Novos teasers de American Horror Story: 1984 recriam estilo de terror de Sexta-Feira 13
O canal pago FX divulgou um pôster e dois novos teasers de “American Horror Story: 1984”, que apresentam a temática retrô da 9ª temporada da antologia de terror. Com visual dos anos 1980 e serial killer mascarado, as prévias são homenagens aos filmes do gênero slasher, passados em acampamentos de férias com adolescentes fogosos, que foram febre após o sucesso de “Sexta-Feira 13” (1980). Curiosamente, não é a primeira vez que essas referências viram série. O canal pago americano Freeform chegou a exibir “Dead of Summer” em 2016. Mas a série dos criadores de “Once Upon a Time”, Adam Horowitz e Edward Kitsis, foi cancelada na 1ª temporada. A versão “American Horror Story” dessa história reúne alguns veteranos da série de antologia, como Emma Roberts, Cody Fern, Billie Lourd e Leslie Grossman. E entre as novidades, o maior destaque é Matthew Morrison, que estreia no terror após estrelar outra série famosa de Ryan Murphy, “Glee”. Os demais novatos são o esquiador olímpico Gus Kenworthy, DeRon Horton (de “Cara Gente Branca”), Zach Villa (“Shameless”) e a atriz transexual Angelica Ross, que também faz parte da família de séries de Murphy, vinda de “Pose”. “American Horror Story: 1984” estreia em 18 de setembro nos Estados Unidos. A atração também é exibida pelo FX no Brasil.
Nova versão de Adoráveis Mulheres ganha primeiro trailer legendado
A Sony divulgou o primeiro trailer legendado de “Adoráveis Mulheres”, nova adaptação de “Little Women”, romance clássico de Louisa May Alcott que volta às telas com grande elenco e direção de Greta Gerwig (“Lady Bird”). A prévia oferece uma justificativa para a enésima filmagem de um dos livros mais filmados de todos os tempos ao apresentar a história por um viés assumidamente feminista, enfatizando o empoderamento das personagens como se fossem mulheres do século 21 – a segunda parte da história literária se chama “Boas Esposas”, para se ter ideia do contraste. A história é velha conhecida do público de cinema desde os filmes mudos e já rendeu versões famosas, como “As Quatro Irmãs” (1933) com a jovem Katharine Hepburn, “Quatro Destinos” (1949) com a adolescente Elizabeth Taylor e a primeira “Adoráveis Mulheres” (1994), que reuniu simplesmente Winona Ryder, Kirsten Dunst, Claire Danes e Trini Alvarado como as irmãs March, além de Susan Sarandon e Christian Bale. Apesar dos títulos diferentes em português, a trama é sempre a mesma – supostamente. O romance foi baseada na própria vida da escritora e acompanha quatro irmãs que lutam contra as dificuldades para crescer no final do século 19, durante a Guerra Civil americana, entre a descoberta do amor, a inevitabilidade da morte, a superação de perdas, desilusões e outros desafios. Gerwig foi trazida inicialmente para polir o roteiro da obra, mas, após o sucesso de “Lady Bird”, os executivos da Columbia/Sony decidiram dar mais responsabilidades à jovem cineasta, contratando-a para dirigir o longa. Ela reuniu um elenco para encantar a Academia, formado por Emma Watson (“A Bela e a Fera”), Meryl Streep (“Mamma Mia!”), Laura Dern (“Livre”), Florence Pugh (“Lady Macbeth”), James Norton (“McMafia”), Eliza Scanlen (“Objetos Cortantes”), Louis Garrel (“O Formidável”), e principalmente Saoirse Ronan e Timothée Chalamet (dupla que trabalhou com Gerwig em “Lady Bird”), que formam o par central. Watson, Ronan, Pugh e Scanlen vivem as personagens do título, as “pequenas”/”adoráveis” irmãs Marsh. Vale reparar ainda que o vídeo divulgado parece ter baixa resolução, mas na verdade isso é (d)efeito de uma opção por iluminação mais escura nas filmagens. O cinema absorve esse contraste, mas ele pode virar problema em outras plataformas – veja-se a polêmica criada por essa preferência em “Game of Thrones”. A estreia está marcada para 25 de dezembro nos EUA, data que assume a pretensão de Oscar, com lançamento nacional marcado para 9 de janeiro.
