Turma da Mônica, Pets 2 e Annabelle 3 disputam as bilheterias de cinema da semana
Os cinemas recebem três candidatos a blockbuster nesta quinta-feira (27/6), que devem travar uma disputa acirrada nas bilheterias. Dois deles são lançamentos infantis. O outro é um terror com crianças e boneca. O destaque é, sem dúvidas, “Turma da Mônica – Laços”, primeiro filme live-action baseado nos personagens de quadrinhos de Mauricio de Sousa. Deveria estar, inclusive, em mais salas. Mas pesou a força da multinacional Universal, que colocou a animação “Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2” na maior quantidade de cinemas. O filme dirigido por Daniel Resende (de “Bingo: O Rei das Manhãs”) é melhor que o desenho animado e tem muito mais apelo para o público brasileiro. Para os mais crescidinhos, “Annabelle 3: De Volta para Casa” chama atenção por parecer praticamente “Invocação do Mal 3”. A trama resgata o casal Warren (Vera Farmiga e Patrick Wilson) e mostra o que acontece quando sua filha pequena (a precoce Mckenna Grace) precisa passar uma noite sozinha com a babá adolescente na casa da família, cheia de artefatos malignos como a própria Annabelle. O resultado é “uma noite no museu”… do terror. O circuito limitado exibe mais três longas brasileiros e uma produção francesa. Entre eles, está um dos melhores filmes de 2019. Não há elogios capazes de fazer justiça a “Divino Amor”, novo filme de Gabriel Mascaro (“Boi Neon”), que tem impressionantes 100% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes. Visionário, o longa foi filmado antes da eleição de Jair Bolsonaro, mas previu um país de futuro extremamente conservador. A trama se passa em 2027, após o Carnaval perder a primazia para a festa evangélica do Amor Supremo, uma espécie de rave cristã que marca a espera pela segunda vinda de Jesus. Neste futuro, equipamentos eletrônicos reforçam a proibição de aborto ao escanear mulheres grávidas e pastores fazem plantão em drive-thrus da fé, para aconselhar crentes em tudo. Provocador. Instigante. “Handmaid’s Tale” brasileiro. Muitos adjetivos mais. Outra alternativa aos filmes de shopping, o envolvente longa francês “Cyrano Mon Amour” conta a história dos bastidores da peça “Cyrano de Bergerac”, escrita por Edmond Rostand no final do século 19. Mais fantasia que cinebiografia, o lançamento também é um exemplar bastante ilustrativo dos critérios bizarros que marcam a “tradução” dos títulos de filmes no Brasil. A obra que chega por aqui com nome francês se chama… “Edmond”… na França! Confira abaixo a lista completa das estreias da semana com suas sinopses e trailers. Turma da Mônica – Laços | Brasil | Infantil Floquinho, o cachorro do Cebolinha (Kevin Vechiatto), desapareceu. O menino desenvolve então um plano infalível para resgatar o cãozinho, mas para isso vai precisar da ajuda de seus fiéis amigos Mônica (Giulia Benite), Magali (Laura Rauseo) e Cascão (Gabriel Moreira). Juntos, eles irão enfrentar grandes desafios e viver grandes aventuras para levar o cão de volta para casa. Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2 | EUA | Animação Nova York. A vida de Max e Duke muda bastante quando sua dona tem um filho. De início eles não gostam nem um pouco deste pequeno ser que divide a atenção, mas aos poucos ele os conquista. Não demora muito para que Max se torne superprotetor em relação à criança, o que lhe causa uma coceira constante. Quando toda a família decide passar uns dias em uma fazenda, os cachorros enfrentam uma realidade completamente diferente com a qual estão acostumados. Annabelle 3: De Volta para Casa | EUA | Terror Quando Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga) deixam sua casa durante um fim de semana, a filha do casal, a pequena Judy Warren (Mckenna Grace), é deixada aos cuidados de sua babá (Madison Iseman). Mas as duas entram em