Paul Dano será o Charada no novo filme de Batman
O ator Paul Dano (“Okja” e “12 Anos de Escravidão”) foi contratado para viver o vilão Charada em “The Batman”, novo filme do herói de Gotham City. No longa, Edward Nygma será apresentado como Edward Nashton, antes de assumir sua identidade maligna. Dano será o segundo ator a interpretá-lo no cinema, após Jim Carrey em “Batman Eternamente” (1995). A confirmação acontece após Zöe Kravitz (“Mad Max: Estrada da Fúria”) ser anunciada como Mulher-Gato. Entretanto, Jonah Hill (“Anjos da Lei”), que negociava viver o Penguim, não entrou em acordo com a Warner e desistiu do papel. Rumores apontam que os produtores estariam agora atrás de Seth Rogen (“Vizinhos”). Escrito e dirigido por Matt Reeves (“Planeta dos Macacos: A Guerra”), o filme trará Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) como Batman. A produção deve começar a ser filmada em janeiro para um lançamento em junho de 2021.
Mostra de São Paulo: Programação vasta contrasta com clima sinistro para a Cultura no Brasil
A 43ª. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que começa nesta quinta (17/10), contrasta sua vasta programação ao momento sinistro, em que atuar na área da Cultura no Brasil está cada vez mais difícil: pela crise, pelos cortes, pelos filtros, pelos ataques, pelas perseguições, vocês sabem… Um evento da magnitude e importância da Mostra ganha significado ainda maior do que sempre teve, nesse contexto. O trabalho incansável de Renata de Almeida e sua equipe é digno do maior reconhecimento. É um trabalho de resistência e que não perde o fôlego. Senão, vejamos: mesmo com a perda de patrocínios, como o da Petrobras, a Mostra 43 vem com mais de 300 filmes de 45 países. Continua recebendo um número grande de convidados internacionais, promove uma Mostra Brasil ampliada, organiza o III Fórum da Mostra, debate filmes, lança livros, traz produções de realidade virtual, sessões especiais no Teatro Municipal, no Auditório Ibirapuera, no vão livre do MASP, exibições na CPFL de Campinas, itinerância em 12 cidades paulistas com o SESC e tudo o que tem feito dela o evento cinematográfico mais importante do país. O cardápio de filmes exige que os cinéfilos se debrucem na programação para descobrir as pérolas de todos os cantos do planeta, que sempre existem, e os novos talentos de primeiro e segundo longas de cineastas de todos os quadrantes. Já os filmes premiados nos festivais pelo mundo, como o vencedor de Cannes “Parasita”, de Bong Joon-ho, requerem menos esforço para serem localizados. Assim como os candidatos de seus países ao Oscar de filme internacional. “Wasp Network”, de Olivier Assayas, adaptação do livro de Fernando Morais “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, abre a Mostra. Assayas ainda será homenageado com o prêmio Leon Cakoff e uma retrospectiva com 14 obras exibidas nesta edição da Mostra. “Dois Papas”, o novo longa de produção internacional de Fernando Meirelles, protagonizado por Jonathan Pryce e Anthony Hopkins, fecha a programação no dia 30. E, entre eles, o melhor do cinema mundial, especialmente o cinema de alta qualidade artística, promotor de reflexões importantes que nos remetem aos dilemas do mundo atual. Isso tudo vai acontecer em São Paulo, de 17 a 30 de outubro de 2019, em 34 salas de cinema, de 28 locais de exibição, entre eles os já tradicionais Cinearte, Cinesesc, Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca e Augusta, Petra Belas Artes, Reserva Cultural, Cinesala e Cinemateca Brasileira. O circuito Spcine, o Instituto Moreira Salles, o Museu da Imagem e do Som e o Itaú Cultural também estão novamente presentes na Mostra. A central da Mostra fica no Conjunto Nacional, da avenida Paulista, onde podem ser adquiridas permanentes integrais (válidas para todas as sessões, sem restrição), especiais (para sessões de 2ª. a 6ª. feira, até as 17:55 h), ou pacotes de 40 ou de 20 ingressos. Assinantes da Folha têm desconto nas permanentes e associados plenos do Sesc têm preços promocionais, no Cinesesc. Ingressos individuais para as sessões somente nas salas dos cinemas, no dia de exibição do filme escolhido. Informações já podem ser obtidas na central da Mostra ou no site mostra.org. As vendas de permanentes e pacotes começam no dia 12 de outubro, sábado. Pacotes de 20 ingressos costumam se esgotar rapidamente. Como as sessões da Mostra costumam ser concorridas, vale a pena comprar pacotes ou permanentes, porque os ingressos podem ser tirados alguns dias antes da exibição do filme pretendido. O cartaz da Mostra 43, de Nina Pandolfo, é de uma delicadeza que contrasta com os tempos de ódio, grossura e lacração que estamos vivendo. O cartaz (abaixo), como a própria Mostra, é um respiro de beleza e arte.
