção, já mudaram a Netflix de patamar. Ao final das contas, o que fica para a História é que o cineasta de “Debi e Lóide” venceu o Oscar. Porque tudo é discutível em “Green Book”, menos que seu diretor é o mesmo de “O Amor É Cego”, que achava gordofobia engraçada, e “Ligado em Você”, concebido como piada de deficientes. O fato de a Academia premiar “Green Book” também demonstra que, embora o Oscar 2019 tenha se esforçado para ser “temático”, as opções disponíveis para Melhor Filme foram muito limitadas. Podendo listar dez títulos, os organizadores da premiação preferiram limitar suas indicações a oito, deixando de fora o superior “Se a Rua Beale Falasse”, além de diversas outras possibilidades premiadíssimas. Sobre esse contexto, leia mais aqui. Em resumo, a Academia barrou o cinema independente para privilegiar produções de grandes estúdios, como Fox, Disney, Sony, Universal e, sim, Netflix. “Green Book” é um filme com distribuição da Universal na América do Norte. E o estúdio realmente investiu em estratégia para fazê-lo conquistar o Oscar, trazendo para sua equipe especialistas em crises. Os spin doctors conseguiram apagar incêndios que deveriam ter sido devastadores, causados por revelações do passado do diretor Peter Farrelly – achava engraçado mostrar seu pênis para as atrizes de seus filmes – e do roteirista Nick Vallelonga – apoiou declaração de Trump de que muçulmanos americanos simpatizam com os terroristas que derrubaram as Torres Gêmeas de Nova York. Esta é a equipe que venceu o Oscar 2019. E Jimmy Kimmel não apareceu com o envelope correto do verdadeiro vencedor. Claro, Oliva Colman (por “A Favorita”) e não Glenn Close (por “A Esposa”) como Melhor Atriz também rende discussão. Mas não pode ser comparada à consagração do filme que o New York Times chamou de “indesculpável”. Decisões politicamente corretas não impediram o ato falho da Academia, ao oferecer a versão branca de como é o racismo como conclusão do Oscar 2019. Confira aqui a lista completa dos premiados.
Green Book vence o Oscar 2019. Confira a lista completa dos premiados
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas premiou, na noite de domingo (24/2) em Los Angeles, “Green Book – O Guia” com o Oscar de Melhor Filme. Mas será que é realmente o melhor filme do ano? Lógico que não. Leia a análise do resultado aqui. A premiação também supervalorizou outros títulos medianos e alternou a consagração de favoritos com surpresas – entre elas, a própria vitória de “Green Book”. Confira abaixo a lista completa dos vencedores do Oscar 2019. Melhor Filme “Green Book – O Guia” Melhor Direção Alfonso Cuarón – “Roma” Melhor Ator Rami Malek – “Bohemian Rhapsody” Melhor Atriz Olivia Colman – “A Favorita” Melhor Ator Coadjuvante Mahershala Ali – “Green Book – O Guia” Melhor Atriz Coadjuvante Regina King – “Se a Rua Beale Falasse” Melhor Animação “Homem-Aranha no Aranhaverso” Melhor Filme de Língua Estrangeira “Roma” – México Melhor Roteiro Original Nick Vallelonga & Brian Hayes Currie & Peter Farrelly (“Green Book – O Guia”) Melhor Roteiro Adaptado Charlie Wachtel, David Rabinowitz, Kevin Willmott e Spike Lee (“Infiltrado na Klan”) Melhor Trilha Sonora Ludwig Goransson (“Pantera Negra”) Melhor Canção Original “Shallow” – “Nasce Uma Estrela” Melhor Documentário “Free Solo” Melhor Mixagem de Som John Warhurst e Nina Hartstone (“Bohemian Rhapsody”) Melhor Edição de Som Paul Massey, Tim Cavagin e John Casali (“Pantera Negra”) Melhor Edição John Ottman (“Bohemian Rhapsody”) Melhor Direção de Arte Hannah Beachler e Jay Hart (“Pantera Negra”) Melhor Fotografia Alfonso Cuarón (“Roma”) Melhores Efeitos Visuais Paul Lambert, Ian Hunter, Tristan Myles e J.D. Schwalm (“O Primeiro Homem”) Melhor Figurino Ruth E. Carter (“Pantera Negra”) Melhor Maquiagem e Penteados Greg Cannom, Kate Biscoe e Patricia DeHaney (“Vice”) Melhor Curta-Metragem “Skin” Melhor Curta de Documentário “Period. End of Sentence.” Melhor Curta de Animação “Bao”
