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Filme

Guia da Pipoca: Primeiro terror da DC e super-herói brasileiro estreiam no cinema

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  • Etc

    Miley Cyrus confirma separação de Liam Hemsworth

    11 de agosto de 2019 /

    A cantora Miley Cyrus e o ator Liam Hemsworth, que tinham se casado no ano passado, terminaram o relacionamento. “Liam e Miley concordaram em se separar neste momento”, disse um representante de Miley para a revista People, que publicou a notícia. “Sempre evoluindo, mudando como parceiros e indivíduos, eles decidiram que isso é o melhor, enquanto se concentram em si mesmos e carreiras. Eles ainda são pais dedicados de todos os seus animais. Por favor, respeite o processo e a privacidade deles”, acrescentou o porta-voz. Os rumores sobre a separação ganharam força na manhã deste domingo (11/8), depois de Miley Cyrus postar uma foto no Instagram em que aparecia sem aliança. A foto foi tirada durante as férias da cantora na Itália, quando, segundo a People, o casal já não estava mais junto. Mas foram outras cenas dessas férias que deram o que falar. Fotos da cantora, flagrada aos beijos com a influenciadora Kaitlynn Carter, estrela do reality The Hills, da MTV, foram divulgadas pelo programa Entertainment Tonight, alimentando boatos sobre o motivo da separação. Recentemente, Cyrus afirmou que não se sentia confortável no papel que chamou de “esposa estereotipada”. “Acho que é muito confuso para as pessoas que eu sou casada. Mas meu relacionamento é único “, disse ela à revista Elle. “Quero dizer, as pessoas realmente acham que eu estou em casa em um avental cozinhando o jantar? Eu estou em um relacionamento heterossexual, mas eu ainda sou bastante sexualmente atraída por mulheres”, afirmou a cantora na mesma entrevista. E acrescentou: “As pessoas se tornam vegetarianas por motivos de saúde, mas o bacon continua sendo gostoso, e eu sei disso. Eu tomei uma decisão de ter um parceiro. Ele [Liam] é a pessoa que eu sinto que tem me apoiado mais”. Miley e Liam se conheceram em 2009, durante as filmagens do drama romântico “A Última Música” e desde então mantinham um relacionamento entre várias idas e vindas. Liam a pediu em casamento em 2012. Eles terminaram e reataram três anos depois. E o casamento foi oficializado em dezembro de 2018, quando trocaram alianças.

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  • Filme

    O Rei Leão vira maior bilheteria mundial do estúdio Walt Disney

    11 de agosto de 2019 /

    A Disney comemorou mais um recorde mundial neste fim de semana. Ao atingir US$1,3 bilhão de faturamento mundial, “O Rei Leão” ultrapassou “A Bela e a Fera” (US$ 1,2B) como a maior bilheteria de todos os tempos do estúdio original de Walt Disney (isto é, de uma produção que não é da Marvel, Pixar ou Lucasfilm). O total arrecadado pela animação computadorizada do diretor Jon Favreau é de US$ 1,335 bilhão globais. O valor representa a 12ª maior bilheteria de todos os tempos. Considerando apenas os lançamentos de 2019, “O Rei Leão” só fez menos sucesso que “Vingadores: Ultimato”, conquistando o 2º lugar no mercado norte-americano (US$ 473,1M), internacional (US$ 861,5M) e mundial. O filme também é a segunda maior bilheteria do ano no Brasil, onde já foi visto por cerca de 15 milhões de espectadores e acumulou mais de R$ 220 milhões de arrecadação. Para completar, até o sábado (10/8), ainda permanecia em 1º lugar no ranking nacional.

