Novos vídeos de Shazam! destacam supervilão e premissa do próximo filme da DC Comics
A Warner divulgou um novo comercial e um vídeo legendado com entrevistas de “Shazam!”, filme de super-herói da DC Comics. Enquanto o comercial destaca o encontro entre o herói do título e seu arquiinimigo, o material de bastidores traz declarações do elenco e do diretor para apresentar os personagens, reforçando o tom de humor da da produção. O filme deve mesmo ser o mais cômico dos personagens da editora, mostrando que o trauma de “Lanterna Verde” (2011) finalmente foi superado. Reza a lenda que, na época do fracasso do super-herói vivido por Ryan Reynolds, um memorando do presidente da Warner tinha proibido piadinhas em filmes de super-heróis, originando assim a fama das adaptações da DC como super-sombrias. Claro que isso também virou piadinha do próprio Ryan Reynolds em seus novos filmes de super-heróis da franquia “Deadpool”. “Shazam!” vai adaptar a versão mais recente dos quadrinhos do herói que lhe dá título – e que foi criado nos anos 1940 como Capitão Marvel. Após longa evolução, duas brigas diferentes por direitos autorais e vários reboots, ele ganhou uma nova versão em 2012 (nos “Novos 52”), que mudou praticamente tudo o que se sabia sobre ele. O recente reboot preserva, pelo menos, a premissa básica do herói. Ele não passa de um menino chamado Billy Batson (vivido por Asher Angel, da série “Andi Mack”), que ganha a capacidade de virar um super-herói adulto e fortão (Zachary Levi, da série “Chuck”) ao pronunciar a palavra mágica “Shazam!”. O elenco também inclui Jack Dylan Grazer (“It – A Coisa”), Djimon Hounsou (“Guardiões da Galáxia”), Cooper Andrews (o Jerry de “The Walking Dead”), Marta Milans (série “No Tomorrow”), Grace Fulton (“Annabelle 2: A Criação do Mal”), Ian Chen (série “Fresh Off the Boat”), Jovan Armand (série “The Middle”), Faithe Herman (série “This Is Us”) e Mark Strong (“Kingsman: O Círculo Dourado”) como o supervilão Dr. Silvana. Com direção de David F. Sandberg (“Annabelle 2: A Criação do Mal”), “Shazam!” será o próximo filme da DC Comics a chegar nos cinemas após o fenômeno de “Aquaman”. A estreia está marcada para 4 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
O Tradutor: Novo filme de Rodrigo Santoro ganha trailer, fotos e pôster nacional
O drama “O Tradutor”, coprodução cubana e canadense elogiada no recente Festival de Sundance, ganhou fotos, trailer e pôster nacional, que destacam a participação de Rodrigo Santoro. O ator brasileiro tem o papel-título da produção e precisou interpretar em espanhol e russo. O filme acompanha um professor universitário de literatura russa convocado a trabalhar na ala infantil de um hospital em Havana, que recebeu vítimas do acidente nuclear de Chernobyl. Ele auxilia a comunicação entre os médicos e os pacientes, que foram enviados pela Rússia para receber tratamento em Cuba. Mas o fato de serem crianças o deixa abalado. “O Tradutor” é baseado na história real do pai dos diretores, os irmãos Rodrigo e Sebastián Barriuso, que estreiam na direção de longas. O lançamento nos cinemas brasileiros está marcado para 28 de março.
Terror Escape Room vai ganhar continuação
Um das primeiras surpresas de bilheteria do começo de 2019, o terror “Escape Room”, garantiu continuação. O diretor Adam Robitel e o roteirista Bragi F. Schut retornarão para “Escape Room 2”, cuja trama é mantida em segredo pela Sony. No filme original, ainda em cartaz nos cinemas brasileiros, um grupo de adultos recebe um convite para participar do jogo Escape Room e ser o primeiro a escapar, com direito a ganhar um prêmio de US$ 1 milhão. Mas, ao chegarem lá, os desconhecidos descobrem que a brincadeira é séria, com ameaças reais e armadilhas mortais, e que o convite não foi parar em suas mãos de forma aleatória. A trama atualiza uma premissa clássica de Agatha Christie – “E Não Sobrou Nenhum”, também conhecida como “O Caso dos Dez Negrinhos” – , em que pessoas que não se conhecem vão para uma ilha para a leitura de um testamento milionário, ficam presas no local e começam a morrer até sobrar apenas uma. Mas em vez da ilha, o ambiente está mais para o labirinto de “O Cubo” e as mortes acontecem em armadilhas que evocam a agenda sádica de “Jogos Mortais”. Feito por apenas US$ 9 milhões, o filme original foi estrelado por Deborah Ann Woll (“Demolidor”), Taylor Russell (“Perdidos no Espaço”), Logan Miller (“Com Amor, Simon”), Jay Ellis (“Insecure”) e Tyler Labine (“Planeta dos Macacos: A Origem”), e arrecadou quase US$ 120 milhões nas bilheterias mundiais até agora. A continuação tem previsão de estreia para abril de 2020.