Série baseada no clássico O Cristal Encantado ganha trailer dublado em português
A Netflix divulgou o trailer dublado em português da série baseada no clássico infantil “O Cristal Encantado” (1982), de Jim Henson. Intitulada “O Cristal Encantado: A Era da Resistência” (Dark Cystal: Age of Resistance), a série é um prólogo do longa lançado em 1982, que foi o primeiro filme de fantasia feito inteiramente com bonecos. Os bichos não eram fantoches, como os Muppets, mas animatronics, que se movimentavam por meio de comandos eletrônicos, e isso está mantido na série, aliado a efeitos visuais modernos. Assim como na trama original, a série se passa no planeta Thra, habitada pelos pacíficos Místicos e os agressivos Skeksis, que usavam um “cristal negro” para se reproduzir para sempre. A trama vai mostrar Thra morrendo. O Cristal da Verdade, uma fonte de poder incalculável no coração de Thra, está danificado, corrompido pelos malvados Skeksis, e uma doença se espalha pela terra. Quando três Gelflings descobrem a terrível verdade por trás do poder dos Skeksis, os fogos da rebelião são acesos e começa uma batalha épica pelo planeta. O comando da série está nas mãos do cineasta francês Louis Leterrier (“O Incrível Hulk”, “Truque de Mestre”), que vai produzir e dirigir os episódios para a Jim Henson Company e a Netflix, com roteiros de Jeffrey Addiss, Will Matthews (ambos do vindouro filme “Life in a Year”) e Javier Grillo-Marxuach (série “The 100”). Já o elenco de dubladores reúne uma constelação de estrelas que o vídeo nacional esconde. A Netflix pagou uma verdadeira fortuna só para contar com as vozes da produção, como Taron Egerton (“Robin Hood: A Origem”), Anya Taylor-Joy (“Fragmentado”) e Nathalie Emmanuel (“Game of Thrones”), na pele dos heróis Rian, Brea e Deet, que protagonizam a série. O elenco coadjuvante é ainda mais impressionante, incluindo Mark Hamill (“Star Wars”), Helena Bonham-Carter (“Oito Mulheres e um Segredo”), Alicia Vikander (“Tomb Raider”), Lena Headey (“Game of Thrones”), Natalie Dormer (também de “Game of Thrones”), Simon Pegg (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Toby Jones (“Jurassic World: Reino Ameaçado”), Andy Samberg (“Brooklyn Nine-Nine”), Caitriona Balfe (“Outlander”), Theo James (“Divergente”), Shazad Latif (“Star Trek: Discovery”), Gugu Mbatha-Raw (“O Paradoxo Cloverfield”), Mark Strong (“Kingsman”), Jason Isaacs (“Star Trek: Discovery”), Keegan-Michael Key (“Key and Peele”), Eddie Izzard (“Powers”) e Harris Dickinson (“Malévola 2”). Nada disso é valorizado na divulgação nacional. “O Cristal Encantado: A Era da Resistência” estreia em 30 de agosto, e quem quiser ouvir as vozes originais precisa encarar o vídeo original da Netflix americana (sem legendas), disponível abaixo.