Saiba como acompanhar a transmissão do Oscar 2019 pela TV
A edição 2019 do Oscar, premiação mais célebre do cinema mundial, acontece neste domingo (24/2) com transmissão ao vivo em diferentes plataformas. Na televisão brasileira, a cerimônia será exibida pela rede Globo e pelo canal pago TNT. Os dois canais também oferecerão streamings do evento, via Globoplay e TNT Go. A festa do cinema começa com o desfile das estrelas pelos tapete vermelho do Dolby Theatre, em Los Angeles, que também será exibido na TV, pelos canais pagos E! e TNT. O E!, por sinal, é quem dá a largada na transmissão, iniciando sua cobertura a partir das 19h de domingo, com apresentação de Ryan Seacrest e Giuliana Rancic. A edição brasileira também inclui a apresentadora Renata Kuerten, a repórter Marilia Moreno e a empresária Fabiola Kassin, como comentarista. A TNT abre sua programação especial às 20h30, com o blogueiro Hugo Gloss e a modelo Carol Ribeiro no tapete vermelho. Já a premiação propriamente dita está marcada para as 22h. Sem Rubens Ewald Filho, afastado após comentários polêmicos no Oscar passado, o canal terá o jornalista Michel Arouca como comentarista da cerimônia pela primeira vez, ao lado da atriz Bruna Thedy, responsável pela apresentação. Como sempre, a Globo não tem hora para começar a transmitir a cerimônia, o que faz com que seus telespectadores percam a entrega de pelo menos metade dos prêmios. Quando a TNT começar a revelar os premiados, a Globo estará focada no paredão do Big Brother Brasil. A expectativa é que as subcelebridades deem lugar para as estrelas apenas por volta da meia-noite, duas horas após o início do Oscar 2019. A versão picotada da Globo terá apresentação da jornalista Maria Beltrão pela 11ª vez e comentários do crítico Artur Xexéo, além da atriz Dira Paes, que bisará sua participação, após estrear na função no ano passado. A tradução simultânea ficará a cargo de Anna Vianna.
His Dark Materials: Série que adapta a saga Fronteiras do Universo ganha primeiro trailer
A rede BBC divulgou o primeiro trailer de “His Dark Materials”, nova série de fantasia que adapta a saga literária conhecida no Brasil como “Fronteiras do Universo”. Algumas cenas da prévia também foram compartilhadas em um vídeo da HBO, que exibirá a atração no mercado internacional. As cenas destacam o elenco grandioso e a encenação digna de cinema. Curiosamente, o universo do escritor Philip Pullman chegou a ser levado ao cinema em 2006, no filme “A Bússola de Ouro”, estrelado por Nicole Kidman e Daniel Craig, que não teve continuação e deixou a história incompleta. “A Bússola de Ouro” é apenas o primeiro volume da trilogia literária iniciada em 1995 – os demais são “A Faca Sutil” (1997) e “A Luneta Âmbar” (2000). Como a série foi renovada antes mesmo da estreia, são fortes os indícios de que, desta vez, os fãs terão uma adaptação completa. Para quem não conhece, “Fronteiras do Universo” acompanha duas crianças, Lyra Belacqua e Will Parry, cujas histórias se entrelaçam durante aventuras por universos paralelos e uma guerra celestial envolvendo ciência, bruxaria e ursos-polares falantes. A série é estrelada pela atriz Dafne Keen, a jovem revelação de “Logan”, no da jovem protagonista Lyra. O ótimo elenco também inclui Ruth Wilson (“The Affair”), James McAvoy (“X-Men: Apocalipse”), Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”), Georgina Campbell (“Krypton”), Ruta Gedmintas (“The Stain”), Anne-Marie Duff (“As Sufragistas”) e Clarke Peters (“Três Anúncios para um Crime”). Para completar, os dois primeiros episódios tem direção do cineasta Tom Hooper (“Os Miseráveis”). Os demais estão a cargo de Jamie Childs (“Doctor Who”), Otto Bathurst (“Robin Hood”) e Dawn Shadforth (“Trust”). Com oito episódios ao todo, a 1ª temporada ainda não tem previsão de estreia.