perigo quando a maligna boneca Annabelle, aproveitando que os investigadores paranormais estão fora de jogo, anima os letais e aterrorizantes objetos contidos na Sala dos Artefatos dos Warren. Divino Amor | Brasil | Sci-Fi Joana (Dira Paes) trabalha como escrivã em um cartório e, profundamente religiosa e devota à ideia da fidelidade conjugal, sempre tenta demover os casais que volta e meia surgem pedindo o divórcio. Tal situação sempre a deixa à espera de algum reconhecimento, pelos esforços feitos. Entretanto, a situação muda quando ela própria enfrenta uma crise em seu casamento. Cyrano Mon Amour | França | Drama Em 1897, Edmond Rostand (Thomas Solivérès) não tem nem 30 anos de idade ainda, mas já tem dois filhos e muitos anseios. Desesperado por trabalho e há dois anos sem conseguir escrever nada, ele oferece ao renomado Benoît-Constant Coquelin (Olivier Gourmet) uma nova peça, uma comédia heroica a ser entregue na época das festas. Só tem um problema, ele ainda não a escreveu. Esta peça viria a ser o clássico “Cyrano de Bergerac”. O Olho e a Faca | Brasil | Drama Roberto (Rodrigo Lombardi) trabalha numa base de petróleo e passa longos meses afastado da esposa e dos dois filhos. Nos momentos de distância, inicia um relacionamento com outra mulher. Um dia, Roberto recebe uma promoção no emprego, forçando-o a ficar ainda menos presente para a família e os amigos. Blitz | Brasil | Drama Depois de ter sido acusado do assassinato de uma jovem durante uma Blitz em uma escola, a vida do Cabo Rosinha (Rui Ricardo Dias) começa a desmoronar completamente. Enquanto habitantes da cidade onde mora se revoltam contra ele, sua esposa corre contra o tempo para descobrir o que realmente aconteceu antes que a situação traga consequências fatais.
Salma Hayek negocia papel em “Eternos”, da Marvel
A atriz mexicana Salma Hayek (“Dupla Explosiva”) pode se juntar ao Universo Marvel. Ela está em negociações iniciais para entrar no elenco de “Eternos”, filme baseado nos quadrinhos de Jack Kirby. Não há informações sobre o papel que ela desempenharia na produção, que até agora não finalizou seu acordo com Angelina Jolie. As negociações da Marvel com a estrela de “Malévola” foram noticiadas em março e seguem sem chegar a um consenso. Até agora, apenas Richard Madden (o Robb Stark de “Game of Thrones”) e Kumail Nanjiani (o Dinesh de “Silicon Valley”) estão confirmados na atração, que gira em torno de seres superpoderosos e quase imortais, criados por seres cósmicos conhecidos como Celestiais para defender a Terra nos primórdios da civilização. Mas algo deu errado, a ponto de a experiência gerar ninguém menos que Thanos. Embora os detalhes sobre o filme estejam sendo mantidos em sigilo, o site The Hollywood Reporter ouviu de fontes da Marvel que um aspecto da história envolve a história de amor entre Ikaris, o líder dos Eternos, e Sersi, que adora se misturar entre os humanos. Madden viverá Ikaris e Jolie era especulada para o papel de Sersi. O filme será dirigido pela chinesa Chloé Zhao, que nasceu em Pequim, passou sua adolescência em Londres e estudou cinema nos Estados Unidos, onde mora atualmente. Sua filmografia consiste de dois filmes indies muito elogiados pela crítica, os dramas “Songs My Brothers Taught Me” (2015) e “Domando o Destino” (The Rider, 2017), ambos exibidos no Festival de Cannes e premiados no circuito internacional. Ela é a terceira mulher contratada para comandar um filme da Marvel, após Anna Boden compartilhar a direção de “Capitã Marvel” com o marido, Ryan Fleck, e Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”) ser selecionada para “Viúva Negra”. E, curiosamente, será a segunda chinesa a dirigir um filme de super-heróis, após a Warner colocar Cathy Yan (“Dead Pigs”) à frente de “Aves de Rapina”, o filme que mistura super-heroínas e Arlequina, atualmente em pós-produção.