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  • Filme

    Hobbs & Shaw mantém 1º lugar em semana repleta de fracassos na América do Norte

    11 de agosto de 2019 /

    O fim de semana com a maior quantidade de estreias amplas de 2019 causou grandes mudanças no ranking das maiores bilheterias da América do Norte, mas não no topo. “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw” manteve o 1º lugar, porém com pouca margem de vantagem. Ao faturar US$ 25,4M nos últimos três dias, o derivado de “Velozes e Furiosos” atingiu US$ 108,5M nos Estados Unidos e Canadá. O sucesso continua muito maior no exterior. Entretanto, os 332,6M mundiais estão longe de zerar os custos da produção, orçada em cerca de US$ 200 milhões fora P&A (despesas de cópias e publicidade). Vale destacar que o filme ainda não estreou na China, onde a Universal está fazendo grande investimento promocional. “Histórias Assustadoras para Contar no Escuro” abriu em 2º lugar, com US$ 20,8M, numa disputa muito acirrada com o blockbuster “O Rei Leão”, que fez mais US$ 20M e ficou com o 3º posto. O terror produzido por Guillermo Del Toro não entusiasmou o mercado internacional, somando apenas mais US$ 4M em 30 países, incluindo o Brasil. Em contraste, o desempenho no exterior da animação computadorizada ajudou a Disney a superar mais um recorde. Ao atingir US$1,3B, “O Rei Leão” ultrapassou “A Bela e a Fera” como a maior bilheteria de todos os tempos do estúdio original de Walt Disney (isto é, de uma produção que não é da Marvel, Pixar ou Lucasfilm). Ainda inédito no Brasil, “Dora e a Cidade Perdida” decepcionou na América do Norte, tendo que se contentar com o 4º lugar (e US$ 17M) numa semana com muitas opções para o público infantil. Por outro lado, foi a estreia mais bem cotada entre a crítica, com 81% de aprovação no Rotten Tomatoes. O lançamento nacional está marcado apenas para novembro. “Era uma Vez em Hollywood” fecha o Top 5. E o novo filme de Quentin Tarantino conseguiu uma façanha internacional, ao abrir em 1º lugar na Rússia neste fim de semana com US$ 7M, maior desempenho do diretor no país. A estreia brasileira vai (finalmente) acontecer na próxima quinta (15/8). As outras estreias americanas da semana foram “Meu Amigo Enzo” e “Rainhas do Crime”, que também foram lançados no Brasil no fim de semana. Repercutindo críticas negativas (respectivamente 46% e 18% de aprovação), ficaram com o 6º e o 7º postos. Mas os US$ 5,5M de “Rainhas do Crime” ainda entrou para a História como a pior arrecadação de uma estreia ampla da carreira da atriz Melissa McCarthy. Para finalizar a lista, registra-se a estreia de um documentário da boy band sul-coreana BTS em 10º lugar. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw Fim de semana: US$ 25,4M Total EUA e Canadá: US$ 108,5M Total Mundo: US$ 332,6M 2. Histórias Assustadoras para Contar no Escuro Fim de semana: US$ 20,8M Total EUA e Canadá: US$ 20,8M Total Mundo: US$ 24,8M 3. O Rei Leão Fim de semana: US$ 20M Total EUA e Canadá: US$ 473,1M Total Mundo: US$ 1,3B 4. Dora e a Cidade Perdida Fim de semana: US$ 17M Total EUA e Canadá: US$ 17M Total Mundo: US$ 19,5M 5. Era uma Vez em Hollywood Fim de semana: US$ 11,6M Total EUA e Canadá: US$ 100,3M Total Mundo: US$ 108M 6. Meu Amigo Enzo Fim de semana: US$ 8,1M Total EUA e Canadá: US$ 8,1M Total Mundo: US$ 9,2M 7. Rainhas do Crime Fim de semana: US$ 5,5M Total EUA e Canadá: US$ 5,5M Total Mundo: US$ 5,8M 8. Homem-Aranha: De Volta para Casa Fim de semana: US$ 5,3M Total EUA e Canadá: US$ 370,9M Total Mundo: US$ 1B 9. Toy Story 4 Fim de semana: US$ 4,4M Total EUA e Canadá: US$ 419,5M Total Mundo: US$ 989,9M 10. Bring The Soul: The Movie Fim de semana: US$ 2,2M Total EUA e Canadá: US$ 4,4M Total Mundo: US$ US$ 4,4M

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    Histórias Assustadoras para Contar no Escuro exibe terror infantil proibido para crianças