HBO revela nova cena e 14 pôsteres de Game of Thrones
A HBO divulgou novas cenas da aguardada 8ª temporada de “Game of Thrones”, em meio a um novo vídeo legendado de sua programação de 2019. São flashes rápidos entre cenas de “Watchmen”, “Euphoria”, “His Dark Materials”, “Gentleman Jack”, o telefilme de “Deadwood”, a volta de “Veep” e outras novidades do canal pago. Além disso, lançou uma nova coleção com 14 pôsteres da série, que reproduzem cenas famosas da trama apresentada até agora, da decapitação de Ned Stark (Sean Bean) na 1ª temporada ao sobrevoo do dragão de gelo da 7ª. A seleção chama atenção por incluir vários personagens mortos – no momento de suas mortes. E por ignorar completamente Sansa Stark (Sophie Turner) e os personagens de seu núcleo nas últimas temporadas. O último ano da série terá apenas seis episódios de longa duração, que o presidente da HBO descreveu como seis filmes. A estreia está marcada para 14 de abril em todo o mundo.
Premiação do Oscar 2019 vira festa de rock, Netflix e super-heróis
A cerimônia do Oscar 2019
Como Treinar Seu Dragão 3 bate recorde da franquia em estreia na América do Norte
Um mês depois de virar sucesso no Brasil, “Como Treinar Seu Dragão 3” finalmente estreou na América do Norte. A tática do lançamento atrasado se provou um sucesso, pois a ansiedade do público fez com que a animação batesse o recorde de abertura da franquia no mercado doméstico. Com US$ 55,5M (milhões) arrecadados entre sexta e domingo (24/2), superou os US$ 43,7M do lançamento do primeiro longa, em 2010, e os US$ 49,9M do segundo, em 2014. E ainda agradou à crítica que escreve em inglês, com 91% de aprovação no site Rotten Tomatoes. No mercado internacional, onde circula há mais de 30 dias, o filme já ultrapassou os US$ 200 milhões de arrecadação. Na verdade, a produção da DreamWorks Animation soma ao todo US$ 274,9M, um desempenho para dar saudades da trilogia no estúdio, uma vez que encerra a história do menino – agora adulto – e seu dragão. “Como Treinar Seu Dragão 3” derrubou “Alita: Anjo de Combate” para o 2º lugar, aumentando a tensão nos bastidores da Fox, que faz contas para determinar o tamanho do prejuízo causado pela produção. Em dez dias, a adaptação de mangá orçada em cerca de US$ 200M rendeu US$ 60,6M nos Estados Unidos e Canadá, sem se configurar no blockbuster esperado. Mas o público do exterior tem sido receptivo. O longa produzido por James Cameron (“Avatar”) e dirigido por Robert Rodriguez (“Sin City”) teve a abertura que precisava na China, faturando por lá, em três dias, US$ 62M – mais do em toda a arrecadação norte-americana. A má notícia é que apenas 25% das bilheterias chinesas retornam para a Hollywood. As contas continuam. Entre as novidades da semana, vale destacar ainda “Lutando pela Família”, uma comédia “quase indie” de Dwayne “The Rock” Johnson que conta a história real de uma lutadora de luta-livre. O filme traz “The Rock” como ele mesmo, na frente das câmeras e por trás da produção. Após ser lançado em circuito limitado, “Lutando pela Família” ampliou o número de salas e atingiu o 4º lugar. E ganhou o aval da crítica, com 91% de aprovação no Rotten Tomatoes. Infelizmente, vai demorar a chegar aos cinemas brasileiros. A previsão de estreia nacional é apenas para 11 de abril. Confira abaixo os demais rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Como Treinar Seu Dragão 3 Fim de semana: US$ 55,5M Total EUA e Canadá: US$ 58M Total Mundo: US$ 274,9M 2. Alita: Anjo de