Pabllo Vittar vai parar num planeta cor-de-rosa em clipe inspirado por Barbarella
Pabllo Vittar lançou o clipe de “Buzina”, que transforma o cantor numa viajante espacial. Dirigido pela dupla João Monteiro e Fernando Moraes, conhecidos como Os Primos, o clipe traz Pabllo em clima de “Barbarella”, chegando num planeta cor-de-rosa, onde alienígenas dançam coreografias de boy band sul-coreana. Tudo funciona até o ponto em que entra o indefectível comercial desconectado de tudo, uma das piores características dos clipes do cantor. Afinal, apesar de futurista e de outro mundo, a nave de Pabllo processa junk food brasileira do século 21, com direito a close demorado na marca. “Buzina” é a quarta música do disco “Não Para Não” a ganhar clipe – após “Problema Seu”, “Disk Me” e “Seu Crime”. Cada vídeo anterior também foi um comercial.
Os Gremlins vão virar série animada
Os Gremlins, monstrinhos clássicos dos anos 1980, vão deixar as reprises televisivas de lado para voltar a aprontar em aventuras inéditas. A Warner está planejando ressuscitar a franquia, que rendeu dois filmes adorados do diretor Joe Dante, como uma série de animação. Segundo a revista Variety, a produção seria lançada no novo serviço de streaming da WarnerMedia, que ainda não tem nome. A série dos “Gremlins” é a primeira produção original anunciada para a plataforma. O projeto pretende situar a trama muitos anos antes dos filmes. A animação seria focada na juventude do Sr. Wing, o vovô chinês interpretado por Keye Luke nos filmes, que seria acompanhado nos episódios pelo “gremlin bonzinho”, o famoso Gizmo. A atração está sendo desenvolvida pelo roteirista Tze Chun, do thriller “Dinheiro Sujo” (2013) e da série “Gotham”. O “Gremlins” original contava a história de Billy Peltzer (Zach Galligan), que ganha um novo bichinho de estimação, sem imaginar que, se não seguisse as regras de como tratá-lo, poderia liberar no mundo verdadeiras pestes monstruosas. Escrito por Chris Columbus (o diretor de “Esqueceram de Mim”), chegou aos cinemas em 1984 e fez tanto sucesso que ganhou a continuação “Gremlins 2: A Nova Geração” em 1990. Desde 2010, a Warner discutia um projeto de retomada da franquia, inicialmente como um terceiro filme, que seria outra vez dirigido por Dante. Mas esta produção nunca saiu do papel.
Justiça francesa arquiva acusação de estupro contra o diretor Luc Besson
A promotoria de Paris arquivou nesta segunda-feira (25/2), após nove meses de investigação, o processo que acusava o cineasta Luc Besson de estupro. De acordo com a instituição, as investigações “não permitiram caracterizar a infração denunciada em todos os seus elementos constitutivos”. O protocolo oficial revelou o nome da acusadora. Besson foi denunciado por Sand Van Roy, uma atriz e modelo belgo-holandesa de 30 anos, que figurou em seu filme mais recente, “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” (2017). Ela também participou do já filmado “Anna”, próximo lançamento do diretor, que não tem previsão de estreia devido ao escândalo. Van Roy acusou o produtor e cineasta francês de estupro em maio passado, afirmando à polícia ter se sentido obrigada a manter relações íntimas com ele por causa da carreira. Em julho, a atriz protocolou uma segunda denúncia por estupro por atos anteriores. No total, ela denunciou quatro estupros. A investigação começou a revelar detalhes incongruentes, como o fato de ela ter um relacionamento de dois anos com Besson e mesmo assim acusar o diretor de tê-la drogado para estuprá-la, dois dias antes de fazer a primeira denúncia. Exames de sangue realizados a pedido da polícia não encontraram evidências toxicológicas no organismo da atriz que corroborassem sua alegação. Besson comemorou a decisão da Justiça. “O senhor Luc Besson ressalta sua satisfação da decisão do procurador da República de arquivar as acusações da senhora Sand Van Roy, às quais sempre desmentiu formalmente”, informou seu advogado em um breve comunicado. Após a denúncia de Sand Van Roy, outras mulheres acusaram o diretor de gestos inoportunos e abusos sexuais, numa reportagem do site Mediapart. Na sexta-feira, o mesmo site publicou o testemunho da nona acusadora, uma atriz que vive nos Estados Unidos. Nenhuma delas se identificou ou deu entrada em processo criminal. Mas a mais recente acusadora chegou a escrever ao procurador da República para investigar melhor as alegações de Van Roy, porque seu próprio caso, ocorrido em 2002, já era considerado prescrito pelas leis francesas.