Leandro Hassum vai apresentar talk show no canal pago TNT
Leandro Hassum vai se tornar o mais novo comediante a apresentar talk show na TV brasileira. Intitulado “Tá Pago”, o programa será exibido no canal pago TNT. As gravações terão início em julho e a estreia deve acontecer até setembro. A produção está a cargo da Chango, do executivo Diego Barredo, que anteriormente trabalhou com Danilo Gentili no “Agora é Tarde”, da Band, e com Fabio Porchat no “Programa do Porchat”, na Record. “Tá Pago” é um dos novos projetos de Hassum após anunciar sua saída da Globo, após 21 anos na emissora. Ele também vai estrelar uma série de comédias com exclusividade para a Netflix. Já a Turner, além do programa de Hassum, pretende lançar novas séries nacionais, como “Irmãos Freitas” e “O Doutrinador”, ainda no segundo semestre.
Max Wright (1943 – 2019)
O ator Max Wright, que até hoje é lembrado pelo papel de Willie Tanner, pai da família da série “Alf, o ETeimoso”, morreu na quarta-feira (26/6) em sua casa em Hermosa Beach, no estado da Califórnia, aos 75 anos. Ele foi diagnosticado com linfoma ainda em 1995, mas o câncer permaneceu em remissão por muitos anos, até recentemente. Nativo de Detroit, Wright começou a carreira no teatro nova-iorquino, estreando na Broadway em 1968, na montagem de “A Grande Esperança Branca”. Seu desembarque em Hollywood aconteceu 11 anos depois, num filme de forte inspiração teatral, “O Show Não Pode Esperar” (1979), semi-autobiografia musical do diretor e coreógrafo Bob Fosse. Wright teve pequenos papéis em alguns filmes do período, como “O Abraço da Morte” (1979), de Jonathan Demme, e “Reds” (1981), de Warren Beatty, mas acabou ganhando mais projeção na televisão. Uma participação em “O Casal 20”, em 1982, abriu caminho para uma longa trajetória de “episódios da semana”, levando-o a aparecer em sitcoms extremamente populares como “Cheers”, “Taxi”, “Murphy Brown”, “Mad About You” e até “Friends” – era o gerente do café Central Perk. A rotina de participações especiais sofreu algumas interrupções por tentativas de integrar elencos fixos. Mas os projetos que o atraiam costumavam ser rapidamente cancelados. Até que, em 1986, Wright entrou em “Alfie”. Foi a segunda série do ator para o produtor Tom Patchett, após passagem pela curta “Buffalo Bill”, só que desta vez a atração durou quatro temporadas, até 1990, sem contar as inúmeras reprises e derivados. A história da família que abrigava um alienígena em sua garagem virou sensação, a ponto de movimentar uma fortuna em licenciamentos para os mais diferentes produtos, de quadrinhos a série animada. O detalhe é que, apesar de o personagem-título ser um marionete, não eram apenas crianças que sintonizavam a atração. “Alf” era considerada mais uma sitcom que programa infantil graças, em grande parte, à qualidade do desempenho de Wright, que comandava o humor com a maior seriedade, em seus embates éticos contra o ETeimoso, tentando fazer Alf se comportar – e não comer os gatos da vizinhança. “Max absolutamente fazia você esquecer que ‘Alf’ era uma marionete”, disse Patchett em 2016. Entretanto, Wright não escondia que odiava trabalhar na série e comemorou seu final. Tanto que não participou do telefilme “Projeto ALF” (1996), que continuou a trama – e foi um fracasso, considerado sério demais. Após o final de “Alf”, Wright demonstrou versatilidade ao participar do elenco estelar da minissérie de terror “The Stand – A Dança da Morte”, baseada em best-seller de Stephen King que virou fenômeno de audiência em 1994. Ele também retomou a carreira no cinema e no teatro, aparecendo nos filmes “O Sombra” (1994), “Dois Velhos Mais Rabugentos” (1995), “Sonho de uma Noite de Verão” (1999) e “Neve Sobre os Cedros” (1999), e recebeu uma indicação ao Tony (o Oscar do Teatro) de Melhor Ator em 1998 pela montagem de “Ivanov”, clássico de Anton Chekhov. Acabou voltando para a TV em 1999 com “The Norm Show”, sobre um ex-jogador de hockey (Norm MacDonald) em liberdade condicional por evasão fiscal. Wright vivia o gerente no serviço social que Norm era obrigado a frequentar. A série durou três anos, até 2001, e ganhou um telefilme de reunião final, em 2005, que se tornou o último trabalho na filmografia do ator.