Modelo do clipe de Teenage Dream acusa Katy Perry de assédio
O modelo Josh Kloss, que contracenou com Katy Perry no clipe “Teenage Dream”, usou o Instagram para acusar a cantora de assédio sexual. A denúncia coincide com o aniversário de nove anos do vídeo, considerado um dos grandes sucessos da estrela pop. Entre suas acusações, Kloss afirma que, durante uma festa, Katy arrancou sua cueca sem permissão, mostrando seu órgão sexual para pessoas que estavam ao redor deles. “Eu encontrei Katy duas vezes após o término dela com Russel Brand. Numa delas, levei um amigo que estava doido para conhecê-la. Era a festa de aniversário de Johny Wujeck (stylist da cantora). Quando eu a vi, nos abraçamos e ela ainda era minha crush. Mas, quando eu virei para apresentar meu amigo, ela abaixou minha calça e minha cueca o máximo que conseguiu para mostrar meu pênis para alguns amigos e desconhecidos que estavam ao nosso redor. Consegue imaginar o quão patético e envergonhado eu me senti?”, relatou. Kloss afirma que está fazendo a denúncia agora porque “nossa cultura está voltada para provar que homens poderosos são perversos. Mas as mulheres poderosas são tão repugnantes quanto eles”. Ainda segundo o modelo de 38 anos, os representantes de Katy Perry o impediram de discutir publicamente qualquer coisa relativa à cantora. Ele teria aceitado assinar um contrato de confidencialidade porque precisava do dinheiro que recebeu pelas gravações do clipe. Até o momento, Katy Perry ainda não se posicionou sobre o caso.
Nada a Perder 2 já tem sessões de estreia esgotadas
“Nada a Perder 2”, sequência da cinebiografia do bispo Edir Macedo, já tem várias sessões lotadas, a dois dias da estreia, prevista para quinta-feira (15/8). O primeiro filme esgotou as bilheterias de seu fim de semana inaugural com vários dias de antecedência, batendo recorde de pré-venda, com 4 milhões de ingressos vendidos antes da estreia. Acabou virando a maior bilheteria nacional de todos os tempos, somando 12 milhões de ingressos. Apesar da procura antecipada, o fenômeno não deve se repetir na continuação. A diferença começa pelo lançamento em circuito menor. “Nada a Perder 2” será exibido em 600 salas, enquanto a primeira parte foi distribuída em 1,1 mil. Além disso, o site Ingresso.com revela que a pré-venda, iniciada em 15 de de junho, é 4,5 vezes menor do que o montante do filme anterior. O site não divulga números exatos. Segundo o jornal O Globo, boa parte das sessões apresenta características de ingressos comprados em pacotes, ou seja, adquiridos por uma mesma pessoa com o intuito de distribuir para outros espectadores. Isso porque a ocupação se dá em bloco, com fileiras inteiras compradas de uma vez. Tática semelhante aconteceu com “Os Dez Mandamentos” (2016) e no primeiro “Nada a Perder” (2018). Em ambos os casos, salas com todos os ingressos vendidos ficaram vazias na estreia. O número expressivo de bilheteria não se refletiu na ocupação, fazendo dos filmes curiosos sucessos de vendas, mas não de público. Ainda de acordo com O Globo, parte dos bilhetes foi comprada pela Igreja Universal e distribuída aos fiéis, que não necessariamente foram ao cinema. A Igreja Universal sempre negou ter comprado bilhetes em massa, embora reportagens de diversos veículos tenham flagrado tíquetes sendo distribuídos em cultos, igrejas e cinemas no ano passado. A instituição alega que a iniciativa partiu de líderes religiosos. Assim como no primeiro filme, “Nada a Perder 2” também não terá sessões antecipadas para a imprensa, visando impedir que os críticos escrevam sobre o filme antes da estreia. Carregando o subtítulo “Não se Pode Esconder”, a segunda parte cobre os anos entre a saída do bispo Edir Macedo (interpretado por Petrônio Gontijo) da prisão, em 1992, e a inauguração do Templo de Salomão, em São Paulo, em 2014, explorando a expansão da Universal pelo mundo. Segundo a sinopse oficial divulgada pela produção, o filme também responde às denúncias contra o bispo Edir Macedo, fundador e líder da entidade, envolvendo lavagem de dinheiro e intolerância religiosa. Está lá, por exemplo, o incidente conhecido como “chute na santa”, em que um bispo da Universal criticou, ao vivo na TV, a adoração de santas católicas. Juntos, os dois filmes têm orçamento de R$ 40 milhões, bancados, segundo o estúdio Paris Filmes, por empresas privadas.