    11 de agosto de 2019 /

    Alvin Schwartz escreveu seus contos de horror na mesma época em que o nome de Stephen King tomou conta do mundo. Ambos ajudaram a desenvolver o terror que concentra suas doses de pesadelos em jovens e até mesmo crianças. Cerca de três décadas depois, Guillermo del Toro, o visionário cineasta que ama monstros (vide “O Labirinto do Fauno” e “A Forma da Água”), resolveu levar às telas “Histórias Assustadoras para Contar no Escuro”, a famosa antologia de contos de Schwartz, feita para tirar o sono da garotada – o que ele conseguia com a ajuda das ilustrações diabólicas de Stephen Gammel, praticamente convidando seu público-alvo para uma leitura “proibida”. Del Toro produziu e colaborou com o roteiro, mas a direção é de André Øvredal (de “O Caçador de Troll”) e, talvez, isso faça toda a diferença. “Histórias Assustadoras para Contar no Escuro” não é tão bem-sucedido quanto “It: A Coisa” (um filme que lembramos de imediato) na hora de envolver adultos, jovens e crianças na mesma proporção na plateia. Além dos quarentões em busca de nostalgia, o filme foi pensado para honrar o legado de Schwartz, logo é bem mais impressionante para um público infantil – isto é, mais leve que os terrores viscerais atuais. O problema é que as crianças não podem ir ao cinema devido à classificação para maiores de 14 anos. Ou seja, a tal leitura “proibida”. Elas precisam dar um jeito de ver esse filme na companhia de responsáveis mais velhos ou, sei lá, esperarem até a produção ir para a TV. A trama explora um tema recorrente em Hollywood, que é o poder da leitura para o bem ou para o mal. O que deve ser mais poderoso para as crianças. Há histórias escritas com sangue e ódio que dão vida a terríveis bichos papões, incluindo seus próprios autores. Mas também a fagulha de esperança depositada numa nova geração, capaz de contar as histórias de forma justa e dando nomes aos seus verdadeiros monstros. Imaginem se Guillermo del Toro fosse o diretor desse mesmo material. Até as mensagens críticas nas entrelinhas, sobre racismo, Nixon e a Guerra do Vietnã, teriam um efeito mais forte – o ano em que se passa a trama é 1968 e o clima negativo do período foi inspiração para o clássico “A Noite dos Mortos-Vivos”. É só relembrar o que Del Toro fez em “O Labirinto do Fauno” e “A Espinha do Diabo”, filmes de horror protagonizados por crianças, mas que não foram feitos exatamente para elas, com roteiros onde o ser humano é claramente o monstro mais perigoso e as criaturas que surgem nos pesadelos são consequências e reflexos de seus atos. De positivo, Øvredal acerta na ambientação. “Histórias Assustadoras” tem tensão e as caracterizações dos monstros, inspiradas nas gravuras de Gammel, são sensacionais. Além disso, o elenco de jovens é um achado, especialmente a menina Zoe Margaret Colletti. Pena que o público fica sem saber muito sobre seus personagens, a não ser seus maiores medos (outra semelhança com “It”), para que eles se materializem. Em “Histórias Assustadoras”, os filhos sofrem com os erros dos pais, mas é um contexto quase escanteado porque as partes entre os contos são intercaladas de forma um tanto superficial. A ambição constante em Hollywood de gerar mais uma franquia para o cinema (o finalzinho acelerado para provar que tem gancho para mais filmes é bem safado) impede maior reflexão.

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    Hobbs & Shaw é veloz, furioso e bobo