Billy Drago (1945 – 2019)
O ator Billy Drago, especialista em vilões, que é mais lembrado pelo papel do gângster Frank Nitti em “Os Intocáveis”, morreu na segunda-feira (24/6) em Los Angeles, após sofrer um AVC (acidente vascular cerebral) aos 73 anos. Drago marcou filmes e séries com seu olhar gélido, ao longo de quatro décadas de carreira. Mas o começo de sua trajetória se deveu a outro atributo facilmente reconhecido em seus trabalhos: a voz grave e rouca. Jornalista da Associated Press em seus anos de juventude, Drago tornou-se uma celebridade de rádio no Kansas, tendo seu próprio programa de audiência cativa, antes de decidir fazer teatro e, assim, chegar em Hollywood no final dos anos 1970. Ele teve pequenos papéis em filmes imponentes, como “Obstinação” (1981), de Ivan Passer, e “O Cavaleiro Solitário” (1985), de Clint Eastwood, antes de se destacar como o capanga sangue-frio de Al Capone em “Os Intocáveis” (1987), de Brian De Palma. Ao contrário do clichê, seu Frank Nitti era um malvadão que só vestia terno branco, limpo e impecável até mesmo em sua memorável cena de morte, nas mãos de Eliot Ness, interpretado por Kevin Costner. Seu papel em “Os Intocáveis” chamou bastante atenção da crítica, eclipsando o Al Capone de Robert De Niro como o grande vilão do longa. Entretanto, também restringiu o ator, que foi convidado a viver psicopatas e homens arrepiantes pelo resto de sua filmografia, repleta de filmes de terror e thrillers de baixo orçamento, com destaque para “Viagem Maldita” (2006), de Alexandre Aja, e o cultuadíssimo “Mistérios da Carne” (2004), de Gregg Araki. O ator também teve passagens por séries sobrenaturais famosas, como “Arquivo X” e “Supernatural”, e chegou a viver um personagem recorrente em “Charmed” – que logicamente era um demônio. Um de seus últimos trabalhos, “A Decadência de Joe Albany” (2014), chegou a ser premiado no prestigioso festival europeu de Karlovy Vary. Ele foi casado com a atriz Silvana Gallardo (“Desejo de Matar 2”), com quem trabalhou em vários projetos, até a morte dela em 2012, e um de seus filhos, Darren Burrows (da cultuada série “Northern Exposure”), segue a carreira de ator.
Susan Bernard (1948 – 2019)
A atriz Susan Bernard, estrela do cultuado filme “Faster, Pussycat! Kill! Kill!” (1965), morreu inesperadamente em sua casa em Los Angeles na sexta-feira (21/6) passada, após sofrer um ataque cardíaco aos 71 anos de idade. Ela era filha de Bruno Bernard, um dos mais célebres fotógrafos de Hollywood, que fez algumas das fotos mais conhecidas de Marilyn Monroe. A preservação do legado do pai foi uma das muitas atividades da estrela, que organizou exposições e ainda editou sete livros com o material mais icônico do fotógrafo. Sua carreira como atriz também foi marcada por sua beleza fotográfica. Não por acaso, ela foi eleita uma das 100 mulheres mais bonitas do século 20 pela revista Playboy, após aparecer nas páginas da publicação em 1966 – apresentada como a primeira playmate judia! – , seguindo sua estreia em “Faster, Pussycat! Kill! Kill!”. Escrito e dirigido por Russ Meyer, mestre do cinema “exploitation” dos anos 1960 – que explorava sensualmente os atributos físicos de suas estrelas – , “Faster, Pussycat! Kill! Kill!” foi um grande fracasso comercial. Mas se tornou cultuadíssimo com a passagem dos anos. Uma das influências de “À Prova de Morte” (2007), de Quentin Tarantino, o filme foi inicialmente odiado pela crítica e considerado misógino. Mas acabou revisto e celebrado como marco do feminismo no cinema. A história que inspirou tamanha polarização acompanhava uma gangue de mulheres espalhando morte e destruição pelas estradas empoeiradas da Califórnia. Susan interpretou Linda, uma caroneira que passa o filme quase todo de biquíni, após ser sequestrada e integrada à força no grupo de três dançarinas transformadas em assassinas desvairadas. Mas ela se vinga. O começo controvertido, seguido por fotos na Playboy, não transformou Susan Bernard em estrela. Ela acabou aparecendo apenas em filmes B, eventualmente marcando presença em outros