Malévola: Dona do Mal é a maior estreia de cinema da semana
“Malévola: Dona do Mal” é a principal estreia da semana, com lançamento em mais de mil salas. A continuação do blockbuster de 2014 conta uma história inédita, ao contrário do anterior, que tinha como base a fábula “A Bela Adormecida”. O resultado é muito inferior e mal justifica sua produção. Apesar do elenco grandioso, encabeçado por Angelina Jolie no papel-título, Michelle Pfeiffer como sua rival e Elle Fanning como a ingênua Princesa Aurora, deve agradar apenas as crianças. A crítica internacional, por exemplo, achou medíocre – só 46% de aprovação no Rotten Tomatoes, nota que cai para 33% entre os críticos top da grande imprensa norte-americana. O circuito alternativo não se sai muito melhor, consequência direta da realização da Mostra de São Paulo, que também começa nesta quinta (17/10), concentrando o interesse dos cinéfilos. Para quem não mora na capital paulista, as opções mais razoáveis são “A Luz no Fim do Mundo”, uma sci-fi pós-apocalíptica dirigida e estrelada por Casey Affleck, que lembra muito “A Estrada” (2009, com Viggo Mortensen), o suspense espanhol “O Enigma da Rosa”, premiado em festivais de terror, e “Euforia”, segundo longa dirigido pela atriz Valeria Golino (ainda lembrada por clássicos como “Rain Man” e “Fuga de Los Angeles”), que, como típico drama italiano, aborda relações familiares. Confira abaixo a lista completa das estreias da semana com suas sinopses e trailers. Malévola: Dona do Mal | EUA | Fantasia Cinco anos após Aurora (Elle Fanning) despertar do sono profundo, a agora rainha dos Moors é pedida em casamento pelo príncipe Phillip (Harris Dickinson). Ela aceita o pedido e, com isso, parte rumo ao reino de Ulstead ao lado de Malévola (Angelina Jolie), no intuito de conhecer seus futuros sogros, John (Robert Lindsay) e Ingrith (Michelle Pfeiffer). O jantar entre eles deveria ser de celebração entre os reinos, mas os interesses de Ingrith vêm à tona quando é criado um atrito com Malévola e os demais seres mágicos. A Luz no Fim do Mundo | EUA | Sci-fi Depois do mundo ser atingido por uma pandemia, um pai (Casey Affleck) vive recluso na floresta com a filha adolescente Rag (Anna Pniowsky). Eles são muito ligados e o pai precisa lutar para proteger a menina depois que um homem misterioso aparece. O Enigma da Rosa | Espanha | Suspense Sara Castro (Patricia Olmedo), a filha de Oliver (Pedro Casablanc) e Julia (Elisabet Gelabert), desaparece sem deixar rastros. Os dias passam sem que eles tenham nenhuma notícia sobre a garota. Porém, em uma manhã, a família recebe uma carta de alguém que afirma ter capturado Sara e deseja falar com eles pessoalmente. Euforia | Itália | Drama Matteo (Riccardo Scamarcio) e Ettore (Valerio Mastandrea) são irmãos com vidas distintas e que compartilham um laço afetivo pouco desenvolvido. Enquanto o primeiro é um jovem empreendedor carismático e “mente aberta”, o segundo leva uma vida simples e reclusa na cidade em que nasceram, trabalhando como professor no ensino médio de uma escola local. Após um evento traumático, os dois começam a viver juntos em Roma, durante alguns meses. A situação faz com que eles trabalhem suas diferenças, possibilitando – em meio a um turbilhão de medo, fragilidade e euforia – o nascimento de uma ligação genuína entre os dois. Desafio de um Campeão | Itália | Drama Christian é um jogador de futebol muito talentoso e bem-sucedido que, após causar alguns problemas em campo, é aconselhado a procurar ajuda por parte do presidente de seu time. Quando Valerio, um professor tímido e solitário, é designado como tutor pessoal do atleta, encarregado de controlar seu temperamento, os dois precisam encontrar forças um no outro se quiserem que a improvável amizade entre eles floresça. Pavarotti | EUA | Documentário Um olhar sobre a vida e carreira de Luciano Pavarotti, o cantor de ópera italiano que se consagrou no cenário musical internacional, conquistando o status de ícone na música popular em geral. Através de imagens inéditas, entrevistas com sua família, amigos, colegas de profissão e produtores, além de gravações de suas performances, o diretor americano Ron Howard examina a trajetória no estrelato do homem apelidado de “tenor das pessoas”. Meu Nome É Daniel | Brasil | Documentário Daniel de Castro Gonçalves nasceu com uma deficiência que nenhum médico foi capaz de diagnosticar. No documentário em primeira pessoa o jovem relembra sua infância, por meio de registros de família, para tentar entender sua condição, enquanto busca novas respostas para sua doença.