Combate Fim de semana: US$ 12M Total EUA e Canadá: US$ 60,6M Total Mundo: US$ 263,3M 3. Uma Aventura Lego 2 Fim de semana: US$ 10M Total EUA e Canadá: US$ 83,6M Total Mundo: US$ 136,6M 4. Lutando pela Família Fim de semana: US$ 8M Total EUA e Canadá: US$ 8,2M Total Mundo: US$ 8,2M 5. Superromântico Fim de semana: US$ 7,5M Total EUA e Canadá: US$ 33,7M Total Mundo: US$ 25,3M 6. Do Que os Homens Gostam Fim de semana: US$ 5,2M Total EUA e Canadá: US$ 45M Total Mundo: US$ 49,6M 7. A Morte Te Dá Parabéns 2 Fim de semana: US$ 4,9M Total EUA e Canadá: US$ 21,6M Total Mundo: US$ 42,5M 8. Vingança a Sangue Frio Fim de semana: US$ 3,3M Total EUA e Canadá: US$ 27M Total Mundo: US$ 35,4M 9. Amigos para Sempre Fim de semana: US$ 3,2M Total EUA e Canadá: US$ 99,7M Total Mundo: US$ 110,5M 10. Run the Race Fim de semana: US$ 2,2M Total EUA e Canadá: US$ 2,2M Total Mundo: US$ 2,2M
A Morte te dá Parabéns 2 tenta filmar repetições sem se repetir
“A Morte te dá Parabéns” (2017) parecia mais um revival descartável da fórmula consagrada por “Feitiço do Tempo” (1993), que tinha Bill Murray preso para sempre no mesmo dia. A ideia já tinha sido repetida por outros filmes de gênero, como “No Limite do Amanhã” (2014), que explorou a ficção científica e obrigou Tom Cruise a viver e morrer eternamente no mesmo dia. Em “A Morte te dá Parabéns”, a revelação Jessica Rothe estava longe do status de Murray e Cruise em seus filmes, mas ao protagonizar a versão terror dessa brincadeira, ela elevou o nível de um longa divertido de um diretor também promissor (Christopher Landon) e pavimentou o caminho para se tornar uma estrela, rendendo o revival mais bacana e criativo dos slashers desde “Pânico” (1996). Mas você sabe como é o terror; adora uma continuação. Embora “A Morte te dá Parabéns 2” seja consequência da fórmula citada, o esforço de Christopher Landon é insano para seguir em frente fazendo algo diferente. Tanto que, ao contrário do primeiro (e de “Feitiço do Tempo” e “No Limite do Amanhã”), valorizou mais a premissa que o enredo. Ele passa do slasher para a ficção científica como se fosse a coisa mais fácil do mundo transitar entre um gênero e outro. Não é. O resultado parece transformar a sequência numa paródia do filme anterior, ao fazer questão de explicar a “maldição” que aflige Tree (Jessica Rothe) – e, como se sabe, é um erro colossal justificar um mistério. Landon abusa de inspirações como “Inception” (2010) e “De Volta para o Futuro: Parte II” (1989). Só que os filmes de Christopher Nolan e Robert Zemeckis, por mais loucos que fiquem a cada segundo, estabelecem regras dentro de seus estranhos universos. E isso faz toda a diferença, porque “A Morte te dá Parabéns 2” não faz o menor sentido. Não faz sentido em relação ao original, que consegue manter a atenção do público do início ao fim, mas também no contexto das inúmeras viagens alucinógenas do gênero criadas com sucesso para o cinema. Talvez seja essa a intenção, mas isso atrapalha a diversão escapista. Afinal, deixa o público a maior parte do tempo tentando se situar. Ao menos, o diretor-roteirista arrisca e isso é louvável. Sua ambição, inclusive, já propõe uma terceira parte que sugere trilhar uma proposta ainda mais diferente – em meio aos créditos finais. E ele sempre pode contar com a energia de Jessica Rothe. A talentosa atriz carrega o filme nas costas e o salva do desastre criativo completo. Não vai demorar para alçar voos mais altos. Desde que deixe de se repetir nessa franquia.