    11 de agosto de 2019 /

    Nenhuma franquia atual se reinventou tanto com sucesso no cinema quanto “Velozes e Furiosos”. Eis que chegou a hora de seu primeiro spin-off, “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”. A trama explora a tradicional dupla que se odeia, mas precisa unir forças para salvar o mundo de um inimigo em comum. E depois de oito filmes, é possível dizer que os personagens de Dwayne Johnson e Jason Statham são mais divertidos e carismáticos que o já cansado e inexpressivo Vin Diesel. Mas o filme acelera tanto que passa do ponto. “Hobbs & Shaw” resulta veloz, furioso e… bobo. O estilo do diretor (e ex-dublê) David Leitch combina com o clima besteirol,. Não falta pancadaria como em seus outros trabalhos, especialmente “John Wick” e “Atômica”, ou humor como em “Deadpool 2”. Mas o espetáculo de “Hobbs & Shaw” só é bom enquanto dura, como fast-food. Depois que as luzes se acendem, é difícil guardar até mesmo as sequências mais absurdas, que fazem perguntar “Como eles fizeram isso?” David Leitch já foi dublê e os melhores momentos de sua carreira como diretor ainda são as cenas de luta, que valorizam coreografias e atuações físicas. Mesmo em “Hobbs & Shaw”, é possível sentir que os atores suaram a camisa para que as lutas funcionassem. Entretanto, as sequências de perseguição não buscam o mesmo realismo, rendendo-se a um exagero cartunesco e artificial. Ou será que houve uma intenção de aproximar a ação do estilo dos games? Se for o caso, os games atuais estão bem à frente disso. O resultado acaba parecendo mais um desenho animado, não um filme live-action. Cinema de ação não precisa ser tão artificial e descartável. Veja-se a alta velocidade de “Mad Max: Estrada da Fúria”, que criou cenas inesquecíveis, e a audácia de “Missão: Impossível – Efeito Fallout”, inteiramente desenvolvida com efeitos visuais práticos, resultando em um show visceral, que agarra os espectadores pela jugular e o deixa exausto, mas comentando muito ao fim da sessão. Não é o caso de “Hobbs & Shaw”, que mira muito mais nos filmes de super-heróis que em seus colegas de gênero, com uma história que até um supervilão (vivido por Idris Elba) declarando-se o “Superman negro”. História? O roteiro de Chris Morgan e Drew Pearce não serve para nada. Nem mesmo para justificar as participações especiais – há alguns famosos escalados em segredo – , que se revelam 100% gratuitas. É uma historinha rala para dar espaço a um espetáculo visual, barulhento, que investe em aprofundar a visão que Dwayne Johnson vende de si mesmo em todos os seus filmes – que ele é um super-herói invencível. É só notar onde a trama vai parar. Fica claro que Dwayne Johnson e Jason Statham querem representar o tipo de herói machão que fazia sucesso nos anos 1980, mas Stallone levava Rambo a sério, assim como Schwarzenegger como o Exterminador do Futuro. Johnson e Statham assumem que não se importam em passar qualquer credibilidade. Eles são menos críveis que um robô vindo do futuro, tratando tudo como uma grande brincadeira. Depois de 2h17 minutos de falta de seriedade, o público pode não achar tão divertido.

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    No Coração do Mundo é ponto alto do ótimo cinema feito em Contagem

    11 de agosto de 2019 /

    Se há uma cidadezinha que se tornou presente com bastante frequência no cinema brasileiro contemporâneo é Contagem, localizada próximo a Belo Horizonte. E não à toa. É lá que se localiza produtora Filmes de Plástico, que rendeu obras importantes como “Ela Volta na Quinta” (2015), “Temporada” (2018) e vários curtas de sucesso de crítica, com participação em festivais nacionais e internacionais. Neste ano, a produtora está comemorando uma década de existência. E o filme de comemoração desses 10 anos é um dos melhores da safra da turma de Contagem. “No Coração do Mundo”, da dupla Gabriel Martins e Maurílio Martins, parece um trabalho de cineastas veteranos, tal a segurança narrativa. E não é fácil ter que dar conta de tantos personagens, lhes dar dimensões suficientemente profundas, trabalhando tanto com atores experientes quanto com iniciantes. Mas “No Coração do Mundo” vai além de ser apenas um filme bem-feito. É um trabalho que lida com questões sociais, econômicas e existenciais dos moradores de uma pequena cidade, feito por gente com intimidade na geografia humana do local. Até temos alguns momentos em que o sotaque e o jeito naturalista com que os atores/personagens dialogam soam um pouco difícil para ouvidos não-mineiros, mas aos poucos nos acostumamos. A trama básica gira em torno de um golpe – que até lembra um pouco “Como É Cruel Viver Assim”, de Julia Rezende – , mas o golpe em si não é o mais importante. O filme constrói bases firmes para que nos importemos com personagens, mesmo sabendo que estão fazendo uma burrada atrás da outra. Um personagem como Marcos (Leo Pyrata), por exemplo, é incrivelmente interessante, mesmo sendo questionável do ponto de vista de seu caráter. O filme começa com a comemoração do aniversário de Marcos. Sua noiva, a trocadora de ônibus Ana (Kelly Crifer), o surpreende com uma daquelas declarações de amor constrangedoras com carros de som. Isso já dá o tom do ambiente de periferia, que se explicita ainda mais quando adentramos as casas e os estabelecimentos comerciais daquelas pessoas. Todos os personagens vivem em função de trabalhos que rendem muito pouco para sua subsistência, enquanto outros tentam uma saída através de golpes, como é o caso do já citado Marcos. O grande golpe, no entanto, terá como mentor intelectual Selma (Grace Passô), que, consciente de sua condição de negra, acredita que, para o melhor sucesso de seu plano, será necessária a presença ativa de Ana, a namorada de Marcos, que até então nunca havia participado das tretas dele. As cenas de suspense da tal cena do golpe são de prender a respiração. No mais, como não destacar as cenas da cantora e ativista MC Carol, em suas conversas com Marcos, e a presença de personagens tão carismáticos como Beto (Renato Novaes), Miro (Robert Frank) e Rose (Bárbara Colen)? Não é todo dia que vemos um filme como este. Não é sempre que vemos o cinema brasileiro tão pulsante, surgindo em um momento de tanto desmanche cultural.