David Duchovny entra no remake de Jovens Bruxas
O ator David Duchovny (o agente Mulder de “Arquivo X”) entrou no elenco do remake de “Jovens Bruxas” (The Craft), sucesso de 1996, que vai voltar como produção da Blumhouse – produtora de “Corra!”, “Nós”, “Fragmentado”, “Uma Noite de Crime”, etc. Apesar do anúncio, não foram revelados detalhes sobre a participação de Duchovny na trama. O filme original não tinha destaque para personagens adultos, o que deve restringir sua participação ao papel de pai ou professor das protagonistas. A trama acompanhava uma jovem recém-chegada numa nova escola, que faz amizade com três garotas malvadas, excluídas e envolvidas em bruxaria. Mas a irmandade formada por elas é quebrada quando uma das bruxas abusa do poder. Ao se voltarem contra a novata, esta se mostra muito mais poderosa que o esperado. O remake vai contar a mesmíssima história, que a Sony tenta refilmar desde 2015, quando contratou a cineasta Leigh Janiak (do terror indie “Honeymoon”) para o projeto. Na ocasião, a iniciativa não deu em nada. Assim, o estúdio se acertou com a Blumhouse, que escalou a atriz Zoe Lister-Jones para escrever e dirigir a nova versão. Cineasta novata, ela chamou atenção com sua estreia como diretora, a comédia musical indie “Band Aid”, premiada em festivais norte-americanos em 2017. O novo “The Craft” (título em inglês) será estrelado por Cailee Spaeny (de “Circulo de Fogo: A Revolta”), Gideon Adlon (“The Society”), Lovie Simone (“Greenleaf”), Zoey Luna (“Pose”) e Nicholas Galitzine (“Chambers”) nos papéis originalmente vividos por Robin Tunney (a Teresa Lisbon de “The Mentalist”), Fairuza Balk (Ginger em “Ray Donovan”), Neve Campbell (a Sidney Prescott da franquia “Pânico”), Rachel True (série “Half & Half”) e Skeet Ulrich (o FP Jones de “Riverdale”). Atualmente em pré-produção, o remake ainda não tem cronograma de filmagem e nem data de estreia definidos.
Snake Eyes: Atrizes de La Casa de Papel e A Babá viverão Baronesa e Scarlett no derivado de G.I. Joe
A atriz espanhola Ursula Corberó (a Tóquio de “La Casa de Papel”) foi confirmada como a vilã Baronesa e a australiana Samara Weaving (“A Babá”) como a heroína Scarlett em “Snake Eyes”, filme derivado da franquia “G.I. Joe” Em ascensão, a sobrinha de Weaving (“Matrix”) estrelou neste ano o terror “Ready or Not” (2009) e será vista em 2020 em “Bill & Ted: Encare a Música” e na série “Hollywood”, nova criação de Ryan Murphy (criador de “American Horror Story”). Já Corberó, que recentemente encerrou as gravações da Parte 4 de “La Casa de Papel”, vai estrear em Hollywood com a produção. As duas personagens surgiram na segunda geração dos brinquedos da Hasbro, lançada nos anos 1980, respectivamente como primeira integrante heroína e a primeira vilã feminina da franquia. Posteriormente, ambas apareceram nos quadrinhos da Marvel e nas séries animadas da época. Elas também integraram o filme de 2009, “G.I. Joe: A Origem de Cobra”, vividas por Rachel Nichols (Scarlett) e Sienna Miller (Baronesa). Nos quadrinhos, Scarlett tem um relacionamento especial com Snake Eyes, que no filme será vivido por Henry Golding (“Podres de Ricos”). O personagem que dá título à produção, por sua vez, é conhecido por se vestir de preto, nunca revelar seu rosto e jamais falar. Seu inimigo jurado é Storm Shadow, um ninja que também é seu irmão de sangue – e que terá interpretação de Andrew Koji (da série “Warrior”) no novo filme. O ator indonésio Iko Uwais (“22 Milhas”) também faz parte do elenco, como o mentor de Snake Eyes. O filme foi escrito pelo grego Evan Spiliotopoulos, roteirista de “Hércules” (2014), “O Caçador e a Rainha do Gelo” (2016) e “A Bela e a Fera” (2017). A direção está a cargo de Robert Schwentke, que dirigiu dois filmes da franquia “Divergente”. E a previsão de lançamento é para outubro de 2020.