Beverley Owen (1937 – 2019)
A atriz Beverley Owen, que interpretou a inesquecível Marilyn da série clássica “Os Monstros”, morreu na quinta-feira (21/2) em sua casa em Vermont, aos 81 anos. A notícia foi compartilhada no domingo pelo ator Butch Patrick, que interpretou o menino-lobo Eddie Monstro na produção dos anos 1960. Ela enfrentou uma batalha de dois anos contra o câncer de ovário e estava cercada por amigos e familiares na hora da morte, segundo contou uma de suas filhas ao site TMZ. A carreira da bela atriz foi curta. Lançada na novela “As the World Turns” aos 24 anos, ela chegou a aparecer em episódios de “Caravana” e “O Homem de Virginia” antes de ser escalada no papel que a tornou famosa. Adotando um peruca platinada – era morena – e um visual estilizado que referenciava a beleza de Marilyn Monroe, a jovem estrelou o piloto e os primeiros 13 episódios da série “Os Monstros”, chamando atenção pela aparência deslumbrante, que causava grande contraste com os demais personagens. A sitcom foi lançada em 1964 e mostrava uma família de monstros vivendo nos subúrbios, como uma típica família americana. O elenco e os personagens eram geniais. O chefe da família era Herman Monstro (Fred Gwynne, de “Cemitério Maldito”), que parecia o monstro Frankenstein. Ele era casado com Lily (Yvonne De Carlo, de “Os Dez Mandamentos”), uma vampira, assim como o pai dela, o Vovô Monstro (Al Lewis, de “Vovô É um Vampiro”), que usava capa como o Conde Drácula. Ainda havia Eddie (Butch Patrick), um pequeno lobisomem, e a perfeita e linda adolescente Marilyn (o papel de Owen), a única com aparência humana, que era considerada “feia” por seus familiares. “Os Monstros” durou só duas temporadas, exibidas entre 1964 e 1966 em resposta ao sucesso de “A Família Addams”, mas sobreviveu por muito mais tempo na memória dos fãs, graças a suas inúmeras reprises na televisão. Considerada cult, a série acabou “voltando à vida” em diversos telefilmes com o elenco original. Mas sem Beverley Owen. A atriz foi substituída por Pat Priest na metade da 1ª temporada – que acabou adotada como a Marilyn oficial em todos os reencontros. A substituição aconteceu porque Owen teria ficado com o coração partido quando se viu presa à série, gravando em Los Angeles, enquanto seu namorado emplacava uma carreira em Nova York. Ela passou a ser vista deprimida e chorando nos estúdios. Al Lewis contou, em uma entrevista de 2001, que ele e Fred Gwynne a ajudaram a romper o contrato para que pudesse se casar e se mudar para Nova York. Como as mulheres da época, Beverley preferiu um marido à carreira, e viveu feliz ao lado de Jon Stone, futuro diretor e produtor da série infantil “Vila Sésamo”… até o divórcio em 1974. Na época de “Os Monstros”, ainda estrelou seu único filme, o western “Balas para um Bandido” (1964), ao lado do herói-galã Audie Murphy. Ela não retomou a carreira de atriz após se separar. Mas voltou a estudar, formando-se em História americana em 1989.