Festival de Toronto seleciona três filmes brasileiros em sua mostra principal
A organização do Festival de Toronto 2019 divulgou uma lista abrangente de filmes que integrarão sua programação oficial. E entre os títulos estão três filmes brasileiros. Dois deles já foram premiados em Cannes, “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, e “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz. O terceiro é “Três Verões”, de Sandra Kogut, estrelado por Regina Casé (“Que Horas Ela Volta?”), que inicia sua carreira no circuito dos festivais. Os três integrarão a mostra World Contemporary Cinema, a principal de Toronto. No ano passado, o vencedor do evento (que é escolhido pelo público) foi “Green Book”, que acabou levando o Oscar de Melhor Filme. Estrelado por Sonia Braga (“Aquarius”), Barbara Colen (idem), Karine Teles (“Benzinho”) e pelo alemão Udo Kier (do clássico “Suspiria”), “Bacurau” venceu o Prêmio do Júri no Festival de Cannes e retrata o drama de um povoado isolado no nordeste brasileiro que descobre que não consta mais no mapa. A partir daí, se torna alvo de atentados. Considerado o Melhor Filme da mostra Um Certo Olhar, no Festival de Cannes, “A Vida Invisível” acompanha Eurídice e Guida, duas irmãs jovens e inseparáveis que enfrentam os pais conservadores no Rio de Janeiro dos anos 1950 para realizar seus sonhos: Eurídice (Carol Duarte, de “O Sétimo Guardião”) e quer ser pianista na Áustria e Guida (Julia Stockler, da série “Só Garotas”) quer ir atrás de seu amor na Grécia. Nada sai como planejado. Mas as duas contam com o apoio de outras mulheres para sobreviver ao mundo machista. “Três Verões”, por sua vez, reflete a situação política do Brasil acompanhar o impacto de operações como a Lava Jato numa família envolvida em esquemas de corrupção, apresentando a situação com um viés de luta de classes, pelo olhar de seus empregados. O foco é na personagem de Casé, caseira de uma casa de praia pertencente a uma família rica, na qual os proprietários só aparecem durante os fins de ano. Além destes filmes, Toronto também selecionou “Wasp Network”, do francês Olivier Assayas, que tem produção do brasileiro Rodrigo Teixeira. O filme será exibido fora de competição, em sessão especial. Por fim, a mostra Wavelengths, dedicada a filmes mais experimentais, vai contar ainda com mais dois títulos nacionais: “Sete Anos em Maio”, de Affonso Uchôa, e “A Febre”, de Maya Da-Rin. O Festival de Toronto vai acontecer entre os dias 5 e 15 de setembro no Canadá.
João Carlos Barroso (1950 – 2019)
O ator João Carlos Barroso morreu na noite de segunda-feira (12/8), aos 69 anos, após travar uma batalha contra um câncer. Ele teve uma longa carreira em novelas e humorísticos da Globo. Nascido em 1950, no Rio de Janeiro, Barroso sonhava em virar jogador de futebol. E estava fazendo justamente isso, numa pelada na praia, quando chamou atenção de produtores para trabalhar na coprodução do Brasil com a Argentina “Pedro e Paulo”, em 1961. Aos 11 anos de idade, contracenou com Jardel Filho e Francisco Cuoco. A partir daí, virou astro mirim, participando de teatro, programas de TV e até fez dublagens, virando a voz nacional do jovem rei Arthur na animação da Disney “A Espada Era Lei” (1963). A fase mais popular de sua carreira começou após os 21 anos, quando entrou na Globo e estrelou novelas que marcaram época. Ele se tornou parte da História da TV brasileira ao participar da última novela em preto e branco, “Estúpido Cupido” (1976), como Tavito, um dos jovens rebeldes da trama, e da primeira a cores, quando se tornou filho de Lima Duarte, o Eustórgio, em “O Bem Amado” (1973). Também se destacou como o Toninho Jiló em “Roque Santeiro” (1985), a novela de maior audiência de todos os tempos. A desenvoltura humorística com que retratou seu personagem, um guia turístico que se aproveitava da boa fé dos romeiros para vender objetos que dizia terem pertencido a Roque Santeiro, acabou direcionando sua carreira para programas do gênero, como “Os Trapalhões” e, mais tarde, “Zorra Total”. Ele só fez mais dois filmes, “O Pistoleiro” (1976) e o clássico da pornochanchada “Nos Tempos da Vaselina” (1979). E seu último papel na TV foi como o delegado Mesquita na novela “Sol Nascente”, em 2016 e 2017. Com quase 60 anos de carreira, ainda era lembrado como um jovem no imaginário coletivo, inclusive por colegas e amigos, que, desde a madrugada, começaram a prestar homenagens nas redes sociais, lembrando do futebol que ele praticou até não poder mais, e chamando-o pelo apelido do início de sua trajetória, Barrosinho.