Arrow vai juntar as três versões de Canário Negro em episódio da atual temporada
A versão das Aves de Rapina da série “Arrow” será uma reunião de Canários Negros. A atriz Caity Lotz (Sara Lance), que foi a primeira Canário Negro do programa, antes de levar sua personagem (rebatizada como Canário Branco) para “Legends of Tomorrow”, teve sua presença confirmada pela showrunner Beth Schwartz, que postou uma foto da capa do roteiro em sua conta no Twitter, acompanhada por três bonecos da personagem. Com o título de “The Lost Canary”, o episódio ainda vai destacar Juliana Harkavy (Dinah Drake) e Katie Cassidy (Laurel Lance). As duas vivem se bicando semanalmente em “Arrow”, mas como Caity integra o elenco de “Legends of Tomorrow”, o trio nunca se encontrou antes. Katie confirmou o primeiro encontro com uma foto dos bastidores das gravações da 7ª – e atual – temporada em seu Instagram. Curiosamente, das três, apenas Juliana continua a ser conhecida como Canário Negro. Katie também mudou de personagem, passando a viver a Sereia Negra, versão de Laurel Lance da Terra 2, após a personagem original ser assassinada. “The Lost Canary” vai ao ar em 1 de abril nos Estados Unidos. “Arrow” é exibida no Brasil pelo canal pago Warner. Episode 718 ? pic.twitter.com/I5wT0uoJ79 — Beth Schwartz (@SchwartzApprovd) February 20, 2019 Visualizar esta foto no Instagram. Girls rule! #round2 @julianaharkavy @caitylotz Uma publicação compartilhada por Katie Cassidy Rodgers (@katiecassidy) em 21 de Fev, 2019 às 2:03 PST
Veja o vídeo da abertura e 30 fotos dos personagens da série derivada de Pretty Little Liars
O canal pago Freeform divulgou a abertura e 30 fotos de personagens de “Pretty Little Liars: The Perfectionists”, série derivada de “Pretty Little Liars”. A música de abertura da série original (“Secret”, da banda The Pierces) ganhou uma versão mais sombria para introduzir a nova atração, que volta a trazer Sasha Pieterse no papel de Alison DiLaurentis e Janel Parrish como Mona Vanderwaal, além de introduzir novas suspeitas adolescentes para o mistério central, que novamente girará em torno de um “quem matou?”. O projeto foi desenvolvido por I. Marlene King, criadora de “Pretty Little Liars”, e tem inspiração em outro livro de Sara Shepard, autora de “Maldosas – Pretty Little Liars”, que foi adaptada na série original. Trata-se de “As Perfeccionistas”, que ganhará mudanças para integrar Alison e Mona na trama, já que o livro não tem relação com as personagens de “Pretty Little Liars”. A história se passa em outra cidadezinha fictícia, Beacon Heights, em Washington, onde um grupo de amigas frequentam o último ano do ensino médio. Enquanto planejam seu futuro e lidam com suas próprias questões pessoais e familiares, elas descobrem que não precisam ser boas para serem perfeitas, além de perceber que odeiam o mesmo garoto, o rico e convencido Nolan. Mas quando Nolan aparece morto, exatamente do jeito que brincaram que aconteceria, elas precisarão provar que não são culpadas, enquanto suas vidas – e segredos – desmoronam ao seu redor. O elenco inclui Sofia Carson (a Evie de “Descendentes”), Sydney Park (Cyndie em “The Walking Dead”), Graeme Thomas King (“Greta”), Kelly Rutherford (Lily em “Gossip Girl”), Hayley Erin (da novela “General Hospital”) e o estreante Eli Brown. Alison e Mona entram nesta história como professoras. Este é o segundo spin-off da série original que King consegue emplacar. Em 2013, ela lançou “Ravenswood”, que era focada em Caleb (Tyler Blackburn), o “namorado” favorito das fãs de “Pretty Little Liars”. Foi cancelada após apenas 10 episódios. Já “Pretty Little Liars” foi encerrada em junho de 2017 após sete temporadas, consolidada como o maior sucesso do antigo canal ABC Family – que virou o Freeform em 2016. “Pretty Little Liars: The Perfectionists” estreia em 20 de março nos Estados Unidos.
A Cinco Passos de Você: Romance juvenil com ator de Riverdale ganha novo trailer legendado
A Paris Filmes divulgou o segundo trailer legendado de “A Cinco Passos de Você” (Five Feet Apart), romance entre adolescentes doentes, gênero mórbido que virou moda em Hollywood após o sucesso de “A Culpa É das Estrelas”. Também foi liberado o novo pôster internacional. Veja abaixo. Cole Sprouse (de “Riverdale”) e Haley Lu Richardson (de “Quase 18”) interpretam o casal doente que se conhece durante o tratamento de fibrose cística num hospital. Ele é um rebelde com impulso suicida, ela uma sonhadora com vontade de viver. Para impedi-lo de abandonar seu tratamento, ela passa a acompanhá-lo. Biologia, química e a versão popular de uma lei da física funcionam como esperado: os opostos se atraem. O detalhe é que a doença, que afeta o sistema imunológico, impede que eles se toquem. O casal precisa se manter a cinco passos de distância um do outro, daí o título. O roteiro foi escrito por Mikki Daughtry e Tobias Iaconis (do terror “A Maldição da Chorona”) e a direção é do ator Justin Baldoni (o Rafael de “Jane the Virgin”). A estreia está marcada para 21 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.