D’Artagnan Júnior (1961 – 2019)
O ator José D’Artagnan Júnior, conhecido por novelas da Globo, morreu no domingo (24/2) no Rio de Janeiro, aos 58 anos. A notícia foi compartilhada pelo também ator Miguel Falabella, amigo de D’Artagnan Júnior, no Instagram. D’Artagnan era casado com a autora de novelas e teatro Maria Carmem Barbosa, e participou de mais de 20 novelas da Globo. Ele começou a atuar ainda adolescente e seu primeiro trabalho televisivo foi “A Sucessora”, em 1978. Entre outras novelas, apareceu também em “Cara & Coroa” (1995), “Salsa e Merengue” (1996), “Malhação” (1998), “Pecado Capital” (1998), “Kubanacan” (2003), “Da Cor do Pecado” (2004), “A Lua Me Disse” (2005), “O Profeta” (2006), “Negócio da China” (2008), “Insensato Coração” (2011) e “Aquele Beijo” (2011). Sua última aparição em novelas foi em “Salve Jorge” (2012), como o personagem Aziz. D’Artagnan Júnior também fez cinema, especialmente quando jovem, atuando em seis filmes entre 1976 e 2003, entre eles os cultuados “Onda Nova” (1983), de José Antonio Garcia e Ícaro Martins, e “Anjos da Noite” (1987), de Wilson Barros. Ele encerrou a filmografia com “Apolônio Brasil, Campeão da Alegria” (2003), de Hugo Carvana. O ator sofria de problemas no fígado há mais de oito anos e havia se internado três semanas antes de falecer, com Pancreatite e Hepatite C. Segundo o comunicado de Falabella, sua esposa sofre de Alzheimer e não entende que ele morreu.
Oscar 2019 registra segunda pior audiência televisiva da história da premiação nos EUA
Sem apresentador e sem filmes independentes, mas com Queen e Lady Gaga, o Oscar 2019 foi um relativo sucesso ou um relativo fracasso na TV dos Estados Unidos, dependendo de como seus números são apresentados. A audiência da cerimônia contabilizou um aumento de 11,5% em relação ao ano passado e registrou 7,7 pontos na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Ao todo, 29,6 milhões de telespectadores sintonizaram a transmissão da rede ABC. Um bom resultado diante dos 25,5 milhões que assistiram à premiação do ano passado, quando se registrou o recorde negativo da transmissão. Entretanto, o alento é pequeno, já que o resultado contabiliza o segundo menor público televisivo da história do Oscar. Antes, o segundo pior desempenho tinha sido registrado em 2008, quando a exibição foi vista por 32 milhões de americanos. Os produtores da cerimônia não esconderam que o objetivo deste ano era dar mais atenção à premiação de cinema como um programa televisivo. E tinham muitas ideias para atrair público. A maioria delas acabou rejeitada após reação negativa dos membros da Academia – que, nostálgicos, ainda defendem que o Oscar deve ser sobre cinema e não TV. Entre os planos engavetados estavam um Oscar para Melhor Filme Popular (também conhecido como o Oscar para “Pantera Negra”), exclusão da maioria das performances de candidatos a Melhor Canção e a apresentação de quatro categorias nos intervalos comerciais. O objetivo de jogar alguns prêmios para fora da transmissão ao vivo era encurtar a premiação. A rede ABC queria uma cerimônia de 3 horas. Com a entrega de todos os troféus, o Oscar acabou durando 3h21. Ainda assim, foi uma das menores cerimônias dos últimos anos. A falta de um apresentador oficial agilizou o programa. Em vez de um monólogo de abertura, houve rock da banda Queen. E em vez de artistas desconhecidos de filmes independentes, multiplicaram-se os astros da televisão no evento. Quatro deles venceram os Oscars de interpretação. Apesar de todo esse esforço, que culminou numa péssima seleção de candidatos blockbusters, o programa do Oscar continuou a apresentar números muito baixos, quando comparado aos anos anteriores. Para se ter noção, em 2014 cerca de 43,7 milhões de pessoas assistiram a “12 Anos de Escravidão” vencer o Oscar ao vivo nos Estados Unidos.