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    Tudo é feio, grotesco e violento em O Bar Luva Dourada

    11 de agosto de 2019 /

    Um dos grandes méritos de “O Bar Luva Dourada”, o novo trabalho do alemão Fatih Akin (“Em Pedaços”), é conseguir contar a história de um psicopata levando o espectador para um universo que muito se assemelha a um inferno na Terra, ao mais fundo que um ser humano pode chegar. Não apenas o drama do assassino alemão Fritz Honka (Jonas Dassler, soterrado em uma camada de próteses para compor a figura disforme do personagem), mas também as figuras que frequentam o tal bar que dá título ao filme. A fotografia do filme, sem muitos filtros embelezadores, ajuda a tornar tudo muito feio. Assim, as mulheres que se prostituem no lugar são senhoras idosas dependentes de álcool que transam por uma ou mais doses. É assim que algumas delas vão parar na casa fétida de Honka. O mau cheiro se deve ao cheiro dos corpos das vítimas em estado de putrefação. Ele, por ser visto como um homem muito feio, é rejeitado por algumas mulheres. Outras não veem isso como um problema. O filme já começa com uma cena em que Honka tenta se desfazer do corpo de uma delas, cortando em pedaços com um serrote. As imagens não são muito gráficas como em “A Casa que Jack Construiu”, de Lars von Trier, ou outros filmes mais explícitos, mas o mal estar é constante devido ao caráter grotesco das cenas e principalmente do próprio personagem, que responde com ainda mais violência sempre que se mostra frustrado sexualmente. Importante lembrar que a única personagem que aparece em um registro de beleza de modelo é uma moça loira que Honka encontra e que passa a povoar os seus sonhos. Diferente do que acontece em um outro filme de serial killer recente, “Ted Bundy – A Irresistível Face do Mal”, de Joe Berlinger, que faz com que o público simpatize com o assassino, o psicopata de “O Bar Luva Dourada” é totalmente despido de glamour. É ridicularizado em sua busca por mulheres que não consegue ter, no seu físico corcunda e em seu estrabismo, nas suas tentativas de ter uma ereção com fotos de mulheres nuas estampadas na parede de sua casa para penetrar, em vão, suas clientes/vítimas, e no modo violento com que trata em especial uma das mulheres que chega em sua casa para trabalhar para ele. Ainda assim, há um olhar humano do diretor para o próprio Honka e principalmente para os outros personagens, todos eles solitários, desvalidos, alcoólatras, esquecidos pelo resto da humanidade. O Bar Luva Dourada parece uma espécie de oposto ao que se chama de oásis. Mesmo quando o filme muda de tom e Honka arranja um emprego de vigilante, as novas pessoas que se apresentam também são almas muito tristes, embora a ambientação mude positivamente, com uma luz mais clara no ambiente de trabalho. Fatih Akin havia filmado algumas cenas do passado de Honka, de modo a mostrar os abusos que ele sofreu na infância, mas depois resolveu retirar essas cenas da edição final por achar que isso soava como uma desculpa para uma pessoa se tornar um assassino serial. Assim, o filme não tem essa preocupação em contar uma história do personagem nos moldes tradicionais, mas apenas de um determinado recorte no tempo. Por mais que saiamos do cinema sem saber direito se gostamos ou não do filme, o importante é que suas imagens não sairão com muita facilidade da nossa memória.