cults da época, como o drama lésbico “That Tender Touch” (1969), o terror bizarro “Necromancy” (1972), estrelado por ninguém menos que Orson Wells, o violento “Raça Maldita” (1973) e o exploitation “Teenager” (1974). A atriz também teve papéis na novela “General Hospital” e na série “Família Buscapé”, antes de se retirar de Hollywood por ocasião de seu casamento com o ator Jason Miller (o padre Karras de “O Exorcista”) em 1974. A aposentadoria do cinema só foi interrompida uma vez, quando participou de um filme dirigido por seu filho em 1999, “The Mao Game”, um relato semibiográfico. Ator, diretor e roteirista, Joshua John Miller, o filho de Susan Bernard e Jason Miller, é um dos criadores da série “A Rainha do Sul” (The Queen of the South). Relembre, abaixo, o trailer de “Faster, Pussycat! Kill! Kill!”.
Roteirista de Sierra Burgess É uma Loser vai escrever o filme da gatinha Hello Kitty
O estúdio New Line, do conglomerado Warner, contratou a roteirista Lindsey Beer (“Sierra Burgess É uma Loser”) para desenvolver o script da adaptação cinematográfica de “Hello Kitty”. Não há maiores informações sobre o projeto, que pode ser uma animação ou um longa ao estilo de “Pokémon: Detetive Pikachu” – por sinal, produção da Warner – , combinando animação e personagens de carne e osso. A produção americana será o primeiro filme da gatinha japonesa criada por Yuko Shimizu em 1974, que deu origem ao boom do gênero kawaii, uma subcultura de personagens fofinhas, explorada em marketing e merchandising extensos pela empresa Sanrio. Em alta em Hollywood, a roteirista Lindsay Beer ficou mais conhecida por escrever “Sierra Burgess É uma Loser”, na Netflix, mas está envolvida em vários projetos de grande orçamento, como a sci-fi “Chaos Walking” (com Tom Holland e Daisy Ridley), um derivado do Homem-Aranha para a Sony e um reboot das Tartarugas Ninja, entre muitos outros.
Novo clipe de Madonna faz crítica violenta contra a política de liberação de armas
Madonna lançou o clipe de “God Control”, que faz uma crítica contundente à política de armas dos Estados Unidos, a mesma que o governo Bolsonaro tenta copiar no Brasil. Já no começo, o vídeo avisa ao espectador que as imagens contém cenas de violência brutal. Iguais às que acontecem todo o dia. E a seguir passa a exibir imagens de TV sobre os protestos de adolescentes contra o massacre de colegas de sua escola, enquanto Madonna redige seu próprio protesto em forma de letra musical, antes de sair para uma balada, ser assaltada no caminho e, após chegar a seu destino, morrer sob as balas de uma assassino armado, que dispara contra os frequentadores da boate. A edição não segue ordem cronológica e ainda inclui cenas mórbidas de caixões decorados com flores numa igreja barroca, enquanto um coro de crianças embala a parte sacra da canção. Ao final, o vídeo mostra dados estatísticos de assassinatos por armas de fogo nos Estados Unidos e exige maior controle estatal (proibição) sobre o comércio de armas. Há muitas referências visuais na obra, entre elas a recriação do ataque armado à boate Pulse, em Orlando, nos EUA, em 2016, quando um atirador matou 49 pessoas num ato de homofobia raivosa. Entretanto, a cena do crime lembra mais a pista do famoso clube Studio 54, o primeiro que Madonna visitou ao se mudar para a cidade de Nova York na década de 1970. Assim como essa justaposição, a música que acompanha a politização de Madonna atira para os todos os lados, num surto esquizofrênico que abraça gospel, house, disco music, rap, techno e electropop, alternando-se bruscamente entre suas diferentes partes/personalidades. A direção é de Jonas Åkerlund, que tem longa relação com Madonna, desde os bons tempos de “Ray of Light” (1998). Nos últimos anos, ele tem trabalhado mais como diretor de filmes, como “Lords of Chaos” (2018), cinebiografia da banda Mayhem, e “Polar” (2019), adaptação de quadrinhos lançada na Netflix. A música “God Control” faz parte do disco “Madame X”, lançado em 14 de junho, que se tornou o nono álbum da Madonna a atingir o topo da parada da Billboard.