Teen Choice Awards tem pior audiência de todos os tempos
A premiação do Teen Choice Awards foi um fracasso de público na rede americana Fox. Apenas 721 mil pessoas sintonizaram a atração na noite de domingo (11/8) nos Estados Unidos, o que rendeu 0,2 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto inteiro equivale a 1,3 milhão de público adulto qualificado na medição da consultoria Nielsen. Os números representam uma queda de 30% e 50% em audiência geral e demográfica, respectivamente, em relação ao ano passado. E totalizam a pior audiência de todos os tempos para a atração, que passa a ter seu futuro questionado. O baixo interesse também coloca em dúvida os dados de engajamento da premiação, que supostamente teria recebido mais de 55 milhões de votos online. Onde foi parar esse público? Alguns dos resultados bizarros dão pistas sobre o que aconteceu com o público invisível. Os vários troféus vencidos por “After”, grande fracasso de bilheteria nos Estados Unidos e desastre de crítica, e “Shadowhunters”, série cancelada por baixa audiência, indicam manipulação de fã-clubes, com muitos votos repetidos para forçar vitórias improváveis, que não refletem realmente o gosto médio dos adolescentes americanos. Importante considerar que a catástrofe de público do Teen Choice Awards se manifestou dois meses após o MTV Movie & TV Awards também registrar a pior audiência de sua História, visto por apenas 434 mil pessoas na MTV – uma queda de mais de 60% em relação à sintonia do programa no ano passado. Ambas as premiações tem o mesmo público-alvo e enfrentam a mesma desvalorização. Mas não estão sozinhas na falta de credibilidade. O People Choice Awards, exibido pelo canal pago E!, foi outro fiasco no ano passado, atraindo 580 mil espectadores em novembro. Em contraste, premiações da crítica, como o Globo de Ouro e o Critics Choice (exibida pela mesma Fox), foram assistidas por 18,6 milhões e 14,9 milhões de espectadores, respectivamente. Vale refletir.
Disney cancela Duro de Matar 6, Flash Gordon e mais de 200 filmes da Fox
A Disney caiu matando em cima do calendário de produções da 20th Century Fox, cancelando vários projetos que estavam sendo desenvolvidos. Estima-se que mais de 200 filmes foram enterrados pelos novos donos do estúdio, entre eles o sexto “Duro de Matar”, uma adaptação rival de “Pinóquio”, a versão feminina da “Liga Extraordinária”, um novo “Flash Gordon”, terrores baseados em livros de Stephen King, continuações de “Assassin’s Creek”, “Hitman” e “Poder sem Limites” e filmagens dos games “Megaman”, “The Sims” e “Magic: The Gathering”. Os cortes são consequência do fracasso de todos os filmes da Fox em 2019, de “Alita: Anjo de Combate” a “X-Men: Fênix Negra”, que fizeram a Disney sofrer uma perda de US$ 170 milhões no período fiscal, mesmo com o sucesso das produções da Marvel. Em conferência com acionistas, o CEO da empresa, Bob Iger, foi claro a respeito disso. “Um dos grandes problemas foi que o desempenho do estúdio da Fox ficou abaixo do que costumava ser, e muito abaixo de onde esperávamos que ficasse quando fizemos a aquisição”, disse o executivo. A ideia é que a Fox, que no ano passado produziu 12 longa-metragens (sem contar os títulos da Fox Searchlight e da agora extinta Fox 2000), passará a produzir apenas 5 lançamentos anuais para o cinema. Entretanto, o estúdio não ficaria ocioso, já que passaria a produzir também para a plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus).