Crise nas Infinitas Terras revela visual do supervilão Anti-Monitor
Os produtores do Arrowverso divulgaram as imagens oficiais de mais dois personagens do crossover “Crise nas Infinitas Terras”. Eles são o Pariah (abaixo), uma versão alternativa de Harry Wells (Tom Cavanagh) como o último sobrevivente de sua Terra, e o Anti-Monitor (acima), supervilão responsável pela destruição do multiverso. Considerada um marco dos quadrinhos, a história da “Crise” original, publicada em 1985, ficou famosa por matar muitos super-heróis clássicos, como o Flash (a versão de Barry Allen) e a Supergirl (Linda Lee Danvers), o que foi um choque para os leitores da época. O objetivo foi realizar o primeiro reboot dos quadrinhos em todos os tempos, por meio da destruição de todas Terras paralelas, menos uma. Esse evento foi tão traumático que apagou a existência do multiverso, inclusive a memória dele, e reacomodou sobreviventes de outras Terras na linha temporal da Terra 1, por meio de um recomeço completo de todas as histórias e lembranças dos personagens da DC. Na história clássica, Pariah é um personagem que viaja no tempo para testemunhar a criação do universo, mas ao fazer isso passa a acreditar que sua presença tenha originado o multiverso e sua antítese entrópica, materializados pelo Monitor e o Anti-Monitor (ambos interpretados por LaMonica Garrett), seres poderosos movidos por diferentes objetivos. Enquanto o primeiro se dedica a estudar o multiverso, a motivação do segundo é a destruição de todas as dimensões. Por causa da sua participação no big bang, Pariah é sempre enviado para locais que estão prestes a ser destruídos pela onda de antimatéria do Antimonitor, testemunhando as mortes de universos inteiros, um atrás do outro. Isto o leva ao desespero, mas, depois de muito se culpar, descobre que outro cientista, ao viajar no tempo até o Big Bang, foi quem realmente criou as entidades. O Anti-Monitor apenas se aproveitou da sua aparição como atalho para invadir sua dimensão, destruí-la e, com isso, aumentar sua anti-energia a ponto de se tornar uma ameaça para todo o multiverso. Não está claro o quanto da história original de Marv Wolfman será aproveitada na adaptação televisiva. Após o episódio de estreia de “Arrow”, o Pariah pode até ser o Harry Wells de Terra 2 (saiba mais aqui – com spoilers). De todo modo, o personagem já deve aparecer nos próximos episódios de “The Flash”.