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  • Série

    13 Reasons Why: Todos são suspeitos nos pôsteres de personagens da 3ª temporada

    10 de agosto de 2019 /

    A Netflix divulgou uma coleção de pôsteres da 3ª temporada de “13 Reasons Why”. Cada um deles traz um personagem da produção, perguntando quem matou Bryce Walker. Nos novos episódios, o público vai seguir numa trama de suspense adolescente para descobrir quem matou o personagem odiado vivido por Justin Prentice. A troca do drama de suicídio por um mistério de assassinato, com alunos secundaristas suspeitos, uma teia de mentiras e uma investigação criminal, evoca claramente “Pretty Little Liars”. Os novos episódios chegam à Netflix em 23 de agosto e a série já está renovada para sua 4ª e última temporada.

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  • Série

    Mixed-ish: Spin-off de Black-ish ganha pôster e trailer com elenco definitivo

    10 de agosto de 2019 /

    A rede ABC divulgou o pôster e o trailer de “Mixed-ish”, novo spin-off de “Black-ish”. A prévia introduz a trama, passada nos anos 1980, como um longo flashback da série original. “Mixed-ish” acompanha a versão adolescente da matriarca da família Johnson. Não bastasse o preconceito racial que ela e os dois irmãos caçulas sofrem por serem filhos mestiços (daí vem o termo mixed) de pai branco e mãe negra, elas ainda foram criadas numa comunidade hippie, sem nenhuma preparação para enfrentar os desafios de uma escola cheia de crianças malvadas. Interpretada por Tracee Ellis Ross na atração original, Rainbow será vivida por Arica Himmell (“Thanksgiving”) no spin-off, que mantém a tradição de sitcoms nostálgicos do canal. A série se junta à “The Goldbergs”, também passada nos anos 1980, “Schooled” e “Fresh Off the Boat”, situadas na década de 1990, e substitui a cancelada “The Kids Are Alright”, que decorria nos anos 1970. A comédia foi desenvolvida sem alarde e colocada silenciosamente em produção. A ideia inicial era plantar seu piloto num contexto de flashback durante a série original, conforme visto na prévia. O capítulo chegou a ser gravado e estava pronto para ir ao ar no início de maio. Mas, com a encomenda direta de “Mixed-ish”, a transmissão foi adiada e agora só irá ao ar na véspera da estreia da nova série. O motivo do adiamento da transmissão foram mudanças de última hora no elenco do spin-off, com a entrada de Mark-Paul Gosselaar (“The Passage”) no lugar de Anders Holm (“Workaholics”), que interpretou o pai de Bow no piloto. O novo trailer já traz o elenco definitivo. Criada por Kenya Barris, mentor do universo “Black-ish”, “Mixed-ish” também destaca em seu elenco as crianças Mykal-Michelle Harris (“Big Little Lies”) e o estreante Ethan William Childress, que darão vida aos irmãos de Bow – interpretados em suas versões adultas por Rashida Jones e Daveed Diggs. Também estão confirmadas Tika Sumpter (“Policial em Apuros”) e Christina Anthony (“Dog Moms”). A atração será o terceiro programa da franquia, que ainda inclui “Grown-ish”, no canal pago Freeform, sobre a vida universitária da filha mais velha dos Johnson, Zoey (Yara Shahidi). A estreia está marcada para 24 de setembro nos Estados Unidos.