Marlon Wayans surpreende público ao invadir exibição de seu filme em São Paulo
No Brasil para promover “Seis Vezes Confusão”, o ator Marlon Wayans invadiu uma sessão sessão especial do filme em São Paulo e surpreendeu o público. A “invasão” aconteceu nesta segunda (12/8) no cinema do Shopping Eldorado, na Zona Oeste da cidade, e Wayans aproveitou para brincar com o público e ensaiar algumas frases em português. O evento foi uma ação promocional da Netflix. Até a exibição do filme em sala cinematográfica fez parte do arranjo, porque, na verdade, o filme não será lançado nos cinemas. A estreia vai acontecer na sexta-feira (16/8) direto em streaming. Em “Seis Vezes Confusão”, Wayans replica Eddie Murphy em “Professor Aloprado” (1996), multiplicando-se em vários parentes. No caso, seis irmãos gêmeos, separados no nascimento e diferentes em tudo. Vale lembrar que, em “Professor Aloprado”, Eddie Murphy interpretava sete integrantes da mesma família. A historinha gira em torno do Wayans que sempre achou que fosse filho único, até encontrar um irmão e descobrir que, na verdade, eles são sêxtuplos. A partir daí, parte em busca do paradeiro dos demais, arriscando uma decepção atrás da outra. O filme permite a Wayans usar a fantasia de homem gordo que Eddie Murphy popularizou em “Professor Aloprado” e voltar a se vestir de mulher como em “As Branquelas”, com direito a muitas piadas de bundas. O nível é exatamente o que se espera de uma comédia do ator e roteirista. “Seis Vezes Confusão” tem direção de Michael Tiddes, que filma todos os filmes de Wayans desde “Inatividade Paranormal” (2013). Veja o trailer legendado abaixo.
Jamie Dornan será o Dr. Morte em série baseada em fatos reais
A Universal está desenvolvendo uma série baseada na história real de Christopher Duntsch, um médico do Texas que se tornou conhecido como Dr. Morte, pela quantidade de pacientes que matou. Sua rotina de assassinatos só foi interrompida após dois colegas cirurgiões e um jovem promotor público se unirem para denunciá-lo, perplexos com número de mortos e mutilados em suas cirurgias de rotina. Ainda sem canal definido e com o título provisório de “Dr. Death”, a série vai trazer Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”) como o infame cirurgião, e ainda contará em seu elenco com Alec Baldwin (“30 Rock”) e Christian Slater (“Mr. Robot”), nos papéis dos médicos que o denunciam. A trama, por sua vez, será baseada num podcast do site/produtora Wondery, que já inspirou duas outras séries de sucesso: “Homecoming” na plataforma de streaming da Amazon e “Dirty John” no canal pago Bravo. O projeto ainda está em fase muito inicial e não tem previsão de lançamento.