Estreia de Arrow dá início à trama de Crise nas Infinitas Terras
“Arrow” estreou sua 8ª e última temporada de forma apocalíptica na noite de terça (15/10) nos Estados Unidos, com o primeiro gostinho da “Crise nas Infinitas Terras”. Spoilers. Intitulado “Starling City”, o episódio acompanhou a visita de Oliver Queen (Stephen Amell), o Arqueiro Verde, à Terra 2. Ao contrário da história de origem do Arqueiro Verde, o Oliver da Terra 2 morreu no mar. Aproveitando-se desse fato, o herói da Terra 1 consegue se passar pelo filho desaparecido de Moira Queen (Susanna Thompson), que teria retornado após passar mais de uma década supostamente perdido numa ilha. Essa premissa foi um presente para os fãs, por permitir evocar paralelos criativos com o piloto e a 1ª temporada da série, além de resgatar vários personagens mortos na cronologia oficial de “Arrow”, ainda vivos em Terra 2. Mas não por muito tempo. O final do episódio serviu para mostrar a extensão da Crise que Oliver precisará enfrentar, conforme antecipado pelo Monitor (LaMonica Garrett). Mesmo economizando nos efeitos visuais – concentrados num cenário fechado, uma delegacia de polícia – , o desfecho apresentou a versão televisiva da DC para o “estalo” de Thanos, com a destruição de vários personagens diante do olhar aturdido do herói. Além da diferença orçamentária, na série ninguém foi poupado. O capítulo se encerra com a destruição total da Terra 2, da qual apenas Laurel Lance (Katie Cassidy), a Sereia Negra, conseguiu escapar, graças a um portal aberto por Oliver (e Diggle) para a segurança da Terra 1. Falando à imprensa após a exibição, os showrunners de “Arrow” revelaram ter pedido permissão aos produtores de “The Flash” para destruir a Terra paralela, originalmente introduzida na 2ª temporada da série do herói velocista, num arco que deu início à saga dos multiversos na TV. Isto porque, além das mortes vistas no episódio de “Arrow”, a catástrofe planetária pode ter representado o fim de personagens queridos, como o Harry Wells (Tom Cavanagh) da Terra 2 e sua filha velocista, Jesse Quick (Violett Beane). O destino deles deverá ser abordado na próxima semana, no terceiro episódio da 6ª temporada de “The Flash”. Ao contrário dos crossovers anteriores do Arrowverso, a trama de “Crise nas Infinitas Terras” já está a pleno vapor, várias semanas antes do evento oficial do encontro das séries. “Quando começamos a temporada, como não temos tantos episódios [serão só 10], sabíamos que queríamos começar com algo grande e apresentar a próxima Crise imediatamente. A Crise está começando mais cedo do que pensávamos”, disse Beth Schwartz para o site TVLine. Considerada um marco dos quadrinhos, a história da “Crise” original, publicada em 1985, ficou famosa por matar muitos super-heróis clássicos, como o Flash (a versão de Barry Allen) e a Supergirl (Linda Lee Danvers), o que foi um choque para os leitores da época. O objetivo foi realizar o primeiro reboot dos quadrinhos em todos os tempos, por meio da destruição de todas Terras paralelas, menos uma. Esse evento foi tão traumático que apagou a existência do multiverso, inclusive a memória dele, e reacomodou sobreviventes de outras Terras na linha temporal da Terra 1, por meio de um recomeço completo de todas as histórias e lembranças dos personagens da DC. Assim como na publicação impressa, a expectativa é que a resolução da “Crise” acomode os personagens de outras Terras, como Supergirl, num único Arrowverso. Mas seu impacto não deve se resumir a isso, já que o crossover conduzirá ao final da série “Arrow”, que inaugurou esse universo de adaptações de quadrinhos. Disparado o maior crossover já tentado na história da televisão, “Crise nas Infinitas Terras” será exibido entre dezembro e janeiro ao longo de cinco episódios individuais das séries “Arrow”, “The Flash”, “Supergirl”, “Legends of Tomorrow” e a estreante “Batwoman”. Embora sua série tenha ficado de fora desta lista, até o herói Raio Negro (Black Lightning) vai participar da produção. Ainda não há previsão oficial para a estreia de “Crise nas Infinitas Terras” no Brasil.