Nova parceria de Anitta e Major Lazer ganha clipe/comercial de bebida
O novo clipe internacional de Anitta, “Make It Hot”, chegou no YouTube assumindo sua condição de comercial da Bacardi. Garrafas com o rótulo da marca de bebida recebem mais closes que os artistas no começo do vídeo, e o nome da fabricante de rum ainda aparece em letras “garrafais” nos créditos finais. A peça publicitária com música inédita é a segunda parceria entre a brasileira e Major Lazer, projeto do DJ e produtor americano Diplo, após o sucesso de “Sua Cara”. O vídeo patrocinado pela Bacardi foi gravado na Costa Rica e, apesar do título em inglês, traz Anitta cantando em espanhol. Ela aparece entre aposentos coloridos de uma casa tropical e uma festa comandada por Diplo, acompanhada por duas dançarinas carismáticas, enquanto os outros integrantes do grupo (Walshy Fire e Ape Drums) fingem que fazem alguma coisa, ao fundo das cenas. A direção é de Jovan Todorovic, diretor sérvio do thriller “The Belgrade Phantom” (2009) e da campanha comercial da Adidas “See My Creativity”, no ano passado.
Ana Paula Renault vira garota-propaganda de Annabelle 3
O estilo de comerciais trash da Netflix, com participação de celebridades locais, definitivamente virou moda entre os publicitários que cuidam das contas de estúdios de cinema no Brasil. Depois da Sony usar Sérgio Mallandro para anunciar “MIB: Homens de Preto – Internacional”, a Warner apelou para a socialite Ana Paula Renault para divulgar “Annabelle 3: De Volta para a Casa”. Quem assiste TV aberta deve saber que, durante sua participação na 10ª edição do reality “A Fazenda”, Ana Paula chorou ao ser chamada de Annabelle. Pois agora ela aparece com “penteado Annabelle” para encontrar a boneca macabra na divulgação do longa. E não é pegadinha do Sílvio Santos. Veja abaixo. A campanha é uma iniciativa da Warner para popularizar ainda mais o lançamento do filme no Brasil. Afinal, “Annabelle 3” vai enfrentar uma paixão nacional nos cinemas, a “Turma da Mônica”, cujo primeiro longa live-action estreia junto com o terror embonecado nesta quinta-feira (27/6) em todo o país.
Comercial junta Havaianas e Stranger Things
A marca brasileira de chinelos Havaianas se juntou à lista de licenciados internacionais da série “Stranger Things”. A empresa produziu um comercial com cenas da 3ª temporada da atração da Netflix para divulgar o lançamento de uma coleção de chinelos temáticos. São dois modelos de sandálias com estampas inspiradas no programa. Como os novos episódios se passam em 1985, o vídeo propõe uma comparação entre os acontecimentos estranhos de Hawkins, a cidade americana em que se passa a série, e o Brasil do mesmo período, em que apresentadoras de programas infantis usavam roupas sensuais e programas de auditório jogavam bacalhaus na plateia. Confira abaixo. A campanha das Havaianas se junta ao relançamento da New Coke, numa ação muito comentada da Coca-Cola em parceria com a série. Além disso, a Nike também começa a vender uma nova coleção de tênis, roupas e acessórios inspirada em “Stranger Things”, com visual vintage da marca nos anos 1980, a partir desta quinta-feira (27/6). A 3ª temporada de “Stranger Things” estreia em 4 de julho em streaming.