Tarantino defende versão arrogante de Bruce Lee em Era uma Vez em Hollywood
O diretor Quentin Tarantino aproveitou uma entrevista coletiva em Moscou, acompanhando o lançamento de “Era uma Vez em Hollywood” nos cinemas russos, para defender a forma como retratou Bruce Lee no filme, representado como um ator arrogante. A filha do astro falecido, Shannon Lee (produtora da série “Warrior”), fez duras críticas ao diretor após ver a representação de seu pai nas telas (leia aqui). Tarantino se defendeu afirmando que se baseou em entrevistas e relatos de pessoas próximas ao ator. “Bruce Lee era meio que um cara arrogante mesmo. O jeito que ele falava… Eu não inventei, ouvi ele falar coisas como essas. As pessoas me dizem ‘Ele nunca disse que poderia derrotar Muhammad Ali’, mas ele disse sim. E não foi só ele quem disse isso, sua esposa também. A primeira biografia dele que li foi ‘Bruce Lee: The Man Only I Knew’, de Linda Lee, e ela absolutamente disse isso.” A aparição de Bruce Lee (vivido por Mike Moh) no filme incluiu uma luta contra Cliff Booth, o dublê fictício interpretado por Brad Pitt. A cena também gerou controvérsia, já que Lee é conhecido como um dos maiores mestres das artes marciais, o que deixa a ideia de que um dublê estaria a sua altura um tanto quanto “irreal”. Entretanto, Tarantino afirmou que seu personagem é fictício e que a ficção aceita tudo. “Brad não poderia derrotar Bruce Lee, mas Cliff talvez pudesse. Então se pergunte: quem ganharia em uma briga, Bruce Lee ou Dracula? É a mesma pergunta. São personagens fictícios. E eu digo, Cliff poderia derrotá-lo, ele é um personagem fictício.” O diretor justificou o resultado da luta (um empate), afirmando que o passado de Cliff Booth como veterano de guerra deixaria as chances equilibradas. “A realidade da situação é essa: Cliff é um Boina Verde. Ele matou muitos, muitos homens na 2ª Guerra Mundial em combates mano-a-mano. É um assassino. O que Bruce Lee está falando na coisa toda é que ele admira guerreiros e combates, e boxe é uma aproximação de combate. Mais até do que lutas em torneios de artes marciais. Cliff não é parte de um esporte que parece combate, ele é um guerreiro. Se Cliff estivesse lutando contra Bruce Lee em um torneio de artes marciais no Madison Square Garden, Bruce Lee poderia matá-lo. Mas se eles estivessem lutando em uma selva nas Filipinas, em uma luta mano-a-mano, Cliff o mataria.” O detalhe é que a cena seria ainda mais polêmica, se Brad Pitt não tivesse se sentido incomodado e pedido para Tarantino mudá-la. No roteiro original, o dublê vencia o mestre, em vez da luta ser interrompida enquanto estava empatada. A informação foi compartilhada pelo coordenador de dublês do filme, Robert Alonzo, que revelou, em entrevista ao HuffPost, que a cena original traria uma luta muito maior, em que o personagem de Pitt acabaria dando um golpe baixo e vencendo a briga. “Sei que Brad expressou sua preocupação, e nós todos tínhamos preocupação com a derrota de Bruce. Especialmente para mim, que sempre idealizei Bruce Lee como um ícone, não apenas no reino das artes marciais mas também do modo que ele via a vida e a filosofia. Ver seu ídolo perder é muito triste”. “Todos os envolvidos ficaram ‘como que isso vai acontecer?’ Brad foi muito contra. Ele falava ‘é Bruce Lee, cara!'”, contou o coordenador. Apesar da polêmica, “Era uma Vez em Hollywood” se tornou o quarto filme de Tarantino a faturar mais de US$ 100 milhões na América do Norte, e deve se tornar a 3ª maior bilheteria doméstica do diretor no próximo fim de semana. Passado em Los Angeles no ano de 1969, o filme acompanha personagens fictícios e reais, retratando os bastidores de Hollywood no período. A estreia no Brasil está marcada para esta quinta (15/6).
HBO revela primeiras cenas de Avenue 5, Run, The Undoing e várias séries inéditas
A HBO divulgou um vídeo de apresentação de sua programação com cenas inéditas de suas próximas séries. Além das que já tiveram trailers divulgados, como “Watchmen”, “His Dark Materials” e a 3ª temporada de “Westworld”, o vídeo revela as primeiras cenas da sci-fi “Avenue 5”, estrelada por Hugh Laurie (“House”), “The New Pope”, com John Malkovich (“Billions”), “The Ousider”, com Ben Mendelsohn (“Rogue One”), “Run”, com Domhnall Gleeson (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), “The Plot Against America”, com Winona Ryder (“Stranger Things”) e John Torturro (“Transformers”), “I Know This Much Is True”, com Mark Ruffalo (“Vingadores: Ultimato”), e “The Undoing”, com Nicole Kidman (“Big Little Lies”), entre outras atrações. Confira abaixo.