Premiação do Oscar 2019 consagra geração de “atores de TV”
Apesar do voto anti-Netflix em “Green Book”, a premiação do Oscar 2019 mostrou que os preconceitos que separam trabalhos na TV e no cinema estão cada vez mais ultrapassados. Não só pela vitória de “Free Solo”, produção do canal NatGeo, como Melhor Documentário. O detalhe que mais chamou atenção foi o fato de os quatro vencedores nas categorias de interpretação serem “atores de TV”, com aval do Emmy. A Melhor Atriz Coadjuvante Regina King (“Se a Rua Beale Falasse”) foi reconhecida pela Academia de Ciências e Artes Cinematográficas depois de conquistar três prêmios Emmy da Academia da Televisão – por “American Crime” e “Seven Seconds”. Melhor Ator do Oscar 2019, Rami Malek (“Bohemian Rhapsody”) também já tinha vencido seu Emmy pela série “Mr. Robot”. Olivia Colman (“A Favorita”), que foi praticamente apresentada ao grande público de cinema americano pelo papel que lhe deu o Oscar de Melhor Atriz, é uma veterana de séries britânicas. E concorreu ao Emmy antes de ser descoberta pela Academia do Cinema dos Estados Unidos, pela minissérie “The Night Manager”, que lhe rendeu um Globo de Ouro em 2017. Seu próximo papel será como a rainha Elizabeth na 3ª temporada da série “The Crown”. Mesmo Mahershala Ali (“Green Book”), que conquistou seu segundo Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, foi reconhecido pelo Emmy um ano antes de estrelar “Moonlight”, ao ser indicado pela série “House of Cards” em 2016. Por sinal, ele estava no ar, simultaneamente à transmissão do Oscar, no capítulo final da 3ª temporada de “True Detective”. O que isso significa? Logicamente, que ser “ator de TV” não é mais estigma na profissão. Não é por caso que estrelas famosas do cinema têm migrado para as séries. E celebram prêmios por esses trabalhos. Até Julia Roberts, que apresentou o Oscar de Melhor Filme, estrelou recentemente uma série – e foi indicada a Melhor Atriz pela 1ª temporada de “Homecoming” no último Globo de Ouro. Enquanto astros veteranos do cinema vão disputar prêmios de TV, estrelas reveladas em séries agora conquistam o Oscar.
Krysten Ritter revela primeira gravidez durante o Oscar 2019
Krysten Ritter levou um acompanhante inesperado ao Oscar 2019. Conhecida pelo papel-título da série “Jessica Jones”, a atriz revelou sua barriga de gravidez no tapete vermelho do evento. Ela também apresentou um prêmio na cerimônia, realizada na noite de domingo (24/2) em Los Angeles. Há quatro anos em um relacionamento com o músico Adam Granduciel, da banda The War on Drugs, a estrela de 37 anos será mãe pela primeira vez. Bem na hora em que ficou desempregada. A série “Jessica Jones” foi recentemente cancelada pela Netflix, após a decisão da plataforma de streaming de terminar sua parceria com a Marvel. A Netflix ainda vai lançar a 3ª temporada da série neste ano. Além disso, Krysten e o intérprete do vilão de “Jessica Jones”, o ator britânico David Tennant, voltarão a se encontrar em breve no cinema. Eles foram anunciados no elenco da comédia “Fuddy Meers”, baseada na peça homônima de David Lindsay-Abaire (“Reencontrando a Felicidade”). A gravidez da atriz pode significar que as filmagens não começarão tão cedo.
Diretor do filme mais premiado é “esquecido” no Oscar 2019
Com quatro estatuetas, “Bohemian Rhapsody” foi o filme mais premiado do Oscar 2019. Mas nenhum dos vencedores lembrou de agradecer seu diretor. O nome de Bryan Singer não foi mencionado uma vez sequer nos discursos dos premiados. Isto já tinha acontecido nas premiações anteriores, desde que a tática foi implementada no Globo de Ouro. A opção foi a estratégia escolhida pela Fox para separar o filme das controvérsias que acompanham o diretor. Singer foi denunciado por abuso sexual de menores antes, durante e após as filmagens do longa. São denúncias de fatos que teriam acontecido em outra década, mas que podem ter abalado o cineasta durante a produção, já que ele foi demitido antes do final das filmagens, supostamente porque precisava de um tempo para lidar com problemas de saúde de sua mãe. Ninguém comenta abertamente detalhes dos bastidores, mas rumores mencionam brigas no set com Rami Malek, vencedor do Oscar de Melhor Ator, ausências seguidas durante datas de filmagens – coincidindo com a descoberta de uma reportagem sobre novas denúncias – e comportamento descrito como “não profissional”. As revelações mais recentes, da tal reportagem, vieram à tona ao fim de janeiro pela revista The Atlantic, e levaram o cineasta a ser excluído das indicações ao