Sintonia foi segunda melhor estreia brasileira da Netflix
O Brasil também apareceu no relatório trimestral da Netflix, apresentado nesta quarta (16/10) para investidores. O material alardeia o sucesso de “Sintonia”, mas sem trazer os números da audiência à tona, ao contrário das revelações feitas sobre os recordes de acessos da 3ª temporada de “Stranger Things” e do desempenho internacional de “La Casa de Papel”. Segundo a Netflix, “Sintonia” teria registrado o segundo melhor público para uma série estreante do Brasil. A primeira colocada não teve seu nome revelado, já que a empresa prefere manter a “caixa preta” da sua audiência longe do alcance da concorrência. Apesar disso, a Netflix ainda não confirmou a produção da 2ª temporada da série, que foi lançada em 9 de agosto na plataforma. “Sintonia” foi criada e também é dirigida por KondZilla, apelido de Konrad Cunha Dantas, paulista conhecido por fazer clipes de sucesso do funk ostentação e dono do canal mais visto do YouTube, com mais de 30 milhões de inscritos. A série é estrelada pelo funkeiro MC Jottapê, dono do hit “Ladrão da Noite”, e o ator Christian Malheiros, cuja atuação no longa “Sócrates” lhe rendeu indicação na categoria de melhor ator do Independent Spirit Awards, uma das principais premiações do cinema independente americano. MC Jottapê interpreta Doni, um músico ansioso para voar além dos modestos sonhos que sua família planejou para ele. Seu melhor amigo, o ambicioso e ousado Nando (Malheiros), escolhe o caminho arriscado do crime organizado, mesmo indo contra seu senso de ética. O elenco ainda destaca Bruna Mascarenhas em sua estreia como atriz, no papel da rebelde e engenhosa Rita, além de Julia Yamaguchi, Fernanda Viacava, Danielle Olímpia, Leilah Moreno e Vanderlei Bernadino. Kondzilla desenvolveu o projeto com a atriz Alice Braga (série “Queen of the South”) e o roteirista Felipe Braga (série “Mandrake”), por meio da produtora da dupla, Losbragas. Felipe Braga e Guilherme Quintella (roteirista de “Meu Amigo Hindu”) também são creditados como cocriadores de “Sintonia”, ao lado do diretor de clipes.
Netflix revela público de La Casa de Papel, seu maior sucesso internacional
O relatório trimestral da Netflix, apresentado nesta quarta (16/10) para investidores, abriu a “caixa preta” da audiência de vários programas da plataforma. Além do recorde de acessos da 3ª temporada de “Stranger Things”, os dados disponibilizados publicamente pela primeira vez também chamaram atenção para o desempenho de “La Casa de Papel”. Segundo os números apresentados pela empresa, a produção espanhola é a série de idioma não inglês mais vista de seu serviço. A parte 3 da atração foi acessada por mais de 44 milhões de domicílios durante suas primeiras quatro semanas (também conhecidas como um mês completo) ao redor do mundo. Outro dado impressionante é que a Netflix contabilizou ter produzido 100 temporadas de séries gravadas em línguas não inglesas, realizadas em 17 países diferentes, e planeja lançar mais 130 só em 2020. No Brasil, o maior sucesso do último trimestre foi “Sintonia”. Saiba mais aqui.
Stranger Things bateu recorde de acessos da Netflix em sua 3ª temporada
A Netflix, que só abre a “caixa-preta” de sua audiência quando interessa, divulgou que a 3ª temporada de “Stranger Things” bateu o recorde de acessos da plataforma. Segundo relatório trimestral da empresa, apresentado nesta quarta (16/10) para investidores, 64 milhões de domicílios assistiram aos episódios da série em seu primeiro mês de exibição. A maioria dos acessos aconteceu logo após o lançamento da 3ª temporada, em 4 de julho. Na época, a Netflix chegou a informar que mais de 40 milhões de assinantes viram episódios da série nos primeiros quatro dias de sua disponibilização. A Netflix contabiliza um “acesso” quando um integrante da família assiste a 70% de um episódio de série. “Stranger Things” já está renovada para a 4ª temporada, que deve ser exibida em 2020. Além disso, a empresa fechou um contrato milionário de exclusividade com os irmãos Duffer, criadores da atração.