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  • Série

    Pose vai ter novo salto temporal no final da 2ª temporada

    10 de agosto de 2019 /

    O produtor Ryan Murphy revelou, em evento LGBTQIA+ realizado neste sábado (10/8) em Los Angeles, que a 2ª temporada de “Pose” terá um novo salto temporal ao final de sua 2ª temporada. A série está atualmente refletindo eventos do ano de 1990, após o sucesso da música “Vogue”, de Madonna, e exibirá o final de sua temporada em 20 de agosto. A trama do último capítulo vai levar a série até 1991. Murphy também adiantou que “Pose”, já renovada para sua 3ª temporada, vai acabar quando a trama chegar em 1996, ano em que os medicamentos para tratamento de AIDS finalmente se tornaram acessíveis para todos os pacientes. Indicada a seis prêmios Emmy, a série tem o maior elenco de atores transexuais já reunidos numa mesma produção e se passa na cena underground LGBTQ de Nova York durante o auge da dança Vogue (que inspirou o hit homônimo de Madonna) e da epidemia da Aids. A trama acompanha a trajetória de um grupo de jovens gays e transexuais que tenta deixar sua marca nos anos 1990, mostrando suas conquistas e decepções com o mundo ao seu redor. No Brasil, “Pose” é exibida no canal pago Fox Premium.

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  • Filme

    Dwayne Johnson revela famosos que fizeram participações “secretas” em Hobbs & Shaw

    10 de agosto de 2019 /

    O astro Dwayne Johnson resolveu dar spoiler de “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw” nas redes sociais. Uma semana após a estreia do longa, ele decidiu revelar as duas participações “secretas” do filme, que é o primeiro derivado da franquia “Velozes e Furiosos”. Até então escondidos do marketing da produção, dois atores muito famosos fizeram pequenas aparições no filme. Ryan Reynolds apareceu nas cenas pós-créditos como Agente Lock. Johnson publicou uma foto dos bastidores em que o intérprete de “Deadpool” mostra ter uma tatuagem similar a do colega. O outro astro especialmente convidado foi Kevin Hart, parceiro de Johnson na franquia “Jumanji”. Sua participação como o agente Dinkley foi revelada em vídeo, que registra suas cenas. Tudo indica que os dois farão parte de uma nova equipe de Luke Hobbs (Dwayne Johnson), caso haja próximo filme. Assim, Johnson teria sua própria franquia no universo “Velozes e Furiosos”, após se afastar da saga original brigado com Vin Diesel e Tyrese Gibson. Em “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”, Johnson divide o protagonismo com Jason Statham, intérprete de Shaw, e o elenco ainda conta com Vanessa Kirby (“The Crown”), Helen Mirren (“A Rainha”) e Idris Elba (“A Torre Negra”) como vilão. O filme está em cartaz nos cinemas brasileiros. Ver essa foto no Instagram Ladies & gents the newest member to our @hobbsandshaw team, former Special Forces war veteran, but now known as “AIR MARSHAL DINKLEY” at your service ??????? So gratifying knowing audiences EXPLODE with laughter and joy when @kevinhart4real makes his surprise debut in our film. My goal with Hobbs & Shaw was to create new characters for the audience to have a blast with as well as create new opportunities for other great actors to come in and create, work hard and have the best time doing it. From my brothers @kevinhart4real & @idriselba to @vanessa__kirby to @romanreigns to Cliff Curtis to @elianasua_ to of course the one and the only, Deadpool? himself, @vancityreynolds – we had a blast and just wanted to deliver something cool and fun for the audience. And if we become the #1 movie in the world again, then Air Marshall DINKLEY should take all the credit ?????‍♂️ Enjoy the movie this weekend and thanks everyone for your support ~ dj Uma publicação compartilhada por therock (@therock) em 9 de Ago, 2019 às 5:53 PDT Ver essa foto no Instagram ?? A #HobbsAndShaw delight when audiences go ape shit with laughs & joy when @vancityreynolds comes on screen as Hobbs’ surprise partner “Agent Locke” of the CIA – who’s known for stabbing bad guys in the chest with a brick ? I’ve known this brilliant SOB for years and we jumped at the opportunity to mash up our tequila and gin chemistry to deliver some magic for the audience. Thanks RR for helping make our lil’ spin-off movie, the #1 movie in the world. Fans love it, so we’ve done our job, brother. #TequilaAndGin #ForTheMFnWin #HobbsAndLocke ?? Uma publicação compartilhada por therock (@therock) em 9 de Ago, 2019 às 10:41 PDT