BAFTA, o “Oscar britânico”. Além disso, seu mais recente projeto, uma nova versão dos quadrinhos de “Red Sonja”, acabou engavetado após a repercussão. O diretor Dexter Fletcher (do vindouro filme de Elton John, “Rocketman”) foi quem completou as filmagens de “Bohemian Rhapsody”. E se tornou ainda mais invisível que Singer, pois, além de não receber nenhum agradecimento sequer, nem teve seu nome incluído nos créditos do longa. Singer manteve-se como diretor solitário da produção. Ele se defendeu das acusações publicadas pela revista The Atlantic acusando um dos repórteres de homofobia e revelando que a mesma denúncia tinha sido vetada por supostos problemas de apuração pela revista Esquire. Os autores da reportagem confirmaram que a editora da Esquire barrou a publicação original, mas disseram “não saber porquê”. Mas o cineasta já tinha sido alvo de duas ações legais por abuso sexual de menor, ambas antes de filmar “Bohemian Rhapsody”. A mais recente é de 2017, quando foi acusado de estupro por Cesar Sanchez-Guzman. O jovem conta que tinha 17 anos quando compareceu a uma festa em um iate na qual Singer era um dos convidados. A ação ainda tramita na justiça americana. Mas chama atenção o fato de o advogado de Cesar Sanchez-Guzman ser Jeffrey Herman, o mesmo que representou Michael Egan em 2014, quando este também fez acusações de abuso sexual de menor contra vários figurões de Hollywood, inclusive Singer. Mais tarde, Egan voltou atrás nas denúncias, após inúmeras contradições em seus depoimentos. No caso de Singer, por exemplo, ele acusou o diretor de estuprá-lo numa viagem ao Havaí. Entretanto, Singer estava no Canadá filmando um dos longas dos “X-Men” no período apontado, e diante das evidências o caso foi retirado. Singer garante que também é inocente das demais acusações. Ironicamente, ele alega que as novas denúncias quiseram se aproveitar de seu destaque como diretor de “Bohemian Rhapsody”.
Oscar sem indies premia igualmente os grandes estúdios de Hollywood
Lembra quando filmes independentes venciam o Oscar? A vitória de “Moonlight” há dois anos marcou o auge e o fim de uma era. Em 2019, a Academia barrou os indies de sua competição, resultado num vencedor controvertido e uma premiação bem diferente do Spirit Awards, considerado o “Oscar do cinema independente”. A decisão de não incluir títulos que a crítica e outras instituições consideraram os melhores do ano, para dar mais espaço aos filmes medianos dos grandes estúdios, teve impacto na distribuição dos prêmios. Sem a concorrência “desleal” de A24, 30West e outras, que se acostumaram a ter a qualidade seus filmes de arte reconhecidos, Disney, Fox, Universal e Netflix dividiram igualmente as estatuetas douradas entre si. Cada estúdio ficou com quatro ouros. Os quatro troféus da Disney correspondem aos prêmios técnicos de “Pantera Negra” e ao curta animado “Bao”. A Universal foi impulsionada pelas três vitórias de “Green Book”, inclusive como Melhor Filme, e completou sua lista com a vitória de Efeitos Visuais de “O Primeiro Homem”. A Netflix somou três Oscars de “Roma” e a estatueta de Melhor Documentário em Curta-metragem por “Period. End of Sentence.” Já os quatro da Fox se devem todos a “Bohemian Rhapsody”. Mas vale reparar que, se Marvel e Pixar são contados como Disney, a Fox também pode calcular as vitórias da Fox Searchlight, sua “divisão indie”. Assim, saiu-se melhor que os demais, ao somar mais dois Oscars – de Melhor Atriz (Olivia Colman por “A Favorita”) e Curta (“Skin”). Tem mais. A Fox também é dona da NatGeo, produtora do Melhor Documentário: “Free Solo”. Do mesmo modo, a vitória de Spike Lee pelo roteiro de “Infiltrado na Klan” poderia entrar na conta da Universal, já que o filme foi lançado pela Focus Features, a “divisão indie” do estúdio. Apenas uma produtora 100% indie conseguiu penetrar nessa festa exclusiva de gigantes milionários, a Annapurna, com o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante de Regina King, por “Se a Rua Beale Falasse”, e de Melhor Maquiagem para “Vice”. Esta multiplicação da supremacia dos dólares sobre a arte do cinema seria ainda mais impactante se a Disney já tivesse consumado sua aquisição da Fox. Quando se soma as vitórias da Disney e da Fox, o resultado são 11 estatuetas para o conglomerado do CEO Bob Iger – deixando apenas outras 13 para serem divididas por seus rivais. Nada mal para o estúdio que tradicionalmente só era lembrado nas categorias de Melhor Animação e Canção, e que sempre preferiu fazer blockbusters a filmes de arte.