Lena Headey entra em nova fantasia épica, no elenco da série de O Cristal Encantado
A atriz Lena Headey entrou em outra saga de fantasia épica após “Game of Thrones”. A ex-intérprete de Cersei Lannister se juntou ao elenco de dubladores de “O Cristal Encantado: A Era da Resistência” (Dark Cystal: Age of Resistance), série da Netflix baseada no clássico infantil de Jim Henson, lançado em 1982. Além dela, a produção anunciou as participações de Benedict Wong (“Doutor Estranho”), Awkwafina (“Poderes de Ricos”), Sigourney Weaver (“Alien”), Hannah John-Kamen (“Homem-Formiga e Vespa”) e o profissional veterano de muppets Dave Goelz, que trabalhou no filme original. A série é ambientada muitos anos antes dos eventos do longa dos anos 1980. Centra-se em três Gelfling (dublados por Taron Egerton, Anya Taylor-Joy e Nathalie Emmanuel) que descobrem a terrível verdade por trás do poder dos malvados Skeksis e partem em uma jornada épica para acender o fogo da rebelião e salvar seu mundo. Headey e John-Kamen darão vozes a Gelflings, os personagens bonzinhos da trama, enquanto Wong e Awkwafina interpretarão vilões Skeksis. Weaver fará a narração e Goelz vai dar voz a outra criatura diferente, um Fizzigig. O resto do elenco de dubladores é igualmente impressionante. Não apenas Taron Egerton (“Rocketman”), Anya Taylor-Joy (“Fragmentado”) e Nathalie Emmanuel (“Game of Thrones”), na pele dos heróis Rian, Brea e Deet, que protagonizam a série. Os coadjuvante confirmados incluem nada menos que Mark Hamill (“Star Wars”), Helena Bonham-Carter (“Oito Mulheres e um Segredo”), Alicia Vikander (“Tomb Raider”), Toby Jones (“Jurassic World: Reino Ameaçado”), Andy Samberg (“Brooklyn Nine-Nine”), Simon Pegg (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Caitriona Balfe (“Outlander”), Natalie Dormer (“Game of Thrones”), Theo James (“Divergente”), Shazad Latif (“Star Trek: Discovery”), Gugu Mbatha-Raw (“O Paradoxo Cloverfield”), Mark Strong (“Kingsman”), Jason Isaacs (“Star Trek: Discovery”), Keegan-Michael Key (“Key and Peele”), Eddie Izzard (“Powers”) e Harris Dickinson (“Malévola 2”). Ou seja, a Netflix Brasil teria que divulgar esta série com legendas! Mesmo assim, o primeiro trailer disponibilizado foi estrelado por vários profissionais anônimos da dublagem brasileira… O comando da série está nas mãos do cineasta francês Louis Leterrier (“O Incrível Hulk”, “Truque de Mestre”), que vai produzir e dirigir os episódios para a Jim Henson Company e a Netflix, com roteiros de Jeffrey Addiss, Will Matthews (ambos do vindouro filme “Life in a Year”) e Javier Grillo-Marxuach (série “The 100”). A estreia está marcada para 30 de agosto em streaming.
Maisie Williams vai estrelar nova série após Game of Thrones
A atriz Maisie Williams já definiu seu próximo projeto televisivo após “Game of Thrones”. Ela será a protagonista de uma nova série britânica de ação e humor negro, provisoriamente intitulada “Two Weeks To Live”. Na trama, a antiga intérprete de Arya Stark viverá Kim Noakes, uma jovem desajustada que vive em reclusão no interior, aprendendo técnicas de sobrevivência com a mãe, após a morte misteriosa de seu pai quando ela era uma criança. Quando uma brincadeira dá errado, ela se vê fugindo da polícia e de um gângster assassino, carregando uma mala de dinheiro roubado e tendo que confiar nas habilidades que desenvolveu em sua infância para sobreviver. Lembra parcialmente a premissa de outro filme/série, “Hanna” – renovada para a 2ª temporada na Amazon. “Ansiosa para começar a trabalhar em algo novo. Acho que ‘Two Weeks To Live’ tem muito potencial e quero fazer algo incrível com essa equipe maravilhosa”, disse Williams em comunicado oficial. Criada por Gaby Hull (da minissérie “Cheat”), a série terá seis episódios, que serão exibidos no canal pago Sky no Reino Unido em 2020.