Atriz de Punho de Ferro será protagonista de Matrix 4
A atriz britânica Jessica Henwick, revelação de “Game of Thrones” que virou heroína da Marvel em “Punho de Ferro”, está em negociações finais para ser a protagonista de “Matrix 4”. Segundo apurou o site Deadline, trata-se de um dos principais do novo filme. Ela teve que passar por testes de casting para ser aprovada. Embora a trama e seus personagens estejam sob sigilo, boatos sobre os novos integrantes do elenco sugerem que Henwick viveria uma versão feminina de Neo, o papel de Keanu Reeves na trilogia original, enquanto outro ator confirmado, Yahya Abdul-Mateen (o vilão Arraia Negra em “Aquaman”), seria a versão jovem de Morpheus, personagem imortalizado por Laurence Fishburne em 1999. Keanu Reeves também está confirmado como Neo, assim como Carrie-Anne Moss na pele de Trinity. Curiosamente, os dois personagens morreram em “Matrix Revolutions” (2003). Além deles, Jada Pinkett Smith negocia retornar como Niobe, uma das líderes da rebelião de Zion contra as máquinas, e Neil Patrick Harris (“How I Met Your Mother” e “Desventuras em Série”) completa o elenco conhecido em papel misterioso. A participação em “Matrix 4” será a segunda franquia clássica de sci-fi estrelada por Jessica Henwick, que já apareceu em “Star Wars: O Despertar da Força” (2015) e ainda estará em “Godzilla vs. Kong”. Curiosamente, também renderá um reencontro entre estrelas das séries canceladas da Marvel na Netflix. Carrie-Anne Moss também apareceu em episódios de “Punho de Ferro” como a advogada Jeri Hogarth. A produção atravessa atualmente sua fase de revisão de roteiro. A história foi escrita por Aleksandar Hemon (roteirista de “Sense8”) e David Mitchell (autor do livro que virou “A Viagem”) em parceria com Lana Wachowski, que criou “Matrix” com a irmã Lilly, na época em que ambas eram “irmãos”. Desta vez, Lana é a única Wachowski envolvida no projeto. Ela também vai assinar a direção, completando uma separação da irmã que se iniciou na produção de “Sense8”. A trama do filme original passava-se em um futuro no qual uma Inteligência Artificial tomou conta do mundo. A maioria das pessoas, no entanto, vive sem saber disso, habitando uma “simulação” virtual do planeta antes do apocalipse. Porém, alguns conseguem se libertar e o hacker Neo (Reeves) é escolhido para se “desplugar” deste universo virtual e ajudar os rebeldes na luta contra os computadores e robôs que escravizaram a humanidade. O filme de 1999 foi revolucionário por suas metáforas, que combinavam metafísica e sci-fi, mas também por suas cenas de ação, que introduziram o wire fu (o kung fu voador) e o feito “time bullet” (câmera lenta do ponto de vista de uma bala) no cinema ocidental. Fez tanto sucesso que ganhou duas continuações, que entretanto não tiveram a mesma repercussão, chegando a decepcionar os fãs da franquia. As filmagens do quarto longa devem começar nos primeiros meses de 2020, mas não há previsão para o lançamento nos cinemas.
Quadrinhos de Bone vão virar série da Netflix
A Netflix anunciou a produção de uma série animada baseada em “Bone”, quadrinhos icônicos de Jeff Smith. Vencedora de 10 prêmios Eisner (o Oscar dos quadrinhos), “Bone” foi originalmente publicada de forma independente em 55 edições, de 1991 a 2004, na maior sequência já escrita e desenhada pelo mesmo artista na história do gênero. Equilibrando humor, ação e fantasia, “Bone” tem como principal inspiração os quadrinhos clássicos de Carl Barks (“Tio Patinhas”), Walt Kelly (“Pogo”) e a obra literária de J R.R. Tolkien (“O Senhor dos Anéis”). A trama gira em torno de três primos – Fone Bone, Phoney Bone e Smiley Bone – pequeninos, carecas, totalmente brancos e narigudos, que se perdem num deserto vasto, depois de serem expulsos de sua cidade natal, e acabam encontrando seu destino num vale repleto de criaturas maravilhosas e aterradoras. Smith está encarregado de supervisionar a exibição na TV. “Esperei bastante tempo por isso”, disse o autor, em comunicado. “A Netflix é a casa perfeita para Bone. Fãs dos quadrinhos sabem que a história se desenrola capítulo a capítulo, livro por livro. E uma série de animação é exatamente o melhor jeito de fazer isso”.
História do aplicativo Uber vai virar minissérie
A ascensão meteórica e os conturbados bastidores do lançamento do aplicativo Uber serão dramatizadas no formato de uma minissérie da TV paga americana. Brian Koppelman e David Levien, criadores de “Billions”, uma das séries mais conceituadas do canal pago Showtime, fecharam contrato com a emissora para escrever e produzir a atração. “A história da Uber é rica em reviravoltas, personalidades únicas e implicações importantes para os Estados Unidos”, disse a presidente da Showtime, Jana Winograde. “É um estudo de caso de engenhosidade e insanidade, e não há escritores mais adequados que Brian e David para explorar esse negócio e as pessoas que o dirigem, literal e metaforicamente”, completou. A minissérie será baseada no livro “Super Pumped: The Battle for Uber”, do jornalista Mike Isaac, e vai se focar em Travis Kalanic, ex-CEO da Uber, que saiu do cargo após pressão dos acionistas em 2017, acompanhando a jornada da empresa, entre altos e baixos. O projeto ainda não tem título oficial e nem previsão de lançamento.