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  • Filme

    Diretor de It: A Coisa vai produzir adaptação de outro livro de Stephen King

    10 de agosto de 2019 /

    O cineasta argentino Andy Muschietti, que estourou com “It: A Coisa”, adaptação de Stephen King, vai filmar mais um livro do escritor, “A Autoestrada” (Roadwork). Desta vez, porém, deve ficar apenas na função de produtor, compartilhada com sua irmã Barbara Muschietti. A direção está a cargo de um compatriota, o cineasta Pablo Trapero, responsável pelos excelentes “O Clã” (2015) e “Abutres” (2010). Publicado em 1981 sob o pseudônimo de Richard Bachman, “A Autoestrada” conta a história de Barton George Dawes, um cidadão comum que vira uma ameaça à sua comunidade após saber que sua casa e seu local de trabalho serão demolidos para dar lugar a uma autoestrada. “Nós esperamos que as filmagens aconteçam no início do ano que vem. É uma história de Stephen King, mas não se trata de terror ou horror. O roteiro é fantástico”, declarou Barbara em entrevista à Radio Cantilo. Enquanto isso, o novo filme de Muschietti, “It: Capítulo Dois”, continuação de “It: A Coisa”, estreia em 5 de setembro no Brasil.

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  • Série

    2ª temporada de The Boys começa a ser gravada

    10 de agosto de 2019 /

    O produtor Eric Kripke anunciou em seu Twitter que as filmagens da 2ª temporada de “The Boys” já estão em andamento. Para comemorar, ele divulgou uma foto dos bastidores, com o elenco ensanguentado e fazendo sinais obscenos. Disponível há pouco mais de duas semanas no Amazon Prime, a série já se tornou um dos maiores sucessos da plataforma. “The Boys” é baseada na publicação homônima de quadrinhos adultos de Garth Ennis, que também criou “Preacher”. Por sinal, os responsáveis pela produção são os mesmos que transformaram “Preacher” na série mais escatológica do canal pago AMC, o ator Seth Rogen e seu parceiro Evan Goldberg, que agora se juntaram a Eric Kripke, criador de “Supernatural” e “Timeless”, na nova atração. Nos quadrinhos, os protagonistas são um grupo de vigilantes truculentos que investigam as atividades clandestinas dos super-heróis. O motivo é que, a grosso modo, pessoas comuns se transformam em babacas quando ganham super-poderes e passam a acreditar que são intocáveis. Para completar, na série os boys surgem como um grupo típico de “supervilões”, com motivações similares às de Lex Luthor para odiar Superman – culpando os heróis por suas tragédias. Só que, numa reviravolta narrativa, desta vez eles têm razão. O elenco inclui Karl Urban (“Thor: Ragnarok”), Karen Fukuhara (“Esquadrão Suicida”), Jack Quaid (“Jogos Vorazes”), Tomer Capon (“7 Dias em Entebbe”) e Laz Alonso (“Velozes e Furiosos 4”) como os Boys – e uma girl – do título, enquanto Antony Starr (série “Banshee”), Chace Crawford (série “Gossip Girl”), Dominique McElligott (série “House of Cards”), Nathan Mitchell (“Scorched Earth”), Jessie T. Usher (“Independence Day: Ressurgimento”) e Erin Moriarty (série “Jessica Jones”) interpretam os super-heróis babacas. Além deles, Simon Pegg (“Missão Impossível: Efeito Fallout”) tem participação especial como o pai do personagem de Jack Quaid. Com 8 episódios, a 1ª temporada estreou em 27 de julho, com o capítulo inaugural assinado pelo cineasta Dan Trachtenberg (“Rua Cloverfield, 10”). A 2ª temporada ainda não tem previsão de estreia. A small token for #TheBoysTV fans. World's first pic of #Season2. As you can see, we're up to our old tricks. If you haven't seen, JOIN US. Streaming now on @PrimeVideo @TheBoysTV #TheBoys #SPN #SPNFamily #Timeless pic.twitter.com/3z29mVBfNl — Eric Kripke (@therealKripke) 10 de agosto de 2019

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